Sedenta por Jesus, tribo cava buraco improvisado para batismo

A missionária americana Angi Magoulis relatou a conversão coletiva de membros de uma tribo não alcançada durante expedição realizada em junho de 2025 em uma região desértica não identificada (por questões de segurança), onde um buraco foi cavado de forma improvisada para a realização de batismos.

Segundo seu testemunho, mais de 200 pessoas aceitaram Jesus após ouvirem o Evangelho pela primeira vez e foram batizadas em piscina improvisada no local.

A cerimônia ocorreu após três dias de preparação logística. Sem fontes de água superficiais, os convertidos escavaram um buraco no solo enquanto outros percorreram quilômetros até um poço de 100 metros de profundidade.

“Transportaram água por dois dias para preencher o espaço”, explicou Magoulis, que atua em projetos de evangelização em áreas remotas há onze anos.

Durante o batismo, destacou-se a atuação de Mesaque e Carolyn, casal nativo que assumiu espontaneamente a liderança dos rituais. “Mesaque observou o movimento espiritual e entrou na água para batizar seu próprio povo”, descreveu a missionária.

Carolyn, inicialmente nervosa, também realizou batismos – fato que Magoulis justificou citando a “Grande Comissão” bíblica (Mateus 28:19): “Este mandamento é para todo seguidor de Cristo, homem ou mulher”.

Em declaração gravada, Magoulis detalhou reações dos novos convertidos: “Vi lágrimas, expressões de libertação e manifestações atribuídas ao Espírito Santo”. A citação de Atos 2:38 (“Arrependei-vos e sede batizados”) teria sido central na pregação inicial.

Contexto estratégico

A iniciativa integra esforços de organizações missionárias para alcançar os cerca de 3.000 grupos étnicos ainda considerados “não alcançados” por estatísticas protestantes. Batismos em tanques improvisados, nesse contexto, como buraco feito artesanalmente e outros, fazem parte desses esforços.

Magoulis enfatizou o objetivo de multiplicação local: “Deus forma equipes autóctones. Não pararemos até que todas as tribos ouçam o Evangelho”.

Logísticas complexas, como a obtida neste caso, são comuns em regiões áridas. Segundo o Centro de Estudos Missionários de Colorado Springs, 87% dos grupos não alcançados habitam zonas com acesso hídrico precário ou conflitos geopolíticos. Veja também:

Crianças comemoram a doação de bíblias em tribo remota: “Conhecemos melhor a Deus”

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ONG cristã tenta salvar famílias cristãs do regime de escravidão

A organização Global Christian Relief (GCR), sediada na Califórnia, lançou em julho de 2025 uma campanha para resgatar 100 famílias cristãs submetidas a regime de escravidão na indústria de tijolos do Paquistão.

O projeto visa quitar dívidas que mantêm essas famílias em regime de servidão por décadas — prática ilegal desde 1992, mas ainda prevalente devido à falha na aplicação da lei e corrupção local.

Regime de escravidão por dívidas

Segundo relatórios da GCR, o ciclo inicia-se com empréstimos de US$ 800 a US$ 1.000 contraídos para cobrir necessidades básicas (saúde, alimentação ou moradia).

Com isso, os trabalhadores das famílias cristãs recebem US$ 3 a US$ 5 por dia, mas com juros que podem chegar a 200% ao ano, reduzindo o rendimento líquido para US$ 1,50 diários.

A dívida, então, transmitida entre gerações, impede a libertação, instalando-se aí o regime de escravidão. Estima-se que 70% dos operários das 20 mil olarias do país sejam cristãos — grupo que representa 1,27% da população paquistanesa.

Casos documentados

  • Raheel e Ruth: Após 25 anos de trabalho (iniciado por um empréstimo de US$ 875 para tratamento médico), foram liberados em 2024 pela GCR. Agora administram uma horta;

  • Khalid e Shabana: Endividados por 15 anos devido a um financiamento de US$ 213 para um casamento, viram a dívida quadruplicar;

  • Maryam: Trabalhou 20 anos com o falecido marido (vítima de asma sem tratamento) para quitar US$ 862 de uma cesariana.

