Casal cristão condenado à prisão por evangelismo é libertado

Um caso envolvendo um casal cristão na Índia ilustra o impacto da lei “anticonversão” do estado de Uttar Pradesh e o debate em torno da liberdade religiosa no país.

O casal cristão Jose e Sheeja Pappachan, condenado a cinco anos de prisão sob acusações de tentativa de conversão, foi libertado sob fiança após decisão do Tribunal Superior de Allahabad.

A decisão foi divulgada pela entidade Christian Solidarity Worldwide (CSW), dedicada a monitorar a perseguição a cristãos, com sede no Reino Unido.

A condenação ocorreu em 22 de janeiro, com base na Lei de Proibição de Conversão Ilegal de Religião, legislação estadual que criminaliza conversões forçadas. Além da pena de prisão, os dois foram multados em 25 mil rúpias (cerca de US$ 300) cada.

O caso envolveu acusações de que o casal teria oferecido incentivos financeiros para converter dalits de casta baixa durante um evento de Natal em 2022. A denúncia foi apresentada por um legislador estadual do partido governista Bharatiya Janata (BJP), e as acusações foram reforçadas por testemunhos coletados pela polícia.

Durante o julgamento, Jose e Sheeja negaram qualquer tentativa de conversão forçada, alegando que apenas promoviam a educação, distribuíam Bíblias e organizavam refeições comunitárias, sem coagir ou oferecer vantagens financeiras aos participantes. Segundo sua defesa, a atuação deles se limitava a incentivar hábitos positivos, como evitar o consumo de álcool e priorizar a educação infantil.

A decisão do Tribunal Superior de conceder fiança foi recebida com alívio por organizações cristãs, mas especialistas apontam que a luta judicial do casal pode se estender por anos.

O presidente da CSW, Mervyn Thomas, destacou que a indefinição jurídica das leis anticonversão frequentemente resulta em processos longos e onerosos para os acusados. Em comunicado, a CSW instou as autoridades de Uttar Pradesh a acelerarem a revisão desses casos e a reverterem condenações consideradas inconstitucionais.

Atualmente, 12 estados indianos possuem leis anticonversão, formuladas para prevenir conversões forçadas, mas que, segundo críticos, restringem o evangelismo e podem ser usadas para perseguição religiosa. A legislação de Uttar Pradesh foi alterada em 2024 para permitir que terceiros apresentem denúncias de conversão forçada, ampliando o escopo de investigações e processos.

Dados do United Christian Forum (UCF) indicam que mais de 800 incidentes de hostilidade contra cristãos foram documentados na Índia em 2023. Apenas em Uttar Pradesh, pelo menos 80 cristãos permanecem presos por acusações semelhantes às enfrentadas por Jose e Sheeja Pappachan.

A Índia, onde cerca de 80% da população é hindu e 2,3% se identifica como cristã, tem registrado um aumento nas tensões religiosas e em restrições legais que afetam minorias religiosas. A expectativa é que a tramitação do caso do casal Pappachan se prolongue, enquanto o debate sobre a constitucionalidade das leis anticonversão segue em andamento no país, de acordo com informações do The Christian Post.

Nicodemus diz que evangelismo no carnaval é antibíblico

Uma das polêmicas do carnaval de 2025 foi a confirmação de que a Oitava Igreja Presbiteriana de BH organizou uma ação evangelística e um desfile dos blocos na capital mineira. O reverendo Augustus Nicodemus comentou o cenário citando o apóstolo Paulo como parâmetro para reprovar a iniciativa.

Sem citar o caso específico da Oitava Igreja Presbiteriana de BH, Nicodemus afirmou que é possível considerar as ações de evangelismo no carnaval como uma desobediência às Escrituras:

“Se seguirmos a postura de Paulo, que proibia participar de festivais pagãos mesmo com boas intenções (1Co 10.20-21), os crentes que vão ao Carnaval para evangelizar estariam em desacordo com esse princípio. Para Paulo, a separação do pecado e a pureza do testemunho superam a estratégia de se misturar ao ambiente pecaminoso”, escreveu o pastor no X.

Nicodemus, que já comparou o evangelismo no carnaval a servir “sopa no penico”, fez outra publicação contestando aqueles que acreditam que a propagação do Evangelho justifica qualquer esforço:

“Vale tudo para pregar a Cristo? Fp 1:18 não justifica métodos mundanos na pregação do evangelho. Paulo se alegrava porque, mesmo em meio à oposição, Cristo era anunciado—não porque qualquer meio fosse válido. Ele jamais aprovaria pregações motivadas por lucro ou vaidade (2Co 2:17; 4:2). O evangelho deve ser pregado com sinceridade e fidelidade, não como mercadoria. Texto fora de contexto é pretexto para o erro”, declarou o pastor da Esperança Bible Presbyterian Church, em Orlando, na Flórida (EUA).

Se seguirmos a postura de Paulo, que proibia participar de festivais pagãos mesmo com boas intenções (1Co 10.20-21), os crentes que vão ao Carnaval para evangelizar estariam em desacordo com esse princípio. Para Paulo, a separação do pecado e a pureza do testemunho superam a…

— Augustus Nicodemus (@augustuslopes) March 1, 2025

Vale tudo para pregar a Cristo? Fp 1:18 não justifica métodos mundanos na pregação do evangelho. Paulo se alegrava porque, mesmo em meio à oposição, Cristo era anunciado—não porque qualquer meio fosse válido. Ele jamais aprovaria pregações motivadas por lucro ou vaidade (2Co…

— Augustus Nicodemus (@augustuslopes) March 1, 2025

Menino emociona ao pedir Bíblia de presente e vídeo viraliza

Uma criança de 7 anos, residente na África do Sul, surpreendeu ao escolher uma Bíblia como presente de aniversário, em vez de brinquedos ou tecnologia. O garoto, filho de Daglin Thomas e Nikita, é parte de uma família cristã.

Em um vídeo compartilhado no TikTok, a mãe relatou que o filho foi quem fez o pedido, manifestando o desejo de ganhar um exemplar da Palavra de Deus.

O momento foi registrado em dezembro do ano passado, quando, após ser acordado com um cupcake e os parabéns, o menino recebeu um pacote dos pais. Ao abrir, encontrou uma Bíblia infantil e, visivelmente emocionado, exclamou:

“Mãe! É maior que a [Bíblia] da mamãe”, antes de agradecer aos pais. O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais, alcançando mais de dois milhões de visualizações.

Nos comentários, muitos internautas elogiaram a atitude do menino. “Ele não pediu um tablet, um Xbox, um celular, uma bicicleta. Não! Ele pediu uma Bíblia, esse carinha humilhou a todos nós”, comentou uma usuária. Outra escreveu: “Que a fome de Deus nunca morra, Deus abençoe você e sua família”.

Em postagens subsequentes, Nikita destacou o valor espiritual do presente, considerando-o o melhor que se poderia oferecer. Em uma reflexão sobre o papel dos pais, ela enfatizou sua responsabilidade de guiar os filhos no caminho da fé.

“Meu propósito como mãe é administrar meus filhos para o Senhor diariamente. Então, sempre que vejo um momento, tento lembrá-los do amor de Deus por eles”, afirmou.

Importância

Para os cristãos, a Bíblia é considerada a Palavra de Deus, e seu estudo é fundamental para a vida espiritual. Ela é vista como uma fonte de sabedoria, moral e orientações para viver de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo.

Além disso, a Bíblia é considerada um guia doutrinário, sendo central nas práticas de fé e na formação de valores cristãos. O ato de dar uma Bíblia como presente, portanto, reflete não apenas um gesto de carinho, mas também a transmissão de um legado espiritual importante para muitas famílias cristãs. Assista:

'O intuito é pecaminoso', diz ex-cantora de axé sobre o Carnaval

A ex-cantora de axé Carla Wintor, também conhecida como Katê, que atualmente segue a fé cristã, compartilhou um alerta sobre o impacto espiritual do carnaval. Em uma entrevista no Mais Forte Podcast, apresentado por Karina Bacchi, na última semana, Carla detalhou sua experiência ao participar da festividade durante anos em Salvador, na Bahia, e a transformação de sua visão sobre o evento.

A artista enfatizou a percepção de que muitas pessoas, ao vivenciarem o carnaval, estão imersas em enganos espirituais. “É tanto engano, as pessoas ficam tão cegas. Por isso, eu me sinto na obrigação de falar, vindo de lá. Eu amo aquela cidade, aquele povo, aqueles artistas”, declarou Carla, mostrando uma postura de preocupação genuína com o que ela considera um desvio de valores espirituais.

Carla também compartilhou um momento íntimo de reflexão, revelando um diálogo com Deus. “Um dia eu disse: ‘Senhor, ai meu Deus, Paulo matava os cristãos!’. E o Senhor falou para mim: ‘Você também. Cantava para multidões, levando morte disfarçada de alegria, levando as pessoas a se embriagar, a cometer atos pecaminosos que Deus abomina’”, disse, destacando a profundidade de sua mudança de perspectiva.

A ex-cantora fez questão de esclarecer que o problema não está apenas na festividade em si, mas no que o carnaval simboliza.

“O carnaval não é de Deus. O problema não é a festa, mas o que estamos festejando, o que estamos comemorando. Nada daquilo é para a glória dele”, afirmou, reforçando a visão de que a celebração está associada ao incentivo ao pecado sem o devido enfrentamento das consequências.

Carla explicou ainda a origem do carnaval, relacionando-o à intenção de permitir comportamentos pecaminosos antes do período da quaresma.

“O nome carnaval vem de festa da carne, foi criado pela religião católica para permitir que pecassem livremente, antes de entrar na quaresma. O intuito é pecaminoso: ‘Vamos pecar livremente que já já vamos ficar sem carne, vamos nos santificar, mas antes disso vamos alimentar a carne’”, explicou.

Sobre os riscos físicos e sociais presentes nas festividades, Carla fez um alerta sobre os episódios de violência e comportamentos destrutivos associados ao evento. “Se você subir num trio, você vê pessoas brigando, já houve morte, agressões, facada, roubo, orgias”, afirmou.

Por fim, ela citou o exemplo bíblico do encontro entre Jesus e Nicodemos, enfatizando a necessidade de um novo nascimento espiritual para alcançar o Reino dos Céus.

“Não se afastem de Deus, não se afastem da comunhão entre os irmãos. Não busque ser igual a ninguém, busque em Deus o seu propósito, a sua identidade. Você nasceu para ser filho e filha de Deus”, aconselhou Carla aos ouvintes. Assista:

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Rachel Novaes e Thamires Garcia regravam hino de Asaph Borba

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As cantoras Rachel Novaes e Thamires Garcia uniram forças para apresentar uma nova versão do clássico Minh’alma Engrandece ao Senhor, composto por Asaph Borba na década de 1980. O lançamento foi feito nesta quinta-feira (27), como parte do projeto de Rachel, gravado ao vivo nos Estados Unidos.

A música, que foi escrita por Asaph Borba em 1985, ressurge com uma interpretação que certamente irá tocar o coração de muitos. Rachel, que já possui uma carreira consolidada, convidou Thamires Garcia, compositora de sucessos como A Tua Mesa Cura e Aquieta Minh’alma, para juntos revisitar o clássico.

Rachel Novaes expressou sua honra em regravar a canção e destacou a importância de contar com Thamires nesse processo, afirmando: “Estou muito feliz e tenho a expectativa, em meu coração, de que essa canção abençoe a vida de cada um que a ouvir.”

A letra da música é inspirada no cântico de Maria, conforme o relato bíblico de Lucas 1:46, e exalta a gratidão de Maria por ser escolhida para ser a mãe do Salvador. A canção também incorpora um trecho de Adorado, que já havia sido lançado por Rachel em seus primeiros discos, surpreendendo seus seguidores nas redes sociais.

Este lançamento faz parte de um projeto que já conta com mais de 110 milhões de reproduções. Minh’alma Engrandece ao Senhor / Adorado é o penúltimo single desse ciclo, sendo precedido por faixas como Mil Motivos, com Fernandinho, e Alegria / Sou Feliz.

Segundo a assessoria de imprensa, a produção musical ficou a cargo de Hananiel Eduardo, e o vídeo teve direção de Eliel Thomaz. O medley já pode ser conferido no canal oficial da Musile Records no YouTube e nas principais plataformas de streaming.

‘Casa de Davi’: vídeo mostra cena inédita da luta contra Golias

A série Casa de Davi, que estreou no Prime Video com os três primeiros episódios nesta quinta-feira, 27 de fevereiro, mergulha na narrativa bíblica da ascensão de Davi, o futuro rei de Israel, e na queda do rei Saul.

Filmado na Grécia, a série impressiona por seus cenários amplos e figurinos elaborados, elementos que, segundo o diretor Jon Erwin, foram fundamentais para “construir o mundo” de forma realista.

“Estamos nos elementos e estamos fazendo essas coisas de verdade. Vai parecer muito prático e orgânico”, destaca Erwin sobre o processo de produção.

O elenco é liderado por Michael Iskander no papel de Davi, com Ali Suliman como o Rei Saul e Stephen Lang como o profeta Samuel. A trama foca na transformação de Davi, um jovem pastor, em uma figura de liderança, contrastando sua ascensão com o orgulho e a queda de Saul.

O profeta Samuel, guiado pela vontade de Deus, unge Davi como o futuro rei, enquanto Davi lida com amor, perda e conflito ao desafiar seu próprio destino.

O diretor Jon Gunn enfatiza a importância de um visual autêntico, sem depender de efeitos especiais em CGI: “Queríamos que a terra, a sujeira, as árvores e as paisagens fossem reais”, explica Gunn, enquanto o ator Martyn Ford, que interpreta Golias, observa a energia trazida pelos cenários e pela equipe de produção.

A dedicação à arte e aos detalhes também é ressaltada pelos atores, com Iskander destacando o comprometimento de todos com a autenticidade do projeto.

Em uma entrevista ao The Christian Post, Erwin falou sobre a responsabilidade de honrar o material bíblico. “A Bíblia é um best-seller por um motivo”, disse o diretor, ressaltando o objetivo de capturar o espírito da história e entregá-la a uma nova geração de forma envolvente.

Ele também destacou a colaboração com a Amazon como um “milagre”, possibilitando que o projeto fosse realizado com os recursos necessários para uma produção de grande escala.

Pastor defende Joana Prado após polêmica sobre carnaval

A empresária Joana Prado e seu marido, o ex-atleta Vitor Belfort, emitiram críticas contundentes ao Carnaval e se tornaram alvo de retaliações nas redes sociais e veículos de mídia.

A ex-modelo, conhecida por seu papel como a “Feiticeira” na televisão, questionou a festa popular, mesmo já tendo sido musa de escolas de samba no passado.

Em suas declarações, Joana Prado afirmou que o Carnaval promove um “culto aos orixás” e “invocação aos demônios”, ressaltando a ênfase na carne e na exposição do corpo, além da presença das baterias e tambores.

Vitor Belfort, por sua vez, seguiu a linha de pensamento da esposa, afirmando que “o maior inimigo do homem é a própria carne” e acusando o Carnaval de celebrar “desejos de arrepio”, associando a festa à cultura da macumba e do espiritismo.

