Pastor evangelizará na universidade onde Charlie Kirk foi morto

O pastor Greg Laurie será o pregador principal do evento “Hope for America” (Esperança para a América), uma Cruzada da Colheita marcada para 16 de novembro na Universidade Utah Valley (UVU) — o mesmo local onde o ativista cristão conservador Charlie Kirk foi assassinado em 10 de setembro durante um evento da Turning Point USA (TPUSA).

A expectativa é reunir cerca de 10 mil pessoas, com transmissão simultânea para mais de 60 igrejas em Utah. Laurie contou que a decisão de realizar a cruzada em Utah surgiu logo após o atentado que tirou a vida de Kirk. Segundo ele, o evento inicialmente estava previsto apenas para 2027, mas foi antecipado após apelos de líderes religiosos locais.

“Entramos em contato imediatamente com os pastores de Utah para oferecer nosso apoio. Eles responderam: ‘Venham o quanto antes. Nossa comunidade está sofrendo’”, relatou o pastor.

O líder da Harvest Ministries explicou que a equipe marcou a data “para apenas seis semanas depois”, algo inédito na história das cruzadas. “Normalmente, planejamos eventos com um ano de antecedência. Mas há uma urgência, e acreditamos que a mensagem do Evangelho é a resposta”, afirmou.

Laurie esclareceu que, embora a TPUSA não esteja envolvida na organização, “eles estão plenamente cientes do evento e o apoiam”.

Homenagem

Greg Laurie, que já havia participado de conferências da TPUSA Faith e do programa The Charlie Kirk Show, recordou sua amizade com o ativista. “Conheci Charlie há alguns anos e também palestrei recentemente em uma das conferências de pastores dele. Sempre admirei o trabalho incrível que realizava com os jovens”, declarou.

O pastor destacou que o objetivo do evento é levar esperança e reconciliação espiritual após a tragédia que comoveu o país. “Nosso objetivo é simples e urgente: alcançar o maior número possível de pessoas com a mensagem transformadora do Evangelho. Queremos oferecer esperança verdadeira — esperança para esta vida e para a próxima — que só pode ser encontrada em Jesus Cristo”.

Laurie acrescentou que a memória de Kirk será um símbolo durante o evento. “Charlie personificava essa esperança. Sua vida e seu trágico assassinato são um alerta para Utah, para nossa nação e para o mundo, especialmente para os jovens. Nosso desejo é que eles descubram a mesma esperança que Charlie tinha em Cristo”.

Apoio

O pastor Lucas Miles, diretor sênior da TPUSA Faith, afirmou em nota que a organização apoia a iniciativa da Harvest Crusade. “Respeitamos profundamente o pastor Greg Laurie e o trabalho que ele realizou por meio das Cruzadas da Colheita. Sua coragem em levar o Evangelho a comunidades feridas como a Universidade Utah Valley é exatamente o que os Estados Unidos precisam neste momento”, declarou.

Segundo Miles declarou ao The Christian Post, a cruzada transmite “uma mensagem clara de esperança, redenção e verdade encontrada somente em Jesus Cristo”.

Assassinato

Charlie Kirk, de 31 anos, foi morto a tiros no pescoço em 10 de setembro, durante uma apresentação da turnê “America Comeback Tour” da TPUSA em Orem (Utah). O ataque ocorreu logo após ele responder a uma pergunta do público sobre tiroteios cometidos por pessoas que se identificam como transgênero.

As autoridades prenderam Tyler James Robinson, de 22 anos, 33 horas após o crime. De acordo com a acusação formal apresentada pelo Tribunal do Quarto Distrito Judicial do Condado de Utah, Robinson teria agido por motivações ideológicas, discordando das posições cristãs e conservadoras de Kirk.

O réu foi indiciado por homicídio qualificado, disparo de arma de fogo com lesão grave, obstrução da justiça, intimidação de testemunha e crime violento na presença de uma criança. O caso segue em tramitação na justiça estadual.

Com o evento “Hope for America”, Greg Laurie afirmou esperar que a tragédia se transforme em um movimento de fé e reconciliação. “Nosso país precisa de esperança — a mesma esperança que só Jesus pode oferecer. É tempo de luz, mesmo em meio à escuridão”, declarou.

Encontrar a paz de Deus na ansiedade das festas de fim de ano

À medida que o fim do ano se aproxima, a escritora cristã Amanda Idleman propôs uma reflexão sobre a sobrecarga emocional e espiritual que acompanha a época natalina. Para ela, o acúmulo de tarefas, as expectativas sociais e o consumismo desenfreado ameaçam ofuscar o verdadeiro sentido das festas.

“A lista de tarefas é interminável”, observa. “Se formos honestos, é difícil não deixar que o peso de tudo isso roube a magia da época”.

