Vídeo: pastor admite adultério e esposa desabafa com ‘decepção’

O líder religioso Ailton da Silva Novaes, que utiliza o título de apóstolo, protagonizou um episódio de confusão na noite de domingo, 29 de junho, durante um culto na Igreja Imagem e Semelhança, em Joinville (SC). Ao tentar confessar um adultério diante da congregação, Ailton foi interrompido por fiéis e precisou da intervenção da Polícia Militar, acionada para conter os ânimos no templo.

Segundo o próprio Ailton, a tentativa de confissão visava reconhecer publicamente o erro e pedir perdão à esposa, a pastora Cintia Carla Novaes, com quem é casado há 23 anos. “Quando eu comecei a falar, duas pessoas incitadas… acabou acontecendo o caos dentro da igreja”, relatou o apóstolo.

Na manhã de segunda-feira, 30 de junho, Ailton gravou um vídeo ao lado da esposa, no qual admitiu o caso extraconjugal. “Eu adulterei, eu traí minha esposa”, afirmou. Ele também alegou que tem sido alvo de boatos e falsas acusações. “Há muitas falácias e mentiras sendo espalhadas sobre mim”, disse.

Um dos rumores mencionados por membros da igreja envolvia o suposto uso de dízimos para beneficiar a mulher com quem Ailton teria se relacionado. Ele negou essa informação. “O carro é meu, comprei com meu dinheiro. Não há provas de uso do dízimo”, declarou. Também refutou suspeitas de envolvimento com lavagem de dinheiro, afirmando que já foi investigado pelo Ministério Público e inocentado.

Durante o vídeo, o apóstolo disse ainda ter considerado abandonar o ministério. “Foi um pecado, mas não é crime”, declarou. Ailton atua como líder religioso em Joinville há 15 anos e afirma ter 26 anos de trajetória no ministério evangélico.

A pastora Cintia também se pronunciou no vídeo. Segundo ela, a traição foi descoberta por meio de mensagens. “Falei: ‘como marido, como pai, você nos decepcionou’. Mas eu liberei o perdão”, afirmou. Em sua fala, a pastora pediu empatia dos fiéis: “Se você que não tem pecado, atire a primeira pedra”.

Até o momento, a Igreja Imagem e Semelhança não divulgou nota oficial sobre o episódio.

Veja como a fé fez casal vencer “sentença de morte” após câncer

Carol e Lynn Kuykendall, casal cristão residente no Colorado, enfrentaram diagnóstico simultâneo de câncer avançado em 2005, quando tinham 60 e 62 anos respectivamente. Carol recebeu diagnóstico de câncer de ovário em estágio 4, seis semanas após Lynn ser diagnosticado com tumor cerebral maligno.

O prognóstico médico indicou expectativa de sobrevida máxima de dois anos para Carol. “Ele me deu uma sentença de morte. Tentei processar a previsão chocante: eu poderia estar morta em dois anos”, relatou Carol Kuykendall em entrevista ao Guide Posts.

Inicialmente, o casal optou pelo isolamento durante os tratamentos. Carol descreveu o período: “A quimioterapia era desgastante. Meu cabelo estava caindo. Não tinha energia para trabalhar, caminhar nas montanhas ou mesmo ir à igreja”.

Ponto de virada

A estratégia mudou após intervenção pastoral. “Lembre: só de aparecer, você encoraja os outros. Você não precisa dizer nada. Eles veem você e veem sua força. Eu chamo isso de dom da presença”, declarou o pastor ao casal.

O retorno à comunidade religiosa gerou apoio concreto. “Na primeira vez, saímos antes do fim do culto. Naquela tarde, recebi um e-mail: ‘Você me abençoou porque veio à igreja’”, contou Carol. Cartões de incentivo seguintes motivaram a continuidade das participações.

Adaptação e superação

Lynn decidiu manter atividades profissionais normais, exemplo seguido por Carol, que retomou ensino em grupo de mães e cuidados com netas. O casal elaborou lista de desejos incluindo viagem ao Alasca e visita à Nova York natalina.

Amigos plantaram tulipas e narcisos em seu jardim como ato simbólico de fé na recuperação. Uma placa com a palavra “Acredite”, colocada pela filha Kendall na cozinha, tornou-se lembrete diário. “Lentamente, uma paz estranha tomou conta de mim”, testemunhou Carol.