A apresentadora Astrid Fontenelle, nos comentários da publicação, reagiu criticando as declarações. Ela acusou Joana Prado de “ignorância” e defendeu a liberdade religiosa, destacando que a intolerância religiosa é um crime:

“Santa ignorância. Laroyé! E viva a Playboy! Desculpa, Joana, mas se você se acha pecadora (eu não acho), se curse! Tá liberada pra seguir a religião que quiser. E eu a minha. E cada um com a sua!”, afirmou Astrid.

Além disso, muitos usuários das redes sociais acusaram Joana Prado de praticar “racismo religioso”, além de a atacarem com xingamentos e tentativas de constrangimento, relembrando seu passado como modelo da extinta revista Playboy.

Em defesa de Joana Prado, o pastor Pedro Pamplona se manifestou no X, apontando que a empresária tem se afastado de seu passado e se dedicado a uma vida cristã: “Joana Prado é mais uma mulher cristã atacada e exposta por seu passado pela turma do amor. Um passado do qual ela se arrepende e não vive mais”, escreveu Pamplona.

Em seguida, acrescentou: “Mulheres, o verdadeiro amor está em Jesus, aquele que jamais jogará teu passado na tua cara, pois esse passado foi cravado na cruz!”.

Joana Prado é mais uma mulher cristã atacada e exposta por seu passado pela turma do amor. Um passado do qual ela se arrepende e não vive mais.

Mulheres, o verdadeiro amor está em Jesus, aquele que jamais jogará teu passado na tua cara, pois esse passado foi cravado na cruz!

— Pedro Pamplona (@pedromcp) February 27, 2025

Extremista confessa assassinato de fiéis em igreja na França

O extremista tunisiano Brahim Aouissaoui, 25 anos, confessou os assassinatos de três pessoas, incluindo a decapitação de uma fiel, durante um ataque à Basílica de Notre Dame de Nice, França, em 29 de outubro de 2020.

O julgamento do acusado, que ocorreu na segunda-feira, revelou detalhes sobre o ataque, com Aouissaoui afirmando que seus atos foram uma resposta às mortes de muçulmanos em outros países.

Durante a audiência, ele declarou: “Todos os dias, muçulmanos morrem. Todos os dias vocês matam muçulmanos. Esses muçulmanos também são pessoas… vocês não têm empatia por eles”.

Embora Aouissaoui inicialmente tenha alegado não se lembrar do ataque, exames médicos confirmaram que ele não sofria de danos cerebrais. As autoridades indicaram que havia diversas evidências de que ele planejava o ataque antes de sair da Tunísia.

Aouissaoui admitiu que decapitou a vítima Nadine Devillers, de 60 anos, “para assustar as pessoas”. As outras vítimas foram Vincent Loquès, de 55 anos, e Simone Barreto Silva, de 44 anos.

O ataque, que gerou uma forte resposta em toda a França, foi seguido por um aumento na segurança nas igrejas do país. Muitos muçulmanos franceses se manifestaram contra o ataque, reafirmando que tais ações não representavam o islã.

O imã Lahouary Siali, de Toulouse, condenou veementemente a interpretação extremista do alcorão e destacou que os muçulmanos não autorizavam atos de violência em nome da religião.

Aouissaoui, que havia viajado da Tunísia para a Itália e depois para a França, foi capturado após resistência à prisão, tendo sido alvejado pela polícia. O julgamento inclui uma acusação de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, semelhante à sentença imposta a Salah Abdeslam pelos ataques de Paris de 2015, conforme informações do The Christian Post.

Pastor que usa ChatGPT para sermão deve avisar fiéis, diz Piper

O pastor John Piper, em episódio recente de seu podcast, criticou o uso de inteligência artificial (IA) como o ChatGPT por pastores para escrever pregações, afirmando que essa prática é “desonesta”.

Ele destacou que a IA, embora capaz de gerar sermões bem escritos, não pode transmitir a emoção necessária para uma pregação genuína, que, segundo Piper, deve envolver adoração e o sentimento correto sobre Deus.

Em sua explanação, Piper definiu a IA como uma tecnologia capaz de simular processos humanos como aprendizado e tomada de decisões, mas ressaltou que ela não é capaz de exaltar e admirar a Deus da maneira que um ser humano pode.

“O propósito final do universo é que Deus seja glorificado, e Ele é glorificado não apenas por ser corretamente pensado e logicamente compreendido, mas por ser corretamente exaltado, admirado e valorizado”, explicou.

Para o pastor, a adoração não se resume a um pensamento correto, mas envolve um sentimento genuíno em relação a Deus, algo que, segundo ele, nenhuma IA poderá reproduzir.

Piper também criticou os pastores que recorrem à IA para criar pregações, considerando essa prática “perversa” e contrária à integridade da igreja. Para ele, é fundamental que os ministros da Palavra sejam transparentes e honestos.

Ele afirmou que, se um pastor usar a IA para criar um sermão, deve deixar claro aos membros da igreja: “Esta pregação foi criada pelo ChatGPT”. A honestidade, segundo Piper, é essencial, embora reconheça que a IA possa ser útil em outros aspectos, como pesquisa e ilustrações.

O pastor reforçou que o verdadeiro dom de um pastor é entender as Escrituras, sentir as emoções que elas provocam e transmiti-las de forma clara aos fiéis. Ele concluiu seu discurso exortando os líderes cristãos a usarem a IA com cautela, somente como uma ferramenta de apoio, e não como substituto do trabalho pastoral genuíno.

'A alma ficou enterrada': sobrevivente do Hamas sobre cativeiro

A israelense-mexicana Ilana Gritzewsky, de 31 anos, compartilhou sua aterrorizante experiência como refém do grupo terrorista Hamas durante os 55 dias de cativeiro em Gaza, em entrevista ao Inteligência Ltda. Podcast, realizada em Israel no mês passado.

Ilana foi sequestrada com seu namorado durante o ataque do Hamas ao Kibutz Nir Oz, em 7 de outubro de 2023. Ela foi libertada em novembro do mesmo ano, enquanto seu namorado e outros amigos do Kibutz continuam em cativeiro.

Relatando os momentos iniciais de terror, Ilana descreveu como os alarmes de alerta começaram a soar enquanto ela tomava café e se preparava para passear com seu cachorro. Ela correu para acordar seu namorado e se abrigaram no local seguro da casa, enquanto os terroristas cercavam o Kibutz, atacando casa por casa.

Após três horas de espera, os sequestradores chegaram à sua residência, destruindo tudo e forçando a porta do abrigo. Tentando escapar, Ilana e seu namorado fugiram pela janela, mas foram cercados pelos terroristas. Ela descreveu a cena do Kibutz em chamas e a violência crescente. Seu namorado tentou ajudar, mas Ilana entrou em estado de choque e foi capturada.

Abusos diversos

Levando-a até Gaza, Ilana passou por diversas formas de tortura física e psicológica, sendo agredida e abusada ao longo do caminho. Uma vez no cativeiro, ela foi mantida em condições precárias, sem cuidados médicos e alimentada de forma extremamente limitada.

Durante esse período, ela descreveu momentos de total desespero, com pensamentos de suicídio, mas também a força de não perder a esperança devido ao amor e fé em sua família.

Após sua libertação, Ilana compartilhou o trauma vivido e a dor por deixar para trás seu namorado e amigos ainda em cativeiro. Ela afirmou que, apesar de estar livre fisicamente, sua alma permanece “enterrada nos túneis” com os reféns restantes.

Ilana, por fim, continua a lutar pela libertação dos outros, enfrentando pesadelos e trauma, mas se mantém firme em sua missão de ajudar a liberar os cativos e denunciar o terrorismo. Assista:

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