Casamento de Sarah Beatriz e Calebe reúne artistas gospel

A cantora Sarah Beatriz se casou com jogador de futebol Calebe, em uma cerimônia realizada em um clube em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, na noite da última segunda-feira, 16 de junho.

Sarah Beatriz e o jogador Calebe Gonçalves Ferreira da Silva, do Fortaleza, reuniram nomes como Jefferson e Suellen, Miriam Lima, Camila Barros, Bruna Karla, Rayssa Buq e Aline Barros na festa.

A cantora e o atleta ficaram noivos em outubro de 2024, durante um culto realizado em uma igreja que o casal frequenta. O casal se conheceu pelas redes sociais, e Sarah contou que Calebe comentou um versículo com um “amém”, mas ela não respondeu. Dias depois, ele enviou um vídeo do cachorro dele, da mesma raça que o dela, o que deu início à conversa entre os dois.

“Ele não desistiu. Me mandou um vídeo do cachorro dele, que é da raça golden, o mesmo que o meu. E aí começou a conversa”, relatou a cantora em entrevista ao programa Conversa com Bial.

Recentemente, Calebe virou notícia nas páginas de esporte devido ao gol marcado pelo Fortaleza contra o Juventude, pelo Campeonato Brasileiro de 2025. Ele não marcava há mais de um ano.

O gol marcou o fim de um período difícil para o atleta, que vinha enfrentando lesões ao longo de 2024. Em entrevista após a vitória por 5 a 0, Calebe comentou: “Todo mundo sabe o que passei, venho trabalhando muito para voltar ao meu futebol. A torcida sabe qual é o meu futebol, meus companheiros, a diretoria, a comissão. Então, desde o meu retorno, eu não via a hora de poder ajudar com gols, com assistências e com a vitória, que é o mais importante. Eu me cobrava bastante”.

Camisa 10 do time, o jogador também fez agradecimentos públicos a Deus e à família. “Não veio no tempo que eu queria, mas veio no tempo de Deus. Toda honra e toda a glória sejam dadas a Ele, sempre. Deus me fez estar aqui nesse momento. Só tenho a agradecer aos meus familiares, à minha futura esposa, Sarah Beatriz, que me ajudou em todos os momentos. Então é só glorificar o nome do Senhor”, afirmou.

Iranianos manifestam apoio aos ataques de Israel contra o Irã

Os ataques de Israel contra instalações nucleares iranianas, que tiveram início na última sexta-feira, desencadeou respostas complexas entre os iranianos, conforme relatado pela missionária Lana Silk, CEO da organização Transform Iran.

Em entrevista à CBN News, Silk descreveu um “alívio silencioso” entre cidadãos, contrastando com a retaliação oficial do regime islâmico. O ataque eliminou comandantes militares e líderes nucleares iranianos, levando o país a lançar mais de 300 drones e mísseis contra Israel no dia seguinte, elevando tensões regionais.

Silk, cuja organização mantém redes de contato dentro do Irã, detalhou cenas incomuns: “Moradores levantavam taças simbolicamente [sinal de comemoração], mesmo com prédios em chamas ao fundo”.

Segundo ela, o fenômeno reflete desgaste acumulado com o regime islâmico: “O povo sente-se preso há décadas. Muitos veem nisso uma chance única de mudança real”. Um iraniano teria enviado mensagem direta através dela: “Você [Israel] começou agora. Termine o trabalho”.

A missionária interpretou a retaliação iraniana como gesto simbólico: “Os drones lançados visavam minimizar perda reputacional, não causar danos reais”. Paralelamente, autoridades ordenaram civis a estocar suprimentos, gerando corrida a postos de gasolina e mercados.

Igreja clandestina mobiliza-se em meio à crise

Enquanto isso, a Igreja “clandestina” (oficialmente não autorizada pelo governo) – considerada a de crescimento mais acelerado globalmente – intensifica atividades.

Silk afirmou que comunidades cristãs preparam-se para “ser luz em tempos sombrios”, capitalizando o descontentamento social. Pesquisas anônimas citadas por ela sugerem que 80% dos iranianos preferem um governo democrático, cenário que alimenta conversões em massa.

