Igreja é fechada ao ser declarada 'extremista' por criticar governo

Na Bielorrússia, país situado no Leste Europeu, os cristãos têm visto a liberdade religiosa desaparecer a cada dia. Um exemplo disso é a extinção de uma igreja pentecostal que existia há mais de 30 anos no país, após receber o rótulo de “extremista“.

Fundada em 1992, a Igreja New Life, localizada em Minsk, passou a ser alvo do governo após se levantar contra os abusos do regime ditatorial mantido pelo presidente Aleksandr Grigorievitch Lukashenko.

O ditador foi alvo de novas críticas após o resultado eleitoral de 2020, com o pastor da Igreja New Life, Vyacheslav Goncharenko, engrossando o coro contra o regime. Com isso, a denominação entrou na mira do governo, passando a ser alvo de represálias.

A prisão de Goncharenko foi uma das primeiras reações, o que não ocorreu apenas uma, mas várias vezes. A exclusão de publicações feitas na internet, consideradas “extremistas” pelo governo, também foi outra reação tomada pelo regime.

Além das críticas ao autoritarismo, a igreja também se posicionou contra a guerra contra a Ucrânia, apoiada por Lukashenko, amigo pessoal do presidente russo Vladimir Putin, outro ditador.

No ano passado, o Tribunal da Cidade de Minsk tomou mais uma decisão contra a denominação pentecostal, rotulando a igreja como “extremista”, o que acabou sendo seguido pelo Supremo Tribunal da Bielorrússia.

Extinção

Com a definição da igreja como “extremista”, a justiça proibiu a manutenção das mídias da denominação, como site e redes sociais, assim como a realização de encontros entre os fieis. Nem mesmo reuniões virtuais poderão ser realizadas, segundo informações da Bitter Winter.

Com esta decisão contra a Igreja New Life, os cristãos do país receiam que outras denominações, agora, também se tornem vítimas do abuso ditatorial de Lukashenko, uma vez que, na prática, qualquer rotulação fajuta poderá ser usada pela justiça local como justificativa para calar os opositores do regime.

Cristãos podem ter amizade com pessoas do sexo oposto?

As relações humanas podem ser complexas em muitos aspectos, especialmente quando isso envolve pessoas casadas. Em um cenário como esse, por exemplo, é comum a dúvida de alguns em saber se cristãos podem ter amizade com pessoas do sexo oposto. Pensando nisso, o pastor Pedro Pamplona fez alguns apontamentos.

Basicamente, a dúvida é se um cristão comprometido/casado, seja homem ou mulher, pode ter amizade com pessoas do sexo oposto. Muitos argumentam que não, pois acreditam que amizades desse tipo podem servir de brecha para a infidelidade.

Ou seja, um homem pode acabar se envolvendo afetivamente com uma amiga, assim como uma mulher com seu amigo, por mais que inicialmente a relação tenha se mantido no campo da amizade.

Pamplona, contudo, pensa diferente. O pastor diz que sim, cristãos podem manter amizades com pessoas do sexo oposto, e para justificar seu pensamento ele cita a relação de Jesus Cristo com as mulheres da sua época.

“‘Ora, Jesus amava Marta e a irmã dela, e também Lázaro.’ (João 11:5). Jesus tinha uma amizade com Marta e Maria a ponto da Bíblia focar no amor que Jesus tinha por elas e por Lázaro. ‘Aaah pastor, mas Jesus não pecava nem era casado’”, inicia o religioso.

“Ok, mas se esse argumento fosse válido deixaríamos de ter Jesus como exemplo para várias coisas da vida. Além disso, a Bíblia trata em vários textos sobre infidelidade e em nenhum deles existe orientação contra amizades com o sexo oposto”, continua Pamplona.

Ressalvas

Apesar de defender a possibilidade de amizade entre cristãos comprometidos com pessoas do sexo oposto, Pamplona explica que isso só é saldável se estiver de acordo com algumas condições.

Primeiro, o pastor explica que a Bíblia dá “orientações contra andar no caminho da mulher imoral e contra cair na sensualidade, lábia e armadilhas dessa mulher”, deixando claro que homens e mulheres devem “fugir das tentações” e  “evitar a aparência do mal”.

