Pastor assembleiano e esposa são mortos a tiros no Tocantins

O pastor Dorvalino das Dores da Silva, de 63 anos, e sua esposa, Francilene de Sousa Reis e Silva, de 42 anos, foram assassinados na noite de terça-feira, 17 de junho, no Assentamento Pericatu, localizado na zona rural de Pium, oeste do Tocantins.

O pastor liderava a congregação da igreja Assembleia de Deus Madureira na comunidade local ao lado da esposa.

Segundo informações da Polícia Militar, os corpos foram encontrados com marcas de tiros na cabeça. O filho do casal localizou os pais sem vida e acionou as autoridades. Conforme relatos de testemunhas, um homem foi visto fugindo do local em uma motocicleta logo após os disparos, de acordo com informações do G1.

Ainda de acordo com a PM, o suspeito teria estacionado a moto a cerca de 30 metros da residência, se aproximado a pé e efetuado os disparos. Em seguida, ele fugiu sem ser identificado. Vizinhos e familiares tentaram prestar socorro, mas as vítimas já estavam mortas quando a equipe de saúde chegou ao local.

A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado na Polícia Civil de Paraíso do Tocantins e será investigado pela 57ª Delegacia de Pium. Os corpos foram encaminhados ao Núcleo de Medicina Legal de Paraíso para os exames periciais.

O velório ocorreu às 11h de quarta-feira, 18 de junho, em Pium. Até o momento, nenhum suspeito foi preso ou identificado, e as investigações seguem em andamento.

Cassiane canta em festa de São João e recebe críticas

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A cantora Cassiane se apresentou na noite de 29 de maio no Polo Azulão, durante a festa de São João de Caruaru, em Pernambuco. O evento contou com a participação de Yonara Medeiros e integrou a chamada “noite gospel”, uma data reservada pela prefeitura para a apresentação de artistas do segmento cristão evangélico.

Cassiane, que também atua como pastora da Assembleia de Deus Alphaville (ADAlpha), foi uma das atrações do espaço dedicado ao público evangélico. Apesar disso, a presença da artista em um evento tradicionalmente vinculado a celebrações católicas provocou reações diversas nas redes sociais.

Críticas vieram de internautas que consideraram contraditória a participação de uma cantora evangélica em uma festa que celebra figuras como Santo Antônio, São João e São Pedro. “Não entendi uma cantora gospel cantar na festa de santo, no qual pra eles é contra o que pregam. Cada uma, viu? O que o dinheiro não faz”, escreveu uma usuária. Outra afirmou: “É muita hipocrisia uma festa católica que celebra Santo Antônio, São João e São Pedro e colocam cantores evangélicos que demonizam a religião”.

Também houve comentários de viés teológico. Uma seguidora disse: “O mundo não saiu dela ainda. Quem ama o mundo é inimigo de Deus”.

Ao mesmo tempo, outras pessoas se manifestaram em defesa da presença de Cassiane. Um internauta argumentou: “A festa é financiada com imposto de evangélico, ateu, católico, gay, trans etc… O órgão público tem que atender a todos os públicos. Que hipocrisia é essa?”. Outro comentou que a prática não é inédita: “Aqui em São Luís (MA), sempre separam um dia para apresentação gospel. Em época de evento festivo, assim agrada todas as classes. Não vejo problema!”.

A festa de São João de Caruaru é uma das mais tradicionais do país, com apresentações culturais, quadrilhas e shows diversos ao longo do mês de junho. A inclusão de artistas evangélicos na programação tem sido adotada por algumas prefeituras como forma de ampliar a diversidade de públicos atendidos em eventos públicos.

Vício em jogos pode estar ligado à motivação da morte de pastor

Adam Christopher Sheafe, de 51 anos, ex-presidiário e principal suspeito do assassinato do pastor William Schonemann, da Capela Bíblica de New River, Arizona, havia travado recentemente uma disputa judicial contra a plataforma de negociações NinjaTrader.

No processo, rejeitado em fevereiro deste ano, Sheafe alegou que a empresa havia contribuído para o agravamento de seu vício em jogos de azar, conforme reportado pela emissora Fox 10.

“Eu havia desenvolvido um vício doentio em jogos de azar, negociando contratos futuros por meio da plataforma deles”, escreveu Sheafe na queixa judicial. Ele solicitava US$ 1 milhão em indenização por perdas e danos.

