Dízimos de Andressa Urach: Justiça toma decisão sobre Universal

A Justiça do Rio Grande do Sul voltou a discutir a natureza jurídica das doações feitas por fiéis a instituições religiosas. Em decisão da 13ª Vara Cível de Porto Alegre, a juíza Karen Rick Danilevicz Bertoncello negou o pedido da influenciadora digital Andressa Urach, que buscava anular os dízimos e ofertas de aproximadamente R$ 2 milhões à Igreja Universal do Reino de Deus.

A magistrada concluiu que os repasses tinham caráter voluntário e estavam amparados pela legislação, não cabendo restituição. Especialistas afirmam que a decisão reforça a interpretação consolidada no direito brasileiro.

A advogada Carla Rodrigues, especialista em direito religioso, destacou que “a lei brasileira entende que a cobrança do dízimo pelas igrejas é uma prática voluntária: não há nenhuma obrigatoriedade legal de contribuição por parte dos fiéis, e o dízimo é juridicamente considerado uma doação, respaldada pelo artigo 538 do Código Civil e pela liberdade de religião garantida pela Constituição Federal”.

Ela explicou ainda que “a imunidade tributária concedida às igrejas implica que elas não pagam impostos sobre dízimos e ofertas, mas devem manter registros financeiros e prestar contas de acordo com as obrigações acessórias exigidas pela Receita Federal”.

Segundo Carla Rodrigues, a prática tem papel central para as comunidades de fé. “O dízimo é considerado indispensável para a manutenção da vida da igreja e da prática da fé dos membros porque é através dele que se sustentam todas as atividades religiosas, sociais e missionárias”.

Sustentação e atividades sociais

Na visão da advogada, os recursos são fundamentais para despesas diárias e obras sociais. “Esse recurso viabiliza o pagamento de despesas mensais como salários, encargos sociais, manutenção dos espaços, investimentos pastorais e litúrgicos, além de permitir a realização de obras de caridade e apoio à comunidade. Para muitos fiéis, o ato de contribuir representa um gesto de fé e gratidão, fortalecendo o sentimento de corresponsabilidade pela missão e evangelização da igreja”.

Direito, teologia e laicidade

O pastor Rogério Rodrigues, advogado e conselheiro da OAB-RJ, destacou que a relação entre Estado e igrejas deve ser analisada à luz da laicidade. “O ordenamento jurídico do Brasil garante a liberdade religiosa e a autonomia das instituições eclesiásticas. Isso significa que o Estado não interfere em dogmas ou doutrinas internas, incluindo a forma como as igrejas solicitam e gerem as contribuições financeiras”.

Ele acrescentou que a prática deve respeitar o princípio bíblico da voluntariedade. “Embora algumas igrejas possam adotar abordagens mais incisivas para a solicitação de recursos, é crucial que a prática se mantenha dentro dos limites da voluntariedade. A Bíblia, em passagens como 2 Coríntios 9:7, reforça o princípio de que a doação deve vir de um coração alegre e disposto, e não por imposição”.

Perspectiva pastoral

O pastor Márlon Silveira Gomes, da Igreja Batista em Maruípe, Vitória (ES), enfatizou a legitimidade da contribuição. “Assim como qualquer organização, a igreja precisa de recursos financeiros para operar e cumprir sua missão. O dízimo e as ofertas são a forma mais legítima e bíblica de sustento, permitindo que a congregação se mantenha funcional, pague despesas como aluguel, contas de água e luz e, mais importante, invista na expansão do Evangelho”.

Ele lembrou que as contribuições não se limitam à manutenção do espaço físico: “Essa contribuição não é apenas sobre a manutenção de um templo físico; ela financia atividades missionárias, projetos sociais, evangelismo e o desenvolvimento espiritual dos membros. O dízimo, portanto, é uma expressão concreta de fé e um ato de cooperação para que a igreja possa cumprir sua vocação de servir e propagar a Palavra de Deus”, declarou Gomes, à revista Comunhão.