Ou seja, em outras palavras, se uma amizade começa a dar sinais de que está virando outra coisa, o certo a fazer é se afastar. Além disso, o pastor explica que não é comum cristãos comprometidos terem amizades isoladas, sem o conhecimento ou falta de convivência com o cônjuge.

“A amizade pode existir, mas dentro dos limites da moral e sabedoria bíblicas”, diz ele. “Se tenho uma grande amiga e sou um com minha esposa é normal e esperado que essa amiga tenha algum grau de amizade com minha esposa. É estranho ter grandes amizades a parte do cônjuge, de maneira isolada”.

Outra importante observação feita pelo pastor diz respeito a consciência de cada pessoa envolvida na relação. Ou seja, é preciso reconhecer os próprios limites e saber respeitar, também, os limites do outro. O que passar disso, não constitui uma amizade.

“Se existe uma grande amizade cada parte quer o bem da outra e para isso limites de intimidade devem ser respeitados. Se tenho uma grande amiga não quero ser problema para o casamento dela e nem ela quer ser para o meu. Amigos de verdade sabem se comportar adequadamente”, conclui.

Pastor diz que não aceita fiéis na igreja que 'votam na esquerda'

Viralizou nas redes sociais o vídeo de um pastor evangélico, onde o mesmo aparece dando uma série de alertas aos membros da sua igreja. O líder religioso estava, aparentemente, no altar do templo fazendo uma ministração, quando disse que  não aceitará fiéis que “votam em quem defende aborto”.

“É melhor sair e ir embora, do que ficar aqui perturbando e eu ter que botar pra fora”, diz o líder religioso na gravação. O pastor também comunicou aos fiéis que estaria buscando identificar quem seria um apoiador das pautas da esquerda, a fim de fazer a repreensão.

“Eu estou procurando saber de todos os membros da igreja, quem é que vota na esquerda, porque membro dessa igreja não vai ser”, afirma o pastor, avisando ainda que os adeptos dessa ala político-ideológica também não poderiam ocupar cargos na denominação.

Segundo o líder religioso, é “incoerência” um cristão “votar em quem defende aborto”, assim como em quem “defende banheiro de gênero pra criança” ou quem “defende drogado”. Firme em seu posicionamento, o pastor disse que os membros alinhados à esquerda devem ir para uma igreja liderada por um esquerdista.

“Se não está gostando, procure outra igreja pra você. Tem pastor aí que defende o PT [Partido dos Trabalhadores] e é esquerdista. Pode ir! Aqui, não!”, ressalta o líder evangélico.

Reações

O posicionamento do líder religioso dividiu opiniões. Muitos elogiaram a atitude do pastor, que não teve o nome divulgado até o fechamento dessa matéria. Também não foi possível identificar, até o momento, a data em que a gravação foi realizada.

“Ele está certo, cristão de verdade não apoia aborto, e não compactua com o errado, crente que apoia essas coisas precisa nascer de novo”, comentou uma seguidora do perfil Assembleianos de Valor, que compartilhou a gravação.

“Não podemos compactuar com esse mundo! A palavra de DEUS nos adverte”, reagiu outro perfil, citando a passagem de Romanos 12:2. Outra internauta, porém, criticou a postura do religioso.

“Ele é pastor ou ditador? Se independentemente a ovelha tem sua posição política (sim sua opinião diz muito sobre ela) ele não deve jamais expulsar ninguém”, comentou a internauta. Assista:

Pregações online com grande audiência levaram pastor à cadeia

Um tribunal na China condenou um famoso pastor protestante a 14 anos de prisão devido às suas pregações online. A esposa do pastor e quatro membros da igreja também foram condenados a penas que variam de três a 10 anos de cadeia.

O Tribunal Popular do Distrito de Ganjingzi, na cidade de Dalian, condenou o pastor Kan Xiaoyong, de 60 anos, a 14 anos de prisão. Sua esposa, Wang Fengying, recebeu uma sentença de quatro anos e os outro quatro membros da igreja – Chu Xinyu, Zhao Qianjiao, Zhang Songai e Liang Dongzhi — receberam penas que variam entre três e 10 anos.

