Paul Washer sobre vencer provações: a carne odeia a oração

O pregador Paul Washer enfatizou a importância da oração pessoal e criticou o que chamou de ministérios de “bugigangas insignificantes” durante sua pregação na Shepherds Conference, realizada na última sexta-feira, 07 de março.

O evento, promovido pela Grace Community Church de Sun Valley, Califórnia, reuniu pastores e líderes cristãos para discutir o ministério pastoral.

Em sua mensagem, Washer baseou-se em Marcos 1:29-38, passagem que descreve Jesus curando diversas pessoas antes de retirar-se para orar e, posteriormente, dizer a Seus discípulos que precisava pregar em outro lugar.

“Você pode ter uma teologia muito boa e não permanecer em Cristo”, afirmou. Ele destacou que todas as dificuldades enfrentadas pelos cristãos servem para levá-los a uma comunhão contínua com Cristo, que deve ser buscada não apenas por meio do estudo, mas também da oração.

“Descobri que há apenas uma coisa que minha carne odeia mais do que o estudo das Escrituras: a oração”, enfatizou.

Segundo Washer, o “ponto central” do trecho bíblico analisado é a “vida de oração” de Jesus. Ele alertou que a Grande Comissão não pode avançar sem oração, independentemente de exposições bíblicas, pregações ou planejamentos estratégicos: “Na oração secreta e permanente, não há glória diante dos homens, há apenas glória de Deus”, afirmou.

Oração e ministério

O pregador também ressaltou que, embora os servos de Deus precisem de descanso, a oração deve ser prioridade, superando até mesmo o sono.

Em sua mensagem, ele criticou certos ministérios que considera desnecessários, contrastando-os com a oração, que, segundo ele, é imprescindível. Dirigindo-se a um público majoritariamente pastoral, Washer citou a frase de Charles H. Spurgeon, renomado pregador britânico do século XIX: “Prefiro ensinar um homem a orar do que dez homens a pregar”.

Ele também mencionou que a eficácia da pregação de Spurgeon não deveria ser atribuída apenas ao seu intelecto ou memória, mas, sobretudo, à sua vida de oração. “Você não pode olhar para os sermões de Spurgeon e encontrar uma explicação natural para o fato de que tanto material foi pregado e, ainda assim, cada parágrafo parece ser ouro. Ele era um homem de oração, como seu Senhor”, declarou Washer.

Ainda sobre a importância da oração, ele citou passagens como Lucas 11, onde os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar, e destacou que os seguidores de Cristo não pediram ensinamentos sobre milagres ou pregação, mas sobre oração.

“Se eu vou pedir a um homem para me ensinar algo, será a coisa que eu achar mais espetacular na vida daquele homem. Eu honestamente acredito que a coisa mais espetacular sobre Jesus foi Sua comunhão com Deus em oração”, disse, conforme informações do The Christian Post.

Mensagem de John MacArthur

Além de Paul Washer, a Shepherds Conference contou com uma participação especial do pastor John MacArthur, líder da Grace Community Church. Aos 85 anos, MacArthur enfrenta sérios problemas de saúde e enviou uma mensagem em vídeo aos participantes.

“Percebo que estou na última volta”, declarou. “Isso assume um novo significado quando você sabe que está na ponta curta da vela.” Ele expressou gratidão a Deus por tudo o que pôde testemunhar em seu ministério e concluiu sua fala com uma bênção: “Graça e paz a vocês da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor, Jesus Cristo”.

A Shepherds Conference, realizada de 5 a 7 de março, reuniu líderes cristãos para fortalecer o ensino bíblico e encorajar pastores em seu ministério.

Atriz do cinema exalta a fé em Deus: 'Tenho de honrá-lo na obra'

A atriz Patricia Heaton tem se dedicado a uma missão de honrar a Deus, buscando inspirar os outros por meio de seu trabalho e ações no cinema, meio bastante badalado entre as celebridades.

Além de defender Israel por meio da Coalizão do 7 de Outubro, Heaton tem se esforçado para criar conteúdo positivo em Hollywood, mantendo-se ocupada com uma agenda repleta de projetos significativos e inspiradores.

Em uma entrevista para a emissora cristã CBN News, durante a estreia de seu novo filme “The Unbreakable Boy” em Nova York, Heaton compartilhou que acredita que sua fé tem sido fundamental para sua longa carreira, que inclui papéis em sucessos como “Everybody Loves Raymond” e “The Middle”.

Ela explicou: “Quando você entrega tudo a Deus, Ele devolve de uma maneira que você nunca poderia imaginar. Sinto que Deus me deu certos dons, então é minha responsabilidade honrá-Lo com o trabalho que faço”.

Sobre seu novo projeto, “The Unbreakable Boy”, um filme que aborda a jornada de uma família lidando com um filho que é tanto autista quanto sofre de doença óssea frágil, Heaton expressou sua alegria por poder contar uma história transformadora de superação.

“A história é maravilhosa e verdadeira”, disse. “É uma história sobre uma luta que muitas famílias enfrentam hoje — um filho no espectro ou até mesmo se seu filho tem diferenças de aprendizado.”

A atriz Heaton destacou ainda que, embora o filme mostre as dificuldades sem maquiar a realidade, ele transmite uma mensagem de esperança e redenção no final.

Em um momento de caos e confusão cultural, a atriz acredita que “The Unbreakable Boy” oferece uma narrativa crua e genuína, que oferece o alívio necessário para aqueles que buscam paz em meio às tempestades da vida.

Cristãos deportados dos EUA podem correr risco de vida; entenda

Organizações que defendem os direitos de cristãos perseguidos alertaram recentemente sobre o risco de vida que imigrantes cristãos deportados dos Estados Unidos podem enfrentar ao retornar aos seus países de origem.

Entre os deportados, muitos são originários de nações onde a perseguição religiosa contra cristãos é intensa, como Irã, Paquistão, Afeganistão, China e Uzbequistão.

De acordo com Jeff King, presidente da International Christian Concern (ICC), entre os 350 migrantes deportados para o Panamá no mês de fevereiro, ao menos 10 são iranianos que se converteram ao cristianismo após abandonarem o Islã.

Esses imigrantes, caso sejam enviados de volta ao Irã, enfrentam o risco iminente de perseguição severa, incluindo a pena de morte por apostasia, um crime grave segundo a lei islâmica da Sharia.

King explicou que os iranianos estão particularmente vulneráveis. “Se retornarem ao Irã, eles enfrentarão a pena de morte por apostasia, um crime grave sob a lei da Sharia”, afirmou em entrevista ao The Christian Post. Ele destacou ainda que, apesar de uma longa história cristã no Irã, os cristãos iranianos têm sido severamente perseguidos por décadas.

Intolerância brutal

A perseguição religiosa no Irã é notória e sistemática, com a legislação do país proibindo muçulmanos de mudar de fé. A conversão ao cristianismo é vista como um ato criminoso e pode levar à prisão, tortura ou até mesmo à execução.

A lei iraniana exige que todas as práticas e normas do país estejam alinhadas com os preceitos do Islã, tornando ilegal a propagação de qualquer religião que não seja o Islã. A pena de morte é frequentemente aplicada a quem insulta o Profeta Maomé ou é acusado de apostasia.

Apesar dessa grave situação, o Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que os imigrantes deportados estavam nos Estados Unidos ilegalmente e que nenhum deles manifestou medo de retornar aos seus países de origem durante o processo de deportação.

No entanto, a International Christian Concern lembra que, de acordo com tratados internacionais, como a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura, é proibido forçar o retorno de refugiados a países onde eles correm risco de perseguição.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos também reforça que o direito internacional impede a devolução de refugiados para países onde possam ser perseguidos.