Consolidação do entendimento

Com a decisão, a Justiça gaúcha reforçou que as doações têm caráter voluntário e estão protegidas pela liberdade religiosa. O posicionamento tende a consolidar um entendimento já adotado por juristas e lideranças religiosas: as contribuições financeiras dos fiéis são uma prática livre, juridicamente respaldada, e representam ao mesmo tempo um elemento espiritual e administrativo essencial para a vida das igrejas.

Jojo Todynho inicia discipulado para ser batizada nas águas

A cantora Jojo Todynho afirmou em vídeo publicado em sua página no Instgram que iniciou sua preparação para o batismo por meio de estudos de discipulado. A artista destacou que a decisão não será imediata, mas integra uma busca pessoal por maior conhecimento e experiência com Deus.

“Eu vou começar a estudar o discipulado, né, minha prima que vai passar pra mim, pra eu poder me preparar pro futuro batismo. Não vai ser agora, não pretendo me batizar agora, mas eu quero ir buscando e conhecendo o Senhor”, disse Jojo Todynho.

Em sua declaração, a cantora também reprovou a forma como algumas pessoas tratam o batismo como simples conteúdo para redes sociais. Segundo ela, a decisão deve ser encarada com seriedade e não de maneira superficial.

Jojo enfatizou ainda que o batismo é um dos principais símbolos da fé cristã e deve ser assumido com responsabilidade. Para a artista, é essencial preparo e consciência antes do compromisso público com a vida espiritual.

Sudão: pastor presbiteriano e fiéis presos durante culto fúnebre

A polícia no norte de Cartum, capital do Sudão, interrompeu um culto fúnebre e prendeu cinco cristãos sul-sudaneses, entre eles o pastor Peter Perpeny, da Igreja Presbiteriana do Sudão. O caso ocorreu na área de El-Haj Yousif, no distrito de East Nile, segundo informou um líder da igreja local.

Os cristãos foram detidos sob a justificativa de estarem em situação migratória irregular, mas, de acordo com o líder religioso, não receberam acusações formais nem informações sobre deportação. Desde o início de agosto, autoridades em regiões afetadas pela guerra civil iniciaram a detenção e possível deportação de estrangeiros, especialmente cidadãos do Sudão do Sul e da Etiópia.

“De fato, há um medo crescente entre os cristãos sul-sudaneses, então eles permanecem em casa para evitar serem presos”, declarou um líder da igreja, que pediu para não ter o nome divulgado por razões de segurança. Os cinco detidos foram levados para a Prisão de Omdurman, onde a polícia informou a uma das mulheres presas que deveria pagar 600.000 libras sudanesas (cerca de US$ 995) ou ficaria seis meses detida. A cobrança foi classificada por líderes locais como uma forma de suborno.

Extremistas muçulmanos utilizaram redes sociais para pedir a prisão de cristãos sul-sudaneses. A área onde ocorreram as detenções é dominada pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar em conflito com as Forças Armadas Sudanesas (SAF) desde 15 de abril de 2023. Ambos os lados já atacaram igrejas e locais de culto, conforme relatos de organizações cristãs.

Contexto do conflito

O Sudão vive uma guerra civil desde abril de 2023, após o rompimento entre o general Abdelfattah al-Burhan, das SAF, e Mohamed Hamdan Dagalo, líder das RSF. Ambos haviam dividido o poder militar após o golpe de 25 de outubro de 2021, que derrubou o governo civil de transição iniciado após a queda de Omar al-Bashir, em abril de 2019.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o conflito já deixou dezenas de milhares de mortos e mais de 11,9 milhões de deslocados dentro e fora do país. O impasse surgiu quando Burhan tentou colocar a RSF sob controle do exército em dois anos, enquanto Dagalo defendia um prazo de pelo menos dez anos.

As RSF têm raízes nas milícias Janjaweed, que atuaram na repressão a rebeldes em Darfur sob o governo de Bashir. Apesar das origens islâmicas de ambos os líderes, eles buscam se apresentar à comunidade internacional como defensores de uma futura transição democrática.

Perseguição religiosa

De acordo com o relatório Lista Mundial da Perseguição 2025, publicado pela organização Portas Abertas, o Sudão ocupa a 5ª posição entre os países onde a prática do cristianismo é mais difícil. O relatório aponta que “cristãos de todas as origens estão presos no caos, sem condições de escapar. Igrejas são bombardeadas, saqueadas e ocupadas pelas partes em conflito”.

Após a queda de Bashir, o governo de transição havia promovido avanços na liberdade religiosa, incluindo a revogação das leis de apostasia e a proibição do uso do termo “infiel” contra minorias religiosas. No entanto, com o golpe de 2021, líderes cristãos passaram a temer o retorno de medidas repressivas inspiradas na sharia.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos retirou o Sudão da lista de Países de Preocupação Particular em 2019 e, em dezembro de 2020, da sua Lista de Observação Especial, após registrar avanços. Atualmente, estima-se que os cristãos representem 2 milhões de pessoas, ou 4,5% da população total de mais de 43 milhões de habitantes, conforme informado pelo Christian Daily.

Tempestade interrompe evento mundano e evangelistas celebram

Uma forte tempestade de areia e vento atingiu o festival Burning Man durante sua edição no deserto de Black Rock, Nevada, Estados Unidos, no último fim de semana. O evento, que reúne anualmente cerca de 70 mil participantes, teve suas atividades parcialmente paralisadas devido às condições climáticas adversas.

De acordo com reportagem do New York Post, os ventos fortes danificaram estruturas do festival, incluindo um espaço conhecido como “Orgy Dome” — área destinada a atividades sexuais entre os participantes.

O fenômeno natural também provocou engarrafamentos de até oito horas, deixando frequentadores temporariamente impossibilitados de entrar ou sair do local. As autoridades locais emitiram recomendações para que as pessoas permanecessem abrigadas e longe das estradas.

Ação divina?

Pela primeira vez no evento, um grupo liderado pelo evangelista Philip Renner realizou atividades de evangelismo durante o festival mundano. Em declaração gravada em vídeo e publicada em sua conta no Instagram, Renner afirmou que aproximadamente 20 pessoas haviam “aceitado Jesus” durante sua interação com os participantes.

Sobre a tempestade, o evangelista ofereceu uma interpretação religiosa do evento climático. “A chuva está destruindo a atividade demoníaca. Por causa da chuva, a tenda da orgia foi destruída, e Deus está fazendo o que quer”, declarou. Ele acrescentou: “Deus está dando a palavra final: ‘Santidade, não libertinagem’”.

Seu grupo, hospedado em um trailer no local, realizou orações, cânticos e ministrações evangélicas antes de ser surpreendido pela intempérie.

Os organizadores do Burning Mom implementaram protocolos de segurança, fechando os portões e suspendendo temporariamente a entrada e saída de pessoas até a passagem da tempestade. Voos para a área também foram groundeados seguindo recomendações governamentais.

O festival Burning Mom é realizado anualmente desde 1986, caracterizando-se como um alegado evento de “arte” e comunidade contra-cultural. A edição atual registrou condições climáticas severas, um fenômeno eventual, porém não inédito, no deserto de Nevada.

Evangélicos ultrapassam católicos e muçulmanos em país europeu

Um relatório divulgado em 2025 pelo Observatório do Pluralismo Religioso, na Espanha, detalha a distribuição atual de locais de culto não católicos no país. Os dados indicam que os espaços evangélicos representam agora a maioria absoluta dentre as minorias religiosas, correspondendo a 56% do total.

De acordo com o estudo, existem atualmente 8.140 locais de culto não católicos registrados em todo o território espanhol, pertencentes a 17 denominações diferentes. Desse total, 4.572 são identificados como evangélicos/protestantes.

A presença muçulmana ocupa o segundo lugar, com 1.908 espaços (23%), seguida pelas Testemunhas de Jeová, com 572 locais.

Distribuição geográfica

A distribuição desses espaços não é homogênea. Apenas 17,6% dos municípios espanhóis possuem ao menos um local de culto não católico. A região da Catalunha, particularmente a província de Barcelona, concentra a maior parte desses espaços, abrigando 70% dos 1.625 locais da região.

Outras comunidades autônomas com números significativos incluem a Andaluzia (1.298 espaços), a Comunidade de Madrid (1.167) e a Comunidade Valenciana (933). No extremo oposto, as cidades autónomas de Ceuta e Melilla e regiões como Cantábria, La Rioja e Astúrias apresentam os menores números, variando de 31 a 98 locais.