Metas da campanha

Além da libertação, a GCR planeja:

  1. Capacitar profissionalmente 380 jovens;

  2. Oferecer assistência médica a 20 mil famílias;

  3. Financiar microempresas para 325 mulheres.

Brian Orme, CEO da GCR, declarou que “ao quitar dívidas, rompemos cadeias geracionais de escravidão”. O Paquistão foi classificado como “país de particular preocupação” pela Comissão dos EUA para Liberdade Religiosa Internacional (2025), citando.

Dentre os motivos estão o uso abusivo de leis de blasfêmia (70 casos ativos contra cristãos em 2024), a exclusão econômica de minorias religiosas e a fiscalização negligente em setores com mão de obra marginalizada.

A campanha ocorre em meio a denúncias de que donos de olarias operam com impunidade. Autoridades locais raramente inspecionam as unidades produtivas, onde trabalhadores enfrentam jornadas de até 18h/dia sem equipamentos de segurança, outra característica do trabalho em regime de escravidão.

Para alcançar seus objetivos, a GCR mantém parcerias com igrejas locais para distribuir os recursos, evitando desvios por intermediários.

“Castigo divino”? Irmão de Zezé sobre sobre a morte de Preta Gil

Welington Camargo, irmão dos cantores Zezé Di Camargo e Luciano, publicou um vídeo em suas redes sociais na noite de segunda-feira (21/07) associando a morte de Preta Gil, um dos nomes mais conhecidos da música baiana, a um suposto “castigo divino”.

A artista faleceu no sábado (19/07), aos 50 anos, vítima de complicações de um câncer no intestino com metástase, diagnosticado inicialmente em janeiro de 2023, contra o qual vinha lutando clinicamente desde então.

Em declaração gravada, Welington Camargo lamentou a morte de Prega Gil, mas ligou o acontecimento a uma suposta reação divina, talvez, devido às ideias defendidas pela filha de Gilberto Gil, que é declaradamente bissexual e adepta de religiões de matriz africana:

“Fiquei muito triste com isso, porém nós sabemos que a Bíblia diz que de Deus não se escarnece”, disse ele. O cantor gospel exibiu ainda um trecho de uma entrevista antiga de Preta Gil, alegando relação entre a doença e declarações da artista sobre sexualidade: “Vou botar um vídeo dela dizendo que dar o [ânus] é bom, é maravilhoso, e olha bem onde foi a doença dela”.

Apesar das afirmações, Camargo declarou: “Não se escarneçam de Deus, porque de Deus não se escarnece. Sinto muito, deixo meu abraço à família dela”. O vídeo gerou reações imediatas, com usuários nas redes sociais acusando-o de desrespeitar o luto da família e promover discurso de ódio.

Contexto do tratamento médico

Preta Gil havia iniciado tratamento contra o câncer intestinal há dois anos e meio, submetendo-se a múltiplas sessões de quimioterapia, radioterapia e cirurgias. Em 2024, viajou aos Estados Unidos para um tratamento experimental após recidiva da doença em estágio avançado.

A artista faleceu no Rio de Janeiro, cercada por familiares. Até o momento, representantes da família de Preta Gil não se pronunciaram sobre as declarações de Welington Camargo.

Pastor acusado de abusar de adolescente que aconselhava

Stanley Jay, de 61 anos, pastor da Igreja Worship Life Center em Mesa, Arizona, foi preso em 23 de julho sob acusações de crimes sexuais contra uma adolescente de 16 anos.

Segundo registros do Tribunal Superior do Condado de Maricopa, Jay enfrenta quatro acusações de abuso sexual, duas de conduta sexual com menor e uma de aliciamento de menor para exploração sexual. Ele permanece sob custódia, com fiança estipulada em US$ 200 mil.

