Fisioterapeuta lança livro ‘devocional’ que ensina combater a dor

O fisioterapeuta Luiz Sola lançou o devocional terapêutico 365 Dias Sem Dor, obra que propõe uma abordagem integrada entre neurociência, prática clínica e espiritualidade para ajudar pessoas que convivem com dores crônicas.

Com mais de 30 anos de experiência na área, o autor defende que a dor não deve ser vista apenas como um problema físico, mas como uma experiência que também envolve emoções, pensamentos e a forma como cada pessoa interpreta a própria vida.

Fundador do Instituto Krion e fisioterapeuta de atletas como Ana Moser e Fernanda Venturini, Luiz Sola afirma que, ao longo da carreira, percebeu que muitos pacientes permaneciam sofrendo não apenas por lesões, mas pelo medo, ansiedade, traumas e crenças negativas associados ao corpo e ao movimento.

“Muitas pessoas continuam com dor não porque estão machucadas, mas porque aprenderam a ter medo do próprio corpo”, explicou o autor.

A obra apresenta uma proposta de reeducação da dor baseada em cinco pilares: positividade, gratidão, otimismo, fé e movimento. Segundo Sola, hábitos simples do cotidiano, como cultivar pensamentos positivos, valorizar pequenas conquistas e manter o corpo ativo, podem contribuir para mudanças na percepção da dor e no bem-estar emocional.

O livro também diferencia a dor aguda da dor crônica. Enquanto a primeira funciona como um mecanismo natural de proteção do corpo durante o processo de recuperação, a segunda passa a ocupar espaço constante na vida da pessoa quando persiste por mais de três meses.

“Sentir dor é natural. Ela é uma resposta sábia do corpo, um alarme que se acende para proteger enquanto ocorrem a cicatrização e a adaptação”, destaca um trecho da obra.

Com linguagem acessível e foco acolhedor, “365 Dias Sem Dor” foi dividido em duas partes. A primeira apresenta explicações sobre como a dor funciona, abordando fatores emocionais, medo e excesso de proteção corporal. Já a segunda oferece um plano diário com reflexões, versículos bíblicos, exercícios mentais, movimentos corporais e orientações práticas voltadas ao fortalecimento emocional e espiritual.

A proposta é incentivar o leitor a assumir uma postura mais ativa diante do processo de recuperação, desenvolvendo uma relação mais segura com o corpo e com a própria rotina.

Além do público em geral, o material também pode ser utilizado por profissionais da saúde, igrejas e lideranças comunitárias que atuam no acompanhamento de pessoas em sofrimento físico e emocional.

“Mais do que aliviar sintomas, a proposta é devolver autonomia, confiança e liberdade, porque, no final, é sobre voltar a viver”, concluiu Luiz Sola.

365 Dias Sem Dor

Um Devocional Terapêutico para o Corpo, a Mente e a Alma

Autor: Luiz Sola

ISBN/ASIN: 978-65-01-82626-4

Páginas: 512

Preço: R$ 134,90

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Egito: estátua do faraó que sofreu pragas achada por arqueólogos

Uma missão arqueológica no Egito encontrou uma estátua gigante que pesquisadores acreditam representar Ramsés II, um dos governantes mais conhecidos do antigo Egito e frequentemente associado, em interpretações populares, ao faraó citado no livro bíblico de Êxodo.

A descoberta ocorreu no sítio arqueológico de Tel Faraoun, na província de Sharqia, segundo comunicado divulgado em 22 de abril pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito e pelo Conselho Supremo de Antiguidades.

Embora a parte inferior da estátua esteja ausente, arqueólogos estimam que a peça pese entre 5 e 6 toneladas e tenha cerca de 2,1 metros de altura. As autoridades egípcias afirmaram que, apesar do estado de conservação considerado precário, a escultura mantém características artísticas e históricas relevantes.

O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Hisham Lithi, afirmou que a descoberta representa uma importante evidência das atividades religiosas e reais no Delta oriental do Egito. Segundo ele, o achado também reforça evidências de que estátuas reais eram frequentemente transferidas entre diferentes regiões do país.