Hegemonia dos evangélicos

O predomínio de locais de culto evangélicos é notável em várias regiões. Em Astúrias e Galiza, eles representam mais de 60% dos espaços não católicos, percentual que sobe para mais de 70% em Cantábria e Madrid. Ceuta, Melilla, La Rioja e Navarra constituem exceções, sendo os únicos territórios onde os centros muçulmanos superam os evangélicos em número.

Um dado particular do estudo revela que, em municípios com menos de 5.000 habitantes, os muçulmanos formam o maior grupo religioso não católico, com 285 locais de culto (57% do total).

A maioria desses espaços rurais está localizada em Castilla-La Mancha (43), Navarra (39) e Catalunha (34). Em contraste, em cidades entre 5.000 e 100.000 habitantes, as igrejas evangélicas voltam a ser predominantes, superando o número de mesquitas em aproximadamente 400 unidades.

O panorama religioso espanhol é historicamente marcado pela hegemonia católica, consolidada após a Reconquista e os decretos de expulsão de muçulmanos e judeus no final do século XV. O país carrega, no entanto, uma profunda herança do período de domínio muçulmano conhecido como Al-Andalus (711-1492), evidente em monumentos como a Mesquita-Catedral de Córdoba e o Palácio de Alhambra, em Granada.

Os dados atuais refletem uma transformação gradual no tecido religioso do país, ilustrando a diversificação em curso e a consolidação de comunidades de fé além da tradição católica majoritária. Com informações: Evangelical Focus

Perseguição no Irã é intensa, mas cristãos driblam espionagem

Autoridades no Irã têm intensificado os esforços para identificar e desarticular redes de cristãos no país. De acordo com Mansour Borji, diretor da organização de direitos humanos Article 18, quando um cristão é preso, os serviços de inteligência ou a Guarda Revolucionária investigam computadores e dispositivos pessoais em busca de contatos.

“O serviço de inteligência ou a Guarda Revolucionária primeiro vasculham o computador de um cristão preso e outros dispositivos para descobrir com quais cristãos ele esteve em contato”, afirmou Borji.

Além da análise de equipamentos, interrogatórios sob ameaça também são utilizados para obter informações. “Às vezes, acontece de cristãos desabarem quando são interrogados. Durante os interrogatórios, suas famílias são ameaçadas, a menos que colaborem. Isso significa que precisam revelar informações sobre outros cristãos”, explicou Borji.

Infiltração em igrejas domésticas

O governo iraniano também treina agentes para se infiltrar em igrejas domésticas. Fingindo interesse pela fé cristã, esses infiltrados obtêm acesso aos grupos e identificam os participantes. A pressão constante leva os líderes a adotar medidas de segurança: novos interessados raramente são convidados diretamente para reuniões. Em vez disso, encontros iniciais ocorrem em pequenos grupos, geralmente em locais públicos.

Um cristão iraniano identificado como Mehrdad (pseudônimo) relatou que pessoas solteiras costumam ser as primeiras a se reunir com novos interessados, evitando expor famílias a riscos. “Tentamos não colocar em risco a vida de quem tem esposa e filhos”, disse. Segundo ele, diversas conversas são realizadas para avaliar a confiabilidade do indivíduo antes de um convite para a igreja doméstica.

Dependência da orientação espiritual

Apesar das estratégias de segurança, líderes cristãos relatam que a vigilância cria um dilema constante. O pastor Iman destacou a importância da oração e da direção divina nesse processo. “Aconteceu várias vezes de detectarmos alguém que queria se infiltrar em nosso grupo, mas percebemos que a pessoa estava apenas repetindo frases que havia decorado e que não tinha um interesse verdadeiro. Deus nos guiou para que reconhecêssemos essas pessoas”, declarou.

Viver sob risco permanente

A ameaça de prisão e tortura acompanha cada encontro. Mehrdad descreveu o clima de insegurança: “Não é como em outros países, onde você pode cantar alto, levantar as mãos e se sentir livre. Vivemos com medo de baterem na porta. Com medo de alguém ouvir. A regra mais importante: crie um plano de fuga para cada reunião. Toda vez que a campainha toca, as pessoas ficam alertas”.

