Ozzy Osbourne ficou feliz ao ganhar Bíblia de evangelista

O vocalista da banda Black Sabbath, Ozzy Osbourne, morreu na terça-feira, 22 de julho, aos 76 anos. Conhecido mundialmente como “o príncipe das trevas” e um dos pioneiros do heavy metal, Osbourne enfrentava problemas de saúde progressivos nos últimos anos.

Segundo informações públicas, ele sofria da Doença de Parkinson tipo 2, enfisema pulmonar, complicações decorrentes de uma queda e chegou a contrair COVID-19 em 2022. A família não divulgou oficialmente a causa médica da morte.

Sua última aparição pública ocorreu durante um show no estádio Villa Park, em Birmingham, na Inglaterra, evento que foi anunciado como “o maior show de heavy metal da história” e marcado como sua despedida definitiva dos palcos.

Encontro com evangelista

Diante da repercussão da morte, o evangelista Dylan Novak, que se dedica à evangelização de celebridades ao lado de sua esposa, relembrou um episódio de aproximação com Osbourne. Segundo ele, o encontro aconteceu após uma entrevista concedida pelo cantor ao jornal The Guardian em 2014, na qual o artista afirmou: “Sou cristão, e gostaria de ler a Bíblia, mas não consigo entender por causa da linguagem usada”.

Com base nessa declaração, Novak preparou uma Bíblia da versão “Tradução Novos Crentes” — escrita em inglês contemporâneo — e se dirigiu a uma sessão de autógrafos com o objetivo de entregá-la pessoalmente ao cantor. “Agradeci a ele por todas as memórias, pela música que ele deu ao mundo, e expliquei por que vim: porque o amo e me importo com ele e sua alma, porque li aquela entrevista no Guardian e queria dar a ele esta Bíblia para ajudá-lo em sua caminhada com Cristo”, relatou o pastor.

Segundo Novak, Ozzy inicialmente demonstrou ceticismo: “Ainda não vou conseguir entender”, teria dito. No entanto, ao perceber que se tratava de uma tradução em linguagem moderna, folheou diretamente os Evangelhos e respondeu: “Eu posso entender isso, obrigado”.

Reação da família Osbourne

O evangelista relatou ainda um segundo encontro com a família Osbourne ocorrido duas semanas depois. Em outro evento, Novak encontrou Jack Osbourne, filho do cantor, que o reconheceu pela jaqueta com versículos bíblicos estampados. Jack teria dito: “Com licença, você não estava em outro evento na semana passada? Acho que reconheci a parte de trás da sua roupa”.

De acordo com Novak, Jack expressou gratidão pelo gesto feito ao pai: “Você não tem ideia do que isso significou para o meu pai. Ele ganha muitos presentes que nunca leva para casa, mas aquela Bíblia significou mais para ele do que você jamais saberá… Você pode imaginar a expressão no rosto das pessoas quando o príncipe das trevas disse: ‘Quero a Bíblia com o meu nome nela’”.

Novak afirmou ter se emocionado com o testemunho e pediu em suas redes sociais que seus seguidores orassem pela família Osbourne, “para que conheçam e aceitem a Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal”.

Legado e despedida

Após a confirmação da morte do cantor, a família publicou uma nota oficial: “É com uma tristeza indescritível que anunciamos o falecimento do nosso amado Ozzy Osbourne… Ele estava com sua família e cercado de amor”.

Ozzy Osbourne foi um dos fundadores do Black Sabbath em 1968 e considerado uma das figuras mais excêntricas e influentes da história do rock. Ao longo da carreira, seu nome se tornou sinônimo do gênero heavy metal e sua vida pessoal, marcada por excessos, também gerou repercussão. Em anos mais recentes, demonstrou abertura a temas de fé em algumas entrevistas.

Dylan Novak e sua esposa Morgan mantêm o projeto evangelístico “Celebrity Evangelist”, por meio do qual compartilham o evangelho com personalidades em convenções e eventos. Em seu perfil no Instagram (@celebrityevangelist), o casal divulga registros de encontros com artistas como Tom Cruise, Harrison Ford, Liv Tyler, Josh Peck, Jimmy Kimmel, entre outros.