Já Mohamed Abdel-Badii, responsável pelo setor arqueológico egípcio do conselho, informou que estudos preliminares indicam que a estátua não foi originalmente produzida em Tel Faraoun. Pesquisadores acreditam que ela tenha sido criada em Pi-Ramesses, cidade fundada por Ramsés II, e posteriormente transportada para reutilização em um complexo religioso.

As autoridades informaram que a peça foi retirada do local e levada para o depósito do museu de San El-Hajar, onde passará por restauração e preservação.

Ramsés II viveu entre 1303 a.C. e 1213 a.C. e é considerado um dos faraós mais conhecidos da história egípcia. A associação entre ele e o faraó descrito no Êxodo bíblico ganhou popularidade em produções cinematográficas como Os Dez Mandamentos, O Príncipe do Egito e Êxodo: Deuses e Reis.

O texto bíblico, no entanto, não identifica nominalmente o faraó que confrontou Moisés. Pesquisadores e intérpretes bíblicos divergem sobre qual governante egípcio teria ocupado o trono durante o período descrito em Êxodo. Algumas interpretações apontam Amenófis II como possível candidato, embora não exista consenso histórico sobre o tema.

Além da descoberta relacionada a Ramsés II, arqueólogos também anunciaram recentemente a identificação de um complexo monástico cristão com cerca de 1.500 anos no Delta do Nilo. O sítio foi localizado em Al-Qalāyā, na província de Beheira.

Segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, a estrutura inclui um edifício do século V que teria servido como centro de recepção para peregrinos e religiosos. O local possui 13 cômodos destinados a diferentes funções, incluindo celas monásticas, áreas de hospedagem, cozinha e espaços de ensino.

De acordo com o The Christian Post, os arqueólogos também encontraram um grande salão decorado com bancos de pedra e motivos botânicos, que provavelmente era utilizado para receber visitantes e líderes religiosos.

Hisham Lithi afirmou que Al-Qalāyā é considerado o segundo maior centro monástico conhecido da história do monasticismo cristão. Segundo ele, a descoberta ajuda pesquisadores a compreender a evolução da arquitetura monástica, desde habitações isoladas até estruturas comunitárias voltadas à recepção de visitantes e peregrinos.

Atleta de Cristo RUN combina corrida e shows em São Paulo

A segunda edição da Atleta de Cristo RUN será realizada no Parque Ecológico do Tietê, na Zona Leste de São Paulo. A programação está marcada para o dia 07 de junho, com concentração às 6h e largada prevista para as 7h.

O evento reúne corrida de rua, momentos de oração e apresentações musicais antes e após a prova. A proposta da organização é integrar prática esportiva, espiritualidade e convivência entre os participantes.

Entre as atrações confirmadas estão Ton Carfi, Nesk Only e Bruninho Music. O projeto foi criado em 2025 pelo Atleta de Cristo Club, grupo que reúne corredores ligados a valores cristãos. Segundo o idealizador Matheus Salmazo, a iniciativa surgiu da busca por um ambiente que conectasse esporte e fé de forma intencional.

“A gente já vivia a corrida no dia a dia, mas sentia falta de um ambiente que se conectava com a fé de forma intencional. Então decidimos criar algo que unisse saúde e propósito em um só lugar”, afirmou.

Salmazo explicou que o projeto busca incentivar disciplina, constância e superação pessoal, associando esses valores à vivência da fé cristã. A primeira edição reuniu cerca de 500 participantes e contribuiu para a expansão da comunidade nas redes sociais, que atualmente soma mais de 50 mil seguidores, além de promover encontros presenciais entre corredores.

Segundo a organização, um dos principais desafios tem sido ampliar o alcance do evento sem alterar sua proposta original. “Crescer o evento sem perder o propósito e a qualidade da experiência foi e continua sendo um dos maiores desafios”, declarou.

Além da corrida, a programação inclui atividades voltadas à integração entre os participantes, com momentos de louvor, mensagens e interação comunitária. “Não é só sobre correr e ir embora. É sobre viver um ambiente com fé, comunidade, música, conexão e significado”, destacou Salmazo.

Os organizadores afirmam ainda que o projeto tem gerado relatos de mudanças de hábitos e fortalecimento espiritual entre os participantes. “Nosso objetivo é que cada pessoa saia diferente de como chegou, mais motivada e conectada com seu propósito”, disse o idealizador.

