Alfabetizada, idosa realiza sonho de ler a Bíblia aos 74 anos

A formatura de uma idosa alfabetizada aos 74 anos de idade foi marcada pela realização de seu desejo mais antigo: ler a Bíblia com facilidade. Como bônus, dona Maria de Lourdes agora também tem autonomia em outras atividades.

Lourdes se matriculou em um projeto de alfabetização realizado por um Centro Municipal de Saúde (CMS) na Vila Cosmos, Rio de Janeiro (RJ) e em pouco mais de um ano aprendeu, junto com as demais colegas de turma, a ler e escrever.

“A minha formatura foi a realização de um sonho. Eu abri a Bíblia com todas as pessoas presentes ali naquele momento e li em voz alta o versículo que eu escolhi. Foi muito gratificante”, disse a formanda.

Agora, além do devocional diário, ela também consegue ler as receitas culinárias que gosta e também preencher documentos, segundo informações do portal G1.

Outra idosa, Ivone Maia, de 64 anos, também comemorou a autonomia conquistada: agora não se intimida mais diante de textos e papeis a serem preenchidos: “A aula que me marcou muito foi no dia que eu conheci as letras e pude juntá-las. Essa era a minha dificuldade. E aprender a ler e a escrever foi uma porta que se abriu na minha vida”.

O projeto nasceu da iniciativa de duas agentes de saúde que perceberam a dificuldade das pacientes em preencher informações nas receitas controladas, e como isso as prejudicava no tratamento.

“Senti um grande desejo em meu coração de montar uma turma de alfabetização para esses pacientes, que não concluíram seus estudos ou que nunca entraram em uma sala de aula. O objetivo era motivá-las a entrar em uma escola e dar seguimento aos seus estudos. No caso, nós seríamos uma ponte para que isso acontecesse”, disse a agente comunitária da saúde Thaís da Silva, explicando a motivação do projeto.

Avivamento: rejeição social ao progressismo é sinal, diz escritor

Michael Brown é um escritor cristão e apresentador de rádio conhecido por sempre pontuar os fatos sociais sob a perspectiva evangélica dos Estados Unidos. Em uma entrevista recente, afirmou crer que uma “nova onda do Espírito Santo” está agindo em seu país, para sacudir a Igreja.

Desde o culto de oração que se estendeu por dias, chamado de Avivamento de Asbury, o escritor tem notado que esse seria um primeiro movimento para chacoalhar a Igreja norte-americana, com o propósito de protagonizar uma mudança social positiva.

“Estou profundamente convencido, como muitos, muitos outros cristãos na América, de que sem um avivamento abrangente na Igreja que impacte a sociedade, a América como a conhecemos estará acabada. Precisamos de algo radical para mudar”, declarou Michael Brown.

Nesse contexto, o escritor acaba de publicar um livro chamado Turn the Tide: How to Ignite a Cultural Awakening (“a virada da maré: como desencadear um despertar cultural”, em tradução livre), em que aponta os fatores que enxerga como necessários para que um avivamento leve a uma reforma no país.

“Estamos em uma situação urgente. Acredito que estamos vendo bolsões de Deus se movendo em diferentes partes da América. Então, temos que aproveitar este momento e depois trabalhar com Deus para mudar a maré”, declarou Brown.

Em entrevista ao The Christian Post, o escritor falou sobre temas como a derrubada do precedente jurídico Roe versus Wade, que liberava o aborto em todo o país e agora deixou de vigorar, e o aumento da rejeição social às bandeiras progressistas, como por exemplo a ideologia de gênero.

“Definitivamente são questões e batalhas de longo prazo. Muitas vezes, como seguidores de Jesus, temos uma mentalidade de curto prazo. Aqueles com outras agendas sociais, aqueles que lutam pelo que consideram ser igualdade e tolerância nas relações homossexuais ou aqueles que lutam pelo que dizem ser a autonomia da mulher, pró-aborto, etc., muitas vezes têm uma mentalidade de longo prazo”, descreveu.

Como exemplo disso, ele citou os “ideólogos marxistas nos anos 60 que falavam sobre a ‘longa marcha’”, que cobraria deles uma ação planejada e paciente para “mudar o pensamento dos americanos”.