Nina Shea, diretora do Centro de Liberdade Religiosa do Hudson Institute, expressou preocupação com a situação. “Nossas práticas de asilo devem priorizar aqueles que fogem da perseguição religiosa”, afirmou ela.

Shea também defendeu que, com base no compromisso do ex-presidente Donald Trump de proteger a liberdade religiosa, esses cristãos iranianos não deveriam ser deportados.

Tony Perkins, ativista evangélico proeminente, fez um apelo semelhante, reconhecendo os esforços do governo dos EUA em proteger suas fronteiras, mas destacando a necessidade de proteger os cristãos que fugem de perseguições religiosas.

“Devemos utilizar programas eficazes de refugiados e asilo para proteger os crentes da repatriação para um perigo quase certo”, afirmou Perkins, segundo o The Christian Post.

O caso sublinha a situação crítica dos cristãos em muitos países, onde a conversão ao cristianismo é considerada um ato de rebeldia contra o Estado e a religião oficial, e onde, muitas vezes, a vida daqueles que optam por seguir outra fé é colocada em risco.

Encontro com Deus leva ladrão a devolver o que roubou

O testemunho de Joshua Prins reflete uma transformação radical impulsionada por sua experiência com Deus. Abandonado pelos pais e criado em um orfanato na Holanda, ele se envolveu no crime até que um convite para a igreja mudou sua trajetória.

Criado em um lar cristão, Joshua sofreu a separação de seus pais ainda na infância. Aos 10 anos, seu pai deixou a família, e quatro anos depois, sua mãe o expulsou de casa. Ele então foi acolhido por um orfanato, onde conviveu com jovens com passados difíceis.

“Eu não conseguia mais confiar em ninguém e, quando você está entre criminosos, você se torna um deles”, relatou em entrevista ao Hour of Power.

Segundo a Revive, Joshua passou a cometer assaltos e roubos e, com o tempo, sua rede criminosa cresceu. “Nós comercializávamos produtos ilegais, armas e cometemos roubos”, lembrou ele.

Uma experiência transformadora

Ao completar 18 anos, Joshua precisou deixar o orfanato e foi morar com seus tios, um casal cristão que o convidou para ir à igreja: “Eu pensei: ‘A igreja não é para mim, eu sabia que não funcionava’”, contou.

No entanto, decidiu acompanhá-los. Durante o culto, o evangelista Herman Boon pregou sobre arrependimento, e suas palavras impactaram Joshua profundamente: “Meu coração estava batendo forte. Ele gritou: ‘Se arrependam, consertem tudo’. Essas palavras ficaram na minha cabeça o dia todo”, relatou.

Naquela noite, ele orou pedindo direção e, pela primeira vez, sentiu uma resposta: “Se você fizer o que eu quero, eu vou te proteger”.

No dia seguinte, participou de uma conferência onde ouviu a passagem de Romanos 8:31: “Que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?”.

Mesmo após essa experiência, Joshua ainda não havia mudado de vida completamente. Mas, com o tempo, sentiu que Deus o direcionava a consertar seus erros.

Restaurando o passado

Determinado a reparar suas ações, ele decidiu devolver itens roubados: “Eu disse a ele que acredito que Deus ama a justiça. Que agora eu busco o Seu reino, e ele ficou sem palavras”, contou.

Além disso, tomou a decisão de se entregar à polícia: “Eu tive que testar se era realmente Deus se movendo em minha vida”, afirmou.

Para sua surpresa, após confessar os crimes, não recebeu nenhuma condenação: “Depois de 10 minutos, a polícia voltou e disse: ‘Você foi dispensado de tudo’”.

Nas semanas seguintes, Joshua viu sua vida mudar radicalmente. Ele decidiu usar sua paixão pelo ciclismo para trabalhar e passou a consertar bicicletas: “Onde quer que eu fosse, eu falava às pessoas sobre Jesus. Meu slogan era: ‘O consertador de bicicletas com Boas Notícias’”, testemunhou.

