Pastor é indiciado após dizer que Erika Hilton não é mulher

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu, em 02 de julho, um inquérito que investigava publicações e discursos do pastor Flávio Amaral, acusado de cometer crime de homotransfobia. Segundo a apuração da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou Orientação Sexual (Decrin), o religioso teria feito declarações consideradas discriminatórias contra pessoas LGBTQIA+ nas redes sociais e em palestras públicas.

Em uma das falas investigadas, Amaral mencionou diretamente a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), afirmando que ela “não era incluída no Dia das Mulheres, pois mulher não vira mulher, mulher nasce mulher”. Além disso, a investigação aponta que o pastor utilizou textos bíblicos para se referir a pessoas LGBTQIA+ como “filhos da ira e da perdição” e veiculou conteúdos que, segundo o inquérito, caracterizam preconceito motivado por orientação sexual ou identidade de gênero.

O pastor foi indiciado por crimes resultantes de preconceito, conforme previsto na legislação brasileira. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que agora deve analisar a denúncia e decidir se oferece ação penal. Em caso de condenação por todos os delitos apontados, Amaral pode ser sentenciado a uma pena que varia de 6 a 15 anos de reclusão.

Brasiliense de origem, Flávio Amaral reside atualmente no município de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Em seu perfil nas redes sociais, ele se identifica como “missionário e pastor, liberto da homossexualidade”.

Durante o inquérito, Amaral prestou depoimento à polícia e declarou que seus comentários foram motivados por “questões pessoais”. A equipe de reportagem tentou contato com o pastor para comentar o caso, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.

Paralelamente, o pastor também é alvo de outra investigação conduzida pelo Ministério Público (MP), relacionada à denúncia de transfobia e tortura. O procedimento foi iniciado após representação da deputada Erika Hilton e da vereadora de São Paulo Amanda Paschoal, ambas do PSOL.

As parlamentares assinaram um documento após o suicídio de uma jovem trans de 22 anos, que, segundo o portal G1, passava por um processo de “destransição” sob orientação do pastor.

Atualmente, tanto Erika Hilton quanto Amanda Paschoal também são investigadas pela Justiça Federal por suspeitas envolvendo um contrato de segurança privada com recursos públicos. O caso tramita na 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal e envolve a empresa Mapi Consultoria em Sistemas de Segurança, que, segundo o processo, não possui autorização da Polícia Federal para atuar na área de segurança privada.

O desfecho das investigações sobre o pastor Flávio Amaral dependerá da análise do MPDFT e da eventual abertura de ação penal com base no indiciamento feito pela Decrin.

Petista acusa Michelle Bolsonaro de prostituição e cria polêmica

Advogados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro resolveram dar uma chance de retratação para a petista Teônia Pereira, de 27 anos, que foi processada por Michelle Bolsonaro, de 43, após chamar a ex-primeira-dama de “ex-garota de programa”.

A fala de Teônia ocorreu durante um podcast apresentado por ela na internet. Publicamente conhecida por seu viés partidário ligado à esquerda, em dada ocasião da transmissão ela acusou a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro de ter atuado no ramo da prostituição, mas sem apresentar qualquer prova.

Ao tomar conhecimento do fato, os defensores de Michelle Bolsonaro decidiram dar a petista a oportunidade de se retratar, provavelmente, por já preverem uma vitória judicial por calúnia e difamação, especialmente devido ao uso de meios públicos, neste caso, a internet.

A influenciadora petista, contudo, negou que tivesse cometido algum delito. “Teônia Mikaelly Pereira de Sousa, por meio de sua assessoria jurídica, esclarece que não tomou conhecimento oficial e não recebeu qualquer notificação, intimação ou citação relativa a procedimento judicial ou extrajudicial movido contra si pela pessoa de Michelle Bolsonaro”, diz a sua defesa.

Marcelo Luiz Ávila de Bessa, que representa Michelle Bolsonaro junto com o dr. Thiago Lobo Fleury, afirma que as falas são “completamente falsas e ofensivas”, mas ainda assim preferiram optar pelo menor potencial ofensivo contra a influenciadora. Confira abaixo a  íntegra o texto de retratação proposto pelos advogados da ex-primeira-dama, segundo o Pleno News:

“Eu estou aqui hoje para me retratar porque menti, fui covarde e desumana.

