Mercearia cristã faz a diferença com bom serviço em região isolada

Em Norfolk, Virgínia, uma merceria cristã mudou a realidade da falta de acesso a alimentos frescos e saudáveis para os moradores da área de Berkley, uma região classificada como deserto alimentar, onde geralmente é preciso percorrer mais de 1,6 km até o supermercado mais próximo.

Para muitos, a única opção era comprar alimentos processados e pouco saudáveis em lojas de conveniência locais. O E. Palmer Supermarket, é uma mercearia cristã inaugurada há três anos que emergiu como uma solução para essa falta de acesso.

Fundada por Esron Palmer e seu pai, Michael, a mercearia oferece frutas, vegetais frescos e outros alimentos saudáveis: “Há muitos idosos na área, muito trânsito de idosos. Então, pensamos que seria uma boa oportunidade para levar alimentos saudáveis às pessoas”, explicou Esron Palmer.

O empreendimento foi viabilizado por uma bolsa e um empréstimo da cidade, após o fracasso de grandes varejistas em investir na região: “Nenhum dos grandes varejistas queria entrar, então a cidade nos deu a oportunidade”, afirmou Palmer. “Elaboramos um plano de negócios e começamos.”

Além de oferecer produtos frescos a preços acessíveis, o supermercado também disponibiliza descontos de 50% em frutas e vegetais para clientes que utilizam o EBT, um benefício de assistência alimentar do estado da Virgínia.

Para a cliente April Taylor, a disponibilidade de alimentos frescos é essencial: “Se você não tem isso, tem que ir muito longe para conseguir.”

O Dr. Darin Detwiler, professor de Economia Global de Alimentos e Agricultura na Northeastern University, destacou que a falta de acesso a alimentos frescos em desertos alimentares está diretamente ligada a questões de saúde, como obesidade, diabetes e hipertensão. “As pessoas nessas áreas enfrentam um risco maior de problemas de saúde relacionados à dieta”, afirmou.

Além dos desafios econômicos e logísticos, o Dr. Detwiler também apontou que fatores como discriminação habitacional e desigualdades estruturais contribuem para a persistência dos desertos alimentares. “Esses problemas têm raízes históricas no racismo”, disse.

Para os Palmers, superar esses obstáculos tem sido uma missão impulsionada pela fé:  “Não posso fazer nada sem Cristo”, afirmou Esron Palmer, enfatizando o papel da fé em seu sucesso.

A comunidade tem demonstrado grande apreço pela loja, com moradores como Joan Spaulding expressando gratidão. “Eles nos dão a melhor comida que poderíamos pedir. Eu venho aqui todos os dias, é como estar em casa”, disse Spaulding.

Além de oferecer produtos frescos, o supermercado também organiza eventos comunitários, como um café da manhã semanal gratuito para idosos. Para Ralph Finklea, outro cliente regular, a loja é essencial para a comunidade: “Sem ela, a comunidade não seria uma comunidade.”

O impacto do E. Palmer Supermarket na comunidade de Berkley ilustra a importância de iniciativas de cristãos para oferecer um bom serviço que testemunhe a fé, de acordo com informações da emissora CBN News.

'Minha obrigação é orar', diz Malafaia em igreja, com Bolsonaro

No evento de inauguração da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) em Taguatinga, no Distrito Federal, o pastor Silas Malafaia conduziu uma oração pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em um momento que foi acompanhado por uma grande plateia e transmitido ao vivo pelo YouTube.

Durante sua fala, Malafaia ressaltou que, conforme 1 Timóteo 2, é um dever cristão orar pelos governantes. Ele destacou que, independentemente das divergências políticas, a oração pelos líderes é um princípio fundamental da fé cristã.

“Eu posso ter sacudido o cara na eleição, mas, na hora que ele ocupa um cargo, se for em qualquer igreja, a minha obrigação é orar”, declarou o pastor, reforçando a importância desse ato.

A ocasião também serviu para que Malafaia fizesse críticas ao que chamou de “maior perseguição política da história do país”, em referência aos processos judiciais enfrentados por Bolsonaro e seus apoiadores após os eventos de 8 de janeiro de 2023.

O pastor mencionou o caso de Cesár Augusto, membro de sua igreja, que foi preso por sua participação nas manifestações em Brasília. De acordo com Malafaia, Cesár enfrentava problemas de saúde e, mesmo com um pedido da Procuradoria para sua liberação, não obteve resposta favorável da justiça.

O líder evangélico também criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmando que ele carrega “sangue inocente” em suas mãos. Segundo Malafaia, a prisão de manifestantes, incluindo mulheres, idosos e trabalhadores, contrasta com o tratamento dado a políticos envolvidos em escândalos de corrupção.

Sobre os acontecimentos de 8 de janeiro, Malafaia negou que tenha ocorrido uma tentativa de golpe, classificando o episódio como uma “baderna”. Ele argumentou que, para que houvesse um golpe de Estado, o presidente Lula precisaria estar presente no Palácio do Planalto durante as invasões. O pastor se referiu também às declarações do ex-ministro Paulo Pazuello, que afirmou que “não há golpe contra prédios”.

Antes de iniciar a oração, Malafaia reiterou a integridade de Bolsonaro, afirmando que, apesar das críticas e falhas, o ex-presidente nunca foi acusado de corrupção. O pastor também destacou que as ações contra Bolsonaro visam dificultar seu retorno à presidência.

Na oração, Malafaia pediu a Deus que conceda sabedoria, saúde, força e proteção a Bolsonaro, principalmente contra “homens maus e injustos”. O público presente demonstrou apoio com aplausos e outras manifestações de solidariedade. Assista:

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Vaticano diz que papa teve longa crise de asma: ‘Condição crítica’

O Vaticano emitiu um novo comunicado sobre o estado de saúde do papa Francisco e informou que sua situação é crítica após uma longa crise de asma sofrida na manhã deste sábado, 22 de fevereiro.

Segundo o boletim oficial, “as condições do Santo Padre continuam críticas, portanto, como explicado ontem, o papa não está fora de perigo. Esta manhã, o papa Francisco apresentou uma crise respiratória asmática de longa duração, que exigiu uma terapia de alto fluxo de oxigênio”.

Exames de sangue realizados identificaram a presença de plaquetopenia, associada a uma anemia, o que levou à necessidade de transfusões de sangue, conforme o boletim divulgado no X.

A plaquetopenia – também conhecida como trombocitopenia – caracteriza-se pela diminuição do número de plaquetas no sangue, podendo surgir em decorrência de condições como doenças do sistema imunológico, infecções, deficiências vitamínicas e doenças hereditárias. Em alguns casos, o tratamento inclui a transfusão de plaquetas.

O pontífice, de 88 anos, encontra-se internado no Hospital Gemelli, em Roma, desde 14 de fevereiro, após ter sentido dificuldade para respirar por vários dias. Durante sua internação, o papa foi diagnosticado com bronquite, pneumonia bilateral e infecção polimicrobiana.

Em entrevista coletiva realizada na sexta-feira, 21 de fevereiro, os médicos ressaltaram que, embora o papa não corra risco imediato de morte, ele é considerado um “paciente frágil” e permanecerá internado por pelo menos mais uma semana, visto que seu quadro clínico pode se alterar a cada dia.

De acordo com o comunicado, o papa não está conectado a nenhum aparelho de respiração, não apresenta quadro de sepse e consegue caminhar, embora apenas por distâncias curtas devido à dificuldade respiratória e a um problema prévio no joelho.

O boletim ainda relata que ele se levanta com frequência, realiza atividades administrativas a partir de uma poltrona e tem mantido contato com o mundo exterior, lendo jornais e atendendo algumas ligações telefônicas.

O pontífice, ciente da gravidade de sua condição, pediu aos médicos que não ocultassem nenhuma informação do público, mantendo uma postura de transparência sobre seu estado de saúde.

#PapaFrancisco @HolySeePress pic.twitter.com/uCCcmqW2OF

— Vatican News (@vaticannews_pt) February 22, 2025

‘Casa de Davi’: Prime Video informa data de estreia da série

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O Prime Video anunciou a estreia da série Casa de Davi para a próxima quinta-feira, 27 de fevereiro. O primeiro trailer foi divulgado e mostra a ascensão do jovem pastor como líder de Israel.

Baseada em uma ideia de Jon Erwin, em parceria com Jon Gunn, a produção conta com a consultoria especial de Dallas Jenkins, criador de The Chosen e integrante da equipe da Wonder Project, produtora de Casa de Davi.

A narrativa acompanha a trajetória do jovem Davi, que será ungido por Deus por meio do profeta Samuel para suceder o reinado de Saul, que cai em desgraça por conta de seu orgulho.

Conforme a sinopse oficial, Casa de Davi conta a história da ascensão do filho de Jessé que eventualmente se torna o mais renomado e celebrado rei de Israel. A série segue o outrora poderoso rei Saul enquanto ele se torna vítima de seu próprio orgulho. Sob a direção de Deus, o profeta Samuel unge um improvável adolescente rejeitado como o novo rei. Enquanto Saul perde seu poder sobre seu reino”.

No trailer, um dos momentos centrais é a preparação para o confronto com os filisteus, destacando o embate contra o gigante Golias. Em uma das cenas, a narração inicia com a pergunta “Uma pedra pode mudar o curso da história?”, enquanto mostra Davi recolhendo uma pedra junto ao rio.

Em seguida, o gigante Golias, descrito como um guerreiro imenso e ameaçador, desafia o exército de Israel, classificando-o de “covardes” e exigindo o envio de um “campeão” para enfrentá-lo em um combate individual.

A jornada de Davi, que começa como um humilde pastor ofuscado pelos irmãos mais velhos, é marcada pela busca por seu destino, permeada por momentos de amor, perda e violência na corte do rei. Em meio ao desenvolvimento da trama, uma das falas de destaque no trailer é: “Deus não vê o que o homem vê, ele vê no coração. E você tem o coração de um leão”.

A série, ao mesclar elementos históricos e narrativas de fé, promete trazer uma nova perspectiva sobre a lendária ascensão do rei Davi, apresentando uma releitura dos acontecimentos que marcaram um dos períodos mais emblemáticos da história bíblica.

Refém do Hamas lembra das orações que fez no cativeiro

Agam Berger, ex-refém do Hamas, foi libertada recentemente após mais de dois meses de cativeiro. Sua libertação fez parte da terceira rodada do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, realizada há duas semanas.

Em uma conversa com Rebbetzin Tzili Schneider, presidente da Kesher Yehudi, e o jornalista Shneor Webber, Agam compartilhou detalhes emocionantes sobre sua experiência e a força que encontrou na fé judaica durante o período angustiante em Gaza.

Aos 20 anos, Agam foi sequestrada durante o ataque de 7 de outubro. Em entrevista exclusiva ao Guiame, seu pai, Shlomi Berger, relembrou os dias de aflição vividos enquanto aguardava a libertação da filha.

Em sua narração, Agam revelou que, apesar das condições desumanas, os sequestradores forneceram a ela e aos outros reféns itens inesperados, incluindo um livro de orações judaico, um sidur, o que para ela teve um significado profundo e inesperado.

“Não sabemos como isso aconteceu, mas eles nos entregaram os livros de orações”, contou Agam. “Eles nos mostraram e disseram: ‘Peguem.’ Nós os usávamos constantemente. Isso nos dava força.” Ela destacou que a entrega do sidur ocorreu em um momento crucial, quando a esperança parecia escassa.

Além do livro de orações, outros itens pessoais foram encontrados, incluindo etiquetas de identificação de cães militares. Porém, Agam enfatizou que a chegada do sidur foi especialmente significativa, marcando um ponto de conexão com sua fé. “Não foi aleatório”, afirmou com convicção. “Chegou exatamente quando mais precisávamos.”

Fé em tempos de adversidade

Apesar das adversidades extremas, Agam e os outros reféns se empenharam em observar os feriados e as práticas do calendário judaico sempre que possível. Embora não fosse possível celebrar todos os feriados, ela recordou com orgulho como conseguiu, durante a Páscoa, evitar comer pão fermentado, utilizando farinha de milho, já que era o que havia disponível.

“Perdemos o Hanukkah, mas durante a Páscoa, consegui evitar comer pão fermentado”, relatou. “Os captores não se importaram com isso.” Ela também mencionou que, apesar do ódio dos sequestradores pelos judeus, havia uma espécie de respeito pela religiosidade, sendo considerada preferível ter fé a não ter nenhuma.

Em um dos momentos mais marcantes de seu cativeiro, Agam lembrou com emoção o Yom Kippur, quando conseguiu jejuar e orar. “Lembro-me de orar muito naquele dia”, disse. “Era algo que eu sentia que tinha que fazer, especialmente dadas as nossas circunstâncias.”