Karina Bacchi lança livro com 100 meditações para mulheres

A apresentadora Karina Bacchi lançou o livro “+ Forte na Fé” pela Editora Vida. A obra oferece 100 reflexões diárias voltadas ao público feminino, combinando textos bíblicos, orações e análises práticas para fortalecer a vida espiritual.

Desde que se converteu a Jesus Cristo, Karina Bacchi iniciou uma caminhada de fé e estudo teológico, incluindo publicações no segmento. Organizado para uso individual ou em grupos, cada capítulo da obra atual segue uma estrutura tripla: citação bíblica, reflexão temática e oração guiada.

Na página 18, a autora enfatiza: “Buscar a Deus não pode ser a última opção, o ‘se der’, o que sobra depois de tudo. Ele é o centro da vida abundante que desejamos. É no encontro com Ele que nossa fé se fortalece, nossa identidade se alinha e o coração encontra descanso.”

O projeto editorial surge da trajetória pessoal de Bacchi, que após uma carreira na televisão, dedicou-se ao ativismo cristão. Atualmente, ela comanda o “+Forte Podcast” no YouTube, realiza palestras missionárias e publicou anteriormente “+ Forte e Corajosa” (2023).

Natural de São Manuel (SP), a autora iniciou sua carreira artística aos 14 anos. Sua conversão religiosa redirecionou seu trabalho para conteúdos de espiritualidade, com foco em “diálogos práticos com Deus”, conforme descreve no livro.

Editora Vida, responsável pela publicação, completa 65 anos em 2025, especializada em literatura cristã contemporânea e distribuição de Bíblias. O título está disponível em plataformas físicas e digitais desde o lançamento, com sessões de autógrafos programadas para São Paulo (10/08), Rio de Janeiro (24/08) e Brasília (07/09). Com informações: Guiame.

Igreja transforma espaço em local para centenas de atendimentos

No domingo, 20 de julho de 2025, a Igreja Adventista da Promessa, localizada no bairro Vila Helena em Sorocaba (SP), promoveu a iniciativa “Abraço Solidário“. A ação ofereceu 317 atendimentos gratuitos nas áreas de saúde, assistência jurídica, apoio psicológico, orientação nutricional e aconselhamento pastoral, conforme balanço divulgado pela organização.

Serviços prestados:

  • Saúde: aferição de pressão arterial, testes de glicemia e orientação com personal trainer;

  • Assistência profissional: consultas jurídicas, nutricionais e psicológicas;

  • Bem-estar: sessões de massoterapia, reflexologia podal e relaxamento;

  • Suporte material: distribuição de cestas básicas conforme necessidade identificada.

A atividade contou com 42 profissionais voluntários, incluindo terapeutas, advogados, nutricionistas e pastores. O fluxo de atendimentos ocorreu entre 9h e 17h, com participação de moradores de diversas faixas etárias.

Marcos Corrêa, coordenador do evento e líder da igreja, afirmou ao portal Guiame que a iniciativa teve como foco, também,, o evangelismo prático:

“Foi uma ação evangelística por meio de serviços. Muitos buscaram atendimento específico e acabaram recorrendo a múltiplos profissionais. A equipe trabalhou com entusiasmo, e o fluxo foi contínuo e organizado”, disse ele.

Airton Dias, líder titular da igreja, também tratou a iniciativa como ação evangelística: “Isso é evangelismo prático. A ação tem pregado o Evangelho de Cristo, e estamos gratos pela equipe que se colocou à disposição da comunidade”.

Simone Ruiz, massoterapeuta que coordenou uma equipe de cinco profissionais, declarou: “É importante mostrar que a massagem não é luxo, mas necessidade para saúde física e emocional”.

Resultados alcançados:

  • 317 atendimentos realizados;

  • Beneficiários relataram satisfação com os serviços, segundo registros da organização;

  • A igreja planeja repetir a iniciativa trimestralmente.

As igrejas têm, desde o século I, incorporado a assistência social como parte de sua identidade. Textos bíblicos como Tiago 1:27 (“Cuidar dos órfãos e das viúvas”) e Mateus 25:35-40 (“Tive fome, e destes-me de comer”) estabelecem diretrizes para ações concretas junto a grupos vulneráveis.

