Espalhar a Palavra de Deus: alunos fazem evangelismo em escola

Alunos do Colégio Assis Chateaubriand realizam semanalmente encontros de cunho religioso durante o horário do recreio, iniciativa de evangelismo batizada como “Flow”. O grupo reúne-se no pátio da instituição para leitura bíblica, orações e cânticos, conforme descrito pelos participantes.

Cassiano Félix, estudante envolvido na ação, detalhou a dinâmica: “Nos reunimos no pátio para pregar a Palavra do Senhor. Quando a Palavra é pregada, o Espírito Santo toma total controle do ambiente”.

Félix citou um episódio específico: “Uma estudante com lesão no joelho, após orações do grupo, recebeu diagnóstico médico indicando apenas fisioterapia, sem necessidade de cirurgia”. Em vídeo divulgado, a aluna confirmou: “A médica falou que vou fazer só a fisioterapia”.

Contexto religioso

A iniciativa integra a organização “Aviva School”, fundada pelo evangelista Lucas Teodoro, voltada a atividades religiosas em instituições de ensino. Para grupos protestantes, o evangelismo é um preceito doutrinário baseado em passagens bíblicas como Marcos 16:15 (“Pregai o evangelho a toda criatura”).

Historicamente, desde a Reforma Protestante do século XVI, a prática de evangelismo é considerada um dever fundamental para a difusão da fé, visando a conversão individual e o compartilhamento de experiências espirituais, tendo como base os ensinamentos de Jesus Cristo descrito, por exemplo, no livro de Mateus (Novo Testamento).

Reações e alcance

Líderes do “Flow” declararam: “Nosso objetivo é espalhar a Palavra de Deus no colégio”. Nas redes sociais, internautas manifestaram apoio, com comentários como: “A juventude não está perdida. Ainda temos esperança”, e “existe uma geração de jovens sedentos por Cristo”.

Uma usuária da web relatou: “Sou cristã há 20 anos e sou fruto de movimento similar em minha escola”.

Os encontros ocorrem nos intervalos, sem interrupção das atividades escolares. A direção do colégio não emitiu pronunciamento sobre a prática, uma vez que a mesma é fruto da liberdade religiosa e individual dos envolvidos.

Israel desiste de matar ditador do Irã após conselho de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria impedido um plano israelense para assassinar o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

A informação foi divulgada em 16 de junho por meio das agências internacionais Reuters e France-Presse, com base em relatos de funcionários de alto escalão do governo norte-americano ouvidos sob condição de anonimato.

Segundo essas fontes, autoridades de Israel identificaram recentemente uma oportunidade para eliminar Khamenei, mas recuaram após aconselhamento direto de Trump. Uma das fontes declarou: “Os iranianos já mataram algum americano? Não. Até que o façam, não vamos nem falar em ir atrás de sua liderança política”.

Ainda não foi confirmado se a orientação foi dada pessoalmente por Trump, mas, de acordo com os relatos, o presidente mantém comunicação frequente com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O contato entre os dois países teria se intensificado desde o início dos ataques na madrugada de sexta-feira, 13 de junho.

O jornalista brasileiro Paulo Figueiredo, radicado nos Estados Unidos, comentou o episódio em sua conta na rede social X (antigo Twitter): “Ele pode ter evitado com isso um dos maiores conflitos dos nossos tempos”.

Difícil mesmo é acreditar no que a Reuters diz.

— George Henrique (@george1BR2) June 15, 2025

Israel amplia ofensiva

Na madrugada de domingo, 15 de junho, forças israelenses realizaram uma série de bombardeios em território iraniano. Segundo o Exército de Israel, foram destruídas instalações militares e depósitos de combustível, além de “dezenas” de estruturas utilizadas para armazenar mísseis na região oeste do Irã.

Um avião iraniano de reabastecimento foi abatido no Aeroporto de Mashhad, e a sede da Organização de Inovação e Pesquisa em Defesa também foi atingida. Esta organização é apontada como central no programa nuclear iraniano.

Em Teerã, a televisão estatal informou a morte de cinco pessoas após um ataque a um edifício residencial. O Ministério das Relações Exteriores iraniano acusou Israel de atacar deliberadamente instalações civis, deixando diversos feridos.