Reconheço que ultrapassei todos os limites aceitáveis do debate público. Acusei Michelle Bolsonaro de fatos infames e mentirosos, colocando em dúvida sua honra, sua dignidade e a de sua família. Isso não foi opinião — foi pura maldade!

As divergências políticas, por mais intensas que sejam, não autorizam ninguém a desumanizar o outro. E foi exatamente isso que eu fiz. Cometi uma agressão covarde, gratuita e profundamente injusta contra uma mulher pública, uma mãe de família, uma pessoa que tem filhas — filhas que ouviram ou leram o que eu disse e que não mereciam ser feridas pelos meus desatinos. Por minha culpa, essas meninas viram a mãe delas ser humilhada em praça pública.

Disse que Michelle havia sido ‘garota de programa’, quando nunca houve nada que sustentasse tal agressão. Reproduzi um ataque vil como se fosse uma verdade popular. Isso não é coragem. Isso é covardia moral. Isso é desumanidade pública. Eu disse coisas que eu mesma jamais aceitaria que dissessem sobre mim. Usei da minha voz para destruir, para assassinar uma reputação. Fui totalmente irresponsável.

Ao repetir mentiras grotescas como se fossem verdades, atingi não apenas Michelle, mas toda a sua história. Tentei desqualificar sua postura familiar, sua fé, sua aparência. Acusei-a com palavras que carregam peso moral e social devastador. Menti que ela “incorporava um personagem”, insinuei que toda sua família era criminosa — e fiz tudo isso, repito, sem qualquer base, sem qualquer limite, sem nenhuma humanidade.

Sendo mulher, eu deveria ter compreendido o quanto é cruel atacar outra mulher, fazendo o jogo sujo que machistas e misóginos fazem. Agredi Michelle gratuitamente apenas pelo que ela representa, por sua fé, por sua aparência, por sua postura familiar. Fui contra tudo que eu mesma deveria defender.

Hoje, encaro envergonhada aquilo que fiz: fui má. Fui injusta. Fui irresponsável. Fui cruel. E mais do que tudo, fui pequena diante de uma mulher que não me atacou, mas foi atacada por mim. Admito: fui covarde e desumana. E agora, com clareza e vergonha, peço perdão à Michelle Bolsonaro — pela mentira, pela crueldade e pela maldade com que escolhi agir. Peço também que perdoe o impacto que minhas palavras causaram em suas filhas.

Política não é desculpa para perversidade. Divergência não é licença para destruição. E hoje eu entendo: quem mancha a honra do outro, suja a própria consciência. Quem espalha mentira, carrega vergonha. E essa, hoje, é toda minha! Que essa retratação seja o mínimo diante do que causei.”

Homem é baleado no peito e escapa da morte devido a crucifixo

Aidan Perry, de 20 anos, atribuiu sua sobrevivência a um tiro acidental ao crucifixo que usava no pescoço. O caso ocorreu no mês passado, no Condado de Marion, Flórida, e foi relatado em entrevistas concedidas a emissoras locais.

“Eu provavelmente não estaria falando com vocês agora [sem isso]”, declarou Perry, ao mostrar o colar com cruz que carregava no momento em que foi atingido. O disparo ocorreu quando um amigo lhe mostrava uma arma e esta foi acionada acidentalmente. A bala teria entrado cerca de dois centímetros acima do coração, atingindo diretamente a cruz metálica, segundo descrição fornecida pelos médicos.

O Dr. Khafra Garcia Henry, do Hospital HCA Florida Ocala, explicou que a joia foi decisiva para amortecer o impacto: “Devido ao seu componente metálico, ela realmente amorteceu grande parte da força da bala, de modo que a bala ricocheteou no colar e atingiu a parede torácica. No entanto, atingiu apenas o tecido adiposo, pois retardou a trajetória da bala”. O médico afirmou ainda que, sem a presença do colar, o projétil poderia ter perfurado o pulmão ou o coração.

Perry, que sofreu ferimentos no tórax e no braço, permanece otimista. “Mesmo com um pouco de dor, ainda estou aqui, então está tudo bem”, afirmou. Segundo ele, o episódio fortaleceu sua fé: “Eu era religioso antes, me considero mais religioso agora do que nunca”. Ele também relatou à FOX 35 Orlando como se sentiu no momento do disparo: “Achei que ia morrer”, disse, ao lembrar do sangue.