Compromisso com o Reino

Com o tempo, Joshua sentiu o chamado para se aprofundar no estudo da Bíblia. “Eu busco o Seu reino e a Sua justiça. Jesus é a fonte. Nosso trabalho é tornar Seu reino visível aqui na Terra”, declarou.

Por fim, deixou uma mensagem de encorajamento para aqueles que enfrentam dificuldades: “Meu conselho é: se você não sabe mais o que fazer, busque a Deus, busque a Sua vontade, a Sua justiça. Tudo o que seu coração deseja virá até você, em vez de você correr atrás disso”.

Muçulmanos espancam e raspam a cabeça de cristão: 'Chocado'

No final de fevereiro de 2025, Wasif George, um cristão de 34 anos, foi sequestrado, espancado e humilhado publicamente por um grupo de vizinhos muçulmanos em Chak 110-GB Chak Jhumra, uma aldeia na província de Punjab, no Paquistão.

O incidente ocorreu no dia 27 de fevereiro, quando Wasif estava recolhendo galhos caídos para usar como lenha em uma área próxima a um canal. Ele foi acusado falsamente de roubar madeira das propriedades de proprietários de terras muçulmanos.

De acordo com seu irmão, Patras George, sete homens muçulmanos o capturaram e o levaram até a propriedade de Junaid Javed, onde o espancaram, rasparam sua cabeça e barba, e o torturaram de outras formas.

Patras relatou ao Morning Star News que, enquanto Wasif estava recolhendo lenha, os agressores o arrastaram para uma propriedade local, onde o humilharam ainda mais. “Eles não apenas o espancaram, mas também rasparam sua cabeça e barba através de um barbeiro”, contou Patras.

Além disso, os agressores forçaram Wasif a “desfilar” pelas ruas da aldeia montado em um burro, com o rosto pintado de tinta. A situação foi presenciada por toda a comunidade, mas ninguém ousou intervir devido às ameaças dos agressores, que brandiam armas e proibiam a filmagem da cena de abuso.

Ao saber do ocorrido, Patras correu até o local, mas encontrou seu irmão em estado de choque, já sem os agressores no local.

“Não consigo descrever a dor de ver meu irmão mais novo nessa condição”, lamentou. Desde o evento, Wasif desenvolveu sintomas de depressão e pensamentos suicidas. Sua esposa e familiares agora monitoram constantemente suas ações, temendo que ele tente se suicidar devido à humilhação sofrida.

Patras ressaltou que seu irmão não roubou lenha, mas apenas recolheu galhos caídos, o que, segundo ele, não justifica a violência que Wasif sofreu.

“Se ele realmente tivesse cometido algum ato errado, os proprietários de terras poderiam tê-lo prendido e acusado de acordo com a lei”, afirmou Patras.

Omissão das autoridades

Patras também criticou o fato de os agressores, apesar de serem pessoas influentes e com antecedentes policiais, não terem sido presos. Eles usaram sua relação com as autoridades locais para se livrar das acusações e, conforme Patras, pressionam a família para uma reconciliação.

Em relação à postura da polícia, Patras destacou o viés das autoridades, que não tomaram medidas significativas para punir os responsáveis.

“Embora a polícia tenha registrado o caso, os acusados pagaram fianças e ainda estão nos pressionando”, disse Patras, criticando o fato de que, uma semana após o incidente, ainda não haviam sido ouvidos pela polícia.

A situação dos cristãos na aldeia, composta por cerca de 25 a 30 famílias, é descrita como extremamente difícil, já que são em sua maioria muito pobres e não têm meios de se defender contra os abusos dos muçulmanos mais ricos e influentes da região.

“Nenhum de nossos líderes religiosos ou políticos cristãos mostrou qualquer preocupação com nossa situação. Eles estão apenas preocupados com dinheiro e títulos, sem se importar com a nossa luta por justiça”, afirmou Patras.

A violência contra Wasif chamou a atenção de Aslam Sahotra, presidente do partido Masiha Millat do Paquistão, que se comprometeu a buscar justiça para o cristão. Ele também criticou a inação da polícia, que, segundo ele, dificulta ainda mais a busca por justiça para as pessoas vulneráveis no país.

O Paquistão figura na 8ª posição da Lista Mundial de Perseguição de 2025, elaborada pela Missão Portas Abertas, entre os países mais difíceis para os cristãos viverem.

Igrejas hispânicas enfrentam dificuldades financeiras graves

O anúncio de uma aliança estratégica para ajudar igrejas hispânicas foi realizado recentemente. A parceria entre a National Hispanic Christian Leadership Conference (NHCLC) e a America’s Christian Credit Union (ACCU) foi um dos destaques da conferência anual da National Religious Broadcasters.

O acordo torna a NHCLC a primeira e única parceira executiva da ACCU em serviços financeiros, com o objetivo de transformar a saúde financeira de milhares de igrejas hispânicas e seus pastores nos Estados Unidos.

“A comunidade cristã hispânica precisa de apoio financeiro sólido e ferramentas mais do que nunca”, afirmou o Rev. Samuel Rodriguez, presidente da NHCLC. Segundo ele, a parceria permitirá que líderes religiosos recebam treinamento e capacitação para administrar melhor suas igrejas.

“A ACCU compartilha nossos valores e missão, e juntos seremos capazes de treinar e capacitar nossos pastores e congregações”, disse.

Educação financeira

Um dos principais pilares da iniciativa é a educação financeira, área frequentemente negligenciada por muitas igrejas devido à falta de treinamento em administração e gestão de recursos.

De acordo com Angel Correa, representante da NHCLC, o programa oferecerá ferramentas práticas e ensinamentos fundamentados em princípios bíblicos sobre mordomia e finanças.

“Queremos educar nossa comunidade sobre como administrar adequadamente os recursos que Deus coloca em suas mãos”, explicou Correa ao Christian Post Español. Ele ressaltou que, apesar do chamado pastoral, muitos líderes não possuem conhecimento financeiro suficiente para gerir suas igrejas de forma sustentável.

“Este acordo nos permitirá oferecer workshops, aconselhamento e suporte em áreas-chave como orçamento, planejamento e economia”, acrescentou.

Financiamento para igrejas

Além da capacitação, a ACCU disponibilizará opções de financiamento para igrejas e ministérios afiliados à NHCLC. Isso inclui linhas de crédito para compra e reforma de prédios, expansão ministerial e planos de aposentadoria para pastores—um tema muitas vezes deixado em segundo plano dentro das congregações.

“As igrejas hispânicas precisam de acesso a financiamento para crescer e continuar impactando suas comunidades”, afirmou Joel Santiago, diretor de banco corporativo da ACCU. Segundo ele, a instituição está comprometida em oferecer soluções financeiras alinhadas com princípios bíblicos para fortalecer igrejas e seus líderes.

Santiago também destacou a importância de preparar os pastores para o futuro. “Muitos líderes dedicaram suas vidas ao ministério e chegaram à velhice sem um plano de aposentadoria. Podemos orientá-los e conectá-los a especialistas que os ajudarão a se preparar para essa fase de suas vidas”, explicou.

Expansão para a América Latina

Embora o foco inicial da parceria esteja na comunidade hispânica nos Estados Unidos, a NHCLC já manifestou o desejo de expandir o projeto para a América Latina: “O desafio é grande, mas a necessidade é ainda maior”, disse Correa.

Ele mencionou que o modelo de educação e suporte financeiro poderá ser levado a igrejas no México, América Central e outros países da região.

O Rev. Samuel Rodriguez reforçou o compromisso da NHCLC em fortalecer as igrejas e líderes hispânicos, destacando que a aliança com a ACCU é apenas o começo: “Queremos ver igrejas saudáveis, pastores fortalecidos e comunidades transformadas por meio de princípios financeiros sólidos alinhados com a Palavra de Deus.”

Com essa iniciativa, NHCLC e ACCU buscam promover uma transformação significativa na vida financeira das igrejas hispânicas, fornecendo-lhes conhecimento e recursos para que possam crescer e servir de maneira mais eficiente, de acordo com informações do The Christian Post.

Violência na Síria deixa mais de mil mortos e cristãos apreensivos

Uma nova onda de violência tomou conta da Síria nos últimos dias, gerando temor entre a população e levando cristãos a cancelarem cultos e considerarem deixar o país.

Os conflitos, que se intensificaram na última semana, já resultaram na morte de mais de mil pessoas, a maioria civis, na região costeira do país, que ocupa a 18ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025.

Apenas três mortes de cristãos foram confirmadas até o momento. Na quinta-feira, 06 de março, um pai e um filho foram mortos, enquanto na sexta-feira, outro cristão foi atingido por uma bala dentro de casa, aparentemente vítima dos combates entre forças de segurança do novo governo e apoiadores do regime anterior.

Diante da escalada da violência, os três principais líderes cristãos da Síria divulgaram uma declaração conjunta no sábado, 08 de março, na qual denunciam os ataques contra civis.

“Nos últimos dias, a Síria testemunhou uma perigosa escalada de violência, brutalidade e assassinatos, resultando em ataques a civis inocentes, incluindo mulheres e crianças. Lares foram violados, sua santidade desrespeitada e propriedades saqueadas, cenas que refletem claramente o imenso sofrimento suportado pelo povo sírio”, afirmaram no comunicado. Os líderes cristãos também condenaram os massacres e pediram o fim imediato dos ataques.

Conflito e toque de recolher

A violência começou na quinta-feira em áreas de maioria alauíta, grupo muçulmano ao qual pertencia o ex-presidente Bashar al-Assad. Apoiadores do antigo governo pegaram em armas e atacaram forças de segurança do novo regime, matando diversos soldados. O novo líder do país, Ahmed al-Sharaa, determinou o envio de reforços militares para conter a situação.

Diante dos confrontos, um toque de recolher foi imposto nas cidades de Homs, Tartous e Latakia. Segundo informações não confirmadas, as forças de segurança sírias teriam matado 830 civis alauítas.

A BBC, citando o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, informou que pelo menos 231 membros das forças de segurança e 250 combatentes pró-Assad foram mortos nos combates.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu o fim imediato da violência:

“Os assassinatos de civis nas áreas costeiras no Noroeste da Síria devem cessar imediatamente. Estamos recebendo relatos extremamente perturbadores de famílias inteiras, incluindo mulheres e crianças, sendo mortas. Há relatos de execuções sumárias com base sectária por perpetradores não identificados, por membros das forças de segurança das autoridades interinas, bem como por elementos associados ao antigo governo”, declarou Türk em comunicado oficial.

Cristãos temem o futuro

A nova escalada de violência trouxe lembranças dos tempos de domínio do Estado Islâmico e aprofundou a sensação de insegurança entre a comunidade cristã síria. “Todos os cristãos que conheço agora querem deixar o país”, afirmou uma fonte local. Em cidades como Latakia e Tartous, lojas e restaurantes permaneceram fechados nos últimos dias.

A organização cristã Portas Abertas também se manifestou sobre a situação. Em nota, o secretário-geral da Portas Abertas Brasil, Marco Cruz, destacou a importância da oração neste momento: “Mais do que nunca, a unidade do corpo de Cristo em todo o mundo é necessária em intercessão por nossos irmãos na fé sírios”, afirmou.

A situação na Síria segue incerta, com novos relatos de violência e instabilidade. Enquanto as forças do governo tentam restabelecer a ordem, o medo e a insegurança continuam a afetar a população, especialmente os cristãos, que temem um novo período de perseguição e violência sectária.

Humilhada por vizinhas, ex-muçulmana segue anunciando a Cristo

O relato de Jorina, uma cristã humilhada por vizinhas muçulmanas, ilustra a realidade enfrentada por muitos cristãos convertidos no Norte de Bangladesh, onde a conversão ao cristianismo pode resultar em perseguições severas.

A hostilidade demonstrada por líderes islâmicos locais e pela comunidade reforça a vulnerabilidade de cristãos ex-muçulmanos, especialmente mulheres.

A história de Jorina começou com o interesse em aprender sobre Jesus, despertado pelas conversas de seu marido com cristãos. Durante dois anos, ambos estudaram a Bíblia e textos islâmicos antes de decidirem seguir a fé cristã. Entretanto, sua conversão os colocou em uma posição de isolamento e risco.

A experiência de humilhação vivida por Jorina, ao ser forçada por mulheres da vila a expor seu corpo em busca de um suposto “selo” cristão, reflete o impacto de crenças equivocadas e da falta de entendimento sobre o cristianismo na região.

Efésios 1.13 menciona o selo do Espírito Santo como uma marca espiritual, mas alguns na comunidade interpretam isso de forma literal, o que resultou no constrangimento imposto a Jorina.

Além disso, a conversão trouxe dificuldades familiares e sociais. A família do marido cortou laços, ameaçou a vida do casal e os privou de heranças. Os filhos enfrentam discriminação na escola e intimidações de colegas.

A hostilidade da comunidade se traduz em ameaças constantes, sem que haja qualquer proteção das autoridades locais, que tendem a ignorar os casos de perseguição a cristãos.

Mesmo humilhada, Jorina continua compartilhando o Evangelho e discipulando novos convertidos em uma igreja doméstica, ao lado do marido. Apesar dos riscos, ela afirma: “Se tivermos que morrer, que seja pelo Senhor. Se estamos vivos, que seja para a glória do Senhor. Deus pode trabalhar por meio de nós”.

O caso de Jorina exemplifica a perseguição religiosa sofrida por cristãos em Bangladesh, onde, segundo a organização Portas Abertas, o país ocupa uma posição alta no ranking mundial de perseguição cristã. A pressão sobre convertidos do islamismo é intensa, vinda tanto da sociedade quanto das famílias, e pode incluir agressões, ameaças de morte e exclusão social.

Apesar das dificuldades, o testemunho de Jorina demonstra a resiliência e a firmeza na fé que caracterizam muitos cristãos perseguidos ao redor do mundo.

‘Não se engane’, diz Teo Hayashi sobre cenas cristãs na Disney

O pastor Teofilo Hayashi se manifestou sobre a série da Pixar Ganhar ou Perder (Win or Lose), disponível na plataforma de streaming Disney+. A produção apresenta uma personagem cristã, Laurie, que é mostrada em uma cena orando.

Por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, Hayashi comentou o caso e destacou que “até as grandes corporações começam a perceber que o público cristão não pode ser ignorado”.

Ele afirmou: “A Disney+ agora tem um personagem cristão na sua série animada, Laurie, que ora a Deus para lidar com insegurança. Surpreendente? Não. Isso é apenas a resposta da Disney ao movimento conservador que está crescendo no Ocidente. O pêndulo social está voltando, e até as grandes corporações começam a perceber que o público cristão não pode ser ignorado”.

Apesar de reconhecer o teor de religiosidade cristã na produção, Hayashi fez uma ressalva, alertando que esse tipo de inclusão deve ser visto sob uma perspectiva de mercado:

“Mas, não se engane: isso não faz da Disney uma empresa cristã. É um movimento de mercado. Precisamos estar atentos e seguir o conselho bíblico: ‘Sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas.’ (Mt 10:16) O que isso nos ensina? Que a maré está virando, mas a verdadeira mudança vem quando nós, cristãos, ocupamos as esferas da cultura, das artes e do entretenimento. Não apenas com ‘filmes gospel’, mas com projetos que competem com o melhor que o mundo oferece, levando o Reino de Deus a toda a criação. Se você é chamado para essa área, lembre-se: ‘quem sabe não foi para um tempo como este que o Senhor te chamou?’ (Ester 4:14)”.

A série Ganhar ou Perder foi anunciada pela Pixar em 2022 e estreou na Disney+ em 2024. A produção acompanha um time infantil de softball em sua jornada rumo a um campeonato, explorando as histórias dos personagens sob diferentes perspectivas.

África: igreja cresce e precisa de líderes com formação teológica

O crescimento da Igreja no Sul Global, especialmente na África, tem gerado desafios significativos para a educação teológica, segundo o Dr. David Tarus, Diretor Executivo da Associação de Educação Teológica Cristã na África (ACTEA).

Em entrevista, ele destacou que as instituições de treinamento teológico estão fornecendo menos de 10% dos líderes necessários para atender às crescentes congregações.

Defasagem na Formação Teológica

Tarus afirmou que “milhares vêm a Cristo na África todos os dias”, mas a capacidade das instituições teológicas não acompanha essa expansão. A maioria das escolas bíblicas admite entre 130 e 150 alunos por ano, com algumas exceções, como o Seminário Teológico Batista da Nigéria, que conta com mais de 2 mil alunos.

Essa limitação levou à ascensão de modelos alternativos de ensino, incluindo programas informais baseados na igreja e cursos de curta duração. Tarus citou seu próprio pai como exemplo: “Ele está cuidando de duas igrejas na minha vila. Sua educação mais alta é a sétima série, mas conseguiu adquirir formação teológica por meio de programas não formais e modulares”.

Resistência à Educação Formal

Embora haja uma crescente valorização da educação teológica, Tarus reconhece que o financiamento das instituições nem sempre é prioridade para as igrejas, que frequentemente destinam recursos para infraestrutura.

Além disso, algumas denominações pentecostais e carismáticas resistem à formalização do treinamento pastoral, argumentando que a liderança espiritual não pode ser ensinada em estruturas acadêmicas. No entanto, ele observa que essa percepção está mudando, com igrejas estabelecendo suas próprias escolas bíblicas.

A regulamentação governamental também tem impactado a formação teológica. Em Ruanda, uma lei de 2017 exigiu que líderes religiosos adquirissem treinamento teológico formal.

Como resultado, em 2024, o governo fechou 5.600 igrejas por não cumprirem os requisitos. Tarus afirmou que essa exigência impulsionou o credenciamento de instituições teológicas no país. Já no Quênia, uma tentativa de regulamentação encontrou forte oposição das igrejas, levando o governo a recuar na proposta.

Teologia Contextualizada

Outro ponto destacado na entrevista foi a necessidade de ampliar a influência da teologia do Sul Global no cenário acadêmico. Tarus citou o acadêmico queniano John Beatty, que questionou: “Você nos leu? Você leu a maior parte da teologia mundial?”.

Segundo Tarus, há uma percepção equivocada de que a teologia ocidental é a única válida, enquanto a teologia africana é vista apenas como “contextual”.

Para o futuro da educação teológica na África, Tarus defende um modelo mais integrado à realidade da igreja local, com currículos relevantes e mecanismos de garantia de qualidade. Ele observou que sua própria formação teológica carecia de treinamento prático: “Fiz quatro anos de bacharelado em teologia com foco em estudos pastorais, mas eles falharam em preparar para o ministério prático”.

Diante disso, ele propõe que a formação pastoral inclua disciplinas como empreendedorismo, desenvolvimento comunitário e atuação profética em questões sociais. Além disso, sugere investimentos em bibliotecas teológicas e modelos sustentáveis para garantir a longevidade das instituições de ensino.

Por fim, Tarus destacou a necessidade de capacitação dos líderes dessas instituições, afirmando que “um dos elos mais fracos na educação teológica é que os líderes executivos não foram treinados para os cargos que ocupam agora”.

Na declaração ao Christian Daily International, Tarus entende que a solução seria investir na formação de lideranças e no fortalecimento das instituições teológicas para que possam servir à Igreja de maneira mais eficaz.