Bruxaria e Nova Era aprisionaram jovem: ‘Estava morta por dentro’

A escritora Tailah Scroggins concedeu um testemunho afirmando que se sentia morta por dentro durante seus anos que viveu escrava da astrologia, bruxaria e Nova Era, mas após um encontro real com Jesus, tudo mudou.

Tailah hoje evangeliza através das redes sociais, além de continuar escrevendo, mas agora sobre a libertação pelo Evangelho. Ela concedeu uma entrevista e falou os detalhes de sua vida, como a infância em um lar cristão e seu tropeço no ocultismo.

Durante o Ensino Médio, Tailah conheceu a Nova Era quando alguém de confiança a apresentou à astrologia: “Eles tinham um livro grande, didático, de tudo sobre astrologia, e eles diziam ‘Isso descreve minha personalidade tão perfeitamente — olha o que isso diz sobre você’”, relembrou.

“Fui pega de surpresa, e lembro que pensava ‘mas como isso pode ser verdade? Se Deus criou todos nós e ele fez nossas personalidades, como um planeta pode ditar meu futuro ou ditar minha personalidade?’”, acrescentou.

Semente de engano

Segundo a ex-astróloga, dar ouvidos à astrologia foi a primeira “semente de engano” que o diabo plantou em sua vida, e sua perspectiva começou a mudar. Com sua amiga de família afirmando que Deus criou a astrologia como um sistema “que Ele colocou em ordem”, ela começou a trilhar um caminho perigoso.

“Eles me deram uma explicação que era totalmente falsa, mas eu não conhecia a palavra de Deus o suficiente. Eu sabia muito sobre Deus, mas não sabia… o que a Bíblia dizia sobre o ocultismo — sobre a escuridão, sobre a batalha. Eu só conhecia as coisas boas, então me tornei astróloga”, disse.

Ao longo dos 11 anos seguintes, Tailah moldou sua “visão de mundo” e “vida” a partir da astrologia, embora ainda visitasse alguns cultos e mantivesse certas ideias cristãs, o que a levou a “tanto engano e confusão” que já não sabia mais como se livrar do tormento das ideias ocultistas.

“É imaturidade espiritual”, ela disse sobre sua perspectiva na época. “Não confiamos no tempo de Deus, então sou jovem, tenho 18 anos nessa época, e estou furiosa — estou furiosa porque Deus não abriu a porta que eu queria que ele abrisse, e isso é apenas parte de ser um bebê cristão”.

Algemas

Essa confusão causada pela influência do ocultismo terminou em hábitos de abuso de álcool e festas de gosto duvidoso: “Quanto mais eu me rebelava e vivia nesse estilo de vida de festa, mais eu ansiava por astrologia, bruxaria, adivinhação e tudo isso. Era como se essa fome explodisse… era como um buraco negro… eu precisava consumi-la”.

Nesse rumo, a depressão se tornou uma realidade de maneira rápida, e agora ela convivia com pensamentos suicidas: “Era como se eu não tivesse razão para viver”.

Diante da situação de miséria existencial, outra amiga da família decidiu intervir e a abordou para falar francamente sobre qual seria seu destino se ela não mudasse de postura.

“Ela apenas olhou para mim um dia e disse: ‘Hoje é o dia da sua liberdade’, e eu disse: ‘OK, não sei o que isso significa, mas não tenho vontade de viver’”, contou Tailah.

“Eu não tinha tentado fazer nada ou tirar minha vida, mas eu estava morta por dentro. E então eu pensei: ‘Você pode orar e fazer o que quiser comigo porque não há outro lugar para onde eu possa ir. Eu já estou no fundo do poço’, e então ela orou por mim”.

Enfim, liberta

O clamor liderado pela amiga a impactaram profundamente, e ela sentiu como se Deus tivesse expulsado “todo espírito de morte e depressão”, levando-a a sentir que um “enorme peso fosse tirado de cima” de seus ombros.