O crucifixo foi um presente de Natal dado por seu pai, Aaron Perry, que também comentou sobre o episódio: “Havia mais do que apenas um pedaço de metal ali, 100%”. A cruz aparece quebrada nas imagens divulgadas após o incidente, mas a corrente permaneceu intacta.

O amigo que manuseava a arma no momento do disparo agora enfrenta uma acusação de negligência culposa com resultado de lesão corporal, apresentada no Condado de Sumter. Até o momento, não há informações adicionais sobre o andamento do processo judicial, segundo o portal The Christian Post.

Maria Marçal criticada por cantar em festa de São João na Paraíba

A cantora gospel Maria Marçal se apresentou na noite de quarta-feira, 2 de julho, durante a Noite Evangélica do São João de Santa Rita, na Paraíba. O evento religioso, parte da programação junina da cidade, ocorreu na Praça do Povo e reuniu uma multidão de fiéis, mesmo sob chuva. A celebração contou com momentos de louvor, oração e adoração.

Antes da apresentação de Maria Marçal, subiram ao palco os grupos Família de Deus e Atos Movement. No dia seguinte, a programação seguiu com a Noite Católica, que teve shows do grupo Colo de Deus e do Padre Nilson Nunes.

A presença de cantores evangélicos em festas juninas voltou a gerar reações divergentes entre fiéis. Maria Marçal também está confirmada no Forró de Curvelo 2025, em Minas Gerais, onde se apresentará na noite gospel do evento no dia 9 de julho. No mesmo palco, no dia seguinte, será a vez do Padre Fábio de Melo, durante a noite dedicada ao público católico.

O debate entre internautas remonta a episódios recentes, como a participação da cantora Cassiane no Polo Azulão, parte da festa de São João de Caruaru, em Pernambuco. Na ocasião, ela também foi alvo de críticas.

Na internet, alguns usuários desaprovaram a presença de Maria em eventos com temática junina. Uma internauta comentou: “Não pode. Isso é festa pagã”. Outra afirmou: “Já deixou de ser crente faz tempo, por causa da fama”. Um terceiro declarou: “Ela não é cristã, é apenas cantora”.

Em contrapartida, outros fiéis defenderam a participação da artista: “Se ela for para levar a palavra cantada, está valendo”, escreveu um seguidor. Outro completou: “Não importa o lugar, o importante é que as pessoas ouçam a palavra de Deus”. A assessoria da cantora não se pronunciou até o momento.

Ex-traficante abandona o crime e a homossexualidade por Jesus

Nichol Collins, ex-traficante e ex-homossexual de drogas em Los Angeles por duas décadas, relatou em entrevista à CBN News, na segunda-feira, como um episódio de violência foi determinante para a sua conversão ao cristianismo, o que o levou ao abandono de sua identidade transgênero.

Entre 2005 e 2025, Collins atuou no crime organizado sob o nome masculino “Esco”, autodeclarando-se lésbica e trans.

O ponto de virada ocorreu em 2025, quando sobreviveu sem ferimentos a um ataque por trás com um martelo. “Deus usou isso para me dar sentido. Toda glória a Ele!”, declarou.

Após o episódio, Collins iniciou um processo de sete meses para abandonar roupas masculinas e retomar sua identidade biológica feminina. “Senti-me desajeitada, mas ao me submeter a Deus, Ele me embelezou com a salvação”, testemunhou.

Ativismo atual:

Collins fundou um ministério voltado a “superar a homossexualidade” segundo princípios bíblicos, enfrentando reações adversas. “Recebo pornografia gay e ameaças nas redes. Sabem que não compactuo com a ideologia LGBT”, afirmou.

Em 2026, criou a marca de roupas Globeshakers para ressignificar o arco-íris como símbolo da aliança divina, não do movimento LGBT. “Vi uma mão nas nuvens segurando o arco-íris com a frase ‘Recupere-o’. Pertence a Deus, não ao homem”, justificou.

A ex-traficante defende que igrejas acolham pessoas com históricos LGBT mediante testemunhos de conversão: “Deus as muda de dentro para fora. Meu ministério prova isso”.

Collins enfatizou que a conversão religiosa foi o alicerce para romper simultaneamente com o crime e a identidade trans, considerada pela teologia cristã histórica um pecado contra Deus, tal como outros de natureza sexual, como o adultério e a fornicação.

