Pastor Anderson Silva vira alvo da Polícia Federal: 'Perseguição'

O pastor Anderson Silva, apresentador do podcast Tretas e Diálogos e liderança religiosa residente em Brasília, DF, fez uma gravação para anunciar que foi alvo de uma ligação da Polícia Federal, segundo ele, devido à instauração da “perseguição política” no Brasil.

O líder religioso já havia tido que dar explicações em juízo devido a declarações feitas por ele durante uma edição do seu podcast com o deputado federal Nikolas Ferreira  (PL-MG), que além de parlamentar, é um ferrenho opositor do atual governo Luiz Inácio Lula da Silva, influenciador de milhões de seguidores nas plataformas digitais.

Segundo Anderson Silva, os agentes da PF foram solícitos e gentis ao falar com ele, incluindo um delegado. O religioso lamentou o fato de ter que tratar de teologia com os federais, a fim de explicar o contexto bíblico da sua fala durante o podcast, no ano passado.

Naquela ocasião, o pastor fez referência aos salmos imprecatórios como forma dos cristãos no Brasil pedirem a Deus a punição dos agentes públicos considerados autoritários.

“A gente precisa crer, cara. Abrir uma janela aqui, a Igreja diz ‘eu estou orando’, mas às vezes a gente não está orando na fé, na intensidade da fé, do tipo assim ‘o guerreiro é Deus’. Salmos 2 diz que o Senhor está rindo. Rindo porque ele é capaz de destruir o imperador da Terra. Falta essas orações imprecatórias dos salmistas. ‘Senhor, mata meus inimigos’; ‘quebra os dentes dos meus inimigos’”, afirmou o pastor.

Na mesma ocasião, pelo fato do pastor ter dito “Senhor, arrebenta a mandíbula do Lula”, o então ministro da Justiça do governo, Flávio Dino (posteriormente indicado para ministro do Supremo Tribunal Federal), anunciou que o evangélico seria alvo da Polícia Federal.

“A frase que incita violência é anticristã. E criminosa, por isso mandarei hoje para a Polícia Federal”, postou Dino na época, já em tom condenatório. Assista:

Pastor viraliza ao compartilhar estudos bíblicos com os filhos

Educar os filhos para que caminhem nos caminhos de Jesus Cristo é uma obrigação que todo pai e mãe cristão possui, muito embora esta tarefa pareça difícil para alguns. Mas, apesar disso, um pastor resolveu demonstrar, nas redes sociais, como fazer estudos bíblicos em família pode ser simples e enriquecedor.

Ricardo Firagi vem utilizando as redes sociais para compartilhar estudos bíblicos com os filhos, o popular devocional cristão. A prática é incentivada por muitas igrejas como um estímulo ao relacionamento com Deus, em consequência ao aprendizado das Escrituras sagradas.

Por meio de questões simples, como ensinamentos sobre fidelidade e amor a Deus, o pastor Firagi estimula os filhos fazendo perguntas e obtendo pequenas reflexões, ao mesmo tempo que orienta e explica textos básicos da Bíblia.

Em uma das questões, por exemplo, o pai pergunta “como a gente se relaciona com Deus?”, no que responde: “A gente pode ler a Bíblia, orar, conversar sobre Ele, isso que a gente está fazendo [se referindo ao devocional], indo à igreja, louvar. Então, a gente se relaciona e conforme nos relacionamos começamos a confiar nele”.

“Que a gente não se iluda e ache que temos um conhecimento muito profundo em nós mesmos. Que a gente possa conhecer Ele, se relacionar com Ele e a cada dia mais confiar nele a ponto de confiar de todo o nosso coração”, ressalta o líder da Igreja Batista Capital, em Engenheiro Coelho, São Paulo.

Exemplo de fé

Seguidores do pastor elogiaram o seu exemplo, destacando o quanto a maneira simples de fazer estudos bíblicos com os filhos serve como inspiração para outros pais. “Aleluia lindo a forma que o Senhor ensina seus filhos”, postou uma internauta.

