A nova coleção de camisas da Seleção Brasileira, lançada pela Nike para a disputa da Copa do Mundo 2026, despertou polêmica nas redes sociais por elementos inseridos nas peças que estão sendo associados a entidades cultuadas em religiões de ocultismo.
A primeira peça apresentada foi a camisa do uniforme n° 2, azul, que traz um padrão alegadamente abstrato, mas foi imediatamente associado aos contornos da figura de Baphomet, um bode com chifres associado ao satanismo.
Já a principal camisa da Seleção, a amarela usada como titular, estendeu a polêmica após a designer Rachel Denti, da Nike, alegar em um vídeo divulgado pelo Uol que os torcedores do Brasil gritam “vai, Brasa” nos estádios para torcer pela equipe e por isso esse termo foi inserido em adereços do uniforme, como a etiqueta da camisa e os meiões.
De imediato, torcedores associaram o termo “Brasa” a uma entidade cultuada em religiões de matriz africana, o “exu brasa” e iniciaram protestos nas redes sociais. O especialista de marketing esportivo Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports, afirmou que a reação negativa é natural em casos de tentativa forçada de criar um slogan.
“Quando parece forçado, a rejeição é imediata. Em termos de marketing, a ideia é boa, mas o sucesso depende muito mais da identificação genuína do público do que apenas da estética ou da frase escolhida”, declarou Wolff ao Estadão.
No meio evangélico, houve pastores que costumam comentar futebol nas redes sociais reagindo negativamente aos lançamentos. Pedro Pamplona, pastor da Igreja Batista Filadélfia e torcedor do Fortaleza, comparou em uma publicação no X a estética do uniforme n° 2 do Brasil com a escolha feita pela mesma empresa para a segunda camisa da Espanha: “A diferença é brutal”.
“Essa campanha de marketing da Nike para o uniforme da seleção é inacreditável de ruim. Me recuso a acreditar que o vídeo daquela moça falando em brasa e faixas da capoeira seja real. Parece feita por gente que mora fora há anos e perdeu a conexão real com o próprio país”, acrescentou Pamplona.
Já o torcedor do Grêmio, pastor Jack, indicou no X seu boicote: “Podem divulgar a vontade… mas tenham certeza, que cristãos conservadores não comprarão esses materiais da Nike”.
A página Não Esqueço aprofundou as críticas à empresa e à designer, resgatando antigas publicações de Rachel nas redes sociais: “A Nike achou uma boa ideia colocar uma comunista, que exalta pornografia e drogas, e que provavelmente odeia o que a camisa da seleção representa politicamente, para fazer o design do novo uniforme. Resultado: um monte de penduricalho idiota em um ‘Vai Brasa’, que eu nunca ouvi NINGUÉM FALAR na vida, escrito no meião… Ah, só uma pergunta, será que o Departamento de Justiça dos EUA sabe que tem ali uma imigrante apoiando abertamente o grupo terrorista Antifa?”, questionou.
A Nike achou uma boa ideia colocar uma comunista, que exalta pornografia e drogas, e que provavelmente odeia o que a camisa da seleção representa politicamente, para fazer o design do novo uniforme.
Resultado: um monte de penduricalho idiota em um ” Vai Brasa”, que eu nunca… pic.twitter.com/cP7XVRuHGQ
— Não Esqueço (@CanalNaoEsqueco) March 22, 2026