Ed René critica cultos do Dunamis na USP e Téo Hayashi reage

Ed René Kivitz, ex-pastor presidente da IBAB, teceu críticas ao movimento Dunamis pela realização de um culto na Cidade Universitária, principal campus da Universidade de São Paulo (USP), afirmando que a fé deve ser uma prática “privada”. Em resposta, o pastor Téo Hayashi gravou um vídeo contra-argumentando.

A fala de Ed René Kivitz ocorreu durante uma pregação na Igreja Batista de Água Branca, quando afirmou que o evento organizado pelo Dunamis na USP foi um teatro religioso: “A ocupação da arena pública da USP pela juventude evangélica cantando louvores, denunciando que a USP é de Jesus e que o diabo não tem mais vez na USP… parem com o teatro religioso”.

Na visão de Kivitz, a fé deve ser uma prática privada. A defesa feita pelo polêmico pregador contraria, na essência, a grande comissão feita por Jesus a seus discípulos para pregarem o Evangelho a pessoas de todas as nações: “Parem de transformar a religião em espetáculo público. Religião não é espetáculo público. Religião é experiência particular e privada, comunitária. Ritual religioso, celebração religiosa, prática religiosa acontece daquela porta pra cá. Na rua, é justiça. Aqui, é oração. Na praça, é pão para o faminto. Aqui, é louvor e e cantoria. Aqui, a gente levanta a mão. Lá, a gente estende a mão. Mas está invertido”, declarou o ex-presidente da IBAB.

Resposta

Hayashi respondeu a Kivitz em um vídeo compartilhado nas redes sociais destacando o caráter evangelístico da ação do Dunamis na USP, e pontuando que o raciocínio de Kivitz sobre o texto do livro de Amós está descontextualizado.

“Foi uma noite de evangelismo, com diversas pessoas renovando suas alianças com Cristo, e também até pessoas que foram curadas de enfermidades pelo poder do Espírito Santo. Então, eu sei, você que está aqui assistindo, é um cristão, provavelmente você está celebrando aí do outro lado da tela, assim como eu, pelo fato de nós termos mais de mil jovens cristãos orando e profetizando no que seria, talvez, a universidade mais influente do país hoje”, introduziu Hayashi.

Destacando que “o Estado é laico e o Estado não é laicista”, o líder do Dunamis ponderou que “se outras religiões quiserem fazer ajuntamentos lá na USP de maneira voluntária, que o façam, o Estado permite isso”.

“Surpreendentemente, vimos aí um ajuntamento cristão dessa magnitude, na USP, sendo criticado por quem? Por pastores. […] Algo fundamental pra gente entender [as Escrituras] é o que a Bíblia está dizendo no contexto. Afinal, sem contexto, qualquer texto pode ter qualquer significado. Então, o pastor do vídeo tenta usar o trecho de Amós 4, de 4 a 5 pra dizer que as manifestações públicas de fé, como a que aconteceu lá na USP, são um mero teatro religioso. Ele faz a comparação com o livro de Amós ao teatro religioso de Israel, que era vazio e que não deveria acontecer”, acrescentou o pastor.

Hayashi também refutou acusações implícitas na fala de Kivitz: “Ele até insinua que é uma tentativa de se exibir, de aparecer. E a única expressão pública de fé que seria válida, no caso disso, é a expressão de boas obras aos necessitados que estão fora do templo. Então, ele diz, ‘levantar as mãos, fazer oração’ – ele até fala ‘cantoria’, e chama isso tudo de ritual religioso – tudo isso deveria se limitar ao contexto privado, ele está dizendo, não ao espetáculo público. Porém, ele está perdendo completamente o ponto central do que Deus está dizendo aí no livro de Amós”.

“Amós não está denunciando os rituais públicos que Israel está fazendo. Sua denúncia, na verdade, é contra a hipocrisia de Israel. Israel demonstra uma fé em público que não é condizente com a ausência de boas obras da parte deles, de Israel. Isso faz com que suas ofertas, seus cultos, sua adoração se tornem vazios. Porém, isso não significa que essas manifestações públicas de fé sejam erradas ou que elas devem ser consideradas um teatro ou uma tentativa de aparecer”, argumentou o pastor do Dunamis.

