Presbítero é morto durante trabalho como motorista de app

Um presbítero da Assembleia de Deus foi assassinado e seu corpo foi encontrado com marcas de tortura, além de um ferimento à bala. Ele trabalhava como motorista de aplicativo para complementar sua renda.

Márcio Vieira, presbítero da Assembleia de Deus do Brás em Alagoas, 38 anos, foi encontrado morto na manhã da última quarta-feira (20) em um canavial no bairro Benedito Bentes, na parte alta de Maceió, capital do estado.

O presbítero era casado e tinha filhos, e a família não soube dizer se ele tinha inimizades. Seu desaparecimento foi notado quando pegou uma corrida com passageiros e deixou de responder mensagens, na madrugada de terça para quarta-feira.

Como Vieira não retornou para casa, a família iniciou uma campanha nas redes sociais para localiza-lo. O veículo que o presbítero usava para trabalhar como motorista de aplicativo era alugado, o que permitiu o rastreio por parte da dona, e levou à descoberta da localização do corpo.

Vieira tinha marcas de estrangulamento, além de um ferimento à bala na cabeça. O corpo foi encontrado seminu, e o carro estava parcialmente queimado, o que indica uma tentativa dos criminosos de dificultar a localização e identificação do corpo.

De acordo com informações preliminares da investigação da Polícia Civil, o corpo já foi identificado pela família e agora é preciso trabalhar em outros indícios para esclarecer o crime, segundo informações do TNH1.

Evangélica, vereadora repudia bandeira LGBT+ em santa católica

Uma notícia que viralizou nas redes sociais causou profunda indignação entre os católicos e até mesmo em personalidades do mundo evangélico, como a vereadora Sonaira Fernandes, que apresentou um requerimento para que seja aprovada uma moção de repúdio contra um grupo que colocou uma bandeira LGBT+ numa santa católica.

Tudo aconteceu na Arquidiocese de Aparecida, no interior de São Paulo, também conhecida como Basílica Nacional de Aparecida, onde está localizada a imagem de Nossa Senhora Aparecida, venerada como santa pelos católicos apostólicos romanos.

A polêmica surgiu quando no último sábado (16) a Rede Nacional de Grupos Católicos LGBTQ+ divulgou uma foto da santa coberta por uma bandeira do movimento gay, conhecida pelas cores típicas do arco-íris.

De acordo com a Basílica, a iniciativa não partiu da Arquidiocese, mas sim do próprio grupo LGBT+ que visitou o local. Em nota, foi informado o “Santuário Nacional é o destino semanal de mais de 300 romarias registradas e organizadas com antecedência”, e que por isso não teria qualquer relação com o acontecimento.

Reações

A nota da Arquidiocese foi publicada, também, em resposta à indignação de católicos conservadores, como do grupo Dom Bosco, que cobrou reação por parte da liderança da Igreja Católica.

“Imagem de Nossa Senhora é profanada com manto LGBT em Aparecida! Dom Orlando Brandes precisa ser removido da Arquidiocese e as reparações precisam ser feitas!”, postou o grupo na rede social “X”. “Pressione a CNBB, o núncio e tente fazer chegar os protestos no papa Francisco. Com a mãe de Deus não se brinca!”.

Em seu requerimento de repúdio apresentado na Câmara Municipal paulista na terça-feira, a vereadora evangélica Sonaira Fernandes se uniu aos católicos no tom de indignação contra o ocorrido, classificando o episódio como desrespeito e “cristofobia”.

“Nossa Senhora Aparecida é um ícone de devoção e símbolo máximo da fé católica no Brasil. Sua imagem transcende questões políticas ou ideológicas e deve ser preservada como um espaço de união e respeito à religiosidade”, comentou Sonaira.