Apesar do risco, cristãos continuam se reunindo em busca de comunhão. Para eles, esses encontros são fonte de força e esperança: “Ver outros cristãos, comparecer diante de Jesus com eles, é como estar na prisão e, de repente, sentir o sol no rosto. Isso nos dá força e esperança e nos lembra que não estamos sozinhos, mas que pertencemos ao corpo de Cristo”, concluiu Mehrdad, conforme informações da Missão Portas Abertas.

Ex-cético, homem é batizado após anos de orações da esposa

Durante um culto de batismo da Igreja Recomeçar em Joaçaba, Santa Catarina, a empreendedora Andrea Richetti viveu o que descreveu como a “realização de um sonho”. Após anos de orações, seu marido, Charles Richetti, que se declarava cético em relação à fé, foi batizado junto com ela nas águas.

De acordo com relatos fornecidos pela própria família e pelo pastor responsável, Andrea converteu-se primeiro ao evangelho de Jesus Cristo. Ela iniciou então um período de orações e jejuns pela conversão do marido, que, segundo seu testemunho, manifestava aversão a ambientes eclesiásticos.

“O Charles tinha aversão à igreja evangélica”, afirmou o pastor Paulo César Rodrigues em publicação nas redes sociais.

O pastor relatou que manteve encontros com Charles, focando na apresentação do que denominou como “o Evangelho simples”. “Nós pregamos o Evangelho simples e falamos o que Jesus falou. Então, aquele cético foi amaciando o coração”, declarou o líder religioso.

A surpresa no batismo

O batismo foi planejado como uma surpresa para Andrea. Inicialmente, apenas ela havia sido anunciada publicamente como candidata ao ritual. Em vídeo gravado durante a cerimônia, o pastor Paulo César Rodrigues, enquanto estava na piscina com Andrea, chegou a dizer:

“Ele [Charles] não veio nesse, mas talvez ele ainda venha. Talvez, em algum momento, Deus vai tocar no coração dele”.

Foi nesse momento que Charles adentrou a piscina, surpreendendo a esposa. O pastor então prosseguiu: “O Charles decidiu por Jesus. E hoje é com muita honra que eu o batizo”. O casal foi batizado simultaneamente, gerando comoção entre os presentes no local.

Em suas declarações, o pastor Paulo César enfatizou a natureza processual da conversão. “Conversão é um processo pessoal, não é da noite para o dia. Continue crendo, orando e acreditando nas pessoas”, disse, dirigindo-se a outras pessoas que, segundo ele, estariam em situação semelhante.

Andrea Richetti, em seu testemunho, atribuiu o evento à sua fé: “Ele é o Deus que faz infinitamente mais do que pedimos ou pensamos. A Ele a glória para todos sempre! Para quem tem fé, não existe sorte, existe Deus. Para quem crê, não existe impossível, só milagres”.

Um mês após o ocorrido, Andrea reafirmou sua crença na eficácia da prática religiosa: “Jejum, joelhos no chão e oração fazem milagres e eu posso testemunhar”.

‘Em Minha Própria Casa + Vaso Novo’: Isaias Saad e Fhop Music

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O cantor Isaias Saad e o ministério fhop music lançaram, pela primeira vez em parceria, o medley “Em Minha Própria Casa + Vaso Novo”, terceiro single do álbum “Altar Invisível”, gravado ao vivo. O projeto já havia apresentado as faixas “Santo”, com participação de Sued Silva, e “Anseio”, em colaboração com Morada. Somados, Saad e fhop music reúnem mais de 13 milhões de ouvintes e seguidores mensais nas plataformas digitais.

A produção musical e os arranjos ficaram sob responsabilidade de Everson Menezes. A composição contou com a colaboração de Alan Santos, Emi Sousa, Gabriel Bulian, Gabriela Duarte, Herison André, Kleiton Antunes, Simone Lima, Vitor Corrêa e Nilton Tuller.