“Sem Cristo, eu não teria forças para mudar. Ele operou de dentro para fora”, afirmou, citando Efésios 2:8-9 como base teológica de sua restauração. Com: Guiame.

‘Quarto de guerra’: presos criam sala de oração em prisão

Um grupo de detentos de uma prisão de segurança máxima nos Estados Unidos tem vivido uma transformação espiritual em um espaço que eles mesmos batizaram de “quarto de guerra”. No local, reservado para oração e leitura da Bíblia, os internos se reúnem diariamente para interceder por suas famílias, autoridades, líderes políticos e até por desconhecidos.

A iniciativa foi destacada pelo ministério prisional God Behind Bars, que compartilhou imagens do espaço e depoimentos nas redes sociais. Em publicação feita no Instagram, o ministério afirmou: “Esta prisão de segurança máxima tem uma sala de orações que os presos chamam de quarto de guerra! Eles vêm aqui para orar por avivamento todos os dias. Esses presos estão orando por você”.

Segundo a organização, grande parte dos homens detidos nesta unidade não voltará ao convívio social. Ainda assim, isso não os impede de buscar a Deus. “Eles têm um lugar onde se ajoelham e leem a Bíblia. Alguns dos presos disseram que estão orando por você. Para a igreja se erguer. Por líderes políticos. Até mesmo pelos oficiais e suas famílias. Isto é poderoso”, acrescentou o God Behind Bars.

Local de intercessão e comunhão

No vídeo divulgado pelo ministério, um dos detentos mostra a sala de oração e a descreve como um espaço de batalha espiritual: “É aqui que vamos para a batalha”. O local conta com um púlpito, cadeiras, mapas nas paredes e uma série de pedidos de oração escritos à mão, colados em cartolinas.

“O quarto de guerra é essencial porque, especialmente aqui encarcerado, podemos ficar sozinhos e falar com o Pai. Nos ajoelhar e orar. Eu entro aqui o tempo todo e apenas converso com o Pai, leio e consigo sentir paz quando o dia acaba”, relatou o detento.

Entre os bilhetes fixados nas paredes, há orações por familiares, processos judiciais e por presos prestes a serem libertados. O próprio espaço foi idealizado e montado pelos detentos. Segundo um dos homens, o objetivo é aproximar-se de Deus em meio à realidade do cárcere: “Esses irmãos o criaram apenas para dizer: ‘Aba Pai, com Você todas as coisas são possíveis’”.

“Quando entramos no quarto de guerra, temos que saber que estou indo guerrear pela minha família, pelos meus filhos, pelos meus irmãos e irmãs do Corpo de Cristo. Estou indo para a guerra por tudo que o próximo homem, a próxima mulher não pode fazer”, explicou. Ele concluiu: “Tenho que lembrar que, quando entro aqui, estou lutando, é por isso que chamamos de quarto de guerra. É aqui que entramos e criamos estratégias espirituais, porque não lutamos contra carne e sangue”.

Missão do God Behind Bars

O ministério God Behind Bars foi fundado em 2009 e atua em parceria com igrejas norte-americanas com o objetivo de evangelizar detentos e suas famílias. De acordo com dados fornecidos pela própria organização, mais de 1 milhão de presos já foram alcançados com o Evangelho desde o início das atividades.

Apesar do ambiente de reclusão, o ministério trabalha com uma perspectiva de restauração e reintegração. “A maioria dos presos — cerca de 92% — será libertada de volta à sociedade em algum momento, e 75% retornarão à prisão dentro de três anos”, informaram os responsáveis.

Diante desses dados, a abordagem utilizada pelo God Behind Bars envolve três eixos: necessidades físicas, espirituais e relacionais. “Ao convidar Deus para a prisão e mostrar Seu amor de maneiras tangíveis, God Behind Bars está restaurando vidas, construindo fé, lutando contra vícios, reconectando famílias e dando a milhares de presos esperança para o futuro”, declarou a entidade.

“Não mediremos esforços para garantir que cada detento nos EUA tenha acesso direto e pessoal ao Evangelho. Queremos ajudá-los a desenvolver sua fé, curar traumas e feridas emocionais, quebrar vícios e ciclos, e permitir que cada pessoa atrás das grades assuma seu chamado como filhos e filhas do Altíssimo”, concluiu o ministério.