Ao final de sua colocação, Hayashi enfatiza que “é possível você ter as duas coisas, uma fé pública, e você realmente andar e viver a tua pregação”.

“Essa conclusão que é uma distorção do texto bíblico. Nada mais é uma distorção para encaixar uma narrativa própria, particular da pessoa e com viés ideológico […] Lucas 10.38: ‘Bendito é o rei que vem no nome do Senhor, paz no céu e glória nas alturas. Alguns dos fariseus que estavam no meio da multidão disseram a Jesus: ‘Mestre, repreende os teus discípulos’. E Jesus… olha que ele responde: ‘Se eles se calarem, as pedras clamarão’. Isso é só para a gente pensar um pouquinho”, finalizou Téo Hayashi.

Eli Soares vence o Grammy com o álbum ‘Memóri4s Ao Vivo’

O cantor Eli Soares venceu, na quinta-feira (13 de novembro), o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa, realizado em Las Vegas (EUA), com o disco “Memóri4s (Ao Vivo)”. Ele disputou a categoria com Ton Carfi, Paloma Possi, Resgate e Julliany Souza.

A premiação reuniu artistas de estilos variados. Entre os indicados estavam “Ton Carfi 20 Anos (Ao Vivo)”, de Ton Carfi; “Razão da Esperança”, de Paloma Possi; “Onde Guardamos as Flores?”, do grupo Resgate; e “A Maior Honra”, de Julliany Souza.

Esta é a oitava indicação consecutiva de Eli Soares ao Grammy Latino e seu terceiro troféu na categoria. O cantor já havia vencido em 2022 e 2023, também com álbuns de música cristã em português. Antes disso, acumulava cinco indicações por trabalhos lançados entre 2016 e 2024.

Natural de Belo Horizonte (MG), Eli Soares se consolidou como um dos principais nomes da música cristã contemporânea. Com uma carreira marcada por sucessos e colaborações, o artista já lançou 11 álbuns, possui mais de 1,6 milhão de ouvintes mensais no Spotify e ultrapassa 728 milhões de visualizações no YouTube.

Língua espanhola

Na categoria Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Espanhola, o prêmio foi concedido a Marcos Witt, com o disco “Legado”. Ele superou Marco Barrientos, Christine D’Clario, Israel & New Breed e Marcos Vidal, que também concorriam na categoria.

Pesquisa aponta Bolsonaro com 49% contra 43% de Lula

Um levantamento do instituto Quaest, encomendado pela Genial e divulgado em 13 de novembro, revela que as simulações de segundo turno para a Presidência da República indicam uma disputa mais equilibrada entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Messias Bolsonaro (PL).

O estudo também demonstra que a distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), diminuiu significativamente no período de um mês.

Na comparação com a pesquisa de outubro, a vantagem de Lula sobre Tarcísio registrou redução de sete pontos percentuais. O levantamento anterior apontava 45% para o chefe do Executivo federal contra 33% para o gestor paulista. Na última medição, esses índices passaram para 41% e 36%, respectivamente.

A tendência de estreitamento da diferença se repete em outros cenários testados. Em simulação envolvendo o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), Lula obteve 40% das intenções de voto, enquanto o adversário registrou 35%, configurando uma redução de oito pontos percentuais na diferença em relação ao mês anterior.

Uma situação equivalente foi verificada no confronto com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), onde o petista aparece com 43% contra 36% do mineiro, igualmente refletindo uma diminuição de oito pontos na distância entre os dois.

A coleta de dados foi realizada entre 6 e 9 de novembro, com 2.004 entrevistados com idade a partir de 16 anos, em âmbito nacional. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Com: Oeste.

Sob Lula, ex-presidente do INSS é preso em operação da PF

Em operação conduzida na manhã desta quinta-feira, 13 de novembro, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em endereços do Distrito Federal e de 14 estados, na atual administração nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A ação marca uma nova etapa da Operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de concessão de descontos irregulares em benefícios previdenciários.