Comissária classifica relatório europeu como anticristão

A comissária ministerial da Hungria, Bernadett Petri, manifestou-se publicamente em 23 de julho de 2025 sobre um relatório do Fórum Parlamentar Europeu para os Direitos Sexuais e Reprodutivos (EPF), divulgado na semana anterior. Petri qualificou o documento como “abertamente anticristão” durante pronunciamento em Budapeste.

O relatório, intitulado “Restrição da Oposição na Europa” e datado de 15 de julho, recebeu financiamento das fundações Bill e Melinda Gates e Open Society (George Soros). Nele, grupos religiosos conservadores são descritos como “antifeministas” e contrários a movimentos LGBTQ+ e de identidade de gênero. Petri consta no texto como integrante de uma rede classificada como “extremista”.

O viés claramente esquerdista e liberal, não por acaso, foi alvo de críticas duras por parte da comissária. Em declaração ao portal Hungary Today, a comissária reagiu:

“Sinto-me honrada por estar nessa lista. Significa que estou fazendo algo bem. Se não fosse eficaz, não tentariam me colocar numa lista negra”.

Petri definiu como “ditatorial” a prática de listar pessoas e organizações que defendem valores cristãos. Ela argumentou ainda que “igrejas e valores cristãos foram fundamentais na construção da sociedade europeia“, acrescentando:

“Acredito que essa organização teme que quem crê em Deus, na família, na pátria e nas tradições recupere sua força”.

O relatório considerado anticristão também mencionou a ADF International, organização cristã que presta assistência jurídica em causas pró-vida e de liberdade religiosa.

Paul Coleman, diretor executivo da entidade, respondeu: “Quanto mais tentam nos silenciar, mais claro fica que nosso trabalho está fazendo diferença”.

Contexto institucional:

O EPF é um órgão consultivo vinculado ao Conselho da Europa, com sede em Bruxelas. Seus relatórios não possuem força vinculante, mas influenciam debates legislativos em diversos países.

As informações sobre as declarações foram originalmente publicadas pelo portal Evangélico Digital em 24 de julho.

Pastor e família são mortos na Síria em confronto entre extremistas

Um pastor cristão e ao menos 11 membros de sua família foram mortos em 16 de julho na cidade de Suwayda, no sul da Síria, durante uma série de confrontos entre milícias drusas e combatentes beduínos sunitas apoiados pelo governo, conforme informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

O pastor Khalid Mezher, líder da Igreja Evangélica Bom Pastor e ex-seguidor da religião drusa, foi assassinado enquanto se escondia em casa com parentes. Entre os mortos estavam seis mulheres. Segundo o OSDH, “os criminosos abriram fogo diretamente contra todos dentro da casa, inclusive matando o cachorro da família, um ato que reflete a extrema brutalidade do massacre”.

O grupo de monitoramento atribuiu os ataques a “membros do Ministério da Defesa [sírio]”, embora outros relatos não tenham confirmado a identidade dos autores. A cidade, de maioria drusa, tem sido palco de violência intensa desde o início dos confrontos em 13 de julho.

Juliette Amor, assistente social local e colaboradora da organização cristã Portas Abertas, relatou ao Premier Christian News que “eles foram mortos quando se escondiam em casa, longe dos tiros de um grupo armado. Eles entraram na casa e mataram todos. Então, ele não foi morto por ser cristão, mas por ser de uma família drusa”.

Juliette esclareceu que o pastor, sua esposa e filha eram cristãos convertidos, enquanto os demais parentes pertenciam à comunidade drusa. Ela destacou que o líder evangélico mantinha um grupo de oração ativo, que visitava casas e anunciava o evangelho. “Ele estava servindo aos outros e fazendo com que acreditassem mais em Jesus, mas não foi morto por ser cristão. Acho que o grupo não sabia disso”, declarou.

Outros relatos sugerem que o número total de mortos no massacre pode ultrapassar 20. A cidade de Suwayda, anteriormente poupada de combates mais intensos durante a guerra civil, viu nas últimas semanas uma escalada de violência sectária, que incluiu ofensivas militares, ataques a civis e acusações de crimes de guerra.