Resultado Atual

Duas décadas após o diagnóstico, ambos mantêm saúde plena. Lynn atua como conselheiro voluntário em igreja e hospital psiquiátrico. Carol apoia pacientes oncológicos, declarando: “Passei a ver isso como meu novo propósito, a razão pela qual ainda estou aqui”.

Carol sintetizou a experiência: “Estamos agora no que chamo de nosso Desvio Divino. Foi necessária uma sentença de morte para nos ensinar a viver com intencionalidade”. O casal atribui a recuperação à mudança de perspectiva espiritual e apoio comunitário. Com: Guide Post.

Carlos Bezerra reage contra pastor que disse 'odiar pobre'

O pastor Carlos Bezerra Junior, secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo e líder da Igreja Comunidade da Graça, publicou nesta semana um vídeo em resposta a declarações do pastor Marco Nicoletti, da Igreja Recomeçar.

O conteúdo, divulgado nas redes sociais, gerou ampla discussão entre líderes e fiéis evangélicos, uma vez que Nicoletti deu a entender que trata com desprezo e discriminação pessoas pobres.

Nicoletti, que possui mais de 71 mil seguidores no Instagram, afirmou em uma transmissão anterior: “Eu odeio o pobre. Eu vou dizer que Jesus nunca foi pobre”.

Ele também criticou a prática de dar esmolas, argumentando que isso “patrocina a escravidão”. Em vez disso, sugeriu que fiéis levassem pessoas em situação de vulnerabilidade para uma “imersão de três dias”, prometendo transformação pessoal.

Críticas

Em sua resposta, o pastor Bezerra Junior, por sua vez, classificou as declarações como “bizarrice” e questionou publicamente: “Você odeia pobre? Tem ideia da monstruosidade que é isso saindo da boca de alguém que se diz servir a Deus?”.

O secretário acusou Nicoletti de praticar o que chamou de “teologia de palco”, afirmando: “Não é metanoia [mudança de mentalidade]. É monetização”.

Sobre a afirmação de que Jesus não seria pobre, Bezerra rebateu: “O Cristo que eu conheço nasceu numa manjedoura, cresceu em Nazaré, e dizia que não tinha onde reclinar a cabeça”. Quanto à proposta de imersão, ironizou: “Três dias de imersão e até Jesus teria virado empreendedor? Jesus não vendia transformação. Ele partilhava graça”.

Carlos Bezerra Junior, concluiu afirmando que o discurso de Nicoletti representa uma inversão de valores: “Se o seu evangelho não tem lugar pra quem sofre, então não é o evangelho de Jesus de Nazaré”. Até o momento, o pastor Marco Nicoletti não se manifestou publicamente sobre as críticas.

Legendários: participante tem convulsão em trilha e morre

Rodrigo Nunes de Oliveira, de 40 anos, faleceu no sábado, 28 de junho, após sofrer uma crise convulsiva durante uma trilha organizada pelo movimento cristão Legendários, em Rondonópolis (MT), município localizado a aproximadamente 218 quilômetros de Cuiabá.

Ele participava do evento TOP (Track Outdoor de Potencial), uma imersão de três dias com atividades físicas e momentos devocionais, voltada exclusivamente para homens.

O percurso reunia cerca de 150 participantes. Durante uma das etapas da trilha, Rodrigo sofreu a crise e foi rapidamente socorrido, sendo levado ao Hospital Regional de Rondonópolis. De acordo com informações da unidade de saúde, ele chegou em estado grave, foi intubado, mas não resistiu. A causa exata da convulsão ainda não foi confirmada pelas autoridades médicas até esta terça-feira, 1º de julho.

Rodrigo atuava profissionalmente na área de segurança do trabalho e, conforme registros em suas redes sociais, era casado, pai de dois filhos e membro da Igreja Metodista. O sepultamento ocorreu no cemitério da Vila Aurora, em Rondonópolis, de acordo com o Pleno News.

Em mensagem publicada nas redes sociais, Ana Paula, esposa de Rodrigo, homenageou o marido: “Vou levar seu legado, vou honrar o teu nome, os nossos filhos serão homens de caráter, íntegros, segundo o coração de Deus. Eles sempre vão saber o pai que tiveram, por mim, eles sempre saberão quem você foi aqui na Terra. Meu legendário, agora descansa com o legendário”, escreveu.