A estrutura do evento contará com equipe de apoio e protocolos de segurança voltados para corridas de rua. A organização informou que a iniciativa é independente e atualmente não possui patrocinadores.

“Queremos levar esse movimento para mais pessoas e consolidar a corrida como parte de um calendário anual”, concluiu Matheus Salmazo.

Atleta de Cristo RUN

7 de junho de 2026 (domingo)

Concentração: a partir das 6h

Largada: 7h

Local: Parque Ecológico do Tietê – Via Parque, 8055 – São Paulo (SP)

Estação próxima: Engenheiro Goulart (CPTM)

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Cantora relata abuso e traição em livro sobre a fidelidade de Deus

A cantora Nicole C. Mullen lançou o livro It’s Never Wrong to Do the Right Thing, (Nunca é Errado Fazer a Coisa Certa, em tradução livre do inglês) no qual relata experiências pessoais envolvendo violência doméstica, infidelidade conjugal e superação por meio da fé cristã.

Conhecida por músicas como Redeemer e Call on Jesus, a artista afirmou que decidiu compartilhar aspectos mais profundos de sua trajetória após passar por um processo de cura emocional e espiritual.

Aos 59 anos, Mullen declarou que revisitar episódios dolorosos tornou-se possível após perceber o que considera uma restauração promovida por Deus em sua vida. “O erro continua sendo doloroso. Mas é mais fácil falar sobre isso porque vi o Senhor me dar a vitória”, afirmou.

A cantora ganhou projeção no cenário da música cristã contemporânea no fim da década de 1990 e início dos anos 2000. Ao longo da carreira, recebeu nove prêmios Dove Awards, duas indicações ao Grammy Awards e foi incluída no Hall da Fama da Música Cristã em 2011.

Em seu livro de memórias anterior, My Redeemer Lives, It’s Personal – A Story of Hope, publicado em 2020, Mullen revelou ter sofrido agressões físicas em seu primeiro casamento. Ela também relatou que seu segundo marido, o produtor David Mullen, foi infiel durante a relação. O casal se divorciou após 21 anos de casamento e teve três filhas.

Segundo a cantora, o novo livro combina relatos autobiográficos e reflexões devocionais, utilizando histórias bíblicas e experiências pessoais para abordar temas como sofrimento, fé e perseverança. “Este livro não é apenas sobre a minha história, mas sobre muitas outras pessoas que passaram por tragédias, escolhas difíceis e momentos de alegria”, disse.

Mullen afirmou que algumas experiências ainda permanecem emocionalmente sensíveis. “É mais difícil falar sobre coisas que ainda são feridas”, declarou. Ela também destacou que, durante décadas de carreira pública, precisou lidar com dores pessoais enquanto continuava atuando no ministério e na música.

Entre os temas centrais da obra estão discernimento espiritual e obediência a Deus. A cantora disse que ainda está aprendendo a compreender melhor aquilo que considera direção divina. “Aprendi que podemos confiar em Deus tanto nas boas quanto nas más decisões. Ele é capaz de redirecionar nossas vidas”, afirmou.

O livro também apresenta personagens bíblicas como Abigail, Joquebede e Ana, mulheres que, na leitura de Mullen, tomaram decisões importantes mesmo sem reconhecimento público. Ela citou ainda Lia como uma de suas figuras bíblicas favoritas.

Ao comentar o cenário da música cristã contemporânea, Mullen afirmou esperar que artistas mantenham o foco na fé e não apenas na visibilidade pública. Ela citou o texto bíblico de Primeira Epístola a Timóteo ao defender que cristãos sejam exemplos “na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”.

A cantora, que se casou pela terceira vez em 2021, também afirmou acreditar que períodos difíceis podem fortalecer a fé. “Podemos dizer que acreditamos em Deus, mas até que isso seja provado, não sabemos”, declarou ao The Christian Post.

Ao concluir, Mullen incentivou pessoas que enfrentam sofrimento a buscarem aproximação espiritual. “Às vezes é simplesmente dizer: ‘Senhor, eu preciso do Senhor’. Quando alguém se aproxima de Deus, Ele se aproxima também”, afirmou.