“Agora vemos o quão bem-sucedidos eles foram”, lamentou o escritor, acrescentando que o trabalho da Igreja para influenciar a sociedade e conviver com movimentos radicais que “declararam guerra à religião” será árduo:

“A nossa posição é que se alguém não estiver a infringir a lei, pode viver a sua vida como quiser e tem de responder a Deus. Em outras palavras, os seguidores de Jesus não estão aqui para serem polícias morais e ver como as pessoas vivem em segredo e dizer-lhes o que podem e o que não podem fazer. Mas o outro lado é que muitos daqueles que estiveram na linha de frente do ativismo LGBTQ+ […] nos rotularam de ‘intolerantes’, classificaram as nossas opiniões como odiosas e disseram que não há lugar para o nosso ponto de vista”, resumiu.

Brown finaliza indicando que a Igreja deve “aproveitar o momento” e agir de forma decisiva: “Temos que dizer: ‘OK, agora nos empenhamos mais profundamente em oração. Agora nos dedicamos ainda mais ao alcance comunitário. Agora nos dedicamos ainda mais a fazer mudanças positivas no mundo que nos rodeia’. Se continuarmos a derramar o que Deus derramou, veremos um mover contínuo do Espírito. E vai crescer de ano para ano”, finalizou.

Nicodemus refuta ideia de catástrofe no RS ser castigo a religiões

Augustus Nicodemus concedeu uma entrevista ao podcast Inteligência Ltda na última segunda-feira, 20 de maio, e reprovou a interpretação de que as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul são punição pela prática de religiões pagãs no estado.

O pastor presbiteriano foi entrevistado por Rogério Vilela em Orlando, na Flórida (EUA), e falou sobre diferentes temas relacionados à fé cristã. Ao ser questionado sobre a catástrofe que assolou os gaúchos, Nicodemus lembrou da passagem bíblica de Lucas 13.4,5, quando Jesus disse aos discípulos que todos precisam se arrepender:

“Eu tenho ouvido, infelizmente… vindo para cá, eu vim escutando um vídeo que me mandaram de um pastor dizendo que o que aconteceu no Rio Grande do Sul é porque é o estado mais envolvido com feitiçaria, com terreiro de umbanda, quimbanda, espiritismo”, introduziu o pastor.

Nicodemus, então, fez questão de desvincular os fatos: “É verdade. Estatisticamente falando, a maior concentração do espiritismo, baixo espiritismo, é lá no Rio Grande do Sul. E o pastor dizendo que tudo isso que está acontecendo é juízo de Deus por conta disso. Isso eu acho cruel”, declarou.

“Somos todos, diante de Deus, pecadores. Cada um de nós. Não podemos dizer, por um lado, que há inocentes. Mas também não podemos dizer que essas tragédias [é porque Deus é injusto]. […] Somos uma raça debaixo da condenação de Deus por conta dos nossos pecados e não condenar o pessoal do Sul como sendo piores do que os outros”, acrescentou o pastor.

Recentemente, circulou um vídeo em que uma empresária declarou que a catástrofe no sul era resultado da “ira de Deus” contra o estado por conta da grande concentração de adeptos de religiões afro-brasileiras. O vídeo gerou enorme polêmica e agora a empresária mineira foi denunciada pelo MP à Justiça por suposta “intolerância religiosa”.

Desde que as chuvas geraram a inundação que assolou o estado, 161 pessoas morreram, 85 pessoas estão desaparecidas e 806 foram feridas, conforme dados da Defesa Civil gaúcha.

Atualmente, 654 mil gaúchos ainda estão fora das residências, sendo 581.633 vivendo em casas de familiares, amigos ou conhecidos, e 72,5 mil morando temporariamente em abrigos.

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Papa criticado por dizer que pessoas são ‘fundamentalmente boas’

Em entrevista ao programa 60 Minutes, o papa Francisco mobilizou críticas a si e à Igreja Católica por afirmar que considera a humanidade “fundamentalmente boa”. Essa concepção filosófica é considerada fonte de uma das heresias mais problemáticas no meio cristão.

Durante a entrevista, o líder católico expôs mais uma vez sua ótica humanista ao ser questionado sobre o que lhe desperta esperança ao olhar para o mundo. Na resposta, Francisco afirmou que o coração humano é “fundamentalmente bom”.

“Você vê tragédias, mas também vê tantas coisas bonitas. Você vê mães heroicas, homens heroicos, homens que têm esperanças e sonhos, mulheres que olham para o futuro. Isso me dá muita esperança. As pessoas querem viver. As pessoas seguem em frente. E as pessoas são fundamentalmente boas. Somos todos fundamentalmente bons. Sim, existem alguns bandidos e pecadores, mas o coração em si é bom”, declarou o papa.

No século 5, esse pensamento surgiu no meio da Igreja, ensinando que o pecado original não havia afetado a humanidade de maneira completa. A falsa doutrina cresceu e ficou conhecida como “pelagianismo”, em referência ao autor, o monge Pelágio.

Em 418, Pelágio foi excomungado e sua falsa doutrina, banida. Vários concílios posteriormente condenaram essa interpretação das Escrituras, assim como Agostinho de Hipona, que expressou seu desprezo por essa visão em suas Confissões.

De acordo com informações do portal The Christian Post, muitas pessoas usaram o X para comentar as declarações do papa Francisco, afirmando que ele dá indícios de não compreender – ou se submeter – ao ensinamento básico do Evangelho.

“Isso é contrário à teologia cristã básica”, escreveu o apresentador de rádio Erick Erickson. “Somos todos pecadores. Não existem apenas ‘alguns pecadores’”, enfatizou.

“Se isso for verdade, não precisamos de um Salvador para morrer na cruz. Portanto, este papa é um herege”, escreveu o autor Eric Metaxas.

“Bem, isso é uma mentira satânica…”, escreveu Joel Berry, editor do Babylon Bee.

“Isso levanta uma questão: o papa é católico? Aparentemente não! No minuto em que viu um jornalista americano acenando para ele, ele deveria saber que havia se extraviado”, protestou Andrew Klavan, apresentador do Daily Wire.

O escritor James White não mediu palavras nas críticas ao pontífice: “Eu tenho dito há décadas que o verdadeiro problema de Roma é o Evangelho. Francisco diz que ‘as pessoas são fundamentalmente boas’; ‘existem alguns pecadores’; ‘o coração em si é bom’. Isto é humanismo. Não é Romanos, não é Gálatas, não é Jeremias, nem Isaías, nem Provérbios, nem Salmos, nem Gênesis, nem Apocalipse”.

“Este homem não tem noção do Evangelho em si. Esta pode ser uma das evidências mais claras que já vi da natureza totalmente apóstata da hierarquia romana. E antes que você me ataque: a maioria dos chamados protestantes estão tão errados quanto Francisco”, finalizou.

I have said for decades the real issue with Rome is the gospel. Francis says “people are fundamentally good.” “There are some sinners.” “The heart itself is good.”

This is humanism. It is not Romans, it is not Galatians, it is not Jeremiah or Isaiah or Proverbs or Psalms or… https://t.co/odvQ6ml7UK

— (@HwsEleutheroi) May 20, 2024

Batismo na Avenida Paulista: mais de 50 fiéis confessam Jesus

O batismo na Avenida Paulista, realizado pela Onda Dura Church no último domingo, 19 de maio, teve mais de 50 novos convertidos confirmando sua fé em Jesus Cristo publicamente.

O centro financeiro da capital paulista fecha para o tráfego de carros aos domingos, e a Onda Dura da Avenida Paulista aproveitou o momento para realizar o batismo nas águas de mais de 50 fiéis.

A igreja, fundada pelo pastor Lipão e sediada em Joinville (SC), vem crescendo em todo o Brasil, e a filial da Avenida Paulista usa uma sala de cinema alugada para os cultos aos domingos, além de se reunir em “grupos pequenos” – chamados de GP – nas casas dos membros.

O pastor responsável pela filial da Paulista, Bruno Colonetti, celebrou a realização do batismo: “Hoje foi um dia histórico na nossa igreja. Estamos reunidos com centenas de pessoas em meio à Avenida Paulista, no coração da cidade de São Paulo, para ver mais de 50 pessoas nascendo para uma nova vida em Cristo”.

A igreja publicou fotos e vídeos do evento no Instagram, glorificando a Deus pelo sucesso na empreita: “Ali, onde ninguém imaginava, é onde nós estávamos rendendo glória a Jesus. Na Avenida marcada por grandes passeatas e eventos históricos, revelamos o maior ato da história: Jesus ressuscitou, salva e dá nova vida a todos os que creem”.

A celebração do batismo ocorreu em meio a um culto ao ar livre, com apresentações, louvores e a ministração da Palavra pelo pastor Bruno Colonetti, que está há 11 anos trabalhando na plantação da Onda Dura na Paulista:

“Eu não me batizo porque eu mereço, eu não me batizo porque eu estou pronto. Eu me batizo porque Cristo se entregou por mim e é o batismo que me prepara para caminhar com Ele. Por isso o poder não está na água, o poder está na fé em Cristo […] Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos. Jesus está vivo. Estamos com o coração incendiado por tudo que estamos vivendo e cremos que isso é só o começo”, declarou o pastor.

Evangélicos no México são forçados a abandonar suas casas

Um grupo de mais de 150 cristãos evangélicos membros de uma Igreja Batista foram forçados a deixarem suas casas pela ação de funcionários do governo. O caso é mais um em uma lista que evidenciam perseguição religiosa a evangélicos no México.

O grupo de evangélicos foi deslocado à força no estado de Hidalgo. Funcionários do governo municipal de Huejutla de los Reyes fazem pressão para que eles assinem um acordo que viola a proteção dos direitos humanos dada pela lei mexicana.

A denúncia foi feita pela entidade Christian Solidarity Worldwide (CSW), um grupo que monitora a perseguição religiosa a cristãos ao redor do mundo.

Os líderes do grupo perseguido, pastores Rogelio Hernandez Baltazar e o líder da igreja Nicholas Hernandez Solórzano concederam uma entrevista rejeitando o acordo promovido pelo governo municipal de Huejutla de los Reyes. Os termos propostos incluem multas de 150 mil pesos mexicanos (cerca de R$ 46 mil) às famílias evangélicas, além do impedimento da prática religiosa para permitir seu retorno ao município.

De acordo com informações do portal The Christian Post, os membros da Igreja Batista Grande Comissão estão fora de suas casas desde 26 de abril, e estão sendo mantidos em um local sem fornecimento de bens essenciais.

O grupo depende, agora, de ajuda humanitária e alimentos fornecidos pelas igrejas locais. Entre eles há 75 crianças e bebês.

As violações dos direitos humanos ligadas à liberdade religiosa têm sido graves nas aldeias vizinhas de Coamila e Rancho Nuevo desde 2015. As autoridades locais têm tentado repetidamente forçar a minoria religiosa a participar em festivais religiosos católicos romanos, incluindo doações financeiras e atos de culto.

Apesar da documentação detalhada destes incidentes, o governo municipal nega que estes incidentes estejam ligados à religião: “A posição do Governo Municipal de Huejutla de los Reyes é indefensável”, disse a Chefe de Advocacia da CSW, Anna Lee Stangl.

“Ao promoverem este acordo ilegal, tornam-se cúmplices das contínuas e flagrantes violações da liberdade de religião ou crença em Coamila e Rancho Nuevo. Isto é inaceitável num país democrático como o México, que garante a liberdade de religião ou crença para todos na sua constituição e nas convenções internacionais de direitos humanos das quais é parte”, protestou a advogada.

Incidentes de violência e perseguição contra a minoria de evangélicos no México, em especial nestas aldeias, têm se intensificado nos últimos anos, como por exemplo o ocorrido em dezembro de 2022, quando um membro da igreja foi hospitalizado em estado crítico depois de ter sido amarrado a uma árvore e espancado pelos líderes da aldeia.

Presidente do Irã ficou conhecido como 'carniceiro de Teerã'

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, morreu no último domingo, 19 de maio, após o helicóptero onde viajava colidir contra uma montanha. No momento do acidente, as condições climáticas eram adversas, o que pode ter contribuído de maneira significativa.

Ebrahim Raisi, 63 anos, era conhecido como o “carniceiro de Teerã” por conta da crueldade que aplicava na repressão contra opositores e manifestantes. Era acusado, ainda, de ser parte de um “comitê” que condenou e executou aproximadamente 5 mil pessoas ao final da guerra entre Irã e Iraque, em 1988.

Em 2022, quando a população protestava contra a morte da jovem Mahsa Amini (que havia sido presa pela “polícia da moralidade” iraniana por não usar um hijab conforme as regras), Raisi disse que seu governo “lidaria decisivamente com aqueles que se opõem à segurança e tranquilidade do país”.

A ONG Stand With Us Brasil, que denuncia o antissemitismo ao redor do mundo, lembrou que Raisi “contribuiu de modo direto para grande parte dos atuais conflitos e instabilidade política do Oriente Médio contemporâneo”, e repercutiu a avaliação do professor Dr. Meir Javedanfar, um iraniano-israelense que afirmou que o governo do Irã trabalha incessantemente para construir uma aliança que permita ao país aniquilar Israel do mapa.

O especialista enfatizou que o governo iraniano se alia a “qualquer grupo que esteja disponível para trabalhar com o regime do Irã contra os Estados Unidos e Israel”.

A morte do presidente do Irã foi lamentada por Lula (PT), que mantinha um relacionamento próximo com Raisi: “Com pesar soube da confirmação da morte do presidente iraniano Ebrahim Raisi e do seu chanceler, Hossein Amir Abdollahian e de todos os passageiros e tripulação, após a queda de seu helicóptero. Minhas condolências aos familiares de todas as vítima, ao governo e ao povo iraniano”.

A vereadora evangélica Sonaira Fernandes (PL-SP), usou o X para criticar as estreitas relações que Lula mantém com um governo que oprime mulheres em seu país: “A ONG Iran Human Rights denunciou o enforcamento de mais 2 mulheres no Irã. Em 2024, dez mulheres foram executadas. Ditadura que enforca mulheres por infidelidade, por não usarem véu… Ditadura que tem Lula como amigo e aliado”, criticou.

O ditador do Irã juntou-se ao rol de bons “cumpanhêros” do Lula que foram dessa para pior. pic.twitter.com/3VWZhpol6L

— Sonaira Fernandes (@Sonaira_sp) May 20, 2024

Jogador cristão n° 1 em vendas de camisas após discurso pró-vida

O jogador cristão Harrison Butker se tornou alvo de um abaixo-assinado pedindo sua demissão após fazer um discurso contra o progressismo, com ênfase na defesa da vida de bebês ainda em gestação. A resposta do público em geral foi positiva: suas camisas se tornaram as mais vendidas na última semana.

Butker é kicker do Kansas City Chiefs, o atual campeão da NFL, e a procura por camisas do time com seu nome aumentaram exponencialmente após o discurso em que denunciou as mentiras contadas pelas diversas facetas da ideologia progressista, que nos EUA é conhecida como “woke”.

Depois que defendeu que a maternidade é uma das experiências que tornam a vida da mulher mais completa e feliz, denunciando falsos cristãos que dizem seguir a Cristo mas defendem aborto, ideologia de gênero e outros movimentos, Harrison Butker virou alvo de uma campanha que visava sua demissão e que juntou, até agora, mais de 200 mil assinaturas.

Agora, a loja oficial da NFL informou que a camisa 7 de Butker se tornou a mais vendida entre as mercadorias de seu time, superando a do principal jogador do time, o quarterback Patrick Mahomes.

“Acho que foram vocês, as mulheres, que ouviram as mentiras mais diabólicas contadas. Algumas de vocês podem seguir carreiras de sucesso no mundo, mas atrevo-me a adivinhar que a maioria de vocês está mais entusiasmada com o seu casamento e com os filhos que trarão a este mundo”, declarou o jogador no discurso de formatura de uma universidade católica.

A esposa do dono do Kansas City Chiefs, Tavia Hunt, usou o Instagram para elogiar o discurso do jogador: “Afirmar a maternidade e elogiar a esposa, bem como destacar o sacrifício e a dedicação necessários para ser mãe, não é intolerância”, escreveu ela, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Macumba e enchentes: MP processa influencer cristã por opinião

Em meio à catástrofe do Rio Grande do Sul, o Ministério Público de Minas Gerais decidiu denunciar uma influenciadora cristã por conta de suas opiniões relacionadas ao que seriam as causas espirituais das enchentes no estado: a prática de “macumba”.

O conceito de liberdade religiosa presente na Constituição Federal abrange, inclusive, as interpretações dos fatos sociais a partir da fé. Exemplo disso é a vitória recente do pastor Yago Martins, que foi denunciado pelo Ministério Público por “racismo religioso” por dizer que “todo sacrifício feito a outros deuses é feito a demônios”.