Pastor defende apoio bíblico a Israel e elogia ação contra o Irã

O pastor Robert Jeffress, líder da Primeira Igreja Batista em Dallas, no Texas, com cerca de 16 mil membros, afirmou em sermão no dia 22 de junho que o apoio ao Estado de Israel é um dever estratégico e bíblico. Em resposta direta a um debate recente entre o senador Ted Cruz e o comentarista Tucker Carlson, Jeffress disse: “Tucker, deixe-me ajudá-lo. Apoiar Israel, antes de tudo, significa apoiar o direito de Israel de existir”.

A declaração foi feita dias após os Estados Unidos realizarem ataques militares a instalações nucleares do Irã, autorizados pelo presidente Donald Trump. O pastor classificou a ação como “corajosa e necessária”. Segundo ele, “ontem à noite, vimos o presidente Trump tomar a decisão certa. Ao se opor ao Irã, ele não apenas removeu uma ameaça à nação de Israel, mas também removeu uma ameaça à América e ao mundo inteiro”.

Jeffress, de 69 anos, fundamentou sua defesa a Israel em argumentos teológicos e históricos. “Ao contrário de qualquer outra nação do mundo, Deus criou a nação de Israel. Israel foi ideia Dele, e Ele disse que Israel perdurará para sempre”, afirmou o pastor. Ele também rejeitou a ideia de que os palestinos tenham direito à terra, alegando que “sabemos, sem sombra de dúvida, que Israel ocupou aquela terra há pelo menos três mil anos”.

Durante o sermão, Jeffress mencionou ter enviado uma mensagem de apoio pessoal a Donald Trump e relatou o teor da resposta do presidente após a missão militar. “Ele disse: ‘Quero agradecer a todos, mas em particular, quero agradecer a Deus, e só quero dizer que te amamos, Deus’. Você já ouviu outro presidente dizer isso, republicano ou democrata?”, questionou o pastor, recebendo aplausos da congregação.

A pregação ocorre no contexto de um debate público sobre o apoio dos cristãos ao moderno Estado de Israel, intensificado após a entrevista concedida por Ted Cruz a Tucker Carlson. Na ocasião, Carlson questionou a base bíblica para esse apoio. Em resposta, Cruz citou Gênesis 12:3, que afirma: “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem”, como motivação pessoal para sua posição.

Jeffress e Cruz compartilham uma relação política desde pelo menos 2013, quando o senador discursou na Primeira Igreja Batista de Dallas. Naquele evento, Cruz incentivou os fiéis a defenderem princípios cristãos e propôs a extinção da Receita Federal (IRS), em meio a denúncias de que a agência teria visado grupos pró-vida e cristãos, de acordo com informações do portal The Christian Post.

A repercussão da entrevista de Carlson também provocou reações de outras figuras públicas. David Friedman, ex-embaixador dos Estados Unidos em Israel, discordou da afirmação de Carlson de que o atual governo israelense seria distinto do povo bíblico. “A nação de Israel hoje compreende um povo que ora na mesma língua, nos mesmos lugares e com a mesma liturgia dos tempos antigos”, escreveu Friedman em resposta. “Sua fé é regida pelo Antigo Testamento. Esta é a mesma nação de Israel mencionada na Bíblia”.

Pastor processa empresário dos Newsboys e pede indenização

Wes Campbell, empresário ligado há décadas à banda cristã Newsboys, indicada ao Grammy, está sendo processado em US$ 5,4 milhões por Randall Schrum, pastor que liderava a igreja Hilltop Fellowship House of Prayer, sediada em Primm Springs, Tennessee. A ação civil foi protocolada em 03 de junho, no Condado de Hickman, e inclui nove acusações, como difamação, conspiração e obstrução da justiça.

Entre os 22 réus citados estão também os pais de Campbell, Colin e Nancy Campbell, além de seus irmãos Rocklyn (Rocky) e Evangeline. A denúncia acontece em meio a outras polêmicas envolvendo a família e a banda, que nos últimos meses perdeu contratos com gravadoras e emissoras após investigações relacionadas ao ex-vocalista Michael Tait.

Conflito na igreja familiar

O processo indica que o conflito teve início na igreja Hilltop Fellowship, fundada em janeiro de 2021 na propriedade dos Campbell, com Colin como pastor principal. Schrum se uniu à congregação em 2022, tornando-se posteriormente ancião.