Terroristas se escondem em igreja e geram confronto com cristãos

Moradores muçulmanos e cristãos da cidade de al-Khader entraram em confronto após militantes palestinos tentarem se esconder em uma igreja durante uma operação das Forças de Defesa de Israel.

Segundo o Exército israelense, dois palestinos lançaram coquetéis Molotov contra veículos israelenses na região de Gush Etzion, próximo a al-Khader. Após o ataque, que não deixou feridos, os suspeitos fugiram em direção à Igreja de São Jorge, onde ocorria uma celebração religiosa.

No momento da perseguição, moradores participavam da tradicional festa de São Jorge no mosteiro da cidade. De acordo com Israel, os militantes tentaram se misturar à multidão presente na igreja. As tropas afirmaram que chegaram ao local, mas decidiram não entrar no templo para evitar riscos aos civis e preservar o espaço religioso.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou: “Terroristas invadiram uma igreja durante um culto, usando cristãos como escudos humanos”. O órgão acrescentou que os militares evitaram entrar na igreja “para proteger civis e respeitar a santidade do local sagrado”.

Após a retirada das tropas, confrontos foram registrados entre moradores cristãos e muçulmanos da cidade. Segundo a versão apresentada pelas Forças de Defesa de Israel, os conflitos ocorreram em razão da tentativa dos suspeitos de se esconder entre os participantes da celebração religiosa.

Veículos de comunicação palestinos, por outro lado, relataram que as tropas israelenses isolaram partes da cidade e utilizaram gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral antes de deixarem a área. Também afirmaram que uma pessoa ficou ferida durante a ação.

O governador de Belém confirmou a ocorrência de uma confusão dentro da igreja, envolvendo membros do clero e um homem da cidade de Beit Jala, mas atribuiu a escalada da tensão à incursão militar israelense, de acordo com informações do The Christian Post.

O diplomata George Deek afirmou que o uso de igrejas como esconderijo por militantes palestinos já ocorreu em outros momentos do conflito. Ele citou o episódio de 2002 na Igreja da Natividade, quando dezenas de militantes armados se refugiaram no local durante a Segunda Intifada.

Deek também mencionou uma pesquisa realizada em 2020 segundo a qual parte dos cristãos palestinos relatava sentir-se rejeitada dentro da sociedade local. Em publicação no X, ele afirmou que comunidades cristãs no Oriente Médio enfrentam crescente vulnerabilidade.

O atual Mosteiro Ortodoxo Grego de São Jorge possui estruturas datadas do século XVI, embora existam registros de uma igreja no local desde o período das cruzadas. A construção atual foi concluída em 1912.

Filme sobre evangelista Nick Vujicic fala de fé, família e propósito

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O documentário No Limbs, No Limits: The NickV Story apresenta a trajetória do evangelista Nick Vujicic, conhecido mundialmente por ter nascido sem braços e pernas e por atuar em eventos cristãos em diversos países.

O filme aborda episódios da infância do pregador, incluindo bullying, isolamento e períodos em que ele relatou ter perdido a vontade de viver.

Segundo Vujicic, o documentário não se concentra apenas no sofrimento, mas na forma como ele encontrou propósito por meio da fé cristã: “É sobre o que pode acontecer quando você não recebe um milagre, mas ainda assim se torna um”, afirmou.

A produção reúne imagens de arquivo, entrevistas com familiares e bastidores do ministério liderado por Vujicic, fundador da NickV Ministries. O filme também mostra o impacto emocional vivido por seus pais e irmãos durante os anos mais difíceis de sua infância.

“Éramos apenas uma família normal. Nos amávamos, mas brigávamos como irmãos”, disse o evangelista. Ele afirmou que rever os relatos de seus familiares sobre aquele período foi uma das partes mais emocionantes da produção.

O documentário também destaca o alcance internacional do trabalho missionário de Vujicic. Segundo dados de seu ministério, ele já esteve em 87 países, reuniu-se com 37 presidentes e pregou para milhões de pessoas ao redor do mundo. A organização afirma ainda que cerca de 1,5 milhão de pessoas professaram fé em Jesus Cristo em eventos ligados ao ministério.

