Veja como a oferta de voluntários implantou igreja em Guiné, África

O casal Silas e Adriana Fernandes, missionários brasileiros vinculados à Junta de Missões Mundiais, completou sete anos de atividades religiosas na República da Guiné. O trabalho teve início com reuniões realizadas na varanda de sua residência, conforme declararam à organização.

Em depoimento à Junta de Missões Mundiais, os missionários afirmaram: “Embora nosso grupo fosse pequeno e extremamente simples, tínhamos no coração um sonho: plantar uma igreja naquele local”.

Com o crescimento do grupo, as reuniões foram transferidas para um galpão improvisado construído no mesmo terreno.

O projeto de construção de um templo em Guiné foi financiado por contribuições dos participantes. “Com as ofertas de todos, as paredes do templo tomaram forma”, explicou o casal.

Atualmente, cerca de 50 pessoas participam regularmente dos cultos. Os missionários destacaram o contexto demográfico local: “Quando atentamos para o fato de estarmos em um país 90% muçulmano, vemos que Deus nos deu um grande presente”.

Atividades comunitárias e prisionais

Além dos cultos, os missionários organizaram eventos para crianças e adolescentes. “Em um evento especial de evangelização e discipulado, dezenas de crianças e adolescentes […] oraram junto conosco pedindo para Cristo fazer morada em seus corações”, relataram. Após o evento, os participantes mantiveram frequência nas atividades religiosas.

No sistema prisional, após meses de trabalho como capelães, os Fernandes obtiveram autorização judicial para realizar batismos na Prisão Central de Conacri. Nove detentos foram batizados em cerimônia que utilizou uma piscina improvisada.

“O culto especial de batismo foi uma grande celebração”, descreveram os missionários, acrescentando: “Presenciar algo tão lindo foi impactante para nós”.

Os missionários encerraram o relato solicitando apoio: “Pedimos que continue intercedendo pelo avanço da obra missionária, orando em especial pelos muitos povos considerados resistentes e ainda não alcançados”.

Peru registra forte crescimento de evangélicos nos últimos anos

O cenário religioso do Peru tem passado por transformações significativas, com a queda da adesão ao catolicismo e o crescimento do número de evangélicos. Dados divulgados em maio de 2025 pelo Instituto de Estudos Peruanos (IEP) apontam uma mudança histórica na composição religiosa do país.

De acordo com o levantamento, o percentual de peruanos que se identificam como católicos caiu de 63,5% em novembro de 2024 para 60,2% em maio de 2025. No mesmo período, a proporção de evangélicos subiu de 8,4% para 11,3%.

A tendência confirma um processo de longo prazo: em 1996, apenas 4,4% da população se declarava evangélica. Atualmente, estima-se que esse grupo represente cerca de 20% dos peruanos, considerando diferentes denominações e ritmos de crescimento regional.

A redução da presença católica tem sido atribuída, por especialistas, à crise de credibilidade da Igreja diante de escândalos sucessivos. Um dos casos mais emblemáticos foi a dissolução definitiva do Sodalitium Christianae Vitae (SCV), anunciada pelo Vaticano em abril de 2025, após décadas de denúncias sobre abusos físicos e psicológicos. Fundada em 1971, a associação havia alcançado prestígio e influência, mas passou a ser vista por parte da população como uma entidade elitista e distante das realidades sociais do país.

Outro episódio que afetou a imagem da Igreja foi a denúncia contra o cardeal Juan Luis Cipriani, ex-arcebispo de Lima e membro do Opus Dei. A acusação, referente a um suposto caso de abuso sexual ocorrido em 1983 contra uma menor de idade, tornou-se pública no início de 2025 e gerou ampla repercussão.

A teóloga Veronique Lecaros, professora da Pontifícia Universidade Católica do Peru, afirmou que a perda de confiança na religião institucional é especialmente perceptível entre os jovens: “Muitos universitários não são ateus, mas se distanciaram da religião por frustração com o que ela representa institucionalmente”.