“A depressão nunca mais voltou, os pensamentos suicidas nunca mais voltaram — nunca. Já faz mais de seis anos. Eu fui liberta”, testemunhou, acrescentando que foi “Deus me curou completamente, me libertou”.

Com o tempo, ela abandonou suas práticas ocultistas e voltou a Cristo, passando a alertar outros sobre os riscos e males que a prática de bruxaria, cartas de tarô, cristais e ocultismo podem levar.

“Fiquei triste, porque essa era a minha história”, ela disse ao lembrar de como a pandemia de covid-19 se tornou um período em que as pessoas se renderam a esse tipo de prática.

“Eu estava na Nova Era. Eu estava na falsa espiritualidade da bruxaria”, relembrou, explicando por quê decidiu pregar para livrar pessoas das algemas que a haviam escravizado: “Vou compartilhar meu testemunho, e vou expor a astrologia. Vou expor a Nova Era, vou expor tudo isso. E eu simplesmente comecei a contar às pessoas o que passei e do que Deus me salvou. E o que aconteceu na minha vida quando comecei a fazer essas práticas — e era tudo mal”, concluiu, de acordo com informações da emissora Christian Broadcasting Network (CBN News)

‘A Forja’: Irmãos Kendrick virão ao Brasil para lançar o novo filme

Os pastores Alex e Stephen Kendrick, renomados cineastas dos filmes Quarto de Guerra, Mais Que Vencedores e Prova de Fogo, virão ao Brasil para promover o lançamento de seu mais recente trabalho, A Forja – O Poder da Transformação (The Forge).

O filme estreia nos cinemas brasileiros em 26 de setembro, e os diretores terão encontro com o público e a imprensa nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo:

“Fiquei muito encorajado pelo apoio entusiasmado da igreja brasileira quando Mais Que Vencedores foi lançado em 2019. Estou ansioso para me reconectar com nossos parceiros e amigos no Brasil com o lançamento de A Forja este ano. Os brasileiros são anfitriões incríveis”, declarou Alex Kendrick.

“Uma das minhas partes favoritas ao fazer um filme é ver como ele glorifica a Deus ao redor do mundo. Com o lançamento de A Forja no Brasil, quero me unir aos nossos irmãos enquanto eles proclamam o Evangelho para esta nação. Mal posso esperar para estar aí”, comentou Stephen Kendrick.

O poder da transformação

A Forja – O Poder da Transformação é um drama inspirador que segue a linha dos demais filmes da dupla, apresentando uma história de amor e esperança que motiva os espectadores a fortalecerem suas relações pessoais.

O filme narra a jornada de Isaías Wright, um jovem sem planos para o futuro que, após ser desafiado por sua mãe, descobre o propósito de Deus para sua vida. No elenco, destacam-se Cameron Arnett, Priscilla Shirer, Aspen Kennedy, Karen Abercrombie, T.C. Stallings, BJ Arnett, Ken Bevel, Benjamin Watson, Jonathan Evans, Jerry Shirer e Tommy Woodard.

A história de Isaías é transformada a partir do discipulado feito por um empresário, temente a Deus, e auxiliado por um grupo de homens que fizeram dos seus encontros semanais, mesas de comunhão, mentoria e crescimento.

A temática abordada no filme trata dos desafios encontrados por muitas famílias hoje em dia e que, certamente, vai servir de inspiração para novas escolhas guiadas pela fé em Deus.

O longa-metragem será distribuído nos cinemas brasileiros pela Paris Filmes em parceria com a 360 Way Up e a Heaven Content, de acordo com informações da assessoria de imprensa.

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‘Esperar por milagres’ vale a pena, diz escritor curado de câncer

O escritor cristão Ryan Bomberger anunciou que seu câncer de próstata está em remissão, e aproveitou a boa notícia para encorajar pessoas em situações difíceis a perseverarem: ‘Vale a pena esperar por milagres’.

Conhecido por seu ativismo em defesa da vida desde a concepção, Ryan Bomberger usou as redes sociais recentemente para dizer que “ouviu as palavras” que mais esperava desde que se submeteu a uma cirurgia: “Você está em remissão”.

