Livro finalizado por Charlie Kirk antes da morte será lançado

Charlie Kirk concluiu, antes de morrer, um livro em que defende a guarda de um dia de descanso como princípio bíblico. A obra, intitulada Pare em Nome de Deus: Por que Honrar o Sábado Transformará Sua Vida, tem publicação anunciada para breve.

O pastor de Kirk, Rob McCoy, disse que acompanhou o processo final de aprovação do material durante uma viagem à Coreia. “É um livro incrível. Charlie estava muito animado com a publicação. Eu estava com ele na Coreia quando lhe entregaram o livro – era a última coisa que ele precisava aprovar, e, de fato, o livro o transformou profundamente”, afirmou.

McCoy também relatou que, pouco antes de falecer, Kirk comentou que sua viagem favorita havia sido a Israel. Na avaliação do pastor, isso teria relação com o aprendizado de Kirk sobre a importância de guardar o sábado, ou Shabat, como é chamado em Israel.

Segundo o relato, Kirk vivia um período de crise, com excesso de compromissos e sensação de desgaste. Em conversa com um amigo pastor, ele teria comentado o tema com Dave Engelhart, integrante do conselho da Turning Point. De acordo com McCoy, Engelhart perguntou: “Você já pensou em tirar um sábado?”.

No texto, Micha’el Ben-David, descrito como judeu messiânico que vive na Galileia, afirmou que o Shabat tem um significado central na fé. “Sabe, o Shabat é o segredo mais profundo do Reino dos Céus, que esteve escondido à vista de todos. Está lá desde Gênesis 1”, disse.

A guarda do sábado como dia santo é apresentada como o quarto mandamento, e o texto descreve que, em grande parte de Israel, as atividades cotidianas diminuem do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado. Em casas judaicas, como a da família Ben-David, o jantar é preparado, velas são acesas e pão e vinho são abençoados, conforme a descrição.

Ben-David afirmou que o ritual é vivido com reverência. “Você aborda isso com grande santidade e grande reverência, e reconhece que Deus é o nosso provedor”, declarou.

McCoy disse que Kirk passou a pesquisar o tema e a aprofundar o estudo do Shabat. “E Charlie começou a pesquisar e se aprofundar no assunto”, afirmou. Na sequência, ele descreveu que Kirk passou a adotar práticas de desconexão durante esse período, como desligar o celular e dedicar tempo à família. O texto destaca que a atenção à família é apresentada como parte central do Shabat.

Ainda segundo a narrativa, durante o Shabat, Ben-David orou por sua esposa e pediu ao Senhor: “Abençoe-a para que ela seja uma bênção todos os dias de sua vida”. Ele afirmou que o momento inclui bênçãos e um gesto de honrar a esposa, com referência a Provérbios 31. “Então, você passa por essa procissão, pela bênção, pela recepção dos anjos e pela bênção de sua esposa, cantando Provérbios 31 sobre ela. É o momento de honrá-la”, disse. Em seguida, acrescentou: “É uma coisa linda, e nós temos a oportunidade de abençoar as crianças”.

O texto também descreve a sexta-feira, véspera do Shabat, como um momento festivo em Israel e afirma que o sábado é dedicado ao descanso, com restrições como não dirigir, não trabalhar e não usar aparelhos eletrônicos. Ben-David resumiu a prática como um modelo espiritual. “Deus nos deu um modelo”, disse. Ele citou Hebreus 4:12: “Ainda resta um repouso para o povo de Deus”.

McCoy afirmou que, naquele período, Kirk descansava pouco, com rotina de viagens, programas e grande volume de mensagens. Ele disse que, quando a família passou a observar o sábado “como fazem aqui em Israel”, houve mudança no ritmo e na percepção de prioridades. McCoy recordou: “E ele via o sábado como algo para o homem, e não o homem para o sábado. Então, não era uma questão de legalismo para ele, mas sim a sua ideia de parar e descansar, estar com Deus, concentrar-se no Senhor e na família, desacelerar por um dia e não deixar que a aridez de uma vida agitada o dominasse”.