A agência de notícias oficial Irna noticiou ainda a morte de Mohammad Kazemi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, junto com outros dois oficiais. A Guarda Revolucionária é o braço armado ideológico do regime iraniano.

Irã promete retaliação

Também no domingo, o coronel Reza Sayyad, porta-voz das forças armadas iranianas, afirmou que o país responderá de forma “devastadora” aos ataques e declarou que Israel “em breve não será habitável”.

O Exército israelense confirmou que o Irã lançou pelo menos quatro rodadas de mísseis contra seu território, atingindo diversas cidades, entre elas Tel Aviv, Jerusalém e Haifa. De acordo com os serviços de emergência israelenses, os ataques deixaram até o momento 24 civis mortos e mais de 500 feridos.

Em entrevista à emissora Fox News, Benjamin Netanyahu defendeu os ataques conduzidos por Israel, afirmando que o objetivo é proteger tanto o país quanto a comunidade internacional. “Nosso foco de ataque foram localidades nucleares e militares. O deles foram espaços onde há civis israelenses”, disse o primeiro-ministro.

Trans têm ‘traumas não tratados’, alerta homem que se arrependeu

Walt Heyer, de 84 anos, viveu como mulher trans durante oito anos antes de destransicionar há quatro décadas. Desde então, ele mantém um ministério e um site chamado Sex Change Regret (Arrependimento pela Mudança de Sexo, em tradução livre), onde auxiliou milhares de pessoas que expressam arrependimento após tentarem alterar seu gênero.

Heyer e a psicóloga Jennifer Bauwens, diretora do Centro de Estudos da Família no Family Research Council, concederam entrevista ao portal Fox News para divulgar o livro Embracing God’s Design, recém-lançado nos Estados Unidos. A obra trata da relação entre espiritualidade, saúde emocional e identidade de gênero, abordando o que os autores descrevem como uma “crise espiritual e psicológica por trás da identidade transgênero”.

O livro apresenta uma análise histórica de figuras influentes no movimento transgênero e argumenta que houve interferência de ativismo político em diretrizes diagnósticas e práticas clínicas nas últimas duas décadas. Os autores sustentam que compreender as causas da confusão de gênero é essencial para o cuidado adequado dos pacientes. Também são oferecidas orientações voltadas a amigos e familiares de pessoas que enfrentam conflitos relacionados à identidade de gênero.

Jennifer Bauwens, que já atuou como terapeuta e pesquisadora na área de traumas, afirmou que muitos indivíduos com experiências de confusão de gênero passaram por abusos, negligência ou outras adversidades durante a infância. Segundo ela, práticas terapêuticas atuais priorizam a afirmação da identidade de gênero, mas nem sempre lidam com traumas preexistentes.

“Quando você analisa os dados, cerca de metade daqueles que se identificam como transgêneros também relatam algum tipo de abuso, seja emocional, psicológico, físico ou sexual”, declarou Bauwens. Ela acrescentou: “Na verdade, não se trata apenas de negligência médica, é quase criminoso tratar alguém com um procedimento cirúrgico que claramente se enquadra no perfil de alguém que sofreu abuso grave”.

A autora também mencionou que comportamentos como automutilação e pensamentos suicidas são comuns entre pessoas com histórico de trauma. De acordo com sua avaliação, essas manifestações não seriam abordadas de forma eficaz por terapias que focam exclusivamente na transição de gênero.

Arrependimento

No relato de Heyer, as primeiras experiências relacionadas à identidade de gênero ocorreram ainda na infância. “Minha avó me travestia secretamente e ela me apoiava. Ela fez um vestido de festa roxo de chiffon para mim, e isso foi segredo por cerca de dois anos e meio”, contou. Quando os pais descobriram o vestido, iniciaram medidas disciplinares severas, segundo ele. Posteriormente, Heyer também sofreu abuso sexual por parte de um parente.

Durante a adolescência, Heyer passou a se identificar como mulher. Tornou-se alcoólatra aos 20 anos, após a morte do pai. Aos 40 anos, foi diagnosticado com disforia de gênero e passou por cirurgia de redesignação sexual, adotando por oito anos o nome de “Laura Jensen”.

Segundo seu relato, os profissionais que o acompanharam à época não consideraram adequadamente seu histórico de abusos. “O que era realmente o problema não era disforia de gênero”, afirmou.