Gabriela Laranjo, líder de louvor do fhop music, explicou o conceito do medley: “Na hora de compor essa canção, nós quisemos trazer uma perspectiva do irmão do filho pródigo, que estava na casa do pai, mas que também precisava da misericórdia e era alvo da graça do Senhor. As canções desse projeto são muito bíblicas e cremos que elas vão edificar muitos corações”.

Isaias Saad relatou que a canção se conecta a uma experiência pessoal marcada por ruptura e dor vividas há cerca de dois anos e meio: “Assim como o irmão do filho pródigo, fiquei preso à minha ferida, alimentando uma sensação de injustiça, me sentindo perdido na casa do meu próprio Pai. Nunca vou me esquecer do dia em que a Emi Sousa me ligou e disse que escreveram uma canção que tinha a ver com o que eu estava vivendo. Desliguei o telefone, dei play na música e chorei sem parar. Deus usou a Emi e essa canção como parte do processo de cura que Ele já estava escrevendo em minha história”, declarou.

O videoclipe da faixa, dirigido por Guilherme Massone, Hananiel Eduardo e Alek Lemes, foi disponibilizado no canal oficial de Isaias Saad no YouTube.

Ao refletir sobre a mensagem transmitida pelo medley, Saad concluiu: “Essa graça me encontrou, me quebrou, me transformou e tem me moldado em um vaso novo. Hoje, compreendo que o Pai não ama menos o filho que ficou, nem mais o filho que voltou. Ele ama ambos com a mesma intensidade, e esse amor é a chave que nos liberta da dor, do orgulho e da sensação de orfandade. Ele nos dá redenção pelo Seu sangue derramado, e por Sua obra em nós seremos completos”.

Músicas de Taylor Swift ‘celebram pecado explicitamente’, diz ator

O ator cristão Kirk Cameron, de 54 anos, conhecido por sua atuação na série Tudo em Família e seu papel nos primeiros filmes da saga Deixados para Trás, fez um alerta sobre a influência cultural da cantora Taylor Swift. Em mensagem divulgada no Instagram, Cameron afirmou que a artista “zomba de Deus, normaliza o pecado, glorifica a luxúria e a rebelião”.

Em sua visão, as músicas de Taylor Swift é uma forma reversa de “discipulado” para jovens: “O que acontece quando uma estrela pop bilionária lança um álbum com uma arte provocativa, letras que zombam de Deus, glorificam a rebelião e celebram o pecado explícito? Você tem o sermão mais poderoso que a juventude americana ouvirá este ano”, disse Cameron.

Segundo ele, as músicas de Swift “não são apenas música” e “isso é discipulado”. O ator também observou que muitos jovens acabam recebendo da cantora um tipo de orientação que deveria vir dos pais.

As declarações ocorreram poucos dias após Swift, de 35 anos, anunciar em suas redes sociais o noivado com o jogador da NFL Travis Kelce. Na publicação feita em 26 de agosto, ela escreveu: “Seu professor de inglês e seu professor de educação física vão se casar”, mensagem que recebeu mais de 30 milhões de curtidas.

Ex-médium aponta práticas de Nova Era

A ex-médium Jenn Nizza, que atualmente apresenta o podcast Ex-Psychic Saved, também se manifestou sobre a influência da cantora. Em vídeo publicado nas redes sociais, Nizza afirmou que Swift “está promovendo uma prática da Nova Era que você talvez não conheça” e disse que se referia à numerologia.

“Você acredita que os números lhe darão conhecimento oculto, que você recorrerá aos números em busca de insights, sabedoria e possível comunicação, até mesmo com espíritos”, declarou. Ela citou a conhecida ligação de Swift com o número 13, mencionado pela cantora em entrevistas, incluindo uma de 2020 com Jimmy Kimmel, e em conversas recentes em podcasts com Travis e Jason Kelce.

Nizza classificou a numerologia como “adivinhação cotidiana” e acrescentou: “A adivinhação cotidiana é demoníaca. Leva à opressão demoníaca. Ela está poluindo a mente das massas com práticas de adivinhação. Essa é a agenda de Satanás e seus asseclas que a estão influenciando”.