Ben-David atribuiu ao Shabat um sentido de honra a Deus e citou: “Ele diz: ‘Quem me honra, eu honrarei’. E o Shabat é honrá-Lo”.

Pouco antes de morrer, no podcast Turning Point USA, Kirk afirmou que a prática de desconexão poderia ajudar quem se sente sobrecarregado: “Se você se sente sobrecarregado pela sociedade, talvez esteja se sentindo deprimido ou ansioso, aqui está uma maneira de melhorar: desligue o celular por um dia – nada de conteúdo, nada de redes sociais, nada de trabalho. Sua saúde mental melhorará drasticamente”, declarou.

Ao comentar o livro que será lançado postumamente, McCoy disse à emissora CBN News que Kirk tratou o tema como um estudo aprofundado, nos moldes do que costumava fazer. “Então, ele entendeu”, afirmou. “E isso o inspirou. Ele simplesmente fez um estudo aprofundado, como faz com tudo. E então, escreveu o livro que agora está sendo publicado postumamente.”

Atentado antissemita na Austrália deixa feridos e 16 mortos

A polícia informou que 16 pessoas morreram e 40 ficaram feridas em um ataque a tiros que, segundo as autoridades, teve como alvo a comunidade judaica. De acordo com o relato, a contagem de mortos foi atualizada para 12 após a polícia matar um dos supostos agressores. Um segundo suspeito permaneceu hospitalizado em estado crítico, e investigadores seguiram apurando relatos iniciais sobre um possível terceiro agressor, segundo o jornal The Telegraph.

Em entrevista coletiva, o primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, afirmou que os feridos têm entre 10 e 87 anos. Ele disse ainda que o governo vai analisar a possibilidade de aprovar novas reformas na legislação sobre armas de fogo após o episódio.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, descreveu o caso na praia de Bondi como “um ataque deliberadamente direcionado à comunidade judaica”. Já o comissário de polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, disse que os dois suspeitos são pai e filho, de 50 e 24 anos. Segundo ele, o homem de 50 anos morreu, e o de 24 anos ficou em estado crítico em um hospital local, e o pai tinha porte de arma havia 10 anos.

Lanyon afirmou que a investigação concluiu que apenas dois suspeitos participaram do ataque, e não três, como havia sido especulado inicialmente. Ele também informou que dois policiais ficaram feridos e seguem em estado crítico, porém estável. Ainda de acordo com o comissário, foram encontrados dois dispositivos explosivos improvisados no local, e ele disse ter ficado aliviado por nenhum deles ter detonado.

As autoridades australianas identificaram um dos atiradores como Naveed Akram, de 24 anos, e disseram que o caso é tratado como terrorismo, conforme a apuração descrita no texto.

No Brasil, a entidade Stand With Us publicou uma nota afirmando que, “mesmo diante do ataque ocorrido no primeiro dia de Chanuká na Austrália […] a comunidade judaica segue firme. A data que simboliza luz e resistência não será apagada pela violência. Ao contrário: reafirmamos hoje a força do povo de Israel, que, ao longo da história, enfrentou perseguições sem abrir mão de sua fé, de sua memória e de sua identidade”.

O governo brasileiro emitiu uma declaração atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando estar em “profunda consternação” diante do que foi descrito como “atentado terrorista antissemita”. “É inaceitável que atos de ódio e extremismo ceifem a vida de pessoas inocentes e atentem contra valores de paz, coexistência pacífica e respeito”, declarou. “O Brasil reitera o seu compromisso inabalável com a defesa da vida, da tolerância e da liberdade religiosa”, acrescentou.

Filha de Jordan Peterson pede orações pelo pai após internação

Dad’s back home, out of the hospital. He’s still not doing well but he’s not doing as badly as he was. Prayers are still much appreciated. Thank you to everyone that’s commented and reached out, it makes a lot of difference. We still don’t know 100% what’s going on, but we have… pic.twitter.com/m4sK6LWiCX

— Mikhaila Peterson (@MikhailaFuller) December 9, 2025

O psicólogo canadense Jordan Peterson voltou para casa após um período prolongado de internação hospitalar, segundo uma atualização publicada por sua filha, Mikhaila Fuller. Ela afirmou que o pai segue em estado grave, mas disse notar melhora em relação ao quadro anterior.

“Ele ainda não está bem, mas não está tão mal quanto antes”, declarou Mikhaila em um vídeo publicado no X. Ela acrescentou: “Tenho esperança de que ele se recupere com o tempo. Gostaria que as coisas voltassem ao normal, mas ainda não voltaram”.

Em uma publicação no Instagram, Fuller agradeceu pelas orações recebidas e mencionou que tem ficado menos presente na internet. Ela descreveu os últimos seis meses como “extremamente estressantes” e pediu que seguidores continuem orando por Peterson.

“Não tenho palavras para descrever o quanto [suas orações] me ajudaram”, afirmou. “Isso realmente fez a diferença este ano, me ajudando a superar uma série de problemas de saúde complicados”.

Segundo Mikhaila, os médicos ainda não chegaram a uma conclusão sobre a causa exata do quadro de Peterson, mas ele estaria sob cuidados de “excelentes especialistas”. Em agosto, ela informou que o pai, então com 63 anos, havia sido diagnosticado com síndrome da resposta inflamatória crônica (CIRS), condição frequentemente associada, segundo o relato, à exposição respiratória em ambientes com mofo e danos causados por água. “Ele vem sofrendo muito com isso desde 2017”, disse ela na ocasião. “Só não sabíamos como se chamava”.

De acordo com a emissora CBN News, a atualização também mencionou problemas de saúde na família. Durante o verão, Mikhaila relatou que sua filha, Audrey, “quase morreu de insuficiência cardíaca com apenas seis semanas de vida”. Ela afirmou que, diante da sequência de episódios, passou a acreditar que estariam sendo “atacados espiritualmente”. De acordo com ela, Audrey está bem atualmente.

Sobre novas informações, Mikhaila disse que não pretende divulgar mais detalhes sobre o estado do pai “até que algo mude significativamente… esperemos que para melhor”. Ela afirmou ainda que tem visto Peterson “todos os dias por horas, o que é muito bom”.

Mikhaila também citou projetos recentes da família. Ela informou que, em 2024, ela e Peterson cofundaram a Peterson Academy, uma instituição online que, segundo ela, “está indo incrivelmente bem”, com 70 cursos e um aplicativo móvel lançado recentemente. “Meu pai agora passa o tempo assistindo aos jogos, o que é muito legal, e ele gosta deles, o que é ótimo”, disse, acrescentando que pretende voltar a gravar seu podcast no próximo mês.

Alemanha: 5 muçulmanos presos por planejar atentado no Natal

Cinco homens foram presos na Alemanha sob suspeita de planejar um ataque com veículo em uma feira de Natal no sul do país. Segundo as autoridades, a investigação aponta que o grupo pretendia usar um carro para atingir uma multidão e provocar o maior número possível de vítimas.

De acordo com a BBC, três cidadãos marroquinos, um egípcio e um sírio foram detidos na sexta-feira por suspeita de preparar uma ação desse tipo contra um mercado de Natal no distrito de Dingolfing-Landau, no estado da Baviera. Os investigadores afirmaram que o local exato ainda não havia sido definido, mas indicaram que a feira estaria na região nordeste de Munique.

A DW informou que promotores expediram mandados de prisão formais contra quatro dos suspeitos, enquanto o quinto permaneceu sob custódia preventiva. As detenções ocorreram após um período de vigilância que, segundo os investigadores, identificou conversas sobre o uso de um veículo para executar o plano.

Segundo o jornal Le Monde, o egípcio, de 56 anos, é um imã que teria incentivado o ataque em uma mesquita no distrito de Dingolfing-Landau. As autoridades disseram que os marroquinos, de 22, 28 e 30 anos, teriam concordado em colocar o plano em prática, enquanto o sírio, de 37 anos, é acusado de encorajá-los.

Os cinco suspeitos compareceram diante de um magistrado no sábado e permaneceram detidos. Os investigadores não informaram onde as prisões aconteceram nem em que estágio o suposto plano se encontrava.

O ministro do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, afirmou que as prisões ocorreram rapidamente graças à “excelente cooperação entre nossos serviços de segurança”. Ele disse que os suspeitos foram detidos antes de conseguirem agir.

O caso ocorre em meio a preocupações crescentes com a segurança em mercados de Natal na Alemanha, que têm sido alvo de ataques com veículos nos últimos anos. Em 20 de dezembro do ano anterior, seis pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas após um SUV atingir uma multidão em uma feira de Natal em Magdeburg, segundo informações citadas no texto.

O acusado, o médico saudita Taleb Jawad al-Abdulmohsen, de 51 anos, admitiu ter dirigido o veículo contra a multidão; ele está sendo julgado e, de acordo com o relato, já havia manifestado opiniões extremistas e crenças em teorias da conspiração.

Em 2016, um tunisiano que havia declarado lealdade ao Estado Islâmico matou 12 pessoas e feriu outras 56 ao avançar com um caminhão contra um mercado de Natal em Berlim. Posteriormente, autoridades reconheceram falhas de inteligência no período que antecedeu o ataque.

Desde então, agências de segurança alemãs reforçaram a vigilância e as medidas de fiscalização durante a temporada de inverno, quando cidades em todo o país realizam feiras que atraem grande público.

Conforme informado pelo The Christian Post, diante do aumento das ameaças, algumas cidades passaram a considerar cancelar ou reduzir seus mercados de Natal, citando o custo e a complexidade de manter estruturas de segurança adequadas.

The Send 2026: Rick Warren e Hernandes Dias Lopes no evento

Rick Warren, ex-pastor da Saddleback Church e autor do livro Uma Vida com Propósitos, foi confirmado como um dos pregadores do The Send Brasil 2026, marcado para 31 de janeiro de 2026 e previsto para ocorrer de forma simultânea em diferentes capitais do país.

De acordo com a divulgação do evento, a edição de 2026 ocorrerá em Recife (PE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Curitiba (PR). O lema informado para a mobilização é “Faz de novo, Senhor”. Além de Warren, a programação inclui o escritor John Bevere, autor de Paixão por Sua Presença.

A liderança anunciada reúne Teófilo Hayashi, apontado como idealizador do The Send no Brasil, além de Andy Byrd e Jerame Nelson, apresentados como líderes do movimento em nível global. Também foram citados na lista de participantes Heidi Baker, descrita como missionária com atuação internacional, e o pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes.

Entre os pregadores brasileiros mencionados estão Junia Hayashi, Michel Piragine, Douglas Gonçalves, Gustavo Paiva, Josué Valandro Jr., Paulo Mazoni, Vinícius Motta, Mateus Brito, Nelson Neto Junior, Fábio Sousa, Pastor Lipão, Ricardo Brunelli, Felipe Vilela, Marcus Salles, David Miranda Neto, Samuel Cavalcante, Naor Pedroza, Djalma Toledo, Isaías Huber, Henrique Krigner, Pr. Paulo Gomes, Elias Dantas e Rev. Osni Ferreira.

A programação musical anunciada reúne nomes ligados à adoração, como Ana Paula Valadão Bessa, Fernanda Brum, Nívea Soares, Gabriela Gomes, Gabriel Guedes, Gabi Sampaio, Alda Célia, Fabiola Melo, Israel Salazar e Theo Rubia. Também estão listados Dunamis Music, Bethel Music, FHOP Music, Altomonte Music e a Banda Morada, além do ministério Crazy Love, fundado por Francis Chan.

Segundo a organização, o The Send não se apresenta como show ou conferência tradicional, mas como uma mobilização nacional voltada ao arrependimento, à oração e ao envio missionário.

De acordo com a rádio Exibir Gospel, as inscrições, conforme informado, estão abertas, e o público pode escolher a cidade mais próxima para acompanhar a programação.

Hernandes alerta contra liberalismo: ‘Igreja está a uma geração da morte’

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Teólogo: feminismo é a origem do ministério pastoral de mulheres

O teólogo e influenciador Caio Modesto afirmou, em vídeo publicado nas redes, que o ministério pastoral exercido por mulheres teria se consolidado a partir do avanço do movimento feminista no século XX e de sua influência sobre debates dentro da igreja. A declaração teve repercussão online e gerou reações diferentes entre evangélicos no Brasil.

Modesto se apresenta como teólogo, pregador e criador do canal Pregando as Escrituras, que soma mais de 1,5 milhão de inscritos no YouTube e reúne conteúdos de estudos bíblicos e apologética. No material, ele disse que ideias associadas ao feminismo passaram a influenciar discussões religiosas.

Segundo o influenciador, a noção de que “o feminino é uma construção social” teria contribuído para que setores cristãos revisitassem limites históricos sobre o ofício pastoral. Na leitura que ele apresenta, essa abordagem levaria parte do meio religioso a tratar a restrição do pastorado aos homens como expressão de uma “opressão cultural”.

Modesto afirmou que a mudança, na avaliação dele, não teria se originado da tradição cristã, mas de pressões externas. Ele também disse que textos bíblicos antes tratados como orientações universais passaram a ser interpretados por alguns grupos como reflexos do contexto histórico em que foram escritos.

Para exemplificar, ele citou que, nas décadas de 1950 e 1960, ocorreram as primeiras ordenações femininas em igrejas ocidentais e mencionou o caso de Raquel Hederlich, em 1965, nos Estados Unidos.

No vídeo, Modesto afirmou ainda que teólogos identificados como conservadores teriam alertado para esse processo. Ele mencionou o pastor e autor John Piper e atribuiu a ele a avaliação de que chamar mulheres de pastoras seria “enganoso”, por envolver autoridade espiritual e ensino público, funções que, nessa corrente, seriam atribuídas aos presbíteros homens. Modesto declarou que concorda com esse entendimento.

Ao concluir, o influenciador defendeu que a igreja não deveria ajustar seus ofícios a partir de mudanças culturais e afirmou que “não é a cultura que deve moldar a Bíblia”. As declarações voltaram a colocar o tema em debate em um contexto em que parte das igrejas brasileiras se distancia do feminismo, incluindo denominações que ordenam mulheres.

Malafaia avalia remoção de sanção contra Moraes: ‘Precisa calma’

LIBERDADE PARA INOCENTES OU MAGNITSKY PARA ALEXANDRE DE MORAES?

Imperdível! Só verdades nesse vídeo. pic.twitter.com/UwS47BY6EU

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) December 13, 2025

O pastor Silas Malafaia publicou um vídeo em que comentou a retirada de sanções vinculadas à Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O líder evangélico afirmou que, na avaliação dele, brasileiros não deveriam depositar expectativa em ações de outros países para resolver problemas internos e pediu que o público mantenha “calma” diante do cenário político.

Malafaia também declarou que, caso a retirada das sanções tenha ocorrido por causa da aprovação, na Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, a medida seria “ótima”. Segundo ele, “eu prefiro a liberdade de pessoas inocentes do que uma vingança de Magnitsky contra Alexandre de Moraes”.

Em outro trecho, Malafaia disse que “o americano olha primeiro o umbigo deles” e voltou a afirmar que a solução de temas brasileiros não viria “de fora”. Ele acrescentou que, se a decisão tiver relação com o PL, a consequência seria positiva por favorecer a redução de penas, na leitura que fez do momento.

O pastor, que lidera a Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), afirmou ainda que a direita brasileira teria “muito o que aprender” e defendeu que estratégias políticas sejam conduzidas sem pressa.

“Tudo na política não é feito na base da emoção ou de rede social”, disse no vídeo, ao falar sobre candidaturas lançadas “fora de hora” e sem consulta, e ao defender “calma” e “estratégia política”.

