A Páscoa de 2026 registra aumento nos preços do chocolate no Brasil, com alta próxima de 15% em relação ao ano anterior. O índice supera a inflação oficial acumulada em 12 meses até fevereiro, estimada em cerca de 3,8%, segundo dados econômicos recentes.
O encarecimento está associado à crise global do cacau. Problemas climáticos e estruturais em países produtores da África reduziram a oferta e pressionaram os preços internacionais nos últimos anos. Mesmo com alguma estabilidade recente, o insumo permanece em patamar elevado, e a indústria ainda utiliza estoques adquiridos a valores mais altos.
No mercado interno, o impacto é acumulado. O chocolate registra alta próxima de 25% nos últimos 12 meses, o que tem influenciado o comportamento do consumidor e reduzido o acesso ao produto.
Diante do aumento dos custos, fabricantes passaram a ajustar a composição dos produtos. Parte das empresas reduziu o uso de manteiga de cacau e ampliou a utilização de gorduras alternativas como forma de conter despesas. Especialistas do setor afirmam que essas mudanças podem alterar características como sabor e textura.
Além do custo da matéria-prima, outros fatores contribuem para o aumento dos preços. Despesas com energia, logística e embalagens seguem em alta e impactam o valor final, especialmente em períodos de maior demanda, como a Páscoa.
Segundo a revista Oeste, apesar do cenário, o período mantém relevância para o setor. Em algumas redes varejistas, a data pode representar até 40% do faturamento anual, sustentada pela tradição de consumo.
As vendas de chocolate na Páscoa de 2026 têm expectativa de crescimento entre 10% e 15%. O desempenho indica manutenção da demanda, embora com mudanças no perfil de compra. Consumidores têm priorizado produtos menores, barras e itens promocionais, além de buscar alternativas artesanais como opção de custo-benefício.