Trajetória de fé de Felipe Folgosi: da fama ao retorno ao evangelho

Felipe Folgosi, ator conhecido por seu papel na minissérie “Sex Appeal” (TV Globo, 1993), narrou recentemente sua trajetória religiosa, marcada por conversão, afastamento e retorno ao cristianismo evangélico. Sua história teve início na adolescência, influenciada por uma experiência familiar.

Nascido em lar católico, Folgosi teve seu primeiro contato significativo com o evangelho protestante por volta dos 15 anos. O fato ocorreu após sua mãe receber diagnóstico de grave doença cardíaca, com prognóstico reservado por parte dos médicos.

Conforme relatou o ator no podcast “JesusCopy”, um amigo cristão da família então apresentou a mensagem evangélica à mãe. “Ela foi milagrosamente curada e aceitou Jesus como seu Salvador”, afirmou Folgosi sobre o episódio.

Impactado pela recuperação materna, o jovem Felipe também aderiu à nova fé. “Quando ela se converteu eu fui no embalo assim. Tive minha própria experiência. No primeiro culto que a gente foi, eu confessei Jesus. Depois eu fui batizado no Espírito Santo sozinho em casa. Vivi muito intensamente, eu tinha 15 anos”, detalhou.

Sua prática religiosa se tornou pública: “No colégio, eu era o único cristão. Meus amigos começaram a achar estranho… Eu tinha uma Bíbliazinha dos Gideões que eu levava no bolso da calça e, no intervalo, eu estava lá lendo”.

Contexto familiar 

Na mesma época, a família enfrentava dificuldades financeiras após o divórcio dos pais. Folgosi, sua mãe e seu irmão receberam apoio material da igreja que frequentavam. “Acho que se não fosse a fé, nós não íamos segurar.

Teve meses que a igreja nos deu cesta básica. Foi bem complicado. Ao mesmo tempo que tinha paz. Esse momento da descoberta do Evangelho nos sustentou”, revelou.

Após concluir o Ensino Médio, Folgosi ingressou no Teatro. Seu trabalho em comerciais ajudou no sustento familiar. Mesmo com o sucesso artístico subsequente, manteve-se aberto sobre sua fé, sendo considerado um dos primeiros atores da TV brasileira a se declarar publicamente evangélico.

Período de afastamento

Anos mais tarde, segundo seu relato, frustrações profissionais levaram a um afastamento de aproximadamente uma década de suas práticas religiosas.

“Foi um momento de rebeldia. Quando chegou um determinado momento que as coisas não aconteceram e eu achava que Deus tinha a obrigação de continuar fazendo, eu fiquei com birra. Falei: ‘Agora vou fazer do meu jeito, chega de ser bonzinho’”, explicou.

Em 2013, durante uma busca por respostas, Folgosi envolveu-se com práticas de alquimia. Num ritual durante a lua cheia, conforme narrou, foi instruído a repetir a palavra “Cristo”. “Só que não é Jesus Cristo, é o Cristo da gnose que na verdade é Lúcifer”, esclareceu.

Esse momento, no entanto, desencadeou uma reação inesperada. “Eu desatei a chorar. Aquele coração que estava endurecido quebrou. Eu acho que Deus falou: ‘Pronto, já você deu uma volta aí, agora é hora de voltar para casa’”, testemunhou.

Refletindo sozinho após o evento, concluiu: “‘O que eu estou fazendo? Eu conheço a Deus. Estou buscando no lugar errado”.

Reconciliação 

Após a experiência, Felipe Folgosi relatou ter se reconciliado com sua fé cristã e retornado à igreja. Ele atribuiu sua volta à persistência da mãe: “Ela orou 10 anos por mim. O Espírito Santo convence.

Pela misericórdia de Deus, Ele me buscou de volta”. Sobre o período distante, afirmou: “A sede espiritual não tinha saído, por mais que eu tentei preencher com outras coisas durante esses 10 anos”.

Atualmente, Folgosi segue atuando, com foco em projetos que, segundo suas declarações, alinham-se aos seus valores religiosos. Com: Guiame.

