O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, confirmou a indicação de Judith Marín Morales, de 30 anos, para comandar o Ministério da Mulher e da Igualdade de Gênero. Evangélica, ela deve assumir o cargo em 11 de março e será a integrante mais jovem do próximo gabinete. A nomeação é interpretada como um sinal de mudança na condução da pasta em relação ao governo atual.
Marín é associada a pautas pró-vida e pró-família e já declarou publicamente que considera necessária uma revisão do papel e da atuação do ministério. A indicação contrasta com a gestão do presidente Gabriel Boric, que colocou a pasta no centro do comitê político e a tratou como eixo estratégico da agenda do governo.
Ao comentar a nomeação nas redes sociais, a futura ministra agradeceu a confiança de Kast e disse que assume a função com responsabilidade. Ela afirmou que pretende trabalhar para “todas as mulheres do Chile”, de acordo com informações do Evangelico Digital.
Formada em Letras pela Universidade de Santiago (Usach), Judith Marín iniciou sua trajetória política como assessora parlamentar e teve atuação territorial na região sul da capital. Ela foi vereadora de San Ramón entre 2021 e 2024, período em que integrou o partido Renovação Nacional. Depois, passou ao Partido Social Cristão (PSC), onde ocupa atualmente a função de secretária-geral e também preside um grupo de jovens evangélicos da Usach.
A nomeação gerou reação entre parlamentares da oposição. Deputadas como Emilia Schneider e Javiera Morales criticaram o perfil ideológico da indicada e disseram temer retrocessos em direitos das mulheres e de minorias sexuais. Kast, por sua vez, descreveu seu time como um “gabinete de emergência”, formado majoritariamente por independentes e técnicos, e afirmou que pretende imprimir rapidez e firmeza ao governo que começa em março.