Ela também afirmou que Rodrigo “realizou o sonho de estar na presença de Deus”:

“Você conseguiu, você chegou até o final. Por aqui estava tudo preparado para te receber, mas Deus te quis do lado d’Ele”, declarou.

Ainda segundo Ana Paula, o marido havia se preparado espiritualmente para participar da imersão. “Vou levar seu legado, vou honrar o teu nome, os nossos filhos serão homens de caráter, íntegros, segundo coração de Deus”, reiterou.

Na parte final da mensagem, ela se despediu com palavras de afeto: “Você chegou até o fim por nós, e eu estou muito orgulhosa disso. Eu te amo mil milhões e sempre meu grandão até a eternidade. O céu é até ali”.

O movimento Legendários realiza eventos voltados ao público masculino, com ênfase em espiritualidade, desafios físicos e comunhão cristã.

Ex Voices comemoram 30 anos de ministério de Eyshila

A cantora Eyshila celebrou seus 30 anos de ministério com a gravação de um novo DVD, realizada em duas noites na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), no bairro da Vila da Penha, zona norte do Rio de Janeiro. A segunda noite do evento, realizada com presença de convidados e lideranças religiosas, contou com a participação especial das ex-integrantes do grupo Voices, um dos marcos da música gospel nacional nos anos 2000.

Entre os presentes esteve o pastor Silas Malafaia, líder da igreja onde ocorreu a gravação, além de artistas ligados ao cenário evangélico brasileiro. Eyshila expressou gratidão pela concretização do projeto e pelo apoio recebido:

“É uma noite de festa, uma noite de comunhão, de celebração. Eu estou muito feliz porque eu tenho, primeiro, a presença de Deus, que é algo palpável, sabe? Muita gente orando. E todos os cantores muito envolvidos. Eu me sinto muito amada e muito grata a Deus. Eu sei que eles se esforçaram muito. Tem que amar para fazer isso, e o amor supera tudo. Só posso agradecer a Deus por esses abraços que curam”, declarou a cantora durante a celebração.

O reencontro do grupo Voices foi um dos momentos mais aguardados. As seis integrantes originais voltaram a cantar juntas, em uma formação considerada rara nos últimos anos.

Marina de Oliveira, integrante do grupo e presidente da gravadora MK Music, comentou sobre a emoção do reencontro: “Faz muito tempo que a gente não canta juntas. Eu nem sei quantos anos faz, para falar a verdade. Estou super feliz, mas também ansiosa. É sempre complicado reunir seis pessoas, com seis identidades diferentes. Sim, estamos em seis hoje, o que é uma coisa raríssima. A Eyshila, vou te dizer, Jesus está na vida dela! É a realização de um sonho”.

A lista de convidados incluiu nomes conhecidos do meio gospel como Fernanda Brum, Anderson Freire, Midian Lima, Jozyanne, Liz Lanne, Paulo Neto, Dani Ferber, Lilian Azevedo, Elaine Martins, Marcus Salles, Rachel Malafaia e Marine Friesen. Durante o evento, vários desses artistas compartilharam memórias pessoais ao lado de Eyshila, marcadas por experiências espirituais e momentos decisivos.

Fernanda Brum, amiga de longa data da cantora, relatou a origem da amizade entre as duas e sua importância pessoal: “Parece que foi ontem que começamos, começamos muito adolescentes. Ela, na verdade, começou antes de mim, me ganhou para Jesus, virou minha melhor amiga, e me apresentou meu marido. Então, a gente tem muita história. (…) Estar com a Eyshila há mais de 30 anos é uma experiência de crescimento e de desdobramento intelectual”.

A cantora Lilian Azevedo também recordou um episódio de apoio durante uma crise pessoal: “Não sei se as pessoas sabem. Eu me separei do meu marido. E quando eu estava separada, Eyshila pegou a minha mão e falava coisas para mim que foram um divisor de águas para eu decidir voltar. Hoje minha família é uma bênção, meu marido é meu pastor, porque eu estava conectada com ela, ouvindo palavras boas. Ela dizia: ‘Lilian, você não orou, ele vai ficar bom para outra!’”, contou em tom descontraído.

A gravação do DVD marca não apenas uma trajetória musical, mas também o testemunho de amizades, restauração e unidade entre artistas relevantes na música cristã brasileira. O lançamento do projeto está previsto para os próximos meses pelas plataformas da MK Music, de acordo com informações do Pleno News.