Apesar da crescente desconfiança, o percentual de peruanos sem filiação religiosa teve uma variação discreta — passando de 11% para 12% — e o número de ateus e agnósticos caiu de 2% para 1% no mesmo intervalo. O crescimento evangélico, portanto, tem sido proporcionalmente mais expressivo do que o avanço do segmento “sem religião”.

Além da dimensão espiritual, o movimento evangélico também tem ampliado sua atuação na esfera pública. Parlamentares como Milagros Jáuregui de Aguayo e Alejandro Muñante vêm se destacando por defenderem uma agenda legislativa com ênfase em valores familiares, saúde pública, proteção à infância e atenção a comunidades indígenas. O envolvimento político tem sido interpretado por analistas como consequência direta da expansão evangélica no país — e, simultaneamente, como um de seus fatores propulsores.

O fenômeno no Peru acompanha o padrão observado em outras nações latino-americanas, como Brasil, Guatemala, Argentina e Chile, onde o crescimento evangélico já se consolidou ao longo das últimas décadas. No entanto, no caso peruano, o catolicismo manteve sua hegemonia por mais tempo, o que torna a atual inflexão mais marcante do ponto de vista histórico.

Para a filósofa Cecilia Tovar, do Instituto Bartolomé de las Casas, os dados refletem tendências anteriores aos últimos acontecimentos. “A eleição do novo arcebispo, por exemplo, ainda não foi absorvida pela opinião pública. Levará tempo para vermos os efeitos disso nas próximas pesquisas”, afirmou.

Segundo especialistas ouvidos pelo portal Evangelico Digital, o campo religioso no Peru está em transição, com os evangélicos ocupando espaços antes quase exclusivos do catolicismo e a estrutura de fé nacional passando por uma reconfiguração ainda em curso.

Batistas cobram banimento da indústria pornográfica: ‘Degradante’

Brent Leatherwood, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa (ERLC) da Convenção Batista do Sul (SBC), publicou nesta semana uma declaração pedindo o banimento completo da indústria pornográfica.

O texto, intitulado “Proíba a pornografia agora”, foi divulgado no site oficial da ERLC e se apoia em uma reportagem do jornal The New York Times que associa a plataforma Pornhub à veiculação de conteúdo exploratório.

A matéria do Times, publicada recentemente, cita documentos internos da empresa indicando que o site “hospeda e lucra conscientemente com vídeos de crianças sofrendo atos não consensuais”. Leatherwood considerou esse material como “evidência irrefutável” de que “a indústria da pornografia comercial é predatória, ilegal e profundamente dependente de abuso”.

Em sua declaração, o presidente da ERLC afirmou: “A pornografia não é apenas imoral. É exploradora. É violenta. É corrosiva para os relacionamentos, prejudicial às crianças e tóxica para uma cultura que afirma valorizar o consentimento, a liberdade e a dignidade humana”.

Leatherwood propôs uma série de reformas legais com o objetivo de conduzir ao “desmantelamento completo da indústria pornográfica”. Entre as sugestões estão leis mais rigorosas de verificação de idade, a criminalização da hospedagem e monetização de conteúdo não consensual, traficado ou abusivo, e a classificação da pornografia comercial como ameaça à saúde pública.

Apesar de reconhecer que “a vontade política de abolir a pornografia completamente provavelmente ainda não existe”, Leatherwood mencionou o projeto de lei apresentado pelo senador Mike Lee, republicano de Utah. A proposta visa atualizar a definição de obscenidade prevista na Lei de Comunicações de 1934 para o contexto da internet.

Segundo o projeto Interstate Obscenity Definition Act (IODA), conteúdos considerados obscenos passariam a incluir aqueles “sem valor literário, artístico, político ou científico que retratem, descrevam ou representem atos sexuais reais ou simulados ou exibições obscenas dos genitais com a intenção objetiva de excitar, estimular ou gratificar desejos sexuais”.