Residente de Oceanside, na Califórnia, e funcionário de um restaurante em Carlsbad, Sheafe acusava a NinjaTrader de negligência por não ter encerrado sua conta. Segundo ele, as perdas com negociações ultrapassaram os US$ 40 mil, o que o levou a declarar falência em um pedido de recuperação judicial (Capítulo 7) em 2024. “Perdi tudo o que possuía e pelo qual trabalhei”, afirmou.

Sheafe está atualmente sob custódia no Centro de Detenção do Condado de Coconino, em Flagstaff, e enfrenta uma série de acusações criminais não diretamente relacionadas ao assassinato, conforme divulgado pelo Sedona Red Rock News. Entre elas estão arrombamento em segundo grau, fuga ilegal de veículo policial, agressão agravada com arma letal, abandono de local de acidente com feridos, dano criminal, furto, invasão de propriedade, posse de veículo roubado e resistência à prisão.

O Gabinete do Xerife do Condado de Maricopa informou que conectou Sheafe ao assassinato do pastor William Schonemann, de 76 anos, ocorrido antes da prisão do suspeito em Sedona, em 30 de abril. As autoridades locais e federais, incluindo o FBI, seguem investigando Sheafe por outros crimes.

Durante uma coletiva de imprensa em 13 de junho, o xerife Jerry Sheridan classificou o caso como “provavelmente um dos mais bizarros” que já viu em seus 40 anos de atuação no condado de Maricopa. Já o capitão David Lee, da divisão de crimes graves do Gabinete do Xerife, afirmou que há indícios de que o ataque teve motivação religiosa.

“As informações que temos indicam que o motivo era de natureza religiosa e que havia uma série de vítimas futuras planejadas, algumas delas no Arizona. Entramos em contato com as vítimas identificadas e estamos investigando ou auxiliando nesses incidentes também”, disse Sheridan.

Os investigadores também destacaram que o pastor teria sido escolhido de forma aleatória por Sheafe. Em entrevista à Fox 10, Randy Schonemann, filho do pastor assassinado, expressou perplexidade diante da suposta aleatoriedade do crime: “É inacreditável pensar que alguém passou de carro pela estrada em New River e, por acaso, o encontrou em meio a várias outras igrejas pelas quais você passa em qualquer direção”, afirmou.

“Queremos entender o que aconteceu. Queremos entender o porquê, o máximo que pudermos. E, sabe, sabemos que esta é uma corrida longa”, acrescentou, de acordo com informações do The Christian Post.

Homem com o QI mais alto do mundo se rende: ‘Jesus é Deus’

YoungHoon Kim, identificado como o homem com o maior quociente de inteligência do mundo, afirmou publicamente sua fé cristã em uma declaração publicada no X (antigo Twitter) na terça-feira, 18 de junho. “Como detentor do recorde de QI mais alto do mundo, acredito que Jesus Cristo é Deus, o caminho, a verdade e a vida”, escreveu ele.

Kim, que registra em seu perfil um QI de 276, afirmou ainda: “Cristo é minha lógica” e declarou que pretende “usar esta oportunidade para levar muitas almas a Deus”. O sul-coreano é graduado em Teologia Cristã pela Universidade Yonsei, instituição privada situada em Seul, considerada uma das mais prestigiadas da Ásia. Em uma postagem publicada em 18 de março, ele chamou a teologia de “a disciplina definitiva de todos os campos de estudo”.

Além de suas declarações religiosas, Kim também abordou temas relacionados à ciência e à consciência humana. Em um vídeo divulgado no início de 2025, ele afirmou: “Acredito que nossa consciência continua além da morte. Nossa consciência não é apenas atividade cerebral, mas algo mais profundo”. Para ele, conceitos da física quântica, como a permanência da informação e o entrelaçamento quântico, sugerem que a consciência pode existir além do corpo físico.

“A ciência diz que, quando o cérebro para, nossa consciência desaparece. Você acredita nisso agora, mas a física quântica diz que a informação nunca desaparece. Nunca. Ela apenas muda de forma”, declarou Kim. Ele comparou a consciência a dados armazenados na nuvem, sugerindo que ela “pode não estar presa no cérebro” e que pode ser parte de “um sistema maior, além do mundo físico”.

Kim também afirmou crer que a realidade pode ser uma simulação criada por uma dimensão superior. “Se a realidade é parte de algo maior, então a morte não é o fim, mas sim uma transição, uma mudança para outra realidade”, disse.

