Pastores publicam manifesto em defesa da anistia no 8 de janeiro

A Confederação Nacional dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab) e o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp) publicaram nesta segunda-feira (31/03) um manifesto conjunto em apoio ao Projeto de Lei nº 2.858/2022, que propõe anistia a presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

A proposta se refere a quando supostos simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram sedes dos Três Poderes em Brasília. O documento, intitulado “Manifesto em Defesa da Justiça, Democracia e Anistia”, cita a Bíblia e discursos históricos para defender “reconciliação nacional”.

Conteúdo do Manifesto

O texto inicia com uma referência ao Salmo 85:10 — “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” — e uma citação de Ronald Reagan: “A liberdade nunca está a mais de uma geração de ser extinta”. As entidades afirmam reconhecer a “gravidade dos atos de vandalismo”, mas criticam a “generalização de responsabilidades” e o que classificam como “instrumentalização do Judiciário”.

“Relatos de limitação à ampla defesa, alteração de foro, sentenças uniformes e penas desproporcionais — sem considerar o grau de envolvimento individual — são preocupantes. A justiça não pode ser convertida em mecanismo de intimidação política”, diz um trecho do documento.

O documento relembra a Lei de Anistia de 1979, promulgada durante a transição democrática pós-ditadura militar, como exemplo de medida que “promoveu reconciliação e reconstruiu a convivência democrática em um país dividido”.

Atualmente, dos 1.448 investigados pelos atos de 8 de janeiro, 229 permanecem presos, segundo dados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de fevereiro de 2024.

Congresso

As entidades defendem que o Legislativo é o “foro legítimo para deliberar sobre anistias em momentos de comoção nacional”, pedindo que o debate ocorra com “serenidade, responsabilidade institucional e escuta à sociedade civil”.

O PL 2.858/2022, de autoria do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), aguarda designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara desde novembro de 2023.

Apoiadores do governo Lula criticaram o manifesto, alegando que a anistia “minimizaria ataques à democracia”. Em contraponto, o Fenasp destacou em nota separada: “Defendemos justiça restaurativa, não impunidade. A anistia não apaga crimes, mas busca pacificação, como ensina Romanos 12:18: ‘Se possível, quanto depender de vocês, vivam em paz com todos’”.

A Concepab informou que encaminhará o manifesto a todos os parlamentares da Frente Parlamentar Evangélica, que reúne 257 deputados e senadores.

Enquanto isso, o STF mantém julgamentos individuais dos envolvidos, com 48 condenações até março, variando de 3 a 17 anos de prisão por crimes como dano qualificado e associação criminosa. Confira:

Mentiroso sem vez: 10 versos da Bíblia que confrontam a mentira

A mentira, definida como a distorção intencional da verdade, é tratada nas Escrituras não como um mero erro social, mas como um ato de rebelião contra a natureza divina. A Bíblia estabelece, desde o Gênesis até o Apocalipse, uma linha clara entre a verdade — associada à luz e à vida — e a mentira — vinculada às trevas e à morte.

Essa dicotomia reflete não apenas um princípio ético, mas uma ruptura ontológica com o Criador, cujo caráter é “cheio de graça e de verdade” (João 1:14).

1. Raízes espirituais 

A primeira mentira registrada na Bíblia surge no Éden, quando a serpente questiona a ordem divina: “Foi isto mesmo que Deus disse?” (Gênesis 3:1).

Ao distorcer a palavra de Deus, Satanás inaugura um padrão de engano que corrompe a relação humana com a verdade. Adão e Eva, ao aceitarem a mentira, experimentam a morte espiritual (separação de Deus) e física, estabelecendo um legado de pecado que permeia toda a humanidade (Romanos 5:12).

2. A mentira e a opressão

Histórias como a de José, acusado falsamente pela esposa de Potifar (Gênesis 39), revelam como a mentira serve para manipular, oprimir e destruir vidas.

No Novo Testamento, a conspiração contra Estevão (Atos 6:11) e a falsa acusação que levou Jesus à cruz (Mateus 26:59-60) ilustram seu potencial devastador em escalas individual e coletiva.

A mentira não é um pecado passivo: ela alimenta injustiças, corrói a confiança e fragmenta comunidades.

3. A psicologia da mentira

Ao contrário da visão secular que relativiza a mentira como “socialmente necessária”, a Bíblia expõe seu efeito corrosivo na alma. Romanos 1:25 descreve a humanidade como aquela que “trocou a verdade de Deus pela mentira”, resultando em alienação moral e intelectual.