Conta de energia permanece mais cara no país, anuncia Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sob o governo Lula, manteve a bandeira tarifária no patamar vermelho 1 para julho, mesma categoria vigente em junho. O anúncio, feito em 28 de junho, implica acréscimo de R$ 4,50 (valor atualizado) para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos nas contas de energia.

Contexto decisivo

A medida reflete a continuidade de chuvas abaixo da média em todo o território nacional, reduzindo a geração hidrelétrica. “Este cenário eleva os custos de produção, exigindo maior ativação de fontes complementares mais onerosas, como termelétricas”, explicou a Aneel em comunicado.

Funcionamento das bandeiras

Criado em 2015, o sistema sinaliza mensalmente o custo variável da energia no Sistema Interligado Nacional (SIN):

  • Verde: sem acréscimo;

  • Amarela: acionada quando há pressão moderada nos custos;

  • Vermelha (patamar 1 ou 2): aplicada em situações críticas, com valores diferenciados conforme a severidade.

Impacto e orientações

A agência reforçou que a bandeira vermelha reforça a necessidade de “conscientização e uso responsável da energia”, lembrando que a economia contribui para “preservação de recursos naturais e sustentabilidade do setor”. Estima-se que o acréscimo represente aumento médio de 3% a 5% nas contas residenciais, variando conforme consumo.

Historicamente, o patamar vermelho 1 foi acionado em 7 dos últimos 12 meses, refletindo a persistência de condições climáticas adversas.

Dados do Operador Nacional do Sistema (ONS) indicam que os reservatórios das principais hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste operam com 35,8% da capacidade em junho/2024, abaixo dos 45,6% registrados no mesmo período de 2023.

A próxima revisão tarifária ocorrerá em 26 de julho, considerando projeções hidrológicas e custos operacionais.

“Com o acionamento da bandeira vermelha patamar 1, a Aneel reforça a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica. A economia de energia também contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, diz a Aneel, segundo a Agência Brasil.

Veja como autista fez do louvor a Deus um meio de superação

Marcelo Almeida Lima, 19 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1 aos 8 anos, utilizou o louvor a Deus como ferramenta para desenvolver a fala após anos de não verbalização devido à hipersensibilidade auditiva.

A trajetória do jovem ganhou destaque em junho de 2024, quando um vídeo de sua apresentação no Coral Cig da Igreja Internacional da Graça de Deus, em São Paulo, alcançou mais de 400 mil visualizações.

Contexto sobre o autismo

O TEA é uma condição neurológica caracterizada por diferenças na comunicação, interação social e processamento sensorial, manifestada em três níveis de suporte:

  • Nível 1 (exigindo suporte): Dificuldades na comunicação social e flexibilidade comportamental;

  • Nível 2 (suporte substancial): Comunicação verbal/não verbal marcadamente prejudicada;

  • Nível 3 (suporte muito substancial): Necessidade de assistência intensa.

    A hipersensibilidade auditiva – como a de Lima – afeta cerca de 70% das pessoas no espectro, podendo causar sobrecarga sensorial ante sons cotidianos.

Superação através da música

Em publicação no Instagram, Lima descreveu seu passado: “Quantas noites mal dormidas e lágrimas derramei. Não conseguia falar, imagina louvar”. Aos 13 anos, iniciou aulas de piano e canto, que atuaram como terapia:

“Tinha vontade de cantar, então aprendi. Cantando, fui evoluindo”. A música estimulou conexões neurais associadas à fala, permitindo-lhe integrar-se ao coral após dois anos de preparação.

Impacto e projetos

Apesar de desafios persistentes na interação social, Lima atribui seu progresso à fé e intervenção profissional: “A evolução devo a Deus. Ele realiza sonhos”. O viralizar do vídeo surpreendeu-o:

“Não entrava muito no Instagram. Fiquei surpreso”, disse ele, segundo o Guiame. Atualmente compõe músicas autorais e almeja carreira gospel: “Meu sonho é ser o primeiro cantor autista gospel do país, mostrando que todo autista tem um adorador dentro de si. Lugar de autista é em todo lugar”.

Inclusão religiosa

A Igreja Internacional da Graça de Deus adaptou ensaios para seu conforto sensorial, demonstrando práticas inclusivas. Estudos (como os da Journal of Autism and Developmental Disorders) indicam que atividades musicais estruturadas podem melhorar a comunicação verbal em 64% dos casos de TEA nível 1, reforçando o potencial de iniciativas como a de Lima.