Leatherwood afirmou que a proposta não se trata de um “pânico moral” semelhante ao que marcou os anos 1980. “Não se trata de nostalgia por uma era passada ou de impor regras religiosas à sociedade secular”, escreveu. “Trata-se de saber se defenderemos os vulneráveis, preservaremos a dignidade da pessoa humana e construiremos uma cultura digna dos nossos filhos”.

Ele acrescentou: “Não podemos alegar que nos importamos com as mulheres enquanto toleramos uma indústria que as degrada. Não podemos dizer que valorizamos as crianças enquanto damos rédea solta aos predadores. Não podemos falar de liberdade enquanto sancionamos a escravidão”.

Citando estudos que associam o consumo de pornografia ao aumento de agressões sexuais e de casos de depressão e ansiedade, Leatherwood concluiu que a indústria “não tem mais salvação”. “Nenhuma versão desta indústria pode ser batizada, sanada ou redimida. Ela não deve ser tolerada, acomodada ou reformada — deve ser desmantelada. É hora de proibir a pornografia”.

A Convenção Batista do Sul já se posicionou anteriormente sobre o tema. Em 2015, aprovou a resolução “Sobre pornografia e pureza sexual”, em que conclamava as autoridades governamentais a “promulgar e aplicar leis que restrinjam todas as formas de pornografia, particularmente aquelas que incluem e exploram menores”.

O novo posicionamento de Leatherwood ocorre enquanto a própria ERLC enfrenta questionamentos internos sobre sua relevância e permanência na estrutura da Convenção. No dia 22 de maio, dez ex-presidentes da SBC divulgaram uma carta conjunta em defesa da comissão, declarando que ela “defende firmemente nosso compromisso batista do sul com a liberdade religiosa”.

Assinaram a carta Bart Barber, Ed Litton, JD Greear, Steve Gaines, Fred Luter, Bryant Wright, James Merritt, Tom Elliff, Jim Henry e Jimmy Draper. O texto faz referência à atuação histórica da ERLC contra a decisão Roe v. Wade, na oposição à pornografia e à ideologia de gênero, bem como na defesa da vida, do casamento e da família.

No entanto, críticas à ERLC também têm ganhado espaço. Em 25 de maio, o pastor Jack Graham, líder da Igreja Batista Prestonwood em Plano, Texas, escreveu em sua conta na rede social X: “Não apoio a ERLC e acredito que a organização tem sido a entidade mais divisória da Convenção Batista do Sul desde os dias de Russell Moore. Acredito que ela deveria ser desfinanciada”.

A ERLC foi criada em 1947, originalmente como Comissão de Assuntos Cristãos da SBC, e atua como porta-voz da convenção em temas de ética pública, liberdade religiosa e questões sociais, de acordo com o The Christian Post.

Pesquisa faz descoberta sobre a fidelidade dos pastores

Apesar de relatos generalizados de esgotamento e crise de vocação entre pastores durante e após a pandemia da COVID-19, a taxa anual de abandono do ministério pastoral em igrejas protestantes tem se mantido consistentemente baixa nos últimos dez anos.

A constatação é de um novo levantamento realizado pela Lifeway Research, divulgado em maio de 2025. A pesquisa foi conduzida entre 1º de abril e 8 de maio e contou com a participação de 1.516 pastores atuando em igrejas evangélicas e congregações protestantes negras nos Estados Unidos.

O estudo foi financiado pela Primeira Igreja Batista de Houston e pelo médico do trabalho Richard Dockins, preocupado com os impactos da rotatividade ministerial.

Segundo os dados, apenas cerca de 1% dos pastores deixa o ministério a cada ano por motivos que não incluem morte ou aposentadoria. Em 2015, a taxa registrada foi de 1,3%; em 2021, aumentou ligeiramente para 1,5%; e, em 2025, caiu para 1,2%.