Todos foram considerados culpados de supostamente “usar a superstição para minar a lei”, segundo informações da Radio Free Asia (RFA). Inicialmente, havia o temor de que a sentença do pastor superasse 20 anos, mas com o trabalho de defesa feito pelos advogados, a sentença foi menor.

O mesmo ocorreu com a esposa do pastor, já que se previa uma condenação entre 15 e 18 anos de cadeia, mas acabou sendo fixada em quatro anos. Apesar destas reduções, uma fonte sublinhou que nenhum dos acusados é culpado.

Entenda o caso

Kan e Wang mudaram-se de Wuhan para Dalian em 2018 e estabeleceram a Home Discipleship Network, uma plataforma de pregações online. Uma fonte afirmou que o número significativo de seguidores dos sermões de Kan e o status não oficial de sua igreja representavam uma ameaça ao Partido Comunista Chinês (PCCh), o que resultou em repressão.

A prisão deles pela polícia de Dalian, junto com os outros quatro membros da igreja, ocorreu em outubro de 2021. Tanto Kan quanto Wang disseram no julgamento que a polícia de Dalian os torturou durante os interrogatórios, e a acusação não foi refutada pelas autoridades.

Segundo informações do portal The Christian Post, esse caso reflete um fenômeno resultante da repressão da ditadura de Xi Jinping aos cristãos. Xu Yonghai, um presbítero de uma igreja doméstica de Pequim, comentou a situação de crescente fragmentação das igrejas protestantes na China, afirmando que se trata de um efeito colateral da perseguição.

A entidade Bitter Winter, que se dedica a monitorar a liberdade religiosa e os direitos humanos na China, informou que estas pesadas sentenças fazem parte de um esforço mais amplo de Xi Jinping de obrigar todas as igrejas protestantes a aderirem à Igreja das Três Autonomias, controlada pelo Estado.

As acusações contra Kan e os demais réus incluíam “práticas comerciais ilegais” e o uso de “xie jiao” para minar a implementação da lei, disse a revista. “Xie jiao”, traduzido como “ensino heterodoxo”, é um termo frequentemente usado pelas autoridades chinesas para rotular grupos que consideram “seitas”. Contudo, a organização de Kan, uma típica igreja protestante doméstica, não se enquadra neste perfil.

Kan, originário de Wuhan, era um empresário de sucesso e vem de uma família com ligações ao PCCh. Ele e a sua esposa, uma ex-professora e bailarina, passaram a se dedicar ao ministério em tempo integral em 2018. O seu ministério ganhou reconhecimento nacional dentro do circuito de igrejas domésticas. O time de advogados do casal planeja recorrer da sentença.

Esquerda explora divergência sobre convite da Consciência Cristã

Divergências que tiveram início entre lideranças evangélicas, nas redes sociais, serviram para alimentar publicações da esquerda política nacional contra a vinda do pastor Douglas Wilson ao Brasil. O teólogo americano viria participar da Consciência Cristã 2024, mas acabou tendo o seu convite cancelado.

O motivo do cancelamento da vinda de Douglas Wilson ao Brasil, segundo o pastor Euder Faber, presidente da Consciência Cristã, foi o risco da sua presença provocar reações violentas contra os participantes do congresso, inclusive contra o próprio teólogo.

Wilson chegou à publicar uma carta ao Brasil, rebatendo as acusações de que seria um defensor da escravidão, algo que o mesmo classificou como uma mentira sem qualquer fundamento [veja aqui].

Com a repercussão de que o teólogo americano não viria mais ao Brasil, algumas figuras da teologia brasileira lamentaram o desfecho da situação. Uma delas foi a missionária Braulia Ribeiro.

Por meio do seu perfil no Facebook, Braulia disse “lamentar profundamente a decisão da Conferencia da Consciência Cristã, de desconvidar o Pr. Douglas por causa das calúnias e do bullying de um grupelho asqueroso que se sente dono da ‘moral’ cristã brasileira.”

Para a missionária, o cancelamento do convite seria um tipo de sujeição ao radicalismo ideológico por parte de alguns grupos. “A única lição aprendida aqui é, – quem grita mais alto, ameaça mais, se macomuna com a escória para levantar maledicências contra uma pessoa sempre vai ter a última palavra”, diz ela.