De acordo com documentos judiciais, os abusos teriam ocorrido no contexto de sessões de aconselhamento. A adolescente procurava apoio emocional após a morte de seu irmão. Durante uma dessas conversas, no início de maio, o pastor teria tocado a vítima por cima da roupa. Dias depois, a conduta teria evoluído para pedidos de imagens íntimas e o envio, por parte de Jay, de um vídeo de teor sexual.

A vítima relatou à polícia que se sentiu pressionada a obedecer, mesmo estando enojada com os pedidos. Segundo o depoimento, ela temia contar à mãe e afirmou que Jay se aproveitou de sua condição emocional. Ele teria solicitado que ela “prometesse de mindinho” não revelar a ninguém o que havia ocorrido.

A esposa de Stanley Jay informou à congregação, por e-mail em maio, que ele estava deixando o cargo pastoral. Em conversa com um membro da igreja, ela confirmou que havia ocorrido troca de mensagens explícitas entre o pastor e a adolescente, segundo os autos. A denúncia foi levada à polícia em 28 de maio por um fiel. A adolescente foi ouvida por investigadores no dia seguinte.

Durante um sermão realizado em 25 de maio, ocasião que coincidiu com seu aniversário, Jay mencionou seu passado criminal: “Não achei que chegaria a esse ponto na vida por causa da vida que vivi”, declarou.

Ele se identificou como “um criminoso condenado três vezes” e mencionou ter sido usuário de drogas. “Costumava fumar maconha”, afirmou ao público. O sermão foi encerrado com uma mensagem sobre domínio próprio: “Você tem que administrar essa coisa [a mente], ou essa coisa vai te arruinar”.

A Igreja Worship Life Center desativou seu site e suas redes sociais após a prisão do pastor. A Igreja Cristã Living Praise, onde Jay também atuava, não respondeu aos pedidos de comentário feitos pelo The Christian Post.

Pastores celebram punição a Alexandre de Moraes: ‘Grande dia!’

A penalização de Alexandre de Moraes pela Lei Magnitsky nesta quarta-feira, 30 de julho, foi comentada por pastores evangélicos em publicações nas redes sociais como consequência de abusos e desmandos cometidos pelo próprio ministro.

O anúncio da penalização pelo Tesouro Americano no início da tarde mobilizou lideranças evangélicas como o pastor Renato Vargens, que usou sua conta no X para um desabafo: “Grande dia!”, escreveu o líder da Igreja Cristã da Aliança em Niterói (RJ).

O reverendo Ageu Magalhães, da Igreja Presbiteriana de Vila Guarani, em São Paulo, seguiu na mesma linha, mas acrescentou em seu post que o ministro precisa se arrepender para evitar a punição máxima: “Grande dia. Finalmente, aquele que exerceu injustiça ao máximo encontrou uma punição. Que a aplicação da Lei Magnitsky o quebrante e o faça se arrepender dos seus abusos. E que ele busque em Cristo o perdão para seus pecados”.

O pastor Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), deputado federal, listou algumas das condutas que foram consideradas pelos Estados Unidos suficientes para incluí-lo na legislação que, na prática, decreta uma “morte financeira” aos sancionados:

“Ele rasgou a Constituição. Pisou no devido processo legal. Calou brasileiros, censurou jornalistas, prendeu sem crime. O Senado foi omisso. Fingiu que não viu. Mas ele não parou. Atacou também direitos humanos de cidadãos americanos, feriu a liberdade de expressão além das nossas fronteiras. E o que o Senado brasileiro não teve coragem de fazer… os EUA fizeram com força”, escreveu Sóstenes.

O deputado federal acrescentou ainda que o caso é um sintoma que indica que o Brasil já não é uma república: “Quando o mundo reage ao que o Brasil tolerou, é porque a democracia aqui já foi longe demais na direção errada”.

Incredulidade

O pastor batista e youtuber Yago Martins, do canal Dois Dedos de Teologia, afirmou em 09 de julho no X que duvidava que os Estados Unidos fossem sancionar Alexandre de Moraes: “Todo mundo sabe que esse papo de Lei Magnitsky é só mais um pendrive do Dudu, mais um ‘só mais 72h’”, escreveu na ocasião.