Em seu perfil no Instagram, a vereadora disse que “sejamos católicos ou evangélicos, precisamos nos unir contra esses casos de Cristofobia. São ataques coordenados contra a fé em Jesus Cristo e a cultura do nosso país, majoritariamente CRISTÃO.”. Confira:

Bíblia Filament une versão impressa com recursos digitais em app

A editora Mundo Cristão está lançando a Bíblia Filament, uma inovação que combina o melhor do material impresso com os recursos digitais, já que ela possui um aplicativo que traz recursos adicionais.

Projetada para leitores que valorizam a experiência tradicional do papel, mas não abrem mão de explorar recursos digitais complementares, a Bíblia Filament tem um aplicativo inédito no Brasil que permite ao usuário o acesso a um universo de informações por meio de um código de escaneamento presente em cada página da edição física.

A proposta do aplicativo é sincronizar o texto impresso com um dispositivo móvel, diz a nota de divulgação. “A partir daí, o Filament oferece três modos de navegação: ‘Estude’, ‘Reflita’ e ‘Veja’, nos quais os leitores encontram desde notas explicativas até vídeos, áudios, mapas interativos e devocionais”, informa a editora.

O formato híbrido permite ao projeto multifuncional unir material de estudo, devocional e recursos multimídias, tudo com apenas uma compra. Esse recurso já foi adquirido e acessado por quase um milhão de usuários e teve um crescimento de 72% entre 2023 e 2024.

Dados fornecidos pela Tyndale, editora norte-americana responsável pelo projeto, mostram que o tempo médio de uso é de 14 minutos semanais, o que reforça o interesse crescente em experiências de conhecimento que complementam o texto impresso.

Guilherme Lorenzetti, editor do aplicativo, explica que o modelo é voltado ao usuário moderno, que busca uma leitura bíblica mais aprofundada e acessível para o cotidiano conectado: “De fato, ao adotar uma tecnologia patenteada de reconhecimento de página, a Filament possui usabilidade simples, acessível e intuitiva”.

Renato Fleischner, diretor de operações da Editora Mundo Cristão, afirma que a Filament é um recurso atual e necessário para que a Bíblia seja lida por leitores dos tempos atuais, e que complementa a proposta da tradução NVT (Nova Versão Transformadora), um projeto iniciado em 2006 com foco em facilitar a compreensão das Escrituras com um vocabulário contemporâneo.

Bíblia NVT Filament

Editora Mundo Cristão

ISBN: 978-65-5988-341-7

Formato: 16x23cm

Páginas: 1040

Preço: R$ 159,90

Onde encontrar: Amazon

Pastor: 'União dos salários contribui para um casamento sólido'

Apesar das questões financeiras serem, normalmente, um dos principais motivos de conflitos na relação conjugal, muitos casais não têm o hábito de conversar sobre esse tema, mantendo uma vida economicamente instável. Pensando nisso, o pastor Valcelí Leite resolveu listar algumas dicas para quem deseja um “casamento sólido”.

Presidente da ABRATHEO (Associação Brasileira de Teopsicoterapia) e especialista em Terapia Familiar Sistêmica, o pastor Valcelí não tem dúvidas de que a harmonia financeira no relacionamento é vital para a formação de um casamento saudável.

Para que isso se torne uma realidade, contudo, o líder religioso defende que os casais devem unir seus salários, e por vários motivos: “Isso promove um nível mais alto de transparência e confiança”, diz ele em um artigo publicado no Guiame.

“Não há segredos, e ambos sabem exatamente o que está acontecendo com o dinheiro da família. Essa abertura reduz as chances de desconfiança e mal-entendidos, promovendo uma relação mais sólida”, explica o pastor.

Segundo o pastor, quando os salários não são unidos e cada cônjuge gerencia as suas próprias finanças, não havendo o conhecimento do(a) parceiro(a) quanto aos gastos totais, cria-se um ambiente onde alguma das partes pode se sentir prejudicada.

“Ter ‘um bolso só’ significa que as despesas são compartilhadas e as prioridades financeiras são discutidas e decididas juntos. Isso ajuda a evitar que um dos cônjuges se sinta sobrecarregado ou negligenciado em relação às finanças, garantindo que ambos contribuam de forma justa para o sustento da família”, defende o pastor.

Educação financeira

Outro ponto destacado pelo religioso, no que compete à criação de um casamento sólido, é a necessidade de educação financeira. Valcelí acredita que quando há união de salários, ambos os cônjuges se tornam mais responsáveis diante dos gastos, aprendendo melhor a administrar as despesas da casa.

“Aprender educação financeira juntos é essencial para construir um futuro financeiro estável e seguro”, diz ele, listando como requisitos imprescindíveis para isso a criação de um orçamento familiar, metas de investimento e comunicação para ajustes.

“Isso envolve listar todas as fontes de renda e todas as despesas, desde as contas mensais até os gastos menores. O orçamento ajuda o casal a visualizar para onde o dinheiro está indo e onde é possível economizar”, explica.

Valcelí, finalmente, diz que a união as finanças favorece a criação de um casamento sólido porque aprofunda melhor o relacionamento, proporcionando maior cumplicidade, solidariedade e transparência na família.

“Lembre-se, o dinheiro deve ser uma ferramenta que une, não algo que separa. Quando marido e esposa caminham juntos em todas as áreas da vida, incluindo as finanças, eles constroem um casamento sólido, baseado na confiança, na transparência e na parceria”, conclui o pastor.

‘O céu é para pessoas perdoadas’, diz Laurie a Jordan Peterson

O renomado psicólogo Jordan Peterson entrevistou o pastor Greg Laurie em seu podcast, e ouviu o veterano pregador afirmar que o céu é para pessoas perdoadas.

Greg Laurie , 71 anos, é pastor na Harvest Christian Fellowship, em Riverside, California (EUA) e líder de uma cruzada evangelística realizada há décadas no estado.

Na entrevista, Laurie relembrou o “pior dia” de sua vida, que foi quando perdeu o filho de 31 anos em um acidente de trânsito, em 2008: “Como cristão, creio que verei meu filho novamente porque ele creu em Jesus. Ele não estará no céu porque sou seu pai, estará porque colocou sua fé em Cristo”.

“Isso me dá esperança. Mas também percebo que Deus pode permitir essas coisas em nossa vida. Não sei por quê. Não consigo explicar. Nem tento explicar”, ponderou o pastor.

Diante do relato do pastor, Peterson fez um paralelo entre o testemunho e a narrativa bíblica, observando que o luto, embora doloroso, demonstra o valor da vida: “A profundidade da sua dor é proporcional à magnitude do seu amor. Você pode dizer ‘bem, como Deus poderia constituir um mundo feito de tal forma que uma criança pudesse morrer?’. E então você pensa ‘se você tem um filho, e o filho morre, e você sofre, a dor é uma indicação da magnitude da perda’. Então o fato de você sofrer, isso é um testamento do valor da vida, mesmo que seja truncado”.

Vida eterna

Na conversa, Laurie enfatizou que acredita na vida após a morte: “Eu acredito no Céu, e acredito nele mais do que jamais acreditei”, pontuando que não se trata de um conceito abstrato, mas como um destino real e tangível, moldado por promessas das Escrituras.

“Como cristão, sempre fui um estudioso do Céu, e a Bíblia fala muito sobre o Céu, mas quando meu filho foi para lá, eu quis saber mais sobre ele. Ao ler a Bíblia, você percebe que o Céu é um lugar real para pessoas reais fazerem coisas reais. Jesus disse: ‘Vou preparar um lugar para vocês’”, acrescentou.

Diante da apresentação dessa realidade futura, o psicólogo afirmou que sofre para assimilar momentos terrenos de transcendência com a promessa da eternidade: “Como você reconcilia, em sua própria mente, a insistência de que parte do padrão moral cristão é aperfeiçoar o mundo e elevar o material ao celestial com a noção de vida após a morte e imortalidade?”, questionou.

O pastor, então, apontou as narrativas bíblicas como uma fonte de clareza, como quando Paulo diz em 2 Coríntios, que foi “arrebatado ao terceiro céu”, ao mesmo tempo em que Jesus prometeu ao ladrão na cruz “Hoje você estará comigo no paraíso”, um termo que poderia ser traduzido como um “jardim real de um Rei”, disse Laurie.

“Paulo foi lá, voltou e, depois disso, disse: ‘Tenho o desejo de partir e estar com Cristo, o que é muito melhor’. Desde aquele momento nesta vida, ele sentiu saudades do Céu. Então, voltando ao meu filho, não sei explicar, mas diria o seguinte: quando ele foi lá, sinto que uma parte de mim também foi lá”, acrescentou.

Graça

Ao refletir sobre sua jornada, Laurie enfatizou que a fé muitas vezes se torna mais tangível diante do sofrimento: “Deus fez muitas promessas. Eu coloquei essas promessas à prova, incluindo a pior coisa de todas, perder um filho. E eu vi como Deus tinha se manifestado a mim. Se Ele não tivesse se manifestado por mim depois que meu filho morreu, eu teria desistido de pregar, com certeza. Por que continuar? Mas Ele se manifestou por mim”.

Como evangelista que é, Laurie concluiu a entrevista com uma apresentação clara do Evangelho: “No final das contas, quando tudo estiver dito e feito, o que é mais importante do que a vida após a morte? O que é mais importante do que onde a passamos? De acordo com a Bíblia, acredito que há um Céu literal, um inferno literal”, declarou.

Ao concluir seu raciocínio, disse que a entrada no céu não depende de méritos: “Não é porque vivi uma vida boa, já que falhei de muitas maneiras, mas porque Cristo deu Sua vida por mim na cruz. Então o Céu não é para pessoas boas, como é frequentemente dito. O Céu é para pessoas perdoadas”, ensinou, conforme informações do The Christian Post.

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Tumores desaparecem após oração de missionário: 'Saiu do corpo'

Milagres continuam acontecendo em nossos dias? Pessoas que vivenciaram situações de cura e, portanto, são testemunhas oculares, afirmam que sim. Alguns relatos, por exemplo, foram anunciados durante a cruzada evangelística do missionário Daniel Kolenda, líder do ministério Christ All for Nations.

Kolenda esteve em Abuja, capital da Nigéria, entre os dia 6 e 10 desse mês. Na ocasião, cultos foram realizados com a presença de multidões, onde pessoas relataram o desaparecimento de tumores em seus corpos.

De acordo com o evangelista, a manifestação de curas sobrenaturais foi possível graças ao agir de Deus por meio da fé dos presentes, algo ensinado pela Bíblia como uma condição indispensável.

“A multidão era enorme e a energia no ar era eletrizante”, disse ele. “O campo surgiu como um organismo vivo que respirava, cheio de pessoas cuja fé e fome por Deus eram palpáveis”.

Tumores desaparecendo

Feliz com a manifestação de fé dos nigerianos, Kolenda disse que Deus faria milagres, quando então começou à orar. Uma mulher chamada Unwana foi uma das pessoas que relatou o desaparecimento de tumores.

Unwana sofria com tumores em sua mama há 15 anos, mas eles desapareceram após a oração. O evento foi testemunhado, também, por seu marido, que estava ao seu lado no momento, segundo informações do ministério.

Outro testemunho partiu de uma muçulmana chamada Balkisu, que sofria com úlceras em seu estômago. “Ouvindo sobre os milagres que acontecem aqui, ela veio ver por si mesma”, disse Kolenda.

“Ela testificou que, enquanto eu orava, sentiu algo sair de seu corpo, e a dor que a atormentava por uma década desapareceu em um instante”, ressaltou o missionário, lembrando que além da cura, “Bulkisu entregou sua vida a Jesus esta noite, junto com dezenas de milhares de outras pessoas, o maior milagre de todos!”.

Denise, ex-esposa do apóstolo Rina, diz que honrará seu legado

Denise Seixas, ex-esposa de Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, mais conhecido como apóstolo Rina, líder fundador da Igreja Bola de Neve que faleceu no último domingo, 17 de novembro, após sofrer um acidente de moto na Rodovia D. Pedro I (SP-065), em Campinas, fez um discurso emocionado durante o velório do religioso.

Denise Seixas e Rina, que juntos tiveram três filhos, estavam separados após uma denúncia de suposta agressão e abuso psicológico contra o apóstolo. Na época em que a notícia do imbróglio circulou na imprensa, o fundador da Bola de Neve negou as acusações.

“Estamos enfrentando uma crise conjugal já há algum tempo e tudo que tenho tentado, com todas as minhas forças, é restaurar nosso casamento”, disse Rina, após a repercussão da denúncia.

Ao falar em memória ao apóstolo, Denise Seixas também deu a entender que ambos passavam por uma crise na relação, preferindo apresentar um tom conciliador e de respeito pelo líder religioso, assumindo que ela mesma também cometeu erros ao longo do tempo em que estiveram juntos.

“O pai da mentira é satanás. Não estou aqui para falar de ninguém. Só posso falar dos meus erros, dos meus pecados, porque eu sou a pior pecadora”, disse ela no velório. “Eu vim aqui para honrar o nome do Rinaldo. Eu não vim aqui falar nada além disso. Vim aqui honrar o pai dos meus filhos”, completou Denise.

Sentindo falta

Na sequência do seu discurso, Denise Seixas revelou que vinha sentindo falta do apóstolo Rina, contando ainda que continuava lhe amando e que preferiria morrer caso estivesse mentindo para os membros da Bola de Neve.

“Esse cara foi o que eu mais amei na vida. Se eu estiver mentindo, eu quero que satanás me mate, que Deus me mate. Porque a vida e a morte estão na mão do eterno. O Rina me deixou chateada com muitas coisas, mas eu deixei ele chateado com muitas coisas também. Nessas duas últimas semanas, eu senti falta dele, do cheiro, do abraço dele. Acreditem se vocês quiserem, porque cada um pode fazer a leitura que bem entender”, destacou.

Denise Seixas, por fim, partiu para a conclusão afirmando que seu objetivo será honrar o legado de Rina, novamente voltando a dizer que ela também tinha os seus “problemas”, segundo apuração do Uol.

“Meio neurótica, brava. Eu tinha as minhas questões. Mas eu estou aqui para dizer para vocês que eu vou honrar o nome dele até o fim. Vou continuar lutando com a igreja até o fim […] Eu amava esse homem. Ele falha como eu falho. E nada está fora do controle de Deus. E eu sei que ele está no lugar onde ele tem paz. Eu quero agradecer àqueles que lutaram por ele até o fim”, concluiu.

Alegando 'inclusão', escola retira referências ao Natal em peça

Uma escola provocou a reação indignada dos pais cristãos quando anunciou, por meio de um comunicado, que não fará referência à festa de Natal em um evento tradicional voltado para crianças, no final do ano.

Se trata da Wherwell Primary School situada em Andover, no condado de Hampshire, Inglaterra. O evento realizado pela unidade de ensino será uma peça de tetro ao estilo pantomima, apresentada pela companhia infantil “Chaplins Pantos”.

Apesar do Natal ser uma festa que faz referência a um acontecimento histórico (nascimento de Cristo), sendo parte do calendário cultural da própria Inglaterra, a escola resolveu atender aos apelos de uma minoria de pais não cristãos.

“Temos várias famílias que não celebram o Natal ou o fazem de uma maneira diferente. Os filhos dessas famílias são retirados de eventos como este, a pedido de seus pais”, disse a diretora da instituição, Mandy Ovenden.

“Como este não é um evento de Natal, mas um teatro, pode ser apreciado por todos com as mudanças que solicitamos. Estamos ansiosos para que todos os nossos filhos gostem da pantomima e, para que seja um evento totalmente inclusivo”, completou a gestora.

Protestos

Os pais cristãos, contudo, que representam a absoluta maioria dos responsáveis pelas 126 crianças da escola primária, ficaram indignados com a decisão de não fazer referência ao Natal na peça infantil.

“Isso não deveria ser permitido. O Natal é comemorado em todo o Reino Unido e no mundo, e você simplesmente não pode erradicá-lo para que algumas pessoas não se ofendam”, disse um dos responsáveis ao jornal Daily Mail.

Os pais, agora, esperam que o protesto sirva como pressão, a fim de que a unidade escolar volte atrás em sua decisão, a exemplo de uma rede de lojas que recolheu peças de camisa com a estampa “Gay na Manjedoura”, após boicote de cristãos. Confira:

Rede de lojas recolhe peças com estampa ‘Gay na Manjedoura’ após boicote de cristãos

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Ex-travesti, pastor é denunciado ao MP após suicídio de jovem

Com um forte testemunho de transformação de vida, o pastor Flávio Amaral, ex-gay e ex-usuário de drogas vem provocando a fúria da militância LGBT+ por liderar um ministério voltado para este segmento, o que tem lhe rendido acusações de “transfobia” e até de “tortura”.

A deputada “trans” Erika Hilton e a vereadora também “trans” Amanda Paschoal, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ingressaram com uma denúncia no Ministério Público contra o pastor Amaral, após Letícia Maryon, de 22 anos, ter cometido suicídio no final de setembro passado.

Meryon estava sendo acompanhado pelo grupo Libertos por Deus (LPD), da igreja conduzida por Amaral. Os militantes LGBT+, agora, acusam o líder religioso de cometer “transfomia” ao, supostamente, impor a chamada “cura gay” sobre o membro da sua igreja.

“A ‘cura gay’ e a ‘destransição’ são práticas proibidas internacionalmente, inclusive no Brasil, mas são adotadas dentro de algumas igrejas e comunidades terapêuticas, que se aproveitam da vulnerabilidade alheia para impor dogmas que desumanizam as LGBT+, e não raramente podem levar ao su*cídio das vítimas”, diz Pachoal, segundo O Globo.

Outro lado

Em um comunicado, porém, a defesa do pastor Flávio Amaral disse que em nenhum momento o líder religioso submeteu Meryon a qualquer processo forçado de conversão ou destransição de gênero, sendo o ministério liderado por ele um campo de auxílio para quem busca ajuda voluntária.

“Inclusive, (Amaral) restou enlutado pelo ocorrido, especialmente pela relação de amizade, carinho e fraternidade que tinham”, diz a defesa do pastor, negando “qualquer espécie de imposição ou prática de condutas ‘vexatórias’”, da sua parte.

A denúncia contra o religioso, contudo, acusa o pastor de impor a prática do “jejum” como punição sobre Meryon, que teria manifestado desejo sexual por um dos fiéis da igreja.

“[Meryon] confessa para mim que estava apaixonado por um dos meninos. Tentou agarrar um dos meninos e eu briguei com ele, chamei atenção dele. Fiz ele jejuar. Ele não queria jejuar, eu falei: ‘Vai jejuar amanhã’ e ele jejuou”, disse o pastor em um vídeo divulgado no YouTube.

Perseguição?

A judicialização das práticas religiosas tem se tornado uma constante no Brasil, o que vem despertando a preocupação de líderes cristãos, uma vez que isso coloca em xeque o exercício da liberdade religiosa, como é o caso do jejum, uma prática comum no meio cristão.

Não só no campo da moralidade sexual, mas também no quesito das diferenças religiosas, pastores como o líder da Igreja Vintage, do Rio Grande do Sul, e o pernambucano Aijalon Florêncio, ambos alvos de processos por declarações contra religiões de matriz africanas, estão tendo que lidar com essa tipo de pressão que, na prática, pode se configurar perseguição religiosa. Confira:

‘Gazeta do Povo’ critica o Judiciário por agir ‘como árbitro da fé’ ao condenar pastor

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Gladiador 2: cristão, Denzel Washington diz que beijou outro ator

O popular ator Denzel Washington disse recentemente que beijou outro homem durante as filmagens do filme Gladiador 2, mas a cena foi cortada antes do lançamento na versão final.

Denzel Washington, que diversas vezes se identificou como cristão, concedeu uma entrevista ao canal Gayety, voltado ao público LGBT, para promover seu novo filme, Gladiador 2, onde interpreta o imperador romano Macrinus.

Na entrevista, o ator foi questionado sobre “quão gay” seria a cultura no Império Romano, e na resposta, Denzel fez o relato sobre uma cena de assassinato: “Na verdade, eu beijei um homem no filme, mas eles tiraram. Eles cortaram. Acho que eles se acovardaram”, disse.

Segundo ele, tratava-se de uma “beijo da morte”, já que seu personagem executaria o outro em seguida: “Eu beijei um cara na boca. Acho que eles ainda não estavam prontos para isso”.

Após a declaração de Denzel, o portal The New York Post investigou a alegação e ouviu de uma fonte que o beijo foi filmado, mas observou que “não foi um beijo erótico”, ecoando a descrição do ator sobre a cena como um “beijo da morte”.

O diretor do filme, Ridley Scott, negou que tenha removido o beijo por covardia, mas por conta do que o roteiro do filme previa: “Eles nunca fizeram isso. Eles agiram no momento — não aconteceu”, afirmou.

Como o assunto repercutiu negativamente junto ao público LGBT, Denzel tentou minimizar dizendo que foi simplesmente um “selinho”, e que estavam fazendo “muito barulho por nada”, afinal a cena não envolvia erotismo: “Eles estão fazendo mais disso do que era. Eu o beijei nas mãos, dei-lhe um beijo e o matei”, reiterou.

Frustração

Nas mídias sociais, alguns expressaram surpresa negativa com as declarações de Denzel Washington, já que o ator professou publicamente ser cristão e na Bíblia a prática homossexual é considerada um pecado.

Em 2021, o ator deu uma entrevista dizendo como ser cristão cobrava um preço alto: “Nos dias de hoje, você sabe, é difícil. Há tantas influências negativas por aí; mídia social, obviamente, todas as óbvias, mas o inimigo é o inimigo. Então somos afetados pelo que está fora de nós, mas isso amplia ou acelera o que realmente está dentro de nós”, disse o ator na ocasião.

Em outra ocasião, o ator disse que sentiu Deus lhe dizer para “alimentar minhas ovelhas”, e acrescentou que na sua jornada de fé entendeu melhor o que isso significava: “O que descobri nos últimos dois anos é que existem todos os tipos de ovelhas. É por isso que falo com pastores experientes para me ajudar a guiar”.

“[A Bíblia] diz que nos últimos dias, nos tornaremos amantes de nós mesmos. A fotografia número um agora é uma selfie. Então, todos nós queremos liderar. Estamos dispostos a fazer qualquer coisa — mulheres e homens jovens — para sermos influentes. […] A fama é um monstro e todos nós temos essas escadas e batalhas, estradas que temos que trilhar em nossas vidas dadas. Seja você famoso ou quem quer que esteja aí ouvindo, todos nós temos nossos desafios individuais. É clichê, [mas] dinheiro, não torna isso melhor. Não torna. A fama apenas amplia os problemas e as oportunidades”, concluiu, à época, de acordo com informações do portal The Christian Post.