A primeira-dama Rosângula da Silva, a Janja, fez críticas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em razão de um vídeo publicado por ele nas redes sociais na sexta-feira (27), no qual comenta o projeto de lei que tipifica o crime de misoginia. A proposta foi aprovada pelo Senado três dias antes e aguarda análise na Câmara dos Deputados.
Em suas declarações, Janja afirmou que o parlamentar teria divulgado informações falsas sobre o texto e associou o conteúdo publicado à violência contra mulheres.
“Eu quero dizer que enquanto você, deputado, se preocupava em produzir um vídeo cheio de mentiras e protegendo aqueles homens que vão pra internet disseminar discurso de ódio, uma mulher era assassinada”, disse.
A primeira-dama declarou ainda que continuará defendendo a proposta e criticou o que classificou como discurso de ódio nas plataformas digitais.
“Nós mulheres não vamos desistir. Nem eu, deputado, não se preocupe. Eu vou estar sempre ao lado das mulheres nessa luta contra esse discurso de ódio. Eu não vou desistir.”
Resposta do deputado
Nikolas Ferreira publicou um vídeo em resposta à primeira-dama. Ele afirmou que as críticas reforçam sua posição contrária ao projeto, que, segundo ele, teria como propósito controlar opiniões.
“Obrigado, Janja, por mostrar que agora eu tenho mais do que certeza de que eu estou no caminho certo”, disse o deputado.
Em sua fala, Nikolas também sustentou que o projeto não trata de violência contra a mulher, mas sim de estabelecer limites para o que pode ser expresso em redes sociais.
“Até mesmo porque as pessoas compreenderam que esse projeto não tem nada a ver com violência doméstica, agressão contra a mulher ou até mesmo morte contra as mulheres”, afirmou.
O parlamentar fez referência a governos anteriores do Partido dos Trabalhadores e dirigiu críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marido de Janja. Segundo Nikolas, durante os primeiros mandatos do PT (2003 a 2013) os índices de feminicídio já apresentavam crescimento.
“De 2003 a 2013, o governo do PT e o seu marido governou o Brasil. Não fui eu que fui presidente da República, foi o seu”, declarou.
Nikolas acusou ainda o governo de usar o tema com fins eleitorais e disse que seguirá contestando a proposta.
“É fazer um monte de discurso pra poder ganhar a eleição novamente, enganar as pessoas, mas que na prática não tem ação concreta alguma.”