Segundo a petição, divergências começaram quando a liderança da igreja recomendou ações disciplinares contra Evangeline Johnson, filha de Colin e Nancy, por “conduta imprópria”. Embora Evangeline estivesse afastada dos cultos, era considerada membro da igreja. Schrum afirma ter investido US$ 3.500 em aconselhamento conjugal para o casal, mas a proposta foi rejeitada por Colin Campbell, mesmo após medidas semelhantes terem sido aplicadas a outros fiéis.

Após relatar suas preocupações em um documento confidencial, Schrum alega que o conteúdo foi repassado à família Campbell, gerando um confronto direto no culto de 30 de março.

Na ocasião, segundo o processo, 16 membros da família Campbell, liderados por Rocky, interromperam um culto e confrontaram Schrum diante de aproximadamente 75 pessoas, incluindo sua esposa grávida e filhos. O documento cita ameaças verbais como “Vou pegar você” e “Se você não recuar, vai se arrepender”.

No dia seguinte, toda a liderança da igreja renunciou. Schrum, com cerca de 70 outros fiéis, fundou uma nova congregação chamada Refuge Ridge Fellowship.

Acusações de assédio

O processo também relata episódios posteriores que teriam intensificado o assédio. Na madrugada de 02 de abril, uma denúncia anônima de abuso infantil levou policiais a visitar a casa da família Schrum, que teria sido acordada às 3h. A investigação não encontrou indícios de crime. Schrum afirma que Evangeline Campbell foi responsável pela denúncia.

Ainda de acordo com o relato, pessoas não identificadas foram vistas fugindo da propriedade naquela noite. Na manhã seguinte, o pneu de um veículo da família estava furado. Por razões de segurança, os Schrums mudaram-se para outra região do estado, especialmente por conta do estresse enfrentado durante a gestação de gêmeos da Sra. Schrum.

Acusação de difamação

Wes Campbell é acusado de difamar Schrum e tentar impedi-lo de comparecer a um retiro ministerial familiar em Panama City Beach, Flórida, promovido pelo Above Rubies, ministério fundado por Nancy Campbell. O processo afirma que Wes disse a membros atuais e antigos da Hilltop que Schrum teria “roubado” a igreja e teria um “histórico questionável”.

Embora não haja acusação de envolvimento direto de Wes no episódio de 30 de março, ele é citado por, supostamente, articular esforços para prejudicar Schrum no ambiente ministerial.

Segundo o processo, US$ 35.000 teriam sido doados por Schrum à propriedade dos Campbell nos últimos três anos. Em 30 de abril, Wes vendeu sua casa de sete quartos e seis banheiros em Brentwood por cerca de US$ 5,8 milhões, e estaria construindo uma nova residência na mesma região.

Schrum está pedindo US$ 1,8 milhão em danos compensatórios e US$ 3,6 milhões em danos punitivos. Ele solicita julgamento com júri para todas as nove acusações listadas na ação judicial.

Newsboys

Em outra reportagem do The Roys Report, publicada em 19 de junho, novas acusações foram levantadas contra Steve Campbell, irmão mais novo de Wes e ex-empresário de turnê dos Newsboys. Ele é acusado de encobrir uma suposta agressão sexual ocorrida em 2014, durante uma apresentação da banda em Fargo, Dakota do Norte, envolvendo Michael Tait e uma funcionária. Tanto Steve quanto o acusado negaram qualquer irregularidade.

A administração da banda informou que Steve não possui cargo oficial na Newsboys Inc. ou na Newsboys Touring LLC e declarou não ter conhecimento prévio das ações atribuídas a Tait, manifestando apoio às vítimas envolvidas.

A situação jurídica e as consequências reputacionais envolvendo os Campbell e os Newsboys continuam em desenvolvimento, com possíveis novos desdobramentos nos próximos meses, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Como pais podem evitar tragédias em família? Pastores orientam

Uma série de crimes cometidos por adolescentes contra seus próprios familiares tem chamado atenção no Brasil nas últimas semanas. Os casos, que envolvem pais, irmãos e até avós assassinados por jovens entre 13 e 16 anos, apontam não apenas para a brutalidade dos atos, mas para um colapso mais profundo nas relações familiares.

Em muitos deles, os motivos relatados parecem banais — a proibição de um namoro virtual ou a retirada de um celular —, mas os desdobramentos revelam um cenário de vínculos frágeis, ausência de diálogo e desestrutura emocional.