Segundo o OSDH, no dia anterior ao massacre, forças do governo sírio teriam cometido execuções sumárias de civis desarmados durante uma operação militar. A organização pediu à ONU a criação de um comitê independente de investigação para apurar as violações ocorridas e responsabilizar os autores.

Além do massacre na casa de Mezher, Israel365News reportou que, dias antes, panfletos haviam sido espalhados nas portas de igrejas em Suwayda e Damasco incitando a jihad contra cristãos. Os textos mencionavam ameaças de decapitações, abuso de mulheres cristãs e saques a lares cristãos.

Desde a queda do presidente Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, após 13 anos no poder, a Síria enfrenta um período de transição sob a liderança de Ahmed al-Sharaa. Mesmo após tentativas de cessar-fogo em 15 e 16 de julho, os confrontos entre drusos e beduínos continuaram. Líderes drusos, como Hikmat al-Hijri, conclamaram resistência armada, o que contribuiu para novos episódios de violência.

Segundo estimativas, mais de mil pessoas morreram nos confrontos da última semana. Relatórios apontam que grupos drusos também teriam cometido represálias violentas contra tribos beduínas, forçando cerca de 50 mil beduínos a se deslocarem em direção à cidade de Suwayda. As Forças Armadas do governo intervieram em 19 de julho para conter a escalada.

Diante do cenário de perseguição e violência sectária, cristãos na região permanecem vulneráveis. A comunidade cristã local e organizações de apoio à igreja perseguida continuam em oração e clamor por justiça, proteção e consolo para os sobreviventes e famílias atingidas pela tragédia, de acordo com informações do portal Christian Daily.

Cristãos sul-coreanos planejam reconstruir igrejas norte-coreanas

Para marcar os 80 anos da libertação da Coreia e da divisão da península, o 7º Fórum de Plantio de Igrejas da Coreia do Norte foi realizado em 17 de julho, em Seul, com o objetivo de revisar a prontidão da igreja coreana para o trabalho missionário unificado. O evento aconteceu no Cappella Hall da Universidade Chongshin, em Dongjak-gu, e reuniu diversas organizações ligadas à missão de unificação e à evangelização do Norte.

Com o tema “80º Aniversário da Libertação: Diagnóstico e Visão para a Plantação de Igrejas na Coreia do Norte”, o fórum foi organizado pelo Instituto para a Unidade e Desenvolvimento da Missão da Igreja Presbiteriana da Coreia (Hapdong), em parceria com a Rede Presbiteriana de Hapdong e a Sociedade Missionária Esperança da Unificação. Ao todo, dez instituições participaram da iniciativa, incluindo a Associação de Estudos da Unificação Cristã e o Instituto de Pesquisa da Igreja Norte-Coreana.

Durante o culto de abertura, o Pastor Kim Chang-gon, presidente do Conselho Denominacional da Missão de Unificação, pregou sobre Marcos 6:7-9. Ele destacou: “A unificação é o desejo de todos, e reconstruir a igreja norte-coreana é a nossa visão compartilhada”. Segundo Kim, os princípios fundamentais para essa missão são “missão em equipe” e “missão de fé”. Ele afirmou: “Nunca devemos abandonar o trabalho em equipe, nem depender excessivamente do dinheiro. Devemos buscar firmemente a Deus e nos apegar à fé”.

O culto incluiu ainda louvor do Trio Ruth e oração final do Rev. Yoon Young-min, presidente do Comitê da Missão Norte-Coreana. Em seguida, o Rev. Jung Young-gi, presidente do Presbitério do Noroeste, pediu oração pela derrubada da estátua de Kim Il-sung, localizada no antigo terreno da Igreja de Jangdaehyeon. Ele declarou: “Quando nos reunirmos ali em arrependimento e oração, a Igreja será reconstruída, os muros da divisão serão derrubados e um renascimento notável renascerá”.

O Prof. Ha Chung-yeop, da Universidade Sungsil, lembrou que em 15 de agosto será comemorado o 80º aniversário da libertação de 1945. Ele destacou que em 9 de setembro de 1958, o regime norte-coreano baniu oficialmente todas as religiões, fechando 3.089 igrejas e executando ou deportando seus líderes. “Este encontro serve como uma oportunidade histórica para refletir e redefinir a missão de plantação de igrejas no Norte”, afirmou.

Na segunda sessão, o historiador Prof. Hong Moon-gi abordou o tema “80 Anos da Libertação: Diagnóstico da Implantação de Igrejas na Coreia do Norte”. Ele observou que a missão deve ir além do nacionalismo e se alinhar à vontade de Deus. “Devemos discernir os tempos e desenvolver uma abordagem teológica e missional apropriada para a nova era”, disse.

O professor levantou questões sobre o ministério entre desertores norte-coreanos, a geração Jangmadang e a relação entre ativismo de direitos humanos e missão. Ele propôs uma mudança da perspectiva multiculturalista para uma abordagem intercultural, que valorize a identidade autônoma dos desertores. Em relação à geração Jangmadang, alertou que “a oportunidade do evangelho não deve apelar ao desejo econômico, mas à essência do evangelho”.

Sobre o ativismo de direitos humanos, afirmou que “deveria ser reformulado não como uma ferramenta ideológica, mas como um meio de concretizar a justiça e o amor de Deus”. Ele concluiu que “a igreja norte-coreana pertence aos residentes norte-coreanos, e suas confissões de fé devem advir de seus próprios encontros com Deus”.

Durante o debate, o Rev. Yoo Gwan-ji, diretor do Instituto de Pesquisa da Igreja Norte-Coreana, destacou: “Nos acostumamos a pensar e nos preparar para a plantação de igrejas na Coreia do Norte de dentro da igreja. Esta apresentação me deu a perspectiva necessária para considerar essa questão de fora da igreja e em conexão com questões nacionais e internacionais”.

Em seguida, o Rev. Lee Soo-bong, diretor de pesquisa do Instituto para a Unidade e Desenvolvimento da Missão, apresentou o tema “Transformação do Papel da Igreja Coreana na Reconstrução da Igreja Norte-Coreana”. Ele identificou práticas que, segundo ele, precisam de revisão crítica, como o uso do anticomunismo como justificativa padrão e a construção de igrejas baseada em promessas de emigrantes. “O significado histórico e missiológico da reconstrução exige que paremos com as práticas inerciais”, afirmou.

Lee propôs novas direções, entre elas: redefinir o conceito de reconstrução para o contexto atual, documentar vítimas e eventos com foco em cura, compreender a complexidade do cenário religioso pós-unificação e desenvolver estratégias missionais voltadas às necessidades reais dos norte-coreanos. Ele defendeu ainda uma coordenação ampla entre igrejas, missionários, especialistas sociais, culturais e de tecnologia.

O fórum encerrou-se com apelos por estratégias mais centradas nos fiéis norte-coreanos, por uma reflexão profunda sobre o papel da igreja na sociedade reunificada e pelo abandono de abordagens meramente idealistas. A proposta, segundo os organizadores, é que a reconstrução da igreja no Norte aconteça com base na fé, na justiça e na participação dos próprios norte-coreanos, de acordo com informações do portal Christian Daily.

Parlamentar quer permitir uso da Bíblia como recurso nas escolas

O vereador Zezinho Sabará (PSD) protocolou na Câmara Municipal de Curitiba um projeto de lei que autoriza a utilização facultativa da Bíblia como recurso complementar na rede pública e privada de ensino da capital.

A proposta, apresentada em 24 de julho de 2025, tem como coautores os vereadores Meri Martins (Republicanos) e Fernando Klinger (PL).

Conforme o texto legislativo (PL 00123/2025), a Bíblia poderá ser empregada nas disciplinas de História, Literatura, Filosofia, Artes e Ensino Religioso, desde que alinhada aos projetos pedagógicos das instituições. A aplicação seria estritamente facultativa, sem avaliação discente ou obrigatoriedade de uso.

Ao justificar a legitimidade da proposta, os autores argumentaram que a utilização da obra não deverá ser por motivo religioso, mas cultural, dado à riqueza literária e histórica da Bíblia.

“A proposta não se confunde com ensino religioso confessional, tampouco visa privilegiar qualquer crença. O enfoque reside em sua dimensão cultural, literária e filosófica”, justificam.

Zezinho Sabará também fundamentou a iniciativa citando a influência histórica do livro: “A Bíblia é considerada um dos livros mais influentes da humanidade, com impacto na formação de civilizações e na produção literária e filosófica”.

Em análise preliminar, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) emitiu parecer favorável à admissibilidade em 25 de julho. O relator, vereador Da Costa (União), afirmou:

“Não se verifica imposição ao Poder Executivo nem ofensa ao princípio da laicidade estatal, resguardando-se a liberdade religiosa”.

O projeto segue para avaliação da Comissão de Educação, Turismo, Cultura, Esporte e Lazer. Após análise técnica, poderá ser submetido ao plenário para votação, segundo o Exibir Gospel.

Contexto legal:

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/1996) estabelece em seu Artigo 33 que o ensino religioso é disciplina facultativa nas redes públicas, com matrícula opcional e proibição de proselitismo.

Outras cidades do país já adotaram medidas semelhantes. Veja outro exemplo abaixo:

Lei que autoriza o uso da Bíblia como recurso pedagógico nas escolas entra em vigor

Assine o Canal

Criança sobrevive a afogamento e relata experiência: 'Deus é real'

Krista Parker testemunhou a recuperação do filho DJ, de apenas 6 anos, após ter sido vítima de afogamento em 4 de julho no Paragon Casino Resort, Luisiana (EUA). Segundo relato à emissora KLFY, o menino estava com os pés na piscina quando perdeu a consciência subitamente.

“Ele parecia sem vida”, descreveu a mãe, que iniciou manobras de RCP (Ressuscitação Cardiopulmonar) enquanto o padrasto realizava respiração boca a boca.

Durante os procedimentos de urgência, Parker também lembra que orava em voz alta: “Senhor, mande teus anjos. Cobre meu filho com Teu sangue. Em nome de Jesus, devolva meu bebê!”.

Após expelir água e recuperar a consciência, o menino foi transportado para o hospital com saturação de oxigênio em 95%, sem danos cerebrais detectados, apesar do tempo que ficou inconsciente.

No hospital, o menino fez declaração inesperada à família, deixando todos emocionados: “Deus é real. Eu vi Ele e o tio Quimaine”. Segundo Parker, DJ descreveu ter ouvido “anjos cantando”, visto “muitas nuvens” e recebido “mais uma vida” de Deus.

O menino solicitou mudança de nome para Avir (“ar” em hebraico), justificando: “Quero esse nome porque estava com Deus no ar”.

A mãe enfatizou duas recomendações: “Se você tem filhos, aprenda RCP. Tudo pode mudar em segundos. Deus é real. Se O buscar, você O encontrará”, acrescentando que o filho descreveu Deus como tendo “todas as cores — branco, preto, até mexicano”.

O caso de afogamento ocorreu durante celebrações do Dia da Independência americana. O Corpo de Bombeiros da Luisiana registra afogamentos como segunda maior causa de morte acidental em crianças locais.

Médicos do Hospital Our Lady of Lourdes (onde DJ foi atendido) confirmaram ausência de sequelas na criança vítima do afogamento que quase lhe tirou a vida, segundo informações do 973thedawg.

Pastor que lidera igreja há 60 anos conta segredo da liderança

Em 1965, Bob Ray iniciava seu ministério como pastor da Igreja Batista Fairy, no Texas. Hoje com 84 anos, o pastor segue à frente da mesma congregação e será homenageado por seus 60 anos de serviço em uma celebração marcada para 31 de agosto.

Natural de Lawrence, Kansas, Ray credita à esposa, Rosalind, a inspiração para seguir o chamado pastoral: “Rosalind era uma companheira absolutamente maravilhosa que se sentiu chamada para ser esposa de pastor”, disse ele. “Ela se rendeu ao chamado antes de mim e costumava ficar um pouco irritada comigo porque eu ainda não tinha percebido”. Rosalind faleceu em 2024, vítima de câncer no pâncreas.