Hoje, com a realidade indicando desfecho contrário, admitiu estar errado: “Eu absolutamente não achei que isso ia pra frente (dado o histórico do Dudu de prometer e nunca fazer nada: era pendrive, tictac, 72h etc.). Me impressionou terem finalmente feito algo concreto contra o Xandão. Curioso pelas cenas dos próximos capítulos nessa briga”.

Outro pastor batista, Judiclay Santos, fez publicação sucinta no Instagram em tom similar aos outros líderes evangélicos: “Excessos têm preço e a conta chegou”.

Rubio: Magnitsky sobre Alexandre de Moraes é aviso ao STF

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos confirmou, nesta semana, a aplicação de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na Lei Global Magnitsky. A sanção ocorre por violações graves de direitos humanos, conforme previsto na legislação americana aprovada em 2012 e ampliada em 2016.

O senador Marco Rubio, atual secretário de Estado do governo Trump, utilizou sua conta oficial na plataforma X para comentar a medida. “O presidente dos Estados Unidos e o Tesouro Americano sancionaram o ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes sob o programa de sanções Global Magnitsky, por graves violações de direitos humanos. Que isto sirva de aviso a quem pretende atropelar os direitos fundamentais de seus compatriotas — toga nenhuma os protegerá”, escreveu Rubio em 30 de julho.

A possibilidade de que autoridades brasileiras fossem incluídas no programa Global Magnitsky vinha sendo discutida publicamente desde o início do ano, impulsionada por denúncias internacionais envolvendo decisões do STF. A inclusão de Moraes ocorreu isoladamente, apesar de expectativas de que outros membros da Corte também fossem sancionados.

Entre as medidas já adotadas anteriormente, o governo norte-americano havia cancelado os vistos diplomáticos de Moraes e de outros integrantes do Judiciário e Ministério Público brasileiro. Foram atingidos pela decisão o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e sete ministros do STF: Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Flávio Dino, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, que realiza articulações nos Estados Unidos junto a parlamentares republicanos, afirmou que havia solicitado a aliados do ex-presidente Donald Trump que a primeira punição fosse aplicada diretamente a Moraes. A declaração foi feita durante evento realizado por grupos conservadores norte-americanos em julho.

Nos últimos meses, o Supremo Tribunal Federal foi alvo de críticas por decisões relacionadas aos atos de 08 de janeiro de 2023. A Corte determinou penas que variam de 14 a 17 anos de prisão a diversos envolvidos nos protestos, e autorizou a manutenção de medidas cautelares contra pessoas idosas ou com comorbidades.

Além disso, decisões judiciais recentes impactaram empresas estrangeiras, como as plataformas X (antigo Twitter), Rumble e, indiretamente, a Truth Social, rede social ligada ao presidente Donald Trump. O bloqueio de perfis de usuários conservadores e as regras impostas às redes sociais brasileiras foram considerados pela Casa Branca, segundo a revista Oeste, como violações à soberania dos Estados Unidos.

Em 24 de maio, Marco Rubio já havia declarado que existia “uma grande possibilidade” de sanções contra Moraes, durante audiência no Senado norte-americano. Na ocasião, o senador republicano reiterou que a liberdade de expressão e o devido processo legal devem ser respeitados em qualquer democracia aliada dos EUA.

A Lei Magnitsky, criada em resposta à morte do advogado russo Sergei Magnitsky em 2009, permite ao governo dos Estados Unidos aplicar sanções econômicas, suspender vistos e bloquear bens de estrangeiros acusados de corrupção ou abusos de direitos humanos. Desde sua expansão, a norma tem sido usada em casos envolvendo governos da Venezuela, China, Rússia, Nicarágua e, agora, o Brasil.