“Deus é tão bom”, testemunhou o escritor. “Você sabe que quando você está no meio não apenas da batalha física, mas da batalha espiritual, não gostamos de esperar, certo? Mas vale a pena esperar por milagres”, acrescentou no vídeo compartilhado no X.

Antes da cirurgia, mesmo enfrentando as incertezas de um diagnóstico de câncer de próstata, Bomberger não hesitou em dizer que se apoiava em sua fé: “Para qualquer um que esteja lidando com algo que sinta ser ‘impossível’ [e se pergunte] ‘como vou superar?’, deste lado do Céu, podemos não obter a cura física de que precisamos, mas, mesmo em nossas lutas físicas, geralmente há a cura espiritual e a revitalização espiritual de que precisamos — que eu precisava”, disse ele.

“Deus é tão bom, independentemente daquele milagre físico deste lado do Céu ou do outro lado do Céu. Deus ainda é muito bom, e Ele nos ama, e temos que aproveitar ao máximo o que nossas vidas são aqui. Aproveite ao máximo cada minuto”, declarou na ocasião do diagnóstico.

Em maio, ele escreveu um artigo e falou abertamente sobre seu diagnóstico de câncer de próstata em estágio 2, acompanhado de invasão paraneural, o que significava que o câncer poderia se espalhar para as áreas externas ao redor de sua próstata.

“Eu sei que Deus pode curar deste lado do Céu. Eu sei que Ele pode antecipar qualquer cirurgia (que é na semana que vem) com um milagre que confundiria os médicos, mas confirmaria Sua habilidade divina. Às vezes, não importa o grão de mostarda da fé, Ele escolhe diferente do clamor do nosso coração. Eu não entendo. Eu certamente não entendi quando perdi meu pai no auge da COVID. No entanto, durante toda a minha vida, vi como Deus trabalha maravilhosamente para transformar tragédias em triunfo”, publicou.

Durante todo esse período, Bomberger continuou viajando e cumprindo as agendas do ministério The Radiance Foundation, em que ele trabalha ao lado de sua esposa, Bethany Bomberger.

“Satanás adora trabalhar através do medo. Eu me recuso a ser controlado por ele. Se eu desistir, ele vence. […] Eu continuei a lutar contra questões que moldam a cultura na TV e em entrevistas de rádio. Eu continuei a falar corajosamente nas mídias sociais”, escreveu ele no artigo.

“Tenho muitos, muitos anos de luta dentro de mim. Meu trabalho por meio da Radiance Foundation continuará, tão apaixonadamente, mas de forma diferente, à medida que mudamos para criar mais conteúdo online e viajar menos. Mais importante, continuarei a ser o marido e pai de que minha família precisa”, enfatizou.

This morning, I heard the words from my surgeon that I’ve waited to hear for 3 months (since surgery): “You’re in remission!” 🙌🏽🎉🙏🏽 Psalm 103:1-5 #CancerFree #PraiseGod pic.twitter.com/R9lKsKT1fE

— Ryan Bomberger (@ryanbomberger) August 9, 2024

Mágico de rua se irrita com pregação de evangelista

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um mágico de rua irritado com a pregação de um evangelista que havia decidido anunciar a mensagem do Evangelho ao público que assistia sua performance.

A discussão registrada mostra o mágico profundamente irritado por algo que o pregador disse, mas não foi registrado no vídeo. Entre palavrões, ele xinga o evangelista de “babaca” e diz qual deveria ser sua postura:

“Você me chame e ore por mim, não venha me condenar não. Você lê a Bíblia eu também leio, seu babaca, seu otário”, diz o mágico. O caso teria ocorrido no centro de Maceió (AL).

Em resposta, o pregador diz “então venha aqui que oro por você”. Entretanto, o rapaz não demonstrou aceitar a resposta positiva à sua própria sugestão e voltou a xingar o evangelista, proferindo palavrões.