Yago, na ocasião, enfatizou que a partir da interpretação cristã do que diz a Bíblia Sagrada, “no candomblé, adoram demônios; na umbanda, adoram demônios”. Após o arquivamento da denúncia, o pastor batista criticou o MP: “Oneraram o Estado para constranger pastor na internet”.

O mesmo cenário agora se repete com a influenciadora Michele Abreu, denunciada por “intolerância religiosa” por conta de publicações suas que associavam a situação de calamidade pública do Rio Grande do Sul às práticas das religiões de afro-brasileiras, popularmente tratadas como “macumba”.

No vídeo que alcançou 3 milhões de visualizações, Michele expõe sua percepção da influência espiritual nos fatos que assolam o estado gaúcho: “Eu não sei se vocês sabem, mas o estado do Rio Grande do Sul é um dos estados com maior número de terreiros de macumba, mais do que a Bahia. […] Alguns profetas já estavam anunciando sobre algo que ia acontecer no Rio Grande do Sul, devido à ira de Deus mesmo. As pessoas estão brincando e muitos inocentes pagam o preço junto”, diz a influenciadora.

De acordo com informações do portal Migalhas, Michele pode ser proibida de deixar o país e fazer novas publicações semelhantes em redes sociais como medida cautelar, enquanto o processo não é julgado.

Na denúncia, a promotora de Justiça Ana Bárbara Canedo Oliveira diz que a influenciadora induziu outras milhares de pessoas à discriminação, ao preconceito e à intolerância contra as religiões de matriz africana.

O MP-MG diz que, em caso de condenação, a pena imposta a Michele Abreu pode ser de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

Al Hartford: jogador do Celtics glorifica a Deus por vitória na NBA

O Boston Celtics está classificado para as finais da Conferência Leste da NBA e o veterano pivô Al Hortford glorificou a Deus por mais uma vitória na competição. Ao longo de sua carreira, o atleta sempre falou sobre sua fé cristã toda vez que teve oportunidade.

Na última quarta-feira, o Boston Celtics venceu o jogo 5 contra o Cleveland Cavaliers, classificando-se para as finais da Conferência. Al Hortford, que atua na NBA há 17 temporadas, concedeu entrevista após o jogo e foi objetivo nas declarações à imprensa “Tenho que dar glória ao Senhor”.

“Esta noite foi uma noite especial. Tivemos a oportunidade de fechar aqui em casa e, para mim, o mais importante foi trazer energia, trazer energia para o nosso grupo”, disse o pivô, que marcou 22 pontos e 15 rebotes na partida.

A postura do jogador é sempre elogiada pelos companheiros: “Sempre que ele fala, todos ouvem, por causa de sua humildade, altruísmo e liderança, sempre buscando fazer a jogada certa”, disse o técnico do Celtics, Joe Mazzulla, no ano passado.

Fé e compromisso

Ao longo dos anos, Hortford não deixou escapar oportunidades de pregar sobre sua fé: “Todo o meu propósito na vida é agradar a Deus, garantir que estou fazendo a vontade dele e que estou vivendo minha vida nesse exemplo”, disse o atleta em 2021 ao portal da liga.

“Com base nisso, é assim que eu vivo minha vida, e então o resto de tudo vai se encaixar – seja eu sendo um jogador de basquete, sendo o melhor pai, o melhor marido, e apenas tentando ajudar quem eu puder no caminho”, acrescentou na ocasião.

Essa cosmovisão nem sempre o acompanhou, disse Hortford, lembrando que quando iniciou sua carreira, não era um crente comprometido. Depois de um encontro real com Deus, tudo mudou: “É por isso que vivo, você sabe, minha fé – minha fé em Jesus Cristo. E é pelo que ele fez em minha vida que vivo. Tem sido uma bela jornada para mim. Deus falou ao meu coração e grandes coisas resultaram disso. Você sabe, bênçãos em minha vida espiritual, mas também bênçãos em minha família e em minha carreira, de muitas maneiras diferentes”.

Agora, Al Hortford disputará na próxima terça-feira com os Celtics a final da Conferência Leste contra o vencedor do duelo entre Indiana Pacers e New York Knicks, segundo informações do portal The Christian Post.