Outro perfil observou que pelo método adotado pelo religioso “fica bem fácil compreender a Palavra” de Deus, enquanto outros disseram aprender junto com a família, sempre que um vídeo novo é publicado. Assista:

Amazônia: evangélicas são 56,5% das vítimas de escalpelamento

Com uma extensão de 8 milhões de km², a região amazônica possui a maior bacia hidrográfica do planeta, o que gera, consequentemente, a maior rede fluvial do mundo, com aproximadamente 21.232 mil embarcações só no Pará, gerando com isso um número alarmante de acidentes por escalpelamento.

O escalpelamento é um acidente que ocorre quando o cabelo da cabeça humana é enroscado no motor de pequenas embarcações. Só no Pará, cerca de 40 mil desses veículos fluviais naveguem em condições clandestinas, segundo um levantamento feito pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).

Do total de ocorrências de escalpelamento entre os anos de 1964 a 2023, 98% das vítimas foram mulheres, sendo um total de 207 casos, com 173 deles ocorridos entre 2006 e 2022.

Isto se deve ao grande volume de transporte de passageiros nas regiões ribeirinhas, onde os “ribeirinhos”, ou seja, moradores locais, costumam usar os trechos de rios para pesca, banho, lazer e etc.

De acordo com uma análise feita por Regiões de Integração (RI) do Pará, a maioria das ocorrências foram em Marajó, com 111 casos; seguida da RI Tocantins, com 53 casos; e posteriormente, com 19 registros, a RI Baixo Amazonas.

Evangélicas

Ainda de acordo com a Fabespa, do total de casos de escalpelamentos registrados, 56,5% das vítimas são mulheres evangélicas, o que pode ser explicado devido ao cabelo longo, mais tradicional na tradição pentecostal.

Damares Alves, ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, já havia observado a necessidade de políticas públicas para a prevenção do escalpelamento na região amazônica.

Foi pensando nisso que o governo lançou o o Programa de Enfrentamento ao Escalpelamento, em fevereiro de 2022, dando continuidade a uma ação iniciada no ano anterior.

“Estamos encontrando mulheres em cabanas, escondidas, que não sabem o mínimo direito que têm. Os gritos de dor ecoam pela floresta, mas muitas vezes essa mulher não tem acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo. É por isso que temos que entregar ações concretas, para que seja possível mudar essa realidade”, disse a ministra na época.

A ação do programa consiste em prevenir os acidentes, por exemplo, incentivando o revestimento dos motores das embarcações, a fim de evitar que eles enrosquem no cabelo em caso de contato. Além disso, a ideia também visou a oferta de meios para o acolhimento humanizado das vítimas do escalpelamento.

“A entrega de perucas com cabelo natural é para amenizar um pouco o sofrimento. Mas o nosso objetivo é trabalhar para que nunca mais a gente precise fazer isso, já que nossas mulheres e meninas estarão protegidas”, concluiu Damares na ocasião, segundo o Governo Federal. Com informações: Agencia Pará.

Menino ‘trans’ expõe pênis e traumatiza meninas em escola cristã

Uma escola cristã que decidiu permitir a matrícula de um menino de 4 anos como se fosse menina está no centro de uma polêmica depois que ele decidiu mostrar a genitália às colegas. Até o episódio, o verdadeiro sexo da criança vinha sendo ocultado de todos.

O caso foi registrado em uma escola primária administrada pela Igreja da Inglaterra, e quando a crise se tornou pública, a secretária da Educação do país, Gillian Keegan, e a ministra da Mulher e da Igualdade, Kemi Badenoch, vieram a público expressar suas preocupações e afirmar que pretendem intervir.

A polêmica se tornou um debate em todo o país porque as demais crianças passaram mais de 3 anos convivendo com menino como se fosse uma menina, e quando ele decidiu mostrar o pênis, causou traumas nas colegas. Atualmente com 7 ou 8 anos e estudando o terceiro ano do Ensino Fundamental, o menino nunca havia feito menção ao sexo biológico até então.

De acordo com informações do portal The Christian Post, a mãe de uma das meninas que testemunharam a cena afirmou que a filha ficou angustiada ao descobrir a verdadeira identidade da criança que ela considerava amiga, passando a sofrer com estresse, insônia e alterações de comportamento.

Ela relatou que a filha ficou em choque ao saber que a amiga era um menino, e tudo foi agravado pelo comportamento inadequado da criança identificada como “trans” que decidiu “mostrar [seu] willy” [gíria em inglês para se referir ao pênis] para as meninas e contar-lhes sobre “espíritos sombrios que irão sugar suas almas”.