.@POTUS and @USTreasury have sanctioned Brazilian Supreme Court Justice Alexandre de Moraes under the Global Magnitsky sanctions program for serious human rights abuses. Let this be a warning to those who would trample on the fundamental rights of their countrymen—judicial robes…

— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 30, 2025

Jornalista da Globo é cobrada por mulher insatisfeita com emissora

A jornalista Leilane Neubarth, da GloboNews, foi abordada por uma mulher em tom crítico durante a tarde de terça-feira, 29 de julho, dentro de uma loja. A interlocutora, que não foi identificada, expressou descontentamento com o trabalho jornalístico da TV Globo, e parte da interação foi registrada em vídeo pela própria apresentadora.

No trecho compartilhado no Instagram da jornalista, a mulher se refere ao trabalho da emissora com o termo “jornalixo”. Durante o desabafo, ela afirmou: “Trabalho com gente pobre, muito pobre, que acredita nas bobagens que vocês falam. Jornalixo!”.

A crítica incluiu também observações contra os profissionais da emissora: “Fazem um jornalismo de lixo”, disse a mulher, acrescentando que considera os repórteres da Globo “insuportáveis” por, segundo ela, exercerem influência negativa sobre a sociedade.

Leilane Neubarth publicou o vídeo em seu perfil na rede social, mencionando que conseguiu gravar apenas o final do ocorrido. Em sua legenda, descreveu a abordagem como um ataque: “Eu demorei um pouco pra entender que a minha única ‘arma’ contra aquela agressão gratuita era meu celular. Gravei só o final do ataque”, escreveu.

A jornalista também caracterizou a mulher como “agressiva” e “extremamente debochada”. Ao final de sua publicação, fez um desabafo por se sentir desrespeitada: “Ninguém precisa gostar de ninguém. Mas acredito realmente que ‘o respeito é a luz que ilumina a escuridão da intolerância’”.

Patrão sequestra jovem e o força a se converter ao islamismo

Em Sultan Town, cidade de Sargodha, na província de Punjab, Paquistão, o adolescente cristão Shamraiz Masih, de 14 anos, alega ter sido convertido à força ao islamismo por seu patrão muçulmano e mantido em cativeiro.

A denúncia foi apresentada em 25 de julho por seu advogado, Tahir Naveed Chaudhry, à imprensa local. De acordo com o relato, Shamraiz desapareceu em 21 de julho após ir a um mercado. O jovem havia começado recentemente como aprendiz em uma oficina de motocicletas pertencente a Rana Munir, após o falecimento de seu pai, Imran Masih, quatro meses antes. Pertencente a uma família cristã muito pobre e membro da Igreja Presbiteriana local, Shamraiz precisou começar a trabalhar para ajudar sua mãe viúva.

Após seu desaparecimento, os irmãos do jovem registraram um Boletim de Ocorrência (BO) por sequestro. Dias depois, souberam que ele havia sido visto com Munir entrando na Madrassa Madina Ghausia, um seminário islâmico no bairro de Company Bagh.

“Quando os meninos foram à madrassa e perguntaram pelo irmão, foram informados de que Shamraiz havia se convertido voluntariamente ao islamismo e não fazia mais parte da família”, disse Chaudhry.

Nome muçulmano

O advogado informou que, em 22 de julho, um requerimento foi protocolado no tribunal do magistrado Rana Sohail Riaz, na cidade de Sargodha, solicitando que fosse registrada a declaração do jovem no caso de sequestro. No documento, apresentado em nome muçulmano — “Muhammad Umar” —, o adolescente alegou ter 15 anos e ter se convertido “por livre e espontânea vontade”, motivado pelos ensinamentos islâmicos.

Ele também afirmou que o processo movido por seu irmão Sahil Masih era “falso” e deveria ser arquivado, pois ele teria deixado a família voluntariamente. O magistrado convocou Sahil e o investigador do caso para comparecer ao tribunal em 25 de julho.

Na data marcada, porém, Shamraiz não compareceu. Segundo Chaudhry, a polícia apresentou um novo documento informando que o jovem havia prestado sua declaração no dia 24 de julho perante o juiz Muhammad Kashif Pasha, magistrado judicial especial em Lahore, cidade localizada a cerca de 180 quilômetros de Sargodha. A declaração reafirmava a conversão ao islamismo. O magistrado Riaz rejeitou o pedido com base na ausência de Shamraiz.