Idleman, autora de textos voltados à espiritualidade familiar, afirma que a rotina das celebrações pode facilmente se transformar em uma fonte de ansiedade. A cada Natal, diz ela, surge o desafio de conciliar compromissos, tradições e obrigações, sem perder de vista o propósito espiritual. “Uma conversa franca com Deus é necessária a cada temporada de festas, para que minha ansiedade e necessidade compulsiva de planejar não arruínem o Natal”, confessa.

Olhar a Cristo

Segundo a autora, a primeira atitude para enfrentar o cansaço e o estresse das festas é lembrar o verdadeiro significado do Natal. “Fazer as coisas por fazer é um desperdício de tempo e dinheiro”, escreve. Idleman enfatiza que todas as tradições e encontros ganham valor quando são orientados pela fé e pela gratidão. “O Menino Jesus, Deus encarnado, veio e viveu para morrer pelos nossos pecados. Quando centramos nossos pensamentos nessa verdade, fica mais fácil superar o ruído e a superficialidade.”

Ela recomenda que os cristãos transformem a exaustão em adoração, levando seus sentimentos ao Senhor. “Se a sua lista mental de tarefas está levando você a fazer coisas que não parecem amorosas e gentis, peça a Deus para mostrar se essa tradição é uma boa maneira de se lembrar dEle nesta época”.

Valor da simplicidade

Idleman acredita que a sociedade moderna complicou demais o Natal. Para ela, o excesso de compromissos e o apelo ao consumo tornaram as festas um período de pressão, não de paz. “As expectativas sobre o que a família deve fazer juntas são verdadeiramente insanas”, afirma.

A escritora defende um retorno à simplicidade: noites tranquilas em casa, leituras bíblicas, orações e momentos de descanso. “Não tenha medo de perder alguns daqueles momentos mágicos de sair e gastar. Também é possível criar memórias especiais simplesmente estando em casa, lembrando, orando e permanecendo em paz”.

Amor com limites

Outro princípio apontado por Idleman é o exercício de limites saudáveis. Ela argumenta que o amor genuíno não se manifesta em excesso, mas em equilíbrio. “Se existem tradições que você detesta, pessoas com quem se sente obrigado a conviver ou presentes que não pode dar, dizer não é permitido”, defende.

Citando 1 Coríntios 9:24, Idleman lembra que “amar nossos vizinhos e familiares exige disciplina”, e que essa disciplina é o que traz paz ao caos. O conselho é identificar o que gera incômodo e repensar a maneira de se relacionar com as obrigações da época, mantendo o coração saudável e disposto a servir com sinceridade.

No ritmo da gratidão

Para a escritora, desacelerar é essencial. “A época natalina parece chegar como um furacão e passa tão depressa que mal conseguimos processar tudo o que fizemos”, observa. Ela sugere que os cristãos aprendam a pausar entre compromissos e redescubram a beleza da presença. “Só temos uma oportunidade para viver o Natal este ano. Respire e esteja presente”.

Idleman recorda o ensinamento de Tiago 1:17 — “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto” — como um lembrete de que o tempo e as bênçãos de Deus devem ser recebidos com gratidão: “Pare para refletir sobre o que Deus lhe deu e o que Ele quer que você leve para o novo ano”.

Partilhar responsabilidades

Idleman também encoraja os leitores a compartilhar a carga das festas. “Você não precisa criar toda a magia sozinho”, diz. Ela sugere dividir as tarefas com o cônjuge, familiares e amigos — desde o planejamento de refeições até a compra de presentes. “Envolva seu cônjuge na escolha dos presentes para que o peso mental de demonstrar carinho não recaia apenas sobre uma pessoa”.

Citando 1 Pedro 5:7 — “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês” —, a autora lembra que Deus vê os esforços de cada um para expressar amor durante o Natal. “Ele te ama e deseja que você desfrute de suas muitas bênçãos neste período sagrado”.

Jamais murmurar

Idleman conclui em seu artigo no Crosswalk com uma reflexão sobre a diferença entre murmuração e lamento. A primeira, diz ela, “é egocêntrica e enraizada em expectativas não atendidas”, afastando o indivíduo da presença de Deus. Já o lamento sincero, por outro lado, permite “compartilhar honestamente a dor com o Senhor, confiando em Sua soberania”.

Para Amanda Idleman, a mensagem central do Natal é simples e profunda: reencontrar a paz na presença de Deus e redescobrir a alegria em meio ao caos. “A disciplina, a gratidão e a fé são o antídoto contra o excesso e o desespero”, escreve. “Quando Jesus está no centro, o Natal volta a ser o que sempre foi — um tempo de amor, esperança e descanso”.

Cristãos analisam impacto da inteligência artificial no evangelismo

O Movimento de Lausanne, por meio de sua iniciativa de pesquisa LIGHT, conduz um amplo debate sobre a influência da inteligência artificial no futuro das missões cristãs. O grupo avalia os potenciais, riscos e implicações éticas do uso da IA em atividades que vão desde o ensino teológico e o cuidado pastoral até a comunicação e a tradução de textos sagrados.

