Extremistas põem fogo em casa de evangélicos, em novo ataque

Ocupando a 37ª posição na lista mundial de perseguição religiosa da Portas Abertas, o México tem sido um país difícil para os cristãos evangélicos que vivem em determinadas regiões, como em Mitzitón, uma comunidade situada no município de San Cristóbal de las Casas, no Estado de Chiapa.

Isso, porque, os evangélicos locais enfrentam a perseguição promovida por moradores adeptos de um sincretismo religioso que envolve o catolicismo e tradições indígenas. Como resultado, os seguidores de Cristo são ameaçados e enfrentam diversas formas de violência.

Um exemplo recente disso foi denunciado pelo pastor Esdras Alonso González, da igreja Alas de Águila-Ejército de Dios. De acordo com o líder religioso, evangélicos da comunidade tiveram as suas casas incendiadas, tudo por causa da notícia de que eles iriam construir uma igreja na região.

Além de ter a casa queimada, um morador foi preso, segundo informações do portal Evangélico Digital.

Crime organizado

Além dos radicais católicos, os evangélicos também são vítimas do crime organizado. Segundo a organização Portas Abertas, isso ocorre por causa do impacto gerado na mudança de vida das comunidades, onde muitos jovens saem da criminalidade para servir a Deus.

“Cristãos que falam corajosamente contra as atividades deles, ou que estão envolvidos em trabalho comunitário ou evangelismo (principalmente com jovens, viciados em drogas e migrantes) são considerados uma ameaça, o que os torna um alvo”, diz a Portas Abertas.

Os líderes evangélicos também enfrentam a resistência por parte das autoridades locais, que muitas vezes são omissas e não resolvem os conflitos que já duram anos.

“Como os líderes indígenas são quem administra a justiça em tais áreas, cristãos não têm ninguém para investigar o que há de errado e proteger sua liberdade religiosa”, diz a Portas Abertas, que pede orações para que os evangélicos se mantenham firmes, encontrando em Deus a força necessária para enfrentar a perseguição por amor a Cristo.

Cristão com deficiência mental acusado de blasfemar contra o islã

A prisão de Zafar Iqbal Masih, um coletor de lixo cristão com deficiência mental, em Lahore, no Paquistão, em 2 de novembro de 2024, chamou atenção internacional para as controvérsias envolvendo as leis de blasfêmia do país.

O caso evidencia um padrão recorrente de acusações contra minorias religiosas, pessoas em situação de pobreza e indivíduos com deficiência.

Zafar Masih, que vive da coleta de materiais recicláveis, foi acusado de queimar páginas do Alcorão durante sua rotina de separação de resíduos. Segundo sua esposa, Rubina, a atividade de queimar materiais não vendáveis fazia parte de seu trabalho diário. Entretanto, a acusação de blasfêmia feita por um vizinho rapidamente resultou em violência comunitária.

“Zafar é inocente. Por causa de sua condição mental e analfabetismo, ele não poderia cometer tal ato”, afirmou Rubina à GCR, relatando o agravamento da saúde mental de seu marido ao longo dos 13 anos de casamento.

A multidão, incitada pela denúncia, invadiu a casa da família, arrastou Zafar para a rua e o agrediu fisicamente antes que a polícia interviesse e efetuasse sua prisão, impedindo um linchamento. Ele foi enquadrado sob a Seção 295B da Lei Antiblasfêmia do Paquistão.

Casos semelhantes

A aplicação das leis de blasfêmia no Paquistão é frequentemente criticada por organizações de direitos humanos, que apontam sua vulnerabilidade a abusos. Minorias religiosas e pessoas marginalizadas socialmente são alvos comuns.

  • Junho de 2024: Jamila Jacob, uma mulher com deficiência mental de 60 anos, foi presa sob acusações semelhantes, permanecendo detida enquanto aguarda julgamento.
  • 2012: Rimsha Masih, uma garota de 14 anos com deficiência intelectual, foi acusada de blasfêmia. Após uma mobilização internacional, o caso foi arquivado.

O ativista cristão Saleem Iqbal destacou o impacto comunitário desses episódios. Após a prisão de Zafar, a tensão aumentou na região, forçando cristãos locais a se esconderem. “As casas estavam trancadas, e os cristãos da área desapareceram. Extremistas circulavam pelas ruas entoando ameaças”, relatou.

Críticas à legislação

O advogado de defesa, Dr. Sharjeel Zafar, reiterou as críticas à legislação do país: “Essas leis discriminatórias afetam desproporcionalmente as minorias religiosas do Paquistão”, afirmou, ressaltando a falta de resposta às solicitações de tratamento hospitalar para seu cliente.

Especialistas apontam que as leis de blasfêmia são frequentemente usadas para resolver disputas pessoais ou para intimidar comunidades minoritárias, criando um ambiente de medo e insegurança.

Reações

O caso de Zafar Iqbal Masih reacendeu os apelos por reformas na legislação do Paquistão. Organizações de direitos humanos enfatizam a necessidade de medidas que protejam populações vulneráveis, especialmente aquelas que enfrentam múltiplas camadas de discriminação devido à pobreza, deficiência ou status religioso.

Enquanto aguarda novos procedimentos legais, Zafar permanece detido, ilustrando as complexidades e consequências de um sistema legal que, segundo críticos, perpetua a exclusão e a injustiça, conforme informado pelo The Christian Post.

Bíblias na Ucrânia: demanda cresce em meio à guerra

O ministério cristão Eastern European Mission (EEM), que contrabandeava Bíblias para a União Soviética na década de 1960, continua sua missão de compartilhar a Palavra de Deus, agora enfrentando os desafios de uma Europa Oriental abalada pela guerra.

Em 2024, o ministério sediado no Texas (EUA) estabeleceu como meta a distribuição de 970 mil Bíblias e outros materiais centrados no Evangelho em mais de 30 países e 20 idiomas.

A invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022 gerou uma crise humanitária que deslocou milhões de pessoas. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, até novembro de 2024, cerca de 6,8 milhões de refugiados ucranianos foram registrados globalmente, enquanto quase 4 milhões permanecem deslocados dentro do país.

Neste cenário, o EEM intensificou sua atuação, imprimindo e distribuindo Bíblias na Ucrânia e em países vizinhos, como Polônia, Hungria e Moldávia.

Demanda por Bíblias

O vice-presidente do EEM, Dirk Smith, observou um aumento nos pedidos de Bíblias ucranianas, reflexo de uma busca por consolo espiritual em tempos de adversidade: “Deus usa o mal, e esta guerra definitivamente não vem de um bom lugar, mas Deus a usará […] Os crentes ucranianos estão migrando e levando a mensagem do Evangelho com eles”, explicou Smith.

Ele relatou que os não crentes frequentemente observam a paz demonstrada pelos cristãos durante a crise e se sentem atraídos a conhecer mais sobre Jesus.

Logística

Apesar da guerra, o EEM mantém operações de impressão de Bíblias em Kiev e na Ucrânia Ocidental, redirecionando canais de distribuição por meio da Polônia e Moldávia. Smith ressaltou que, até o momento, a organização conseguiu superar as dificuldades logísticas geradas pelo conflito.

Na Ucrânia, a EEM colabora com igrejas e organizações administradas por ucranianos, fornecendo Bíblias para atender à crescente demanda, especialmente após ataques aéreos.

Para Smith, a alta procura reflete o impacto do Espírito Santo na vida das pessoas e o poder transformador da Palavra de Deus.

Smith destacou que a missão da EEM segue os ensinamentos de Jesus na Parábola do Semeador, narrada em Mateus 13. A história ilustra como a Palavra de Deus encontra diferentes tipos de solo, simbolizando o coração humano:

“Nós plantamos a semente e observamos com espanto o poder de Deus em ação”, afirmou Smith, reafirmando o compromisso do ministério em semear esperança em meio às dificuldades, segundo informações do The Christian Post.

Vida: oração de pai é respondida após filho ser dado como morto

Ana e Anthony Hankins enfrentaram um momento de desespero e fé quando seu filho Yoshua, de 12 anos, sofreu uma parada cardíaca durante um jogo de basquete e ficou sem vida por 8 minutos.

Yoshua havia retornado ao carro para um lanche quando colapsou. Encontrado sem pulso e sem respirar, foi socorrido por paramédicos liderados por Luke Perkowski, que relatou que o menino ficou mais de 10 minutos inconsciente, sem sinais vitais.

“Tecnicamente, ele estava morto por esse período de tempo. Normalmente, as expectativas de sobrevivência são muito baixas”, afirmou Perkowski, paramédico de Westminster, Califórnia (EUA).

No local, Anthony se ajoelhou ao lado do filho e começou a orar. Ele declarou vida sobre o corpo de Yoshua, pedindo sua recuperação. Em um momento impressionante, Yoshua deu sua primeira respiração após a parada. Ele foi imediatamente levado ao Hospital Infantil de Orange County, onde foi colocado em suporte de vida e coma induzido.

Os médicos diagnosticaram cardiomiopatia, uma condição que restringia o fluxo sanguíneo, exigindo uma cirurgia urgente, de acordo com a emissora Christian Broadcasting Network (CBN News).

O cenário levava a previsões médicas sombrias, incluindo o risco de danos cerebrais permanentes devido à falta de oxigênio. No entanto, a família Hankins, amigos, e a comunidade da igreja se mobilizaram em oração e jejum.

A mãe de Ana, na Colômbia, também organizou uma corrente de orações que alcançou milhares de pessoas. Após quase uma semana, Yoshua passou pela cirurgia que corrigiu o problema no coração. Quando os médicos retiraram a sedação, temendo as possíveis sequelas, ele começou a mostrar sinais de recuperação.

A reabilitação física e cognitiva foi lenta, mas significativa. Yoshua não lembra de muitos detalhes do ocorrido, mas carrega consigo uma convicção: “Quando olho para minha história, sinto alegria por estar vivo. Comecei a entender que Deus não terminou o trabalho que começou em mim. Vou perseguir isso até o dia de Cristo”.

A história de Yoshua se tornou um testemunho de superação e fé, marcando profundamente sua família e todos que acompanharam sua jornada.

Luiza Possi se rende a Cristo e é batizada nas águas

A cantora e apresentadora Luiza Possi compartilhou um vídeo da celebração de seu batismo nas águas. Na véspera de Natal, ela falou que se rendeu a Jesus Cristo e agora estava tornando pública sua nova profissão de fé.

Em um depoimento publicado em sua conta no Instagram, Luiza Possi disse emocionada que 2024 foi um ano de transformação pessoal em várias áreas, e que não podia encerrar de outra forma senão professando sua fé em Jesus Cristo de maneira pública:

“Esse ano foi transformador pra mim, eu finalmente aceitei meu propósito e aceitei Jesus no meu coração, não poderia terminar o ano sem me batizar em Cristo, foi emocionante demais”, escreveu a artista.

A cantora também revelou que seu marido, o diretor de televisão Cris Gomes, também reconheceu Jesus Cristo como único e suficiente Salvador de sua vida:

“Obrigada minha vida Cris Gomes, por estarmos sempre juntos em tudo. Isso não tem a ver com religião e sim com espiritualidade, obrigada meu irmão André Vitor por ter nos batizado tão lindamente embaixo de chuva que veio para abençoar!”, afirmou, mencionando o conferencista e escritor conhecido por sua atuação junto a celebridades, que foi o responsável por batiza-los na residência do casal.

Dia de Natal: ataque da Rússia à Ucrânia foi ‘desumano’

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia tomou uma “escolha consciente” ao realizar um ataque em grande escala contra a infraestrutura energética da Ucrânia no Dia de Natal.

O ataque deixou diversas regiões sem energia, aquecimento e água em meio ao rigoroso inverno.

A força aérea da Ucrânia relatou ter identificado 184 mísseis e drones lançados durante o ataque. Apesar de muitos terem sido abatidos ou desviarem dos alvos, houve vítimas, embora os números exatos não tenham sido divulgados.

Em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, cerca de 500 mil pessoas ficaram sem acesso a eletricidade, aquecimento e água, segundo o chefe regional.

Em Kiev, moradores buscaram abrigo em estações de metrô enquanto alarmes de ataque aéreo soavam pela manhã. Uma moradora, Sofiia Lytvynenko, disse à agência Reuters que se sentia “irritada e assustada” com a situação. Apesar disso, outro morador destacou que “o Natal não foi cancelado”, mantendo a tradição com familiares após os ataques.

Reações

Moscou confirmou o ataque, alegando que todos os alvos foram atingidos com sucesso, incluindo instalações energéticas críticas. Este foi o 13º grande ataque ao setor energético ucraniano em 2024, conforme declarado pela DTEK, maior empresa privada de energia do país. A estatal Ukrenergo alertou que os cortes de energia poderiam se estender até o fim do dia enquanto reparos eram feitos.

Em fim de mandato, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, descreveu o ataque como “ultrajante” e afirmou que o objetivo da Rússia era privar os ucranianos de aquecimento e eletricidade durante o inverno. Biden reiterou seu apoio à Ucrânia, ordenando a continuidade no envio de armas.

O presidente da Moldávia, Maia Sandu, condenou a incursão de um míssil russo no espaço aéreo do país, reforçando que a ameaça russa vai além da Ucrânia. Em contraste, a Romênia, que também foi mencionada, afirmou não ter detectado nenhum míssil em seu espaço aéreo.

Impacto

Este é o segundo ano em que a Ucrânia celebra o Natal em 25 de dezembro, seguindo o calendário gregoriano, uma mudança recente que busca distanciar o país das tradições russas, que celebram o Natal em 7 de janeiro. Ainda assim, parte da população ucraniana mantém a tradição antiga.

Zelensky classificou os ataques como “desumanos” e reafirmou que esforços estavam sendo realizados para restaurar o fornecimento de energia. Ele declarou: “A maldade russa não destruirá a Ucrânia e não distorcerá o Natal”.

Enquanto a Ucrânia lida com os ataques, bombardeios realizados pelo exército ucraniano na região russa de Kursk resultaram na morte de quatro pessoas e feriram outras cinco, segundo o governador interino da região.

Os ataques mútuos evidenciam a continuidade do conflito em meio às festividades, com impactos severos para civis de ambos os lados, de acordo com informações da emissora britânica BBC.

Árvore de Natal incendiada provoca protestos de cristãos na Síria

Milhares de cristãos saíram às ruas em Damasco, capital da Síria, na terça-feira, 24 de dezembro, em protesto contra a queima de uma árvore de Natal em Al-Suqalabiyah, cidade de maioria cristã.

O ato de vandalismo ocorreu na segunda-feira, poucas semanas após a queda do regime de Bashar al-Assad e gerou preocupação com a situação das minorias religiosas sob o controle de grupos rebeldes.

O incidente em Al-Suqalabiyah foi registrado em vídeo e amplamente compartilhado nas redes sociais. As imagens mostravam homens encapuzados apagando as luzes de uma grande árvore de Natal antes de incendiá-la.

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, os responsáveis seriam membros estrangeiros do grupo islâmico Ansar al-Tawhid. O grupo rebelde Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que liderou a tentativa de derrubar Assad, afirmou ter detido os agressores e prometeu punir os responsáveis.

Reações

Os protestos começaram na noite de segunda-feira e se intensificaram no dia seguinte. Cristãos foram vistos segurando cruzes de madeira e entoando slogans como “Levante sua cruz!” e “Com sangue e alma, sacrificamo-nos por Jesus”, conforme reportado por veículos como NBC News e The Washington Post.

Manifestantes exigiram respeito aos direitos cristãos e denunciaram a marginalização de sua comunidade. Laila Farkouh, moradora local, declarou: “Queremos nossos direitos como cristãos. Queremos participar e ter nossas vozes representadas”.

Já Talal Abdullah, ex-membro do Conselho Nacional Sírio de Al-Suqaylabiyah, confirmou que uma nova árvore foi erguida no mesmo local na noite do incidente, sob chuva, com apoio das autoridades do HTS.

A queima da árvore reacendeu preocupações sobre as condições enfrentadas por cristãos e outras minorias sob o domínio do HTS, reconhecido como organização terrorista pelo Departamento de Estado dos EUA. Apesar de tentativas do grupo de se distanciar de suas origens ligadas à Al-Qaeda, muitos cristãos permanecem céticos em relação às suas garantias de proteção às minorias.

Novo Cenário Político

O líder do HTS, Ahmed al-Sharaa, anunciou recentemente a fusão de facções rebeldes sob o Ministério da Defesa sírio, como parte de um esforço para obter legitimidade internacional. No entanto, algumas forças, como as Forças Democráticas Sírias lideradas pelos curdos, permanecem à margem dessas iniciativas e continuam lutando contra grupos rebeldes apoiados pela Turquia.

O episódio em Al-Suqaylabiyah não foi isolado. Semanas antes, em Aleppo, outra árvore de Natal foi destruída em um bairro cristão, mas posteriormente substituída pelo HTS. Tais incidentes destacam os desafios enfrentados por minorias religiosas em meio às tensões políticas e religiosas no país, segundo informações do The Christian Post.

Gaza: debaixo do Hamas e AP, população cristã beira o extermínio

A população cristã sofreu uma redução de até 90% em regiões administradas pela Autoridade Palestina (AP) e pelo Hamas, de acordo com um estudo recente.

O relatório atribui o declínio a fatores como violência, discriminação e dificuldades econômicas, colocando em risco a continuidade do cristianismo em locais historicamente importantes.

Ao longo do último século, a porcentagem de cristãos na Palestina caiu drasticamente: em 1922, eles representavam 11% da população, já em 2024, o número caiu para apenas 1%, conforme dados da entidade israelense Jerusalem Center for Security and Foreign Affairs (JCFA).

O relatório, conduzido pelo tenente-coronel Maurice Hirsch e pela advogada Tirza Shorr, afirma que a comunidade cristã enfrenta opressão sistêmica, frequentemente ignorada pela comunidade internacional: “Incidentes de ódio raramente são reportados por medo de represálias, criando uma imagem distorcida da situação”, destaca o texto.

Impactos Locais

Em Gaza, o número de cristãos caiu de 5.000 pessoas antes de 2007, quando o Hamas assumiu o controle, para cerca de 1.000 em 2023. Em Belém, onde os cristãos eram 86% da população em 1950, o percentual caiu para 10% em 2017.

Dificuldades socioeconômicas, discriminação e assédio são apontados como os principais fatores para o êxodo. Casos específicos também exemplificam a gravidade da situação:

  • Beit Sahour, 2022: Ataque à Forefathers Orthodox Church deixou vários fiéis feridos após um episódio de assédio a mulheres cristãs.
  • Bethlehem Hotel, 2022: Propriedade cristã foi alvo de ataque por um atirador, sem prisões realizadas.

Além disso, barreiras no emprego e discriminação legal levam muitos cristãos a emigrar. Um estudo de 2022 mostrou que cristãos em Gaza têm o dobro da intenção de deixar o território em comparação com muçulmanos locais.

Coerção

Os cristãos enfrentam desafios ao praticar sua fé, como vandalismo em igrejas e pressão extrema sobre convertidos do islamismo. Em Gaza, a prática cristã frequentemente ocorre de maneira clandestina devido a ameaças de violência.

Desde que o Hamas assumiu Gaza, os cristãos enfrentam crescente discriminação e dificuldades econômicas. A instabilidade e a falta de proteção legal tornam suas condições de vida insustentáveis, contribuindo para a emigração em massa.

O JCFA alerta que a sobrevivência do cristianismo em seus locais de origem depende de maior conscientização e ação internacional: “O silêncio fortalece os perpetradores e abandona as vítimas”, conclui o relatório, segundo informações do portal The Christian Post.

Kivitz diz que Jesus é para ‘todes’ e pastor Rodrigo Mocellin reage

O pastor Rodrigo Mocellin reagiu a mais uma declaração polêmica de Ed René Kivitz, líder religioso responsável pela Igreja Batista de Água Branca (IBAB), que em sua mensagem de Natal afirmou que Jesus veio para “todes”.

Kivitz, que foi expulso da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB) por seu posicionamento de negar a inerrância e suficiência da Bíblia Sagrada, além de um posicionamento relativista em relação ao aborto, voltou a usar a chamada “linguagem neutra”.

“A Bíblia Sagrada diz que Jesus recebe o nome de Emanuel, que é Deus conosco. ‘Conosco’, quem? ‘Nós’, quem? É ‘Deus no meio de nós’. Deus ao nosso lado. Ao lado de quem? Ao lado do rico, do pobre, do preto, do branco, ao lado do masculino, do feminino, ao lado de todas, de todes”, diz Kivitz no vídeo compartilhado em suas redes sociais.

Meses atrás, o líder religioso da IBAB havia usado a expressão “bom dia pessoais” durante um sermão em que referiu-se a Deus como “mamãe do céu”, indicando que intensificaria a defesa de pautas progressistas em suas manifestações.

Mocellin reage

O pastor Rodrigo Mocellin, da Igreja Resgatar, de Guaratinguetá (SP), gravou um vídeo comentando a mais nova polêmica e afirmou que “Kivitz é uma metralhadora de heresias”.

“O homem é incansável na sua capacidade de falar absurdos!”, enfatizou, antes de iniciar uma reflexão sobre o impacto da fala do líder da IBAB.

De acordo com Mocellin, há uma tentativa de transformar o pecado em uma expressão humana, através de distorções da mensagem bíblica: “Estão pegando passagens bíblicas que fala sobre esse fato histórico de que, nas sociedades sempre houve exclusão, mas Cristo abraçou todo mundo. E isso é fato. Eles pegam isso e distorcem. O Evangelho, de fato, inclui a raça humana”.

“A Escritura é clara ao afirmar que Deus não faz acepção de pessoas, não importa a cor da pele, sexo – masculino ou feminino – e não importa a classe social, rico ou pobre. Não interessa”, ponderou Mocellin.

A mensagem do Evangelho, disse o pastor evidencia que Cristo veio para salvar pessoas de todas as origens: “Qualquer um que se aproximar de Cristo, e crer, será salvo. Eu sei que isso hoje possa parecer simples, mas isso é assombroso, pensando nas culturas ao longo da história. As sociedades sempre acharam que havia uma classe de pessoas que não poderia ser salva. Os judeus, por exemplo, criam que os gentios não poderiam ser salvos”, disse, citando o relato de Atos 22.21,22.

“Ao falar todes, o Kivitz não inclui todo tipo de pessoa, mas todo tipo de pecado. Todes é uma linguagem que visa identificar uma identidade, de um grupo que toma um comportamento pecaminoso e equipara-o à raça”, argumentou.

Mocellin chamou atenção para a sutileza da fala de Kivitz: “No Brasil, homofobia é crime enquadrado na lei do racismo. O que é raça? Um termo para determinar grupos étnicos. […] Assim, temos humanos, da raça branca ou negra, mas são apenas variações. Ambos são humanos. […] Desse modo, agora, um comportamento pecaminoso é retratado pelo homem moderno é retratado apenas como mais um jeito de ser humano. É um tipo de ser humano, seria uma ‘raça’. Assim como há brancos e negros, há gays e heteros. […] Se o homossexualismo é raça, eles estariam entre os salvos, como se vê João falando em Apocalipse 7.9 […] Mas, não: homossexualismo não é raça. É pecado”

A mensagem do Evangelho, disse o pastor, é que Cristo salva aqueles que se arrependem: “Não importa quão fundo tenhamos ido na lama do pecado, mas se dissermos ‘Senhor, tem misericórdia de mim, eu creio em Ti, estou no pecado, completamente perdido, mas o Senhor veio salvar o perdido, então encerre sua busca porque eu sou o perdido mas creio em Ti’, há Salvação”, concluiu Mocellin.

Assine o Canal

'Espiritualizar' demais o namoro te faz ficar encalhado, diz autora

A casamenteira profissional cristã Jackie Dorman, especialista em relacionamentos, tem tratado com bom humor e equilíbrio teológico um assunto que é motivo de ressalvas em muitas igrejas, à vezes até de conflitos: a espiritualização excessiva do namoro!

O que Dorman fala sobre o assunto não é fruto do acaso, pois reflete a sua própria experiência profissional. De acordo com a especialista, o que tem afetado os cristãos da Geração Y, os nascidos entre os anos 1981 e 1996, é o ensino errado sobre pureza na relação.

Mas, quais seriam esses erros? Para Dorman, tudo o que vai além do natural e necessário em matéria de envolvimento emocional, o que significa até mesmo a restrição de não se envolver por achar isso pode ir de encontro aos “planos de Deus”.

Ela explica que, muitos desses cristãos, após anos de espera, se questionam:  “Onde está o cônjuge que me foi prometido por ter sido fiel a Deus?”. Ela cita como exemplo uma das suas clientes, uma mulher virgem de 40 anos, cujo primeiro encontro para um potencial namoro só ocorreu aos 29 anos.

“Ela passou a maior parte dos seus vinte anos à espera que o seu ‘esposo ordenado por Deus aparecesse, tal como lhe foi ensinado. No momento em que ela finalmente começou a namorar, ela se sentiu completamente perdida – sobrecarregada por todo o processo e convencida de que estava ‘muito atrás’ para recuperar o atraso”, contou Dorman.

O que isto significa?

Dorman explica que não se trata de vulgarizar o namoro, sair dos princípios bíblicos e partir para o liberalismo. Significa, isto sim, que a espiritualização excessiva dos relacionamentos acaba fazendo com que o cristão enxergue pecado onde não existe.

Como exemplo, ela diz que entre os solteiros cristãos, é normal e necessário a paquera, como troca de olhares, convites e iniciativas sadias para encontros. Por outro lado, não é normal “sentar e esperar”, achando que Deus fará cair o amor da sua vida em seu colo.

“As histórias que ouço todos os dias são exemplos de como a narrativa de ‘sentar e esperar’ da cultura da pureza deixou os solteiros despreparados para os relacionamentos modernos”, diz a casamenteira, segundo o The Christian Post.

Dorman, por fim, conclui dizendo que as igrejas e seus líderes devem tratar o namoro cristão como uma oportunidade de crescimento sadio, e não como brecha para o pecado. Em vez de criar mitos e regras rígidas demais, os pastores devem tratar com equilíbrio algo que faz parte do caminho para a construção familiar.

“As apostas são altas demais para ficar em silêncio. Os millennials [Geração Y] são a geração mais solteira da história, e muitos deles estão carregando as feridas relacionais da cultura da pureza”, alerta a especialista. Veja também:

Autora: cultura da pureza de ‘sentar e esperar’ o amor prometido pode lhe arruinar

Assine o Canal