“Maluquice”

Quem também reagiu negativamente ao cancelamento da vinda do pastor americano ao Brasil foi o pastor Yago Martins. Por meio das redes sociais, o teólogo disse lamentar o desfecho da situação.

“Simplesmente não há o que comemorar no cancelamento da participação de Douglas Wilson na Consciência Cristã — que eu sempre quis que não viesse, mas não desse jeito. Triste que tenha sido por ameaças de violência e protestos agressivos. Que maluquice”, comentou Martins.

O pastor e teólogo Guilherme de Carvalho também lamentou a situação, fazendo uma crítica aos “urubus de esquerda” que se aproveitaram das polêmicas contra Wilson para alimentar a divergência entre os líderes evangélicos.

Para Carvalho, tudo isso resultou em uma campanha que teve por objetivo “desmoralizar os evangélicos”, especialmente os pastores. “Os conservadores precisam parar de cair nessa arapuca, e os moderados cuidar pra não virar urubus também”, comentou o pastor.

O comentário de Carvalho parece ter feito referência indireta ao artigo de Ronilso Pacheco, no site The Intercept, que propagou inicialmente as acusações contra Douglas Wilson acerca da escravidão.

Alinhado à ideologia esquerdista, Pacheco é um expoente da chamada “teologia negra”  e seu texto foi usado como base das críticas ao convite da Consciência Cristã. Sobre o teólogo americano, ele escreve:

“Além de defender a escravidão, Douglas Wilson ainda se identifica assumidamente com o nacionalismo cristão nos Estados Unidos. A ideia de uma cooptação total da ordem social por um cristianismo fundamentalista que deve orientar a sociedade política, moral, religiosa e culturalmente se tornou um risco político antidemocrático crescente.” Veja também:

Em carta ao Brasil, Douglas Wilson rebate fake sobre escravidão: ‘Pesadelo infernal’

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Pastor morre carbonizado após seu carro colidir com trator no MA

A falta de sinalização adequada em um trator numa rodovia resultou em um acidente trágico que tirou a vida do pastor Marcos Aurélio Santos Pereira na BR-222, no Maranhão. O carro pegou fogo e ele morreu carbonizado.

Influente liderança regional entre os evangélicos, Pereira era presidente da Igreja Batista Missionária e vice-presidente do Conselho de Pastores em Santa Inês (MA). O pastor também era primo do senador Magno Malta (PL-ES), que lamentou sua partida em um post nas redes sociais.

O acidente ocorreu na noite da última sexta-feira, 19 de janeiro, quando o pastor viajava em seu carro pela BR-222. Um trator que trafegava pela pista sem sinalização não foi visto por ele. Na colisão, o carro pegou fogo e Pereira foi carbonizado.

Nas redes sociais, há vídeos de moradores das redondezas tentando desesperadamente retira-lo do veículo, mas com a colisão a porta emperrou, inviabilizando o socorro imediato.

“Com o coração pesado, compartilho a dolorosa notícia da partida do meu primo, Pastor Marcos. Ontem, perdemos não apenas um membro da família, mas uma alma gentil que tocou a vida de muitos com sua fé e dedicação”, declarou Magno Malta em uma publicação de homenagem ao familiar, de acordo com o portal Marrapa.

Na página da Igreja Batista Missionária em Santa Inês muitas pessoas comentaram em uma publicação recente com foto do pastor lamentando sua partida: “Até breve meu pastor, a sua partida me faz cada vez mais estar próximo de Cristo. Um dia eu também quero estar junto com os santos lá no céu, e eu sei que vou lhe encontrar na glória, e lá iremos adorar por toda a eternidade”, escreveu uma seguidora.

“Não dá pra acreditar, parece que isso tudo é um grande pesadelo e que vamos acordar amanhã aliviados por o ser… Que Espírito Santo possa consolar todos nós e principalmente a família… Que o Senhor Jesus o receba lá no céu com grande alegria por ele ter feito uma grande obra aqui nessa terra, por ter espalhado amor, e falado do amor de Jesus pra muita gente… A semente que ele plantou vai gerar frutos para a eternidade”, comentou outra.