Felipe Simas demorou a revelar conversão por receio de retaliação

Felipe Simas, ator que participa de produções da TV Globo, disse que teve receio de falar publicamente sobre sua fé evangélica após se converter em 2015, no Rio de Janeiro, por temer possíveis retaliações.

Atualmente no elenco da novela Dona de Mim, da TV Globo, ele afirmou que só decidiu se posicionar quando entendeu que o ambiente era favorável: “Nunca tinha falado sobre a minha fé, e senti algo no meu coração, que estava chegando a hora de testemunhar”, declarou em entrevista recente.

Simas explicou que o temor, naquele período, era agir de forma precipitada: “Eu tinha medo de me antecipar e falar algo. Eu detesto ser hipócrita, detesto ser incoerente”, disse.

O ator relatou que um convite para participar de um talk show apresentado pelo pastor Fragali contribuiu para a decisão de falar sobre o tema. “Senti que aquele momento era uma abertura que eu tinha”, afirmou, ao mencionar que observava pessoas que se convertiam e depois se afastavam da fé.

Simas também comentou como vê a relação entre sua fé e atuação: “Hoje eu não vejo barreira entre minha fé e minha profissão, pelo contrário”, declarou. Ele acrescentou que, para ele, a fé não deve ser imposta. “Eu não estou aqui para quebrar a cabeça de ninguém e colocar o que eu acredito”, disse.

Ao falar sobre o receio de preconceito, o ator afirmou que a preocupação estava mais ligada a ele mesmo do que ao comportamento de outras pessoas. “Era mais pela minha forma e não pelos outros. Não houve preconceito, houve uma falha de comunicação minha”, explicou.

Segundo Simas, o diálogo sobre a fé se tornou mais fácil com o tempo. “Hoje eu amo ter essa abertura e percebo que quanto mais me abro, mais receptivas as pessoas ficam. Eu não sou o dono da verdade. É por isso que eu preciso de Cristo”, concluiu, conforme publicado pela revista Quem.

'Deus está conosco': esposo de Isabel Veloso nos dá notícias ruins

O marido da influenciadora digital Isabel Veloso, Lucas Borbas, informou na quinta-feira, 11 de dezembro, que recebeu “notícias não muito boas” sobre o estado de saúde da esposa. Em um apelo público, ele solicitou orações pela jovem de 19 anos, que permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba.

“Hoje pela tarde recebi algumas notícias não muito boas sobre a Isabel, e por isso estou voltando para Curitiba. Não quero entrar em detalhes, mas peço oração a todos que sempre nos acolheram com tanto carinho”, declarou Borbas.

Ele agradeceu pelo apoio recebido através de “gestos e palavras” e afirmou que segue “com fé, acreditando que Deus está conosco em cada passo”.

Isabel Veloso está hospitalizada desde o dia 27 de novembro, após uma piora significativa em seu quadro respiratório que resultou em um diagnóstico de pneumonia grave, exigindo sua intubação.

A jovem enfrenta um linfoma de Hodgkin, um câncer do sistema linfático, desde os 15 anos. Seu tratamento tem incluído períodos de terapia intensiva e remissão. Em outubro deste ano, ela passou por um transplante de medula óssea.

Em declarações anteriores, Isabel expressou que seu maior desejo é ver seu filho, Arthur, de 11 meses, crescer. “Se der tudo certo, se essa porcaria [câncer] nunca mais voltar, eu vou poder ver meu filho crescer”, disse ela em maio.

Em uma publicação na última terça-feira (9), segundo o Pleno News, Lucas Borbas reafirmou seu apoio incondicional à esposa. “Deus nos deu tantas coisas boas, e também muitos desafios… Mas uma coisa você precisa saber, sempre: eu nunca vou te abandonar”, escreveu ele. “Você é minha vida. Você é meu presente de Deus, e presente não se devolve. Eu te amo”.