Dados da Sociedade Bíblica Iraniana, liderada por Nahid, indicam aproximadamente 2.000 conversões diárias ao cristianismo, apesar da criminalização da mudança religiosa.

Todd Nettleton, da organização The Voice of the Martyrs, vinculou o fenômeno ao fracasso socioeconômico: “Com mais da metade da população na pobreza, corrupção endêmica e alta dependência química, os iranianos rejeitam o legado islâmico dos últimos 45 anos”.

A Bible Society (Reino Unido) reporta contrabando contínuo de Bíblias em farsi para suprir novos convertidos. Silk destacou a resiliência dos fiéis: “Quando sua fé é ilegal, resta uma igreja ousada e dependente de Deus”. O regime classifica igrejas evangélicas como “grupos políticos sionistas”.

Pablo Marçal batiza Gracyanne Barbosa; Fiéis questionam valor

A influenciadora e ex-BBB Gracyanne Barbosa foi batizada nas águas pelo coach Pablo Marçal, em um evento que causou ampla repercussão nas redes sociais. A cerimônia ocorreu dias após sua conversão pública em um culto da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, realizado no bairro do Recreio, no Rio de Janeiro, no domingo, 25 de maio.

Na ocasião da conversão, Gracyanne atendeu ao apelo feito pelo pastor Bruno Santos, que orou por ela e outros presentes. “Que Deus abençoe vocês! Que seja um novo tempo para a vida de vocês”, afirmou o pastor ao encerrar a oração. O culto ocorreu em um dos templos liderados pela igreja presidida pelo pastor Silas Malafaia.

A decisão de se submeter ao batismo por Marçal foi explicada por Gracyanne na entrada do evento. Segundo ela, o ato representava o “batizado do arrependimento”. O evento contou com a participação de dezenas de pessoas que também foram batizadas por Marçal, conforme registros divulgados por ele em suas redes sociais.

A controvérsia se intensificou pelo fato de Pablo Marçal não ser pastor ordenado, tampouco estar vinculado a uma denominação com autoridade eclesiástica reconhecida. Ele também não possui formação teológica formal. Em virtude disso, diversos usuários nas redes sociais e líderes religiosos questionaram a validade da cerimônia.

Em igrejas ligadas às Assembleias de Deus, por exemplo, o batismo realizado por Marçal não é reconhecido oficialmente, conforme informado pela página Assembleianos de Valor. Nestes contextos, o rito é entendido como uma ordenança a ser ministrada exclusivamente por ministros consagrados e vinculados a uma igreja local.

Até o momento, não houve manifestação oficial por parte da Assembleia de Deus Vitória em Cristo sobre o batismo realizado fora de sua supervisão.

Filmes de terror e jogos podem abrir portais demoníacos?

A atriz e executiva Candace Cameron Bure, 49, afirmou em episódio do seu podcast “Candace Cameron Bure” que a exibição de filmes de terror e determinados videogames em residências pode funcionar como um “portal” para influências espirituais malignas.

A declaração foi proferida durante entrevista com o pastor Jonathan Pokluda, líder da igreja Watermark Community Church no Texas, divulgada na última terça-feira.

Trajetória

Candace Cameron Bure, cuja carreira iniciou na infância, consolidou-se como atriz na década de 1980 ao interpretar D.J. Tanner na série icônica “Full House” (1987-1995). Após hiato dedicado à família, retomou a carreira em 2014 reprisando o mesmo papel na sequência “Fuller House” (2016-2020).

Desde 2017, ela é figura central no mercado de filmes familiares e cristãos, inicialmente pela Hallmark Channel e, desde 2022, como Diretora de Criação da Great American Media – rede especializada em conteúdo familiar com temática cristã. Seus projetos recentes incluem filmes natalinos como “A Christmas… Present” (2023).

Declarações no podcast

Durante a conversa, a atriz explicitou sua visão: “Se você assiste a isso, ou joga certos videogames, está abrindo um portal que deixa coisas entrarem na nossa casa”.