Evangelismo leva 400 detentos a aceitarem Jesus: ‘A resposta’

Uma ação evangelística mobilizou 751 detentos na Prisão John H. Lilley, em Boley, Oklahoma (EUA). O evento, promovido pelo pastor Paul Daugherty, da Victory Christian Center, levou 700 presos a participar de um culto e resultou na decisão pública de fé de mais de 400 homens. A iniciativa contou ainda com 41 batismos, distribuição de Bíblias e alimentos.

A ação surgiu, segundo Paul, após sentir um direcionamento do Espírito Santo para alcançar os encarcerados. Em entrevista à CBN News, o pastor declarou: “Pensei: ‘Eu sinto que há pessoas que poderíamos alcançar com o amor de Deus nas prisões, e que apenas algumas igrejas em nossa cidade fazem isso. Então, decidi que queria alcançar quase todos os presos que pudéssemos em um trabalho de evangelismo’”.

O projeto contou com o apoio do governador de Oklahoma, Kevin Stitt, e do diretor de operações do estado, Brian Bobek. O pastor relatou que conheceu Brian durante os preparativos e que ele passou a frequentar a igreja. Paul destacou o conselho que recebeu de Brian: “Não quero apenas fazer um culto para 10 ou 20 homens. Quero alcançar quase todos os presidiários que pudermos”.

A equipe organizadora elaborou uma estratégia que envolvia a distribuição de refeições, folhetos e Bíblias para os presos. De acordo com o pastor, o objetivo era criar um ambiente onde os homens se sentissem acolhidos e motivados a participar voluntariamente. Ao todo, foram servidas 1.000 refeições, entregues 700 Bíblias e distribuídos 1.300 livros de estudo bíblico, com o apoio de 32 voluntários.

Durante o evento, Paul descreveu um momento de comoção ao ver os presos se dirigindo ao local da pregação. “Quando os vi caminhando em direção ao campo, comecei a chorar e pensei: ‘Cara, isso parece uma imagem da Bíblia quando Jesus viu aquela aldeia de samaritanos. Ele disse que a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos’”, disse.

Entre os participantes estavam homens condenados por diversos tipos de crime, incluindo violência, crimes sexuais, assassinato e tráfico. “Eu vi todos esses homens caminhando em nossa direção literalmente como zumbis, saindo das celas com depressão, desespero, desânimo e vergonha”, relatou o pastor. Ele afirmou que, mesmo diante do passado de cada um, sentiu que Deus o chamou a andar entre eles e demonstrar amor cristão.

“Ande entre eles, mostre a eles o meu amor, aperte suas mãos, lhes dê um abraço e pregue para a multidão”, disse, referindo-se à inspiração que atribui ao Senhor.

Ao final da ministração, Paul fez um apelo aos presos: “Se alguém quer que Jesus seja o Senhor da sua vida, levante a mão”. Segundo ele, mais de 400 mãos se levantaram. O pastor enfatizou a importância de que os encarcerados ouçam sobre o amor e a graça de Deus: “Eles precisam saber que Deus ainda os ama, e que Deus ainda não terminou a história deles”, afirmou.

Durante o evento, Paul ouviu o testemunho de um detento que havia aceitado Jesus na Victory Christian Center na década de 1990, quando o pai do pastor, Billy Joe Daugherty, ainda liderava a igreja. O homem contou que participou do coral e grupo de louvor, mas foi preso no ano 2000 após tomar decisões erradas. Segundo Paul, ao ouvir o relato, pensou em saber o que aquele homem havia feito, mas sentiu-se exortado: “Paul, não estou interessado no passado deste homem e sim em seu futuro”.

O preso também compartilhou que, antes de falecer, o pastor Billy Joe foi o primeiro a visitá-lo na prisão e lhe ofereceu palavras de perdão. “Ele disse que me amava, me perdoava e que Deus também me perdoou”, contou o homem, afirmando que não esperava reencontrar alguém da igreja. “Aqui está você, o filho do meu pastor que me salvou, agora ministrando na prisão onde estou”, disse a Paul.

Segundo o pastor, há muitos outros testemunhos como esse nas prisões americanas. Ele afirma que há um movimento espiritual em curso. “Jesus é a resposta. Eu acho que há um despertar espiritual das pessoas dizendo: ‘Eu quero Jesus. Jesus é a única coisa que vai mudar a minha vida, curar o meu coração e me trazer paz’”, declarou.

