Ex-pastor diz que povo deve ‘proteger Moraes’ e pastores reagem

O ex-pastor Antônio Carlos Costa, ativista de esquerda, manifestou solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes após a sanção imposta pelo Tesouro Americano no âmbito da lei Magnitsky, que é considerada uma punição de “morte financeira” a violadores dos Direitos Humanos.

No X, Antônio Carlos Costa – que em novembro de 2023 renunciou ao cargo de pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil – afirmou que o país e o povo têm dívidas com Alexandre de Moraes que devem ser pagas:

“Quero declarar publicamente minha total solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes. O Estado brasileiro tem o dever de protegê-lo. E o povo, a responsabilidade de fazê-lo sentir-se amparado. Se há algo a ser discutido em nossa democracia, que seja nos marcos da Constituição, jamais sob a chantagem imperialista de um presidente estrangeiro”, afirmou o ex-pastor.

A publicação causou estranheza a outros pastores que, apesar da divergência ideológica com Antônio Carlos Costa, mantinham críticas moderadas às suas escolhas. O pastor Pedro Pamplona, da Igreja Batista Filadélfia em Fortaleza (CE), resumiu sua incredulidade com uma expressão regional: “Peraí maxo (sic)”.

O pastor Jack, da Igreja Vintage, em Porto Alegre (RS), lamentou o posicionamento de Costa: “O profeta se aliou ao rei. Triste”, resumiu no X.

Dentre os líderes evangélicos que reagiram à publicação, o que expressou de maneira mais contundente foi Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ): “Antônio Carlos Costa está indignado com a sanção da lei Magnistky em Alexandre de Moraes. Ele pediu inclusive que o povo amparasse o ministro. Agora, vou dar uma sugestão ao Antônio: faça um protesto público na praia de Copacabana, fixe na areia um boneco do ministro e espere o apoio popular. Vamos ver o que vai acontecer”, provocou.

A sanção de Alexandre de Moraes pela lei Magnitsky anunciada ontem, 30 de julho, foi amplamente comentada por pastores e comemorada como um sinal de reconhecimento internacional de que a conduta do ministro do STF é criminosa. Confira AQUI.

Peraí maxo…

— Pedro Pamplona (@pedromcp) July 30, 2025

Presbítero da Assembleia condenado por Moraes pode ser preso

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter o uso da tornozeleira eletrônica pelo presbítero Roberto Carlos Rodrigues Antônio, residente em Sinop (a 501 km de Cuiabá), condenado por participação no vandalismo de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

A decisão foi proferida na segunda-feira, 28 de julho, após análise de um episódio de descumprimento da medida. Roberto Carlos foi condenado em junho a 1 ano de prisão. A pena, no entanto, foi substituída por medidas restritivas de direitos, entre elas o monitoramento eletrônico.

Conforme registrado nos autos, a bateria da tornozeleira descarregou por 42 minutos durante a madrugada do dia 17 de maio de 2025. A defesa alegou que o réu dormia no momento e não percebeu a necessidade de recarregar o equipamento.

Ao analisar o caso, Alexandre de Moraes aceitou a justificativa, mas fez um alerta direto ao presbítero: “Deixo de converter as medidas cautelares em prisão preventiva, advertindo ao réu, entretanto, que, se houver novo descumprimento, a conversão será imediata”.

Além da tornozeleira eletrônica, o presbítero deverá cumprir 225 horas de serviços comunitários, participar presencialmente do curso “Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado”, promovido pelo Ministério Público Federal (MPF), e está proibido de sair da cidade de Sinop ou de utilizar redes sociais até o cumprimento integral da pena. Seus passaportes também foram suspensos.

A sentença judicial reconheceu que Roberto Carlos integrou o acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, nos dias que antecederam o 08 de janeiro de 2023. A estrutura montada no local foi descrita como “invejável” nos autos, incluindo serviços de massoterapia, não contemplados em muitos planos de saúde.

De acordo com o ministro, houve aplicação de recursos públicos na manutenção do acampamento. “Constatou-se o investimento de aproximadamente R$ 400 mil por parte do Exército em operações de segurança e manutenção da ordem no entorno dos acampamentos”, apontou Alexandre de Moraes em sua decisão.

Entre os elementos identificados no local, estavam também atividades destinadas ao público infantil, como teatro de fantoches, de acordo com informações do FolhaMax.

Cantor gospel deixa hospital após ser baleado em rodoviária

Na manhã desta quinta-feira, 31 de julho, o cantor gospel João Igor recebeu alta do hospital onde estava internado após ter sido baleado na noite de quarta-feira, 30 de julho, por um policial militar no Terminal Rodoviário da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

O artista saiu em cadeira de rodas e, emocionado, agradeceu a Deus, à equipe médica e aos seguidores pelas orações: “Quero agradecer ao hospital, que deu atenção para mim. Já agradeci a Deus e é isso. Amanhã eu vou estar me pronunciando e falando o que aconteceu. Agora, vou descansar com a minha família. Muito obrigado pelas orações e por vocês que vieram aqui brigar essa luta comigo. Para quem me conhece sabe que nós somos ‘pureza’. A inveja existe, mas Deus é mais”, declarou João Igor, conhecido por cantar louvores em vias públicas.

O cantor estava acompanhado da influenciadora digital Fernanda Ganzarolli, que se tornou conhecida nas redes sociais em março deste ano ao cantar com João em um vídeo gravado nas ruas. Fernanda informou que João Igor deverá retornar ao hospital em breve para uma nova cirurgia: “Está tudo bem. Agradeço o carinho de todos e as orações que pedi a todos vocês”, afirmou.

Entenda o caso

De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o episódio teve início dentro de um ônibus intermunicipal com destino a Bauru. Segundo o relato, um policial militar que estava como passageiro percebeu cheiro de maconha vindo da bagagem de dois ocupantes, identificados como João Igor e seu irmão.

Durante a abordagem, ainda segundo a versão da Polícia Militar, os dois irmãos teriam reagido, entrando em luta corporal com o agente. Os três caíram da escada do veículo, momento em que o policial efetuou disparos, atingindo João Igor na perna e no braço. Ele foi socorrido ao Pronto-Socorro da Santa Casa. O policial sofreu ferimentos na mão e recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Lapa. O irmão de João não foi ferido. Em sua mochila, foi encontrada uma substância com características semelhantes à maconha.

A SSP-SP informou que foram solicitados exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para análise do caso.

Versão da defesa

A defesa de João Igor apresentou uma versão distinta da ocorrência. Segundo os advogados do cantor, nem ele nem seu irmão estavam portando drogas, e ambos teriam sido vítimas de uma abordagem policial violenta dentro do ônibus. João estaria na rodoviária para cumprir uma agenda de apresentações na cidade de Bauru, interior paulista.

“Estamos diante de um caso extremamente grave, que nos causa profunda preocupação. (…) Não podemos normalizar episódios de violência em abordagens policiais, especialmente quando envolvem cidadãos desarmados em espaços públicos com enorme circulação de pedestres. A sociedade espera e merece uma atuação policial que respeite a dignidade humana e os limites da legalidade”, afirmou a defesa em nota, de acordo com informações do Pleno News.

A advogada de João Igor declarou ainda que está adotando “todas as providências jurídicas cabíveis para garantir a integridade física, os direitos constitucionais dos envolvidos e a apuração rigorosa dos fatos”.

Sedenta por Jesus, tribo cava buraco improvisado para batismo

A missionária americana Angi Magoulis relatou a conversão coletiva de membros de uma tribo não alcançada durante expedição realizada em junho de 2025 em uma região desértica não identificada (por questões de segurança), onde um buraco foi cavado de forma improvisada para a realização de batismos.

Segundo seu testemunho, mais de 200 pessoas aceitaram Jesus após ouvirem o Evangelho pela primeira vez e foram batizadas em piscina improvisada no local.

A cerimônia ocorreu após três dias de preparação logística. Sem fontes de água superficiais, os convertidos escavaram um buraco no solo enquanto outros percorreram quilômetros até um poço de 100 metros de profundidade.

“Transportaram água por dois dias para preencher o espaço”, explicou Magoulis, que atua em projetos de evangelização em áreas remotas há onze anos.

Durante o batismo, destacou-se a atuação de Mesaque e Carolyn, casal nativo que assumiu espontaneamente a liderança dos rituais. “Mesaque observou o movimento espiritual e entrou na água para batizar seu próprio povo”, descreveu a missionária.

Carolyn, inicialmente nervosa, também realizou batismos – fato que Magoulis justificou citando a “Grande Comissão” bíblica (Mateus 28:19): “Este mandamento é para todo seguidor de Cristo, homem ou mulher”.

Em declaração gravada, Magoulis detalhou reações dos novos convertidos: “Vi lágrimas, expressões de libertação e manifestações atribuídas ao Espírito Santo”. A citação de Atos 2:38 (“Arrependei-vos e sede batizados”) teria sido central na pregação inicial.

Contexto estratégico

A iniciativa integra esforços de organizações missionárias para alcançar os cerca de 3.000 grupos étnicos ainda considerados “não alcançados” por estatísticas protestantes. Batismos em tanques improvisados, nesse contexto, como buraco feito artesanalmente e outros, fazem parte desses esforços.

Magoulis enfatizou o objetivo de multiplicação local: “Deus forma equipes autóctones. Não pararemos até que todas as tribos ouçam o Evangelho”.

Logísticas complexas, como a obtida neste caso, são comuns em regiões áridas. Segundo o Centro de Estudos Missionários de Colorado Springs, 87% dos grupos não alcançados habitam zonas com acesso hídrico precário ou conflitos geopolíticos. Veja também:

Crianças comemoram a doação de bíblias em tribo remota: “Conhecemos melhor a Deus”

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ONG cristã tenta salvar famílias cristãs do regime de escravidão

A organização Global Christian Relief (GCR), sediada na Califórnia, lançou em julho de 2025 uma campanha para resgatar 100 famílias cristãs submetidas a regime de escravidão na indústria de tijolos do Paquistão.

O projeto visa quitar dívidas que mantêm essas famílias em regime de servidão por décadas — prática ilegal desde 1992, mas ainda prevalente devido à falha na aplicação da lei e corrupção local.

Regime de escravidão por dívidas

Segundo relatórios da GCR, o ciclo inicia-se com empréstimos de US$ 800 a US$ 1.000 contraídos para cobrir necessidades básicas (saúde, alimentação ou moradia).

Com isso, os trabalhadores das famílias cristãs recebem US$ 3 a US$ 5 por dia, mas com juros que podem chegar a 200% ao ano, reduzindo o rendimento líquido para US$ 1,50 diários.

A dívida, então, transmitida entre gerações, impede a libertação, instalando-se aí o regime de escravidão. Estima-se que 70% dos operários das 20 mil olarias do país sejam cristãos — grupo que representa 1,27% da população paquistanesa.

Casos documentados

  • Raheel e Ruth: Após 25 anos de trabalho (iniciado por um empréstimo de US$ 875 para tratamento médico), foram liberados em 2024 pela GCR. Agora administram uma horta;

  • Khalid e Shabana: Endividados por 15 anos devido a um financiamento de US$ 213 para um casamento, viram a dívida quadruplicar;

  • Maryam: Trabalhou 20 anos com o falecido marido (vítima de asma sem tratamento) para quitar US$ 862 de uma cesariana.

Metas da campanha

Além da libertação, a GCR planeja:

  1. Capacitar profissionalmente 380 jovens;

  2. Oferecer assistência médica a 20 mil famílias;

  3. Financiar microempresas para 325 mulheres.

Brian Orme, CEO da GCR, declarou que “ao quitar dívidas, rompemos cadeias geracionais de escravidão”. O Paquistão foi classificado como “país de particular preocupação” pela Comissão dos EUA para Liberdade Religiosa Internacional (2025), citando.

Dentre os motivos estão o uso abusivo de leis de blasfêmia (70 casos ativos contra cristãos em 2024), a exclusão econômica de minorias religiosas e a fiscalização negligente em setores com mão de obra marginalizada.

A campanha ocorre em meio a denúncias de que donos de olarias operam com impunidade. Autoridades locais raramente inspecionam as unidades produtivas, onde trabalhadores enfrentam jornadas de até 18h/dia sem equipamentos de segurança, outra característica do trabalho em regime de escravidão.

Para alcançar seus objetivos, a GCR mantém parcerias com igrejas locais para distribuir os recursos, evitando desvios por intermediários.

“Castigo divino”? Irmão de Zezé sobre sobre a morte de Preta Gil

Welington Camargo, irmão dos cantores Zezé Di Camargo e Luciano, publicou um vídeo em suas redes sociais na noite de segunda-feira (21/07) associando a morte de Preta Gil, um dos nomes mais conhecidos da música baiana, a um suposto “castigo divino”.

A artista faleceu no sábado (19/07), aos 50 anos, vítima de complicações de um câncer no intestino com metástase, diagnosticado inicialmente em janeiro de 2023, contra o qual vinha lutando clinicamente desde então.

Em declaração gravada, Welington Camargo lamentou a morte de Prega Gil, mas ligou o acontecimento a uma suposta reação divina, talvez, devido às ideias defendidas pela filha de Gilberto Gil, que é declaradamente bissexual e adepta de religiões de matriz africana:

“Fiquei muito triste com isso, porém nós sabemos que a Bíblia diz que de Deus não se escarnece”, disse ele. O cantor gospel exibiu ainda um trecho de uma entrevista antiga de Preta Gil, alegando relação entre a doença e declarações da artista sobre sexualidade: “Vou botar um vídeo dela dizendo que dar o [ânus] é bom, é maravilhoso, e olha bem onde foi a doença dela”.

Apesar das afirmações, Camargo declarou: “Não se escarneçam de Deus, porque de Deus não se escarnece. Sinto muito, deixo meu abraço à família dela”. O vídeo gerou reações imediatas, com usuários nas redes sociais acusando-o de desrespeitar o luto da família e promover discurso de ódio.

Contexto do tratamento médico

Preta Gil havia iniciado tratamento contra o câncer intestinal há dois anos e meio, submetendo-se a múltiplas sessões de quimioterapia, radioterapia e cirurgias. Em 2024, viajou aos Estados Unidos para um tratamento experimental após recidiva da doença em estágio avançado.

A artista faleceu no Rio de Janeiro, cercada por familiares. Até o momento, representantes da família de Preta Gil não se pronunciaram sobre as declarações de Welington Camargo.

Pastor acusado de abusar de adolescente que aconselhava

Stanley Jay, de 61 anos, pastor da Igreja Worship Life Center em Mesa, Arizona, foi preso em 23 de julho sob acusações de crimes sexuais contra uma adolescente de 16 anos.

Segundo registros do Tribunal Superior do Condado de Maricopa, Jay enfrenta quatro acusações de abuso sexual, duas de conduta sexual com menor e uma de aliciamento de menor para exploração sexual. Ele permanece sob custódia, com fiança estipulada em US$ 200 mil.

De acordo com documentos judiciais, os abusos teriam ocorrido no contexto de sessões de aconselhamento. A adolescente procurava apoio emocional após a morte de seu irmão. Durante uma dessas conversas, no início de maio, o pastor teria tocado a vítima por cima da roupa. Dias depois, a conduta teria evoluído para pedidos de imagens íntimas e o envio, por parte de Jay, de um vídeo de teor sexual.

A vítima relatou à polícia que se sentiu pressionada a obedecer, mesmo estando enojada com os pedidos. Segundo o depoimento, ela temia contar à mãe e afirmou que Jay se aproveitou de sua condição emocional. Ele teria solicitado que ela “prometesse de mindinho” não revelar a ninguém o que havia ocorrido.

A esposa de Stanley Jay informou à congregação, por e-mail em maio, que ele estava deixando o cargo pastoral. Em conversa com um membro da igreja, ela confirmou que havia ocorrido troca de mensagens explícitas entre o pastor e a adolescente, segundo os autos. A denúncia foi levada à polícia em 28 de maio por um fiel. A adolescente foi ouvida por investigadores no dia seguinte.

Durante um sermão realizado em 25 de maio, ocasião que coincidiu com seu aniversário, Jay mencionou seu passado criminal: “Não achei que chegaria a esse ponto na vida por causa da vida que vivi”, declarou.

Ele se identificou como “um criminoso condenado três vezes” e mencionou ter sido usuário de drogas. “Costumava fumar maconha”, afirmou ao público. O sermão foi encerrado com uma mensagem sobre domínio próprio: “Você tem que administrar essa coisa [a mente], ou essa coisa vai te arruinar”.

A Igreja Worship Life Center desativou seu site e suas redes sociais após a prisão do pastor. A Igreja Cristã Living Praise, onde Jay também atuava, não respondeu aos pedidos de comentário feitos pelo The Christian Post.

Pastores celebram punição a Alexandre de Moraes: ‘Grande dia!’

A penalização de Alexandre de Moraes pela Lei Magnitsky nesta quarta-feira, 30 de julho, foi comentada por pastores evangélicos em publicações nas redes sociais como consequência de abusos e desmandos cometidos pelo próprio ministro.

O anúncio da penalização pelo Tesouro Americano no início da tarde mobilizou lideranças evangélicas como o pastor Renato Vargens, que usou sua conta no X para um desabafo: “Grande dia!”, escreveu o líder da Igreja Cristã da Aliança em Niterói (RJ).

O reverendo Ageu Magalhães, da Igreja Presbiteriana de Vila Guarani, em São Paulo, seguiu na mesma linha, mas acrescentou em seu post que o ministro precisa se arrepender para evitar a punição máxima: “Grande dia. Finalmente, aquele que exerceu injustiça ao máximo encontrou uma punição. Que a aplicação da Lei Magnitsky o quebrante e o faça se arrepender dos seus abusos. E que ele busque em Cristo o perdão para seus pecados”.

O pastor Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), deputado federal, listou algumas das condutas que foram consideradas pelos Estados Unidos suficientes para incluí-lo na legislação que, na prática, decreta uma “morte financeira” aos sancionados:

“Ele rasgou a Constituição. Pisou no devido processo legal. Calou brasileiros, censurou jornalistas, prendeu sem crime. O Senado foi omisso. Fingiu que não viu. Mas ele não parou. Atacou também direitos humanos de cidadãos americanos, feriu a liberdade de expressão além das nossas fronteiras. E o que o Senado brasileiro não teve coragem de fazer… os EUA fizeram com força”, escreveu Sóstenes.

O deputado federal acrescentou ainda que o caso é um sintoma que indica que o Brasil já não é uma república: “Quando o mundo reage ao que o Brasil tolerou, é porque a democracia aqui já foi longe demais na direção errada”.

Incredulidade

O pastor batista e youtuber Yago Martins, do canal Dois Dedos de Teologia, afirmou em 09 de julho no X que duvidava que os Estados Unidos fossem sancionar Alexandre de Moraes: “Todo mundo sabe que esse papo de Lei Magnitsky é só mais um pendrive do Dudu, mais um ‘só mais 72h’”, escreveu na ocasião.

Hoje, com a realidade indicando desfecho contrário, admitiu estar errado: “Eu absolutamente não achei que isso ia pra frente (dado o histórico do Dudu de prometer e nunca fazer nada: era pendrive, tictac, 72h etc.). Me impressionou terem finalmente feito algo concreto contra o Xandão. Curioso pelas cenas dos próximos capítulos nessa briga”.

Outro pastor batista, Judiclay Santos, fez publicação sucinta no Instagram em tom similar aos outros líderes evangélicos: “Excessos têm preço e a conta chegou”.

Rubio: Magnitsky sobre Alexandre de Moraes é aviso ao STF

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos confirmou, nesta semana, a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Global Magnitsky. A sanção ocorre por violações graves de direitos humanos, conforme previsto na legislação americana aprovada em 2012 e ampliada em 2016.

O senador Marco Rubio, atual secretário de Estado do governo Trump, utilizou sua conta oficial na plataforma X para comentar a medida. “O presidente dos Estados Unidos e o Tesouro Americano sancionaram o ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes sob o programa de sanções Global Magnitsky, por graves violações de direitos humanos. Que isto sirva de aviso a quem pretende atropelar os direitos fundamentais de seus compatriotas — toga nenhuma os protegerá”, escreveu Rubio em 30 de julho.