Ao aceitar a Jesus, ex-presidiário acolhe marginalizados viciados

Vladimir (nome mantido por segurança), 48 anos, opera uma casa de acolhimento para marginalizados nos arredores de Moscou, Rússia. O local atende caminhoneiros iranianos, dependentes químicos do Tajiquistão e russos em recuperação do alcoolismo. A iniciativa surgiu após sua conversão ao cristianismo durante cumprimento de pena.

A propriedade, adquirida em 2023 após conflitos com proprietários de imóveis anteriores, abriga até 15 pessoas simultaneamente. Vladimir instalou uma “casa de defumação” para gerar renda, mas enfrenta limitações:

  • Necessidade de 1 milhão de rublos (R$ 58 mil) para bomba de água perfurada;

  • Outros 500 mil rublos (R$ 29 mil) para instalação de gás;

  • Falta de chuveiros para higiene dos acolhidos.

    “Estamos nos segurando”, declarou à fonte.

Trajetória pessoal

Natural da região de Moscou, Vladimir cumpriu duas penas somando 12 anos por crimes cometidos após serviço militar. Relatou padrão familiar: “Meu pai esteve preso. Absorvi esse ambiente”. Em 2002, durante o segundo encarceramento, automutilou-se com lâmina improvisada. “Cortei garganta, veias e estômago. Os agentes me encontraram ensanguentado”, descreveu.

Conversão

Isolado na enfermaria com infecções, teve crise existencial: “Gritei: ‘Senhor, se existes, qual o sentido?’”. Recebeu um Novo Testamento de evangelistas e converteu-se em 24 de junho de 2005. “Ajoelhei no hospital e prometi viver como Deus ordenasse”. Sua mudança de comportamento levou outros detentos ao cristianismo.

Após libertação (2005), adotou estratégias incomuns:

  • Bordou versículos bíblicos em roupas durante o encarceramento;

  • Cobriu seu carro com adesivos cristãos;

  • Distribui Bíblias em hospitais e zonas de conflito, como Kursk (fronteira Ucrânia-Rússia).

    “São palavras transformadoras. Se crerem, evitarão o tormento eterno”, afirmou.

Motivação do projeto

A decisão de criar a casa surgiu após experiências frustradas:

  • Igrejas locais rejeitavam pessoas em situação de rua “por causa do cheiro”;

  • Centros de reabilitação exploravam acolhidos como mão de obra barata;

  • Proprietários vetavam a presença dos assistidos em imóveis alugados.

    “Compreendemos que precisávamos agir por conta”, explicou.

Em 2023, ele localizou a casa atual via celular. “Não tinha recursos, mas orei”. Os vendedores abateram 2 milhões de rublos (R$ 116 mil) do valor, permitindo a compra com economias próprias e doações.

Vladimir denomina o local “casa-tapete”: “Um lugar de descanso para os cansados. Esperamos que Deus complete as obras”. O centro, por fim, mantém atividades documentadas por redes batistas russas, embora opere sem registro formal. Com: Guiame

Julgamento de mãe que optou por educação domiciliar é marcado

A educadora Regiane Cichelero, residente em Santa Catarina, será julgada no dia 1º de julho por ter optado pela educação domiciliar do filho, prática conhecida como homeschooling. A decisão de não rematricular o menino na escola, tomada em março de 2021, após o fim das restrições da pandemia de COVID-19, motivou uma ação judicial movida pelo Ministério Público de Santa Catarina.

Desde então, o caso tem gerado repercussão jurídica e social. Em 30 de março de 2022, o Ministério Público ingressou com uma ação contra a família, argumentando que a ausência de matrícula violaria o dever legal de garantir acesso à educação formal. Em abril do mesmo ano, a Justiça determinou a matrícula imediata da criança, fixando multa entre 3 a 20 salários mínimos. Em julho de 2022, uma nova liminar estipulou multa diária de R$ 1.000 e chegou a considerar a possibilidade de acolhimento institucional do menino.

A decisão contestada foi proferida em abril de 2023. A defesa apresentou recurso, que agora será analisado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A audiência contará com a apresentação de argumentos orais por parte dos envolvidos.

O caso recebeu apoio da organização internacional ADF International, que atua na defesa de liberdades civis e religiosas e agora está repercutindo também no exterior, com reportagem publicada pelo portal The Christian Post.