A igreja Victory Christian Center pretende continuar com o projeto nos próximos meses. “Já temos as prisões [agendadas para fazer evangelismo] para o outono e o inverno. Elas começaram a ligar dizendo que querem que a gente vá até elas. Louvado seja Deus. Vamos continuar fazendo isso”, concluiu o pastor.

Cristão impedido de trabalhar na Arábia Saudita termina preso

Sam*, um cristão ex-muçulmano da Península Arábica, foi detido pelas autoridades da Arábia Saudita em 29 de maio. A prisão ocorreu durante uma viagem de carro rumo à capital, Riad, onde ele deveria se apresentar a um centro de deportação, conforme noticiado pela organização Middle East Concern. Sam havia perdido o prazo original por motivos de saúde.

Convertido ao cristianismo há cerca de dez anos, Sam vive na Arábia Saudita desde a infância, quando sua família se mudou para o país. De acordo com a legislação saudita, a conversão do islã para qualquer outra fé é considerada crime, o que coloca convertidos como ele sob constante vigilância e risco de penalidades legais.

Em 2024, Sam foi preso por dois meses e interrogado pelas autoridades sobre outros cristãos no país, tanto cidadãos sauditas quanto estrangeiros. Embora não tenha sido alvo de agressões físicas, relatou sequelas de saúde decorrentes das condições precárias da prisão. Após sua libertação, continuou sendo convocado para novos interrogatórios, uma prática comum entre convertidos detidos anteriormente.

De acordo com a Missão Portas Abertas, a situação de Sam se agravou após a recusa das autoridades em renovar sua documentação de residência. Cristãos presos perdem diversos direitos civis no país, incluindo o direito de trabalhar e de obter autorização para sair legalmente. O visto de saída solicitado por Sam também foi negado, deixando-o em situação de limbo: sem permissão para trabalhar e impossibilitado de deixar o território saudita.

Segundo a Middle East Concern, o episódio reflete o ambiente hostil enfrentado por cristãos de origem muçulmana na Arábia Saudita, onde o sistema legal e as normas sociais restringem severamente a liberdade religiosa. O caso de Sam permanece em andamento, sem informações sobre a duração de sua nova detenção ou possíveis desdobramentos legais.

*O nome foi alterado por motivos de segurança.

Osiel Gomes contra ‘pregadores da parede preta’: ‘Igreja vai secar’

Um vídeo do pastor Osiel Gomes, da Assembleia de Deus, voltou a circular nas redes sociais nos últimos dias e reacendeu debates dentro do meio evangélico sobre a forma de condução dos cultos e a aparência dos templos. Na gravação, o pastor critica igrejas e pregadores que adotam o estilo conhecido como “parede preta”, prática comum entre ministérios voltados a um público jovem, com cenários escurecidos, iluminação de palco e bandas em evidência.

“Pregadores da parede preta, eu vou dar um conselho! Tem um bocado aí que tá querendo encher a igreja? Bota a banda, bota a tambor e bota a parede preta. Quer encher a igreja? Bota milagre, bota Evangelho, bota poder de Deus!”, declarou o pastor durante um sermão, evocando a compreensão de que Evangelho não é entretenimento.

O conteúdo, embora já tenha circulado anteriormente, voltou a ganhar repercussão entre internautas e membros da Assembleia de Deus, sendo interpretado por muitos como uma defesa do modelo tradicional de pregação, centrado na Palavra e na manifestação espiritual, em contraste com abordagens mais contemporâneas voltadas à estética visual e ao marketing religioso.

Ainda em sua pregação, Osiel Gomes criticou a chamada autopromoção ministerial, referindo-se a líderes religiosos que enfatizam seu preparo acadêmico e tempo de oração, mas que, segundo ele, não demonstram frutos espirituais correspondentes. “’Queridos irmãos, eu, para estar aqui esta noite, eu tirei três horas de oração’. Deixa o povo ver o fruto da oração. ‘Eu sou doutor em teologia’. Deixa o povo ver tu expulsar demônio e curar enfermo pra confirmar se tu sabe da teologia que vem do céu!”, declarou.