Separação e incerteza

Durante grande parte de seu cativeiro, Agam foi mantida junto à colega Liri Albag, e ocasionalmente com outras mulheres. No entanto, houve momentos de separação que tornaram a situação ainda mais desafiadora. A véspera da libertação de Albag foi particularmente difícil, pois Agam não soubera por dois dias sobre o destino da amiga.

“Foi um momento avassalador. Eu sabia que seria libertada, mas não tive certeza até o último segundo”, recordou. Quando finalmente foi informada de sua iminente libertação, perguntou sobre os outros reféns, e lhe foi dito: “Seus amigos já estão em casa.”

Nos últimos dias de seu cativeiro, Agam e outra refém, Arbel Yehoud, foram as últimas mulheres a permanecer juntas. “Sabíamos que Shiri Bibas estava em uma situação diferente”, disse Agam, destacando a incerteza sobre o estado de outros reféns, mas com a esperança de que todos seriam libertados.

Gratidão

Ao refletir sobre sua experiência, Agam expressou uma profunda gratidão pela fé que a sustentou. “Não sei como teria sobrevivido sem minha fé”, afirmou. “No final, foi isso que me deu esperança.”

Rebbetzin Tzili Schneider, que esteve ao lado da família de Agam durante todo o processo, também comentou sobre a dedicação inabalável de Agam à sua fé em condições tão extremas, reconhecendo que sua atitude foi um exemplo inspirador para todo o povo judeu.

“Ela santificou o nome de Deus em público e inspirou todo o povo judeu”, disse Schneider, segundo o Guiame, destacando a coragem e a força de Agam frente ao sofrimento indescritível.

Cultura tornou homens em idiotas, diz vice-presidente dos EUA

Na última quinta-feira, o vice-presidente JD Vance fez declarações contundentes contra a cultura durante sua participação no palco principal da Conservative Political Action Conference (CPAC), em National Harbor, Maryland. A entrevista foi conduzida pela ativista conservadora Mercedes Schlapp.

Vance criticou a cultura dominante nos Estados Unidos, alegando que ela está atacando a masculinidade e criando um grande número de “idiotas andróginos”.

Em sua fala, o vice-presidente expressou sua opinião de que a sociedade atual envia uma mensagem aos jovens de que devem suprimir seus impulsos masculinos.

“Minha mensagem para os jovens é: não permitam que essa cultura quebrada envie a vocês uma mensagem de que vocês são pessoas más porque são homens”, afirmou Vance. Ele reforçou que gostar de contar piadas, tomar uma cerveja com os amigos ou ser competitivo não deve ser visto como algo negativo.

Além disso, Vance argumentou que a sociedade dominante nos Estados Unidos tenta transformar todos, independentemente do sexo biológico, em “idiotas andróginos que pensam da mesma forma, falam da mesma forma e agem da mesma forma”.

Ele também fez uma declaração sobre as diferenças entre os sexos, mencionando que acredita que Deus criou homens e mulheres com propósitos distintos. “Queremos que vocês prosperem como homens e mulheres jovens”, disse Vance, sugerindo que as políticas públicas podem ajudar a alcançar esse objetivo.

A conversa seguiu para um outro tema relevante, o discurso de Vance na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha. Ele reiterou sua visão sobre a migração, afirmando que a maior ameaça à Europa seria a entrada de “milhões e milhões de migrantes estrangeiros não investigados”.

Vance ressaltou que os Estados Unidos e a Europa não podem reconstruir suas civilizações enquanto permitirem a migração ilegal em massa. Ele destacou que o governo Biden teria contribuído significativamente para a destruição da liberdade de expressão, não apenas nos EUA, mas também na Europa, comparando-o com as políticas do ex-presidente Donald Trump, que, segundo Vance, priorizou liberdade de expressão, fronteiras e soberania.

Vance também criticou a postura de certos governos europeus que, na sua visão, restringem a liberdade de expressão e punem aqueles que defendem o fechamento das fronteiras ou questionam resultados eleitorais. Ele acredita que “amizade” entre as potências ocidentais deve ser baseada em valores compartilhados, que, segundo ele, estão sendo corroídos.

No decorrer de sua entrevista, Vance abordou outras questões de interesse do público conservador, incluindo economia, políticas pró-vida, a importância da participação política entre os jovens e a segurança nas fronteiras.

Esses comentários de Vance marcaram o início da CPAC deste ano, evento anual que reúne políticos e ativistas conservadores, organizado pela União Conservadora Americana, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Cuba: pastor é interrogado mais de 50 vezes pela ditadura

O relatório da Lista Mundial da Perseguição 2025 aponta que a perseguição aos cristãos na América Latina tem se intensificado, com Cuba sendo identificado como o país mais hostil à liberdade religiosa. O relato de Miguel (pseudônimo), um pastor cubano, ilustra a repressão enfrentada por cristãos no país.

Segundo os dados, entre 2021 e março de 2024, foram registrados 614 incidentes contra seguidores do cristianismo no país em Cuba.

A repressão aos cristãos cubanos tem raízes na Revolução de 1959, quando o governo confiscou propriedades pertencentes a instituições religiosas, incluindo escolas, hospitais e terras. Além disso, líderes religiosos foram presos, exilados ou submetidos à vigilância constante.

Testemunho de perseguição

Desde jovem, Miguel ouvia relatos de prisões de pessoas apenas por possuírem Bíblias. Aos 16 anos, após sobreviver a um acidente, decidiu frequentar uma igreja e, posteriormente, começou a distribuir folhetos cristãos enquanto trabalhava como carteiro. Essa atitude resultou em interrogatórios e ameaças policiais.

Anos depois, Miguel assumiu a liderança de uma igreja na zona rural, enfrentando vigilância estatal e mais de 50 interrogatórios. Segundo ele, o monitoramento governamental se estendia à sua família, que também sofria assédio: “Eles avisaram que, em breve, eu seria preso”, relata.

Alvos do governo

A repressão a líderes religiosos em Cuba se manifesta de diversas formas, desde ameaças diretas até ataques físicos e sabotagens. O pastor Miguel menciona que conheceu colegas que sofreram acidentes de carro suspeitos, possivelmente causados por manipulação dos veículos.

Além disso, agentes do governo infiltraram-se em sua congregação. Em uma das ocasiões, a tentativa de expropriação da igreja foi evitada por intervenção legal. Em outro caso, um espião do governo teria se convertido ao cristianismo depois de testemunhar a rotina da comunidade religiosa.

Diante da perseguição contínua, Miguel e sua família deixaram Cuba, mas ele segue apoiando cristãos no país e mantém a esperança de um dia poder praticar sua fé livremente em sua terra natal, segundo informações da Missão Portas Abertas.

'Ex-pastora' Ana Akiva rebate críticas por desfilar no Carnaval

Ana Akiva, chamada nas mídias de “ex-pastora”, bem como ex-musa do Colorado do Brás, retornará ao Carnaval de São Paulo este ano, representando Yemanjá em um enredo que homenageia os orixás. Sua volta à folia ocorre após a decisão de se afastar da igreja evangélica, onde teria sido consagrada pastora em 2018, em São José dos Campos (SP).

A escolha gerou controvérsias nas redes sociais, levando Ana a limitar os comentários em suas postagens. Muitas das críticas estão relacionadas ao tema da escola, que celebra as religiões de matriz africana.

Em resposta, ela afirmou: “As religiões de matriz africana são demonizadas por grupos cristãos que não conhecem o que Jesus disse. É falta de conhecimento e de amor ao próximo.”

Conhecida por sua participação no concurso Miss Bumbum Distrito Federal e como musa do Carnaval, Ana disse que está aprendendo a lidar com os ataques. “O maior julgamento já passei quando deixei a igreja para produzir conteúdo adulto. Nada tira meu brilho e minha paz nesse Carnaval”, comentou.

Representação de entidade

A fantasia que Ana usará no desfile promete ser ousada e impactante, representando Yemanjá. Ela enfatizou a importância do respeito entre as diferentes crenças, afirmando: “Não precisamos acreditar ou praticar, mas devemos respeitar. É isso que vou fazer.”

Diferentemente dos adeptos da teologia liberal, para os evangélicos tradicionais, também chamados de históricos e/ou ortodoxos, o Carnaval é visto com desaprovação, sendo considerado uma festa de excessos e pecado à luz dos ensinamentos bíblicos.

As críticas se concentram principalmente nas práticas associadas ao evento, como o consumismo de drogas, a vulgaridade e os comportamentos considerados imorais à luz da doutrina cristã.

Ainda de acordo com algumas interpretações da Bíblia, festas como o Carnaval são consideradas uma forma de idolatria e desrespeito aos princípios cristãos de santidade e sobriedade. Com informações: Gshow

Sob temperatura abaixo de zero, estudantes são batizados

Na última terça-feira, 18 de fevereiro, cerca de 6.500 estudantes se reuniram para um evento evangelístico na Universidade Estadual de Ohio, marcando um momento significativo para o movimento Unite US. Durante o encontro, quase 2.000 participantes aceitaram Jesus, enquanto outros foram batizados, muitos deles em condições extremas, com temperaturas abaixo de zero.

Este evento, o segundo grande avivamento promovido pelo movimento Unite US em 2025, foi realizado apesar do frio intenso. Estudantes enfrentaram temperaturas congelantes para se batizar na traseira de caminhões, demonstrando seu compromisso com a fé.

O pastor Travis Johnson compartilhou sua admiração pela dedicação dos jovens: “As baixas temperaturas não conseguiram impedir que esses estudantes da Ohio State University tornassem pública sua fé em Jesus. Deus fez de novo.”

A Unite US, por meio de suas redes sociais, expressou sua emoção com o evento: “Ficamos impressionados com a forma como Deus já estava se movendo neste campus no ano passado, e Ele nos encontrou aqui novamente esta noite. Mais de 6.500 estudantes se reuniram no The Schott para exaltar o nome de Jesus, e quase 2.000 se entregaram a Ele — experimentando a liberdade que só Cristo pode trazer. Deus está agindo nesta geração e sabemos que Ele está apenas começando.”

Tonya Prewett, fundadora do movimento, também destacou o impacto espiritual ocorrido na Universidade Estadual de Ohio: “Que noite na Ohio State University! Estou impressionada com a forma como Deus está se movendo nos campi universitários.”

Este avivamento na Ohio State University ocorre logo após um evento semelhante na Universidade de Kentucky, onde mais de 2.000 estudantes se entregaram a Jesus e muitos foram batizados.

O movimento Unite US é uma rede de estudantes universitários que se uniram com o objetivo de compartilhar a mensagem de Jesus. O movimento começou em setembro de 2023, na Neville Arena da Auburn University, em Auburn, Alabama, e desde então tem se expandido para diversos campi universitários ao redor do país.

De acordo com o site oficial do ministério, os encontros têm três principais objetivos: ministrar sobre salvação, liberdade e comunidade. O próximo evento será realizado em 5 de março na Universidade Purdue, em Indiana. Desde o seu início, o movimento alcançou mais de 70.000 estudantes universitários em várias universidades nos Estados Unidos. Assista:

Justiça pede cancelamento de evento gospel no lugar de Carnaval

O Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Zé Doca, emitiu parecer favorável ao cancelamento do festival de música gospel anunciado pela prefeita Flavinha Cunha (PL-MA) para substituir a tradicional festa de carnaval. A decisão foi tomada após a denúncia de um advogado, que questionou a legalidade do evento.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais no final de janeiro, a prefeita anunciou que a cidade não realizaria festividades de carnaval, mas, sim, investiria em shows religiosos. “Serão quatro dias de muito louvor e adoração a Deus”, afirmou Flavinha, em referência ao “Festival Adora Zé Doca”.

O evento, que tinha um custo estimado de R$ 605 mil aos cofres públicos, incluiria apresentações de artistas como Maria Marçal, Morada, 3 Palavrinhas, Kleber Machado, Gerson Rufino, entre outros cantores locais, informou o UOL.

Diante da denúncia, o Ministério Público solicitou informações ao secretário municipal de Cultura sobre o planejamento e os gastos previstos para a realização do festival. Após análise, o MP manifestou-se favoravelmente ao cancelamento do evento, recomendando que a Justiça tomasse as medidas necessárias para impedir sua realização.

Ação das igrejas

Esse tipo de substituição de eventos tradicionais, como o carnaval, por cultos religiosos não é incomum entre algumas igrejas evangélicas no Brasil. Apesar dos populares retiros (“acampamentos”) serem os mais comuns, algumas denominações têm investido no evangelismo durante esse período do ano.

Em cidades como Recife, a Igreja Universal do Reino de Deus organiza festivais de música gospel e celebrações religiosas durante o período carnavalesco, com o intuito de oferecer uma alternativa de lazer e espiritualidade para os fiéis. Estas iniciativas buscam ressignificar o período do carnaval, oferecendo uma proposta de vivência da fé para aqueles que optam por não participar das festividades tradicionais.