“Se Shamraiz tivesse comparecido ao tribunal em Sargodha, certamente teria revelado a verdade depois de ver sua mãe e seus irmãos, e foi por isso que o levaram para Lahore”, afirmou Chaudhry.

Conversão forçada

O advogado classificou a conversão como forçada e afirmou que Munir tinha intenção de manter o menino em cativeiro permanente. “Não há nenhuma outra razão plausível para essa suposta conversão”, declarou.

Chaudhry informou que tentou contato com líderes muçulmanos da região pedindo apoio para recuperar o menino. “Dissemos aos líderes religiosos que não nos opomos à mudança de fé de adultos, mas não podemos nos calar sobre conversões forçadas de menores. No entanto, não obtivemos nenhuma resposta positiva deles”, relatou.

A situação ganhou repercussão na sessão da Assembleia Provincial do Punjab, realizada em 25 de julho. Falbous Christopher, presidente do Comitê Permanente de Direitos Humanos e Assuntos de Minorias, condenou o ocorrido e solicitou intervenção governamental.

“Os apelos da mãe viúva do menino por sua recuperação causaram dor e angústia em toda a comunidade cristã”, afirmou. “Como é possível que apenas um garoto analfabeto de 14 anos tenha se inclinado para o islamismo enquanto seus outros familiares ainda são cristãos? Tais incidentes prejudicam a reputação do país, e é hora de o governo tomar medidas contra o sequestro e a conversão forçada de meninas e meninos menores de idade.”

Ocorrências semelhantes

Embora casos envolvendo meninos cristãos sejam raros, casos de conversões forçadas de meninas cristãs e hindus no Paquistão são amplamente documentados. Em setembro do ano passado, um garoto cristão de 17 anos, Samsoon Javed, foi convertido à força ao islamismo por seu empregador muçulmano, Umar Manzoor, enquanto trabalhava em um posto de gasolina na vila de Bhadru Minara, também em Punjab.

Alguns muçulmanos no Paquistão creem que a simples recitação da shahada — declaração de fé islâmica, conhecida como kalima em urdu — é suficiente para a conversão de não muçulmanos, independentemente de sua compreensão, convicção ou idade. Uma vez declarada a fé islâmica, retornar à religião anterior é considerado apostasia.

De acordo com a lei islâmica tradicional, a apostasia pode ser punida com morte, prisão ou confisco de bens. Embora essas punições não sejam usualmente aplicadas pelo Estado no Paquistão, há registros de ações violentas de indivíduos ou grupos religiosos radicais contra aqueles considerados apóstatas.

Perseguição religiosa

O Paquistão está atualmente classificado em 8º lugar na Lista Mundial de Observação 2025, divulgada pela organização cristã internacional Portas Abertas. O ranking mede os países com maior perseguição a cristãos no mundo.

O relatório destaca que, além da discriminação social e institucional, cristãos no país frequentemente enfrentam ameaças de violência, conversões forçadas e falta de acesso igualitário à justiça. O caso de Shamraiz Masih, segundo Chaudhry, será levado aos tribunais superiores nas próximas semanas, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Canadá multa igreja por realizar evento com evangelista americano

BREAKING: Nearly a dozen Montreal police officers have entered the church that offered to host Christian rocker Sean Feucht after his original venue was cancelled tonight.

This comes after the socialist mayor declared that his “show will not be tolerated,” while threatening the… pic.twitter.com/Yf4Qu0icBE

— Alexandra Lavoie (@ThevoiceAlexa) July 25, 2025

A Igreja Ministerios Restauración, localizada no bairro Plateau-Mont-Royal, em Montreal, foi multada em US$ 2.500 por sediar um culto conduzido pelo missionário norte-americano Sean Feucht.

A congregação, de língua espanhola, foi penalizada pelas autoridades municipais sob a alegação de ter realizado o evento sem a devida autorização. A visita de Feucht à cidade integrou a turnê evangelística Revive in 25, que tem enfrentado resistência em diversas localidades do Canadá.

