Caso Felca: jornalista relembra denúncias de Damares Alves

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O jornalista Alexandre Garcia comentou, em declaração recente, a repercussão da denúncia feita pelo influenciador Felca envolvendo conteúdos que, segundo ele, “erotizam crianças” por meio de algoritmos de redes sociais. Garcia afirmou que o caso ganhou destaque nacional e classificou a situação como “escandalosa” e “aterrorizante”.

O comunicador recordou que denúncias semelhantes já haviam sido feitas anteriormente. Ele citou o episódio das “meninas de Marajó”, denunciado pela senadora Damares Alves, que, segundo Garcia, “foi silenciada pela mídia tradicional, como se estivesse dizendo um sacrilégio”.

O experiente jornalista mencionou ainda a atriz e apresentadora Antônia Fontenelle, alegando que ela foi alvo de decisão judicial que determinou a retirada de críticas feitas a um influenciador acusado de “induzir crianças à erotização e à sensualidade”, além de multa diária de R$ 1 mil — decisão posteriormente derrubada.

Garcia também lembrou a votação sobre o projeto de castração química para condenados por pedofilia, apontando que “85 parlamentares da esquerda” votaram contra a proposta. Ele finalizou lembrando que, embora a denúncia atual feita por Felca seja “verdadeira” e “dramática”, não deve ser utilizada como “cavalo de Troia” para ampliar medidas que resultem em censura de opiniões, inclusive políticas.

Decisão da Justiça contra cultos domésticos é ameaça a células

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu proibir a realização de cultos religiosos em áreas comuns de condomínios residenciais, após reclamações de vizinhos sobre barulho e movimentação excessiva de pessoas e veículos.

A corte entendeu que, no caso analisado, o volume médio das atividades chegava a 68 decibéis durante o dia, superando o limite legal de 40 decibéis, além de haver uso formal do endereço como igreja, o que violava a convenção condominial e o estatuto da associação de moradores.

Segundo o tribunal, a liberdade de crença e culto religioso não é absoluta e deve ser conciliada com os direitos dos demais moradores. A decisão destaca que as normas internas do condomínio e a convenção condominial são instrumentos essenciais para a preservação da ordem e da paz no convívio coletivo.

A advogada Carla Rodrigues, especializada em direito cristão, afirmou que a medida está alinhada à Constituição: “O direito fundamental à liberdade de crença e culto religioso não pode prevalecer em detrimento dos direitos dos demais membros da coletividade”. Ela ressaltou que o uso de imóveis como templos deve respeitar regras internas, com a Justiça podendo impor limites para evitar excessos, sem impedir práticas religiosas pacíficas.

O reverendo Ítalo Reis, pastor da 1ª Igreja Presbiteriana do Natal (RN), observou que a adoração cristã envolve também respeito ao próximo: “Se os cristãos agirem assim, haverá mais paz nos condomínios, pois somos o povo que vive a paz do Senhor”. Ele defendeu que o uso de espaços coletivos deve seguir critérios de cuidado, como manter os locais limpos e organizados, e obediência às autoridades, princípio que considera bíblico.

O pastor Bruno Jannuzzi, da Comunidade Evangélica Jesus Vive (RJ), concordou com a decisão e destacou a responsabilidade das lideranças religiosas: “Se existe perturbação da ordem em qualquer esfera, a lei deve ser cumprida”. Para ele, a falta de orientação aos fiéis para respeitar regras e vizinhos compromete o testemunho cristão.

Já o pastor Antonio Targino, da IBCIDADE em Natal, lembrou que nenhum direito constitucional é absoluto: “O poder da Justiça se estende até o ponto em que o exercício de um direito individual afete direitos coletivos, como o sossego e a segurança da comunidade”, declarou à revista Comunhão.

O caso reflete um desafio recorrente nas grandes cidades brasileiras, onde conflitos sobre o uso de áreas comuns — seja para festas, eventos ou cultos — levam moradores à Justiça. Especialistas afirmam que o equilíbrio entre liberdade religiosa e direito ao sossego deve ser buscado por meio de diálogo e respeito às normas, evitando que disputas assumam contornos de intolerância.

Índia: pastor sobrevive a espancamento e leva 10 hindus a Cristo

Rakesh, pastor de uma pequena congregação na Índia, relatou ter superado um episódio de violência religiosa que quase ceifou sua vida. Em 2 de junho de 2024, durante um encontro de oração em sua casa, ele foi agredido por um grupo de extremistas hindus após a conversão de uma moradora de uma vila vizinha, que, segundo os presentes, teria sido curada durante um culto anterior.

A mulher, que vivia a mais de um quilômetro da residência de Rakesh, decidiu seguir a fé cristã depois da experiência. Familiares dela, entre os quais líderes de um templo hindu local, reagiram organizando um ataque. Na data mencionada, uma multidão cercou o local, gritando palavras de ordem e exigindo o encerramento da reunião. Homens armados com facas invadiram o espaço, dispersaram os fiéis, agrediram o pastor e depredaram a propriedade.

Após o episódio, a denúncia feita à polícia resultou em pressão para que as atividades cristãs fossem interrompidas na aldeia. Parte dos membros deixou de frequentar os cultos, e a renda familiar do pastor foi reduzida. Rakesh vive com a esposa e quatro filhos em uma comunidade rural e lidera ações evangelísticas em cerca de dez vilas próximas.

A organização International Christian Concern (ICC) tomou conhecimento do caso e forneceu mercadorias para que Rakesh abrisse um pequeno comércio. “Há alguns anos, sofríamos muito com as necessidades básicas e, hoje, vivemos muito felizes. Somos gratos”, declarou o pastor à ICC.

O negócio, inicialmente instalado na aldeia, foi transferido para uma área central, o que aumentou a clientela. A renda obtida permitiu a reforma da igreja e da residência, além do custeio da educação dos filhos. Desde então, mais de dez hindus se converteram, segundo o pastor, e participam das atividades da comunidade.

“Hoje, temos uma loja no centro da cidade, e isso é uma grande coisa para nós. A ICC nos abençoou muito, e nos alegramos no Senhor. Somos muito gratos ao ministério por nos dar esperança e nos ajudar a viver livremente, sem nenhum fardo. Todas as nossas necessidades são supridas pela renda da loja, e estamos repletos de paz e alegria em nossas vidas”, afirmou, conforme divulgado pela International Christian Concern.

Acidente ceifa vida de pastor, filho e sobrinha a caminho de culto

O pastor Tavaran Ridley, da Igreja New Season, em Nashville, Tennessee (EUA), faleceu na manhã de domingo em um acidente de trânsito que também vitimou seu filho, Tavaran “Deuce” Ridley II, de 8 anos, e sua sobrinha, Esther Holston, de 2 anos. Eles estavam a caminho do culto infantil, no qual Ridley pregaria.

O acidente ocorreu por volta das 8h30. Além das três vítimas fatais, estavam no veículo a esposa de Ridley, Anasia, grávida, e as duas filhas do casal. Uma delas, Aamiyah, de 9 anos, segue internada em estado grave e entubada, respondendo a comandos médicos. A outra, Zoe, de 5 anos, já recebeu alta. Anasia continua hospitalizada, mas apresenta boa recuperação.

Segundo o pastor Dwayne Lewis, líder da New Season, a ausência de Ridley gerou preocupação entre os membros da igreja, que enviaram mensagens sem obter resposta. “Às 22h30 daquela noite, um dos familiares dele me ligou e contou o que havia acontecido”, afirmou Lewis à Baptist Press em 12 de agosto. Na mesma noite, ele visitou no hospital os sobreviventes.

Membro da igreja há cerca de um ano, Ridley participava ativamente da formação de novos ministros por meio da escola de ministério. Lewis e sua esposa, Alexa, o descreveram como um homem humilde, discreto e querido pela congregação.

Na noite de 05 de agosto, a igreja realizou um culto de oração em apoio à família, com a presença de representantes da Associação Batista de Nashville. Lewis destacou o apoio recebido: “O TBMB sempre esteve ao nosso lado. O fato de eles aparecerem, continuarem me ligando até hoje, só para saber como estamos… isso é realmente muito especial”.

No último domingo, 10 de agosto, a New Season promoveu um culto especial em memória das vítimas, com atividades de apoio emocional conduzidas por conselheiros especializados em luto. Crianças e adultos participaram de ações simbólicas, como desenhos, bolhas de sabão e a confecção de um banner com marcas de mãos coloridas.

Ridley aguardava com expectativa o nascimento de seu segundo filho homem: “Ele e Deuce eram inseparáveis. Onde você via Tavaran, você também via Deuce. E era realmente muito bonito de ver”, relatou Lewis. Segundo ele, Anasia comentou que agradeceu a Deus por pai e filho terem partido juntos, devido à forte ligação entre ambos, segundo informado pelo Baptist Press.

Lucinho diz que ‘crente não bebe’ e recebe resposta de pastor

A Bíblia não proíbe o vinho, mas a embriaguez. O problema não é a bebida — é o coração sem domínio próprio. Vamos parar de trocar a verdade pela mentira. pic.twitter.com/h7PSRoYBkq

— O Pastor Tóxico (@OPastorJack) August 12, 2025

Um debate sobre o consumo de bebidas alcoólicas entre cristãos vem repercutindo nas redes sociais. O pastor Lucinho Barreto, da Lagoinha Belo Horizonte (MG), defendeu que “crente não bebe”, associando o consumo de álcool a experiências negativas pessoais e familiares. Já o pastor Jack, da Igreja Vintage, em Porto Alegre (RS), rebateu, afirmando que a Bíblia condena a embriaguez, mas não o consumo moderado, especialmente no contexto da ceia.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Lucinho afirmou que seguir a Cristo implica abandonar antigos hábitos: “Todo mundo tem que praticar um divórcio quando encontra Jesus. Você tem que ser ex alguma coisa. A Patrícia é uma ex-pinguça. E, infelizmente, na nossa família lá, a gente ainda luta muito com muita gente”.

O líder mineiro também ironizou a presença de bebidas alcoólicas em eventos familiares: “Sabe uma coisa que eu acho engraçado? Eu nunca fui numa festa e o não-crente falou assim ‘Olha, o pastor tá vindo aqui, vamos servir ceia do Senhor?’. Mas os crentes querem servir bebida alcoólica na festa de casamento, porque vai vir um tio lá do quinto dos infernos que bebe uma pinga. Crente não bebe!”, esbravejou.

A declaração motivou resposta de Jack, que acusou o colega de generalizar e distorcer o ensino bíblico: “Lucinho, crente não mente. A Bíblia fala disso. Crente não mente. Tu tá mentindo. Para de mentir. […] Meu avô era podre de bêbado, um ébrio, bebia até cair. Batia na minha avó. O resto da minha família, vários. Cansei de ver briga. […] Mas eu não vou falar contra bebida com base nisso. Minha base não é o que eu vivi. A minha base da minha fé é a Bíblia. Porque no final do dia, o problema não foi a bebida, o problema foi o bêbado”.

Segundo Jack, a condenação bíblica é específica à embriaguez: “Tem gente que bebe e não faz isso. Tem gente que bebe e faz isso. A Bíblia condena uma coisa. Condena embriaguez. Então pare de mentir. ‘Ah, mas eu não quero beber’. O problema é teu. Vou dar um exemplo aqui. Quando eu defendo isso, as pessoas pensam que eu bebo. O que eu bebo num ano inteiro? Com certeza não chega a passar nem um litro de álcool pelo meu organismo. O que eu bebo mesmo é na hora da ceia”.

O pastor gaúcho acrescentou que o vinho, mencionado nas Escrituras, tinha teor alcoólico. “Outra coisa, é impossível um crente ser crente sem beber. Porque ele tem que participar da ceia. Jesus falou de vinho. Ele falou de pão. Pão é pão, vinho é vinho. Então, ainda que seja baixo [teor alcoólico], essa coisa de suco de uva é nova. É uma invenção nova. Vocês acham que tinha suco de uva no período bíblico, cara? Como é que vocês conseguem ler vinho e pensar em Tang?”.

Ele ainda citou passagens do Novo Testamento para reforçar seu argumento: “Se os caras se embebedavam em Corinto, na ceia, é porque o vinho da ceia embebedava. Simples. Ou então era só Paulo resolver dizendo ‘gente, não bebam o vinho, bebam o suco’. […] ‘Não vos embriagueis com o vinho’. Quer dizer que o vinho embriagava. Simples. Quando Jesus transforma a água em vinho, os caras ainda citam o quê pra Jesus? ‘Tu deixou o melhor vinho pro final’”.

Jack concluiu defendendo o ensino do domínio próprio: “Parem de mentir. É loucura isso. Não seria melhor ensinar domínio próprio para o povo? […] Aí o cara fala ‘crente não bebe’. Ele é um mentiroso, cara. Crente não mente. Eu não vou vencer um pecado de embriaguez com o pecado da mentira. […] Quando eu quero ter uma espiritualidade superior à espiritualidade apostólica, eu estou cometendo pecado. Como que eu resolvo problemas? Eu resolvo do jeito que os apóstolos resolviam. […] Como que resolve com quem se embriaga? Não se embriague”.

Cristã que ora em público volta a ser investigada pela Polícia

A Polícia de West Midlands, na região central da Inglaterra, confirmou que investiga Isabel Vaughan-Spruce, cristã voluntária há mais de 20 anos no apoio a gestantes em crise, por orar silenciosamente em via pública próximo a uma clínica de aborto em Birmingham. Segundo a organização de defesa legal ADF International, agentes têm abordado a voluntária regularmente para perguntar se ela está rezando.

Este é o terceiro episódio em que a polícia reage à sua oração silenciosa. Em 2023, Vaughan-Spruce foi presa dentro de uma “zona de segurança” estabelecida por uma Ordem de Proteção de Espaços Públicos (PSPO), que proíbe expressões de aprovação ou desaprovação sobre o aborto. O episódio ocorreu quando a clínica estava fechada. O Ministério Público não apresentou provas para prosseguir, e ela foi absolvida.

Semanas depois, foi detida novamente no mesmo local, também por orar em silêncio. Essa investigação durou meses e, em agosto de 2024, ela recebeu um acordo de £13 mil (cerca de R$ 92 mil na cotação da época) da Polícia de West Midlands, após contestar judicialmente as duas detenções. Apesar do acordo, continuou a orar semanalmente no local.

Vaughan-Spruce apresentou queixa à polícia, alegando assédio e interrogatórios sem indicação de qualquer violação da lei. A corporação rejeitou a queixa, informando que há investigação ativa e que aguarda parecer do Ministério Público sobre como proceder. O CPS (Crown Prosecution Service) já havia estabelecido que orações silenciosas em público não atendem aos critérios de evidência ou interesse público para processo, classificando como não criminosa a conduta que não seja “aberta”.

A voluntária afirmou estar surpresa com a nova apuração: “Apesar de ter sido totalmente absolvida diversas vezes após ser presa injustamente por causa dos meus pensamentos, é inacreditável que eu ainda esteja sendo assediada pela polícia por rezar silenciosamente naquela área e, mais uma vez, me encontre sob investigação pelas mesmas orações que venho fazendo há 20 anos. A oração silenciosa não pode ser considerada crime — todos têm direito à liberdade de pensamento”, declarou.

A legislação nacional sobre “zonas de amortecimento”, aprovada pelo Parlamento no ano passado, proíbe influências amplamente definidas nas proximidades de clínicas de aborto. Críticos afirmam que a norma pode ser aplicada a condutas pacíficas sem interação com frequentadores das clínicas. “Zonas de amortecimento estão entre as fronteiras mais preocupantes da censura no Ocidente moderno”, disse Jeremiah Igunnubole, consultor jurídico da ADF International. “Continuaremos a desafiar veementemente essa censura injusta e a apoiar o direito de Isabel de pensar e acreditar livremente.”

A defesa de Vaughan-Spruce sustenta que a oração silenciosa está protegida pelos direitos à liberdade de pensamento e crença, previstos na legislação britânica e em tratados internacionais de direitos humanos, e que decisões anteriores já confirmaram a licitude da prática, de acordo com informações do The Christian Post.

STF confirma vínculo empregatício entre pastor e Igreja

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu em 5 de agosto de 2025, por maioria de votos, julgamento que manteve o reconhecimento de vínculo empregatício entre um pastor de Itapevi (SP) e a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

A decisão ratificou sentença do Tribunal Superior do Trabalho (TST) referente ao período de 2008 a 2016.

Divergência e fundamentos

O relator, ministro Nunes Marques, rejeitou recurso da IURD, argumentando que a igreja não demonstrou relação do caso com precedentes do STF sobre terceirização. Ele declarou: “Cabe à Justiça do Trabalho analisar as provas concretas para caracterizar o emprego”.

Seu voto foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Edson Fachin e André Mendonça.

O ministro Gilmar Mendes divergiu, reiterando suspensão nacional de processos similares que decretou em abril de 2025. Defendeu a necessidade de aguardar o julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1532603, com repercussão geral reconhecida (Tema 1389), marcado para setembro de 2025.

Elementos do vínculo

O TST identificou evidências de subordinação:

  1. Remuneração fixa mensal, inclusive durante férias;

  2. Cumprimento de horários para cultos e reuniões;

  3. Existência de metas ministeriais;

  4. Submissão à administração central da IURD.

    A corte rejeitou a tese de “trabalho voluntário” ou “profissão de fé”.

Contexto nacional

O caso ocorre durante amplo debate sobre “pejotização” – prática de contratar pessoas físicas como PJ para evitar vínculos trabalhistas. O STF realizará audiência pública sobre o tema em setembro de 2025, com participação de entidades patronais, sindicatos e especialistas.

Dados processuais

  • Processo no STF: RE 1.987.532

  • Tema 1389 (repercussão geral): Define se atividades religiosas podem configurar relação de emprego.

*Fontes: Registros do STF (Sessão Virtual 5.487/2025) e acórdão do TST (Processo TST-RR-11200-18.2016.5.02.0056)*.STF confirma vínculo empregatício entre pastor e Igreja em julgamento sobre “pejotização”. Com: JM Notícias.

Missão cristã alcança 30.000 crianças com traumas de guerra

A Missão Eurásia, organização cristã internacional, iniciou em março de 2025 a operação “Verão da Esperança”, projetada para atender 30.000 crianças em 14 países. O foco principal são vítimas do conflito na Ucrânia, onde 80% dos participantes são crianças afetadas pela invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.

Os acampamentos, realizados em parceria com 220 igrejas locais, combinam:

  • Atividades recreativas e ensino bíblico

  • Sessões de aconselhamento especializado em trauma

  • Apoio psicológico para casos de deslocamento, violência e luto

    Segundo Sergey Rakhuba, presidente da organização e natural de Donbass, “são a primeira oportunidade em meses ou anos para que essas crianças sintam segurança”.

Cenário Ucraniano

Thórdís Kolbrún Reykfjord Gylfadóttir, enviada do Conselho da Europa, alertou em maio de 2024 que a reconstrução do país é “promessa vazia” sem intervenções traumáticas. Dados oficiais indicam que:

  • 60% das crianças ucranianas necessitam de suporte psicológico

  • Regiões centrais e ocidentais abrigam 70% dos acampamentos

    Incidentes como o ocorrido em Zaporizhzhia – onde participantes se abrigaram de ataques aéreos durante atividades – evidenciam riscos operacionais.

Expansão Regional

Além da Ucrânia, a iniciativa atua em:

  • Polônia e Moldávia: para refugiados ucranianos

  • Cazaquistão e Uzbequistão: comunidades muçulmanas em áreas marginalizadas

  • Armênia e Azerbaijão: regiões sob tensão geopolítica

  • Israel: apoio a comunidades judaicas de língua russa e projetos árabe-cristãos

Estrutura e Legado

O modelo baseia-se em experiência acumulada desde 1992, quando Rakhuba participou do primeiro acampamento pós-URSS em Moscou. Atualmente, o programa inclui:

  • Treinamento de líderes locais via “Escolas Sem Muros”

  • Acompanhamento pós-acampamento com igrejas parceiras

  • Adaptações para alertas aéreos e toques de recolher

Relatórios da organização registram que 40% das famílias atendidas iniciam vínculo com as igrejas locais, além da triplicação do tamanho das congregações ucranianas desde 2022, e casos como o de adolescentes que recuperaram padrões de sono após sessões de terapia.

Rakhuba concluiu com um apelo: “Oremos pelo fim da guerra. E que cada criança saiba: a esperança tem um nome, Jesus”. A iniciativa segue até agosto de 2025, com financiamento proveniente de doações internacionais.

*Fontes: Dados operacionais da Missão Eurásia, declarações ao Christian Daily International (março/2025) e relatórios do Conselho da Europa (2024).*

Pastor: deixar de fazer oração por Lula e Moraes é “idolatria”

Em culto na Primeira Igreja Presbiteriana de Petrolina (PE) no domingo, dia 10 passado, o pastor Jeremias Pereira questionou fiéis que deixam de orar por personalidades conhecidas. Segundo ele, a prática revelaria “idolatria de si mesmo”.

Em sermão transmitido pela igreja, Pereira declarou: “Quem serve ao verdadeiro Deus intercede por todos, até por aqueles que estão nos palcos e nas telas”.

Sem citar nomes diretamente, o pastor fez referências à necessidade de oração pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, e pelos cantores João Gomes, Ivete Sangalo e Anitta.

Em outras palavras, o líder religioso deu a entender que os cristãos devem interceder em favor até mesmo de figuras polêmicas e/ou vistas como pessoas erradas, por alguma razão, diante de Deus e da sociedade.

Ao mencionar João Gomes, por exemplo, um artista que é natural de Petrolina, Pereira indagou: “Como é que uma igreja conhece um homem famoso da cidade e ninguém ora pela conversão dele?”.

Ele então concluiu fazendo uma advertência: “Qualquer crente que diz ‘eu não oro por fulano’, você é idólatra. Seu Deus não é Jesus. Seu Deus é você”.

A Primeira Igreja Presbiteriana de Petrolina, fundada em 1948, é uma das mais antigas da região do Vale do São Francisco. A denominação presbiteriana tradicionalmente enfatiza a prática da intercessão como dever cristão.

Ensino bíblico

A fala do pastor presbiteriano faz referência ao ensino de Jesus sobre orar até mesmo pelos inimigos, registrado em Mateus 5:44-45, conforme a versão Almeida Corrigida Fiel (ACF):

“Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus…” 

Editora aposta em ficção e apresenta livro de terror cristão

A Lion Editora marcou presença expressiva na edição 2025 da Feira de Ficção Cristã Contemporânea (FEFICC), realizada entre os dias 16 e 19 de julho, em São Paulo. Com uma programação que incluiu lançamentos aguardados, painéis temáticos e sessões de autógrafos, a editora consolidou-se como um dos principais destaques do evento.

O estande recebeu milhares de visitantes, tornando-se um ponto de encontro entre literatura, fé e cultura pop cristã. O CEO da Lion, Sinval Filho, avaliou a participação como estratégica para o fortalecimento do segmento. “A FEFICC se tornou um espaço vital para a literatura cristã no Brasil. Para nós, foi uma oportunidade de reafirmar nosso compromisso com a excelência e a criatividade no Reino de Deus”, afirmou.

Lançamentos

Entre os destaques, esteve o lançamento do livro 10 Dias para o Fim do Mundo, do pastor e teólogo Richarde Guerra. A obra, apresentada no Palco Parábolas no dia 17 de julho, é apontada como um dos primeiros romances cristãos nacionais nos gêneros suspense e terror. O título atraiu longas filas para sessões de autógrafos e debates sobre a inserção de novos gêneros literários no meio cristão.

Outro lançamento relevante foi Devocional Oração & Arte, do artista plástico Daniel Bota. O livro propõe uma jornada espiritual a partir da contemplação de obras de arte, acompanhadas de reflexões bíblicas. “Meu desejo é que cada leitor encontre nas páginas do livro um convite à contemplação e à espiritualidade”, declarou o autor.

A editora também apresentou o livro de colorir Smilingoods, ilustrado por Isaque Arêas e inspirado nos personagens da Turma do Smilinguido, com foco no livro de Salmos. “Foi emocionante ver a recepção do público. Esse livro é um testemunho de fé e criatividade”, comentou o ilustrador. Além disso, foram lançadas versões ilustradas dos devocionais Forjados God’s e Preciosas God’s, que atraíram famílias, educadores e colecionadores.

Autores e painéis

A programação contou com autores premiados e temas variados. Richarde Guerra participou de uma roda de conversa sobre Fantasia Cristã, no dia 18 de julho, apresentando também uma edição comemorativa da trilogia Eclesiástico em três volumes, com epílogo inédito.

Daniel Bota integrou o “Painel Lion: O Processo Criativo” no dia 17 de julho, ao lado de outros escritores da casa, unindo arte e literatura em reflexões sobre fé e beleza. Eduardo Medeiros também participou do painel e dedicou sessões de autógrafos no estande da editora.

No dia 16 de julho, Sinval Filho apresentou no Palco Parábolas um curta-metragem de animação da série Eclesiástico. Ele compartilhou sua experiência como membro do grupo Luz em Ação, que co-dirigiu o longa-metragem Pacto Invisível. A organização, segundo Sinval, é a única produtora audiovisual com foco em levar conteúdos com cosmovisão cristã a povos não alcançados, incluindo regiões com barreiras culturais e perseguição religiosa.

Impacto no mercado cristão

Com descontos exclusivos, contato direto com autores e um ambiente acolhedor, o estande da Lion Editora foi um dos mais visitados da feira. “O nosso compromisso é oferecer livros que inspirem, confrontem e edifiquem. Ver o público interagir com os autores e se emocionar com nossas histórias foi a maior recompensa”, declarou Sinval.

A diversidade de gêneros — do devocional à ficção, passando por literatura infantil e livros interativos — mostrou a amplitude do catálogo da editora. O relançamento da trilogia Eclesiástico, finalista do Troféu HQMIX e vencedora do Prêmio Areté, também atraiu novos leitores interessados na fantasia cristã.

Ao final do evento, Sinval Filho destacou a missão que move a editora. “Saímos deste evento ainda mais inspirados e com a certeza de que a literatura tem um papel transformador no Reino de Deus. Queremos ser ponte entre autores e leitores que desejam histórias com profundidade e beleza”.