Mentir não apenas engana os outros, mas distorce a autoimagem do mentiroso, que passa a viver em um universo paralelo de negação e autojustificação (Provérbios 26:28).

4. Idolatria e poder

A conexão entre mentira e idolatria (Romanos 1:25) revela seu uso sistêmico. Na antiguidade, governantes como o Faraó do Êxodo (Êxodo 1:9-10) e Herodes (Mateus 2:8) utilizaram falsidades para manter o poder.

Hoje, a mentira se manifesta em discursos políticos manipulativos, fake news e corrupção corporativa, confirmando que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23).

5. Contexto Relacional

Ao mentir, o ser humano desfigura a Imago Dei (imagem de Deus) em si mesmo e no próximo. Efésios 4:25 ordena: “Cada um deixe a mentira e fale a verdade com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros”.

A mentira viola a interdependência humana, transformando relacionamentos em transações calculistas. Em contraste, a verdade promove koinonia (comunhão), base da Igreja primitiva (Atos 2:44-47).

6. A esperança

O antídoto divino para a mentira é Cristo, que declara: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Sua ressurreição não apenas expõe a mentira da morte (1 Coríntios 15:55), mas inaugura um novo paradigma onde os redimidos são “cheios do Espírito de verdade” (João 16:13).

A conversão do apóstolo Paulo, perseguidor que se tornou mártir da verdade (Atos 9), exemplifica essa transformação radical.

7. Arrependimento 

A Bíblia não condena sem oferecer solução. 1 João 1:9 assegura que a confissão genuína resulta em perdão e purificação.

Zaqueu, após encontrar Jesus, restituiu quadruplicado o que havia roubado (Lucas 19:8), demonstrando que a verdade liberta não apenas espiritualmente, mas restaura ethicalmente.

8. Era digital

Em um mundo onde a desinformação se propaga em segundos, o mandamento “não mentirás” adquire urgência inédita.

A mentira virtual — de perfis falsos a deepfakes — exacerba a desconfiança global. Colossenses 3:9 adverte: “Não mintam uns aos outros”, lembrando que, mesmo online, “tudo o que está oculto será revelado” (Lucas 12:2).

9. A Igreja como coluna 

Em uma cultura pós-verdade, a Igreja é chamada a ser “coluna e fundamento da verdade” (1 Timóteo 3:15).

Isso implica denunciar a mentira estrutural (como o racismo sistêmico ou a exploração econômica) e viver com transparência, rejeitando a hipocrisia farisaica (Mateus 23:27-28).

10. A eternidade 

Apocalipse 21:8 e 22:15 listam mentirosos entre aqueles excluídos da Nova Jerusalém. A promessa, porém, é que na eternidade “não entrará coisa alguma impura” (Apocalipse 21:27).

A mentira, efêmera por natureza, será erradicada, enquanto “a palavra do Senhor permanece para sempre” (1 Pedro 1:25).

Conclusão

Viver na verdade é um ato revolucionário em um mundo construído sobre narrativas falsas. Não se trata apenas de evitar enganos, mas de abraçar uma existência alinhada com a realidade última: Deus, que “não pode mentir” (Tito 1:2).

Como escreveu Agostinho: “A verdade é como um leão; não precisa ser defendida. Deixe-a solta, e ela se defenderá sozinha”. Aos cristãos, cabe proclamá-la não só com palavras, mas com vidas inteiras “cheias de graça e verdade” — à imagem d’Aquele que as redimiu. Com informações: Comunhão.

Ela passou 35 anos na prisão por injustiça, mas esse não era o fim

Aos 60 anos, Judy Henderson caiu de joelhos em 2017 na sala de visitas de uma prisão no estado do Missouri, nos Estados Unidos. Após cumprir 35 anos de uma sentença de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional, ela foi informada de que sua pena seria comutada. A decisão partiu do então governador do estado, Eric Greitens (Partido Republicano).

Ele simplesmente me pegou pelos ombros e disse: ‘Judy, são boas notícias. São boas notícias para você. Hoje, vou comutar sua sentença para tempo cumprido, liberação imediata’”, relatou Henderson. Segundo ela, o momento permanece vívido em sua memória. “Ainda sinto arrepios só de pensar nisso.”

O caso de Henderson está no centro de seu novo livro de memórias, When the Light Finds Us, publicado nos Estados Unidos. A obra narra o que ela descreve como um erro judiciário devastador, acompanhado por uma trajetória de fé cristã, resiliência e reconstrução pessoal.

A condenação

Judy Henderson foi presa em 1982, acusada de participar de um assalto a uma joalheria na cidade de Springfield, Missouri. O crime terminou com o assassinato do joalheiro. De acordo com seu relato, o autor do disparo foi seu então namorado, descrito por ela como alguém “suave, educado e convincente”. Henderson afirma ter sido manipulada por ele e ferida durante o crime.

Ambos foram acusados de homicídio capital. No entanto, apenas Henderson foi condenada. Um fator central do julgamento foi posteriormente considerado inconstitucional: ela e seu co-réu eram representados pelo mesmo advogado.

Fui a julgamento primeiro, então não pude subir ao banco das testemunhas e ser honesta e dizer a verdade sobre isso porque isso machucaria o outro cliente dele”, disse ela. “Você não pode dar a um um julgamento justo e não ao outro”.

A pena imposta foi prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional por 50 anos. Henderson entrou no sistema prisional, nas palavras dela, “em uma névoa de descrença e raiva”.

Transformação na prisão

Durante as décadas em que esteve encarcerada, Henderson passou por um processo de transformação espiritual. O ponto de virada, segundo ela, ocorreu em um retiro cristão de três dias dentro da penitenciária.

Sempre que eu via a enormidade de quanto amor havia neste retiro de três dias, e como esses voluntários […] escolheram fazer isso porque tinham o amor de Deus neles, isso me deu esperança”, afirmou.

Ela se apoiou no versículo bíblico de Jeremias 29:11, que manteve afixado no espelho de sua cela: “Porque eu sei os planos que tenho para vocês… planos para dar a vocês um futuro e uma esperança”.

Além da dimensão espiritual, Henderson investiu em sua educação e formação profissional. Tornou-se paralegal certificada, treinadora de cães, personal trainer e cabeleireira. Também passou a atuar como mentora de outras mulheres presas.

Atuação pela reforma legal

Nos anos seguintes, Judy Henderson se envolveu ativamente em causas de reforma do sistema judiciário. Contribuiu para a elaboração de uma legislação estadual no Missouri que reconhece a síndrome da mulher espancada como base para defesa legal em processos criminais.

Você pode ficar amargurada ou pode melhorar”, disse. “Eu escolhi melhor porque a raiva só estava me machucando […] Eu tive que me levantar com a ajuda de Jesus Cristo.”

Após a comutação da pena e sua libertação em 2017, Henderson passou a trabalhar com mulheres recém-libertas da prisão. O objetivo, segundo ela, é ajudá-las a encontrar moradia, reconstruir laços familiares e iniciar uma nova vida.

Essa é minha missão. Esse é meu propósito. … Eu farei isso até o dia em que eu der meu último suspiro”, afirmou.

Perdão e reconstrução

Ao tratar de seu passado, Henderson evita ressentimentos. “Deus nos perdoou. Ele morreu na cruz e sofreu enormemente por nós”, declarou. “Como eu poderia, amando-O como meu Pai, não perdoar os outros como Ele fez?

Ela enfatiza que o perdão não se trata de ingenuidade, mas de escolha consciente. “Eu não queria que Satanás pensasse que ele tinha esse tipo de poder sobre mim”, afirmou. “Eu não queria amargura.”

A capa do livro When the Light Finds Us traz a imagem de uma flor desabrochando através de arame farpado. A metáfora, segundo Henderson, representa sua trajetória da escuridão à liberdade.

Luz para mim simboliza liberdade. Eu estava em tal escuridão por tantos anos sem nem perceber”, disse. “Não perca a esperança. Às vezes, só precisamos ouvir a voz Dele […] Esse é o seu sinal. Vá em uma direção diferente. Deixe que Ele lhe mostre.”

Judy Henderson vive hoje como avó, autora e ativista, buscando guiar outros por meio da fé cristã, do apoio comunitário e da esperança que, segundo ela, a sustentou nos anos mais difíceis de sua vida, de acordo com informações do The Christian Post.

Pastor que recebeu Paulo Junior em casa conta segredo

O caso do pastor Paulo Júnior continua repercutindo entre líderes evangélicos e um de seus amigos pessoais, pastor Marcos Granconato, revelou detalhes sobre seu estado de saúde ao longo dos últimos meses.

Granconato, que lidera a Igreja Batista Redenção, em São Paulo, fez um relato sobre a situação de Paulo Júnior antes de seu afastamento.

“Eu e o pastor Paulo Junior temos um certo grau de amizade já há um bom tempo. Fui à igreja dele várias vezes, preguei lá em congressos, eventos especiais. Estive com eles na Conferência Old School […] É um irmão querido”, declarou Granconato, pontuando a relação entre eles.