Segundo o National Post, o governo municipal justificou a penalidade à igreja com base no descumprimento de regulamentações locais. Um porta-voz do gabinete da prefeita Valérie Plante declarou: “Este espetáculo contraria os valores de inclusão, solidariedade e respeito defendidos em Montreal”. O representante ainda afirmou: “A liberdade de expressão é um dos nossos valores fundamentais, mas discursos de ódio e discriminação não são aceitáveis em Montreal”. A multa, segundo a prefeitura, decorre da realização do culto sem licença apropriada.

Feucht, conhecido por seu apoio ao ex-presidente Donald Trump e por se posicionar publicamente contra o aborto, a ideologia transgênero e a homossexualidade, tem atraído oposição por parte de autoridades e manifestantes em diversas cidades canadenses. Durante o evento em Montreal, vídeos postados na plataforma X mostraram policiais armados dentro da igreja, além do lançamento de uma bomba de fumaça contra o palco. Um homem de 38 anos foi detido por obstrução.

A turnê também enfrentou restrições em outras cidades. De acordo com a CTV News, pelo menos seis localidades cancelaram apresentações do missionário, entre elas Halifax (Nova Escócia), Charlottetown (Ilha do Príncipe Eduardo), Moncton (Nova Brunswick), Quebec e Gatineau (Quebec) e Vaughan (Ontário). Em Toronto, registros em vídeo mostraram a presença de agentes armados nos arredores de outro culto liderado por Feucht.

Em Winnipeg, o prefeito Scott Gillingham declarou à CBC em 29 de julho que a cidade ainda avaliava a autorização para o evento. “Embora suas opiniões sejam controversas, a Carta de Direitos e Liberdades do Canadá protege a liberdade de expressão”, afirmou. Ainda segundo o prefeito: “Meu entendimento, a partir de algumas coisas que vi… ou ouvi no passado, nos Estados Unidos, não é algo que, você sabe, valorizaríamos”.

Em declaração publicada no X, Feucht alegou estar enfrentando hostilidade por expressar sua fé publicamente. “Aqui está a dura verdade: se eu tivesse aparecido com cabelo roxo e vestido, alegando ser mulher, o governo não teria dito nada. Mas professar publicamente crenças cristãs profundamente arraigadas é ser rotulado de extremista — e ter um evento de culto gratuito classificado como um risco à segurança pública”, escreveu em 25 de julho.

O missionário também fez referência ao movimento Let Us Worship, iniciado por ele em 2020 como resposta às restrições impostas por governos locais durante a pandemia. “A pandemia pode ter acabado, mas o preconceito anticristão permanece”, declarou. No mesmo comunicado, reafirmou a continuidade de sua turnê: “Não nos encolheremos diante da perseguição religiosa — seja nos Estados Unidos, no Canadá ou em qualquer outro lugar. Encontraremos lugares para orar. Encontraremos lugares para louvar”.

No sábado, 27 de julho, Feucht escreveu em outra publicação que a oposição enfrentada no Canadá foi mais intensa do que em países reconhecidos por hostilidade à fé cristã. “Liderei louvores e preguei na África, no Oriente Médio e em todo o mundo em 2025. A perseguição mais intensa não ocorreu no Iraque ou na Turquia — mas no CANADÁ! Não tinha isso no meu cartão de bingo”, disse.

A condução do caso gerou reações dentro do próprio Canadá. Legisladores da Colúmbia Britânica expressaram insatisfação com a forma como Feucht foi tratado pelas autoridades, conforme reportado pelo Western Standard. O episódio também reacendeu o debate sobre liberdade religiosa no país.

Feucht, ex-líder de louvor da Bethel Music, também foi alvo de denúncias no início de 2025. Ex-colegas o acusaram de abuso espiritual e impropriedade financeira. Ele rejeitou as acusações como sendo “uma farsa completa”, de acordo com informações do portal The Christian Post.