Igrejas de várias denominações se unem em Movimento de Oração

Quem deseja manter uma vida cristã genuína, precisa encarar inúmeros desafios, algo que é impossível se não for através de um relacionamento igualmente genuíno com Deus. Pensando nisso, igrejas de várias denominações resolveram se unir em prol de um “Movimento de Oração Incessante“.

A iniciativa surgiu inicialmente em Austin, no Texas, Estados Unidos, através do Comitê Executivo da Convenção Batista do Sul, liderado pelo pastor Kie Bowman, segundo informações da Baptist Press.

O movimento local produziu resultados maravilhosos, passando a inspirar outras iniciativas com o mesmo propósito, como a do pastor Bill Graham, da Primeira Igreja Batista de Clarksville, Tennessee.

O religioso decidiu abrir o templo local para transformá-lo em um centro de oração, o que terminou despertando o interesse de líderes de outras denominações. Assim, não demorou muito para que o movimento se espalhasse como um avivamento espiritual.

“Nenhum avivamento jamais veio à América que estivesse localizado em uma denominação. A maré alta levanta todos os barcos”, disse Kie à Baptist Press, explicando como ele mesmo foi impactado pelo que aconteceu na comunidade do pastor Kie.

“Estou impressionado com o que aconteceu em Austin. Eles trabalham nisso há 15 anos. Eles agora têm mais de 100 igrejas que realizam um dia por mês e, a cada mês, oram 24 horas. Portanto, Austin é uma das cidades que mais recebem oração na América”, contou.

União

Para o pastor Graham, o Movimento de Oração Incessante tem por objetivo unir as diferentes igrejas, envolvendo os cristãos em uma campanha de clamor a Deus em determinados dias da semana.

Cada igreja determina a sua própria programação, mas em coordenação com as demais, de modo que os membros possam estar orando incessantemente, cada qual em determinados horários de um dia ou período escolhido.

“É uma perspectiva do reino na organização do movimento como interdenominacional. No céu, adoraremos com qualquer pessoa que acredite em Jesus, então é melhor praticarmos aqui”, explica o pastor.

“Que possamos nos reunir como crentes em Cristo que pensam da mesma forma e orar pelos líderes de nossas cidades. Orar pelos pastores e igrejas uns dos outros. Orar pelas pessoas em nossa cidade que precisam do Evangelho, mas também aqueles que precisam do ministério da Igreja”.

Em carta ao Brasil, Douglas Wilson rebate fake sobre escravidão

Conforme o noticiado pelo GospelMais esta semana, o pastor americano Douglas Wilson teve a sua vinda ao Brasil cancelada pelos organizadores da Consciência Cristã 2024, evento realizado entre os dias 8 e 13 de fevereiro em Campina Grande, na Paraíba. O teólogo, contudo, publicou uma carta endereçada ao Brasil, com o objetivo de explicar as circunstâncias dessa decisão.

O cancelamento da participação do pastor Wilson na Consciência Cristã 2024, ocorreu após o teólogo ser acusado por um tabloide esquerdista de defender a escravidão. A acusação, por sinal, partiu de uma figura já  conhecida no meio teológico devido ao seu viés progressista.

“Mencionei há pouco a honra de me tornar um pária, mas isso é mais do que uma escusa descontraída. É realmente uma bênção ser aviltado. É realmente uma honra ser desonrado”, escreve Wilson em sua carta. “Mas isso só é uma honra se as acusações forem falsas, o que, nesse caso, certamente são.”

Apontamentos

Na sequência da sua carta, o pastor Wilson diz que é vítima de um pesadelo “infernal e intolerante” por informações falsas, frutos da falta de verificação de dados já publicados por ele a respeito do tema racismo [do qual também foi acusado] e escravidão. O teólogo indica, por exemplo, fontes do seu próprio site:

“Primeiro, na página inicial do meu blog (dougwils.com), publicada em lugar de destaque — onde até o mais preguiçoso dos jornalistas poderia encontrá-la — tenho uma seção chamada ‘Critical Questions’ [Questões críticas]. A primeira delas é sobre pecados raciais. Se você tirar um momento para ler o que escrevi lá, e isso está lá há anos, verá como as acusações são ridículas”, escreve ele.