O pastor enfatizou que o próprio Paulo Júnior não se escondeu de suas responsabilidades no cenário que resultou em seu afastamento: “O que deve ser levado em conta – que o Paulo Júnior não disse e que as pessoas talvez não saibam – é que ele está doente”.

“Pastor Paulo Júnior, antes disso tudo acontecer, mais ou menos há um mês e meio, ele esteve em minha casa e ficou lá com a família toda por dois dias. Nós tivemos ali um tempo muito gostoso, de comunhão, desfrutando da nossa amizade, e ele disse para mim ‘pastor, eu estou muito doente’. Ele disse ‘estou com uma síndrome chamada síndrome de burnout. E segundo ele, essa síndrome se manifestou das mais diversas formas, deixando-o extremamente abalado emocionalmente”, descreveu Granconato.

Embora tenha dito que sabia dos detalhes dos sintomas enfrentados pelo amigo, o pastor Marcos Granconato não quis entrar nos pormenores: “Eu não entendo como se manifesta essa doença, mas é uma doença terrível irmãos. Ele disse para mim ‘estou com isso porque eu não tiro férias há 23 anos’. Irmãos, vocês sabem o que é isso? Sem férias há 23 anos. Isso se somou com outros problemas próprios do pastorado”.

“Ele foi diagnosticado com essa séria enfermidade, que deixou ele bastante abalado e fragilizado, e os médicos deram a ele uma licença de três meses do ministério, para que ele pudesse descansar e se recuperar, inclusive com remédio e tudo mais”, disse, contextualizando.

Ao final, Granconato se desculpou por expor o problema: “Nem sei se eu poderia falar isso aqui. E se o pastor Paulo Júnior em algum momento ouvir eu falando isso, espero que ele me perdoe porque o meu objetivo é ajuda-lo e desfazer certas maldades. Desfazer certas maldades que eu tenho visto nas redes sociais contra ele”.

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‘Demônios’: mulher tinha visões e conta o que a libertou

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Nadeen Flaveney nasceu nos Estados Unidos em uma família muçulmana marcada por conflitos. Segundo seu relato, divulgado pelo canal Delafé Testimonies no YouTube, o ambiente doméstico era hostil, e ela tinha visões de demônios. Sua mãe, de origem jordaniana, sofreu agressões físicas e privação de alimentos por parte do marido.

Pouco após o nascimento de Nadeen, a mulher solicitou o divórcio e retornou com a filha à Jordânia. O pai, que permaneceu nos Estados Unidos, passou a visitar a criança mensalmente.

Quando a menina completou cinco anos, ele pediu autorização para levá-la ao zoológico. A mãe consentiu. No entanto, segundo Nadeen, essa saída fazia parte de uma operação autorizada pelo governo dos Estados Unidos, que considerava que a mãe havia cometido sequestro internacional ao deixar o país com a criança anos antes.

“Eles fizeram um passaporte para mim e enviaram meu pai. Naquele dia, minha mãe me mandou para o zoológico e nunca mais me viu, nunca mais voltei a morar com ela”, relatou Nadeen no vídeo.

Infância em Ohio

A partir de então, Nadeen passou a viver com o pai no estado de Ohio. Criada sob uma educação muçulmana rigorosa, ela relatou sentir-se reprimida por não poder participar de atividades comuns entre seus colegas, como frequentar jogos de futebol ou deixar de usar o véu.

Segundo seu depoimento, o pai projetava nela a raiva que sentia da ex-mulher: “Ele ficou muito bravo quando minha mãe me roubou, acho que toda vez que ele olhava para mim, ele pensava nela”, afirmou.

Aos seis anos de idade, Nadeen começou a sofrer agressões físicas e psicológicas. Ela contou que era constantemente advertida a não entrar em contato com a mãe, sob o argumento de que poderia ser sequestrada: “Dormia com um martelo debaixo da cama. Meu pai colocava mentiras na minha cabeça. Eu estava simplesmente paranoica”, declarou.

Opressão por demônios

Durante a adolescência, Nadeen disse ter desenvolvido um sentimento de rejeição em relação à religião islâmica: “Eu odiava o islamismo, dizia: ‘Como você reza cinco vezes ao dia e me trata assim?’”, contou.

Em um episódio específico, ela relatou ter contraído piolhos devido às más condições de higiene da residência. Após a escola alertar o pai, ele teria reagido de forma violenta, queimando parte de seu cabelo, o que resultou em ferimentos no couro cabeludo.

Com o passar do tempo, Nadeen desenvolveu sintomas de depressão e passou a se automutilar. Segundo seu relato, também experimentava episódios diagnosticados como paralisia do sono, durante os quais ela via demônios.

A medicina considerou os episódios com demônios que ela narrava como esquizofrenia, transtorno de ansiedade grave e transtorno bipolar, ela iniciou um tratamento com múltiplos medicamentos.

“Eu estava na sétima série e me deram um monte de remédios, tomava seis medicamentos diferentes. Fiquei como um zumbi ambulante. Fui à terapia, mas nada estava ajudando”, disse.

As visões de demônios a levaram a tentar suicídio em três ocasiões e foi internada em uma clínica psiquiátrica. “Não via sentido em viver, eu era muito atormentada”, relatou.

Mudanças de estilo de vida

Já no Ensino Médio, seu pai deixou de impor as práticas religiosas de forma rigorosa. Nadeen passou a frequentar festas e consumir bebidas alcoólicas, mas relatou que ainda se sentia solitária. Durante esse período, uma colega cristã falou-lhe sobre oração e a convidou a conhecer sua mãe, que, segundo ela, poderia ajudá-la espiritualmente.

Ao visitar a residência da colega, Nadeen afirma ter tido uma experiência espiritual intensa: “A mãe dela estava orando em línguas e eu fui tomada por algo ruim. Ela orou por mim e expulsou esse espírito. Foi quando me falaram sobre o Evangelho”, declarou.

Apesar disso, Nadeen não adotou imediatamente a fé cristã. Após concluir os estudos, envolveu-se com drogas, álcool e trabalhou em um clube de striptease como garçonete. Aos 21 anos, embora tivesse estabilidade financeira, relatava sentimentos de vazio e tristeza.

Conversão religiosa

Em uma noite, sozinha em seu quarto, Nadeen diz ter feito uma oração questionando a identidade de Deus: “Deus, quem é você? Você é Buda, Alá, o universo?”, recorda.

Pouco tempo depois, aceitou o convite de um amigo para visitar uma igreja. Durante o culto, o pastor leu o versículo de Marcos 8:36: “De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

O episódio teve um impacto significativo em sua vida. Ela foi ao altar durante o apelo e recebeu orações de membros da igreja. Começou a ler a Bíblia e relatou ter encontrado um novo sentido de paz.

“Pela primeira vez, meu coração sentiu paz”, afirmou, emocionada.

Nova fase

Em 2021, Nadeen abandonou o trabalho no clube e foi batizada. Segundo ela, sua vida passou por uma transformação profunda. Ela afirmou ter perdoado a família e se afastado dos comportamentos e vícios anteriores:

“Deus renovou completamente a minha mente. Eu não sentia falta do mundo”, disse.

“Quando você vem a Jesus, não é apenas uma vida melhor, é uma vida nova. Eu poderia ter morrido nas tentativas de suicídio e ido para o inferno. Mas Deus disse: ‘Eu estou te salvando, eu tenho um plano para você’”, concluiu.

Atualmente, segundo seu testemunho, Nadeen está livre das visões de demônios e superou dependências e traumas e dedica sua vida à fé cristã.

Ela teve sonho chocante com a volta de Cristo e isso mudou tudo

A evangelista norte-americana Jennie Allen, conhecida por seu trabalho entre jovens e estudantes nos Estados Unidos, relatou que sua missão de pregar sobre avivamento começou após um sonho com a volta de Cristo.

Segundo Jennie, a experiência marcou um ponto de virada em sua vida ministerial e influenciou o surgimento de movimentos de oração e evangelismo em larga escala.

“Não estou dizendo que não acredito em sonhos e visões. Mas, eu nunca tive esses dons, e, alguns anos atrás, uma amiga orou na noite em que tive esse sonho para que eu ouvisse de Deus sobre algumas coisas muito grandes, coisas cruciais com meu ministério”, contou a evangelista em entrevista à CBN News.

Na ocasião, Jennie enfrentava um período de dúvidas e considerava deixar o ministério. O sonho com a volta de Cristo, no entanto, desencadeou o que ela descreve como um “despertar espiritual”.

“Sonhei que Jesus voltaria em 10 anos. Não tenho ideia de quando Ele vai voltar — nunca diria isso — mas, eu não posso evitar o impacto que a mensagem de que Ele voltará me causou”, afirmou.

A evangelista declarou que o conteúdo do sonho trouxe um senso de urgência: “Isso me deu um senso de urgência e pensei: ‘O que faríamos se Ele voltasse e soubéssemos disso agora. Se Ele voltasse em oito anos, então o que faríamos e como viveríamos?’”.

Segundo ela, o sonho teve um tom de alerta: “Não foi um sonho bom. Tínhamos muito trabalho a fazer e muitas pessoas estavam perecendo”.

Movimentos de oração e evangelismo

Após o episódio, Jennie passou a enfatizar a necessidade de mobilizar a Igreja em oração. Foi nesse contexto que nasceu o movimento “Gather”, uma iniciativa global que reúne cristãos de diferentes nações para 25 horas ininterruptas de oração.

Além disso, a evangelista atua como uma das líderes do UniteUs, um ministério voltado para estudantes universitários, que tem promovido encontros evangelísticos em diversas regiões dos Estados Unidos.

“Este ano, eu acredito que Deus está se movendo de uma forma realmente única na Terra”, disse Jennie, ao comentar os recentes sinais de avivamento observados por ela em diferentes contextos.

Entre os episódios mencionados, ela citou o avivamento ocorrido na Universidade de Asbury, no Kentucky, em fevereiro de 2023. O movimento espontâneo durou 16 dias e noites consecutivos, reunindo estudantes, moradores locais e visitantes de vários países em oração e adoração.

Jennie também mencionou a ocorrência de manifestações semelhantes em prisões americanas, onde presenciou o que descreve como uma intensa busca por Deus.

“Eu sinto como se eu estivesse em meio à glória de Deus e isso é realmente lindo e incrível. Sinto que minha fé em Deus está mais forte do que nunca”, afirmou.

Chamado ao comprometimento

A evangelista continua incentivando cristãos a atenderem ao chamado para evangelizar pois isso demonstrará ao mundo o desejo pela volta de Cristo:

“Não acho que eu seja especial. Acredito que cada um de nós deve dizer ‘sim’ para qualquer coisa que Deus nos chame, e, conforme fazemos isso, geralmente para mim, o desafio fica cada vez mais alto e o risco fica cada vez maior, mas sempre vale a pena”.

Jennie também apontou para o desejo crescente por autenticidade dentro da fé cristã:“As pessoas estão famintas para trabalhar juntas. Elas estão famintas para ver um movimento de Deus na Terra. Estamos todos cansados ​​da postura e da politização da religião. Todos nós estamos desejando um movimento real e verdadeiro de Deus, e é por isso que as pessoas estão dizendo: ‘Sim’”.

Por fim, ela compartilhou sua oração: “Que as pessoas tenham uma paixão renovada pelas almas” e “um despertar para tudo o que Deus é. A igreja nunca foi tão grande quanto é agora. Então, é hora de avivamento”.

Viraliza vídeo de Malafaia fazendo grave alerta ao pastor Paulo Jr.

Viralizou nas redes sociais um vídeo do pastor Silas Malafaia, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), fazendo um alerta ao pastor Paulo Jr., que dias atrás chocou o meio evangélico ao anunciar o seu afastamento do ministério pastoral após ser considerado “desqualificado” pela liderança da sua denominação.

Na gravação, Malafaia aparece mandando Paulo Jr. tomar “cuidado”, pois poderia ter seu ministério “destruído” caso mantivesse a sua antiga postura. O líder assembleiano se referiu às críticas do pastor Jr. aos pastores pentecostais.

De acordo com Malafaia, nenhum pastor prospera atacando o ministério de outros. Ele próprio, bem como o também assembleiano Marcos Feliciano, foram chamados de “hereges” pelo pastor Jr., tendo sido esse o motivo da gravação, que é antiga.

Discussão

O vídeo publicado pelo perfil Assembleianos de Valor, no Instagram, dividiu opiniões, com muitos seguidores da página defendendo as palavras de Paulo Jr. contra Malafaia e Feliciano.

“Paulo Junior pode ter caído, mas, isso não anula as verdades que ele falou. Sendo assim, ele falou a verdade quando denunciou os pastores mencionados”, comentou um internauta.

Outros destacaram o fato do pastor Paulo Jr. ter confessado o seu pecado, vindo a público para pedir perdão, sendo isso um exemplo de humildade e disposição de melhorias em sua vida.

“Rasgou o coração, confessou os seus pecados e não teve nenhum ‘MAS’ ou ‘ENTRETANTO’ na sua fala, apenas pedido de perdão!”, reagiu outro seguidor no Instagram.