O Canadá tem sido alvo de observações internacionais quanto ao tratamento de cristãos nos últimos anos. Durante a pandemia de COVID-19, vários líderes religiosos foram presos por conduzirem cultos. Um dos casos de maior repercussão ocorreu em 2021, quando o pastor Tim Stephens, de Calgary, foi detido após um helicóptero da polícia localizar sua congregação reunida ao ar livre. Na ocasião, o senador norte-americano Josh Hawley, do Missouri, pediu à Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional que avaliasse a inclusão do Canadá em sua lista de vigilância.

Let me get this right Montréal:

1) You canceled our permit for a peaceful outdoor worship gather for no reason.

2) You threatened a CHURCH on private property to not have church.

3) You send a battalion of police to intimidate us.

4) Antifa throws 2 smoke bombs at my head… pic.twitter.com/zt4516Bb2I

— Sean Feucht (@seanfeucht) July 26, 2025

Pastor cubano faz visita para levar remédios a fiéis e termina preso

O pastor Maikel Pupo Velázquez, membro da Aliança Cristã de Cuba (ACC), foi detido pelas autoridades cubanas no dia 09 de julho por um período de 14 horas. A detenção ocorreu após uma visita pastoral à casa de Marta Perdomo, mãe de Jorge e Nadir Martín Perdomo, dois jovens cristãos presos desde 2021 por participarem dos protestos pacíficos ocorridos naquele ano.

De acordo com informações divulgadas por entidades cristãs locais, o pastor havia levado remédios para a neta de Marta e prestado apoio espiritual à família. Apesar de breve, a prisão causou abalo emocional no pastor Velázquez.

Fontes ligadas à comunidade cristã relatam que a ação parece ter sido motivada por seu gesto de solidariedade, refletindo um padrão mais amplo de repressão contra líderes religiosos que demonstram apoio a familiares de prisioneiros políticos.

Os irmãos Jorge e Nadir foram condenados, respectivamente, a oito e seis anos de prisão sob as acusações de “desordem pública” e “desacato”. As condições relatadas nas prisões são especialmente severas no caso de Jorge, que estaria enfrentando isolamento, más condições sanitárias e maus-tratos por se recusar a realizar trabalho forçado.

Aumento da repressão

A situação ocorre no contexto do aniversário dos protestos de 11 de julho de 2021, data que marcou manifestações em diversas cidades cubanas por liberdade e melhores condições de vida. Desde o início de julho, diversas igrejas evangélicas em Cuba relataram aumento da vigilância e pressão direta por parte de autoridades para que não permitam a entrada de familiares de presos políticos em seus cultos.

Segundo relatos locais, Marta Perdomo tem enfrentado proibições para frequentar cultos religiosos e foi detida ao tentar participar de uma celebração em uma igreja da região. Pastores de diferentes denominações também teriam sido orientados a negar-lhe a entrada, sob ameaça de sanções governamentais.

Pastores que pregam temas como justiça, liberdade ou direitos humanos também têm sido alvo de advertências e ameaças. A comunidade cristã em Cuba teme que a repressão se intensifique nos próximos meses.

Apelos por apoio internacional

De acordo com Laura Díaz (nome fictício para proteção de identidade), parceira local da missão cristã Portas Abertas, “este caso mostra como Cuba está violando liberdades básicas de expressão, de religião e de tratamento humano nas prisões. O regime está criminalizando a fé e tentando silenciar o apoio espiritual às vítimas da repressão”.

A missão cristã tem mobilizado intercessores e apoiadores para oferecer suporte aos líderes religiosos cubanos. Em comunicado oficial, a entidade afirmou: “Para resistir à pressão e violência, líderes de igrejas na América Latina precisam estar aptos para responder à perseguição e orientar suas igrejas. Ore pela cura dos traumas do pastor Maikel Pupo após a prisão. Interceda pela segurança dos cristãos presos injustamente em 2021. Clame pelos cristãos proibidos de congregar em Cuba. Peça a Deus que fortaleça a Igreja cubana para que seja luz mesmo sob pressão”.