Caso em Itaperuna

Na segunda quinzena de junho, um adolescente de 14 anos matou o pai, a mãe e o irmão de 3 anos na cidade de Itaperuna, no interior do Rio de Janeiro. Conforme informou a CNN Brasil, o crime teria sido motivado pela proibição dos pais a um encontro presencial com uma adolescente de 15 anos, que ele conheceu por meio de um jogo online. Após o assassinato, o jovem arrastou os corpos até a cisterna da residência e, ao confessar o crime, declarou que “faria tudo de novo”.

A polícia apurou que dias antes o adolescente havia feito pesquisas sobre como sacar o FGTS da família. A arma utilizada pertencia ao pai e estava guardada sob o colchão. O caso causou comoção nacional e se soma a outros registrados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, todos com elementos semelhantes: conflitos mal resolvidos, distanciamento emocional, acesso a armas e a ausência de arrependimento.

Desgaste silencioso

Para líderes cristãos, esses episódios revelam um desgaste que começa muito antes da violência. O pastor Marcelo Aguiar, da Igreja Batista da Mata da Praia, em Vitória (ES), afirma que “prevenir é sempre melhor do que remediar. A igreja previne quando orienta pais e filhos com relação a um convívio harmonioso”. Segundo ele, o ambiente comunitário pode identificar sinais de alerta antes que o problema se agrave.

O pastor destaca que a ruptura nos vínculos familiares não acontece de forma abrupta. “Muitas vezes os pais se sentem perdidos, sem saber como estabelecer limites saudáveis. Em outras ocasiões, se mostram ausentes ou omissos, gerando insatisfação nos filhos”, afirmou. Ele compara a criação equilibrada a um pássaro: “Assim como um pássaro precisa de duas asas para voar, um filho precisa que seus pais lhe proporcionem duas coisas: carinho e limite”.

Autoridade e afeto

Segundo especialistas e líderes religiosos, a ausência de equilíbrio entre autoridade e afeto pode gerar reações extremas. O pastor Marcelo cita o ensinamento bíblico registrado em Efésios 6.1-4, que orienta os filhos à obediência, mas também adverte os pais: “Os filhos devem obedecer aos pais, e os pais não devem provocar à ira os seus filhos”. Para ele, o esvaziamento de valores bíblicos tem favorecido a fragilidade nos lares.

“Infelizmente, valores como a obediência filial e a responsabilidade paterna têm sido solapados pela sociedade moderna. Isso tende a agravar os conflitos familiares”, declarou. Diante de um ambiente desprovido de limites claros e vínculos afetivos, o risco de comportamentos extremos aumenta.

Reflexão pastoral

O pastor Josué Gonçalves, líder do Ministério Amo Família, comentou publicamente o caso de Itaperuna. Em suas redes sociais, lamentou: “Um menino de 14 anos matou os pais e o irmão de 3 anos, jogou os corpos numa cisterna e disse que faria tudo de novo. A motivação? Os pais não aceitavam seu namoro com uma garota de 15 anos que ele conheceu num jogo online. Como pais, essa tragédia precisa nos acordar”.

Gonçalves compartilhou uma série de orientações para pais, reforçando que a prevenção exige vigilância, escuta ativa e presença significativa dentro de casa. Para ele, pais e mães precisam reavaliar o papel que exercem na formação dos filhos e entender que o tempo de mudança é agora.

Caminhos de restauração

Apesar da gravidade dos fatos, líderes cristãos apontam para a possibilidade de reconstrução. O pastor Marcelo defende que é possível restaurar os laços familiares com base na fé cristã. “Talvez pais e filhos precisem mudar de comportamento, liberar o perdão e administrar as consequências dos erros cometidos. Mas, com a ajuda de Deus, eles podem ter sucesso no estabelecimento de uma relação familiar saudável”.

Essa restauração, no entanto, não deve ser buscada apenas após uma crise. A proposta, segundo ele, é de cuidado contínuo, diálogo constante, vigilância emocional e disposição para ajustar comportamentos. “Não se trata apenas de orar mais ou de confiar que tudo será resolvido com fé. Trata-se de traduzir essa fé em práticas diárias, como tempo de qualidade, afeto disciplinado, vigilância emocional e busca por ajuda quando necessário”, explicou, à revista Comunhão.