Desde 2024, Kim é reconhecido oficialmente como o homem com o QI mais alto do mundo, título verificado por entidades como o Recorde Mundial Oficial, o Campeonato Mundial de Memória e o Conselho Mundial de Esportes de Memória, organizações vinculadas ao Guinness World Records.

Atualmente, Kim preside a United Sigma Intelligence Association, uma organização que se apresenta como um centro de encontro das “mentes mais brilhantes do mundo”. Entre os nomes listados como membros notáveis estão os falecidos Richard Dawkins e Neil deGrasse Tyson. Ele também criou o Hall da Fama Intelectual, que homenageia figuras como Elon Musk, Jeff Bezos, Bill Gates, Warren Buffett e Stephen Hawking.

Desde outubro de 2024, Kim atua como CEO da startup sul-coreana NeuroStory, voltada para tecnologias de saúde cerebral baseadas em inteligência artificial, aprendizado de máquina, big data e nanotecnologia. A empresa foi reconhecida pelo Ministério de PMEs e Startups da Coreia do Sul como inovadora no setor de neurotecnologia.

Kim também atua desde janeiro como vice-presidente do Campeonato Mundial de Memória e da Fundação Lifeboat, entidade que se dedica à prevenção de riscos catastróficos globais.

“A ciência está crescendo agora, e estamos aprendendo mais sobre consciência e realidade”, declarou Kim. “Nossa morte não é destruição, mas mudança e transformação. A humanidade continuará buscando a verdade sobre o que vem depois”.

One of the best things I have ever done in my life is earning a BA degree in Christian Theology (nondenominational) from Yonsei University, #1 private university in Asia. I believe that theology is the ultimate discipline of all fields of study.

– Highest IQ Man

— YoungHoon Kim (@yhbryankimiq) March 18, 2025

Pastor acusa Rick Warren de ‘traição espiritual’ com católicos

O pastor e autor John Amanchukwu criticou publicamente o fundador da Igreja Saddleback, Rick Warren, por participar de eventos com a Igreja Católica Romana e promover o que ele descreveu como uma “unidade sem verdade”.

A declaração foi feita em um vídeo publicado em 17 de junho no YouTube, intitulado “A perigosa aliança de Rick Warren com Roma — Unidade sem verdade”.

John Amanchukwu, conhecido por seu livro Eraced: Uncovering the Lies of Critical Race Theory and Abortion (2022), afirmou que Warren “está comprometendo a verdade das Escrituras e o Evangelho”. Ele reagiu a uma série de falas do pastor californiano durante sua participação no evento católico Global 2033, realizado em Roma no início de junho.

Durante uma entrevista concedida à emissora católica EWTN, Rick Warren declarou que “nenhuma denominação pode completar a Grande Comissão sozinha”. Ele também citou João 17, afirmando que a oração de Jesus pela unidade dos cristãos ainda não foi plenamente respondida. “Sua grande oração ali é a oração pela unidade”, disse Warren. “Ainda é a oração não atendida de Jesus”.

Questionado sobre sua disposição em orar com católicos, Warren respondeu: “Rezo com qualquer pessoa que acredite que Jesus Cristo é o Senhor da minha vida. E estes são irmãos e irmãs em Cristo”. Ele também mencionou que os católicos representam aproximadamente metade dos cristãos no mundo.

Rick Warren relatou ainda ter encontrado consolo no Terço da Divina Misericórdia após o suicídio de seu filho em 2013. Essa prática, baseada em visões da freira polonesa Faustina Kowalska em 1935, envolve o uso do rosário e recitações da Ave Maria. Kowalska foi canonizada em 2000 e afirmou ter recebido as instruções diretamente de Jesus.

Amanchukwu citou essa devoção como exemplo de práticas que, segundo ele, entram em conflito com a fé cristã. “Como podem dois caminhar juntos se não estiverem de acordo?”, questionou. Para ele, o uso do terço representa um afastamento das Escrituras. “É uma tradição criada pelo homem, enraizada em visões e orações jamais encontradas nas Escrituras”, afirmou. Ele também mencionou Mateus 6:7 como alerta contra repetições vãs nas orações.

Em sua crítica, o pastor reforçou sua posição teológica: “O uso de cânticos e orações repetitivas a Maria e aos santos viola o Primeiro Mandamento e mina o papel exclusivo de Cristo como nosso mediador”, declarou, fazendo referência a 1 Timóteo 2:5. “Promover tais práticas valida um falso evangelho enraizado em obras, indulgências e escravidão sacramental”.

Amanchukwu acusou Warren de promover uma “pressão por unidade interdenominacional” que, segundo ele, compromete a fidelidade doutrinária: “Unidade sem verdade é adultério espiritual”, afirmou. Ele também criticou doutrinas católicas como o purgatório, a veneração de santos e a autoridade do papa, descrevendo-as como “antibíblicas” e “perigosas”.

Segundo Amanchukwu, a postura ecumênica de Warren pode confundir os fiéis. “Quando pastores influentes como Warren se aproximam de Roma, isso confunde o rebanho”, disse. Ele alertou para o risco de uma “igreja morna, sem discernimento, preparada para o engano”, e concluiu: “Para Rick Warren, subir naquele palco e endossar essas doutrinas não é apenas um compromisso, é uma traição espiritual”.

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Batalha espiritual está por trás de todo conflito humano, diz Piper

O pastor e escritor norte-americano John Piper afirmou que os conflitos interpessoais enfrentados por cristãos estão, em última instância, enraizados em uma realidade espiritual invisível, o que costuma ser descrito como batalha espiritual. A declaração foi feita em um episódio recente de seu podcast.

Respondendo a um ouvinte sobre a aplicação prática de Efésios 6.12 — “Nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra forças espirituais nas regiões celestiais” —, Piper disse que o texto não nega a existência de adversários humanos, mas insere esses conflitos em um plano espiritual mais amplo” “’Carne e sangue’ aqui se refere a seres humanos em oposição à realidade demoníaca sobrenatural”, afirmou. “Mas Paulo teve adversários humanos reais, assim como nós também temos”.

Piper apontou passagens como 1 Coríntios 16.9, onde Paulo menciona “muitos adversários”, e 2 Coríntios 11:13–15, em que o apóstolo descreve certos líderes religiosos como “servos de Satanás”: “É patentemente óbvio, e todos sabem disso, que Paulo teve adversários humanos de verdade para enfrentar. E nós também”, afirmou o pastor. “Todos esses são humanos fazendo a bagunça, certo?”

Apesar disso, Piper destacou que Paulo entendia esses confrontos humanos como manifestações de uma batalha espiritual. Em Efésios 4.14, por exemplo, Paulo fala sobre “astúcia humana” que induz ao erro, linguagem que, segundo Piper, reflete as estratégias de Satanás. Ele citou Efésios 2.1–3 para explicar que o pecado humano está sempre sob influência do “príncipe das potestades do ar”.

“Em certo sentido, não há separação em nossa guerra contra a pecaminosidade humana e os planos demoníacos. Eles se sobrepõem; estão interligados”, afirmou.

Como exemplo dessa sobreposição, Piper mencionou 2 Coríntios 2.10–11, onde Paulo relaciona o perdão a um ato de resistência contra os desígnios de Satanás. “Uma pessoa que peca contra nós está em uma situação em que temos que travar guerra espiritual contra a obra satânica de Satanás, que destrói comunidades”, disse Piper. “Essa é oposição humana de carne e osso, e é um desígnio satânico para destruir a igreja.”

Segundo o pastor, Efésios 6.12 não minimiza o conflito humano, mas revela que há uma realidade espiritual por trás dele. “Quando diz: ‘Não lutamos contra carne e sangue, mas contra [as forças demoníacas]’, acho que Paulo quer dizer: não lutamos contra meros humanos. A oposição contra nós neste mundo é sempre maior do que isso”, explicou.

Piper também citou 2 Coríntios 4.4 — que afirma que os incrédulos têm a mente cegada pelo “deus deste século” — e Atos 26.17–18, no qual Jesus comissiona Paulo para abrir os olhos dos povos e libertá-los do poder de Satanás.

Ele reiterou que o chamado cristão inclui vestir “toda a armadura de Deus”, conforme Efésios 6, como resposta prática ao conflito espiritual. “É isso que devemos fazer: vestir toda a armadura de Deus e caminhar triunfantemente no Evangelho e no poder do Espírito”, disse, de acordo com o The Christian Post.

Rejeição

Pesquisas mostram que a doutrina ortodoxa pregada por Piper não é aceita por muitos cristãos norte-americanos. Segundo levantamento da Gallup realizado em 2015, 89% dos entrevistados disseram acreditar em Deus, mas apenas 61% afirmaram crer na existência de Satanás. Dados do Pew Research Center, em 2014, indicaram que 72% acreditam no Céu, enquanto apenas 58% creem no Inferno.