A mãe também disse à imprensa local que sua filha estava “perturbada” porque sua amiga havia “mentido” para ela e que ela estava “de mãos dadas com um menino”.

Repercussões

A ministra da Mulher e da Igualdade comentou o caso dizendo que a decisão da escola contraria as novas orientações do governo, enfatizando que a transição social é inadequada para crianças em idade escolar primária.

O projeto de orientação para as escolas do governo do Reino Unido, publicado em dezembro, aborda as preocupações sobre as crianças que se identificam como sendo do sexo oposto na escola e aconselha cautela no tratamento de pedidos de mudança de gênero de crianças do ensino primário, fazendo referência a um relatório da Dra. Hilary Cass, que alerta para o impacto significativo da transição social no funcionamento psicológico das crianças.

Pelo lado da Igreja de Inglaterra, os responsáveis afirmam que a postura foi adotada para prevenção do bullying, sem falar especificamente sobre os casos de crianças que questionam sua identidade.

Evangélicos assombram PT: Dirceu vê Michelle candidata em 2026

A ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, vem se tornando um nome consolidado no cenário político nacional, algo que parece estar incomodando velhos caciques aliados ao governo de ocasião, como o ex-ministro José Dirceu, que já foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão por ligação com o escândalo do “mensalão”.

Dirceu concedeu uma entrevista à emissora CNN Brasil, onde admitiu que mesmo derrotado nas eleições presidenciais de 2022, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro mantém uma força política capaz de eleger nomes para grandes cargos da República, como o da própria esposa.

“Eu não subestimaria a Michelle como candidata [à Presidência], porque o Bolsonaro tem uma natureza duma força, o Bolsonaro elegeu senadores, o Tarcísio foi eleito em São Paulo”, disse o ex-ministro.

Evangélicos na política

A possibilidade levantada por Dirceu se baseia na força dos evangélicos na política nacional, o que segundo a revista Veja constitui um grande desafio para o atual governo, que vem tentando conquistar a confiança do segmento.

“Celebrado em cultos lotados, o avanço dos evangélicos no Brasil representa uma tremenda dor de cabeça para o Palácio do Planalto — as grandes denominações cerraram fileiras em torno do bolsonarismo e, por mais acenos que faça, o presidente Lula, passado um ano da posse, segue sendo um filisteu no universo dos crentes”, afirma a revista numa matéria publicada três dias atrás.

Como se não bastasse a distância entre o governo do PT e os evangélicos, que rejeitam pautas liberais como a agenda LGBT+, a descriminalização das drogas, aborto e a promoção de medidas consideradas uma ameaça à liberdade da educação familiar, Michelle Bolsonaro, em contrapartida, possui grande aceitação entre as igrejas.

Com uma oratória cada vez mais fluida e presença marcante, a ex-primeira-dama também agrada o leitorado feminino, uma parcela considerada deficiente durante a gestão do seu marido. Veja também:

Em tom de ameaça, Gleisi acusa Michelle de ‘manipulação da crença e da fé’

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Professora: 'Quem vai cuidar dos seus filhos, você ou o Estado?'

Políticas públicas em favor da saúde, segurança e educação fazem parte da sociedade. Contudo, quando elas ameaçam a liberdade dos pais sobre a forma como desejam conduzir a formação dos seus filhos, incluindo a decisão sobre medidas controversas que podem afetas suas vidas, a realidade se torna bem diferente.

Foi sobre isso que a professora Verônica Rodrigues gravou um vídeo, a fim de alertar aos pais sobre como o Estado brasileiro, atualmente, vem avançando em medidas que vão na contramão da liberdade familiar, como a promoção da vacinação obrigatória contra o COVID para crianças.

A docente evangélica usou como exemplo uma notícia publicada dias atrás, onde é dito que uma conselheira de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, ao falar da vacinação, afirmou que “as crianças e adolescentes não são propriedades dos pais, mas sim sujeitos de direito”.

A fala é vista com preocupação por parte dos conservadores, não por discordarem dos direitos inerentes à criança e ao adolescente, mas por entenderem que sempre cabe à família, e não ao Estado, o papel de decidir o que é ou não melhor para seus filhos, obviamente considerando as devidas proporções de razoabilidade e contexto.