A executiva acrescentou que, embora compreenda os aspectos técnicos da produção cinematográfica, certos conteúdos carregariam elementos além dos efeitos práticos: “Eu sei que tudo na indústria são efeitos e maquiagem […] mas pode haver algo demoníaco por trás disso”.

Posição do pastor

Jonathan Pokluda, por sua vez, corroborou o ponto de vista, argumentando que a normalização desse entretenimento seria estratégia maligna: “Muitos cristãos pensam: ‘É apenas entretenho’. Essa é exatamente a estratégia de Satanás – fazer as pessoas pensarem que não há problema”.

O pastor citou como exemplo a série “The Originals” (2013-2018), spin-off de “The Vampire Diaries”: “Há relatos de roteiristas que usaram feitiçaria real nos scripts. Isso traz consequências espirituais para quem assiste”.

Conclusão da atriz

Candace Cameron Bure finalizou a discussão reforçando o alegado risco doméstico: “Quando você consome isso, fala esses feitiços para dentro da própria casa”.

O episódio completo está disponível nas principais plataformas de streaming de áudio. Procurada, a Great American Media não emitiu posicionamento adicional sobre as declarações.

Envolvimento com a Bíblia leva gerações Y e Z ao ‘bem-estar’

Um número crescente de jovens adultos nos Estados Unidos que mantêm contato regular com a Bíblia relata níveis mais elevados de bem-estar emocional, relacional e espiritual. É o que mostra o relatório State of the Bible 2025, publicado pela Sociedade Bíblica Americana (ABS, na sigla em inglês), com dados coletados em janeiro deste ano.

De acordo com o estudo, membros da Geração Z e da geração millennial que se dizem ativamente engajados com as Escrituras apresentaram uma pontuação média de 8,1 no Índice de Florescimento Humano — uma escala desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard que mede seis dimensões do bem-estar, incluindo saúde física e mental, felicidade, sentido de propósito e relacionamentos próximos.

A média geral da Geração Z, no entanto, foi significativamente inferior: 6,8. Esse resultado foi o mais baixo entre todas as faixas etárias analisadas. Em comparação, os baby boomers obtiveram a maior média, com 7,5 pontos, sendo que 45% deles relataram alto florescimento pessoal.

Segundo o relatório, a presença de fé ativa também foi associada a níveis superiores de bem-estar. Entre os americanos que afirmaram perceber fortemente a atuação de Deus em suas vidas, 43% relataram alto florescimento. Já entre os que rejeitam essa crença, 41% relataram baixo florescimento.

O índice também variou conforme a frequência de leitura bíblica. Aqueles que leem as Escrituras diariamente alcançaram uma média de 7,9, frente a 6,8 entre os que nunca leem. A participação mensal em cultos cristãos entre fiéis que valorizam sua fé também contribuiu para elevações nas pontuações de florescimento.

Geração Z avança em vínculos sociais

Apesar do desempenho mais baixo no índice geral, a Geração Z registrou uma melhora expressiva no quesito “relacionamentos sociais próximos”, passando de uma média de 6,6 em 2024 para 7,0 neste ano. Esse crescimento colocou os mais jovens à frente da geração millennial e da Geração X nesse domínio. Os pesquisadores consideraram o resultado significativo, diante da percepção comum de que os jovens da Geração Z enfrentam maiores índices de isolamento social.

A pesquisa da Sociedade Bíblica Americana entrevistou 2.656 adultos, representando os 50 estados dos Estados Unidos e o Distrito de Columbia. Os dados foram colhidos por meio da plataforma AmeriSpeak, mantida pelo NORC da Universidade de Chicago, e os resultados refletem tendências nacionais sobre engajamento com a Bíblia e indicadores de bem-estar.

Engajamento bíblico após a pandemia

O relatório também documenta um aumento no número de leitores da Bíblia nos Estados Unidos, revertendo um ciclo de quatro anos consecutivos de queda iniciado durante a pandemia. De acordo com a ABS, cerca de 11 milhões de americanos passaram a ler a Bíblia em 2025 em comparação com o ano anterior.