“Espera eu terminar meu trabalho, fica orando por mim”, diz o mágico de rua, aos berros, enquanto o pastor levanta as mãos para orar por ele. “Aceita Jesus e fica tirando onda. […] Todo crente faz isso”.

A essa altura, quando parecia que o rapaz agrediria o evangelista, surge um homem que tenta acalmar os ânimos e afasta o mágico. Depois, o vídeo mostra que o mesmo homem volta e convence o pregador a se retirar, para evitar mais problemas.

Multidão se reúne para orar por policial após ferimento em protesto

Um policial em início de carreira foi ferido gravemente na cabeça por um manifestante, e multidão da cidade se mobilizou em um momento de oração espontâneo ao saber da situação. Um pastor que atua na região classificou o caso como um milagre.

O policial Travis Brown, que entrou para a Polícia de Ferguson (Missouri, EUA) este ano, está internado em coma após bater a cabeça ao ser empurrado por um manifestante violento em um protesto que havia começado pacífico.

O protesto fazia referência aos 10 anos da morte de um jovem de 18 anos, que baleado por um policial em agosto de 2014 após ser desarmado. Um grupo de manifestantes atacou um gradil colocado pela polícia em frente à delegacia, e os policiais foram obrigados a deter alguns manifestantes.

Nesse tumulto, alguns policiais ficaram feridos, mas nenhum tão gravemente quanto Travis Brown, segundo informações da emissora Christian Broadcasting Network (CBN News).

O pastor Jonathan Tremaine Thomas, fundador da organização Civil Righteousness – que atua para reconciliar as diferenças entre grupos da sociedade – comentou que o estado crítico do policial e a violência contra a polícia de Ferguson abalaram a população novamente.

Diante da situação de tensão, o pastor Thomas anunciou uma vigília de oração pela vida do policial, e a Polícia divulgou a reunião, convocando autoridades e moradores, sem que ele soubesse.

Ao chegar ao local, o pastor foi surpreendido pela multidão que se mobilizou pelo mesmo propósito: “Sem nenhum líder humano presente para assumir o comando ou receber o crédito, parece que o próprio Deus chamou a cidade para orar e se arrepender”, declarou Thomas.

O capelão da polícia de Ferguson, José Aguayo, se juntou ao pastor na direção do encontro, juntamente com outros líderes cristãos locais, que oraram com fervor enquanto as pessoas presentes eram quebrantadas.

“Observamos com admiração o Espírito do Senhor governar a reunião, o que era de se esperar. Eu realmente acredito que foi um momento para a história de Ferguson – e possivelmente americana – que apontaremos como um ponto de virada nos próximos anos”, concluiu o pastor.

‘Vai novinha’? Vitória Reis contra cultura de erotização de meninas

A palestrante cristã Vitória Reis concedeu entrevista ao podcast Conversa Paralela e falou sobre a necessidade de combater a cultura da relativização sexual para preservar a infância e adolescência de meninas para que os abusos de cunho sexual não se tornem regra.

Vitória Reis tem dedicado seu ministério de palestras e formação de opinião nas redes sociais a alertar sobre os perigos da cultura secular e progressista, como o feminismo, e as consequências da omissão cristã nessa área.

Convidada do podcast Conversa Paralela, da produtora Brasil Paralelo, Vitória expressou indignação com as músicas que fantasiam sobre a sexualidade de meninas em fase de desenvolvimento, tratadas como “novinhas” em várias vertentes culturais, em especial na música funk e derivados:

“Geração do ‘vai novinha’ tem consequências. Não é só um ‘vai novinha’. Como a gente normalizou músicas que o tempo todo retratam relações sexuais com uma ‘novinha’? Quem é essa ‘novinha’, quantos anos tem essa ‘novinha’?”, questionou, provocando concordância da apresentadora Lara Brenner Queiroz.

A situação se tornou tão grave que chegou ao ponto de estar “culturalmente normalizado”, com uma relativização já considerada aceitável pela sociedade: “É o ‘nada a ver’ que é o problema. A roupa não tem ‘nada a ver’, a música que está tocando no churrasco da família não tem ‘nada a ver’, o programa que está passando na TV não tem ‘nada a ver’, o vizinho que está junto ali não tem ‘nada a ver’, a tia que fez uma brincadeira indelicada ou passou a mão de um jeito indelicado não tem ‘nada a ver’ porque é ‘só família’”, alertou.

“Esse tipo de brincadeira, de situação que para todo mundo é ‘nada a ver’, é aí onde a gente começa a dar abertura para o pior. E essas situações, a gente precisa entender que elas têm consequências”, concluiu seu argumento, convocando as pessoas que acompanham o podcast a quebrarem o ciclo de relativização que leva aos abusos.

Marquinhos Menezes testemunha restauração de seu casamento

O pastor Marquinhos Menezes testemunhou o papel crucial exercido pelo presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), Silas Malafaia, na disciplina e restauração de seu casamento com Lilian Azevedo.

Marquinhos Menezes contou que caiu em adultério e seu erro praticamente resultou na destruição de seu casamento. O caso veio à tona e, como pastor da ADVEC, Marquinhos foi disciplinado e tratado pessoalmente por Malafaia.

Em entrevista concedida ao PodCrê Podcast ao lado da esposa, o pastor da ADVEC Niterói relatou detalhes do processo de disciplina e acompanhamento feito por Malafaia com ele, que durou 1 ano e 8 meses e culminou com a reconciliação do casamento:

“Quando eu subi para a sala do pastor Silas, ele saiu da cadeira que estava, sentou ao meu lado, botou a mão na minha cabeça e orou por mim. Ele me deu uma palavra de encorajamento e de carinho tão grande que eu saí de lá fragmentado. Eu esperava que ele fosse me dar juízo, mas na verdade ele orou comigo”, contou.

Segundo Marquinhos Menezes, Malafaia não escondeu sua angústia pela situação em que ele se encontrava: “Uma coisa que me marcou é que os olhos do pastor Silas estavam muito tristes e hoje, quando o pastor Silas olha para mim, eu vejo que ele é feliz e realizado por ter conseguido salvar uma família, um casamento e um ministério”.

A cantora Lilian Azevedo corroborou o relato do marido e comentou que muitas pessoas acreditam que não é possível ter o casamento restaurado, mas sua história prova o contrário, apesar de cada caso ser único:

“A gente tem que entender que não é só um casal que se separa. É uma ruptura, é uma família, tem filhos na história. Na época, eu viajava com a Eyshila e com a Cassiane e elas me ajudaram e foi fundamental eu estar agarrada no Senhor, mais do que nunca, para eu não me perder”, declarou.

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Vargens cobra Ariovaldo: ‘Como pode se aliar a Boulos?’

O antigo líder da Missão Integral no Brasil, Ariovaldo Ramos, foi questionado pelo pastor Renato Vargens sobre seu apoio a Guilherme Boulos (PSOL), candidato a prefeito da capital paulista conhecido por seu apoio a pautas progressistas extremas.

Ariovaldo e Boulos se encontraram durante um culto promovido por “cristãos de esquerda” na zona oeste de São Paulo na última segunda-feira, 26 de agosto. Ao final, o candidato a prefeito foi fotografado ao lado do “pastor lulista”, apelido concedido pelo jornal Folha de S. Paulo ao líder religioso.

“Na foto o candidato do PSOL que defende o aborto, a descriminalização das drogas, a invasão de terras e de propriedades privadas. Ao fundo Ariovaldo Ramos, pastor e que defende a eleição do que está a frente dele”, descreveu Vargens.

A indignação do pastor da Igreja Cristã da Aliança, de linha doutrinária reformada, foi evidenciada na publicação feita no Instagram: “Pergunto: como uma pessoa que diz cristã pode se aliar ao PSOL e seu candidato?”.

Nos comentários, um seguidor do pastor Vargens opinou que líderes religiosos como “Ariovaldo, Kivitz, Neil Barreto são os Alexandre’s Latoeiros, Himeneu’s e Fileto’s dos tempos modernos”, em referência a pessoas descritas pelo apóstolo Paulo como falsos mestres nas cartas a Timóteo.

A campanha de Boulos vem motivando posicionamentos contundentes de lideranças evangélicas Brasil afora. O pastor Pedro Pamplona, da Igreja Batista Filadélfia em Fortaleza (CE), repudiou o uso ativista do Hino Nacional durante um comício do candidato do PSOL:

“O vídeo mostrando nosso hino nacional sendo cantado em linguagem neutra é um daqueles absurdo simbólicos do tempo que vivemos. Amo nosso hino e o respeito demais. Aprendi a cantá-lo de forma organizada e reverente na escola. Bons tempos. Mas o que vemos hoje é diferente… Esquartejaram o português, identidade do nosso povo, esquartejaram nosso hino, símbolo tradicional da pátria, esquartejaram a afinação, a beleza da música”, protestou o pastor.

Pamplona apontou o episódio como um “resumo do que o petismo vem fazendo: acabando com nossa identidade, tradição e beleza. Estão esquartejando o Brasil”.

Portas Abertas: missionário narra divisão entre igrejas perseguidas

Um missionário da Portas Abertas que atua em países do Oriente Médio e norte da África veio ao Brasil e falou sobre a realidade da Igreja Perseguida no mundo, lamentando as divisões entre evangélicos em países onde o cristianismo é hostilizado.

Matthew Burns (pseudônimo adotado por razões de segurança) está no Brasil para compartilhar experiências e seu testemunho no árduo trabalho de anunciar o Evangelho em países onde o cristianismo é hostilizado.

Na entrevista exclusiva ao GospelMais, o missionário falou sobre divisões existentes entre fiéis de igrejas históricas e congregações independentes, pontuando que esses atritos ameaçam a possibilidade de pregar o Evangelho de maneira eficaz.

Confira a entrevista:

Qual tem sido o papel da igreja evangélica brasileira no apoio à Igreja Perseguida mundo afora?

É muito importante lembrar que o cristão brasileiro tem um conceito de família muito arraigado e muito bonito. No tempo que vivi no Brasil – foram 10 anos em uma comunidade de Belo Horizonte – eu pude viver situações em que a comunidade cristã chamava de família todos que eram próximos: família, vizinhos, bairro, amigos, todos que se aproximavam.

Esse é o cristão brasileiro. Ele se ajuda nas tragédias, se ajuda nas pandemias, nas tragédias naturais. Isso me ensina muito sobre cristianismo. E isso não é diferente quando falamos de Igreja Perseguida.

O cristão brasileiro, a igreja evangélica brasileira, tem tido um importante papel no apoio à Igreja Perseguida, quando percebe que está o que Paulo escreveu na primeira carta aos Coríntios 12.26: “Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele”.

O cristão brasileiro tem orado pela Igreja Perseguida, participando do Domingo da Igreja Perseguida e do Shockwave, atendendo aos pedidos de oração pelos cristãos perseguidos e também tem ajudado financeiramente a manter em pé e perseverante os cristãos que não têm liberdade para adorar a Jesus.

Ainda há muito o que fazer para que mais cristãos brasileiros conheçam e participem da vida do cristão perseguido. Mas já vemos um mover muito grande nesse sentido aqui no Brasil.

No Brasil, os cristãos são divididos entre católicos e evangélicos em linhas gerais. No meio evangélico, há inúmeras ramificações, com algumas tradições recusando reconhecer a legitimidade de outras. Nesses países onde há perseguição, há algum debate sobre divergência teológica entre diferentes confissões?

Em muitos países onde há perseguição ainda há essa divergência teológica, sim. Em muitos deles, por exemplo, apenas igrejas históricas são permitidas de funcionar e igrejas domésticas são violentamente reprimidas.