“A taxa de pastores que abandonam o pastorado é constante e bastante baixa, dadas as exigências da função”, afirmou Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research, em comunicado oficial. “Muitos dos que abandonam o pastorado sentem que estão se movendo, sob a direção de Deus, para outra função ministerial. No entanto, é fácil para quem está fora e para quem está dentro da igreja se fixarem naqueles que abandonam o pastorado por causa de conflitos, esgotamento ou fracasso moral”.

Ainda segundo McConnell, há uma tendência de superestimar os casos negativos: “A especulação sempre exagera esses casos, mas esses são os resultados que as igrejas podem tentar evitar”.

Perfil e trajetória

O levantamento revelou que 58% dos pastores iniciaram sua atual função na última década. 15% atuam na mesma igreja há pelo menos 25 anos. Metade dos entrevistados exerce seu primeiro cargo pastoral (52%), enquanto os demais já haviam liderado outras igrejas anteriormente (48%).

Dentre os pastores que deixaram seu cargo na última década, 7% assumiram outra função ministerial, enquanto 3% passaram a trabalhar em funções não ministeriais. Outros 2% se transferiram para áreas não relacionadas ao ministério. Cerca de 25% estão atualmente pastoreando outra igreja.

Os principais motivos apontados para a saída de antecessores incluem:

  • Mudança de vocação: 37%

  • Conflitos na igreja: 23%

  • Esgotamento: 22%

  • Questões familiares: 12%

  • Falta de integração à igreja: 17%

  • Doença: 5%

  • Problemas financeiros pessoais: 3%

Segundo McConnell, houve aumento expressivo nas menções ao esgotamento como motivo de saída: “O número de pastores que descrevem a saída do pastor anterior da igreja por esgotamento dobrou nos últimos 10 anos (22% contra 10%)”.

Crise durante e após a pandemia

Uma pesquisa anterior, realizada pelo Instituto Barna em outubro de 2021, mostrou que 38% dos pastores americanos estavam “considerando seriamente” abandonar o ministério de tempo integral, um aumento em relação aos 29% registrados em janeiro do mesmo ano. Os dados foram colhidos em um contexto de alta tensão emocional e reorganização comunitária após o período mais crítico da pandemia.

Quando divididos por perfil de igreja, os dados indicaram que 51% dos pastores de igrejas protestantes tradicionais estavam considerando deixar o ministério, enquanto 34% dos pastores de igrejas não tradicionais relataram o mesmo sentimento.

Na época, Joe Jensen, vice-presidente de engajamento da igreja no Instituto Barna, declarou:

“2021 é o ano mais alto que já vimos, e é por isso que, como empresa, francamente, estamos alarmados… e preocupados com o bem-estar geral dos pastores. Eu realmente acredito que no cerne de toda igreja saudável está um pastor saudável”.

Escassez entre progressistas

Durante o ano de 2022, enquanto a sociedade ainda enfrentava os impactos pós-pandêmicos, algumas denominações relataram dificuldade em preencher cargos pastorais.

A Igreja Evangélica Luterana na América, de linha teológica progressista e favorável à inclusão de líderes LGBT, comunicou uma escassez estimada de pelo menos 600 pastores em todo o país.

O estudo da Lifeway Research, no entanto, aponta que a taxa de saída efetiva permanece estável e baixa, sugerindo que, embora muitos pastores enfrentem desafios intensos e considerem a renúncia, poucos de fato deixam o ministério pastoral anualmente, de acordo com informações do The Christian Post.

Polônia elege presidente conservador em eleição apertada

O conservador Karol Nawrocki foi eleito presidente da Polônia neste domingo, 1° de junho, ao vencer o segundo turno das eleições presidenciais com 50,89% dos votos, segundo dados oficiais divulgados pela Comissão Eleitoral Nacional após a apuração de 100% das urnas. Seu adversário, o liberal Rafal Trzaskowski, prefeito de Varsóvia e apoiado pela coalizão do primeiro-ministro Donald Tusk, obteve 49,11%.

Ao todo, Nawrocki recebeu 10.606.682 votos, enquanto Trzaskowski teve 10.237.177, resultando em uma diferença de 1,78% entre os dois candidatos. Esta foi a segunda derrota de Trzaskowski em uma eleição presidencial: em 2020, ele perdeu por 2,06% para o atual presidente Andrzej Duda, que encerra seu segundo mandato em agosto.

Perfil do novo presidente

Karol Nawrocki, de 42 anos, é ex-boxeador e ingressou recentemente na política com um discurso marcado pelo euroceticismo. Durante a campanha, adotou posições mais duras em temas como imigração, mostrou proximidade com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e demonstrou cautela em relação à integração da Ucrânia à OTAN. Ele foi apoiado pelo partido conservador Lei e Justiça (PiS), atualmente na oposição.

O jornalista Paulo Figueiredo Filho, em postagem na rede X, comentou que Nawrocki venceu apesar de enfrentar um cenário adverso: “Apesar de toda parcialidade do judiciário, da influência globalista (com direito a dinheiro de Soros, Clinton e Obama), da perseguição política que chegou a botar até padre na cadeia, o candidato da direita Nawrocki foi eleito presidente da Polônia com 50,9% dos votos. É uma das eleições mais importantes da Europa”, escreveu Figueiredo.

Tensão na apuração

O processo de apuração foi marcado por incertezas e reivindicações de vitória por ambos os lados. Pesquisas de boca de urna inicialmente apontavam uma vantagem mínima para Trzaskowski, mas horas depois, um levantamento mais completo confirmou a vitória de Nawrocki.

O candidato conservador concentrou seus votos principalmente em regiões rurais e povoados, ao passo que Trzaskowski obteve maior apoio nas áreas urbanas, incluindo Varsóvia. A disputa lembrou a eleição de 1995, quando Aleksander Kwaśniewski superou Lech Wałęsa após resultado preliminar desfavorável.

A participação eleitoral atingiu 71,63%, a maior já registrada em uma eleição presidencial na Polônia.

Repercussão política

O resultado representa um revés significativo para a coalizão governista de Donald Tusk, que havia admitido após o primeiro turno que o governo enfrentava um momento de alerta. Apesar disso, Tusk havia expressado confiança em uma vitória liberal no segundo turno.

Caso Trzaskowski fosse eleito, a expectativa era de avanços em pautas como a legalização do aborto, o reconhecimento de uniões civis e a reversão de reformas judiciais promovidas pelo PiS. Com a vitória de Nawrocki, analistas apontam para uma continuidade das políticas conservadoras implementadas por Duda, incluindo o uso do poder de veto presidencial para barrar iniciativas legislativas do governo.

Na manhã de segunda-feira, Andrzej Duda se pronunciou agradecendo aos eleitores, parabenizou Nawrocki e declarou: “Mantenha-se forte, Polônia!”.

Atribuições presidenciais

Na Polônia, o presidente possui poderes significativos, incluindo o veto a legislações aprovadas pelo Parlamento, a indicação de embaixadores, o comando das Forças Armadas e a possibilidade de encaminhar leis ao Tribunal Constitucional, cuja maioria atual é formada por juízes indicados por legislaturas dominadas pelo PiS.

Relevância: lei aprova o uso da Bíblia como material paradidático

A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) promulgou na quinta-feira, 29 de maio de 2025, a Lei nº 11.862, de autoria da vereadora Flávia Borja (DC). O texto, sancionado pelo presidente da CMBH, Juliano Lopes (Podemos), que estabelece a Bíblia como material paradidático opcional na rede pública e privada de ensino do município.

Conforme o artigo 1º da lei:

“A leitura da Bíblia Sagrada poderá ser realizada […] como recurso paradidático para disseminação cultural, histórica, geográfica e arqueológica de seu conteúdo”.

O artigo 2º especifica as disciplinas contempladas:

“Histórias bíblicas deverão auxiliar projetos escolares nas áreas de História, Literatura, Ensino Religioso, Artes e Filosofia, bem como outras atividades pedagógicas complementares pertinentes”.

A legislação reforça no §1º que a participação será “facultativa, garantindo-se o direito à objeção de consciência”.

Relevância historiográfica

Para além do aspecto religioso, a Bíblia é reconhecida no mundo acadêmico, também, por sua relevância documental, por exemplo, como:

  1. Documento histórico: Registra costumes, estruturas sociais e eventos do Antigo Oriente Médio entre 1500 a.C. e 100 d.C., com paralelos arqueológicos comprovados – como o Cilindro de Ciro (539 a.C.), que confirma relatos bíblicos sobre o retorno dos judeus do exílio babilônico;

  2. Referência literária: Influenciou obras de Dante, Camões e Machado de Assis, além de ser citada em 1.300 citações no Oxford English Dictionary;

  3. Fonte antropológica: Preserva tradições orais de povos semitas, com estudos linguísticos validando sua antiguidade – exemplo: os Manuscritos do Mar Morto (1947), datados do século III a.C. ao I d.C.

O arqueólogo Israel Finkelstein (Universidade de Tel Aviv) observa: “As narrativas bíblicas fornecem insights únicos sobre a formação de identidades nacionais na Antiguidade” (The Bible Unearthed, 2001).

Fundamento legal

Em entrevista ao portal Estado de Minas em 28 de maio, a autora da lei afirmou, segundo a Gazeta do Povo:

“Não estamos trazendo como material religioso. O objetivo é o enriquecimento do conteúdo”. A medida alinha-se com:

  1. Constituição Federal (Art. 210, §1º) e Lei de Diretrizes e Bases (Art. 33);

  2. Julgamento do STF na ADI 4439/2017;

  3. Súmula Vinculante 11/2018.

Contexto nacional

Outros municípios possuem normativas similares:

  • Manaus (AM): Lei nº 1.332/2009;

  • Rio Branco (AC): Projeto “Bíblia nas Escolas” (2024);

  • Porto Alegre (RS): PL 175/2025 em tramitação.

‘Pega o pernilongo’: intérprete desmascara 'profecia' em japonês

O professor e intérprete de japonês Josué Fontes analisou e questionou publicamente a veracidade de uma mensagem profética transmitida por um pastor durante um culto, após o vídeo da ocasião circular nas redes sociais. De acordo com Fontes, o religioso utilizou algumas palavras em japonês, mas as frases pronunciadas não apresentavam sentido coerente.

Segundo a análise, o pastor repetia termos como “katoro”, “katore” e “katoroika”, que remetem ao substantivo japonês ka (蚊), usado para “pernilongo”. Fontes explicou que o uso do verbo toru (取る), que significa “pegar”, embora gramaticalmente possível, não é comum nessa construção. “Ele tá desesperado pra pegar o pernilongo. Katoro, katore. Só que, na verdade, não é muito adequado esse uso de toru. Não é muito usual você falar kaotoru. Mas foi essa a intenção, entendeu?”, afirmou o professor, em vídeo publicado nas redes sociais.

Além disso, em outro trecho da gravação, o pastor conta de um a vinte em japonês, o que, segundo Fontes, também não tem relação com o conteúdo profético da mensagem. “Ele fala números em sequência, mas sem sentido, como se fosse parte de uma revelação espiritual”, disse o intérprete.

O episódio repercutiu entre usuários das redes sociais, sendo comparado a ocasiões anteriores em que outros professores de idiomas analisaram pregações com conteúdos supostamente sobrenaturais. O caso de Miguel Oliveira, conhecido como “pregador-mirim”, foi citado por internautas como um exemplo semelhante.

Alguns usuários reagiram com humor, enquanto outros destacaram a importância de examinar criticamente esse tipo de manifestação religiosa. “Essa é a estratégia, aprender algumas palavras numa língua, pronunciar como se fosse algo sobrenatural pra passar um ar de profecia verdadeira”, comentou um internauta. “O Senhor os repreenda”, concluiu.

Outro seguidor escreveu: “Amigo, que contribuição maravilhosa. Nada melhor do que desmascarar os falsos mestres”.

Até o momento, o pastor envolvido no episódio não se pronunciou publicamente sobre as críticas.

Chinês é surpreendido ao ser evangelizado por cristãos em avião

Em março de 2025, o chinês Yao Yao (nome completo não divulgado), então com 26 anos, viajava de Taiwan para o Havaí quando teve um encontro que alterou seu percurso religioso. Durante o voo de 13 horas, sentou-se ao lado de um casal de missionários cristãos na faixa dos 60 anos, residentes em Los Angeles.

Segundo Yao Yao disse à Baptist Press (05/06/2025): “A esposa me perguntou sobre minha fé e falou sobre Jesus. Demonstrei interesse e ela continuou […] Também mencionou a igreja que frequentavam”.

Mary Appel, membro da Igreja Batista de Eleele (Kauai, Havaí), detalhou o desfecho sobre a vida do chinês: “Yao Yao aceitou Jesus ainda no avião. Sua primeira declaração à tia foi: ‘Quero ir à igreja’”.

Processo de discipulado

Mary, contatada pela tia de Yao Yao, Lily, após a chegada dele, assumiu seu acompanhamento espiritual: “Forneci uma Bíblia bilíngue (inglês/chinês) e indiquei estudos bíblicos online em chinês”.

Após três meses de estudos, Yao Yao solicitou o batismo. O pastor Larry Hale realizou o ritual em Poipu Beach (Kauai) em 15 de junho de 2025. Mary descreveu a cena: “Pessoas nas areias cantavam. Ao emergir das águas, ele foi recebido com celebração”.

Atualmente funcionário de um restaurante em Kauai, Yao Yao compartilha sua fé diariamente com colegas. Mary ressaltou: “Ele é ‘um bebê na fé’ que busca tornar-se discípulo ativo, compreendendo que igreja não substitui relacionamento com Deus”.

O pastor Larry Hale enfatizou o aspecto coletivo do processo: “A missionária do voo desconhece este desfecho. Ela plantou a semente; outros regaram”, referindo-se à dinâmica evangelística descrita em 1 Coríntios 3:6.

Contexto ministerial

Kauai possui cerca de 1.000 residentes de língua chinesa. A Igreja Batista de Eleele estuda criar a primeira congregação chinesa da ilha, conforme declarado por Hale à Baptist Press.

Nota: Todas as citações diretas são atribuídas às fontes originais. Dados demográficos derivam do censo havaiano de 2024.

Evangelismo de rua produz resultado 'histórico' e líderes celebram

Entre os dias 15 e 18 de maio de 2025, uma iniciativa de evangelismo na Plaza Nueva, centro de Sevilha (Espanha), reuniu centenas de pessoas. A ação foi coordenada por pastores locais em parceria com o evangelista Alberto Montesi, conforme divulgado em sua página oficial no Facebook em 19 de maio.

Durante os quatro dias, um palco montado ao ar livre serviu para pregações públicas. Montesi descreveu o evento como “histórico”, reproduzindo declaração do pastor José Luis García Taboada: “Em 40 anos não víamos o que aconteceu hoje”. O evangelista acrescentou: “A pequena comunidade cristã local demonstrou grande coragem”.

A cantora espanhola Abril Morales registrou momentos do encerramento em seu perfil do Instagram em 18 de maio. No vídeo, mostrava dezenas de mãos levantadas durante apelo religioso, acompanhado da legenda: “Um avivamento está sendo gerado na Espanha. Espanha é de Cristo”.

Importância do evangelismo

Para comunidades evangélicas, a prática evangelística deriva do chamado “Ide” de Jesus Cristo, registrado no Evangelho de Marcos (16:15) como mandamento para “pregar o evangelho a toda criatura”. Documentos doutrinários de denominações como a Aliança Evangélica Espanhola definem essa atividade como:

  1. Obediência a um imperativo bíblico, considerado dever central da fé;

  2. Expressão de amor ao próximo, ao compartilhar a mensagem de “salvação”;

  3. Cumprimento da “Grande Comissão”, termo que designa a ordem de fazer discípulos em todas as nações (Mateus 28:19-20).

Teólogos como Justo González, em História do Cristianismo (2010), apontam que essa ênfase missionária moldou a identidade protestante desde a Reforma.

Contexto estatístico

Dados do Observatório do Pluralismo Religioso da Espanha, atualizados em dezembro de 2024, refletem essa prioridade:

  • 2023: 4.359 locais de culto evangélicos registrados

  • 2024: 4.455 locais (aumento de 2,2%)

Apesar do crescimento, Máximo Álvarez, diretor do ministério Evangelism in Depth (EVAF), apontou lacunas na cobertura religiosa durante o Fórum de Líderes Protestantes de Madri (abril/2025):

“Há 542 municípios com mais de 5 mil habitantes sem igreja evangélica, além de grandes bairros urbanos desprovidos desses espaços”.

Pastor morre ao se ajoelhar durante pregação na Deus é Amor

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O pastor Sérgio Carvinho, de 47 anos, faleceu na noite de 31 de maio, durante um culto na sede da Igreja Pentecostal Deus é Amor, localizada no Centro de Turvo, no Sul de Santa Catarina.

A morte ocorreu enquanto ele pregava para os fiéis e descrevia um testemunho. Ao se ajoelhar no púlpito, o pastor abaixou a cabeça e caiu, sem apresentar sinais vitais.

A cena foi registrada por fiéis que filmavam o culto com celulares. Um dos vídeos passou a circular nas redes sociais e mostra o momento exato em que o pastor interrompe a fala e desaba no chão. De acordo com testemunhas presentes, a mensagem tratava sobre entrega espiritual e a autoridade de Jesus Cristo.

“Foi como se ele estivesse encenando algo profundo. Mas, de repente, vimos que era real. Ele não levantava mais”, relatou um membro da congregação.

Tentativas de socorro

Conforme apurado por pessoas próximas, fiéis e membros da equipe tentaram socorrê-lo rapidamente. No entanto, o pastor não resistiu a um infarto fulminante e teve a morte confirmada no hospital para onde foi levado. A celebração, que estava próxima do encerramento, foi interrompida e deu lugar a momentos de comoção entre os presentes.

Repercussão

A notícia da morte causou forte comoção nas redes sociais, especialmente entre evangélicos da região Sul de Santa Catarina, onde Sérgio Carvinho era conhecido por suas pregações, músicas de autoria própria e transmissões ao vivo. Nas plataformas digitais, o pastor compartilhava reflexões, cultos e mensagens de fé.

Em uma das últimas transmissões, feitas dias antes de sua morte, Carvinho afirmou: “Jesus se ajoelhou na terra. Ele chorou por amor, e hoje Ele se ajoelha por você”. A gravação mostra que ele interrompeu a pregação poucos segundos após essa declaração.

Sérgio deixa esposa, filhos e uma trajetória reconhecida por membros da comunidade evangélica local. Segundo amigos próximos, ele costumava dizer que “nasceu para pregar” e que faria isso até o fim da vida.

Velório e sepultamento

O velório foi realizado no domingo, 1º de junho, na Capela Mortuária de Turvo. Centenas de pessoas compareceram para prestar homenagens. O sepultamento foi marcado para a manhã de 2 de junho, no Cemitério Rodeio da Areia, também no município de Turvo.

Durante o culto fúnebre, iniciado às 9h15, os fiéis cantaram músicas que faziam parte do repertório pessoal do pastor e relembraram momentos vividos com ele no altar. O encerramento da cerimônia ocorreu pouco depois da 10h30, de acordo com informações do Jornal Razão.

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