“A diferença é o arrependimento e reconhecer que errou. Achei honroso, nunca vi o senhor aí fazer o mesmo. Sempre é o dono da razão”, comentou outra internauta, também defendendo a atitude de Paulo Jr.

Por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, o líder da Igreja Aliança do Calvário comunicou que foi afastado do ministério, após o conselho da Igreja entender que ele estava “desqualificado” por causa de algumas das suas posturas. Assista:

Cinco conselhos aos pastores sobre como escolher as batalhas

Um texto escrito pelo pastor e escritor Jeramie Rinne, oferece orientações para novos líderes religiosos, pastores, sobre como priorizar mudanças em suas congregações, destacando a importância de escolher sabiamente as batalhas para evitar conflitos desgastantes.

Diante da riqueza do seu conteúdo, listamos abaixo um resumo dos cinco conselhos principais debatidos pelo autor:

1. Questões pré-assumidas

Priorize mudanças já discutidas ou acordadas antes de sua chegada na igreja. Isso inclui:

  • Demandas da igreja (como reformas estatutárias já solicitadas pelo conselho).
  • Propostas declaradas pelo próprio pastor durante o processo de candidatura.

    Exemplo: O autor alterou estatutos em menos de 18 meses em uma igreja após o conselho manifestar interesse prévio.

2. Padrões bíblicos da igreja

Foque em estruturas e práticas alinhadas às Escrituras:

  • Membresia formal, adoração centrada na Bíblia, administração correta das ordenanças.
  • Pregação expositiva, evangelismo, discipulado, oração e cultura de edificação mútua.

    Observação: Mudanças devem ser graduais, com ensino contínuo e persuasão paciente (“apresse-se lentamente”, diz ele).

3. Crises de integridade do Evangelho

Enfrente imediatamente situações que comprometam o testemunho da igreja, mesmo que arriscadas:

  • Imoralidade (como adultério envolvendo líderes).
  • Desvios financeiros ou heresias (como ensino do “evangelho da prosperidade”).

    Justificativa: A honra de Cristo e a integridade do Evangelho devem ser prioridades.

4. Oportunidades providenciais

Aproveite circunstâncias inesperadas que facilitem mudanças positivas:

  • Exemplo do autor: Usou a destruição do prédio da igreja por um furacão para interromper transmissões ao vivo, algo que já desejava.

    Dica: Esteja atento a “solo preparado por Deus” e colabore com líderes locais influentes.

5. Combate à impaciência

Lute contra a pressa interna, que pode prejudicar o ministério:

  • Como:
    • Confie na eficácia da pregação fiel e no trabalho do Espírito Santo.
    • Ore e espere pelo timing divino (“Deus responde de formas surpreendentes”).
    • Cultive humildade, questionando se as mudanças desejadas refletem preferências pessoais ou necessidades reais.
    • Ame a congregação como “noiva de Cristo”, não como um projeto a ser consertado.

Conclusão

O autor enfatiza que a paciência, aliada à fé na Palavra e ao amor pelas pessoas, é essencial para liderar mudanças duradouras. A igreja, como “rebanho de Jesus”, requer cuidado pastoral que valorize mais a transformação espiritual gradual do que reformas imediatistas. Com informações: Voltemos ao Evangelho.

Missionários reagem ao terremoto de magnitude 7,7 em Mianmar

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a região central de Mianmar e partes da Tailândia na sexta-feira (28), resultando em pelo menos 2.000 mortes confirmadas, com vítimas nas duas regiões.

O epicentro do tremor foi registrado a 15 km da cidade de Mandalay, em Mianmar, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), com tremores secundários de magnitude 6,4 e repetidas réplicas moderadas.

Impactos imediatos

  • Mianmar: Pontes e estradas colapsaram na capital Naypyitaw. Em Taungoo, o desabamento de um templo matou três pessoas, enquanto em Aung Ban, um hotel ruiu, deixando dois mortos e 20 feridos. O jornal Myanmar Now relatou danos ao histórico Palácio de Mandalay e a queda de uma torre de relógio centenária.
  • Tailândia: Um arranha-céu em construção desabou em Bangkok, soterrando 81 trabalhadores sob escombros. Das 320 pessoas presentes no canteiro de obras, 239 foram resgatadas até o fechamento desta edição.

Ambos os países declararam estado de emergência. Equipes de resgate mobilizaram-se para buscas em áreas críticas, com drones sendo utilizados para mapear zonas de risco. O terremoto ocorreu às 12h08 (horário local), a 10 km de profundidade, e foi sentido em regiões a até 800 km do epicentro.