E continua: “O segundo ponto é um pouco mais detalhado. Se você acessar meu blog uma segunda vez e olhar a barra de menu superior, encontrará a guia ‘About’ (Sobre). Se você clicar ali, verá algo chamado ‘Controversy Library’ (Biblioteca de controvérsias) no menu suspenso. O segundo item dessa biblioteca é intitulado ‘Eu nego que a escravidão tenha sido um bem positivo’. Nessa seção, há vários links (de anos atrás) que demonstram como essas acusações são falsas.”

O ‘X’ da questão

A fim de resumir para o leitor, os escritos apontados pelo pastor Douglas Wilson, basicamente, sugerem que o teólogo contextualiza a maneira como a Bíblia trata o tema da escravidão à luz do período romano.

Citando passagens como 1 Cor. 7:21-24, Efésios 6:5-6a, Col. 3:22 e Col. 4:1, o pastor explica que o objetivo de Cristo e seus discípulos, como o apóstolo Paulo, não foi produzir uma “revolução” no sistema escravocrata, no sentido de combatê-lo institucionalmente, mas sim de subvertê-lo a partir da maneira como as pessoas se relacionavam.

Fazendo, então, um paralelo com a escravidão mais recente, ele comenta: “Isso significa que era possível para um homem na Carolina do Sul tratar seu escravo exatamente da mesma maneira que Paulo exigia que Filemom tratasse Onésimo. E o cara que estava disposto a fazer isso é o único cara que eu estou disposto a defender e ficar com ele.”

“Os apóstolos foram confrontados com uma circunstância em que escravos e proprietários de escravos eram membros de suas igrejas. Quando confrontados com isso, o que eles disseram a todos para fazer? Como eles lidaram com isso? Este era um problema bastante comum que foi explicitamente abordado em pelo menos sete livros do Novo Testamento”, continua o pastor.

Douglas Wilson sugere que a solução para esse conflito foi subverter o modo como escravos e senhores enxergavam uns aos outros, a fim de produzir neles uma consciência gradual de igualdade, o que eliminaria o sistema escravocrata naturalmente, sem a necessidade de confrontos violentos.

“Essa estratégia apostólica era na verdade um ataque subversivo à instituição da escravidão, um ataque por meio do gradualismo evangélico”, explica Wilson. “É precisamente assim que tenho procurado aplicar essas passagens ao longo de toda essa controvérsia. Creio que faz justiça ao sentido claro das palavras, ao mesmo tempo em que demonstra confiança real no poder e na trajetória do evangelho para transformar cada instituição humana”.

Alerta

Com base nos apontamentos acima, o pastor Douglas Wilson sustenta que jamais defendeu a escravidão e que os seus críticos, na verdade, não sabem definir nem mesmo questões básicas, como o que é “menino” ou “menina”.

“Não dê crédito a declarações difamatórias só porque elas são dirigidas a outra pessoa. Elas nem sempre serão dirigidas a outros. A cultura do cancelamento é uma estratégia que o inimigo desenvolveu e a utiliza com alto grau de eficácia. Mas ela só funciona porque os fiéis reagem com medo, em vez de coragem”, diz ele na carta ao Brasil.

“Minha posição não é a de um defensor da escravidão. Um de meus grandes heróis evangélicos é William Wilberforce, o homem que foi fundamental para acabar com o comércio de escravos no Império Britânico. E ele não fez isso com canhões. Meu argumento nunca foi que a escravidão era necessária, mas sim que a carnificina não era necessária”, conclui. Para ler a íntegra da carta, clique aqui.

Iraquianos se entregam a Cristo por meio de programa de rádio

Ocupando a 16ª posição na lista mundial de perseguição religiosa da organização Portas Abertas, o Iraque é um país onde a pregação do evangelho de Jesus Cristo envolve muitos riscos sobre os iraquianos, tendo em vista a presença de grupos radicais islâmicos.

Mesmo assim, cristãos que vivem no pais estão dispostos a arriscar suas próprias vidas por amor ao Reino de Deus. Foi assim que nasceu o projeto de uma rádio cristã que tem por objetivo levar o evangelho aos moradores locais.