Os maiores crescimentos ocorreram entre os millennials, membros da geração X e homens de diferentes faixas etárias. Em termos geográficos, o número de usuários da Bíblia no Nordeste e no Oeste do país aumentou 18%. No Centro-Oeste, o crescimento foi de 15%. A região Sul permaneceu estável.

Na Baía de São Francisco, região historicamente marcada por baixos índices de religiosidade, observou-se um engajamento acima da média nacional entre os mais jovens. Entre os millennials da Bay Area, 40% afirmaram ser usuários da Bíblia, frente à média nacional de 39%. Já a Geração Z na região relatou um engajamento de 37%, ligeiramente superior à média nacional de 36%.

Em contraste, apenas 19% dos adultos com mais de 60 anos na Bay Area declararam ler a Bíblia, enquanto a média nacional para essa faixa etária é de 46%.

Quem são os “usuários da Bíblia”

A ABS classifica como “usuários da Bíblia” aqueles que leem as Escrituras fora de contextos litúrgicos pelo menos três ou quatro vezes ao ano. Já os indivíduos definidos como “engajados com a Bíblia” somam 52 milhões de americanos. Para esse grupo, a leitura e meditação nas Escrituras influenciam diretamente suas decisões e relacionamentos.

O estudo também destaca um grupo chamado de “meio móvel”, que reúne cerca de 71 milhões de pessoas. Esses indivíduos demonstram curiosidade pela Bíblia, mas ainda não possuem um envolvimento ativo com seu conteúdo. Segundo a ABS, muitos nesse grupo são cristãos não praticantes que se mostram abertos a retomar a leitura das Escrituras, sobretudo se forem acompanhados por alguém que os ajude a entender sua mensagem central.

Comparações globais

O relatório da ABS faz referência ao Global Flourishing Study, um levantamento internacional que avaliou o bem-estar humano em 22 países. Os Estados Unidos ficaram em 15º lugar no índice geral de florescimento e em 12º lugar no quesito “prosperidade segura”.

Países como Indonésia, México, Filipinas, Israel e Nigéria lideraram o ranking, apresentando níveis mais altos de bem-estar em comparação com nações ocidentais mais ricas. O estudo atribui essa diferença a declínios em indicadores relacionados a propósito de vida e qualidade dos relacionamentos em sociedades economicamente desenvolvidas.

Fonte e metodologia

O State of the Bible 2025 é publicado anualmente pela Sociedade Bíblica Americana com o objetivo de entender o impacto das Escrituras na vida dos americanos. O índice de florescimento humano adotado no estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Harvard como ferramenta multidimensional para avaliar o bem-estar geral de indivíduos e comunidades, de acordo com informações do The Christian Post.

O relatório completo pode ser acessado no site oficial da ABS.

Câmara de Ubatuba aprova uso da Bíblia como fonte pedagógica

Semelhantemente ao que ocorreu em Belo Horizonte recentemente, a Câmara Municipal de Ubatuba aprovou na terça-feira (10) o Projeto de Lei nº 53/2025, que autoriza a utilização da Bíblia como material de apoio pedagógico em escolas públicas e privadas do município.

A proposta, de autoria do vereador Pastor Sérgio Alves (DC), foi aprovada por 7 votos a 2 após sessão marcada por debates acalorados, mesmo com parecer contrário da Procuradoria Jurídica por alegada inconstitucionalidade.

Disposições da lei

  • Aplicação: O texto permite o uso do livro sagrado cristão nas disciplinas de História, Literatura, Ensino Religioso, Artes e Filosofia.

  • Participação: Será facultativa aos alunos, com oferta de “alternativas equivalentes” aos que optarem por não participar.

  • Regulamentação: Caberá ao Executivo municipal definir critérios para implementação.

Fundamentos e controvérsias

Na justificativa, o autor argumenta que a medida que foca no uso da Bíblia “contribui para a formação integral dos alunos, oferecendo ensinamentos valiosos à sociedade”.

Contrariamente, a Procuradoria Jurídica da Câmara emitiu parecer técnico recomendando a rejeição: “Há manifesta inconstitucionalidade, ferindo a segurança jurídica, a separação de poderes e o Estado laico”, conforme trecho do documento.

Contexto legal

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei 9.394/1996) estabelece o respeito à diversidade religiosa nas escolas públicas. A Constituição Federal, em seu Artigo 19, veda a aliança ou subvenção estatal a cultos religiosos, princípio reafirmado no Acordo Brasil-Santa Sé (Decreto 7.107/2010), que garante o ensino religioso “sem proselitismo”.

Os vereadores Adão Pereira (PSB) e Jaque Dutra (PSB) votaram contra a matéria. O projeto segue para sanção ou veto do prefeito Antonio Carlos Félix (PL). Caso sancionado, sua constitucionalidade poderá ser questionada no Judiciário.

Nota contextual: Em 2023, o STF manteve a proibição de ensino religioso confessional em escolas públicas (ADI 4.439), reafirmando o caráter não doutrinário da disciplina. Medidas semelhantes às de Ubatuba foram barradas em cidades como Anápolis (GO) e Londrina (PR) por suposta violação ao princípio de laicidade. Fonte: Câmara de Ubatuba.

Veja como clubes bíblicos para crianças têm alcançado vidas

A organização Mission India, sediada nos Estados Unidos, implementa clubes bíblicos para crianças em regiões indianas de maioria hindu, combinando alfabetização com ensino cristão. A iniciativa atende comunidades com acesso limitado à educação formal, utilizando encenações bíblicas, cânticos infantis e aulas básicas de leitura.

Para grupos protestantes, o evangelismo é um imperativo doutrinário baseado em textos como Marcos 16:15 (“Pregai o evangelho a toda criatura”). Desde a Reforma Protestante do século XVI, a prática é considerada um dever central, visando a conversão individual e a difusão da fé por meio do testemunho direto.

Em países como a Índia, no entanto, a proclamação da fé cristã encontra desafios, tendo em vista que em algumas regiões existem leis que proíbem a conversão religiosa, endossando o radicalismo ideológico de grupos que defendem o nacionalismo religioso.

Dinâmica e impacto

Segundo a missionária Raina Miller, entrevistada pelo Mission Network News, o projeto visa impactar famílias através das crianças. “Em contextos de pobreza ou vício parental, a introdução do Evangelho transforma dinâmicas familiares”, afirmou.

O caso da estudante Jada, 9 anos, ilustra a estratégia: após ingressar para reforço escolar em um clube de Maharashtra, ela converteu-se ao cristianismo. Quando seu pai adoeceu, Jada orou por sua cura – episódio que a família atribuiu à intervenção divina, levando todos à conversão. “Adquiriram uma esperança inexistente antes”, declarou Miller.

Cenário desafiador

A ação ocorre em território complexo. A Índia ocupa o 11º lugar na Lista Mundial de Perseguição 2024 da Portas Abertas, com registro de 365 ataques anticristãos em 2023. Doze dos 28 estados indianos possuem leis anticonversão aprovadas desde 2020.

Os clubes de evangelismo voltados para crianças operam no período pós-escolar, sem vínculo governamental, reforçando o duplo objetivo declarado: “Alfabetizamos enquanto compartilhamos o Evangelho, gerando transformações familiares”.

(Fontes: Mission Network News, Open Doors, Pew Research Center)

Assassino de pastor agiu motivado por divergências religiosas

O Gabinete do Xerife do Condado de Maricopa, no Arizona, identificou Adam Christopher Sheafe, de 49 anos, como o principal suspeito do assassinato do pastor William Schonemann, da Capela Bíblica de New River. Schonemann, de 76 anos, foi encontrado morto em sua casa em 28 de abril, com sinais de violência e as mãos presas à parede.

Sheafe está atualmente detido no Centro de Detenção do Condado de Coconino, em Flagstaff, e responde a diversas acusações, incluindo arrombamento, resistência à prisão, agressão com arma letal, furto de veículo e invasão de propriedade, conforme informou o Sedona Red Rock News. As acusações oficiais relacionadas ao homicídio ainda não foram formalizadas.

Em coletiva de imprensa no dia 13 de junho, o xerife Jerry Sheridan declarou que o caso é “provavelmente um dos mais bizarros que já vi em meus 40 anos no Gabinete do Xerife do Condado de Maricopa”. O capitão David Lee, da divisão de crimes graves do gabinete, afirmou que o ataque teria motivação religiosa e que Sheafe planejava outros crimes semelhantes.

“As informações que temos indicam que o motivo era de natureza religiosa e que havia uma série de vítimas futuras planejadas, algumas delas no Arizona, e que ele havia tomado medidas para promover esses crimes adicionais”, disse Lee.

De acordo com os investigadores, Sheafe teria viajado da Califórnia para o Arizona no início de abril. No entorno da igreja de Schonemann, ele teria cometido um assalto e posteriormente retornado à região dias antes do homicídio. Schonemann foi visto com vida pela última vez em 27 de abril.

A polícia de Sedona identificou Sheafe durante uma investigação paralela de um roubo em andamento, em 29 de abril. Imagens de segurança mostraram um homem com as características físicas de Sheafe andando por uma propriedade com um alicate de corte, usando chapéu de cowboy, camisa azul-clara e calça preta, e dirigindo uma caminhonete vermelha de quatro portas.

Segundo o comandante de patrulha de Sedona, Christopher Dowell, no mesmo dia, Sheafe foi perseguido pela polícia após ser avistado dirigindo o veículo, mas a perseguição foi encerrada por razões de segurança. Em 30 de abril, ele invadiu uma garagem na região de Chapel e, após nova tentativa de fuga, foi capturado à noite após perseguição a pé pela Floresta Nacional de Coconino.

Durante as investigações, o Gabinete do Xerife do Condado de Maricopa recolheu pertences de Sheafe que o ligavam ao assassinato do pastor. Em depoimento à imprensa, o capitão Lee afirmou:

“Não temos conhecimento de qualquer ligação entre Schonemann e Sheafe, e não há alegações confiáveis conhecidas de atividade criminosa, associação criminosa ou atividade de William Schonemann que possam ter levado a esta tragédia. Ele foi atacado aleatoriamente”.

Sheafe tem um histórico criminal extenso. Em janeiro de 2013, foi preso por violência doméstica, agressão agravada e sequestro após estrangular uma mulher. Em 2018, foi condenado a 94 meses de prisão por conspiração para cometer fraude bancária, roubo de identidade e uso indevido de cartões de crédito, em investigação conduzida pelo Serviço Postal dos EUA e pelo FBI. Embora a sentença previsse sua libertação para setembro de 2026, Sheafe foi solto em fevereiro de 2023, após cumprir 51 meses.

Após a soltura, mudou-se para Oceanside, na Califórnia, e tentou mudar legalmente seu nome para “Adam Christopher Sheaf”, mas o pedido foi negado por um tribunal de San Diego em 2023.

A polícia identificou em Sheafe uma tatuagem com os caracteres hebraicos “יהוה” (“YHWH”) no pescoço. Segundo seu pai, Chris Sheafe, o filho tem um histórico de abuso de substâncias iniciado após um acidente de moto e posterior dependência de analgésicos. Em entrevista ao Arizona Family, ele comentou:

“Ele me garantiu que estava mais do que disposto a explicar às autoridades o que fez e que simplesmente se declararia culpado e deixaria o sistema lidar com a situação da maneira que precisasse ser tratada”.

“Ele disse: ‘Só diga à polícia para vir falar comigo. E eu vou conversar com eles e contar tudo o que fiz’. E, até onde eu sei, foi isso que ele fez”, concluiu.

As autoridades seguem investigando o caso. O Gabinete do Xerife afirmou que não há indícios de que outras pessoas estejam envolvidas ou que haja risco adicional à comunidade, de acordo com o The Christian Post.

Pesquisa aponta rejeição ao governo Lula entre os evangélicos

Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada em 12 de junho indica que 50% dos evangélicos brasileiros avaliam a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “ruim” ou “péssima”.

Entre católicos, o índice de reprovação é de 40%. A avaliação geral da população mostra 43% de críticas negativas, 25% de aprovação (“boa” ou “ótima”) e 29% como “regular”. É a segunda vez no mandato que a reprovação supera a aprovação.

Análises contrastantes

O pastor Delano Maia, presidente da Igreja Assembleia de Deus Fonte de Vida (Vitória-ES), atribui o cenário contra Lula à “deterioração generalizada dos indicadores econômicos, sociais e políticos” e a “escândalos de corrupção envolvendo estatais e INSS”.

Já o presbítero Ariovaldo Ramos, da Comunidade Cristã Reformada (São Paulo), aponta que evangélicos são “impermeáveis às ações do governo, em grande parte devido às fake news disseminadas na bolha evangélica”, com desconfiança ancorada em “discursos morais distorcidos”.

Divisões socioeconômicas e regionais

  • Renda: 59% dos que ganham acima de 5 salários mínimos rejeitam o governo, contra 33% de aprovação entre quem vive com até 1 salário mínimo.

  • Escolaridade: 51% dos entrevistados com ensino superior reprovam a gestão, ante 36% entre os menos escolarizados.

  • Região: O Nordeste mantém o maior apoio (38% de avaliação positiva), enquanto Norte e Centro-Oeste registram 50% de rejeição.

  • Demografia: Homens reprovam mais (48%) que mulheres (39%). Entre brancos, a desaprovação chega a 47%, contra 40% entre pretos e pardos.

Falhas de comunicação

Ramos critica a estratégia governamental: “Ignorar que o movimento evangélico construiu uma nova cultura foi um erro”. Maia enfatiza o papel das redes sociais na formação de opinião, citando “distorções da mídia tradicional” e “perseguição a veículos independentes”.

Cenário complexo

Enquanto Maia declara não ver “nada que mereça elogio” no governo, Ramos defende que sua igreja mantém postura favorável à gestão. Os dados sugerem que o Planalto enfrenta simultaneamente desafios concretos (inflação, escândalos) e subjetivos (narrativas morais e resistência cultural), com divisões que persistem entre bases eleitorais e grupos religiosos.

Camisa vermelha: novo presidente da CBF forçou decisão da Nike

A polêmica camisa vermelha da Seleção Brasileira continua repercutindo nos bastidores. O novo presidente da CBF, Samir Xaud, teria se reunido com patrocinadores para interromper a produção do uniforme com a cor estranha à bandeira brasileira.

O novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, está sendo apontado como o responsável por forçar a Nike interromper a produção da camisa vermelha da Seleção, que havia sido aprovada por seu antecessor, Ednaldo Rodrigues.

Segundo informações do colunista Lauro Jardim, d’O Globo, um dia após ser eleito e tomar posse do cargo o novo presidente consultou um representante da Nike para saber sobre o uniforme número dois da Seleção na próxima Copa do Mundo.

Como resposta, ouviu que a camisa vermelha estava em plena produção. Diante da informação, Samir Xaud convocou uma reunião de emergência para a manhã seguinte e insistiu que o uniforme secundário manteria a cor azul. Diante da pressão, a Nike interrompeu a produção e começou a elaborar o modelo da cor tradicional para a nova coleção.

Na ocasião da revelação pelo portal Footy Headlines de que a CBF havia autorizado uma camisa vermelha para a Seleção Brasileira, o veterano narrador Galvão Bueno, que transmitiu as conquistas das Copas de 1994 e 2002, protestou severamente em seu programa na Band.

Quando o recuo da CBF foi noticiado, Galvão afirmou no Instagram que era preciso manter vigilância: “A gigantesca repercussão sobre a camisa vermelha provou que a seleção brasileira não é propriedade da CBF, muito menos da Nike. Com todos os meus anos de experiência, prefiro aguardar o que vai acontecer”, publicou o narrador.

“A camisa da nossa seleção pertence, de fato, ao torcedor brasileiro e tem que ser preservada. Nas manifestações ficou evidente que a tradição é algo sagrado, que tem que ser respeitada e, sobretudo, honrada. Haja coração, amigo. Que venham fortes emoções para comemorar gols e novas conquistas”, completou, na ocasião.