Para a professora Verônica, a omissão e negligência de muitos pais tem feito com que a sociedade encare como “normal” circunstâncias onde famílias são ameaçadas, por exemplo, por não concordarem com determinadas diretrizes públicas.

Plano de Educação

Um exemplo de possível ameaça à liberdade da família, consequentemente ao futuro de crianças e adolescentes, são as diretrizes propostas pelo atual governo no campo da educação.

A cada dez anos, o Estado brasileiro realiza uma Conferência Nacional de Educação (CONAE) que tem por objetivo estabelecer as diretrizes educacionais para a rede pública de ensino, o Plano Nacional de Educação (PNE), o qual vem chamando atenção de autoridades políticas, jurídicas e evangélicas no ano vigente.

Isso, porque, sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a proposta para o PNE 2024 aparece repleta de medidas de cunho ideológico de viés progressista, o que já provocou a reação da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure).

Em nota, a entidade afirma, por exemplo, que o Documento Referência do PNE  “propõe para a educação nacional a imposição de concepções ideológicas radicais e controversas, contrárias às presentes disposições da legislação nacional e à vontade da parcela majoritária da população”.

São questões que, segundo a ANAJURE, podem afetar até mesmo o currículo das escolas confessionais, como evangélicas e católicas, mesmo particulares, já que incluem “perspectivas restritivas da laicidade que ocasionaram graves violações à liberdade religiosa”.

Diante do aparente avanço do controle estatal sobre a vida social, a professora Verônica conclama aos pais a necessidade de posicionamento, frisando que se nada for feito a tempo, amanhã poderá ser tarde. Assista:

‘Eguinha Pocotó’: Fernanda Brum protesta e abandona culto

A cantora Fernanda Brum relatou uma experiência que viveu durante um culto em uma igreja grande que tocou Eguinha Pocotó para compor uma cena de teatro, e ela decidiu se levantar e ir embora para não compactuar com o erro.

O relato da cantora foi feito durante uma pregação, em que ela cita essa experiência de forma ilustrativa para explicar qual deve ser a postura do crente diante de situações que a Bíblia reprova:

“Vou guardar a igreja, não vou dizer nomes, mas eu nunca mais voltei lá. Fui a uma igreja uma vez, estava cantando no púlpito, uma igreja muito grande, importante, e o filho do pastor estava como pastor de jovens na época, e ele foi fazer uma encenação”, introduziu a cantora.

Segundo ela, o pastor de jovens “colocou pessoas vestidas como se estivessem na gandaia, no púlpito, com roupas curtas, encenando bebedices”.

“Até ali, estava incômodo, só. Mas, era uma peça. Eu falei ‘que besteira, Fernanda, é só uma peça, ele tem que ilustrar, mostrar para as pessoas como é, então é só uma peça, deixa pra lá’. E ele continuou ilustrando cenas de casais se abraçando, fazendo menção de se beijar, até que ele abriu o rádio e colocou pra tocar Eguinha pocotó. No púlpito”, descreveu.

Indignada com a memória do episódio, Fernanda Brum contou que “não satisfeito” o pastor de jovens “Colocou o microfone no rádio e a igreja cantou junto com ele” a música secular.

“Sabe o que eu fiz? Levantei, olhei a porta da igreja. Eu tava no púlpito, a igreja era muito grande, peguei minha Bíblia, a toalhinha que eles tinham me dado, peguei o rumo do meio da igreja de onde eu estava e nunca mais voltei lá. A Bíblia diz que não é para a gente concordar com eles. Se eu fico, eu concordo. Ou então eu pego o microfone e discordo. Se eu tenho oportunidade de discordar, eu discordo”, finalizou.

No meio evangélico, há divergências sobre o uso de peças de teatro como elemento válido para o culto ao Senhor, mas mesmo entre os que defendem essa arte como uma das formas de culto, há o princípio de que tudo deve ser feito para o louvor a Deus.

Confira o vídeo compartilhado pela página Assembleianos de Valor:

Plano Nacional de Educação traz ideologias radicais, dizem juristas

O governo do Partido dos Trabalhadores está propondo uma reformulação no Plano Nacional de Educação para os próximos dez anos, e o documento de referência usado na proposta traz “ideologias radicais”, de acordo com exame do texto feito pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure).

A iniciativa de reformular o Plano Nacional de Educação (PNE) partiu do governo federal, que em 12 de setembro do ano passado publicou o decreto lei 11.697/23 convocando “extraordinariamente” a Conferência Nacional de Educação (CONAE) de 2024 para elaborar a “política de Estado” na próxima década.

De acordo com a Anajure, “o Documento Referência afasta-se da imparcialidade esperada das políticas de Estado” pois o texto “propõe para a educação nacional a imposição de concepções ideológicas radicais e controversas, contrárias às presentes disposições da legislação nacional e à vontade da parcela majoritária da população”.

“Em diversos trechos, o Documento manifesta predileções partidárias–ideológicas, adotando tom mais condizente com propostas partidárias de governo do que com um documento estatal que objetiva orientar a elaboração de políticas públicas”, acrescenta o posicionamento oficial da entidade.

Os juristas evangélicos destacam que as propostas inserem “disposições e conceituações que buscam institucionalizar nas políticas públicas educacionais a chamada ‘ideologia de gênero’ […] e perspectivas restritivas da laicidade que ocasionaram graves violações à liberdade religiosa das escolas confessionais”, o que por si só representa uma tentativa de censurar escolas ligadas a igrejas.

Além disso, pontua a manifestação da Anajure, o atual Plano Nacional de Educação foi examinado pelo Congresso Nacional em 2014 e rejeitou as propostas ideológicas associadas à sexualidade: “O legítimo representante do Povo brasileiro, democraticamente rejeitou o estabelecimento da ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação, por certo carregada de uma semântica ideológica que não corresponde aos mores maiorum civitatis da nação brasileira”.

Os juristas concluem que, dentre outros temas preocupantes apresentados no documento, há também ameaças à “primazia dos pais na educação moral – e aqui se incluem ensinos sobre sexualidade – dos filhos”.

Confira a íntegra da manifestação da Anajure aqui.

União LGBT: pastor polemiza ao encorajar fiéis a irem a cerimônias

Um pastor que sugeriu que cristãos fiéis poderiam participar de cerimônias de união LGBT foi excluído da programação por uma emissora de rádio onde tinha um programa. Sua postura foi considerada um ato de infidelidade a Deus.

O pastor Alistair Begg sugeriu que cristãos podem “construir pontes” ao aceitarem convites para comparecerem a cerimônias de união entre pessoas do mesmo sexo. A repercussão de sua declaração foi imensa, e a rádio American Family Radio (AFR), que é mantida por um ministério cristão conservador, decidiu tira-lo de sua programação.

Begg fez a declaração ao participar de um podcast sobre seu novo livro, The Christian Manifesto (ainda sem tradução oficial para o português). Na entrevista, ele afirmou que foi procurado por uma avó preocupada com seu neto, que estava “prestes a se unir a um transexual”, e se ela deveria comparecer à cerimônia.

O veterano pastor, então, disse que na conversa com essa avó questionou se o neto entendia que sua crença em Jesus a proibia de aceitar suas escolhas de vida. Diante da resposta positiva da mulher, ele respondeu: “Então tudo bem. Contanto que ele saiba disso, sugiro que você vá à cerimônia. E sugiro que você compre um presente para eles”.

Begg, de 71 anos, é pastor titular na Igreja Parkside em Cleveland. Ele é amplamente conhecido por seu programa de rádio Truth For Life, que é transmitido por quase 1.800 emissoras em todos os Estados Unidos.

A postura do veterano pastor repercutiu negativamente nas redes sociais, forçando a American Family Association anunciar a decisão de “não transmitir mais” o programa do pastor, algo que era feito há mais de uma década.

“Chegou ao nosso conhecimento que o Pastor Begg fez declarações que não eram bíblicas e que não se alinhavam com as décadas de adesão fiel às Escrituras que os ouvintes passaram a esperar dele. […] Na American Family Association acreditamos que seja um ato de infidelidade a Deus participar de uma cerimônia que celebra qualquer união fora do modelo bíblico de casamento como sendo entre um homem e uma mulher. […] Como resultado disso, não iremos mais transmitir o programa”, disse a emissora em nota.

União LGBT não é casamento

Embora tenha sugerido que a participação de um cristão em uma cerimônia de união LGBT pode “construir pontes”, o próprio Alistair Begg adotava postura alinhada com a doutrina cristã.

