Alexandre de Moraes tem problema mental? Psicóloga avalia

Duas declarações recentes, feitas por autoridades públicas, levantaram questionamentos sobre o estado mental do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As falas, com tom crítico e conteúdo pessoal, foram dadas em entrevistas à imprensa e colocaram em evidência a conduta do magistrado à frente de processos envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, o ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello afirmou: “Eu teria que colocá-lo em um divã e fazer uma análise talvez mediante um ato maior, e uma análise do que ele pensa, o que está por trás de tudo isso”.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente da República, foi mais enfático durante entrevista ao portal Metrópoles. “Eu acho que o Alexandre de Moraes precisa, sim, de uma ajuda profissional. Ele está precisando, ele não está nas faculdades mentais normais”. O parlamentar ainda acrescentou: “Eu acho que ele precisa de uma internação compulsória. É uma pessoa que está obcecada por Bolsonaro, que atropela a Constituição a todo momento para atingir o seu objetivo de prender o Bolsonaro. Sabe aquele cara que é viciado em crack, que não está mais em condições de decidir se ele tem que ser internado ou não?”.

As declarações motivaram a Gazeta do Povo a ouvir especialistas da área da saúde mental. Consultados pela reportagem, um psiquiatra e uma psicóloga fizeram análises baseadas em materiais públicos, como vídeos de audiências conduzidas por Moraes. Ambos reforçaram, no entanto, que seria antiético e clinicamente irresponsável emitir qualquer diagnóstico a distância, sem avaliação pessoal do magistrado.

A psicóloga e psicanalista Marisa Lobo foi ouvida pela reportagem, e em sua análise apontou que a conduta pública de Moraes sugere “traços de personalidade marcados por forte necessidade de controle, baixa tolerância à oposição e condutas centralizadoras”.

Ela acrescentou que esse comportamento se alinha a fenômenos conhecidos na psicanálise, como o chamado “narcisismo institucional”. Segundo explicou, trata-se de uma identificação rígida e inflada com o cargo exercido, o que pode gerar intolerância à crítica e resistência à escuta. “Esse padrão pode estar relacionado a traços obsessivos de personalidade, marcados pela imposição de ordem, domínio de regras e necessidade de previsibilidade – mesmo que, para isso, se ultrapassem limites legais e éticos”.

Marisa frisou que sua análise não se trata de um diagnóstico clínico. “O narcisismo institucional é uma patologia do ego. Não se refere a um transtorno clínico, mas sim a um funcionamento egoico inflado, que se manifesta nas decisões autoritárias, na intolerância à crítica e na centralização do poder”.

O psiquiatra Dario Leitão, que examinou imagens do ministro em momentos de maior tensão, como reprimendas a depoentes, afirmou: “É um cara que claramente não tem um temperamento do tipo cooperativo”. Segundo ele, dentro do modelo de avaliação da personalidade conhecido como Big Five, Moraes “pontuaria baixo no quesito amabilidade”. De acordo com Leitão, o ministro demonstra um comportamento pouco empático, com expressão facial que transmite “baixa tolerância à crítica”.

Na avaliação do psiquiatra, Moraes apresenta perfil pragmático, com foco em resultados objetivos, e traços coléricos. Leitão destacou: “Por ser um homem com grande poder, ele tem uma necessidade especial de lutar contra o orgulho”. Apesar disso, o médico não identificou sinais externos de transtorno mental. “Essa não é uma avaliação moral, mas sim uma leitura clínica baseada em observação”, completou.

Tanto Leitão quanto Marisa destacaram que nenhuma avaliação diagnóstica pode ser feita sem exame direto do indivíduo. Marisa definiu sua abordagem como “simbólica, psicológica e moral, mais do que diagnóstica”.

Família cristã é expulsa da própria casa por não renunciar a Jesus

Uma família cristã de sete membros foi violentamente expulsa de sua aldeia no estado de Chhattisgarh após se recusar a abandonar o cristianismo e aderir ao ritual hindu Ghar Wapsi (retorno ao lar).

O episódio ocorreu na última semana, quando líderes comunitários emitiram um ultimato contra a família cristã: a renúncia à fé cristã ou a expulsão imediata.

Após Vikram (nome preservado), chefe da família, declarar publicamente sua decisão de manter a crença cristã, uma assembleia foi convocada no dia 22 de julho para oficializar a expulsão.

Na sequência, moradores invadiram a residência da família, destruindo pertences e alimentos. Três filhas do casal sofreram agressões físicas durante o ataque coletivo. “Esta foi a quinta assembleia contra esta família em menos de dois anos. A pressão para o ‘Ghar Wapsi’ é sistemática”, relatou um líder cristão local sob anonimato.

No dia seguinte, Vikram registrou ocorrência na delegacia. Policiais visitaram a aldeia pedindo a reintegração da família, mas os moradores exigiram como condição a renúncia ao cristianismo.

Nenhuma ação foi tomada contra os agressores. Enquanto isso, a família cristã refugiou-se em um abrigo improvisado em área florestal, recebendo posteriormente assistência da organização International Christian Concern (ICC), que forneceu alimentos, roupas e alojamento temporário. Representantes da entidade afirmam que a família “permanece resiliente na fé, mas teme retornar à aldeia”.

O caso reflete um padrão mais amplo de perseguição religiosa em regiões governadas por partidos nacionalistas hindus. Chhattisgarh é um dos 11 estados indianos com leis anticonversão – originalmente criadas para coibir conversões forçadas, mas frequentemente instrumentalizadas contra minorias.

Dados da Aliança Global de Defesa Cristã (AGDC) indicam que 78% dos ataques religiosos na Índia em 2024 ocorreram em zonas rurais de estados governados pelo partido Bharatiya Janata (BJP), promotor da ideologia Hindutva.

Contexto demográfico reforça a vulnerabilidade: cristãos representam apenas 2,3% dos 28 milhões de habitantes de Chhattisgarh.

Estima-se que mais de 1.200 famílias tenham enfrentado boicotes ou expulsões no estado desde 2020, segundo o Centro de Pesquisa Religiosa da Índia (CPRI). O Relatório de Liberdade Religiosa Internacional 2025 do Departamento de Estado dos EUA classifica a Índia como “país de preocupação especial” diante do crescente cenário de intolerância.

Crise alimentar em Cuba atinge cristãos em meio à perseguição

A crise alimentar em Cuba tem se agravado e impactado diretamente a vida de comunidades cristãs, que enfrentam não apenas a escassez de alimentos, mas também a crescente perseguição religiosa.

Em 2024, o país ocupa a 26ª posição na Lista Mundial da Perseguição, sendo o país latino-americano mais alto nesse ranking elaborado por organizações de defesa da liberdade religiosa.

O pastor Antonio*, com mais de três décadas de ministério, relata que o cenário se deteriorou de forma significativa: “O país está em crise há muitos anos, mas os últimos anos foram os piores em termos de escassez de alimentos”. De acordo com o The Economist, trata-se da pior crise desde a década de 1990, quando o colapso da União Soviética interrompeu o apoio econômico ao regime cubano.

O modelo econômico comunista agrava a situação: “Ao contrário de outros países, aqui em Cuba você não pode vender o que produz em sua fazenda. Tudo deve ser vendido ao governo a preços que não cobrem nem os custos de produção, e é o governo que distribui ou vende os produtos. Se isso não mudar, nada vai melhorar”, explicou Miguel*, comerciante e também pastor.

Igrejas tentam reagir, mas enfrentam limitações

Além da falta de alimentos, os cubanos sofrem com a escassez de gasolina, medicamentos e produtos básicos. O Observatório Cubano de Direitos Humanos informou que sete em cada dez cidadãos já deixaram de se alimentar por falta de comida ou dinheiro. “Vimos muitos doentes, membros da igreja ou seus familiares, sendo mandados de volta para casa sem tratamento”, lamentou Antonio*.

Em meio a esse contexto, a igreja tem buscado oferecer apoio espiritual e prático: “A igreja não é apenas um lugar de culto, mas também um espaço de esperança e solidariedade”, destacou o pastor. No entanto, a falta de recursos dificulta a continuidade de muitas ações de assistência.

O governo cubano também tem aumentado as restrições sobre líderes religiosos. “As restrições impedem que os pastores participem de congressos internacionais em que costumavam arrecadar fundos para ajudar cubanos vulneráveis. O governo teme que pastores os ‘difamem’ ou colaborem com organizações estrangeiras para derrubar o regime”, afirmou Miguel*.

Apoio internacional

A organização cristã Portas Abertas tem atuado para mitigar os efeitos da crise. Desde 2021, distribuiu alimentos a aproximadamente 500 famílias. Segundo Josué Váldez*, parceiro local da entidade, “embora o número de beneficiários seja pequeno comparado ao total de cristãos afetados no país, representa um progresso”.

Além da distribuição de alimentos, a entidade apoiou a criação de pelo menos sete projetos de geração de renda, conduzidos por igrejas locais. Iniciativas como o cultivo de cacau e a venda de porcos já beneficiaram mais de 30 pessoas diretamente.

A vigilância e a pressão sobre líderes religiosos permanecem elevadas. Contudo, comunidades cristãs em diversas regiões continuam se organizando para cuidar umas das outras. Mesmo com as limitações, a fé e a cooperação entre os fiéis têm sido apontadas como instrumentos essenciais de resistência.

*Os nomes foram alterados por razões de segurança.

Ajuda para quem mais precisa

A Portas Abertas atua em mais de 70 países na missão de prover as necessidades da Igreja Perseguida. Clique no link e saiba como manter esse trabalho com alimento, água, Bíblia, treinamento e outras necessidades emergenciais de nossa família da fé.

‘Os Caras Malvados 2’ ensina com humor que fazer o certo é difícil

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A sequência da animação Os Caras Malvados estreia nos cinemas em 14 de agosto, retomando a jornada de um grupo de antigos criminosos animais que, agora, tenta se adaptar a uma vida honesta e rotineira. A produção da DreamWorks volta a ser dirigida por Pierre Perifel, animador francês de 45 anos, que celebrou o retorno ao universo criado pelo autor australiano Aaron Blabey, destacando o tom pessoal e emocional da nova trama.

“Quando você dirige um filme pela primeira vez, e ele repercute no público e as pessoas adoram, e então você tem a oportunidade de exibi-lo novamente e fazer uma sequência, quero dizer, esta é uma oportunidade rara”, afirmou Perifel. “Sou muito grato por ter tido a chance de realmente fazer uma sequência para este filme.”

O longa conta novamente com as vozes de Sam Rockwell, Marc Maron, Craig Robinson, Anthony Ramos, Awkwafina e Zazie Beetz, e recebe reforços de peso com Danielle Brooks, Maria Bakalova e Natasha Lyonne. O enredo amplia a reflexão sobre mudanças reais de comportamento e a dificuldade de manter-se no caminho certo sem garantias imediatas de reconhecimento ou recompensa.

Um filme sobre mudança — mesmo sem aplausos

Desta vez, a luta interior do protagonista Sr. Wolf é o eixo narrativo central. Ao abandonar a vida de crimes, ele passa a questionar se vale a pena ser apenas mais um na multidão. A dúvida é alimentada por Kitty Kat, uma nova antagonista que confronta sua decisão com franqueza.

“Wolf é pego de surpresa por isso e, de repente, a ficha cai”, contou Perifel. “Talvez eu tenha feito a escolha errada.”

Segundo o diretor, essa inquietação reflete decisões da vida real. “Às vezes, você faz mudanças ou toma decisões na vida e então percebe… que isso não é confortável. Será que fiz a escolha certa?”, comentou. “Você tem que conviver com isso até se soltar e então começar a viver uma nova vida.”

Perifel reconhece que a recompensa pelo bem nem sempre vem em forma de aplausos. “Fazer o bem nem sempre é o que vai te render uma recompensa”, afirmou. “Contanto que suas intenções sejam as corretas… no fim das contas, como os bandidos estão fazendo, eles têm um bom motivo para fazer tudo o que estão fazendo.”

Um tema relevante para crianças e adultos

A franquia de Os Caras Malvados mantém uma das mensagens centrais das obras de Blabey: a possibilidade de redenção e a recusa de rótulos baseados apenas na aparência. A abordagem sobre integridade pessoal, mesmo quando não é conveniente, é um dos elementos que mais ressoam com o público familiar e religioso.

“É tão fácil estigmatizar uma ação ou comportamento sem dar a oportunidade de dizer à pessoa que o fez: ‘Olha, você pode consertar isso’”, explicou Perifel. “Claro, talvez seja um erro. Mas isso não define você.”

O diretor reforçou que o arrependimento pode ser o início de uma nova trajetória. “Nunca é tarde demais para mudar”, afirmou. “Você não precisa ouvir o barulho das pessoas que dizem que você é ruim. Sempre há um caminho onde você pode recuar e dizer: ‘Não, não sou eu. Essa ação não me define’.”

Novos vilões e espelhos do passado

A nova produção introduz três vilões: Destino, Kitty Kat e Pigtail. Segundo Perifel, esses personagens funcionam como reflexos invertidos dos protagonistas — o que os “caras malvados” poderiam ter sido caso tivessem persistido na criminalidade.

“Eles são o outro lado desse espelho”, disse o diretor. “Eles estão no caminho errado. Se você ouvisse esses personagens, você simplesmente voltaria a ser mau… Eles são tudo o que Wolf poderia ter sido.”

Kitty Kat, em particular, se destaca pela complexidade emocional. “Ela está literalmente onde o Lobo estava antes do primeiro filme”, afirmou Perifel. “Ela nem fez nada, e a professora disse que ela não pertencia ali, só por causa da sua aparência.”

A personagem é descrita como “uma criança ferida”, que reage à rotulação precoce com rebeldia. “Principalmente para crianças… você é rotulada sem nem fazer nada necessariamente ruim”, explicou Perifel. “Ela acabou sendo vítima dessa rotulação e se rebelou contra ela.”

Continuidade e emoção

O diretor destacou que um dos maiores prazeres da produção foi reunir novamente a maior parte da equipe criativa do primeiro filme. “Conseguimos reunir a maior parte da mesma equipe para fazer tudo de novo, todos juntos… é um sonho que se tornou realidade, sinceramente”, afirmou, em entrevista concedida ao The Christian Post.

Entre as cenas que mais o marcaram, Perifel destacou momentos calmos, como a conversa entre Wolf e Kitty Kat. Segundo ele, são esses instantes que revelam o coração do filme: “Você tem que conviver com o desconforto até se libertar e então começar a viver uma nova vida.”

Apesar das cenas de ação acelerada, visual vibrante e humor leve característicos da DreamWorks, Os Caras Malvados 2 apresenta um tom mais reflexivo, sem perder o apelo para todas as idades. Para Perifel, o projeto é mais que um entretenimento: “É uma alegria. É um prazer”, concluiu.

Javier Milei publica decreto que favorece igrejas evangélicas

O governo argentino publicou nesta quarta-feira (24) o Decreto 486/2025, que concede a organizações religiosas não católicas o status de “pessoas jurídicas religiosas” em todo o território nacional. A medida, assinada pelo presidente Javier Milei, atende a uma demanda de décadas de comunidades evangélicas e outras minorias religiosas do país.

O decreto resulta de um processo iniciado em julho de 2024 na Cidade Autônoma de Buenos Aires (CABA), liderado pelo secretário nacional de Culto, Nahuel Sotelo, e pelo chefe da Inspeção Geral de Justiça (IGJ), Daniel Vítolo.

Após testes bem-sucedidos em CABA, a medida estendeu-se às províncias de Santa Fé, Córdoba, Corrientes e Neuquén, com adesões progressivas em outras regiões.

Impacto Prático:

  • Igrejas registradas no Registro Nacional de Cultos poderão emitir documentação contábil diretamente, sem necessidade de constituir associações civis ou fundações.

  • O reconhecimento está amparado no Artigo 148(e) do Código Civil e Comercial, reformado em 2014, que agora explicita a personalidade jurídica específica para entidades religiosas.

  • A IGJ, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, coordenará com as províncias a adaptação dos mecanismos legais para garantir a aplicação uniforme do decreto.

Reações e Significado:

Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da República Argentina (ACIERA) celebrou a decisão em comunicado:

“Celebramos este passo como uma vitória para a liberdade religiosa, a igualdade jurídica e o fortalecimento das igrejas evangélicas e outras entidades religiosas em todo o país”.

Líderes religiosos destacaram que a conquista é fruto de 30 anos de mobilização, marcados por diálogo institucional e pressão pacífica. O pastor Juan Álvarez, da Igreja Batista de Rosário, afirmou à imprensa local: “Finalmente seremos tratados como o que somos: igrejas, não meras entidades civis”.

As províncias têm agora o prazo de 180 dias para alinhar suas normativas ao decreto federal. A IGJ monitorará o processo, com expectativa de que todas as jurisdições completem a adaptação até março de 2026.

Dados Relevantes:

  • Estima-se que 15% da população argentina (cerca de 7 milhões) pertença a denominações não católicas, segundo o Registro Nacional de Cultos.

  • Mais de 8.000 igrejas evangélicas e 500 templos de outras religiões (incluindo judeus, muçulmanos e budistas) poderão acessar o novo regime jurídico.

O decreto consolida uma mudança estrutural iniciada com a reforma do Código Civil em 2014, eliminando obstáculos burocráticos que há décadas dificultavam a atuação institucional de minorias religiosas no país. Folha Gospel.

Lula oficializa Brasil como inimigo de Israel

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retirou o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), onde atuava como membro observador desde 2021. Ao mesmo tempo, o país anunciou oficialmente a entrada na ação movida pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), que acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza.

As decisões se somam a uma série de episódios que vêm marcando o aumento da tensão diplomática com Israel desde o início da guerra.

Ao criticar o governo brasileiro pelo apoio à ação judicial da África do Sul, que acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza, a chancelaria do país afirmou que o Brasil também decidiu sair da organização, criada na década de 1990 para combater o antissemitismo.

A respeito da saída do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), Israel foi objetivo ao expressar a reprovação: “A decisão do Brasil de se juntar à ofensiva jurídica contra Israel na CIJ, ao mesmo tempo em que se retira da IHRA, é uma demonstração de uma profunda falha moral. Numa época em que Israel luta por sua própria existência, voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso”, diz o comunicado do ministério das relações exteriores de Israel.

O jornalista Leandro Ruschel usou o X para comentar o episódio e lembrou da decisão de um grupo judeu brasileiro que apoiou a candidatura de Lula contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022: “O descondenado acaba de retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) — organismo multigovernamental dedicado a estudar e divulgar um dos maiores crimes contra a humanidade e a combater o antissemitismo em todas as suas formas”.

“Meus parabéns, em especial, aos judeus brasileiros que fizeram o L — ou permaneceram isentos — nas eleições de 2022. Ironia das ironias: a mesma esquerda que agora despreza a memória do Holocausto vive chamando qualquer opositor de ‘nazista’”, acrescentou Ruschel.

O Descondenado acaba de retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) — organismo multigovernamental dedicado a estudar e divulgar um dos maiores crimes contra a humanidade e a combater o antissemitismo em todas as suas formas.

Meus parabéns, em… pic.twitter.com/1dFKwrDxCJ

— Leandro Ruschel 🇧🇷🇺🇸🇮🇹🇩🇪 (@leandroruschel) July 25, 2025

‘Estava pronto’: no leito de morte, John MacArthur não teve medo

O pastor e teólogo John MacArthur faleceu em 14 de julho, aos 86 anos, após complicações decorrentes de uma pneumonia. Reconhecido por sua liderança à frente da Grace Community Church (GCC), na Califórnia, e pelo ministério de ensino Grace to You, MacArthur passou seus momentos finais reafirmando sua confiança na salvação em Cristo, segundo relatos de pastores próximos.

Durante um encontro com a congregação da GCC, o pastor Mike Riccardi, responsável pelos ministérios de extensão local, compartilhou as palavras de despedida de MacArthur. “Espero que não haja problema em compartilhar”, disse Riccardi, ao encerrar uma reflexão de uma hora com Phil Johnson, diretor executivo do Grace to You. “Alguns dos que estavam com John naquelas horas me relataram que ele estava pronto para ir para o Céu”, afirmou.

Entre os versículos que estiveram presentes em seus pensamentos finais estava 1 Coríntios 15:55: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”. Segundo Riccardi, MacArthur demonstrou plena confiança na ressurreição e na vida eterna: “E me foi relatado que, entre as tentativas de respirar, ele disse: ‘Não sinto nenhuma ardência. Não sinto medo’”.

A frase gerou uma comoção entre os presentes. Riccardi prosseguiu: “E por quê? Porque Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Porque o Senhor é o meu ajudador, não terei medo; e, de fato, porque ele estava dizendo: ‘A minha alma está bem’”.

Enfrentando enfermidades

Nos últimos dois anos, MacArthur enfrentava uma série de problemas de saúde. Em 2023, precisou ser hospitalizado após sentir dificuldades respiratórias enquanto pregava um sermão. Naquele período, passou por procedimentos médicos que incluíram a implantação de quatro stents cardíacos, a substituição da aorta e uma cirurgia pulmonar.

Ao descrever a situação, MacArthur afirmou que a fase representou “um longo cerco” que dificultou os últimos anos de seu ministério. Ele também mencionou que sentia frustração com as recomendações médicas de repouso, que o impediam de pregar com a mesma frequência.

Apesar das limitações físicas, MacArthur continuou a ministrar até o fim. Seu último sermão na Grace Community Church foi pregado em 24 de novembro de 2024, ocasião em que expressou profunda gratidão a Deus. Na mensagem, enfatizou que o sofrimento pode ser instrumento de Deus para cumprir propósitos eternos.

“Às vezes, nossas provações são bênçãos disfarçadas, e Deus tem propósitos que jamais teríamos conseguido cumprir se não tivéssemos passado por algum tipo de estresse”, declarou. Ele ainda revelou: “Posso dizer que passei por três cirurgias cardíacas e uma nos pulmões nos últimos meses, e ainda estou aqui”.

Uma gratidão inabalável

Em seu testemunho final, MacArthur reforçou sua perspectiva bíblica sobre a providência divina. “Tenho muito a agradecer. Aliás, quando me perguntam como me sinto, digo que sou grato”, afirmou. “Vejo a mão boa, graciosa, gentil e providencial de Deus em cada vicissitude da minha vida, em cada experiência difícil, em cada desafio, seja ele qual for. Vejo a mão bondosa da providência divina operando de maneiras que jamais teriam sido possíveis se não fosse pela provação. Então, estou genuína e verdadeiramente grato.”

John MacArthur foi pastor da Grace Community Church por mais de cinquenta anos e autor de dezenas de livros, incluindo comentários bíblicos e obras de teologia pastoral. Seu legado inclui não apenas o ensino expositivo das Escrituras, mas também o firme compromisso com a suficiência da Bíblia como autoridade suprema para a fé cristã, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Ozzy Osbourne ficou feliz ao ganhar Bíblia de evangelista

O vocalista da banda Black Sabbath, Ozzy Osbourne, morreu na terça-feira, 22 de julho, aos 76 anos. Conhecido mundialmente como “o príncipe das trevas” e um dos pioneiros do heavy metal, Osbourne enfrentava problemas de saúde progressivos nos últimos anos.

Segundo informações públicas, ele sofria da Doença de Parkinson tipo 2, enfisema pulmonar, complicações decorrentes de uma queda e chegou a contrair COVID-19 em 2022. A família não divulgou oficialmente a causa médica da morte.

Sua última aparição pública ocorreu durante um show no estádio Villa Park, em Birmingham, na Inglaterra, evento que foi anunciado como “o maior show de heavy metal da história” e marcado como sua despedida definitiva dos palcos.

Encontro com evangelista

Diante da repercussão da morte, o evangelista Dylan Novak, que se dedica à evangelização de celebridades ao lado de sua esposa, relembrou um episódio de aproximação com Osbourne. Segundo ele, o encontro aconteceu após uma entrevista concedida pelo cantor ao jornal The Guardian em 2014, na qual o artista afirmou: “Sou cristão, e gostaria de ler a Bíblia, mas não consigo entender por causa da linguagem usada”.

Com base nessa declaração, Novak preparou uma Bíblia da versão “Tradução Novos Crentes” — escrita em inglês contemporâneo — e se dirigiu a uma sessão de autógrafos com o objetivo de entregá-la pessoalmente ao cantor. “Agradeci a ele por todas as memórias, pela música que ele deu ao mundo, e expliquei por que vim: porque o amo e me importo com ele e sua alma, porque li aquela entrevista no Guardian e queria dar a ele esta Bíblia para ajudá-lo em sua caminhada com Cristo”, relatou o pastor.

Segundo Novak, Ozzy inicialmente demonstrou ceticismo: “Ainda não vou conseguir entender”, teria dito. No entanto, ao perceber que se tratava de uma tradução em linguagem moderna, folheou diretamente os Evangelhos e respondeu: “Eu posso entender isso, obrigado”.

Reação da família Osbourne

O evangelista relatou ainda um segundo encontro com a família Osbourne ocorrido duas semanas depois. Em outro evento, Novak encontrou Jack Osbourne, filho do cantor, que o reconheceu pela jaqueta com versículos bíblicos estampados. Jack teria dito: “Com licença, você não estava em outro evento na semana passada? Acho que reconheci a parte de trás da sua roupa”.

De acordo com Novak, Jack expressou gratidão pelo gesto feito ao pai: “Você não tem ideia do que isso significou para o meu pai. Ele ganha muitos presentes que nunca leva para casa, mas aquela Bíblia significou mais para ele do que você jamais saberá… Você pode imaginar a expressão no rosto das pessoas quando o príncipe das trevas disse: ‘Quero a Bíblia com o meu nome nela’”.

Novak afirmou ter se emocionado com o testemunho e pediu em suas redes sociais que seus seguidores orassem pela família Osbourne, “para que conheçam e aceitem a Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal”.

Legado e despedida

Após a confirmação da morte do cantor, a família publicou uma nota oficial: “É com uma tristeza indescritível que anunciamos o falecimento do nosso amado Ozzy Osbourne… Ele estava com sua família e cercado de amor”.

Ozzy Osbourne foi um dos fundadores do Black Sabbath em 1968 e considerado uma das figuras mais excêntricas e influentes da história do rock. Ao longo da carreira, seu nome se tornou sinônimo do gênero heavy metal e sua vida pessoal, marcada por excessos, também gerou repercussão. Em anos mais recentes, demonstrou abertura a temas de fé em algumas entrevistas.

Dylan Novak e sua esposa Morgan mantêm o projeto evangelístico “Celebrity Evangelist”, por meio do qual compartilham o evangelho com personalidades em convenções e eventos. Em seu perfil no Instagram (@celebrityevangelist), o casal divulga registros de encontros com artistas como Tom Cruise, Harrison Ford, Liv Tyler, Josh Peck, Jimmy Kimmel, entre outros.

Karina Bacchi lança livro com 100 meditações para mulheres

A apresentadora Karina Bacchi lançou o livro “+ Forte na Fé” pela Editora Vida. A obra oferece 100 reflexões diárias voltadas ao público feminino, combinando textos bíblicos, orações e análises práticas para fortalecer a vida espiritual.

Desde que se converteu a Jesus Cristo, Karina Bacchi iniciou uma caminhada de fé e estudo teológico, incluindo publicações no segmento. Organizado para uso individual ou em grupos, cada capítulo da obra atual segue uma estrutura tripla: citação bíblica, reflexão temática e oração guiada.

Na página 18, a autora enfatiza: “Buscar a Deus não pode ser a última opção, o ‘se der’, o que sobra depois de tudo. Ele é o centro da vida abundante que desejamos. É no encontro com Ele que nossa fé se fortalece, nossa identidade se alinha e o coração encontra descanso.”

O projeto editorial surge da trajetória pessoal de Bacchi, que após uma carreira na televisão, dedicou-se ao ativismo cristão. Atualmente, ela comanda o “+Forte Podcast” no YouTube, realiza palestras missionárias e publicou anteriormente “+ Forte e Corajosa” (2023).

Natural de São Manuel (SP), a autora iniciou sua carreira artística aos 14 anos. Sua conversão religiosa redirecionou seu trabalho para conteúdos de espiritualidade, com foco em “diálogos práticos com Deus”, conforme descreve no livro.

Editora Vida, responsável pela publicação, completa 65 anos em 2025, especializada em literatura cristã contemporânea e distribuição de Bíblias. O título está disponível em plataformas físicas e digitais desde o lançamento, com sessões de autógrafos programadas para São Paulo (10/08), Rio de Janeiro (24/08) e Brasília (07/09). Com informações: Guiame.

Igreja transforma espaço em local para centenas de atendimentos

No domingo, 20 de julho de 2025, a Igreja Adventista da Promessa, localizada no bairro Vila Helena em Sorocaba (SP), promoveu a iniciativa “Abraço Solidário“. A ação ofereceu 317 atendimentos gratuitos nas áreas de saúde, assistência jurídica, apoio psicológico, orientação nutricional e aconselhamento pastoral, conforme balanço divulgado pela organização.

Serviços prestados:

  • Saúde: aferição de pressão arterial, testes de glicemia e orientação com personal trainer;

  • Assistência profissional: consultas jurídicas, nutricionais e psicológicas;

  • Bem-estar: sessões de massoterapia, reflexologia podal e relaxamento;

  • Suporte material: distribuição de cestas básicas conforme necessidade identificada.

A atividade contou com 42 profissionais voluntários, incluindo terapeutas, advogados, nutricionistas e pastores. O fluxo de atendimentos ocorreu entre 9h e 17h, com participação de moradores de diversas faixas etárias.

Marcos Corrêa, coordenador do evento e líder da igreja, afirmou ao portal Guiame que a iniciativa teve como foco, também,, o evangelismo prático:

“Foi uma ação evangelística por meio de serviços. Muitos buscaram atendimento específico e acabaram recorrendo a múltiplos profissionais. A equipe trabalhou com entusiasmo, e o fluxo foi contínuo e organizado”, disse ele.

Airton Dias, líder titular da igreja, também tratou a iniciativa como ação evangelística: “Isso é evangelismo prático. A ação tem pregado o Evangelho de Cristo, e estamos gratos pela equipe que se colocou à disposição da comunidade”.

Simone Ruiz, massoterapeuta que coordenou uma equipe de cinco profissionais, declarou: “É importante mostrar que a massagem não é luxo, mas necessidade para saúde física e emocional”.

Resultados alcançados:

  • 317 atendimentos realizados;

  • Beneficiários relataram satisfação com os serviços, segundo registros da organização;

  • A igreja planeja repetir a iniciativa trimestralmente.

As igrejas têm, desde o século I, incorporado a assistência social como parte de sua identidade. Textos bíblicos como Tiago 1:27 (“Cuidar dos órfãos e das viúvas”) e Mateus 25:35-40 (“Tive fome, e destes-me de comer”) estabelecem diretrizes para ações concretas junto a grupos vulneráveis.