O diácono John Zak, de 69 anos, morreu após um episódio de violência que mobilizou autoridades e a comunidade local. Ele era conhecido pelo trabalho religioso e pela atuação profissional na área de saúde, além de ter adotado, com a esposa Mary Zak, vários dos 13 filhos da família.
Segundo o Departamento de Polícia de Omaha, em Nebraska (EUA), o principal suspeito é Martin Zak, filho adotivo do diácono, de 36 anos. Ele foi detido após tentar fugir no dia seguinte ao ocorrido e teve a prisão mantida pela Justiça, sendo formalmente acusado de homicídio em primeiro grau.
A polícia informou que o caso teve início na noite de 11 de março, após um registro de desaparecimento. John Zak não compareceu ao trabalho na CHI Health nem a um compromisso na igreja. Durante as buscas, agentes encontraram indícios de violência na residência, incluindo vestígios de sangue que levaram ao quarto do suspeito, localizado no porão.
De acordo com informações apresentadas no processo, o corpo do diácono foi localizado com ferimentos causados por arma branca. Investigadores também relataram a apreensão de objetos na residência e a identificação de evidências em diferentes áreas da casa.
Relatos incluídos na investigação apontam que Mary Zak havia saído para trabalhar no dia do ocorrido, enquanto Martin permanecia na residência para participar de um programa de saúde mental. Ao retornar, ela encontrou sinais de arrombamento e percebeu inconsistências na situação, acionando as autoridades.
Pessoas próximas à família afirmaram que o filho adotivo enfrentava dificuldades relacionadas à saúde mental. Segundo conhecidos da comunidade, os pais buscavam estabelecer limites ao mesmo tempo em que tentavam oferecer apoio. Familiares já demonstravam preocupação com a segurança doméstica antes do episódio.
A morte do diácono gerou forte comoção entre membros da igreja e colegas de trabalho. Em nota, a paróquia destacou o histórico de dedicação de John Zak à vida religiosa e ao serviço comunitário. — A tragédia reside não apenas na violência do ocorrido, mas também na perda de um homem cuja vida foi profundamente dedicada a Deus, à família e ao próximo — afirmou o pároco John P. Broheimer.
A instituição de saúde onde ele atuava também se manifestou. Em comunicado, a CHI Health informou que o profissional trabalhou por 38 anos como supervisor de terapia respiratória e destacou sua contribuição no cuidado a pacientes e no apoio às equipes.
A igreja anunciou a realização de uma vigília em memória do diácono, seguida de cerimônia fúnebre marcada para sexta-feira, 21 de março. Líderes religiosos ressaltaram que, apesar das circunstâncias da morte, a trajetória de John Zak será lembrada pela dedicação, fé e atuação junto à comunidade.
De acordo com informações do portal The Christian Post, o caso segue sob investigação das autoridades locais.