Como ir a uma igreja ou receber uma ministração pessoal é arriscado, ouvir falar sobre Jesus Cristo através de um simples aparelho de rádio, algo que a maioria dos iraquianos possui, se tornou uma grande e poderosa alternativa de evangelização.

Uma família local, por exemplo, “ouviu o Evangelho pela primeira vez, decidiu seguir Cristo e ficou muito entusiasmada por receber a sua primeira Bíblia para ler e compreender mais sobre quem é Jesus”, após ser alcançada por essa transmissão, segundo informações de um missionário da Mission Network News.

Ação sobrenatural

Em outro testemunho, um grupo de iraquianos contou que teve uma visão, na qual foram orientados a ouvir a programação. “[Eles] ligaram [para a rádio], contaram à pessoa ao telefone sobre a visão e se tornaram crentes naquele momento”, contou o missionário.

Apesar das maravilhas que Deus tem feito entre os iraquianos, o trabalho evangelístico no país ainda precisa de muita oração, já que a perseguição religiosa aos cristãos é algo entranhado na cultura local.

Ou seja, será preciso muita persistência, capacitação e sabedoria estratégica para continuar anunciando a verdadeira Palavra de Deus aos perdidos.

“Os cristãos enfrentam discriminação por parte do governo, pois qualquer grupo declarado cristão pode ser acusado de blasfêmia se compartilhar o evangelho com os muçulmanos”, informa a Portas Abertas. “Qualquer pessoa que deixa o islã para seguir a Jesus enfrentará intensa pressão da família e da comunidade.”

Saúde fala de puerpério e troca 'mulher' por 'pessoa que pariu'

Uma publicação feita pelo Ministério da Saúde, administrado atualmente pela socióloga Nísia Trindade, provocou indignação nas redes sociais. Isso porque, o texto que tratava e uma campanha sobre o puerpério não mencionava a palavra “mulher” ou “mãe”, mas sim “pessoa que pariu”.

A não menção da palavra “mãe” ou “mulher” é fruto do ativismo ideológico de gênero que, além de deturpar a noção de sexualidade humana, também vem deturpando a linguagem, uma vez que é através do significado das palavras que o ser humano forma  pensamento.

Com isso, a pasta da Saúde fez a seguinte publicação, com destaque nosso: “O que é o puerpério? Também conhecido como pós-parto, puerpério é o período que ocorre após o parto. Nesta fase, o corpo de quem pariu está em processo de recuperação passando por uma série de modificações físicas, emocionais e psicológicas”.

Na sequência, o texto fornece mais detalhes sobre o que é puerpério, voltando a omitir que apenas mulheres no período pós-gestacional e, portanto, mães, atravessam essa fase da vida, reforçando a tese de que a intenção do Ministério da Saúde foi, de fato, promover a ideologia de gênero.

“Estima-se que o tempo médio do puerpério é de seis semanas, começando imediatamente após o parto do bebê. Contudo, esse período pode ser variável de acordo com cada realidade, especialmente quando relacionado à amamentação. Durante esta fase, a pessoa que pariu ou vivenciou uma perda gestacional está readequando a sua rotina à nova realidade”, continua o texto, também com destaque nosso.

Críticas

A publicação da pasta administrada agora pelo governo Lula recebeu várias críticas, inclusive da Associação de Mulheres, Mães e Trabalhadoras do Brasil (Matria), que emitiu uma nota de repúdio contra a militância explícita de um órgão que deveria ser exclusivamente técnico.

“O governo [Lula] nos faz regredir, em pleno século 21, ao status contra o qual lutamos há milênios: o de sermos vistas apenas como um corpo desprovido de cidadania, um ‘corpo que pare’, uma ‘pessoa com útero’, ‘que menstrua’, ‘com vagina’ ou qualquer outro termo desumanizante como os que o governo vem adotando por meios de seus órgãos oficiais, sob o manto de um suposto progressismo”, diz um trecho da nota.

Com a repercussão negativa sobre a publicação da Saúde tratando do puerpério, a pasta excluiu a publicação original, o que não adiantou muito, já que a imagem negativa contra o governo já havia sido cravada. Confira:

Ministério da Saúde exclui palavras
Ministério da Saúde exclui palavras “mulher” e “mãe” em publicação sobre o puerpério. Foto: reprodução/redes sociais