10 orientações para prevenir tragédias

O pastor Josué Gonçalves compartilhou uma lista com dez práticas preventivas voltadas a pais e responsáveis. As recomendações destacam a importância de atenção emocional, supervisão digital e resgate de valores fundamentais.

  1. Presença intencional – Estar em casa não é o mesmo que estar presente emocionalmente.

  2. Educação com afeto e limites – Autoridade sem amor afasta; permissividade sem direção destrói.

  3. Supervisão digital – Internet não é babá. Acompanhe os jogos, conversas e conteúdos acessados.

  4. Fale sobre afetos e relacionamentos – Proibir sem diálogo estimula o segredo e o isolamento.

  5. Atenção à frieza emocional – Falta de culpa e facilidade para mentir são sinais de alerta.

  6. Armas e segurança – Em casas com adolescentes, armas devem estar trancadas e fora de alcance.

  7. Relacionamento de confiança – O filho que teme contar a verdade esconde o que sente.

  8. Discernimento digital e emocional – Nem tudo é amor, e nem todo amigo virtual é confiável.

  9. Busque ajuda antes da crise – Psicoterapia não deve ser último recurso, mas prática preventiva.

  10. Reavalie os valores da casa – Pergunte-se o que está sendo ensinado em silêncio diariamente.

As orientações reforçam que a prevenção exige intenção e constância: “Prevenir não é adivinhar o que pode dar errado. É cuidar intencionalmente do que pode ser protegido”, concluiu o pastor Josué. “O que você pode mudar hoje para salvar o seu filho, a sua filha, amanhã? Pais, esse é o momento de despertar”.

Missionários detidos ao enviar Bíblias à Coreia do Norte pelo mar

Seis missionários dos Estados Unidos foram detidos pelas autoridades sul-coreanas após tentarem lançar no mar garrafas contendo materiais evangelísticos com destino à Coreia do Norte. O incidente ocorreu na sexta-feira, 27 de junho, na Ilha de Ganghwa, localizada próximo à fronteira entre os dois países.

De acordo com a polícia local, os missionários planejavam enviar cerca de 1.600 garrafas plásticas, contendo arroz, notas de 1 dólar, miniaturas de Bíblias e pendrives. As autoridades afirmaram que os envolvidos foram interceptados antes de conseguir lançar os objetos nas águas costeiras, que seguiriam com a corrente marítima em direção ao território norte-coreano.

Os missionários estão sob investigação por possível violação da Lei de Gestão de Segurança e Desastres, legislação sul-coreana que regula atividades consideradas potencialmente perigosas à segurança pública. Os policiais responsáveis, que solicitaram anonimato por não estarem autorizados a falar com a imprensa, informaram que não divulgarão a identidade dos detidos, conforme regras de privacidade vigentes.

Segundo a polícia de Ganghwa, o conteúdo dos pendrives apreendidos ainda não foi identificado. Já a Embaixada dos Estados Unidos na Coreia do Sul afirmou à Associated Press que não comentará o caso por enquanto.

Evangelização e repressão

O envio de materiais evangelísticos à Coreia do Norte por meio de garrafas plásticas ou balões já foi realizado por diversos grupos missionários ao longo dos anos. Contudo, a prática foi proibida entre 2021 e 2023, com base em preocupações relacionadas à segurança nacional e às tensões diplomáticas com o regime de Pyongyang.

A Coreia do Norte, sob o comando de Kim Jong-un, mantém uma política de tolerância zero ao cristianismo. Segundo organizações internacionais de defesa da liberdade religiosa, a posse de uma Bíblia pode resultar em prisão, tortura ou execução. Ainda assim, há relatos contínuos de atividade cristã secreta no país.

O norte-coreano Illyong Ju, entrevistado pela organização International Christian Concern (ICC), relatou que sua família foi desmantelada após a descoberta de sua fé cristã, com vários membros enviados a campos de prisioneiros políticos. “Mesmo assim, muitos continuam pregando a Palavra de Deus”, declarou.

Um missionário da organização Portas Abertas afirmou que, no país, “cristãos são considerados espiões em busca de informações das autoridades norte-coreanas. Por isso, são alvos de perseguição extrema”, relatou.

Apesar do risco e da vigilância constante, relatos apontam que o Evangelho continua avançando de forma subterrânea entre a população norte-coreana, por meio de redes de discipulado secretas, encontros discretos e materiais distribuídos de forma clandestina.