Relatos missionários

Organizações cristãs relataram desafios logísticos e pedidos de socorro. Eugene Wee, diretor da missão Radion International na Tailândia, descreveu ao portal Salt & Light o momento do terremoto durante um treinamento em Phetchabun:

“O escritório de campo, a 300 metros de altitude, tremeu por até oito minutos. Não há precedentes nessa intensidade aqui”. Sua equipe evacuou 30 pessoas de um centro infantil em Chiang Mai.

Em Mianmar, Deeram Khong, trabalhador de uma organização cristã em Yangon, expressou preocupação com comunidades isoladas:

“Não conseguimos contato com irmãos em Mandalay. Linhas de comunicação caíram. Ore por eles”.

Santiphap Viriyotha, da Stronger Together Thailand, destacou a raridade do fenômeno no país: “É o terremoto mais forte em décadas. Em Chiang Mai, postes e árvores balançavam visivelmente”.

Danos a instituições:

  • Convenção Batista de Mianmar confirmou danos parciais em uma igreja em Naypyitaw e em um prédio de apoio a crianças, sem vítimas.
  • Portas Abertas relatou que parceiros em apartamentos foram evacuados preventivamente. “Uma sessão de treinamento terminou minutos antes do tremor”, disse Daisy Htun, colaboradora local.

Líderes religiosos pediram orações focadas em áreas críticas:

“Orem pelos enlutados, pelos desaparecidos e por missionários que atendem comunidades em trauma”, solicitou Naw Aung Lahtaw, evangelista em Chiang Mai.

Contexto sísmico:

A região do epicentro, próxima à falha de Sagaing, é considerada de alta atividade tectônica. O último terremoto de magnitude similar ocorreu em 2012 (6,8), deixando 37 mortos em Mianmar. Autoridades alertam para riscos de novos abalos nas próximas 48 horas. Com informações: G1

Páscoa: veja o trailer do filme surpresa que estreia em breve

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A animação O Rei dos Reis vai contar a história da Páscoa de um jeito criativo. O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 17 de abril, véspera da Páscoa, com distribuição exclusiva da Heaven Content, produtora voltada ao entretenimento cristão, em parceria com a 360WayUp.

O filme apresenta a história de Jesus Cristo a partir da perspectiva de uma criança, que ouve do pai uma narrativa sobre a vida do Messias. Ao longo da trama, o menino acompanha Jesus, presencia seus milagres, enfrenta desafios e compreende o significado de seu sacrifício. A proposta da animação é oferecer uma nova abordagem sobre os relatos bíblicos, voltada especialmente ao público familiar.

Inspiração literária inédita

O Rei dos Reis é inspirado na obra A Vida de Nosso Senhor, escrita entre 1846 e 1849 por Charles Dickens, autor britânico conhecido por títulos como Um Conto de Natal e Oliver Twist. O livro foi redigido exclusivamente para seus filhos e permaneceu inédito por mais de 85 anos, sendo publicado apenas em 1934, após a morte do autor.

Elenco internacional de vozes

A versão original da animação conta com um elenco de vozes composto por atores premiados:

  • Kenneth Branagh, vencedor do Oscar e do BAFTA, interpreta Charles Dickens;

  • Uma Thurman, indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro, dá voz a Catherine Dickens;

  • Oscar Isaac, vencedor do Globo de Ouro, interpreta Jesus Cristo;

  • Sir Ben Kingsley e Forest Whitaker, vencedores do Oscar, dão voz ao Sumo Sacerdote Caifás e ao apóstolo Pedro, respectivamente;

  • Pierce Brosnan interpreta Pôncio Pilatos;

  • Mark Hamill, o Rei Herodes;

  • Roman Griffin Davis, entre outros nomes do elenco.

Trilha sonora original

A trilha sonora conta com a música original Live Like That, interpretada pela vencedora do Emmy e do Tony Awards Kristin Chenoweth. A canção foi composta por Kellys Collins, Tim Nichols e Matt Wynn, com produção de Keith Thomas.

“A oportunidade de contribuir musicalmente para um filme que explora a vida de Jesus Cristo é um marco pessoal e profissional para mim. Espero que minha canção toque os corações de todos que assistirem O Rei dos Reis”, afirmou Chenoweth em nota divulgada pela produção.

Direção e lançamento

O longa foi dirigido e roteirizado por Rob Edwards e estreia exclusivamente nos cinemas brasileiros em 17 de abril, com distribuição da Heaven Content em parceria com a 360WayUp.