Nós testemunhamos, muitas vezes, a própria igreja cristã ‘oficial’ nesses países serem agentes de perseguição contra igrejas que querem se levantar, abrir suas portas, mas não podem porque essas igreja não permitem e têm o Estado ao lado delas.

Mas podemos ver, também, em muitas comunidades mais distantes, principalmente em países do Norte da África, que não existem igrejas instituídas, que existem grupos de cristãos que se reúnem em torno da Palavra de Deus, distantes de discussões teológicas ou placas denominacionais.

Qual a percepção dos cristãos sírios sobre a tentativa de deposição de Bashar al-Assad?

O cristão sírio vive em constante vigilância e estado de alerta, pois é vítima de perseguição não apenas por parte do governo, mas principalmente por parte de grupos extremistas islâmicos, como o Estado Islâmico, que se aproveitou da guerra para perseguir ainda mais os cristãos no país.

Desde antes da Primavera Árabe, em 2011, que culminou a guerra civil que dura até hoje, o cristão já era perseguido por esses grupos e pela maioria muçulmana no país. A questão política e a guerra só veio aumentar a perseguição a cristãos sírios.

Por isso, não há uma percepção clara da tentativa de deposição do atual governo por parte do cristão que está, há anos, tentando sobreviver e permanecer firme e perseverante em sua fé, diante de tantos agentes de perseguição na Síria.

A comunidade cristã no norte do Iraque já se reorganizou depois dos anos de expurgo promovido pelo Estado Islâmico?

Tem se reorganizado, sim. Muitos cristãos cujos vilarejos foram destruídos pela invasão do Estado Islâmico no Iraque voltaram para suas comunidades e agora precisam reconstruir suas vidas. 

Em 2017, os cristãos que precisaram fugir do Estado Islâmico puderam voltar as suas comunidades e começar a reconstruir suas vidas. No entanto, eles se depararam com ruínas e cinzas. Tudo o que haviam construído até aquele momento fora destruído.

Além das casas estarem queimadas e depredadas, as fábricas e os comércios locais tinham desaparecido. A grave crise econômica não permitia que as pessoas tivessem dinheiro para reconstruir seus lares e negócios.

Famílias inteiras necessitavam de socorro imediato para ter o que comer e vestir. Mas a longo prazo, elas precisam ter onde trabalhar e de onde tirar seu sustento. Muitos cristãos querem reconstruir sua vida e trabalho, mas não têm matéria-prima, maquinário e funcionários.

A Portas Abertas tem campanhas em que o cristão brasileiro pode apoiar esses cristãos iraquianos a voltar para casa e ter sua vida restabelecida em suas cidades, com seu trabalho e sua igreja. Uma dessas campanhas está no link Iraque – Portas Abertas. E para saber mais sobre as cidades em que os cristãos estão retomando suas vidas, leia: Mosul Completa Sete Anos de Liberdade.

Conte-nos um testemunho de irmãos perseguidos que o impactou pessoalmente.

Eu estou na Portas Abertas desde 2011 exatamente quando houve a Primavera Árabe*, que foi um levante popular político, mas que afetou cristãos em todos os países. O evento culminou em guerra por todo o mundo árabe e alguns países, como Tunísia, Iêmen, Iraque, Síria declararam guerra civil – em que se encontram até hoje, deixando os cristãos mais vulneráveis à perseguição e a ações de radicais islâmicos, como Estado Islâmico e outros grupos extremistas.

Há dezenas de histórias de cristãos perseguidos que mexem comigo. Em 2014, um grupo de cristãos egípcios foram degolados em uma praia na Líbia. Assistir aquelas cenas, atender às famílias cristãs no Oriente Médio e rever múltiplas vezes o que havia acontecido com trabalhadores, pelo simples fato de serem cristãos, mexeu profundamente comigo e repercute muito, até hoje, em meu trabalho.

Ana Paula Valadão narra crise: ‘Marido achou que ia me perder’

Ana Paula Valadão compartilhou detalhes dos bastidores do Diante do Trono em seus primeiros anos, e como todo o trabalho a levou a uma crise de estresse aguda. Na ocasião, seu marido – o pastor Gustavo Bessa – temeu pelo pior: “Achou que ia perder a esposa”.

O relato foi feito pela cantora em uma live com o psiquiatra Ismael Sobrinho, em que ela testemunhou os benefícios que os cuidados com a saúde mental a longo prazo a proporcionaram.

Para contextualizar o episódio, Ana Paula relatou como era o ambiente na casa de sua família durante a infância e depois, já casada: “A gente estava perto de um Congresso do Diante do Trono no Mineirinho, tinha umas 15 mil pessoas inscritas. Na semana anterior, durante o ensaio, teve uma discussão, e meu pai é um homem doce, muito manso, nunca levantou a voz lá em casa, nunca vi xingamento. E aqui com o Gustavo também, a gente nunca teve uma briga de palavra feia, quebra-pau, gritaria, nunca”.

A convivência com pessoas calmas se traduziu em dificuldade de compreender o comportamento de outros que possuem temperamento mais explosivo: “Qualquer pessoa que levanta um pouco a voz pra mim mexe comigo, não tenho casca grossa. […] Eu sei que teve um ensaio que estava tendo uma tensão muito grande dentro da equipe, trabalhar com equipe foi uma das coisas mais difíceis da minha vida até hoje”, recapitulou, referindo-se à primeira formação do Diante do Trono.

“Naquele último ensaio da semana anterior desse Congresso teve lá um piripaque e aquilo mexeu demais comigo. Aconteceu que eu me posicionei, e acho que drenei tudo que eu tinha dentro de mim para lidar com aquilo. Não estava acostumada a levar meu estresse a um nível tal que eu tivesse que tomar uma posição e todo mundo ia ter que respeitar”, contou.

Estresse

Nesse ponto, Sobrinho a questionou se ela poderia revelar o que houve, para que o cenário fosse melhor entendido: “Briguei com a liderança do grupo. Eu me posicionei falando que aquele comportamento estava injusto com os liderados, estava errado. Fui para casa totalmente transtornada, chorando, com raiva. Foi sexta à noite, no sábado de manhã quando a gente acordou, eu e Gustavo, acordei chorando. Parecia uma bica. Não conseguia parar de chorar”.

Essa crise emocional se intensificou ao ponto de preocupar o marido da cantora: “Chorei por horas. Até que chegou um momento que eu deitei em posição fetal e me deu um branco. Do lado de fora, eu ouvia barulho, ouvia o que estava acontecendo, mas eu estava presa dentro do meu corpo, não conseguia mandar no meu corpo. E o Gustavo, que estava lá todo o tempo me apoiando, ficou tão desesperado que achou que ia me perder”.

O psiquiatra comentou que a descrição do episódio feito pela cantora tem características de um caso de “despersonalização e desrealização”, que são transtornos dissociativos que causam uma sensação de estranheza, irrealidade, anestesia e separação do próprio corpo: “A pessoa tem uma reação aguda ao estresse e o cérebro dá uma apagada em uma parte”, disse Sobrinho.

Ana Paula Valadão então lembrou que o marido recorreu à oração: “Ele desceu pro escritório, onde ele tinha um cantinho de oração, [ficou] clamando. E eu dentro do meu corpo, sem conseguir reagir. De repente eu consegui. […] Desci, ajoelhei ao lado do Gustavo, e ele chorava agradecido, porque ele achou que ia perder a esposa”, relembrou.

Depois de se recompor minimamente, ela e o marido foram almoçar na casa da família Bessa, como era o hábito aos sábados, onde ela foi acolhida: “Meu cunhado é médico. Me receitou um antidepressivo e falou ‘isso é só uma muleta, você vai conseguir administrar melhor esse momento que você está passando, acredito que você não vai precisar continuar com esse medicamento’. Realmente, eu tomei só uma caixa. E foi aquilo que me ajudou a fazer o Congresso na semana seguinte”, finalizou.

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