De acordo com informações do portal The Christian Post, em 2022 – durante uma série de sermões que promoveu sobre a carta do apóstolo Paulo aos Romanos – Begg abordou a união LGBT na pregação intitulada “Deus os abandonou”, e destacou que a ideia de duas pessoas do mesmo sexo viverem juntas, praticando a homossexualidade, é não é apenas “um estilo de vida alternativo”: “É uma decisão antinatural. É uma expressão de rebelião contra Deus”.

No Brasil, o pastor Heber Campos Jr gravou um vídeo de resposta sobre o tema e afirmou, enfaticamente, que “não existe ‘casamento homossexual’” [veja aqui], e que os cristãos devem rejeitar convites para participar dessas cerimônias:

“Se você é convidado para participar de uma cerimônia homossexual, lembre-se que biblicamente eu não posso chamar isso de casamento, nem você deve chamar isso de casamento e não devemos ser participantes disso. Aí você vai dizer ‘pastor, mas eu não ir a essa cerimônia, cadê o amor?’. Lembre-se que você não ama as pessoas aprovando seus atos rebeldes, você ama as pessoas a despeito dos seus atos rebeldes”, resumiu.

MC Bin Laden contou no BBB 24 que foi adotado por pastora

A jornada de fé do MC Bin Laden vem sendo compartilhada por ele em pequenas doses, com detalhes revelados em entrevistas ou postagens. Dias atrás, no BBB 24, ele falou sobre como sua adoção por uma pastora foi recebida pela igreja que ela liderava à época.

MC Bin Laden falava sobre sua história de vida aos participantes do BBB 24, e durante um diálogo mais longo com Raquelle e Michel na cozinha da casa, ele contou que já era um jovem adulto quando foi adotado por uma pastora.

“Minha mãe é pastora. Ela me adotou, a igreja esvaziou. Na época, a galera ficou revoltada. Fui adotado com 18 para 19 anos”, disse, acrescentando que esse episódio agravou o sentimento de rejeição que ele carregava consigo.

A conversa chegou a esse ponto quando Michel, que é professor de geografia, fez perguntas sobre como a mãe do artista vê sua profissão. Bin Laden, então, aprofundou o diálogo: “Minha mãe que me adotou, que me curou essa parada. Quando você cresce rejeitado pela sua família e vem uma mulher preta, pastora, a família com todo mundo evangélico e eu funkeiro, cheio de revolta, cheio de mágoa, cheio de tristeza, cheio de ódio. Deixei quieto esse bagulho de rejeição”.

A participante Raquelle se emocionou com a história do funkeiro, por conta do alto grau de complexidade enfrentado por ele nas relações familiares mais pessoais.

A fé de Bin Laden

Há alguns anos MC Bin Laden vem compartilhando sua proximidade com o mundo evangélico. Em 2016, o autor do hit Tá Tranquilo, Tá Favorável contou em entrevista à revista masculina Sexy que nutria um lado religioso:

“Sou evangélico a ponto de gostar de ir pra igreja, né? Não sou ‘crente, crente’, porque canto funk. Eu sou uma pessoa que gosta de estar na igreja e muita gente confunde, né? Na igreja me sinto muito à vontade, é como se você estivesse na verdadeira casa de seu pai. Pode chorar, gritar, conversar, ouvir, escutar a verdade. Já pisei muito em falso, tomei muito na cara, mas também já dei cabeçada na nuca. Não fui sempre certo, nem santo. Todo mundo tem seu lado ruim”, disse, na ocasião.

Nessa época, o artista já demonstrava conscientização sobre a importância da generosidade: “Gosto de ler a Bíblia e lá fala que você tem que dar os 10%. E eu sou dizimista e gosto disso. Lá fala que, se você não der essa parte, que é de Deus, você pode se amaldiçoar”.

Em 2018, em outra entrevista de MC Bin Laden, sua mãe comemorou a oportunidade do filho em se apresentar na Marcha para Jesus: “Muitas vezes eu fingia que estava alegre, mas eu saía [da casa dele] triste e angustiada”, disse, ao falar das vezes que o viu usando drogas. “A Bíblia diz que se tu crês, será salvo tu e a tua casa. Você é a minha herança, a promessa de Deus na minha vida”, encerrou.