Outras críticas anteriores

Em 2024, após o lançamento do álbum The Tortured Poets Department, Swift também foi alvo de críticas de líderes cristãos. Algumas músicas foram apontadas como sacrílegas, entre elas Guilty As Sin, na qual a cantora menciona: “E se eu rolar a pedra para longe?/ Eles vão me crucificar de qualquer jeito/ E se a maneira como você me segura for, na verdade, sagrada”.

O ex-integrante do grupo Boyzone, Shane Lynch, declarou à imprensa britânica que os shows da cantora envolvem “práticas demoníacas” e “rituais satânicos”. Segundo ele, “a música se conecta às suas emoções. Ela tem uma conexão com o seu espírito e com o que você sente. É por isso que parei de ouvir esse tipo de música, porque não combina com o meu espírito”.

Reações no meio evangélico

Shane Pruitt, diretor nacional da Próxima Geração do Conselho de Missões Norte-Americanas da Convenção Batista do Sul, também se manifestou sobre o tema. Em publicação recente, ele destacou: “Definitivamente não sou o pastor ou pai que defende a postura de ‘nada de música secular’. No entanto, há uma diferença entre ser secular e ser anticristo”.

Pruitt afirmou que já ouviu as músicas de Swift, mas considera que “agora é hora de reconsiderar”. Ele questionou: “Como cristãos, cheios do Espírito, deveríamos nos entreter, cantar e expor nossos filhos a letras que não são apenas diferentes do que você acredita, mas que na verdade zombam do que você acredita?”.

Mulheres sofrem maior risco de depressão após aborto, diz estudo

Um estudo publicado em julho pelo Journal of Psychiatric Research indicou que mulheres que passaram por abortos induzidos enfrentam risco mais elevado de hospitalização por problemas de saúde mental quando comparadas às que levaram a gravidez até o fim. A pesquisa, intitulada “Aborto induzido e implicações para a saúde mental de longo prazo: um estudo de coorte de 1,2 milhão de gestações”, foi conduzida por pesquisadores do Centro de Pesquisa Hospitalar da Universidade de Montreal, da Universidade de Sherbrooke e da Universidade McGill.

Detalhes do estudo

O levantamento analisou 28.721 abortos induzidos e cerca de 1,22 milhão de nascimentos registrados em hospitais de Quebec, no Canadá, entre 2006 e 2022. As mulheres foram acompanhadas após a gravidez para verificar hospitalizações relacionadas à saúde mental e avaliar possíveis vínculos com o aborto.

Segundo os autores, “o aborto está associado a um risco aumentado de hospitalização relacionada à saúde mental a longo prazo, mas a associação enfraquece com o tempo”. O relatório destacou taxas mais altas de transtornos ligados ao uso de substâncias e tentativas de suicídio entre mulheres que fizeram aborto em comparação às demais. O risco se mostrou mais acentuado em pacientes com histórico prévio de doenças mentais ou com menos de 25 anos de idade.

Repercussão

David Reardon, diretor do Elliot Institute, organização pró-vida, afirmou em comunicado que o estudo reforça evidências já observadas: “Este é o mais recente de uma série de estudos baseados em registros que não sofrem de nenhum viés de autoseleção ou memória. Além disso, os autores controlaram totalmente o histórico de saúde mental das mulheres antes e depois dos abortos”, disse.

Ele acrescentou que “problemas anteriores de saúde mental aumentam claramente o risco de o aborto agravar uma crise psiquiátrica, mas também há riscos elevados para mulheres sem problemas anteriores”. Reardon ressaltou ainda que, embora seja difícil determinar se o aborto pode ser a única causa, é “ridículo afirmar que o aborto nunca contribui para problemas de saúde mental”.

Em 2023, a revista BMC Psychiatry publicou uma análise de 15 artigos que mostrou que, em média, 34,5% das mulheres no mundo que fizeram aborto relataram depressão. “Concluindo, observou-se que a ocorrência de depressão pós-aborto é generalizada em todo o mundo”, registrou o estudo.

De acordo com o The Christian Post, os pesquisadores recomendaram que profissionais de saúde priorizem o aconselhamento, o cuidado e o apoio emocional após o procedimento.