Ao citar 1ª Coríntios 2.1, o pastor ironizou o que classificou como vaidade nos púlpitos. “Olha o que Paulo diz em 1ª [carta aos] Coríntios 2.1: ‘E eu, quando fui ter convosco, eu não fui com sublimidade de… Sabe como é no grego? ‘Eu não fui querendo me amostrar’. Tem pregador que quando ele entra [faz pose], tem crente que já fica [empolgado gritando] ‘aleluia’, né? Deixa de besteira, irmão. Pregador tem que ser o homem mais humilde da terra. Porque o que ele tem não é dele”.

O vídeo tem sido amplamente compartilhado por perfis evangélicos que identificam na fala de Osiel Gomes uma tentativa de resgatar os valores clássicos do movimento pentecostal. A Assembleia de Deus, fundada em 1911 no Pará, é uma das maiores denominações evangélicas do Brasil, com raízes históricas no avivamento e na ênfase nas manifestações do Espírito Santo, como profecias, curas e línguas espirituais.

Na parte final do sermão, o pastor reforçou sua posição sobre o que considera essencial para o crescimento de uma igreja: “Se Deus não tiver misericórdia de ti, tu não vai pra lugar nenhum. […] Diga comigo: Evangelho é mistério. […] Filosofia explica a Bíblia? Geografia explica? Física explica? Química explica? É por isso que aqui no púlpito, ou tu é um pregador que nem Paulo, cheio de sinais, cheio de poder, cheio de maravilhas, ou a tua igreja vai secar”.

Colômbia: 8 evangélicos são encontrados mortos após sequestro

As autoridades da Colômbia confirmaram a identificação dos corpos localizados em uma vala comum na selva de Guaviare como pertencentes aos oito cristãos evangélicos desaparecidos desde abril. As vítimas integravam os conselhos evangélicos da Alianza de Colombia e da Igreja Quadrangular.

Segundo a Procuradoria-Geral, o crime foi cometido por dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), liderados por Iván Mordisco. Os cristãos haviam sido sequestrados no município de Calamar, no departamento de Guaviare, após serem convocados sob falsos pretextos por integrantes da Frente Armando Ríos, facção dissidente das FARC.

As investigações apontam que as vítimas foram executadas sob acusações infundadas de ligação com o grupo armado Exército de Libertação Nacional (ELN). A Procuradoria afirmou que não há qualquer evidência de envolvimento das vítimas com organizações ilegais, destacando que eram líderes comunitários envolvidos em ações de cunho humanitário.

A localização dos corpos ocorreu após uma nova pista surgir durante o fim de semana, durante uma missão humanitária conduzida pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Integrantes de grupos armados forneceram informações sobre possíveis áreas de enterro de vítimas da violência. O CICV identificou valas comuns em zonas rurais de Guaviare, onde os corpos foram encontrados e posteriormente identificados pelas autoridades.

Em nota, a Confederação Evangélica da Colômbia (CEDECOL) expressou “profunda consternação, indignação e repúdio ao vil assassinato de oito líderes cristãos”. A comunidade evangélica na Colômbia lamentou a perda de seus companheiros de fé, enquanto o clima de medo e insegurança levou diversas famílias a abandonar a região de Calamar.

Um pastor local, em entrevista à revista Semana, relatou que a população vive sob rígido controle da Frente Armando Ríos. “Após as seis da tarde, ninguém pode sair. Os cultos precisam acontecer mais cedo. Somos obrigados a cumprir, porque nossas vidas estão em risco”, afirmou.

A região de Guaviare, como outras áreas rurais da Colômbia, permanece sob risco elevado para cristãos. De acordo com o relatório anual da organização Portas Abertas, “grupos guerrilheiros, geralmente ligados a gangues de drogas, tornaram-se mais poderosos e controlam mais territórios”. A entidade alerta que “esses grupos frequentemente atacam cristãos, especialmente se os percebem como opositores aos negócios dos cartéis e gangues”.

O relatório destaca ainda que “líderes cristãos estão particularmente em risco: são vistos como uma ameaça devido à sua capacidade de influenciar os jovens recrutados pelas gangues e que constituem grande parte das fileiras dos grupos guerrilheiros”, segundo informações do Evangelical Focus.

O caso reacende o debate sobre liberdade religiosa e segurança nas zonas de conflito da Colômbia, país que convive há décadas com a presença de organizações armadas ilegais em seu território, especialmente em áreas de difícil acesso, como as florestas de Guaviare.

Chris Pratt lista 10 coisas sem as quais não vive e inclui Jesus

O ator norte-americano Chris Pratt, conhecido por papéis em produções como Guardiões da Galáxia e Jurassic World, voltou a demonstrar publicamente sua fé cristã. Em uma publicação feita no Instagram na última semana de junho, o artista de 46 anos incluiu Jesus em uma lista pessoal de “coisas sem as quais não consigo viver”.

A lista, composta por dez itens, começa com “oxigênio” e segue com “órgãos”, “meu próprio sangue” e “gravidade”. O nome de Jesus aparece em quinto lugar, antes de menções à “comida e água”, à Liga Nacional de Futebol Americano (NFL), à esposa e filhos do ator, à pesca de robalo e ao seu “time glam”. A publicação foi acompanhada por um vídeo no qual um membro da equipe de maquiagem prepara Pratt para uma gravação. “Só o essencial”, escreveu o ator. “O que você não consegue viver sem?”

Chris Pratt tem se posicionado abertamente como cristão nos últimos anos. Em uma entrevista concedida no início deste ano, afirmou: “Eu me importo o suficiente com Jesus para tomar uma posição, mesmo que isso me custe”. E acrescentou: “Pode me custar tudo, mas eu não me importo”.

Ainda segundo Pratt, a fé passou a ter papel central em sua vida após o nascimento prematuro de seu filho em 2012. “Ele realmente salvou meu filho, e foi nesse momento que [minha fé] foi cimentada”, relatou. “Meu coração se amoleceu e minha fé se endureceu. Foi nesse momento que pensei: ‘Daqui para frente, vou entregar minha plataforma a Deus’”.

O ator, que tem quatro filhos, também declarou que deseja criá-los com um entendimento claro do papel de Jesus em sua vida e do valor da oração. “Quero que eles saibam que seu pai não tinha vergonha de sua fé em Jesus”, disse. “E que compreendam o poder da graça, do amor e da alegria que podem advir de um relacionamento com Ele”.

Pratt também atribuiu à intervenção divina a preservação de sua casa durante os incêndios florestais que atingiram o sul da Califórnia em janeiro deste ano. Em um vídeo publicado na ocasião, afirmou: “Pela graça de Deus, ainda temos quatro paredes e um teto”.

A respeito das críticas que recebe por sua fé, o ator afirmou: “Se as pessoas não me entendem, vou orar por elas e depois vou voltar para ficar com meus filhos e brincar de pega-pega”.

De acordo com o The Christian Post, Pratt concluiu sua declaração expressando o desejo de impactar positivamente os que creem e os que ainda não conhecem o Evangelho: “Quero ser uma luz para as pessoas que nunca viram a luz. Quero ser uma luz para as pessoas que viram a luz, mas se afastaram dela ou tiveram medo dela”.

Pastor é preso acusado de solicitar fotos de menina de 11 anos

O pastor Clarence Barry Hungerford, de 58 anos, da cidade de Mayfield, Kentucky, foi colocado em licença administrativa após ser preso por suspeita de solicitar imagens de teor impróprio de uma menina de 11 anos que frequentava sua igreja. A informação foi divulgada pelo Gabinete do Xerife do Condado de Marshall em 25 de junho, por meio de uma publicação oficial em sua página no Facebook.

Segundo o comunicado, os agentes foram acionados pela família da menor em 23 de junho. A denúncia relatava que a criança havia recebido pedidos do pastor para fotografar seu corpo. Durante a investigação, os detetives identificaram Hungerford como o autor das mensagens e constataram que ele havia destruído seu aparelho celular numa tentativa de eliminar provas.

Hungerford foi detido sob duas acusações: adulteração de provas físicas, tipificada como crime de classe D no estado do Kentucky, cuja pena pode variar de 1 a 5 anos de prisão; e uso ilegal de meios eletrônicos para induzir uma menor a atividades sexuais ou proibidas, delito classificado como crime de classe B devido à idade da vítima e à posição de autoridade ocupada pelo acusado. Este segundo crime prevê uma pena entre 10 e 20 anos de reclusão, conforme o código penal do Kentucky.

Embora o nome da congregação não tenha sido inicialmente divulgado pelas autoridades, a Associação Batista da Área de Purchase identificou Hungerford como pastor da Igreja Batista de Aurora, localizada no Condado de Marshall. Em nota oficial emitida no sábado, a associação afirmou estar ciente da prisão e declarou:

“A Associação Batista da Área de Purchase está ao lado da igreja enquanto as autoridades civis conduzem suas investigações e enquanto a igreja lamenta as acusações e alegações, e buscamos ministrar a todos os envolvidos. Este pastor está em licença administrativa enquanto as investigações são realizadas. A igreja está cooperando integralmente com o Gabinete do Xerife do Condado de Marshall enquanto conduzem a investigação. Oramos por justiça e cura para todos e, portanto, não faremos nenhum outro comentário público neste momento”.

O site oficial da associação foi atualizado, indicando uma vaga pastoral na Aurora Baptist Church, que antes constava sob o nome de Hungerford.

De acordo com informações da WPSD, afiliada da NBC News, o pastor compareceu ao tribunal na segunda-feira para uma audiência de acusação, ocasião em que se declarou inocente e solicitou um defensor público. Uma audiência preliminar foi marcada para 9 de julho.

Até o momento, não há confirmação sobre fiança ou eventual liberdade provisória. A investigação segue em andamento sob responsabilidade das autoridades locais.

Vocalista de banda de rock cobra respostas no caso Michael Tait

Em um episódio publicado no dia 30 de junho em seu podcast Cooper Stuff, o vocalista da banda cristã Skillet, John Cooper, classificou como “uma vergonha e uma tragédia para a Igreja” o escândalo envolvendo Michael Tait, ex-vocalista do DC Talk e do Newsboys.

Durante o programa intitulado “Michael Tait, música cristã e o evangelho que não olha para o outro lado”, Cooper pediu uma “condenação veemente” das ações atribuídas a Tait, sem, no entanto, condenar a pessoa.

Michael Tait foi acusado por vários homens de agressão sexual, incluindo casos em que as vítimas teriam sido drogadas ou intoxicadas e tocadas sem consentimento. O artista admitiu posteriormente ter vivido uma “vida dupla”, confessando “contato sensual indesejado” e anos de abuso de álcool e cocaína.

“Não quero fazer isso, mas o Senhor não me deixava sozinho. Porque, para ser honesto, estou muito insatisfeito com os comentários que tenho visto na música cristã contemporânea, que parecem tão fortemente investidos na ideia, que tem alguma verdade, de ‘Ei, todos pecamos, então vamos focar em nossa própria vida’”, declarou Cooper. “Obviamente, essas coisas são verdadeiras, mas não é por aí que precisamos começar”.

O cantor de 50 anos afirmou que recebeu um “peso do Senhor” para abordar o caso e que a resposta da indústria cristã tem sido insuficiente. “Precisamos de uma condenação veemente desses atos, não de uma condenação de pessoas”, disse. “Estamos condenando as ações das pessoas. De forma veemente, sem pedir desculpas, não recuamos”.

John Cooper integra o conselho da Ascent Church, em Nashville, Tennessee, e ressaltou que o testemunho público dos cristãos está em risco. “Nosso testemunho ao mundo está em jogo”, disse, enfatizando a necessidade de dar prioridade às vítimas. “Meu foco são aqueles que foram vítimas, supostamente abusados e agredidos sexualmente por Michael Tait”.

Durante o episódio de cerca de uma hora, Cooper lamentou o que descreveu como uma tendência de minimizar a gravidade de abusos em nome da graça ou da unidade cristã. “É impróprio pular direto para [a mentalidade de] ‘todos pecam, todos falham, precisamos amar’”, afirmou. “Há categorias nesse contexto que não podemos ignorar”.

Em relação à confissão pública de Tait, Cooper afirmou: “Agradeço a Michael por ter feito a confissão. Ele não deu desculpas. Mas fez isso apenas depois que tudo explodiu”. O cantor questionou: “Você sabe como teria sido se Tait tivesse confessado isso há muito tempo, para reparar as pessoas, para talvez impedir que suas vidas naufragassem? Isso envergonha o Evangelho”.

Cooper também criticou a possibilidade de restauração pública de Tait sem sinais concretos de arrependimento. “Não queremos publicidade e não queremos a restauração da plataforma. Precisamos de um abandono real, doloroso e público do pecado”, declarou.

Sobre a responsabilidade da indústria, Cooper disse que líderes e artistas do meio deveriam reconhecer falhas estruturais. “Reconhecer e dizer: ‘Estou na CCM [Contemporary Christian Music], sou parte do problema’. Não que eu soubesse disso. Mas estou dentro e preciso reconhecer a gravidade disso”.

Diante de especulações de que o comportamento de Tait seria um “segredo aberto”, o vocalista do Skillet afirmou: “Acho muito difícil de acreditar. Eu não sabia disso”. Ainda assim, reiterou: “Estamos em um acordo. Não estamos fazendo o suficiente”.

Cooper também abordou o equilíbrio entre graça e justiça: “Queremos graça para Michael Tait? Claro que queremos. Eu amo Michael. Não vou deixar de amar Michael. Mas somos um povo de graça radical, não de graça barata. E precisamos começar a viver de acordo com a Palavra de Deus”.

De acordo com o The Christian Post, ele concluiu com um apelo: “Permaneçam firmes, permaneçam ousados, andem na luz, mesmo que isso lhes custe tudo”.

China condena pastores e fiéis de igreja doméstica à prisão

Em 20 de junho, autoridades da província de Shanxi, na China, anunciaram a condenação de três líderes da igreja doméstica Linfen Covenant Home Church por acusações de fraude.

O pastor Li Jie e o ancião Han Xiaodong foram sentenciados a três anos e oito meses de prisão, enquanto o ancião Wang Qiang recebeu uma pena de um ano e 11 meses.

Segundo a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), com sede no Reino Unido, o julgamento ocorreu a portas fechadas, sob intenso esquema de segurança e com denúncias de intimidação a familiares e restrições ao direito de defesa. Li e Han foram detidos inicialmente em agosto de 2022, durante um retiro religioso. Wang foi preso posteriormente, em novembro do mesmo ano. A acusação formal foi apresentada em junho de 2023, mas o julgamento teve início apenas em 8 de maio de 2025.

De acordo com a CSW, a audiência foi marcada por barreiras impostas à entrada de parentes e apoiadores, incluindo a esposa, a mãe e os dois filhos de Li Jie, que foram detidos e removidos à força do local do julgamento no Tribunal Distrital de Linfen Yaodu. A organização também informou que os advogados de defesa foram pressionados a aceitar exigências como a entrega de celulares e laptops, com a promessa de que as sentenças não excederiam três anos. No entanto, tais garantias não foram cumpridas.

A pena de Wang foi declarada como já cumprida, considerando o período em que ele permaneceu sob “Vigilância Residencial em Local Designado” até 30 de setembro de 2024 e sua libertação sob fiança em março deste ano.

A Linfen Covenant Home Church divulgou uma declaração, traduzida pela organização China Aid, rejeitando a acusação de fraude. “Embora o julgamento do caso tenha sido anunciado, não aceitamos esta sentença injusta”, afirmou a igreja. “Nossos irmãos não cometeram fraude, e as ofertas de nossa igreja não são fraude. Nossa igreja continua sendo uma igreja doméstica, aderindo a Cristo como o único chefe da igreja e ao princípio da separação entre igreja e estado”.

A declaração acrescenta: “Reconhecemos que Li Jie, Han Xiaodong e Wang Qiang estão sofrendo por causa da justiça e estão dispostos a tomar a cruz com o Senhor. Recebemos o resultado do julgamento do Senhor com um coração de gratidão e obediência”.

Em dezembro de 2024, advogados e defensores dos direitos humanos publicaram um manifesto criticando a criminalização de doações feitas a igrejas domésticas não registradas. No mesmo período, membros da Golden Lampstand Church, também localizada em Linfen, receberam sentenças de prisão por acusações semelhantes. Dez líderes da igreja foram condenados a penas entre nove anos e nove anos e dois meses, após prisões iniciadas em agosto de 2021.

O presidente da CSW, Mervyn Thomas, criticou os procedimentos, afirmando que os casos demonstram “a facilidade com que o complexo sistema e os processos judiciais da China podem ser manipulados”. Thomas destacou ainda que julgamentos secretos e acesso restrito ao apoio jurídico levantam “sérias questões sobre a integridade do processo judicial da China”.

A organização Portas Abertas, que monitora a perseguição religiosa em mais de 60 países, afirmou que os casos refletem uma estratégia do governo chinês para restringir atividades cristãs não vinculadas a instituições estatais. Segundo a entidade, a repressão aumentou com o uso de vigilância digital e normas que buscam eliminar a atuação de igrejas não registradas.

A legislação chinesa reconhece oficialmente cinco religiões — Budismo, Taoísmo, Islamismo, Protestantismo e Catolicismo — desde que vinculadas a órgãos estatais. A Constituição garante liberdade de crença, mas essa liberdade é limitada a “atividades religiosas normais”, expressão cuja definição não é especificada legalmente.

Em 1º de maio, entraram em vigor novas normas emitidas pelo Partido Comunista Chinês que proíbem missionários estrangeiros de pregar, angariar fundos ou promover atividades religiosas sem autorização do governo.

Segundo a Mission News Network, as regras também impedem cidadãos estrangeiros de produzir materiais religiosos, recrutar seguidores ou oferecer educação religiosa sem prévia aprovação oficial.

De acordo com informações do portal The Christian Post, estrangeiros só podem pregar se convidados por organizações religiosas sancionadas pelo Estado, e os sermões devem ser autorizados com antecedência.

‘Não haverá Hamas’: Netanyahu reitera postura de Israel

Nesta quarta-feira, 2 de julho, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Hamas deixará de existir na Faixa de Gaza e garantiu que todos os reféns mantidos pelo grupo serão libertos. A declaração foi feita durante uma visita a uma instalação de energia na cidade de Ascalon, no sul do país.

“Eu anuncio a vocês: não haverá Hamas. Não vamos voltar a isso. Acabou. Vamos libertar todos os nossos reféns”, declarou Netanyahu, sem se aprofundar nos detalhes operacionais.

A fala do premiê ocorreu horas após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar, segundo a imprensa americana, um suposto acordo de cessar-fogo. O plano incluiria a suspensão dos ataques israelenses por um período de 60 dias, em troca da libertação de dez reféns vivos e da entrega dos corpos de outros 15, por parte do Hamas.

Netanyahu, no entanto, não mencionou o anúncio feito por Trump. Em resposta à ideia de que é possível acabar com o Hamas e simultaneamente garantir a volta dos sequestrados, ele afirmou: “São dois objetivos opostos, que absurdo! Nós trabalhamos juntos. Vamos concluir juntos, ao contrário do que eles dizem. Nós os eliminaremos completamente”.

Atualmente, estima-se que 50 pessoas ainda estejam sob custódia do Hamas. A maioria das famílias desses reféns demonstra desconfiança quanto à eficácia da pressão militar e defende a assinatura de um acordo que possibilite a troca imediata.

Nos últimos meses, o governo israelense se recusou a aceitar duas exigências principais do Hamas para selar um cessar-fogo: a retirada total das tropas israelenses e o encerramento definitivo da ofensiva militar na Faixa de Gaza.

Internamente, Netanyahu enfrenta resistência de partidos de direita que compõem sua coalizão. Esses grupos são contrários a qualquer negociação com o Hamas e rejeitam a ideia de um acordo de trégua. Eles também defendem a continuidade da ofensiva militar e a reinstalação dos assentamentos israelenses desmantelados em 2005.

Segundo a agência EFE, o Hamas confirmou nesta quarta-feira que está analisando a proposta de cessar-fogo mediada por Catar e Egito. O grupo palestino reiterou suas exigências de fim da ofensiva, retirada das tropas israelenses e envio de ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza.