PSOL vai à Justiça contra leitura da Bíblia em Câmara de Itajaí

O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) de Santa Catarina ingressou com uma ação direta de inconstitucionalidade na terça-feira, 11 de fevereiro, contra a Câmara de Vereadores de Itajaí, para impedir a leitura da Bíblia nas sessões.

A ação questiona a obrigatoriedade da leitura de um versículo bíblico no início de cada sessão ordinária, prática que, segundo o partido, viola o princípio da laicidade estatal e a liberdade religiosa.

O argumento central do PSOL é que a leitura do versículo bíblico configura um “culto religioso”, contrariando a neutralidade do Estado e impondo uma religião de forma incompatível com as constituições estadual e federal. A ação está em fase inicial no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Em 2015, a Câmara Municipal de Itajaí adotou a Resolução nº 564, que estabeleceu, no regimento interno da casa, a obrigatoriedade da leitura de um versículo bíblico ao início de cada sessão ordinária, logo após o pronunciamento do presidente. O PSOL questiona essa prática, alegando que ela fere a laicidade do Estado e discrimina cidadãos que não professam a religião cristã ou não seguem religião alguma.

Em sua defesa, o partido argumenta que a adoção ou preferência por qualquer religião por parte do Estado fere a neutralidade estatal e viola o direito à liberdade religiosa e de crença. Segundo o PSOL, a imposição dessa leitura obrigatória resulta em discriminação contra cidadãos que não compartilham da mesma fé.

Embora a leitura de livros religiosos, como a Bíblia, e a presença de símbolos religiosos, como crucifixos, seja prática comum em diversos plenários ao redor do país, em novembro de 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a presença desses símbolos em prédios e órgãos públicos não infringe o princípio da neutralidade religiosa do Estado nem a liberdade de crença dos indivíduos.

O advogado do PSOL em Santa Catarina, Rodrigo Sartoti, explicou em entrevista que o pedido do partido é para que a leitura da Bíblia na Câmara de Vereadores de Itajaí não seja mais obrigatória durante as sessões.

Ele reforçou que, caso algum vereador queira realizar a leitura de textos religiosos de forma individual, não há objeção. Sartoti também mencionou que a ação pode demorar mais de um ano para ser julgada, uma vez que será analisada pelo Órgão Especial do TJSC, que se reúne apenas duas vezes por mês, de acordo com o ND Mais.

Extremistas decapitam 70 cristãos dentro de igreja no Congo

No último final de semana, a República Democrática do Congo foi palco de um ataque brutal contra a comunidade cristã. De acordo com a Missão Portas Abertas, 70 corpos de cristãos foram encontrados decapitados dentro de uma igreja protestante na província de Kivu do Norte, após serem sequestrados e mantidos reféns por militantes das Forças Democráticas Aliadas (ADF), um grupo terrorista vinculado ao Estado Islâmico.

As vítimas foram sequestradas na aldeia de Mayba, onde, na madrugada de quinta-feira, 13 de fevereiro, os extremistas chegaram à vila de Kasanga: “Saiam, saiam e não façam barulho”, ordenaram, levando 20 homens e mulheres cristãos.

Mais tarde, os terroristas retornaram e sequestraram outras 50 pessoas. Todos os sequestrados foram levados para a igreja de Kasanga, onde foram brutalmente assassinados.

Vianney Vitswamba, coordenador do comitê de proteção da comunidade local, relatou: “70 corpos foram descobertos na igreja. Eles foram amarrados perto da localidade de Mayba”. De acordo com a Missão Portas Abertas, algumas famílias das vítimas ainda não conseguiram enterrar seus entes queridos devido à insegurança na região.

A violência é um reflexo da situação de caos e insegurança em Kivu do Norte, onde escolas, igrejas e centros de saúde fecharam suas portas devido à constante ameaça de ataques. Muitos cristãos fugiram da área para salvar suas vidas. Em resposta, líderes religiosos expressaram sua angústia. “Estamos fartos de massacres. Que somente a vontade de Deus seja feita”, disse um líder da Igreja CECA20.