Mesmo após décadas de atuação pública, Vujicic declarou que continua orando por cura física. “Ainda tenho um par de sapatos no meu armário. E continuo rezando por braços e pernas”, afirmou.

Durante entrevistas relacionadas ao lançamento do filme, o evangelista criticou o que chamou de visão “transacional” da fé cristã, associada à ideia de que obediência religiosa garante prosperidade e ausência de sofrimento. “Deus não é um gênio da lâmpada”, declarou. Segundo ele, o documentário enfatiza temas como humildade, perseverança e confiança na vontade divina.

Vujicic também demonstrou preocupação com o que classificou como discipulado superficial em parte das igrejas e afirmou que as novas gerações precisam de maior acompanhamento espiritual. “Se os adolescentes não estão sendo verdadeiramente discipulados, para onde nossa nação está indo?”, questionou.

O filme ainda aborda aspectos pessoais da vida do evangelista, incluindo sua relação com a esposa, Kanae Vujicic, com quem é casado desde 2012, e os quatro filhos do casal. Segundo ele, seu desejo é que os filhos compreendam a fé cristã sem se sentirem obrigados a seguir o mesmo ministério.

O lançamento ocorre em meio ao crescimento de produções religiosas no mercado audiovisual, impulsionado pelo sucesso de obras como The Chosen. O documentário tem estreia prevista para 25 de setembro nos cinemas dos Estados Unidos, com distribuição da Fathom Entertainment.

A produção foi realizada pelos estúdios Sypher Studios e Reserve Entertainment , responsáveis por filmes de temática cristã como After Death e Blue Miracle. Parte do financiamento ocorreu por meio de campanha coletiva organizada em parceria com a Good Works Hub.

De acordo com informações do portal The Christian Post, o sócio da NickV Films, Marc Harper, afirmou que o projeto busca ampliar o alcance de produções com mensagens centradas no Evangelho. Já Vujicic resumiu o objetivo do documentário dizendo: “Todos nós temos uma história. E Deus pode usar todos nós”.

Crescimento evangélico na Espanha gera reação de preconceito

O crescimento de igrejas evangélicas brasileiras na Espanha, impulsionado principalmente pela imigração latino-americana, tem ampliado a presença dessas comunidades religiosas em cidades como Madri e Barcelona. Ao mesmo tempo, integrantes dessas congregações relatam episódios de preconceito e discriminação.

No bairro de San Blas, em Madri, funciona uma unidade da Igreja Pentecostal Deus é Amor. O templo reúne fiéis de diferentes nacionalidades e tem servido como espaço de acolhimento para imigrantes latino-americanos.

A paraguaia identificada como “irmã Clara”, residente na Espanha desde 2019, afirmou que a igreja funciona como uma rede de apoio. “Somos todos família”, declarou ao relatar a convivência entre os membros.

Dados do Observatório de Pluralismo Religioso apontam que uma nova igreja evangélica é aberta a cada quatro dias em Madri. Atualmente, a capital espanhola conta com 1.187 templos evangélicos. Nos últimos cinco anos, foram inauguradas 455 novas congregações, crescimento de 62%.

O pastor Gilberto Miranda de Moraes, líder da Igreja Deus é Amor na Espanha, conduz cultos em português e espanhol. As reuniões abordam temas relacionados à fé, vida familiar e dificuldades financeiras, além de momentos de oração por pessoas que enfrentam problemas de saúde e outras crises pessoais.

Estimativas indicam que cerca de 1,5 milhão de pessoas frequentem igrejas evangélicas na Espanha. O percentual de pessoas que se identificam como evangélicas passou de 0,2% em 1998 para 2% em 2018. Entre as denominações presentes no país estão a Igreja Universal do Reino de Deus, Batista da Lagoinha, Igreja Cristã Maranata e Verbo da Vida.

O professor Chema Alejos relaciona esse crescimento à imigração latino-americana. Segundo ele, muitos imigrantes buscam proximidade cultural e apoio comunitário ao chegar ao país. A Espanha abriga cerca de 4 milhões de latino-americanos, incluindo pessoas em situação migratória irregular.