Órgão vê como “escandaloso” caso de lobby envolvendo STF

A Transparência Internacional, órgão não governamental que desde 1995 estabelece um ranking de percepção dos países mais corruptos do mundo, fez uma publicação classificando como “escandalosa” a revelação de ligação do Banco Master, alvo em uma investigação bilionária de desvios, com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O contrato de 129M [milhões] da esposa do min. [Alexandre de] Moraes com o Master é o mais escandaloso e grave caso de lobby judicial da história brasileira. O código de ética de Fachin é urgente, mas não suficiente. É fundamental que o Congresso desengavete a regulamentação do lobby e inclua o Judiciário”, comentou a ONG nas redes sociais.

A reação da entidade ocorre após a divulgação de uma matéria da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Segundo a reportagem, a investigação deflagrada pela Operação Compliance Zero, centrada na venda fraudulenta de créditos de R$ 12,2 bilhões do Banco Master ao BRB, enfrentou uma significativa alteração de curso após decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A medida, que impôs sigilo amplo (denominado “sigilo master”) sobre o processo, resultou na paralisação de oitivas, na abertura de novos inquéritos e na realização de perícias nos materiais apreendidos durante a prisão do controlador do banco, Daniel Vorcaro, e outros alvos da operação.

A expectativa inicial era de que a investigação pudesse se expandir para outros ramos dos negócios de Vorcaro e suas conexões políticas. No entanto, a decisão de Toffoli, proferida em novembro de 2023, foi inicialmente percebida como uma contenção desse avanço.

A efetividade dessa contenção foi posta em questão por revelações subsequentes envolvendo os próprios ministros da Corte. Horas antes de decretar o sigilo, o ministro Dias Toffoli viajou para o Peru no jato particular de um empresário, acompanhado do advogado de um dos investigados, para assistir à final da Copa Libertadores. A divulgação dessa viagem trouxe à tona questionamentos sobre a imparcialidade da decisão.

Paralelamente, detalhes sobre os vínculos do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master ganharam nova dimensão. Já era de conhecimento público que o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane, e seus filhos, o Barci de Moraes Associados, mantinha contrato com a instituição financeira. O valor do contrato, contudo, foi revelado: R$ 3,6 milhões mensais por um período de três anos, totalizando R$ 129,6 milhões.

O objeto contratual é descrito como amplo, incluindo a defesa do banco e de seus controladores na Justiça e o “acompanhamento de projetos de lei de interesse” do Master no Congresso Nacional.

A natureza específica desses projetos e a atuação do escritório não foram detalhadas pelos envolvidos, que não se manifestaram publicamente. Especialistas do mercado jurídico consideram a remuneração excepcionalmente elevada, mesmo para padrões de grandes escritórios.

Defensores dos ministros argumentam que não há ilegalidade em viagens em aeronaves particulares ou na prestação de serviços de parentes a clientes privados, lembrando que o próprio STF autoriza seus membros a julgar casos de escritórios de familiares. Contudo, a ausência de uma defesa pública mais robusta por parte de aliados habituais dos ministros tem sido notada.

No ambiente político-jurídico, avalia-se que o constrangimento dentro do STF é considerável, com receio de que novas informações possam emergir. A expectativa de setores ligados aos ministros é de que o procurador-geral da República, Paulo Gonet – que teve seu nome indicado com apoio decisivo de Alexandre de Moraes e de Gilmar Mendes – mantenha o processo sob a alçada do Supremo e preserve o sigilo, dificultando o avanço das investigações.

Analistas apontam que, independentemente do desfecho processual, os episódios acentuam uma percepção de deterioração institucional. A relação próxima entre membros da Corte e o poder econômico, somada à atuação em casos que envolvem seus próprios interesses, é vista por observadores como um fator de desgaste para a credibilidade do Tribunal.

Em sessão da CPI do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) fez uma previsão que sintetiza o clima de crise: “Este é um país que já teve presidente preso, já teve ministro preso, senador preso, deputado preso, prefeito, vereador, mas ainda não teve ministros de tribunais superiores. E me parece que esse momento se avizinha”. A declaração reflete um debate crescente sobre os limites da responsabilização de membros do Judiciário no país.