A decisão de ingressar no ministério ocorreu quando Ray tinha 24 anos. Ele anunciou sua vocação à Primeira Igreja Batista do Sul de Lawrence e, junto com Rosalind, mudou-se para Fort Worth, onde se matriculou no Seminário Teológico Batista do Sudoeste. Enquanto estudava, trabalhou como gerente de controle de produção em uma fábrica local, utilizando sua formação anterior em administração de empresas.

Foi por meio de colegas seminaristas que surgiram oportunidades de pregação em igrejas próximas. Um colega recomendou seu nome a uma congregação em Fairy, a cerca de 145 quilômetros de Fort Worth. “Eles não estavam procurando muito e não conseguiram muito”, recordou Ray. Contudo, seis décadas depois, a igreja mantém firme o vínculo com o pastor que ali chegou como jovem pregador.

Ray nunca planejou permanecer tanto tempo na função pastoral, tampouco imaginava seguir como ministro bivocacional. “Eu nunca tinha ouvido essa palavra”, afirmou. “As pessoas falavam sobre pastores de meio período, mas o termo ‘bivocacionado’ só foi cunhado depois que comecei e as pessoas começaram a perceber que não existe ‘ministério de meio período’”.

Mesmo recebendo propostas de outras igrejas ao longo dos anos, Ray e Rosalind optaram por permanecer na pequena comunidade de Fairy. Segundo ele, cada vez que oravam sobre novas oportunidades, sentiam paz e contentamento com o lugar onde estavam. Entre 2001 e o fim de 2007, ele atuou na Convenção Geral Batista do Texas (BGCT), como Diretor do Departamento de Igrejas Bivocacionais e Pequenas, servindo a pastores com trajetórias semelhantes à sua.

Ao refletir sobre seu ministério, Ray destacou que trabalhar em uma ocupação secular também foi parte de seu campo missionário. “Tive a oportunidade de ministrar muito no meu trabalho secular”, afirmou. Ainda assim, reconhece os desafios: a gestão do tempo e a preservação da vida familiar foram pontos críticos. “O Senhor me abençoou com Rosalind. Eu não poderia ter tido uma companheira melhor. Nossos três filhos são salvos; todos os nossos netos conhecem o Senhor; e os bisnetos, com idade suficiente para entender o Evangelho, confiaram em Jesus”, declarou.

Com o passar das décadas, a comunidade ao redor da igreja mudou. “As pessoas estão mais isoladas agora. Elas se fecham”, disse Ray. Para manter o alcance e presença local, a igreja tem utilizado estratégias como correspondência direta, redes sociais, transmissões ao vivo e ações presenciais.

Aos pastores que servem de forma bivocacional, Ray oferece dois conselhos. Primeiro, que não esperem por um cargo com dedicação integral para se sentirem realizados: “Alegrai-vos onde o Senhor vos colocou até que Ele vos transfira para outro lugar”. Segundo, a importância de conhecer e amar o rebanho: “Os pastores devem aprender sobre o seu povo passando tempo com ele. Os pastores devem amar o seu povo. Somente depois de amarem e aprenderem sobre o seu povo, os pastores serão capazes de liderá-lo”.

Encerrando, ele afirmou: “Se você está sempre procurando a próxima igreja, nunca vai se apaixonar pelo seu povo. Rosalind e eu simplesmente nos apaixonamos pelo nosso povo. Se você os ama, eles vão deixar você liderar”.

Apesar das décadas à frente do púlpito, Bob Ray não fala em aposentadoria. “Gosto de pregar, mas amo ser pastor”, concluiu, de acordo com o Baptist Press.

Pastor resgata 5 mil do crime pelo Evangelho: ‘Igreja é a saída’

No Acre, o pastor Arnaldo Barros, de 56 anos, tem ganhado destaque por conduzir um projeto que busca resgatar homens e mulheres envolvidos com o crime organizado por meio da fé cristã. À frente da Igreja Geração Eleita, ele afirma já ter ajudado mais de 5 mil pessoas a deixarem facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e o Bonde dos 13 (B13), organização criminosa local.