A ADF International foi aceita como amicus curiae no processo, o que lhe permite oferecer pareceres e subsídios técnicos ao tribunal, mesmo sem integrar formalmente a ação.

“Recebi a notícia com alívio”, afirmou Regiane em declaração ao Pleno News. “A ADF é a maior organização jurídica do mundo dedicada à proteção da liberdade religiosa, liberdade de expressão, casamento e família, direitos dos pais e santidade da vida. Tê-la em nosso apoio é extremamente significativo”.

A educadora também relatou ter reunido apoio popular por meio de uma campanha com mais de 13 mil assinaturas. Segundo ela, o caso transcende a situação de sua própria família. “Há muito tempo esta luta deixou de ser pela minha família, mas é uma luta por todas as famílias educadoras do Brasil”, disse.

Em nota publicada em seu site, a ADF International declarou: “Nenhum pai ou mãe deve temer a punição do Estado por escolher educar seu filho em casa”, afirmou Julio Pohl, consultor jurídico da organização para a América Latina. “Regiane tomou a decisão legal e consciente de educar seu filho em casa. Esperamos que o tribunal confirme seus direitos e dê um passo importante para proteger os direitos dos pais no Brasil”, completou.

A organização informou ainda que há mais de 70 mil crianças educadas em casa no Brasil, e que o “direito internacional dos direitos humanos protege o direito dos pais de escolherem o tipo de educação que seus filhos receberão”.

Atualmente, o Brasil não possui uma lei federal que regulamente o homeschooling. Em 2018, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a prática não é inconstitucional, mas depende de regulamentação legislativa. Desde então, o tema tem sido objeto de propostas no Congresso Nacional, ainda sem definição legal concreta.

O julgamento no dia 1º de julho poderá indicar uma direção importante sobre a forma como o Judiciário brasileiro interpreta os limites da autonomia familiar frente às exigências do sistema educacional oficial.

Tetraplégico honra a esposa após a sua morte: 'Confio em Deus'

O tetraplégico Mark Grantham, 43 anos, de Springfield, Missouri, fundou a Ozarks Wheelchair Adventures após perder a esposa, Renée Grantham, 34, em 15 de abril de 2024. Ela morreu ao ser atropelada por um veículo em alta velocidade enquanto pedalava a menos de 2 km de casa.

Quatro dias antes do acidente, Renée afirmou a Mark: “Você é meu melhor amigo. Temos tantas memórias que parecem 40 anos de casamento, não quatro”. Familiares destacaram seu perfil: “Qualquer interação revelava uma intensidade genuína e profunda”, relatou Mark à AG News.

A perda soma-se a desafios prévios de Grantham. Em junho de 2006, como salva-vidas voluntário em acampamento eclesiástico, o tetraplégico sofreu queda de tobogã de 2 metros. O impacto contra o concreto causou lesão medular cervical (nível C5), resultando em tetraplegia. “Fiquei imóvel na água, esperando resgate”, descreveu.

Adaptação

Sobre sua condição, Grantham declarou: “Nunca somos fortes sozinhos. Todos os grandes nomes bíblicos tiveram apoio. Continuo confiando na soberania de Deus”. Evita isolamento, mantendo redes de apoio familiar e comunitário.

Em 2022, o casal criou a Ozarks Wheelchair Adventures, organização voltada a recreação terapêutica ao ar livre para sobreviventes de lesões medulares. Após a morte de Renée, Mark assumiu a liderança integral, afirmando: “Realizarei seu sonho de atender necessidades físicas e espirituais de pessoas com deficiência”.

Relação familiar

Os pais de Renée, Lew e Christine Griffith, 58, relataram aproximação com o genro: “Descobrimos sua doçura, lealdade e fé. Tornou-se nosso filho”. Sobre a filha, destacaram: “Renée ignorou pedido escolar para remover ‘Cristo’ e ‘Deus’ de seu discurso de formatura. Formou-se em teologia e tornou-se missionária”.

Christine Griffith acrescentou: “Nunca questionamos ‘por quê?’. Deus nos sustentou nas provações. A jornada é surreal, mas exaltamos Seu caráter”.

Declaração final

Grantham concluiu: “Podemos permitir que lutas nos aperfeiçoem. Confio na bondade de Deus, independente das circunstâncias”. A organização opera em Springfield, com atividades documentadas em seu site oficial. Com: AG News.