Relatos de discriminação também acompanham esse processo. A pregadora dominicana Josefa Nava afirmou já ter sido multada por evangelizar em locais públicos. O brasileiro Marcelo de Moura relatou ter enfrentado rejeição no ambiente de trabalho após sua conversão religiosa.

Gilberto Miranda atribuiu parte dessas experiências à percepção negativa direcionada a imigrantes latino-americanos. Já Kenny Clewett, organização de apoio a migrantes, afirmou que grupos religiosos formados por imigrantes e comunidades historicamente marginalizadas enfrentam dificuldades de representação social e institucional na sociedade espanhola, segundo informações do jornal O Globo.

A relação histórica entre protestantismo e Espanha também influencia o cenário atual. O país tem forte tradição católica e registrou perseguições a protestantes ao longo de sua história, incluindo restrições durante o regime de Francisco Franco. A liberdade religiosa foi ampliada apenas após a redemocratização espanhola.

Técnica que acusa Magno Malta de agressão se afasta do trabalho

A técnica de radiologia que acusa o senador Magno Malta de agressão se afastou de suas funções no Hospital DF Star na última terça-feira, 05 de maio. Segundo informações da empresa, a profissional apresentou recomendação médica para afastamento das atividades.

O hospital informou ainda que está colaborando com as investigações conduzidas pelas autoridades. O episódio teria ocorrido na quinta-feira, 30 de abril, durante a realização de um exame de angiotomografia. De acordo com o relato da técnica, houve vazamento de contraste no braço do senador durante o procedimento. Ela afirmou que, após o incidente, Malta teria se levantado da maca, desferido um tapa em seu rosto e proferido ofensas verbais, chamando-a de “imunda” e “incompetente”.

O senador negou as acusações. Em vídeo publicado nas redes sociais ainda durante a internação, Magno Malta declarou que nunca agrediu mulheres e classificou a denúncia como “falsa comunicação de crime”. O parlamentar está hospitalizado após relatar mal-estar enquanto seguia para o Congresso Nacional.

A defesa do senador apresentou outra versão sobre o ocorrido. Segundo os advogados, Malta estava sob efeito de medicações fortes e com a consciência comprometida no momento do exame. A nota divulgada pela defesa afirma que o parlamentar teria reagido à dor provocada pelo vazamento do contraste, sem intenção de agredir a profissional.

O Hospital DF Star abriu procedimento administrativo interno para apurar o caso, segundo a revista Oeste. A técnica registrou boletim de ocorrência no mesmo dia do incidente e relatou que o impacto do tapa teria entortado seus óculos enquanto ela prestava atendimento.

A investigação policial busca esclarecer as circunstâncias do episódio. Entre as medidas previstas estão a oitiva de testemunhas e a análise de prontuários médicos para verificar o estado clínico e o nível de sedação do senador durante o exame. O hospital informou que está fornecendo os documentos solicitados pelas autoridades.

Capelão prega na FAB sobre riscos da vida espiritual superficial

O pastor e capelão Claudio Britto compartilhou nas redes sociais trechos de uma pregação dirigida a jovens recrutas da Força Aérea Brasileira, em Brasília. Durante a mensagem, ele falou sobre compromisso espiritual e alertou sobre o que definiu como uma fé superficial.

O encontro teve participação voluntária e contou com momentos de louvor, oração e reflexão bíblica, como demonstra a publicação nas redes sociais.

Na pregação, Britto afirmou que muitas pessoas permanecem apenas próximas da fé, sem assumir um compromisso efetivo com a vida cristã. “Muita gente fica apenas na beira do caminho. Escuta uma música gospel, acompanha conteúdos religiosos, acha tudo bonito, mas não decide caminhar de fato com Deus”, declarou. O pastor, que integra a Capelania Evangélica da FAB e atua na Igreja do Nazareno, acrescentou: “Jesus falou apenas de dois caminhos: o estreito e o largo. Não existe caminho do meio”.

Com base na parábola do semeador, descrita no Evangelho de Mateus capítulo 13, o capelão afirmou que um coração dividido impede o desenvolvimento da fé. “A semente até cai no coração, mas logo é arrancada porque não encontrou espaço para germinar”, disse. “Ou a pessoa anda com Deus, ou vive distante Dele, seguindo apenas os desejos da carne”.