A Missão Portas Abertas condenou o ataque e fez um apelo às autoridades para que protejam a comunidade cristã no Congo. “A violência ocorre em um contexto de impunidade, onde quase ninguém é responsabilizado. Este massacre é um indicador claro de violações generalizadas dos direitos humanos”, declarou John Samuel*, especialista jurídico da missão na África Subsaariana.

A região de Kivu do Norte sofre com a violência dos grupos terroristas ADF e M23, que vêm travando confrontos com as forças do governo desde 2014. Em dezembro de 2024, o grupo ADF matou mais de 200 pessoas na área de Baswagha, deslocando 10.000 pessoas e deixando vilas cristãs desertas. Somente em 2024, 355 cristãos foram mortos por sua fé.

A Missão Portas Abertas solicitou apoio internacional, pedindo orações pela comunidade cristã e pela proteção das populações vulneráveis no leste do Congo, destacando a crescente preocupação com a situação de segurança e os direitos humanos na região.

Atualmente, a República Democrática do Congo ocupa a 35ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas.

Juíza é punida pelo CNJ após tentar evitar opção pelo aborto

A juíza Joana Ribeiro Zimmer, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), foi penalizada com uma censura unânime pelo plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na última terça-feira, 18 de fevereiro.

A decisão foi tomada em razão de sua tentativa de persuadir uma menina de 10 anos, vítima de estupro, a continuar com a gestação de 22 semanas, ao invés de autorizar o aborto legal.

A pena de censura imposta à juíza resultará na sua inelegibilidade para promoção por merecimento durante o período de um ano, conforme a Lei Orgânica da Magistratura Nacional de 1979.

De acordo com o CNJ, a juíza agiu de maneira incompatível com a imparcialidade e a urbanidade exigidas para sua função, desviando-se dos limites da audiência, que deveria tratar exclusivamente da medida protetiva para a menor.

O conselheiro do CNJ, Luiz Fernando Bandeira de Mello, relator do caso, afirmou que a juíza causou constrangimento indevido à criança e sua família ao fazer questionamentos que ultrapassaram os limites da atuação judicial.

Em 2022, a criança e sua família procuraram a Justiça para obter autorização para o aborto legal, conforme estabelecido pela legislação brasileira. Durante a audiência, a juíza perguntou à vítima, de forma reiterada, sobre a possibilidade de continuar com a gestação e considerações sobre adoção, fazendo observações que, segundo o CNJ, foram impróprias para a situação, como a sugestão de que a entrega para adoção poderia ser uma solução feliz para outras famílias.

Além disso, a juíza adiou a autorização para o aborto legal, o que atrasou o procedimento por aproximadamente um mês, mantendo a criança em um abrigo durante esse período.

O relator do CNJ apontou que a juíza falhou em informar à menina sobre seu direito legal à interrupção da gravidez e destacou que sua tentativa de “humanizar” a situação acabou prejudicando os interesses da vítima, uma criança de 10 anos, vítima de estupro.

A defesa da juíza argumentou que a questão foi exacerbada pela exposição midiática e que a magistrada apenas buscou preservar o bem-estar da menor. A censura é uma medida disciplinar considerada intermediária em comparação a outras sanções, como a aposentadoria compulsória, de acordo com informações da CNN.

Cristolândia: mulher abandona vícios e se entrega a Jesus

A história de Érika, uma viciada resgatada das ruas do Rio de Janeiro pela missão Cristolândia, é um exemplo da transformação promovida pelo programa de ressocialização.

Após anos como dependente química, ela foi acolhida pela missão há dois anos, momento em que começou sua jornada de superação. Ao longo desse período, Érika teve acesso a serviços essenciais, como a emissão de documentos, tratamentos médicos, odontológicos e oftalmológicos, além de concluir um curso profissionalizante de cuidadora de idosos.

Durante sua permanência na Cristolândia, Érika também experimentou a restauração de seus vínculos familiares, testemunhando o poder de Deus em sua vida e no relacionamento com seus entes queridos.

