Plano Nacional de Educação traz ideologias radicais, dizem juristas

O governo do Partido dos Trabalhadores está propondo uma reformulação no Plano Nacional de Educação para os próximos dez anos, e o documento de referência usado na proposta traz “ideologias radicais”, de acordo com exame do texto feito pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure).

A iniciativa de reformular o Plano Nacional de Educação (PNE) partiu do governo federal, que em 12 de setembro do ano passado publicou o decreto lei 11.697/23 convocando “extraordinariamente” a Conferência Nacional de Educação (CONAE) de 2024 para elaborar a “política de Estado” na próxima década.

De acordo com a Anajure, “o Documento Referência afasta-se da imparcialidade esperada das políticas de Estado” pois o texto “propõe para a educação nacional a imposição de concepções ideológicas radicais e controversas, contrárias às presentes disposições da legislação nacional e à vontade da parcela majoritária da população”.

“Em diversos trechos, o Documento manifesta predileções partidárias–ideológicas, adotando tom mais condizente com propostas partidárias de governo do que com um documento estatal que objetiva orientar a elaboração de políticas públicas”, acrescenta o posicionamento oficial da entidade.

Os juristas evangélicos destacam que as propostas inserem “disposições e conceituações que buscam institucionalizar nas políticas públicas educacionais a chamada ‘ideologia de gênero’ […] e perspectivas restritivas da laicidade que ocasionaram graves violações à liberdade religiosa das escolas confessionais”, o que por si só representa uma tentativa de censurar escolas ligadas a igrejas.

Além disso, pontua a manifestação da Anajure, o atual Plano Nacional de Educação foi examinado pelo Congresso Nacional em 2014 e rejeitou as propostas ideológicas associadas à sexualidade: “O legítimo representante do Povo brasileiro, democraticamente rejeitou o estabelecimento da ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação, por certo carregada de uma semântica ideológica que não corresponde aos mores maiorum civitatis da nação brasileira”.

Os juristas concluem que, dentre outros temas preocupantes apresentados no documento, há também ameaças à “primazia dos pais na educação moral – e aqui se incluem ensinos sobre sexualidade – dos filhos”.

Confira a íntegra da manifestação da Anajure aqui.

União LGBT: pastor polemiza ao encorajar fiéis a irem a cerimônias

Um pastor que sugeriu que cristãos fiéis poderiam participar de cerimônias de união LGBT foi excluído da programação por uma emissora de rádio onde tinha um programa. Sua postura foi considerada um ato de infidelidade a Deus.

O pastor Alistair Begg sugeriu que cristãos podem “construir pontes” ao aceitarem convites para comparecerem a cerimônias de união entre pessoas do mesmo sexo. A repercussão de sua declaração foi imensa, e a rádio American Family Radio (AFR), que é mantida por um ministério cristão conservador, decidiu tira-lo de sua programação.

Begg fez a declaração ao participar de um podcast sobre seu novo livro, The Christian Manifesto (ainda sem tradução oficial para o português). Na entrevista, ele afirmou que foi procurado por uma avó preocupada com seu neto, que estava “prestes a se unir a um transexual”, e se ela deveria comparecer à cerimônia.

O veterano pastor, então, disse que na conversa com essa avó questionou se o neto entendia que sua crença em Jesus a proibia de aceitar suas escolhas de vida. Diante da resposta positiva da mulher, ele respondeu: “Então tudo bem. Contanto que ele saiba disso, sugiro que você vá à cerimônia. E sugiro que você compre um presente para eles”.

Begg, de 71 anos, é pastor titular na Igreja Parkside em Cleveland. Ele é amplamente conhecido por seu programa de rádio Truth For Life, que é transmitido por quase 1.800 emissoras em todos os Estados Unidos.

A postura do veterano pastor repercutiu negativamente nas redes sociais, forçando a American Family Association anunciar a decisão de “não transmitir mais” o programa do pastor, algo que era feito há mais de uma década.

“Chegou ao nosso conhecimento que o Pastor Begg fez declarações que não eram bíblicas e que não se alinhavam com as décadas de adesão fiel às Escrituras que os ouvintes passaram a esperar dele. […] Na American Family Association acreditamos que seja um ato de infidelidade a Deus participar de uma cerimônia que celebra qualquer união fora do modelo bíblico de casamento como sendo entre um homem e uma mulher. […] Como resultado disso, não iremos mais transmitir o programa”, disse a emissora em nota.

União LGBT não é casamento

Embora tenha sugerido que a participação de um cristão em uma cerimônia de união LGBT pode “construir pontes”, o próprio Alistair Begg adotava postura alinhada com a doutrina cristã.

De acordo com informações do portal The Christian Post, em 2022 – durante uma série de sermões que promoveu sobre a carta do apóstolo Paulo aos Romanos – Begg abordou a união LGBT na pregação intitulada “Deus os abandonou”, e destacou que a ideia de duas pessoas do mesmo sexo viverem juntas, praticando a homossexualidade, é não é apenas “um estilo de vida alternativo”: “É uma decisão antinatural. É uma expressão de rebelião contra Deus”.

No Brasil, o pastor Heber Campos Jr gravou um vídeo de resposta sobre o tema e afirmou, enfaticamente, que “não existe ‘casamento homossexual’” [veja aqui], e que os cristãos devem rejeitar convites para participar dessas cerimônias:

“Se você é convidado para participar de uma cerimônia homossexual, lembre-se que biblicamente eu não posso chamar isso de casamento, nem você deve chamar isso de casamento e não devemos ser participantes disso. Aí você vai dizer ‘pastor, mas eu não ir a essa cerimônia, cadê o amor?’. Lembre-se que você não ama as pessoas aprovando seus atos rebeldes, você ama as pessoas a despeito dos seus atos rebeldes”, resumiu.

MC Bin Laden contou no BBB 24 que foi adotado por pastora

A jornada de fé do MC Bin Laden vem sendo compartilhada por ele em pequenas doses, com detalhes revelados em entrevistas ou postagens. Dias atrás, no BBB 24, ele falou sobre como sua adoção por uma pastora foi recebida pela igreja que ela liderava à época.

MC Bin Laden falava sobre sua história de vida aos participantes do BBB 24, e durante um diálogo mais longo com Raquelle e Michel na cozinha da casa, ele contou que já era um jovem adulto quando foi adotado por uma pastora.

“Minha mãe é pastora. Ela me adotou, a igreja esvaziou. Na época, a galera ficou revoltada. Fui adotado com 18 para 19 anos”, disse, acrescentando que esse episódio agravou o sentimento de rejeição que ele carregava consigo.

A conversa chegou a esse ponto quando Michel, que é professor de geografia, fez perguntas sobre como a mãe do artista vê sua profissão. Bin Laden, então, aprofundou o diálogo: “Minha mãe que me adotou, que me curou essa parada. Quando você cresce rejeitado pela sua família e vem uma mulher preta, pastora, a família com todo mundo evangélico e eu funkeiro, cheio de revolta, cheio de mágoa, cheio de tristeza, cheio de ódio. Deixei quieto esse bagulho de rejeição”.

A participante Raquelle se emocionou com a história do funkeiro, por conta do alto grau de complexidade enfrentado por ele nas relações familiares mais pessoais.

A fé de Bin Laden

Há alguns anos MC Bin Laden vem compartilhando sua proximidade com o mundo evangélico. Em 2016, o autor do hit Tá Tranquilo, Tá Favorável contou em entrevista à revista masculina Sexy que nutria um lado religioso:

“Sou evangélico a ponto de gostar de ir pra igreja, né? Não sou ‘crente, crente’, porque canto funk. Eu sou uma pessoa que gosta de estar na igreja e muita gente confunde, né? Na igreja me sinto muito à vontade, é como se você estivesse na verdadeira casa de seu pai. Pode chorar, gritar, conversar, ouvir, escutar a verdade. Já pisei muito em falso, tomei muito na cara, mas também já dei cabeçada na nuca. Não fui sempre certo, nem santo. Todo mundo tem seu lado ruim”, disse, na ocasião.

Nessa época, o artista já demonstrava conscientização sobre a importância da generosidade: “Gosto de ler a Bíblia e lá fala que você tem que dar os 10%. E eu sou dizimista e gosto disso. Lá fala que, se você não der essa parte, que é de Deus, você pode se amaldiçoar”.

Em 2018, em outra entrevista de MC Bin Laden, sua mãe comemorou a oportunidade do filho em se apresentar na Marcha para Jesus: “Muitas vezes eu fingia que estava alegre, mas eu saía [da casa dele] triste e angustiada”, disse, ao falar das vezes que o viu usando drogas. “A Bíblia diz que se tu crês, será salvo tu e a tua casa. Você é a minha herança, a promessa de Deus na minha vida”, encerrou.

Avareza? Papa romantiza o roubo ao pregar contra riquezas

O líder católico vem radicalizando seu discurso em direção à “ética” socialista, ideologia que embala as visões políticas dos ativistas progressistas no mundo. Na última quarta-feira, 24 de janeiro, Francisco afirmou que o roubo pode ser visto como uma “advertência salutar” contra o “vício da avareza”.

O papa Francisco, conhecido por suas posições progressistas em relação a muitos pontos da doutrina católica – incluindo a recente autorização para bênçãos a uniões LGBT –, agora relativizou um crime em sua pregação contra a riqueza.

Ao falar sobre o “vício da avareza”, um pecado reconhecido por todas as tradições doutrinárias cristãs, o papa não se limitou a reprovar o amor ao acúmulo de dinheiro, mas deixou transparecer sua visão romântica do roubo, em que o crime de tirar de alguém é visto como uma forma de “redistribuição da riqueza”, como dizem muitos entusiastas de revoluções socialistas e comunistas.

Francisco afirmou que os ladrões ajudam a lembrar que não adianta “acumular bens neste mundo” para tentar “exorcizar o medo da morte”, e passou a descrever de forma romântica um ato que é condenado desde Os Dez Mandamentos: “Eles têm um bom número de aparições no Evangelho e, ainda que sua atuação seja censurável, ela pode se tornar uma advertência salutar”, disse o papa.

Em 2014, o papa revelou que quando ainda era apenas o padre Jorge Mario Bergoglio, roubou o crucifixo de um colega de batina que havia falecido: “Aquele ladrão que todos nós temos em nosso interior, veio em minha mente. Como eu estava deitado depositando as flores, tomei a cruz que estava sobre o rosário e, usando um pouco de força, peguei”, disse, na ocasião.

Segundo informações do portal Uol, Francisco complementou seu raciocínio na homilia de ontem dizendo que muitos se tornam avarentos pela ideia de serem “senhores dos bens que possuímos”, mas na prática “são eles que nos dominam”.

“Alguns homens ricos não são mais livres, não têm tempo sequer para descansar. Estão sempre ansiosos porque um patrimônio é construído com muito suor, mas pode desaparecer em um instante”, finalizou.

Jogador faz leitura da Bíblia antes dos jogos e chama atenção

O mundo esportivo está repleto de bons testemunhos em favor da fé cristã, e eles não são poucos. Pelo contrário, a postura de atletas como o jogador de basquete Gabe McGlothan, que faz questão de ler a Bíblia antes dos jogos, tem sido cada vez mais notada nas mídias.

Essa percepção se tornou comum devido ao grande sucesso das mídias sociais. Por meio delas, se tornou mais fácil e visível a comunicação dos atletas diretamente com o público. Isto é, o que eles fazem e pensam já não é tão bem filtrado pela imprensa secular, como era no passado.

No caso de Gabe, por exemplo, o jogador mantém o costume de sempre ler a Bíblia sagrada antes dos jogos, uma prática que dificilmente os fãs tomariam conhecimento se imagens do atleta fazendo a leitura da Palavra de Deus não fossem compartilhadas nas redes sociais.

O próprio Gabe faz questão de demonstrar isso, pois entende que essa é uma forma de impactar outras vidas. Ele mesmo foi influenciado por outro jogador, o Jayden Stone, um ex-companheiro de equipe

Testemunho

Não é só antes das partidas que Gabe faz questão de demonstrar a sua fé. Em uma entrevista veiculada no ano passado através do TikTok, o atleta expressou a importância de usar a fama para falar de Jesus Cristo.

“Sempre que tomamos esse nome e nos apegamos a Ele, nossas ações são mostradas como, tipo, ‘Oh, é isso que um crente [em] Cristo faz”, disse o jogador, segundo informações do Faithpot.

Além de ler a Bíblia, o atleta também compartilha reflexões espirituais em suas mídias. Em uma das ocasiões, publicou uma foto do seu batismo nas águas, dizendo que essa foi “a melhor” coisa que já fez na vida.

Sobre este momento, uma fã comentou: “Deus é maravilhoso, seu exemplo é maravilhoso, sou brasileira e acho incríveis atletas que espalham a palavra de Cristo”.

Confira:

‘Hazbin Hotel’: série da Amazon romantiza demônios e ataca Deus

O serviço Amazon Prime está sob críticas depois de anunciar uma série animada que romantiza os demônios e sugere que os anjos de Deus são “sem coração”. Chamada Hazbin Hotel, a produção apresenta Satanás e Lilith, uma figura mitológica que seria sua amante.

“Céu e inferno como você nunca os viu antes”, anunciou a conta do Amazon Prime no X, com o trailer da temporada de estreia, retratando os anjos celestiais como seres com muitos olhos e rodas do Livro de Ezequiel, e descrevendo Satanás como “um sonhador com ideias fantásticas para toda a criação”.

“Mas ele era visto como um encrenqueiro pelos anciões do Céu, pois eles sentiam que seu modo de pensar era perigoso para a ordem do mundo”, diz a cena de abertura, fazendo referência a Lilith em seguida, uma figura demoníaca feminina que aparece no folclore judaico.

De acordo com informações do portal The Christian Post, acredita-se que seu nome e personalidade tenham surgido de tradições relacionadas aos demônios da Mesopotâmia, e certas literaturas rabínicas retratam Lilith como a mãe da descendência demoníaca de Adão.

Segundo essas crenças, Lilith fugiu do Jardim do Éden após se recusar a se submeter ao marido, e após isso Deus criou Eva.

Com base nesta mitologia, a cena de abertura de Hazbin Hotel sugere que Lilith e Lúcifer se apaixonaram depois que ela fugiu do Éden e que os dois estavam por trás da tentação de comer o fruto proibido porque desejavam “compartilhar a magia do Livre Arbítrio com humanidade, oferecendo o fruto do conhecimento à nova noiva de Adão, Eva, que aceitou de bom grado”.

Na série, como consequência de sua tramoia, Satanás foi lançado no “Poço Negro”, onde não lhe foi permitido ver “o bem que veio da humanidade”, embora Lilith tenha “prosperado, capacitando a humanidade com sua voz e suas canções”.

Ao final do trailer de lançamento, a narração sugere que os demônios agora “ameaçam” o céu com o crescente poder diabólico, e por isso os anjos estariam planejando invadir o inferno para garantir que os demônios e os pecadores “nunca pudessem se levantar contra eles”.

Nas redes sociais, usuários acusaram a série de ser uma blasfêmia e de glorificar Satanás: “Um novo programa do Amazon Prime em que Lúcifer e a prole dos demônios são os heróis corajosos, o ‘pecado’ original de Adão é o patriarcado, Deus e seus anjos são os vilões cruéis e o livre arbítrio da humanidade é celebrizado como o bem maior”, escreveu John Daniel Davidson, um jornalista. “Isso não é apenas lixo idiota, é uma coisa vil e maligna”.

David Strom, colunista de um portal nos EUA, escreveu um artigo pontuando que o trailer torna “difícil sair com qualquer coisa que não seja a impressão de que Deus é um opressor e Satanás, o libertador”.

“Eu sei que os criadores do Hazbin Hotel estão em busca de atenção. Eu também sei que a civilização não resistirá nem cairá com base em uma estúpida série animada censurada sobre o inferno. Mas, caramba: o que diz sobre a nossa sociedade o fato de uma das maiores corporações do mundo, com milhões de assinantes de seu serviço de vídeo, estar promovendo fortemente uma série em que os Anjos do Céu são os bandidos e Satanás é o mocinho?”, questionou.

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Kaya Jones, ex Pussycat Dolls, participa de marcha pró-vida

Kaya Jones, ex-vocalista do grupo pop Pussycat Dolls, se converteu ao Evangelho há alguns anos e desabafou sobre seu arrependimento por ter praticado abortos no passado. Agora, participou da Caminhada pela Vida e afirmou que a conquista de um Grammy, o ápice do sucesso musical, não valeu a pena porque não trouxe seus filhos de volta.

A Caminhada pela Vida ocorreu em São Francisco, uma das maiores cidades da Califórnia (EUA), o estado mais progressista do país. Kaya Jones decidiu participar para conscientizar as pessoas sobre o valor da vida e as consequências da prática de abortos.

Hoje com 39 anos, a cantora contou que ainda carrega mágoas da primeira gravidez que decidiu interromper, aos 16: “Isso me prejudicou e eu senti como se alguém tivesse levado algo que sempre pertenceu ao meu corpo. Me lembro de acordar e sentir como se alguém tivesse tirado minha costela ou meu rim e isso nunca mais voltaria”.

À multidão, ela desabafou: “Não sei a data da morte do meu primeiro filho e nunca saberei a data de nascimento. Não há túmulo onde eu possa ir para lamentar a morte”.

A segunda gravidez de Kaya Jones foi aos 19 anos de idade, quando ela já integrava o Pussycat Dolls e recebeu a sugestão de “se livrar” do bebê. Dias após o segundo aborto, durante um show ela notou que duas meninas a admiravam, e isso a levou a pensar na “imagem promíscua” que vendia aos seus jovens fãs.

“O Senhor as usou para falar comigo naquele dia. Essa convicção me atingiu profundamente”, relembrou, acrescentando em seguida que a fama e a riqueza não preencheram o vazio da ausência de seus filhos: “Não há nada de bonito nisso. Não importa quanto dinheiro você tenha, não importa quanta fama você receba, não importa quantos discos você possa vender. Tenho um Grammy, mas nada disso trará meus filhos de volta”.

De acordo com informações da Fox News, a cantora testemunhou que recebeu encorajamento de Deus para compartilhar sua história ao longo dos últimos anos, e que está convicta que a indústria do aborto é parte de uma batalha espiritual: “Não é uma piada. Não é um jogo. O espírito do qual Ele me libertou é um espírito anticristo”.

“Há desdobramentos espirituais para as pessoas que fizeram aborto, bem como traumas emocionais e mentais que algumas mulheres e homens têm de suportar pelo resto da vida. Mas, Deus os perdoa”, pregou Kaya.

Na ocasião, ela aproveitou para pedir à multidão que orasse pelos manifestantes que defendem o assassinato de bebês, já que a seu ver são pessoas que não percebem a gravidade de “abortar pessoas que são feitas à imagem de Deus”.

“Quando você aborta uma criança, você está matando um pedaço de Deus. Você está sendo literalmente as mãos e os pés de satanás”, finalizou.

'Messias Isâmico': Irã referencia figura escatológica em foguete

O Irã fez o lançamento de um satélite em um foguete com uma referência ao ‘messias islâmico’, uma figura associada ao fim dos tempos na escatologia muçulmana. A menção a essa figura em meio a uma guerra entre Israel e o Hamas foi entendida como uma provocação.

O programa espacial iraniano é tocado em parceria da agência civil de pesquisas sobre o tema com a Guarda Revolucionária do Irã, um corpo militar à parte das Forças Armadas do país que se dedica a proteger o sistema teocrático dos aiatolás, que governam o país há décadas.

O satélite Soraya pesa aproximadamente 50 quilos e foi colocado em órbita a cerca de 750 quilômetros acima da superfície do planeta pelo foguete Qaem 100, que carregava a referência ao 12º imã oculto do Islã xiita escrito na lateral, de acordo com informações da agência Associated Press.

A crença no 12º imã oculto do Islã xiita, o chamado “messias islâmico”, é que essa figura seria enviada por Alá para o período do juízo final. No Irã, há inclusive uma força militar de 200 mil homens treinada e à espera de sua chegada, para servi-lo.

Em 2012, o  aiatolá Ali Khamenei anunciou que o país estava se dedicando aos preparativos para a vinda do “imã Mahdi”, que seria o “messias islâmico”. Na escatologia islâmica xiita, essa chegada seria precedida por grandes guerras, durante as quais um terço da população mundial morreria em combate e outro terço por causa da fome e da violência.

A tradição xiita defende ainda que Israel deve ser destruído para que então o imã apareça para matar todos os infiéis, levantando a bandeira do Islã em todos os cantos do mundo. Para os muçulmanos em geral, infiéis são todos os que não se convertem às doutrinas de Maomé, incluindo cristãos e judeus.

“Hoje nós temos o dever de se preparar para a vinda. Se… nós somos os soldados do 12º imã [Mahdi], então devemos estar prontos para lutar”, disse Khamenei na ocasião.

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Cortes de pregação ajudam ou atrapalham na vida cristã?

Os vídeos com cortes de pregação se tornaram muito comuns em plataformas de vídeo, e muitas igrejas ou pastores usam esse método para destacar um trecho impactante de um sermão maior para alcançar pessoas nas redes sociais. Porém, o pastor e escritor Cacau Marques fez um alerta sobre os riscos que essa abordagem oferece.

Cacau Marques é pastor batista e integrante do podcast de Rodrigo Bibo, o Bibotalk. Em sua conta no X, ele expressou suas preocupações sobre os efeitos que um trecho de um sermão, descontextualizado da exposição bíblica, pode trazer a quem os assiste:

“Eu tenho uma preocupação com a quantidade de cortes de pregação que são postadas nas redes de vídeo. Vou tentar explicar meu medo e vocês dizem se faz sentido. Em geral, os cortes de pregação que viralizam são de aplicações. Na homilética, a aplicação é totalmente dependente da exposição que a antecede. Quando você ouve uma pregação inteira, você deve se convencer da aplicação por causa da exposição que vem antes”, conceituou Cacau Marques.

Aprofundando um pouco mais sua explicação, o pastor frisou que – em uma situação normal de culto – “o pregador tem que mostrar pela exposição do texto que aquela aplicação faz sentido”.

Nesse sentido, uma verdade bíblica que está sendo pregada se torna algo com o qual a audiência se sente à vontade para concordar ou discordar, argumentou: “Quando você separa a aplicação da exposição, o julgamento da aplicação não é mais com base na fidelidade ao texto, mas se aquilo faz sentido pra você, se agrada seus ouvidos, se te emociona etc”.

“E isso faz com que os cortes da pregação caiam no mesmo campo dos cortes de coaches, de podcasts, de palestras, aulas etc. A conexão indissociável entre pregação e revelação é totalmente apagada. O corte torna-se apenas uma peça de retórica e não uma proclamação do Evangelho”, disse Cacau Marques.

Citando o caso de um palestrante que falava sobre paternidade e teve seus comentários associados indevidamente à fé cristã, o pastor avaliou que essa associação se deu por conta de outros fatores presentes no vídeo, e não a mensagem: “O cara não era pastor. Ele era um religioso sim, de outra religião, e ele nem falava como religioso, mas como um palestrante da área. A mera cenografia já levou as pessoas a entenderem aquilo como uma pregação, porque a estética fala mais do que a conexão bíblica”.

Para Marques, esse tipo de percepção estética acaba por “influenciar as pessoas até na maneira como elas ouvem as mensagens em suas igrejas”, o que seria agravado com os cortes de pregação: “A já pouca exigência de fundamentação bíblica pode ficar ainda mais enfraquecida. Pessoas devem ser contentar ainda mais com frases de efeito, fazendo ou não sentido bíblico”.

O pastor português e escritor Tiago Cavaco interagiu com a publicação e ponderou que, até mesmo um sermão inteiro publicado em uma plataforma de vídeo sobre algum grau de perda de sentido: “Concordo, mas sugiro um grão de sal. Qualquer excerto destacado é, pela sua natureza, uma descontextualização. Até um sermão completo, assentando numa ênfase particular, deixa de parte o ambiente global de onde veio. A nossa homilética precisa também de alguma teoria literária”, comentou.

Em geral, os cortes de pregação q viralizam são de aplicações. Na homilética, a aplicação é totalmente dependente da exposição que a antecede. Quando você ouve uma pregação inteira, vc deve se convencer da aplicação por causa da exposição q vem antes.

— Cacau Marques (@carlosapmarques) January 23, 2024

E isso faz com q os cortes da pregação caiam no mesmo campo dos cortes de coaches, de podcasts, de palestras, aulas etc. A conexão indissociável entre pregação e revelação é totalmente apagada. O corte torna-se apenas uma peça de retórica e não uma proclamação do Evangelho.

— Cacau Marques (@carlosapmarques) January 23, 2024

Mas o cara não era pastor. Ele era um religioso sim, de outra religião, e ele nem falava como religioso, mas como um palestrante da área. A mera cenografia já levou as pessoas a entenderem aquilo como uma pregação, pq a estética fala mais do q a conexão bíblica.

— Cacau Marques (@carlosapmarques) January 23, 2024

Oq vcs pensam sobre isso? Vamos conversar.

— Cacau Marques (@carlosapmarques) January 23, 2024

Disciplina por adultério exposta em vídeo gera condenação a igreja

Um caso de disciplina pública em uma igreja no interior de São Paulo virou um processo na Justiça, e agora a congregação foi condenada a indenizar um fiel que foi exposto nas redes sociais em um suposto caso de adultério.

O caso de disciplina foi tratado na igreja durante um culto, mas a transmissão nas redes sociais não foi interrompida no momento que os detalhes eram apresentados aos membros. O vídeo somou mais de 300 mil visualizações.

Inicialmente, houve uma notificação extrajudicial e a igreja acatou o pedido de remoção do vídeo, mas posteriormente o conteúdo voltou a ser publicado pela própria igreja, o que motivou o processo.

O juiz de Direito Alvaro Amorim Dourado Lavinsky, da 3ª vara Cível de Salto (SP), pontuou que a Constituição Federal garante os princípios da liberdade religiosa e de expressão, mas considerou ilícita e vexatória a exposição dos fatos íntimos, ferindo a imagem, a intimidade e honra do requerente.

Na sentença, a igreja foi condenada a indenizar o homem por danos morais em R$ 10 mil, além de ter sido determinada a exclusão do vídeo da página, já que o caso de adultério foi tornado público nas redes sociais sem o consentimento prévio do autor.

“No caso em apreço, não houve prévio consentimento do autor, por escrito, para que fosse divulgada a sua imagem, muito menos a ocorrência do adultério, na internet”, escreveu o juiz Lavinsky, destacando o direito à liberdade de culto e expressão religiosa, como as pregações na internet, precisam ser conciliada com os demais direitos e garantias fundamentais.

O número do processo não foi divulgado, de acordo com informações do portal Migalhas.