A possibilidade de que autoridades brasileiras fossem incluídas no programa Global Magnitsky vinha sendo discutida publicamente desde o início do ano, impulsionada por denúncias internacionais envolvendo decisões do STF. A inclusão de Moraes ocorreu isoladamente, apesar de expectativas de que outros membros da Corte também fossem sancionados.

Entre as medidas já adotadas anteriormente, o governo norte-americano havia cancelado os vistos diplomáticos de Moraes e de outros integrantes do Judiciário e Ministério Público brasileiro. Foram atingidos pela decisão o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e sete ministros do STF: Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, que realiza articulações nos Estados Unidos junto a parlamentares republicanos, afirmou que havia solicitado a aliados do ex-presidente Donald Trump que a primeira punição fosse aplicada diretamente a Moraes. A declaração foi feita durante evento realizado por grupos conservadores norte-americanos em julho.

Nos últimos meses, o Supremo Tribunal Federal foi alvo de críticas por decisões relacionadas aos atos de 08 de janeiro de 2023. A Corte determinou penas que variam de 14 a 17 anos de prisão a diversos envolvidos nos protestos, e autorizou a manutenção de medidas cautelares contra pessoas idosas ou com comorbidades.

Além disso, decisões judiciais recentes impactaram empresas estrangeiras, como as plataformas X (antigo Twitter), Rumble e, indiretamente, a Truth Social, rede social ligada ao presidente Donald Trump. O bloqueio de perfis de usuários conservadores e as regras impostas às redes sociais brasileiras foram considerados pela Casa Branca, segundo a revista Oeste, como violações à soberania dos Estados Unidos.

Em 24 de maio, Marco Rubio já havia declarado que existia “uma grande possibilidade” de sanções contra Moraes, durante audiência no Senado norte-americano. Na ocasião, o senador republicano reiterou que a liberdade de expressão e o devido processo legal devem ser respeitados em qualquer democracia aliada dos EUA.

A Lei Magnitsky, criada em resposta à morte do advogado russo Sergei Magnitsky em 2009, permite ao governo dos Estados Unidos aplicar sanções econômicas, suspender vistos e bloquear bens de estrangeiros acusados de corrupção ou abusos de direitos humanos. Desde sua expansão, a norma tem sido usada em casos envolvendo governos da Venezuela, China, Rússia, Nicarágua e, agora, o Brasil.

.@POTUS and @USTreasury have sanctioned Brazilian Supreme Court Justice Alexandre de Moraes under the Global Magnitsky sanctions program for serious human rights abuses. Let this be a warning to those who would trample on the fundamental rights of their countrymen—judicial robes…

— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 30, 2025

Jornalista da Globo é cobrada por mulher insatisfeita com emissora

A jornalista Leilane Neubarth, da GloboNews, foi abordada por uma mulher em tom crítico durante a tarde de terça-feira, 29 de julho, dentro de uma loja. A interlocutora, que não foi identificada, expressou descontentamento com o trabalho jornalístico da TV Globo, e parte da interação foi registrada em vídeo pela própria apresentadora.

No trecho compartilhado no Instagram da jornalista, a mulher se refere ao trabalho da emissora com o termo “jornalixo”. Durante o desabafo, ela afirmou: “Trabalho com gente pobre, muito pobre, que acredita nas bobagens que vocês falam. Jornalixo!”.

A crítica incluiu também observações contra os profissionais da emissora: “Fazem um jornalismo de lixo”, disse a mulher, acrescentando que considera os repórteres da Globo “insuportáveis” por, segundo ela, exercerem influência negativa sobre a sociedade.

Leilane Neubarth publicou o vídeo em seu perfil na rede social, mencionando que conseguiu gravar apenas o final do ocorrido. Em sua legenda, descreveu a abordagem como um ataque: “Eu demorei um pouco pra entender que a minha única ‘arma’ contra aquela agressão gratuita era meu celular. Gravei só o final do ataque”, escreveu.

A jornalista também caracterizou a mulher como “agressiva” e “extremamente debochada”. Ao final de sua publicação, fez um desabafo por se sentir desrespeitada: “Ninguém precisa gostar de ninguém. Mas acredito realmente que ‘o respeito é a luz que ilumina a escuridão da intolerância’”.