Foi nesse ambiente que ela foi discipulada e acompanhada, até reconhecer Jesus como seu Salvador e ser batizada. Esse testemunho de fé e superação foi compartilhado com a comunidade, com a missão publicando em dezembro de 2024 fotos e palavras de celebração em seu Instagram, destacando a nova vida de Érika.

O texto publicado diz: “Eis que tudo se fez novo! Celebramos essa verdade.”

A Cristolândia, como parte de seu compromisso com a transformação de vidas, tem como objetivo o apoio a pessoas em situação de dependência química, oferecendo uma abordagem integral que inclui cuidados físicos, emocionais, intelectuais e espirituais. O programa é estruturado em três etapas: abordagem social, desintoxicação e ressocialização.

A primeira fase oferece serviços como banho, refeições e distribuição de roupas, acolhendo os indivíduos que se dispõem a iniciar o processo de recuperação. Já a fase de desintoxicação oferece cuidados profundos, enquanto a ressocialização busca restaurar vínculos familiares e promover a reintegração social, com foco também na qualificação profissional.

A duração do programa pode variar, mas em média é de 24 meses, e a participação é sempre voluntária. A Cristolândia atua para oferecer uma chance de recomeço, como no caso de Érika, que retorna à sua família restaurada e com uma nova identidade em Cristo.

Satanista se rende a Cristo e é curada de câncer na garganta

O testemunho de Ivy Schmitz, uma satanista que passou por uma transformação espiritual e física, tem ganhado destaque nas redes sociais, especialmente no Instagram.

Diagnostica com câncer na garganta em 2011, Ivy era satanista na época e não acreditava em Jesus. No entanto, na véspera de uma cirurgia planejada para tratar sua condição, ela compartilhou uma experiência sobrenatural, afirmando que foi curada por Cristo, algo que relatou em sua publicação: “Conheci Jesus no hospital e Ele me curou completamente”.

Apesar de relatar esse encontro transformador, Ivy ainda enfrentava sintomas persistentes, como dores, inchaço e sensação de aperto na garganta, o que a fazia sentir-se sufocada.

Ela descreveu a sensação como se estivesse constantemente usando uma blusa muito apertada ou como se alguém tivesse a mão em volta de seu pescoço. Além disso, devido à dor extrema, ela não conseguia ser abraçada adequadamente pela filha. Por mais de 12 anos, Ivy lidou com essas limitações e desconfortos físicos.

O cenário começou a mudar quando, em um evento na igreja, Ivy compartilhou um novo testemunho de sua cura total. “Agora, eu posso apertar meu pescoço e não consigo fazer isso há quase 12 anos”, disse ela, emocionada. Ela atribuiu sua cura diretamente ao toque de Jesus, expressando gratidão pela libertação da dor que a acompanhou por tanto tempo.

“Deus é tão bom. Depois de 12 anos, estou livre dessa dor. Nunca pare de acreditar em Jesus e continue orando. Ele sempre cumpre suas promessas. Sou muito grata”, afirmou.

O testemunho de Ivy foi compartilhado pelo perfil “The Jesus Journey” no Instagram, que enfatizou o poder da cura divina, afirmando que Jesus ainda realiza milagres nos dias de hoje. Na legenda do post, a organização escreveu: “Jesus ainda cura hoje. Oramos por esta preciosa filha amada para que ela recebesse o batismo do Espírito Santo e ela foi curada sem que nem mesmo orássemos por cura”.

Cristãos desafiam o Talibã com distribuição de Bíblias em mp3

Recentemente, uma missão humanitária no Afeganistão distribuiu mais de 3.000 dispositivos mp3 contendo Bíblias e devocionais em áudio, em uma ação de grande coragem e estratégia.

Os aparelhos foram doados pelas organizações Forgotten Missionaries e Keys 4 Kids Ministries, que, mesmo diante dos riscos de punições severas impostas pelo Talibã, conseguiram levar a Palavra de Deus para diversas regiões do país.

Desde o retorno do Talibã ao poder, em 2021, os cristãos no Afeganistão enfrentam severas restrições. A pregação do Evangelho e a distribuição de Bíblias foram proibidas, tornando-se atos de risco para aqueles que ousassem desobedecer às ordens do regime.