Entre os alvos dos mandados judiciais está Alessandro Stefanutto, que ocupou a presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no período de julho de 2023 a abril de 2025. Stefanutto foi afastado e subsequentemente exonerado do cargo no mês passado, após as primeiras investigações sobre as fraudes serem divulgadas.

As apurações, realizadas em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), indicam que o prejuízo ao erário público, no intervalo entre 2019 e 2024, pode atingir a cifra de R$ 6,3 bilhões.

Além de Stefanutto, a operação inclui mandados contra outras personalidades. O ex-ministro da Previdência Ahmed Oliveira teve sua residência alvo de busca e apreensão e recebeu a determinação judicial para o uso de tornozeleira eletrônica.

Dois parlamentares, o deputado federal Euclydes Pettersen Neto (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA), também foram alvo de medidas cautelares.

Os investigados respondem pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema informatizado, formação de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, e por atos de ocultação e dilapidação de bens.

Fraude: ministério da agricultura alerta para falsificação de azeite

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu um alerta aos consumidores sobre a comercialização e o consumo de azeites de oliva fraudados. Os produtos foram fiscalizados pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, da Secretaria de Defesa Agropecuária, e, segundo o órgão, não atendem aos padrões de identidade e qualidade exigidos pela legislação brasileira.

As amostras coletadas foram analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária, que confirmaram a presença de outros tipos de óleos vegetais na composição dos produtos — o que caracteriza fraude.

O ministério orienta que os consumidores interrompam imediatamente o uso caso tenham adquirido algum dos produtos irregulares. Também lembra que é possível solicitar a substituição do item, conforme o Código de Defesa do Consumidor.

Aos comerciantes, o Mapa reforçou que a venda desses produtos é uma infração grave. “Os estabelecimentos que mantêm os itens à venda podem ser responsabilizados”, afirmou o ministério em nota, conforme publicado pela revista Comunhão.

Atentado suicida mata 12 pessoas e fere dezenas no Paquistão

A tensão aumentou no Paquistão após um homem-bomba matar 12 pessoas e ferir dezenas ao se explodir na capital, em um atentado considerado o primeiro contra civis em mais de uma década.

O ataque ocorreu na tarde de terça-feira, 11 de novembro, em frente a um tribunal de primeira instância em Islamabad, deixando pelo menos 27 feridos, segundo informações da Associated Press.

O atentado aconteceu em um horário de grande movimento, em uma área frequentemente lotada de visitantes. Há relatos contraditórios sobre a autoria do ataque. Alguns jornalistas afirmam ter recebido mensagens do grupo Jamaat-ul-Ahrar, dissidente do Talibã paquistanês, reivindicando a responsabilidade, enquanto um comandante do grupo negou a participação.

As tensões aumentaram em meio às disputas entre Paquistão, Afeganistão e Índia. Ministros paquistaneses acusaram o governo afegão de cumplicidade no atentado, mas Cabul negou. “Estamos em estado de guerra”, afirmou o ministro da Defesa Khawaja Muhammad Asif em comunicado após o ataque. “Levar esta guerra a Islamabad é uma mensagem de Cabul, à qual o Paquistão tem todo o poder para responder”.

O ministro do Interior, Mohsin Naqvi, declarou à imprensa que o ataque foi “realizado por elementos apoiados pela Índia e por representantes do Talibã afegão”, com ligações ao Talibã paquistanês. Ele não apresentou provas, mas garantiu que as autoridades estão “investigando todos os aspectos” da explosão, segundo a AP.

Em entrevista à Geo News, Asif afirmou que ataques a “santuários terroristas” no Afeganistão “não seriam descartados” como resposta ao atentado. Naqvi detalhou ainda que o homem-bomba pretendia atingir uma viatura policial após não conseguir entrar no prédio do tribunal. A mídia estatal inicialmente divulgou que a explosão havia sido causada por um carro-bomba, mas a descoberta da cabeça do atacante confirmou tratar-se de um ataque suicida.

A polícia de Islamabad informou que a maioria das vítimas eram transeuntes ou pessoas que estavam no tribunal, e a área foi imediatamente isolada após o ataque. As negociações de paz entre Paquistão e Afeganistão seguem abaladas, com frequentes trocas de tiros nas zonas fronteiriças.

No dia 6 de novembro, soldados talibãs e forças paquistanesas trocaram disparos em Spin Boldak, resultando na morte de pelo menos cinco civis, incluindo quatro mulheres, e deixando seis feridos, segundo a Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade. As negociações de paz foram interrompidas no sábado (9 de novembro), com ambos os lados se acusando mutuamente pelo fracasso.

Antes do atentado em Islamabad, as forças de segurança haviam anunciado a defesa de uma academia militar em Wana, alvo de outro homem-bomba e cinco atiradores, segundo relato da AP. Os militares afirmaram ter eliminado os agressores e responsabilizaram o Talibã paquistanês, que, segundo o governo, recebe apoio da Índia e abriga agentes no Afeganistão. “O Paquistão reserva-se o direito de responder contra terroristas e seus líderes presentes no Afeganistão”, declarou o exército em nota.

A Índia nega qualquer envolvimento com o Talibã paquistanês, que também negou a autoria do ataque à academia militar. O grupo é aliado do Talibã afegão e foi “encorajado” a “intensificar os atos terroristas domésticos no Paquistão” após o retorno dos talibãs ao poder em 2021, segundo o Conselho de Relações Exteriores.

Em resposta aos recentes ataques, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif afirmou que os responsáveis seriam “capturados e responsabilizados” e classificou o assassinato de civis desarmados como “repreensível”. “Não permitiremos que o sangue de paquistaneses inocentes seja derramado em vão”, declarou o chefe de governo, conforme informou o The Christian Post.

‘Deus teve que me quebrar’: Jackie Hill Perry volta à música gospel

A escritora, rapper e professora bíblica Jackie Hill Perry, indicada ao Grammy, anunciou seu retorno ao estúdio com o álbum “Blameless”, o primeiro trabalho completo desde 2018 e a estreia pela Reach Records, gravadora cristã de hip-hop sediada em Atlanta, fundada por Lecrae.

Com 16 faixas, o disco marca o fim de um hiato de seis anos e reflete sobre santificação, guerra espiritual, lamento e o processo de se tornar mais semelhante a Cristo. O álbum conta com participações de Project Pat, KB, Madison Ryann Ward, nobigdyl., Ahjah Walls e outros artistas, mesclando poesia falada e conteúdo teológico.

“Eu nunca parei de criar”, disse Jackie. “Mesmo quando não estava lançando músicas, eu continuava compondo, deixando Deus me refinar. Blameless é o som desse processo; é caótico, alegre, honesto e inegavelmente enraizado na verdade”.

A artista explicou que não havia planejado se afastar da música por tanto tempo. “Minha vida estava se expandindo”, afirmou. “Passei de casada com um filho, para dois, para três. O Senhor estava abrindo portas para que eu ensinasse a Sua Palavra, e eu sentia que Ele estava dizendo: ‘Só porque você pode fazer muitas coisas não significa que deva fazer tudo’. Então, escolhi o ensino bíblico”.

Durante o período fora dos palcos, Jackie lançou livros de destaque, como Garota Gay, Deus Bom e Santo, Santo, Santo. Ainda assim, confessou que sentia falta da música. “Lamentei não poder fazer música. Sou musical. Amo isso. Chorei por causa disso”.

O retorno começou de forma inesperada, durante uma atividade no ministério infantil de uma igreja, quando conheceu Ace Harris, da Reach Records. “Começamos a conversar sobre música e senti o Senhor me incentivando: ‘Pergunte a Ele se é hora de fazer música novamente’. E era. Então, segui a direção de Deus”, contou. “Orei, conversei com meu marido, conversei com meus líderes. Quando algo se alinha com o caráter e o propósito de Deus, é para lá que eu vou. Para mim, a música é apenas mais uma maneira de discipular pessoas”.

O título do álbum, “Blameless” (“Irrepreensível”), foi inspirado em Judas 1:24: “Àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e para vos apresentar irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória”. Segundo ela, o versículo expressa tanto aspiração quanto dependência. “A impecabilidade é impossível sem Cristo”, disse. “O álbum não trata da perfeição sem pecado; trata-se do desejo de se parecer com Jesus mesmo quando você não se parece. É aquela tensão que todo crente sente, entre amar a Deus e perceber o quão longe ainda está da Sua imagem”.

A artista afirmou que boa parte do aprendizado espiritual veio por meio da dor. “O Senhor usa a poda, as provações, a traição e a calúnia para nos tornar mais semelhantes a Ele”, declarou. “Ele não vai te usar grandiosamente sem antes te quebrar. Se Ele não fizer isso, você se destruirá com orgulho. Aprendi isso da maneira mais difícil”.

Essas experiências aparecem em músicas como Pride & Prejudice, escrita após um episódio de difamação pública. “Eu me inspirei em Pedro, que disse que quando Jesus foi insultado, Ele não revidou”, afirmou. “O Senhor me disse para ficar em silêncio, para confiar Nele. Mas isso só torna a dor mais difícil. Pride & Prejudice foi a minha maneira de não ficar em silêncio, de processar o que aconteceu com honestidade”.

Ela acrescentou que a música reflete tanto confissão quanto autocrítica: “É orgulho, porque há um pouco de ego ali. Mas também é preconceito, as suposições que as pessoas fazem e depois santificam como verdade. Escrevê-la me lembrou que sou complexa, e que todos os outros também são”.

Cada faixa de “Blameless”, segundo a artista, representa um “cômodo” dentro da “Casa Blameless”, um espaço simbólico onde “fé e fracasso coexistem”. Hill Perry destacou que escolheu seus colaboradores “não apenas pelo talento, mas também pelo caráter”. “Não queria em Blameless pessoas que não vivessem de forma irrepreensível. Integridade era tão importante quanto talento artístico”.

Apesar da reaproximação com a música, Jackie afirmou que ainda é cautelosa em relação ao mercado secular. Para ela, seu retorno não é apenas artístico, mas espiritual: “Quando algo se alinha com o propósito de Deus, é para lá que eu vou. A música é apenas mais uma forma de discipulado”, concluiu, de acordo com o The Christian Post.

Ativista LGBT que vandalizou 3 igrejas é procurado pela Polícia


As autoridades de Nova York estão tentando identificar um homem que vandalizou três igrejas no bairro de Far Rockaway, no Queens, enquanto carregava uma bandeira do orgulho LGBT. O caso está sendo investigado como crime de ódio.

O programa Crime Stoppers, do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), divulgou um apelo público por informações sobre o suspeito, que, segundo as autoridades, cometeu os atos de vandalismo em 5 de outubro, entre 1h40 e 2h da manhã. As igrejas afetadas foram a Refúgio de Cristo, a Cidade do Oásis da Libertação e a Santa Maria Estrela do Mar.

De acordo com o relatório do Crime Stoppers, o indivíduo mascarado pichou “declarações anticristãs” nas fachadas dos templos e ainda pintou os rostos de duas estátuas religiosas na propriedade da Igreja de Santa Maria. As câmeras de segurança registraram um homem vestindo roupas pretas, óculos escuros e uma máscara facial com as cores do arco-íris, enquanto segurava uma bandeira do orgulho LGBT.

“O Departamento de Polícia da Cidade de Nova York está pedindo a ajuda do público para identificar o indivíduo retratado na mídia anexa, que é procurado em conexão com múltiplos atos de vandalismo, considerados crimes de ódio, ocorridos na área da 101ª Delegacia”, informou o programa Crime Stoppers. A investigação está sendo conduzida pela Força-Tarefa de Crimes de Ódio do NYPD.

Em nota, a Diocese Católica do Brooklyn, responsável por igrejas localizadas tanto no Brooklyn quanto no Queens, agradeceu aos investigadores pela atuação no caso. “A Diocese do Brooklyn agradece ao Departamento de Polícia de Nova York pela diligência e investigação contínuas neste caso”, afirmou.

“O vandalismo e a profanação descobertos na Igreja de Santa Maria Estrela do Mar, em Far Rockaway, no mês passado, foram absolutamente vergonhosos. Continuamos a rezar pelo indivíduo responsável, bem como por uma maior tolerância religiosa em nossa cidade”.

O episódio se soma a um cenário de aumento de hostilidades contra igrejas nos Estados Unidos. Segundo um relatório divulgado pelo Family Research Council (FRC), mais de 400 atos de hostilidade contra templos cristãos foram registrados em 43 estados no último ano, afetando 383 igrejas.

De acordo com o The Christian Post, o estudo, baseado em registros públicos, reportagens e documentos oficiais, apontou 415 incidentes em 2023.

“Embora as motivações para muitos desses incidentes permaneçam desconhecidas, o aumento dos crimes contra igrejas está ocorrendo em um contexto no qual menos americanos frequentam cultos religiosos ou se identificam com uma fé específica”, observou o relatório.

Dezenas ficam feridos após ônibus capotar na volta de um retiro

Cerca de duas dezenas de adolescentes e adultos ficaram feridos em um acidente de ônibus na Califórnia, em um trecho estreito de estrada à beira de um penhasco, enquanto retornavam de um retiro para jovens. Um dos passageiros descreveu a sobrevivência como um “milagre”.

A Diocese Católica Romana de Orange informou em uma nota que os feridos eram crianças e funcionários da Igreja Católica Nossa Senhora de Guadalupe, em Santa Ana, que voltavam de um retiro nas montanhas de San Bernardino na noite de domingo.

“Convidamos todos na Diocese de Orange, e todas as pessoas de boa vontade, a se unirem em oração pela cura como forma de lidar com este trágico incidente”, afirmou a diocese. “Que o Senhor traga cura, conforto e paz à comunidade de Nossa Senhora de Guadalupe (Santa Ana)”.

A instituição agradeceu ainda aos socorristas pela “atitude rápida e profissional no atendimento ao acidente e por encaminharem os feridos para atendimento médico”.

O Corpo de Bombeiros do Condado de San Bernardino informou, em comunicado publicado na rede X, que o ônibus transportava 36 pessoas e “capotou em uma curva” na Rodovia 330, ao sul de Running Springs. No total, 26 passageiros ficaram feridos, sendo três em estado grave. As vítimas eram “uma mistura de adultos e adolescentes”.

De acordo com o relatório, 20 feridos foram levados a hospitais da região, enquanto os demais recusaram atendimento. A Patrulha Rodoviária da Califórnia conduz a investigação sobre a causa do acidente. “Acionadas pouco antes das 21h, as primeiras equipes a chegar encontraram o ônibus tombado em um acostamento, com pessoas tentando sair do veículo — muitas delas pela escotilha no teto”, relatou o Corpo de Bombeiros.

A passageira adolescente Ariana Rivera, que ficou ferida, contou à KTLA que o ônibus “capotou e depois deslizou”. Ela afirmou ter perdido a consciência e acordado “em estado de choque”. Segundo o canal, o acidente teria sido provocado por falha nos freios, o que levou o motorista a desviar o veículo contra uma rocha para evitar cair no penhasco.

Em entrevista à CBS LA, Rivera disse que se preparou quando o motorista avisou que o acidente era inevitável. “Eu me virei para minha irmã, a abracei e simplesmente orei a Deus para que tudo ficasse bem”, afirmou.

A irmã, Brittany Rivera, também orou durante o acidente e destacou que a experiência lhe ensinou que “a vida pode acabar em um segundo”. Ela acrescentou que “Deus fez um milagre” ao permitir que todos sobrevivessem.

O Corpo de Bombeiros de San Bernardino informou que, no início deste ano, havia realizado um simulado de emergência com múltiplas vítimas envolvendo um ônibus escolar capotado, com adolescentes e adultos a bordo, em uma operação conjunta com diversas agências estaduais e municipais.

Pastor reprova cristianismo cultural: ‘Valores sem Cristo’

Durante a Conferência Esperança Viva, realizada nos dias 8 e 9 de novembro em Lisboa, o pastor Sidson Novais, líder da Missão Cristã Internacional (MCI), afirmou que a Europa “tentou viver sem Cristo e agora colhe o vazio dessa escolha”. O evento reuniu centenas de cristãos de diferentes regiões de Portugal e de outros países, com o objetivo de discutir o papel da fé em uma sociedade cada vez mais secularizada.

Segundo o pastor, o continente europeu acreditou ser possível construir uma sociedade justa e racional sem a presença do cristianismo. “A Europa acreditou que, pela razão, pela inteligência e pelo bom senso, o ser humano poderia desenvolver uma sociedade que faria bem a todas as pessoas e todos seriam felizes. E acreditaram que isso seria possível fazer sem o cristianismo”, declarou.

Ele observou que, após décadas de secularização, há sinais de renascimento da fé. “Trabalharam tanto para desconstruir os traços do cristianismo na Europa. Tantas ideologias foram impostas para eliminar a base histórica, mas o mundo percebeu que fez mal. Acreditaram que a secularização iria acabar com a fé, mas, na verdade, a fé renasceu”, afirmou.

Sidson criticou políticas públicas e decisões institucionais que buscam remover símbolos cristãos de locais públicos. “Disseram: ‘Não precisamos chamar o Natal de Natal. Não devemos comemorar a Páscoa. Não podemos ter símbolos religiosos nos lugares’. Mas o cristianismo faz parte da nossa raiz. A base da nossa sociedade e das nossas leis é fundamentalmente cristã”, disse.

O pastor mencionou que esse afastamento das tradições cristãs tem provocado questionamentos em países como o Reino Unido. Ele citou, como exemplo, a recente declaração do biólogo britânico Richard Dawkins, que se descreveu como “cristão cultural”. “O ateu mais famoso do mundo disse: ‘Eu me considero um cristão cultural. Mas eu não tenho fé em Jesus’. Ele disse: ‘Eu posso ter fé no cristianismo sem ter fé em Jesus’”, relatou Sidson.

Para o líder da MCI, esse tipo de pensamento representa um equívoco espiritual. “O que vem a ser o cristianismo cultural? É quando se valoriza o cristianismo como herança cultural e moral, mas não se quer crer em Cristo. Isso é loucura. Paulo já disse: ‘A loucura de Deus é mais sábia do que os homens’”, afirmou.

O pastor acrescentou que não existe substituto para a fé em Cristo. “Quando você desconstrói alguma coisa, precisa ter algo melhor para colocar no lugar. Eles não tinham nada melhor, e não há nada melhor que Jesus”, disse.

Ele alertou que o cristianismo cultural não pode experimentar o poder transformador do Evangelho. “O cristianismo cultural nunca poderá usufruir do poder da ressurreição, porque esses que se dizem cristãos culturais não acreditam que Jesus nasceu de uma virgem nem que ressuscitou. Mas é justamente a ressurreição que traz o poder do Evangelho”, declarou.

Sidson afirmou que o testemunho dos discípulos demonstra a força dessa verdade. “O poder da ressurreição faz com que a igreja seja viva. Foi quando os discípulos viram o Cristo ressurreto que nada mais temeram. Pedro, que negou, nunca mais negaria. Eles entenderam: seguimos alguém que tem poder sobre a morte”, observou.

Ao encerrar sua participação, o pastor destacou a importância de os cristãos refletirem a luz de Cristo em tempos de crise espiritual. “O europeu está à procura de uma luz que o conduza, mas não reconhece que essa luz é Jesus. O mundo pode querer o lado bonito do cristianismo, mas sem Cristo não há cristianismo verdadeiro. A luz de Jesus é a única capaz de vencer as trevas”, afirmou, de acordo com informações do portal Guia-me.

Sidson concluiu a conferência com uma mensagem de esperança: “No final, Deus enxugará dos nossos olhos todas as lágrimas. Dos tempos sombrios, a luz prevalecerá. A luz vai vencer”, disse. “Não há esperança viva sem Jesus. Somente aqueles que acreditam que Ele ressuscitou e vivem o poder da ressurreição podem refletir a luz de Cristo neste mundo”.