Em outro episódio, publicado em 2024, Piper comentou por que Deus permite que Satanás continue atuando no mundo. Segundo ele, ao permitir a permanência de Satanás, Deus revela mais claramente tanto a gravidade da cegueira espiritual quanto a glória do poder de Cristo. “Somos duplamente escuros: a escuridão das nossas próprias algemas e a escuridão das portas trancadas de Satanás”, afirmou Piper.

Ele comparou a situação à prisão de Pedro, que foi libertado tanto das correntes quanto dos portões fechados: “Se Satanás permanecer, e formos capazes de derrotar seus enganos ao contemplarmos as belezas superiores de Cristo, então não apenas o poder superior de Cristo será glorificado, mas também a beleza superior de Cristo será glorificada.”

Segundo Piper, a natureza humana está cega para o valor supremo de Cristo devido à depravação espiritual. “Somos tão corruptos que não conseguimos enxergar que Cristo é uma beleza superior, um valor superior, uma grandeza superior e, portanto, uma satisfação superior a tudo o mais”, concluiu.

‘Todo mundo sabia’, diz autor de ‘Ousado Amor’ sobre Michael Tait

O cantor Cory Asbury afirmou que “todos sabiam” sobre o histórico de má conduta do ex-vocalista dos Newsboys, Michael Tait, e declarou que muitos outros artistas do meio estão levando “vidas duplas”.

As declarações foram feitas após reportagens investigativas do The Roys Report e do jornal britânico The Guardian, publicadas no início de junho, que detalharam acusações graves contra Tait, hoje com 59 anos.

Segundo os relatos, vários homens, alguns menores de idade na época, alegam que Tait usou drogas e álcool para facilitar abusos sexuais. Um dos entrevistados afirmou ao The Guardian que tinha 13 anos quando o cantor supostamente se masturbou na sua frente em um banheiro público. Outros relataram ter sido drogados antes de sofrerem contato sexual indesejado.

Diante da repercussão, Michael Tait publicou uma declaração no Instagram em 10 de junho intitulada “Minha Confissão – 10 de junho de 2025”. No texto, reconheceu publicamente o abuso de substâncias e parte dos comportamentos descritos nas reportagens.

“Relatos recentes sobre meu comportamento imprudente e destrutivo, incluindo abuso de drogas e álcool e atividade sexual, são, infelizmente, em grande parte verdadeiros”, escreveu o cantor. “Por cerca de duas décadas, usei e abusei de cocaína, consumi muito álcool e, às vezes, toquei homens de forma sensual indesejada”.

Tait afirmou ainda: “Quero pedir desculpas a todos que magoei. Sinto muito mesmo.” Contudo, a declaração não mencionou diretamente as acusações que envolvem menores de idade nem respondeu a detalhes sobre agressões sexuais específicas. Ele também confirmou que havia deixado os Newsboys em janeiro deste ano e completado seis semanas de reabilitação em Utah.

Em resposta às notícias, Cory Asbury, 39, conhecido pela canção Ousado Amor, comentou em suas redes sociais. Quando questionado se sabia das alegações antes da publicação dos relatórios, respondeu: “Todos sabiam. Talvez não os detalhes específicos, mas todos sabiam”.

Em outra interação, um seguidor perguntou quantos artistas do meio cristão estariam vivendo “uma vida dupla” como Tait ou a banda NEEDTOBREATHE. Asbury respondeu: “Muitos”. Ele tem usado plataformas como o TikTok para criticar o que considera problemas sistêmicos na indústria da música gospel nos EUA, conhecida como CCM.

As declarações de Asbury repercutiram após serem compartilhadas pelo apologista cristão Mike Winger na rede social X. “Talvez a razão pela qual Michael Tait tenha conseguido escapar impune por tanto tempo seja porque muitas outras pessoas em seu setor também estão conseguindo”, escreveu Winger. “E isso resulta em uma cultura em que expor qualquer pessoa é visto como uma ameaça a todos.”

Tait ganhou notoriedade nos anos 1990 como um dos fundadores da banda DC Talk, vencedora do Grammy. Em 2009, ele passou a integrar os Newsboys, permanecendo na formação até janeiro de 2025. Sua saída coincidiu com a viralização de um vídeo que especulava sobre sua sexualidade, embora a banda só tenha comentado publicamente após a divulgação das investigações jornalísticas, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Em nota, os Newsboys afirmaram ter sido surpreendidos pelas acusações. “Quando ele deixou a banda em janeiro, Michael confessou para nós e para o nosso empresário que ‘estava vivendo uma vida dupla’. Mas nunca imaginamos que pudesse ser tão ruim”.

Emissoras cristãs como a K-LOVE retiraram as músicas de Tait da programação. Diversas figuras públicas reagiram ao caso, incluindo Hayley Williams, vocalista da banda Paramore. Em publicação no Instagram, ela afirmou ter crescido em meio à indústria da música cristã e condenou o que descreveu como um “encobrimento sistêmico”.

“A quantidade de coisas que tenho a dizer e a quantidade de pessoas que conheço que provavelmente foram mudadas para sempre por esse homem e pela indústria que o capacitou…”, escreveu Williams. “Eu cresci em meio a isso. Não tenho medo de nenhuma dessas pessoas — a maioria delas já me descartou de qualquer maneira”.

Em tom crítico, acrescentou: “Quantas histórias como essa, vindas deste canto MUITO pequeno da indústria musical, ouviremos antes de percebermos que [capitalizar] a fé e a vulnerabilidade das pessoas é o ‘pecado’?”

Por fim, concluiu: “Espero que a indústria do CCM desmorone. E f— todos vocês que sabiam e não fizeram porcaria nenhuma. Aposto que entendi. E, a propósito, se vocês também não estão com raiva, talvez seja hora de questionar o porquê”.

Fenômeno dos livros de colorir chega ao mercado gospel

Os livros de colorir se tornaram uma tendência entre adultos e crianças, e nas redes sociais muitos usuários compartilham suas obras de arte particulares, coloridas com canetinhas e muito capricho. Esse fenômeno não é novo, mas se tornou ainda mais forte em 2025.

O GospelMais ouviu Maíra Lot Micales, publisher do Grupo Editorial Edipro, uma casa editorial com quase 50 anos, a respeito dos materiais da empresa com temática cristã que se encaixam nessa categoria de livros para colorir, um dos hobbies mais populares do país no momento.

Segundo Maíra, o sucesso dos livros de colorir podem estar ligados a diferentes fatores: “Uma possível explicação é a busca por momentos de relaxamento em uma sociedade com rotinas cada vez mais estressantes. Outro ponto pode ser a reação à hiperexposição de telas, fazendo com que os consumidores busquem opções de lazer mais analógicas”, explicou.

A Edipro acompanha o que a ciência descobre com relação ao comportamento humano, e a partir daí aprimora sua linha de produtos: “Buscamos sempre acompanhar a divulgação científica sobre o assunto. Enquanto produtores de material cultural, estamos sempre preocupados em oferecer obras que contribuam tanto para o desenvolvimento individual dos leitores quanto para o bem estar social, colocando em pauta problemáticas e desafios da sociedade atual”, contextualizou Maíra.

“Uma dessas preocupações é a hiperexposição a telas, tema tratado em um recente livro voltado ao público infantil de nosso catálogo, que é o Larga esse Celular. Essas decisões de publicação, como dito antes, partem do acompanhamento de nossa equipe da produção científica sobre esses temas além do próprio debate público sobre as principais agendas sociais”, acrescentou.

Um dos sucessos da empresa é o livro Orar e Colorir, que para Maíra traz um conteúdo que inspira ao mesmo tempo que cumpre a função de hobby: “Aprecio bastante a passagem de Isaías 40.31, que fala sobre a renovação das forças pela fé. É uma mensagem de muita positividade e otimismo”.

Outro material de grande aceitação do público evangélico, o livro O Peregrino, ganhou uma edição da empresa: “Acreditamos que a obra se comunica com todo o público cristão, seja ele protestante, católico ou das demais confissões. Nosso objetivo é oferecer um material bem traduzido e uma ótima edição para todo esse público”, comemorou a publisher.

Títulos derivados deste livro serão lançados em breve, adiantou Maíra: “Já temos a previsão de pelo menos mais dois lançamentos para a Coleção Peregrino até o fim deste ano. Esperamos que seja uma coleção plural, que atenda a todos os membros da família, desde obras infantis, como Deus nos deu você, a materiais mais densos e reflexivos, como O Peregrino”.

Por fim, Maíra destaca que produzir materiais para o público “está se mostrando uma experiência extremamente gratificante” e que a Edipro já planeja novos títulos: “Com certeza queremos ampliar e dar continuidade”, garantiu.

Michael Tait sofre novas acusações de abusos e drogas com fãs

Michael Tait, cantor de 59 anos conhecido por sua atuação nas bandas cristãs DC Talk e Newsboys, está sendo acusado de agressão sexual por diversos homens, incluindo um menor de idade à época dos fatos. As denúncias foram publicadas pelo jornal The Guardian em 13 de junho, com base em uma investigação de vários meses, que ouviu ao menos 25 pessoas ligadas à cena da música gospel nos EUA.

Segundo a reportagem, as acusações envolvem episódios ocorridos entre os anos 2000 e 2010, incluindo alegações de que Tait teria drogado e estuprado um jovem de 17 anos, além de praticar atos sexuais não consentidos com outros homens em contextos marcados por álcool e drogas. As vítimas tinham entre 13 e 29 anos à época dos supostos abusos.

Shawn Davis, que autorizou a publicação de seu nome verdadeiro, declarou ao The Guardian que conheceu Tait em 2003, aos 16 anos, e que o cantor lhe forneceu bebidas alcoólicas e o apresentou à cocaína. Um ano depois, Davis afirma que foi drogado e violentado sexualmente pelo artista. “Esse homem destruiu minha vida”, afirmou.

Outro entrevistado, identificado apenas como “Gabriel”, relatou ter sido abusado aos 19 anos após suspeitar de ter sido drogado. “Tait foi apresentado como o ápice da piedade”, disse. “Usar a fachada da sua retidão para cometer pecado me fez abandonar a minha fé por um tempo.”

O cinegrafista Israel Anthem relatou ter sofrido assédio sexual de Tait aos 13 anos. Ele também afirmou ao The Roys Report que o comportamento do artista era amplamente conhecido nos bastidores da música cristã em Nashville: “Existem três tipos de pessoas: aquelas que conhecem as histórias, aquelas que acreditam nelas e aquelas que, mesmo conhecendo a verdade, continuam a trabalhar com ele”, disse.

As novas denúncias reforçam um relatório anterior publicado pelo site The Roys Report em 4 de junho, que já apontava condutas predatórias de Tait com base em depoimentos de mais de 50 fontes.

Em 10 de junho, Tait publicou uma declaração em seu perfil no Instagram, intitulada “Minha confissão — 10 de junho de 2025”, na qual reconheceu parte das alegações. “Relatos recentes sobre meu comportamento imprudente e destrutivo, incluindo abuso de drogas e álcool e atividade sexual, são, infelizmente, em grande parte verdadeiros”, escreveu.

Ele admitiu ter abusado de substâncias por duas décadas e declarou que “às vezes, tocava homens de forma sensual indesejada”. Embora tenha contestado detalhes pontuais, afirmou que não discorda da substância das acusações e pediu perdão às pessoas afetadas: “Sinto muito mesmo”.

Tait afirmou ter deixado o Newsboys em janeiro para iniciar tratamento e que concluiu seis semanas de reabilitação em Utah. Sua saída da banda aconteceu dias após um vídeo viral no TikTok levantar questionamentos sobre sua sexualidade.

Após as revelações, os membros do Newsboys divulgaram uma nota em que expressaram surpresa com a gravidade das acusações. “Quando ele deixou a banda em janeiro, Michael confessou para nós e para o nosso empresário que ‘estava vivendo uma vida dupla’. Mas nunca imaginamos que pudesse ser tão ruim”, escreveram.

Redes de rádio cristã como a K-LOVE e outras estações suspenderam a execução das músicas do cantor. A vocalista da banda Paramore, Hayley Williams, publicou uma crítica à indústria da música cristã, alegando que casos como o de Tait são exemplos de “pecados acobertados” há décadas. “Espero que a indústria do CCM desmorone”, afirmou.

Até o momento, não há confirmação oficial de abertura de investigações criminais públicas contra Michael Tait. As autoridades competentes não se manifestaram formalmente sobre o caso, de acordo com informações do The Christian Post.

Ex-LGBT se unem pelo direito de deixar homossexualidade

Um grupo de cristãos que se define como ex-LGBT por terem abandonado comportamentos homossexuais ou transgêneros se reuniu na quinta-feira, 13 de junho, nas escadarias do Capitólio estadual em Sacramento, Califórnia.

O encontro marcou o encerramento do evento “Speak Out”, promovido pelo CHANGED Movement em parceria com o Conselho Familiar da Califórnia, com o objetivo de dar visibilidade a pessoas que desejam deixar a identidade LGBT para trás e relatar experiências de mudança de vida por meio da fé cristã.

“Espero que este evento consiga combater a crença de que as pessoas não mudam”, declarou Elizabeth Woning, organizadora do evento e diretora de advocacia e assuntos governamentais do CHANGED, em entrevista ao The Christian Post.

O evento durou dois dias e incluiu testemunhos públicos de participantes que, segundo eles, abandonaram práticas LGBT após experiências de fé. Vários relataram mudanças profundas após se voltarem a Deus, descrevendo sentimentos de dor, confusão e depressão em suas trajetórias anteriores.

Reação à cultura e à legislação

O CHANGED Movement, fundado em 2018 por Elizabeth Woning e Ken Williams, pastor licenciado da Igreja Bethel em Redding, se define como “uma crescente rede internacional de pessoas que deixaram a identidade LGBTQ para trás”. A reunião também marcou o sétimo aniversário da mobilização do grupo contra o projeto de lei estadual AB 2943, apresentado naquele mesmo ano pelo Caucus Legislativo LGBTQ da Califórnia.

A proposta previa classificar como fraude ao consumidor os serviços que buscassem modificar comportamentos sexuais ou expressões de gênero, inclusive entre adultos que procurassem esse tipo de apoio. O projeto foi retirado da pauta legislativa em 2018, após pressão de grupos religiosos e manifestações públicas, como a organizada pelo CHANGED.

Segundo Woning, a proposta violava a liberdade de expressão e a liberdade religiosa, pois poderia proibir até a venda de livros que não apoiassem a ideologia LGBT, incluindo a Bíblia. “O evento deste ano foi uma forma de lembrar os esforços da Califórnia contra a censura”, afirmou.

Atualmente, leis semelhantes estão em vigor em outras regiões. No Canadá, por exemplo, conselheiros que oferecem apoio contrário à homossexualidade ou à identidade transgênero podem enfrentar penas de até cinco anos de prisão.

Nos Estados Unidos, a chamada “terapia de conversão” é proibida para menores em 23 estados e no Distrito de Columbia. Em 2020, o relator independente da ONU sobre orientação sexual e identidade de gênero, Victor Madrigal-Borloz, defendeu sua proibição global, e as Nações Unidas classificaram a prática como comparável à tortura.

Testemunhos públicos

Durante o evento, diversos participantes relataram experiências pessoais. Ivan Santos afirmou que sua entrada no estilo de vida homossexual ocorreu após abandonar a fé cristã na juventude. Segundo ele, a sensação de liberdade inicial foi substituída por depressão, uso de drogas e envolvimento com prostituição. Ele contou que buscou ajuda espiritual após um momento de desespero.

“Eu achava que estava vivendo uma vida plena, mas ainda estava muito quebrado e deprimido”, disse. “Quando ofereci minha sexualidade a Deus, comecei a perceber que aquilo que eu considerava parte da minha identidade estava enraizado na luxúria. E isso começou a mudar”.

Cecil Jackman, outro participante, relatou que foi vítima de abusos sexuais na infância e sofreu rejeição por parte do pai. Segundo ele, isso o levou a desejar ser menina como forma de escapar da dor. “Eu estava dividido entre dois mundos. Eu amava Jesus, mas me sentia atraído por homens”, declarou. Após tentar o suicídio, disse ter buscado ajuda em oração e passou a crer que Deus o amava.

Jackman, que hoje é casado e tem três filhos, citou Hebreus 12:2 ao afirmar que encontrou cura ao entender que Cristo assumiu sua vergonha. “Quando descobri que podia confiar em Deus, minha cura acelerou drasticamente”, relatou.

Fé e liberdade de expressão

O cofundador do CHANGED, Ken Williams, disse que enfrentou pensamentos suicidas aos 17 anos, mas encontrou apoio em aconselhamento cristão. De acordo com ele, esse tipo de apoio hoje seria considerado ilegal na Califórnia. “Naquela época, era legal obter ajuda alinhada às minhas convicções religiosas”, afirmou.

Williams destacou que, embora tenha sofrido, reconhece hoje o valor de sua jornada. “Deus conquistou minha atenção profundamente. Ele me encontrou e caminhou comigo de perto”, declarou. Ao se dirigir a pessoas que hoje enfrentam confusão ou desespero, afirmou: “Eu lhes diria: ‘Este é apenas um dia na sua vida. Jesus oferece uma nova vida às pessoas’”.

O CHANGED Movement afirma que continuará promovendo encontros semelhantes em defesa da liberdade de expressão e da possibilidade de mudança voluntária para aqueles que assim desejarem.