O projeto, denominado Paz no Acre, utiliza o contexto religioso como justificativa formal para que os envolvidos no tráfico deixem as facções. Em vídeos divulgados nas redes sociais, o pastor aparece ao lado de ex-membros das facções, participando de cerimônias que simbolizam o desligamento da vida criminosa.

“Quando chego para o cara e tiro ele do crime, ele me passa o número dos superiores dele, e eu mando o vídeo”, explicou o pastor Arnaldo.

Segundo o líder religioso, algumas facções reconhecem oficialmente o Evangelho como uma via legítima de saída, respeitando estatutos internos que autorizam a desfiliação de membros que passam a frequentar igrejas evangélicas. Ele destacou o exemplo do Bonde dos 13: “A saída é a igreja”, disse. Caso contrário, relatou, a alternativa frequentemente é a morte.

O contexto da criminalidade no estado é agravado por sua localização geográfica. O Acre faz fronteira com Bolívia e Peru, países usados como rota para o tráfico de drogas, o que contribui para a presença de facções rivais e o aumento da violência.

Relatos de ex-integrantes

Em vídeos recentes, Arnaldo aparece dirigindo um carro com dois ex-criminosos: um identificado como ex-membro do PCC, vulgo CFK, e outro ex-integrante do CV, conhecido como Tubarãozinho. No trajeto, o grupo vai até uma casa buscar um rapaz com tornozeleira eletrônica que, segundo o pastor, havia sido baleado várias vezes e era membro do B13.

Ao chegar, o rapaz mostra cicatrizes no peito e nas pernas. “Ele ficou deficiente da perna”, afirma Arnaldo. O jovem, por sua vez, declara que pretende cuidar da saúde e do filho, e que “vai estar congregando na igreja”.

O pastor também compartilhou o testemunho de um homem que deixou o B13 após atuar por anos com falsificação de dinheiro e tráfico de drogas. Segundo ele, após passar uma década preso, teve a vida transformada ao conhecer a mensagem do Evangelho.

Em outro caso, uma mulher identificada como Antonia, de 36 anos, contou: “Em 2020, conheci a Palavra de Deus e resolvi me render aos pés Dele para largar toda a minha vida errada de prostituição, de engano. Tudo aquilo que eu fazia errado deixei para trás”. Segundo ela, sua vida foi restaurada, e ela constituiu uma família. “Deus tem derramado bênção transbordante sobre a minha vida”, afirmou.

Rodrigo, de 24 anos, também relatou sua saída do Comando Vermelho. Conhecido pelo apelido Carioca, ele ingressou no crime aos 14 anos. “Queria ter um celular, uma camisa de marca, um tênis da Nike também, e eu não podia porque não tinha condições”, disse.

Ele passou a vender cocaína, crack e skank, e destacou que, por não ser usuário, era mais eficiente. Em 2017, assumiu a posição de gerente de uma “boca de fumo” e foi recrutado para um grupo de extermínio. “Era um clima de guerra muito sinistro. A gente não podia dormir com medo de ser encontrado e morto”, relatou.

A igreja como porta de saída

A presença da igreja evangélica como caminho de restauração tem sido analisada por especialistas em segurança pública. Bruno Paes Manso, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro A Fé e o Fuzil – Crime e Religião no Brasil do Século XXI, declarou que o cristianismo tem se tornado “a única porta de saída” para muitos envolvidos no tráfico.

Segundo Manso, ao envelhecer no crime, é comum que esses indivíduos passem a refletir sobre a trajetória vivida. “Você abandona seus laços afetivos mais importantes — esposa, filhos, irmãos, mãe — para viver na correria, numa trajetória sofrida e vazia”, afirmou, segundo informações da Folha de S. Paulo.

O pesquisador explicou ainda que a opção pela fé costuma ser respeitada inclusive por lideranças do tráfico, especialmente nas periferias urbanas, onde a presença de igrejas evangélicas é forte.

O projeto conduzido por Arnaldo Barros continua em atividade e, segundo ele, tem crescido com o apoio de pastores e ex-integrantes de facções que agora atuam como evangelistas. Embora enfrente desafios relacionados à segurança e ao contexto violento da região, o pastor afirma que sua missão é clara: oferecer uma nova chance de vida por meio da fé.