Heyer declarou ter atendido milhares de pessoas ao longo das últimas duas décadas em seu ministério. “Quando trabalho com elas, sempre pergunto: o que fez vocês não gostarem de si mesmos?”, disse. “Quando nos aprofundamos nessa discussão, eles exploram as questões, e nós olhamos para trás e descobrimos que elas sofreram abuso sexual, emocional e físico. Elas foram abandonadas. Elas estavam em lares adotivos.”

Segundo ele, “aconteceu algo que os fez não gostarem de quem são. Nem é uma questão de gênero. É por isso que Jennifer se referiu a isso como uma questão de identidade”.

Heyer atribui a restauração de sua vida à fé cristã e ao acompanhamento de conselheiros cristãos. Ele mencionou que esse processo o ajudou a superar o vício e as dificuldades relacionadas à identidade.

Os autores também expressaram uma visão espiritual sobre os debates contemporâneos em torno da identidade de gênero. “O movimento de gênero não se trata apenas de apagar o masculino ou o feminino”, afirmou Bauwens. “Trata-se, na verdade, de apagar a própria imagem de Deus e da família”.

Ela argumentou que aspectos da masculinidade e da feminilidade são parte do projeto divino inscrito na criação humana, e que, ao tentar suprimir tais características, compromete-se a compreensão da identidade pessoal e do sentido da vida. “Quando você apaga o próprio desígnio de Deus, em uma geração, ou tenta fazer isso, ficamos com pessoas sem identidade, sem rumo”, declarou.

Bauwens encerrou dizendo: “Há muito mais em jogo na batalha que estamos enfrentando. E é realmente uma boa luta de fé que estamos abraçando aqui”.

Pesquisa acende luz vermelha para saúde emocional de pastores

Um estudo recente conduzido pela empresa de pesquisas Barna Group, em parceria com a plataforma Gloo, apresentou dados que indicam áreas de vulnerabilidade emocional, relacional e mental entre pastores evangélicos nos Estados Unidos. Embora esses líderes religiosos relatem níveis gerais de bem-estar superiores à média da população, a análise por categorias específicas aponta sinais de sobrecarga e risco emocional.

O relatório mostra que 52% dos pastores não recebem nenhum tipo de apoio profissional, como mentoria, aconselhamento ou terapia. Entre aqueles que buscam auxílio, 22% recorrem a conselhos de mentores pessoais e 17% a líderes espirituais. Apenas 12% afirmaram fazer terapia, e uma parcela ainda menor recorre a acompanhamento especializado nas áreas conjugal ou profissional.

No que diz respeito ao bem-estar, os pastores pontuam 70 de 100 na área financeira, porém registram resultados inferiores em aspectos relacionais (67 pontos) e de bem-estar pessoal (69 pontos). Estes dois indicadores estão abaixo da média nacional, inclusive entre os cristãos praticantes que são liderados por esses mesmos pastores.

Um dos pontos destacados pelo estudo é a discrepância entre as fragilidades identificadas e as áreas em que os pastores acreditam precisar de ajuda. A maioria aponta como prioridade o desenvolvimento de liderança, o crescimento espiritual e a gestão financeira — áreas nas quais, segundo os dados, já demonstram desempenho estável. Essa percepção pode contribuir para a baixa adesão a recursos de apoio emocional e psicológico, intensificando o isolamento e o esgotamento, especialmente entre os líderes mais jovens.

Outro dado levantado diz respeito à aposentadoria pastoral. Pastores com menos de 40 anos são os que expressam maior insegurança em relação à possibilidade de se aposentarem quando desejarem. Apenas 20% dos entrevistados afirmaram ter plena confiança quanto a isso.

De acordo com o The Christian Post, 27% dos pastores planejando se aposentar nos próximos dez anos, o relatório aponta a necessidade de as igrejas tratarem com seriedade os temas de sucessão pastoral e planejamento financeiro, a fim de garantir estabilidade e continuidade nos ministérios locais.

Apesar de o estudo ter como foco o contexto religioso dos Estados Unidos, as semelhanças com o cenário evangélico brasileiro conferem relevância ao estudo e podem servir como indicativo para ações preventivas e de apoio aos líderes cristãos no país.