Em resposta a essa opressão, missionários se organizaram para criar uma estratégia alternativa de evangelização: a distribuição de mp3 discretos, com o conteúdo da Bíblia e mensagens cristãs, buscando atingir os corações dos afegãos sem levantar suspeitas.

Ação ousada

O projeto teve início há dois anos e exigiu grande criatividade e coragem. Em entrevista ao Mission Network News, o missionário Nehemiah compartilhou a alegria da equipe ao ver a receptividade da população local. “Os afegãos estão ouvindo a Bíblia e encontrando esperança em Jesus, mesmo em meio às trevas que tomaram o país”, afirmou Nehemiah.

Vários relatos de transformação têm sido compartilhados. Um vendedor de tapetes, que também era chefe de uma tribo, recebeu um dos mp3 com as Escrituras em áudio. Durante a escuta, ele se emocionou profundamente.

“Enquanto ouvia sobre Jesus, lágrimas caíram dos seus olhos”, contou Nehemiah. Sob o domínio do Talibã, o vendedor havia presenciado a morte de amigos e familiares que questionaram o regime islâmico. No entanto, ao ouvir a mensagem de Cristo, encontrou um novo sentido de esperança e conforto. O homem pediu mais aparelhos mp3 para distribuir entre os membros de sua família, o que gerou uma abertura para a evangelização de uma tribo inteira. Nehemiah ressaltou: “O que começou como uma simples conversa no mercado agora se tornou uma porta aberta para uma tribo inteira.”

Apesar do contexto de opressão, os missionários afirmam que Deus está operando poderosamente no país, onde a escuridão e o medo predominam.

O povo afegão, além de enfrentar a repressão do Talibã, também sofre com a pobreza e a fome, agravadas pela crescente presença de grupos extremistas. “É alarmante ver esses grupos se expandindo rapidamente, com o recrutamento de crianças para lutar contra o Talibã”, observou Nehemiah.

Diante dessa realidade, o missionário pediu orações para que os afegãos possam conhecer a Cristo através das bíblias em mp3, e pela proteção dos missionários que continuam atuando no país. “Que o Senhor continue a manifestar Sua soberania, mesmo nos lugares mais difíceis. O Evangelho não pode ser silenciado”, declarou Nehemiah.

O retorno do Talibã ao poder, em 2021, não foi apenas uma mudança política, mas um desastre iminente para a pequena comunidade cristã do Afeganistão. Thomas Muller, pesquisador da Portas Abertas, documentou as graves consequências para os cristãos no país.

“O Talibã passou a impor uma interpretação rígida da lei Sharia, onde a conversão ao cristianismo é considerada um crime capital”, relatou Muller. Cristãos começaram a ser perseguidos, com relatos de prisões, torturas e execuções. Muitos afegãos, incluindo cristãos e outras minorias religiosas, fugiram para países vizinhos em busca de segurança.

Mãe se converte após filha com 'buraco' no coração ficar curada

Na Bolívia, uma mãe tomou uma decisão transformadora após a missão Samaritan’s Purse realizar uma cirurgia cardíaca crucial para sua filha. Yudith relatou que sua filha, Nihan, nasceu com uma condição cardíaca grave: um buraco no coração, que ao longo do tempo se agravou, resultando em um diagnóstico de sopro cardíaco.

A condição de saúde da menina causava imensa dor à mãe, que afirmou: “Não há experiência que corte mais o coração de uma mãe do que a de ver um filho doente”.

Quando Nihan completou 5 anos, as dificuldades aumentaram, e ela começou a sentir sérias dificuldades até para caminhar pequenas distâncias devido à baixa resistência do seu coração. Seu irmão mais velho, Reynaldo, frequentemente a carregava no colo para ajudá-la. “Foi difícil vê-la ficando cada vez mais fraca”, recordou Yudith.

Foi então que o Children’s Heart Project (Projeto Coração Infantil), uma iniciativa da Samaritan’s Purse, soube do caso de Nihan e se dispôs a realizar a cirurgia cardíaca que ela tanto necessitava. Inicialmente, Yudith ficou apreensiva em viajar para um país desconhecido com pessoas que não conhecia. Porém, a equipe do projeto a tranquilizou, compartilhando histórias de outras famílias que haviam passado por situações semelhantes.

Ação sobrenatural

“Para mim, é um milagre que Deus tenha enviado vocês para nos ajudar”, disse Yudith, emocionada com o apoio recebido. Como a família de Yudith depende da venda de vegetais na região para sobreviver, eles não tinham condições financeiras para arcar com os custos da cirurgia.

Após a operação, realizada no Caribe, Yudith e Nihan aguardaram ansiosamente em sua casa, na Bolívia, enquanto a avó Clara e o irmão oravam pela recuperação de Nihan. Durante o procedimento, Yudith também orava, confiando que Deus guiaria a situação.

O médico, ao examinar a menina após a cirurgia, declarou que Nihan poderia correr e brincar sem restrições. “Agora, ela tem muito mais energia. Ela está em constante movimento, querendo ser ativa”, contou Yudith, visivelmente aliviada.

Nihan, com a saúde restabelecida, declarou: “Eu me sinto bem, estou curada”. Alguns dias depois, movida pela gratidão e pela experiência de fé, Yudith decidiu aceitar Jesus como seu Salvador e foi batizada em uma praia local. Em seu testemunho, ela compartilhou: “Eu reconheci uma mudança em mim mesma, que estou confiando em Deus não importa a circunstância. Eu posso confiar Nele, não importa o que esteja acontecendo na minha vida.”

Enquanto lia a Bíblia com a ajuda de um intérprete, Yudith memorizou alguns versículos e expressou o desejo de voltar para casa: “Estou ansiosa para voltar para casa, não só para me reunir com a família, mas para compartilhar meu testemunho com eles. Quero compartilhar com a família o que estou aprendendo aqui”.

Moçambique: crianças evangelizam pais e os levam à igreja

O trabalho missionário em Moçambique tem sido uma importante ferramenta de transformação social e espiritual, especialmente por meio do Projeto Abel, que faz parte da Missão Mãos Estendidas (MME).

A iniciativa, que começou modestamente sob uma árvore, cresceu significativamente, resultando na construção de um templo e na implantação de novas igrejas na região. O pastor Timóteo Mateus, responsável pelo projeto em Moçambique, relatou que o projeto tem se tornado um exemplo na cidade e até mesmo na província, com o aumento tanto no número de crianças atendidas quanto na qualidade do atendimento oferecido.

Em entrevista, o pastor Timóteo compartilhou como o Evangelho está impactando a vida das crianças e suas famílias: “Através das crianças, alcançamos a família e Jesus é glorificado na família”.

Ele explicou que, inicialmente, as crianças do projeto não tinham perspectivas de futuro, mas a ajuda proporcionada pela igreja tem gerado transformações significativas na vida delas. Muitas delas agora têm sonhos de se tornar engenheiros, médicos e advogados, o que, segundo Timóteo, só é possível graças ao apoio e à visão da MME.

Além de seu trabalho espiritual, o projeto também desenvolve atividades sociais, como a distribuição de cestas básicas e a melhoria de moradias, com recursos provenientes dos próprios membros da congregação. Segundo Timóteo, toda a igreja está envolvida nessas ações, e o impacto tem sido tão grande que o projeto atraiu a atenção de autoridades locais, como o governo distrital e provincial.

No entanto, o pastor também ressaltou as dificuldades enfrentadas na região devido ao contexto socioeconômico. Ele destacou que, em Moçambique, muitas pessoas lutam para garantir o básico, como a alimentação, e que pregar o Evangelho exige um esforço significativo. No entanto, para ele, o foco está no Evangelho de Jesus Cristo, que oferece uma solução para as dificuldades enfrentadas pela comunidade.

Ao final da entrevista ao Guia-me, Timóteo comentou sobre a “guerra espiritual” que ele e sua equipe enfrentam, mas destacou que, com oração, meditação na Palavra de Deus e aconselhamento com outros líderes experientes, tem sido possível superar os desafios diários e continuar o trabalho missionário com fé e determinação.

Morte de jovem evangélica leva pastor a defender pena de morte

O crime que culminou com o assassinato brutal da jovem Natany Alves, no Ceará, motivou um protesto contundente do pastor Renato Vargens, que lamentou que a Constituição no Brasil não permita a pena de morte.

Natany Alves foi abordada por três homens enquanto estava em seu carro, estacionado nas proximidades da igreja que ela frequentava em Quixeramobim, no interior do Ceará.

Ao tentar escapar dos criminosos, a jovem foi impedida de sair pela porta do passageiro, sendo levada à força para um matagal, onde os suspeitos, em uma reação ao que alegaram ser uma tentativa de resistência por parte da vítima, a assassinaram apedrejada.

Renato Vargens usou o X para expressar sua indignação com o caso: “O assassinato de uma menina de 20 anos no Ceará chocou o país. A moça, que era evangélica, foi morta de forma cruel e impiedosa por homens maus. Pena que no Brasil não existe pena capital, porque esses caras, devido ao crime cometido, deveriam pagar com suas próprias vidas”, desabafou, referindo-se à pena de morte.

A situação fora de controle na segurança pública em todo o país vem permitindo o aumento de casos extremos, pontuou o pastor:

“Semana passada assassinaram um ciclista em São Paulo, nesse domingo mataram friamente uma menina de 20 anos no Ceará, enquanto isso no Brasil a justiça segue tratando bandido como coitadinho e vítima da sociedade. Definitivamente a impunidade é uma das razões do porque a violência se multiplica no país”, concluiu.

Pastor lamenta que Brasil não tenha pena de morte após morte de jovem evangélica
Publicações do pastor Renato Vargens no X sobre o caso Natany Alves

Ao renunciar à Bola de Neve, Denise Seixas se dedicará à família

Com a morte de Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, mais conhecido como Apóstolo Rina, em novembro do ano passado, a Igreja Bola de Neve se viu diante de um conflito pela sucessão da sua liderança, tendo como figura principal no centro dessa questão a viúva do líder religioso, Denise Seixas.

Co-fundadora da Bola de Neve, Denise ocupava o posto de vice-presidente da instituição, algo que, em sua avaliação, lhe dava o direito de assumir a liderança da igreja. No entanto, através de uma publicação feita por ela nas redes sociais, a pastora resolveu abrir mão desse direito.

“Carta à amada e preciosa igreja de Jesus Cristo, Bola de Neve Church. Começo essa carta, dizendo que hoje, cuidar da minha família é prioridade nesse momento”, inicia o texto de Denise, publicado no Instagram.

Segundo a co-fundadora da Bola de Neve, a sua decisão de abrir mão da liderança da igreja foi colocada diante de Deus, algo que lhe deu a confirmação necessária para tomar essa medida.

“Eu, Denise Seixas, pastora, viúva do Ap. Rinaldo Seixas, após período de oração e jejum, busquei uma direção da parte do nosso único Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A qual pertence toda Glória, Honra, Poder e Majestade”, continua o texto.

Entendimento comum

Em seu comunicado, Denise Seixas também informou que a decisão de não querer assumir a liderança da igreja foi tomada, também, em comum acordo com a cúpula da instituição.

“Decidi em comum acordo com a diretoria e conselheiros da igreja, renunciar o cargo de presidente interina e vice presidente, permanecendo como co-fundadora da instituição. Também foi acertado que em 60 dias deverá ser convocada eleição dos membros da diretoria”, informou ela.

Por fim, a pastora encerrou o seu comunicado declarando a sua fé na providência divina, deixando claro que apenas Deus é o Senhor da Igreja, e não os seres humanos.

“Com a clareza que Jesus Cristo é soberano, DONO da igreja e Seu Supremo condutor, seguimos confiando que Ele guiará esse tempo. Ele tem o controle e o poder de todas as coisas em Suas mãos”, finaliza. Confira: