O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou o Supremo Tribunal Federal e parlamentares da base governista ao comentar o desfecho da CPMI do INSS. A declaração foi feita em meio às discussões sobre o relatório final da comissão.
O deputado afirmou: “Eu acho que o Supremo demonstra aos aposentados e pensionistas brasileiros que eles estão de costas e não estão nem um pouquinho preocupados com a roubalheira”.
Sóstenes também respondeu a declarações do ministro Gilmar Mendes sobre possíveis vazamentos de informações da comissão. Ele negou envolvimento e solicitou a identificação dos responsáveis.
De acordo com a revista Oeste, o parlamentar declarou: “Essa carapuça que ele quer colocar não serve pra mim, porque eu não vazei nada”. Em seguida, acrescentou: “Então, como ele é quem está acusando de vazamento, que traga os nomes. Senão, ele está cometendo um crime de acusar indevidamente pessoas sem provas. O ministro Gilmar Mendes precisa, ao rigor da legislação brasileira, dar os nomes de quem produziu os vazamentos”.
O deputado também criticou a condução política dos trabalhos da comissão e apontou tentativa de interferência por parte da base do governo federal. Segundo ele, a elaboração de um relatório alternativo por aliados do Executivo já era esperada. Ele afirmou: “Nenhuma surpresa, desde o início o PT não queria CPMI, o PT está aqui blindando os ladrões de aposentados”. Em seguida, declarou: “Eles são literalmente protetores de ladrões de aposentados e pensionistas. Se eles fizerem isso, demonstram mais uma vez quem são os petistas”.
Sóstenes rejeitou a possibilidade de acordo para unificar as conclusões da comissão. Ele afirmou: “Nós não estamos aqui para fazer acordinho. Nós estamos aqui para defender aposentado e pensionista”.
De acordo com o parlamentar, a definição ocorrerá por meio de votação. Ele declarou: “Ou eles votam o relatório que o relator vai apresentar, ou eles apresentam outro e mostram ao Brasil quem são eles”.
O deputado informou que o relatório será apresentado na sexta-feira, 27 de março, e que a votação poderá se estender, se necessário. Ele afirmou: “O relatório vai ser lido amanhã, não sei quanto tempo vai levar”. Em seguida, concluiu: “Se necessário, a gente vai ficar pra sábado, mas tem que votar. O Brasil vai saber claramente quem é quem. Aqui as vísceras ficam abertas a todos os brasileiros”.