Reino Unido: evangelismo alcança 45 mil e 3 mil aceitam a Jesus

Em pouco mais de três anos, a campanha “God Loves You Tour”, organizada pela Associação Evangelística Billy Graham (BGEA) e liderada pelo pastor norte-americano Franklin Graham, resultou na conversão de mais de 3 mil pessoas ao cristianismo no Reino Unido.

A iniciativa já alcançou mais de 45.600 participantes em eventos presenciais realizados em seis cidades britânicas, incluindo Londres, Cardiff e Glasgow. Destes, mais de oito mil estiveram em uma pregação de Franklin Graham há um ano.

O projeto se apoia em parcerias com igrejas locais e tem provocado impactos duradouros nas comunidades visitadas. Além das decisões de fé, pastores relatam aumento no número de frequentadores, restauração de lares, batismos e maior colaboração entre denominações.

O pastor Dave Brackenridge, da Home Church em Glasgow, relatou que o evento impulsionou sua congregação, plantada em uma área considerada difícil da cidade:

“Plantamos nossa igreja em uma parte muito difícil da cidade e a ‘God Loves You Tour’ nos ajudou a ganhar impulso. Uma das primeiras famílias que passou por nossas portas veio porque aceitou Jesus durante o evento. Isso foi um grande incentivo para nossa equipe”, afirmou.

Segundo ele, a igreja tem registrado cerca de 50 batismos por ano desde então. “Aquela família — os três — foram batizados juntos. Isso não é apenas um número, é transformação de vida”, acrescentou.

Em Londres, Debbie Ford, administradora da Igreja Pentecostal Elim, relatou o caso de David, um homem que se converteu durante a campanha e faleceu pouco tempo depois. “Eu sei que ele foi salvo. Aquele dia mudou sua eternidade”, disse.

Além das conversões individuais, a turnê tem sido apontada como um catalisador de unidade entre igrejas locais. Eventos em larga escala, antes considerados inviáveis por congregações isoladas, passaram a acontecer com a colaboração entre diferentes denominações.

“Não daria para lotar a Hydro Arena sozinho. Mas quando as igrejas se unem sob uma única bandeira, isso se torna possível”, declarou Brackenridge. Para Debbie Ford, o movimento representa o início de algo maior: “Deus está despertando a igreja em Londres. O avivamento está chegando. Deus não terminou com o Reino Unido — Ele está apenas começando”.

Entre os desdobramentos da turnê estão também encontros voltados ao público jovem, com o nome “Pursuit of Worship”. Os eventos têm reunido adolescentes de diversas denominações para momentos de adoração, oração e comunhão. Em Cardiff, Naomi Joy e Timothy Ndahiro, líderes de jovens da New Hope Community Church, relataram impacto direto nos adolescentes.

“Alguns dos nossos jovens foram salvos em eventos anteriores da turnê. Vimos famílias inteiras se converterem. Queremos que eles estejam nesse tipo de ambiente — onde Jesus está no centro e vidas são transformadas”, declarou Naomi.

Segundo Ndahiro, os jovens têm demonstrado coragem para viver a fé no cotidiano. “Apesar da pressão cultural que enfrentam nas escolas, eles estão se posicionando com firmeza. Estamos vendo uma geração se levantar com coragem e santidade”, disse.

Um dos jovens impactados é Judah, de 16 anos, da Igreja Elim em Glasgow: “Quando entreguei minha vida a Jesus, tudo mudou”, relatou. Desde então, ele tem evangelizado amigos e aprofundado sua caminhada cristã. “Cada vez que participo desses eventos, sinto o Espírito Santo me encontrar novamente. É um lembrete de que, não importa o que eu tenha feito, Deus ainda está me chamando para mais perto. Não quero viver por mais nada”, afirmou.

Os organizadores da turnê destacam que o impacto do projeto vai além dos dias dos eventos. Igrejas continuam testemunhando frutos como discipulado contínuo, batismos e renovação do compromisso missionário. Segundo dados divulgados pela BGEA, o alcance acumulado da turnê no Reino Unido envolve mais de 45 mil pessoas presencialmente, e centenas de igrejas permanecem ativamente envolvidas no acompanhamento das decisões tomadas.

O projeto continua em expansão. Para Franklin Graham, o Reino Unido ainda é um campo fértil para a proclamação do evangelho. “Deus está agindo nesta nação. Vidas estão sendo mudadas — uma a uma”, declarou durante uma das edições mais recentes do evento.

Cristãos louvam ‘Yeshua’ em bunkers sob bombas do Irã em Israel

Durante os ataques com mísseis realizados pelo Irã contra Israel, um grupo de cristãos se reuniu em oração e louvor dentro de um bunker na cidade de Tel Aviv. O momento foi registrado em vídeo e compartilhado por Emanuel Roro, judeu messiânico e líder de louvor em Israel. As imagens viralizaram nas redes sociais.

Na gravação, é possível ver pessoas reunidas em adoração ao som de violinos e outros instrumentos. Entre os cânticos entoados estava a canção Yeshua, composta pelo brasileiro Alessandro Vilas Boas.

“Mesmo enquanto os foguetes caíam, nós exaltávamos o nome de Yeshua — o Príncipe da Paz”, escreveu Roro em sua publicação. Ele acrescentou ainda que “Jesus é a esperança de Israel e do Irã”, citando a profecia de Isaías 9:6, que se refere ao nascimento do Messias.

A manifestação religiosa ocorreu no contexto da maior escalada militar recente entre os dois países. Desde a noite de sexta-feira, 13 de junho, Israel e Irã vêm realizando ofensivas aéreas mútuas. No domingo, 15 de junho, Israel lançou mísseis contra instalações energéticas no sul do território iraniano. Horas mais tarde, o governo do Irã respondeu com centenas de drones e mísseis lançados contra cidades israelenses, incluindo Tel Aviv, Haifa, Rehovot e Bat Yam.

Em Bat Yam, um dos mísseis atingiu um edifício residencial, matando seis pessoas, entre elas duas crianças. Segundo autoridades de defesa israelenses, o número de mortos no país subiu para 24, com mais de 500 de feridos. Entre os mortos nos ataques estratégicos israelenses estariam, segundo diplomatas, nove cientistas nucleares e quatro generais das Forças Armadas iranianas.

As ofensivas despertaram reações divergentes na população iraniana. Em Teerã, apoiadores do regime organizaram protestos com apelos por vingança. No entanto, também foram registrados relatos de cidadãos comemorando as mortes de membros do governo.

Zahra, uma mulher de 50 anos entrevistada pela emissora norte-americana NPR, declarou: “Quando ouvi a notícia, perdi o controle e comecei a gritar, agradecendo ao Netanyahu por matar esses criminosos”. Touraj, fotógrafo da mesma idade, afirmou: “Acho que este é o começo do fim. Isso vai fazer as pessoas ficarem mais corajosas”.

O agravamento do conflito tem sido acompanhado com preocupação por autoridades internacionais. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou envolvimento direto na operação israelense, mas afirmou que “haverá retaliação” caso o Irã ataque alvos norte-americanos.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e o papa Leão XIV emitiram notas públicas pedindo contenção e retomada do diálogo diplomático.

A tensão entre os dois países tem raízes históricas. O Irã, governado por um regime teocrático xiita desde a Revolução Islâmica de 1979, mantém antagonismo declarado com Israel, cuja aliança com os Estados Unidos é vista por Teerã como uma ameaça regional. Israel, por sua vez, tem acusado o Irã de desenvolver armas nucleares, o que justificaria, segundo o governo israelense, ações preventivas contra instalações militares e científicas no território iraniano.

Apesar do cenário de guerra, o vídeo compartilhado por Emanuel Roro destaca um aspecto frequentemente invisível nos noticiários sobre o conflito: a dimensão espiritual vivida por grupos minoritários, como os cristãos messiânicos em Israel. Nas palavras de Roro: “Mesmo em meio à destruição, há um povo que continua a proclamar que Yeshua é o Messias”.

Cristãos iranianos em perigo em meio ao conflito com Israel

A Missão Portas Abertas expressou preocupação sobre os cristãos iranianos que estão ainda mais vulneráveis desde o início da ação militar de Israel contra as instalações nucleares do regime teocrático do Irã.

Após o governo de Israel iniciar a “Operação Leão em Ascensão”, com 200 aeronaves atacando a infraestrutura nuclear e militar iraniana, dezenas de pessoas com posição estratégica, como altos oficiais da Guarda Revolucionária e cientistas nucleares. Também foram registrados ferimentos em civis, incluindo crianças.

Em resposta, o Irã lançou mais de 100 drones contra alvos israelenses, além de mísseis balísticos no final da sexta-feira, no fuso de Brasília, conforme informado pela Força Aérea de Israel no X. Diante da escalada, países da região entraram em estado de alerta máximo, espaços aéreos foram fechados, preços do petróleo subiram e líderes internacionais começaram a pressionar para arrefecer o conflito.

Cristãos no Irã

A intensificação do conflito entre Israel e Irã agrava a situação das minorias religiosas na região, em especial a dos cristãos iranianos, muitos dos quais são ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo.

O regime teocrático do Irã impõe severas restrições à liberdade religiosa, e convertidos ao cristianismo são frequentemente acusados de colaborar com o Ocidente ou de ameaçar a ordem nacional.

Segundo a Missão Portas Abertas, o Irã ocupa a 9ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. Convertidos são presos, interrogados e condenados sob acusações genéricas, como “agir contra a segurança nacional ao se conectar com organizações cristãs ‘sionistas’”.

Com a guerra em curso, o risco de repressão contra cristãos aumenta. A suspeita de ligações com Israel pode servir de pretexto para detenções arbitrárias. Igrejas domésticas — que já operam na clandestinidade — relatam temor crescente entre os fiéis.

Impacto se estende ao Oriente Médio

A tensão militar já afeta também cristãos em áreas vizinhas, como o Iraque, a Síria e a Cisjordânia, onde comunidades cristãs vivem sob constante instabilidade. Um cristão da Cisjordânia relatou à Portas Abertas:

“Todas as fronteiras estão fechadas, assim como todos os postos de controle. Isso significa que não podemos nos deslocar de um lugar para outro. Muitas pessoas estão agora presas na fronteira”.

Ele acrescentou que há medo de escassez de alimentos e combustíveis: “As pessoas estão tentando comprar comida, bebidas e combustível”.

Desde o início da guerra entre Israel e o grupo Hamas, em outubro de 2023, comunidades cristãs locais enfrentam desafios severos. A atual ofensiva entre Israel e Irã intensifica o sofrimento das igrejas na região, afetando não apenas a liberdade religiosa, mas também a segurança e o sustento das famílias cristãs.

Oração e solidariedade global

Diante da crise, líderes cristãos têm feito apelos por oração e paz. O conselheiro sênior da Portas Abertas Internacional sobre o Irã declarou:

“Senhor da paz e da justiça, clamamos a Ti em meio a este conflito crescente. Conforta os feridos e os que choram no Irã e em Israel. Contém as mãos da violência, dá sabedoria aos líderes e protege os inocentes. Que Tua misericórdia rompa o caos. Em nome de Jesus, oramos por um cessar-fogo imediato, cura para os civis feridos e contenção divina sobre uma nova escalada militar entre Israel e Irã”.

Pedidos de oração

  • Ore pelo povo iraniano, que há décadas sofre com sanções e conflitos.

  • Clame por paz na região, pedindo que Deus intervenha e proteja os vulneráveis, como crianças, idosos, minorias e famílias.

  • Interceda pelos líderes de Israel e Irã, para que tomem decisões pautadas na contenção e na justiça.

  • Ore pelos cristãos presos no Irã, muitos dos quais acusados falsamente de ligação com Israel apenas por seguirem a fé cristã. Peça consolo para suas famílias e fortalecimento para a igreja subterrânea no país.

O cenário permanece volátil e imprevisível, com riscos reais de um conflito mais amplo no Oriente Médio. Organizações de apoio à igreja perseguida seguem monitorando os desdobramentos e solicitam intercessão contínua da igreja global.

Oração do Pai Nosso é mais popular que Star Wars, diz pesquisa

Uma nova pesquisa realizada no Reino Unido revelou que mais pessoas conseguiram identificar corretamente um trecho da Oração do Senhor – popularmente conhecida como “oração do Pai Nosso”– do que frases famosas da literatura, da história britânica e da cultura pop.

A frase “O pão nosso de cada dia nos dai hoje” foi a mais amplamente reconhecida entre sete citações selecionadas, superando até mesmo “Que a força esteja com você”, da franquia Star Wars.

O levantamento foi conduzido pela empresa de pesquisa Savanta entre os dias 23 e 26 de maio, a pedido da Igreja da Inglaterra, no contexto da campanha anual de oração Thy Kingdom Come. Participaram do estudo mais de 2.000 adultos em todo o Reino Unido, que foram convidados a associar frases conhecidas às suas fontes corretas por meio de múltipla escolha.

Níveis de reconhecimento

Entre os versos apresentados, mais de 80% dos entrevistados identificaram corretamente a frase da Oração do Senhor, superando levemente o percentual de reconhecimento da frase de Star Wars, que atingiu 79,9%. Outras citações testadas incluíram:

  • “Ser ou não ser”, de Hamlet, de William Shakespeare — reconhecida por 73%;

  • “Feliz e glorioso, anseia por reinar sobre nós”, do hino nacional britânico God Save the King63%;

  • “Nunca, no campo do conflito humano, tantos deveram tanto a tão poucos”, pronunciada por Winston Churchill em 1940 — 61%;

  • “Você nunca andará sozinho”, frase ligada ao Liverpool FC — 58%;

  • “Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos”, início de Um Conto de Duas Cidades, de Charles Dickens — reconhecida por apenas 39% dos entrevistados.

Significado e impacto da Oração do Senhor

A parte da Oração do Senhor que os participantes consideraram mais significativa foi o trecho “… e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. Esta frase repercutiu em 43% de todos os entrevistados e em 56% daqueles que se identificaram como cristãos.

O conhecimento geral sobre a oração também foi amplo. Segundo a pesquisa:

  • 89% dos entrevistados afirmaram já ter ouvido falar da Oração do Senhor;

  • Entre os cristãos, o índice subiu para 95%;

  • Mesmo entre pessoas sem religião, 88% disseram conhecê-la;

  • 89% de todos os participantes declararam já ter recitado ou orado o Pai Nosso em algum momento da vida;

  • 58% afirmaram fazê-lo como parte de sua rotina diária.

Reações da Igreja da Inglaterra

O Arcebispo de York, Stephen Cottrell – que já criticou a oração do Pai Nosso – comentou os dados:

“Esses resultados refletem o que temos ouvido no Norte da Inglaterra por meio da nossa iniciativa Fé no Norte, que convida as pessoas a explorar a Oração do Senhor”.

Segundo ele, “embora antigas, suas palavras continuam a ressoar entre pessoas de todas as religiões e de nenhuma”.

E acrescentou: “Em um mundo de culturas e circunstâncias em transformação, a Oração do Senhor permanece um guia constante — talvez nunca tanto quanto agora. Versos como ‘O pão nosso de cada dia nos dai hoje’ falam poderosamente aos desafios de hoje, lembrando-nos de buscar a suficiência, não o excesso, e de considerar o que ‘suficiente’ realmente significa”.

A Igreja da Inglaterra declarou ainda que os resultados da pesquisa refletem o alcance de iniciativas digitais como o podcast e o aplicativo Daily Prayer, lançados durante a pandemia e que já somam mais de 12 milhões de downloads com versões em áudio da Oração da Manhã e da Noite.

A pesquisa reafirma a presença da Oração do Pai Nosso como um dos textos mais reconhecidos e significativos da cultura, de acordo com informações do The Christian Post.

Malafaia cobra fim de inquérito após revelações sobre Mauro Cid

INQUÉRITO DE GOLPE TEM QUE SER ANULADO! Alexandre de Moraes prende ex-ministro de Bolsonaro para desviar atenção pic.twitter.com/l6MfNXHHqZ

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) June 13, 2025

O pastor Silas Malafaia pediu, em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira, 13 de junho, a anulação do inquérito que apura os atos do dia 8 de janeiro de 2023. A manifestação ocorreu após a reportagem da revista Veja apontar contradições na delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Veja, Cid teria utilizado outro canal de comunicação, após prestar colaboração premiada, para afirmar que sofreu pressões de um delegado da Polícia Federal e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de induzi-lo a incriminar o ex-presidente Bolsonaro.

“O advogado de Bolsonaro botou uma pegadinha, uma casca de banana para Mauro Cid, na hora lá do depoimento, dizendo: ‘Vem cá, você usou redes sociais da sua mulher para conversar com pessoas?’”, relatou Malafaia. Ele continuou: “Agora, ontem, no dia 12, quinta-feira, capa da revista Veja: ‘Mauro Cid mentiu’. […] A delação de Mauro Cid é nula”.

O pastor afirmou ainda que todo o inquérito estaria sustentado exclusivamente nas declarações do ex-ajudante de ordens. “Eu quero perguntar ao procurador-geral, Paulo Gonet, e aos demais ministros do STF: os senhores vão manter essa farsa de pseudogolpe, baseado numa delação que é nula?”, declarou.

Malafaia também criticou a prisão do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, determinada por Moraes na mesma data: “Hoje, dia 13, ele manda prender o ex-ministro de Bolsonaro, Gilson Machado. […] É uma cortina de fumaça para desviar a reportagem séria e grave da Veja”, afirmou.

O líder religioso dirigiu-se ainda à Associação Brasileira de Imprensa (ABI), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ao Congresso Nacional e à imprensa em geral, solicitando uma reação institucional. “O Estado Democrático de Direito sendo jogado na lata do lixo”, disse.

Até o momento, o STF não se pronunciou oficialmente sobre a reportagem. Também não houve resposta pública da Polícia Federal ou do procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre os conteúdos revelados pela revista. A colaboração premiada de Mauro Cid foi homologada pelo Supremo em setembro de 2023.

Quênia: terroristas param ônibus em busca de cristãos para matar

Cinco trabalhadores cristãos foram mortos e dois ficaram gravemente feridos em um ataque de terroristas armados no nordeste do Quênia, no dia 29 de abril, segundo informações divulgadas pela organização International Christian Concern (ICC).

O atentado ocorreu quando um micro-ônibus transportava funcionários de uma pedreira para a vila de Bur Abor, no condado de Mandera, região que faz fronteira com a Somália.

De acordo com relatos colhidos pela ICC, o veículo foi interceptado por homens armados que bloquearam a estrada e ordenaram que todos os passageiros descessem. Um ancião local afirmou:

Eles bloquearam a estrada e ordenaram que todos saíssem. Pediram documentos de identidade e, quando alguns dos homens hesitaram ou mostraram nomes cristãos, os tiros começaram”.

Cinco homens foram executados no local. Dois sobreviveram com ferimentos graves e foram hospitalizados. Outros treze conseguiram escapar e se esconderam na mata próxima, sendo posteriormente resgatados por forças de segurança quenianas.

A ICC atribuiu o ataque ao grupo extremista Al-Shabab, uma milícia islâmica com base na Somália. Segundo a entidade, os agressores fugiram logo após a ação, o que é consistente com o padrão de ataques anteriores na região.

Um dos sobreviventes relatou: “Eles estavam nos atacando. Não pediram dinheiro. Queriam saber a nossa fé. Quando descobriram que éramos cristãos, começaram a atirar”.

Nos últimos anos, o grupo Al-Shabab tem realizado ações semelhantes nos condados de Mandera, Wajir e Lamu, frequentemente com o mesmo método: identificação dos passageiros, separação por nomes ou fé religiosa, e posterior execução.

O atentado mais recente ocorre cerca de um mês após outro ataque no condado de Garissa, no qual militantes do Al-Shabab invadiram um acampamento de reservistas da Polícia Nacional.

O episódio, ocorrido no final de março, resultou na morte de seis policiais e deixou outros quatro feridos. Segundo o comissário local Mohamed Mwabudzo, “eles usaram armas variadas para invadir o acampamento. Os policiais, muitos dos quais estavam se preparando para as orações matinais, foram pegos completamente desprevenidos”.

Líderes comunitários e organizações locais alertam para o clima de insegurança crescente entre trabalhadores migrantes e cristãos na região. Para muitos, a identificação religiosa passou a representar risco iminente de vida.

Apesar da violência, sobreviventes e familiares das vítimas relatam que a fé permanece como fonte de consolo. Uma mulher, cujo marido foi morto em um atentado anterior, disse que se apoia na passagem bíblica de Salmos 23.4: “Ainda que eu ande por um vale escuro como a morte, não terei medo de nada. Pois tu, ó Senhor Deus, estás comigo; tu me proteges e me diriges”.

As autoridades quenianas afirmaram que continuam investigando os casos e reforçando a segurança nas regiões mais afetadas pelos ataques.