Senador esquerdista diz que ora regularmente por Trump

O senador democrata Chris Coons, do estado de Delaware, revelou publicamente que ora regularmente pelo ex-presidente republicano Donald Trump e que não o considera um “inimigo”. A declaração foi feita durante o evento “Living Out One’s Faith in Difficult Times: An Evening with Senator Chris Coons”, realizado na New Avenue Presbyterian Church em Washington, D.C., na última segunda-feira.

Coons, que serve no Senado desde 2010, relembrou um episódio do National Prayer Breakfast de 2017, quando convidou Trump para orar com ele no palco. A atitude gerou reações mistas. “Para as centenas de pessoas que ligaram e reclamaram do que eu fiz, eu disse: ‘qual parte de ore por seus inimigos você não entendeu?’ E ele não é meu inimigo”, relatou o senador.

Durante o evento, Coons perguntou à plateia quantos oravam diariamente por Trump, levantando sua própria mão. Ele afirmou orar “por nosso ex-presidente e por nosso presidente atual”, brincando que diria a Trump, em um próximo encontro, que ele “tem sido muito bom para minha vida de oração”.

Bases Bíblicas

O democrata, de 62 anos, que possui um diploma de divindade pela Universidade de Yale, citou Filipenses 4:6-7 como fonte de conforto em tempos de polarização. Ele também destacou a importância de encontrar um terreno comum no Congresso, exemplificando com seu trabalho bipartidário.

“Donald Trump sancionou cinco dos meus projetos de lei no mês passado. Cinco”, afirmou Coons, recebendo aplausos. Ele detalhou sua colaboração com a senadora republicana Lisa Murkowski, do Alasca, para aprovar uma lei que destinou US$ 100 milhões adicionais para pesquisa sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e melhor acesso a tratamentos.

Coons explicou que apresenta tanto projetos de lei “proféticos” – que sabe que não serão aprovados – quanto legislação “pragmática”, construída a partir do compromisso com oponentes ideológicos. “O que me dá esperança no Congresso é que ainda fazemos coisas assim”, disse.

Fé e Patriotismo

O senador também compartilhou uma prática pessoal simbólica: ele remove seu broche da bandeira americana ao participar de cultos religiosos. “Eu tiro para me lembrar que, como cristão, minha lealdade, meu coração, meu compromisso pertencem a Cristo. Um Cristo de todos os povos e de todas as nações”, explicou.

Em entrevista anterior ao podcast “Livin’ The Bream”, da Fox News, Coons já havia argumentado que o Evangelho “não é republicano nem democrata”, destacando as mais de 2.000 referências bíblicas aos pobres, viúvas, órfãos e refugiados.

Ao final de seu discurso, Coons reconheceu os desafios atuais de civilidade e divisão no país, mas reiterou seu compromisso em buscar uma ação política que una, sem abrir mão de suas convicções de fé. Com: Christian Post.