Britto também declarou que a caminhada cristã exige renúncia e comprometimento. “Os planos de Deus vão se cumprir na vida daquele que decide viver intensamente a vontade dEle”, afirmou. “Quem tenta dividir o coração entre Deus e os interesses deste mundo acaba vivendo em constante conflito”.

Ao se dirigir aos recrutas, o pastor incentivou os jovens a priorizarem a vontade divina em suas decisões. “Tudo aquilo que Deus prepara para nós é muito maior do que os projetos que criamos sozinhos”, declarou.

Ao final da reunião, diversos militares foram à frente para um momento de oração. Em oração coletiva, os participantes declararam o desejo de abandonar uma fé superficial e desenvolver um relacionamento mais próximo com Deus.

“Senhor, eu quero um coração fiel. Não quero mais viver apenas na beira do caminho. Faz de mim um homem de Deus, perdoa meus pecados, cura minhas feridas e me recebe como filho no Teu reino”, oraram os soldados.

Após o encontro, Claudio Britto comentou a realização do culto e destacou a importância da espiritualidade na formação pessoal dos militares. “Foi uma manhã muito especial diante da presença do Criador. Quando nos conectamos com o Senhor, nos tornamos pessoas melhores. Viver os princípios de Cristo nos ensina a amar mais a Deus e também ao próximo”, afirmou.

Defesa de doutrinas bíblicas vira denúncia contra Frei Gilson

O frei Frei Gilson foi alvo de uma representação encaminhada ao Ministério Público de São Paulo por declarações classificadas pelo autor da denúncia como discriminatórias contra mulheres e pessoas LGBT+.

A representação foi apresentada pelo jornalista e escritor Brendo Silva, ex-seminarista católico e autor do livro A Vida Secreta dos Padres Gays. Segundo o documento, o religioso teria utilizado em homilias, entrevistas e publicações nas redes sociais expressões como “homossexualismo”, termo contestado por movimentos LGBT+.

A denúncia também menciona falas em que o frei associa a homossexualidade a conceitos como “desordem”, “contrariedade à lei natural” e “depravação grave”. Entre os vídeos anexados ao pedido encaminhado ao Ministério Público está um trecho em que o religioso comenta o posicionamento da Igreja Católica sobre relações entre pessoas do mesmo sexo. “Se a tua igreja está falando que não pode homem com homem, não pode e acabou”, afirmou.

O documento cita ainda declarações em que Frei Gilson defende, com base em interpretações bíblicas, que a mulher exerce papel auxiliar em relação ao homem. Para Brendo Silva, as falas reforçam posicionamentos considerados discriminatórios e incompatíveis com debates atuais sobre igualdade de gênero e diversidade sexual.

Na representação, o ex-seminarista declarou que “liberdade religiosa não é liberdade para odiar” e afirmou que discursos dessa natureza não deveriam ser normalizados em um país com elevados índices de violência contra mulheres e pessoas LGBT+.

Brendo Silva também afirmou ter convivido durante mais de dez anos no ambiente religioso com “dezenas de seminaristas, padres e bispos gays”. Segundo ele, existe uma contradição entre experiências vividas dentro da instituição religiosa e discursos públicos relacionados à sexualidade: “É preciso coerência e responsabilidade”, opinou.

O comentarista político Rodrigo Constantino comentou o caso nas redes sociais e indicou enxergar a denúncia como consequência do resultado da campanha eleitoral de 2022. “Avisamos que os cristãos seriam perseguidos como na Nicarágua”, escreveu no X, em referência à situação enfrentada por evangélicos e católicos no país da América Central.

Até o momento, Frei Gilson não responde criminalmente pelo caso. A representação está em análise no Ministério Público de São Paulo, que decidirá se haverá abertura de procedimento formal por meio do GECRADI.

Com quase 13 milhões de seguidores no Instagram e mais de 9 milhões de inscritos no YouTube, Frei Gilson ganhou projeção nacional durante a pandemia de COVID-19 ao realizar transmissões ao vivo de orações, músicas e terços durante a madrugada.

Avisamos que os cristãos seriam perseguidos como na Nicarágua… pic.twitter.com/MOBfpRtyE5

— Rodrigo Constantino (@Rconstantino) May 6, 2026