Em um relatório recente, a LIGHT declarou: “A IA não é inerentemente benéfica ou prejudicial. Seu valor será determinado pela forma como o povo de Deus a compreender, regular e aplicar”.

O documento, divulgado no contexto da crescente integração de ferramentas digitais no cotidiano, visa orientar igrejas e organizações para que a tecnologia amplifique, e não deturpe, o cumprimento da Grande Comissão.

A discussão ultrapassa questões éticas básicas e adentra o campo prático. Recursos de IA já são utilizados na tradução de Escrituras para línguas não alcançadas, na automação de comunicações eclesiais e no suporte a estratégias de evangelismo. Contudo, o relatório adverte contra duas reações extremas: a euforia acrítica e a rejeição por temor.

Como alternativa, a LIGHT propõe um engajamento pautado em reflexão teológica e critérios éticos, questionando: “Como tais ferramentas podem fomentar, e não substituir, relações autênticas? De que modo a igreja pode ser exemplo de transparência e justiça no ambiente digital? E como a IA pode acelerar a Grande Comissão sem deslocar Cristo do centro da missão?”

Para auxiliar nesse discernimento, os pesquisadores sugerem uma estrutura ética baseada em quatro eixos: conformidade com a Grande Comissão; fortalecimento de vínculos relacionais humanos e divinos; compromisso com justiça, sustentabilidade e proteção dos vulneráveis; e defesa da transparência e responsabilidade moral no uso da tecnologia.

O texto é enfático ao afirmar que a inteligência artificial “não deve interferir na comunhão com Deus ou na conexão com o próximo”, cabendo aos seres humanos, como agentes morais, a responsabilidade final sobre o uso e a disseminação dessas ferramentas.

Um dos tópicos de maior destaque é o uso da inteligência artificial na proclamação evangelística. Embora reconheça a capacidade da inteligência artificial de gerar conteúdo contextualizado e superar barreiras linguísticas, o movimento ressalta que a tecnologia não pode suplantar o testemunho presencial dos fiéis.

“O evangelho permanece o mesmo”, afirmam os autores. “Os mandamentos bíblicos transcendem inovações tecnológicas e exigem proclamação fiel, independentemente do meio.” A IA pode, por exemplo, otimizar estratégias de comunicação, oferecer segurança a missionários em áreas de risco e analisar dados para ampliar o alcance evangelístico. No entanto, a voz humana segue insubstituível.

Segundo o relatório, “Jesus, o Verbo que se fez carne, anunciou o reino mediante sua presença encarnada. Seres humanos — dotados de alma, habitados e capacitados pelo Espírito Santo — conectam-se com outros seres humanos de modos que uma máquina jamais reproduzirá. O evangelismo pressupõe o testemunho de uma experiência vivida com Cristo”.

Num mundo progressivamente digital e desencarnado, destaca o texto, “é a presença humana autêntica que torna tangível o amor de Cristo aos que estão perdidos e solitários. Nossa presença física demonstra que nos importamos o suficiente para ir pessoalmente ‘anunciar boas-novas aos pobres’ e ‘proclamar liberdade aos cativos’”.

O relatório recorda que a igreja já enfrentou transformações tecnológicas em outros momentos da história, e as enfrentará também no futuro. Com discernimento, coragem e oração, os cristãos podem encarar esta nova fronteira não com temor, mas com esperança, confiantes de que a missão de Deus seguirá adiante por meio do seu povo, mesmo na era digital.

“Em termos relacionais, a IA questiona a eficácia do projeto divino. Em termos teológicos, questiona a suficiência dos métodos de Deus. Tais questionamentos devem ser enfrentados com seriedade e em oração”, finaliza o documento.

“A IA pode complementar, mas nunca substituir, o arauto humano cheio do Espírito na proclamação do evangelho e no cumprimento da Grande Comissão.” Com informações: The Christian Today. 

Mobilização de igrejas leva socorro e recursos a vítimas de tornado

Após a passagem de um tornado de grande intensidade que devastou o município de Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná, na tarde de sexta-feira, 7 de novembro, diversas igrejas evangélicas se mobilizaram para prestar assistência imediata às famílias atingidas.

De acordo com o governo do Estado, o fenômeno — classificado como um dos mais fortes já registrados no Paraná — deixou seis mortos, cerca de 775 feridos e pelo menos 39 desabrigados. Estimativas oficiais apontam que aproximadamente 90% das edificações urbanas foram danificadas ou destruídas.

Mobilização das igrejas

Poucas horas após o desastre, diferentes denominações evangélicas iniciaram campanhas de recolhimento de doações e formação de equipes de voluntários. A Igreja Metodista, por meio da Comunicação Regional da Sexta Região, confirmou que está acompanhando a situação em parceria com o pastor local e missionários enviados à cidade.

“Seguimos em oração e solidariedade com toda a comunidade de Rio Bonito do Iguaçu”, declarou a instituição em nota oficial.

Os pastores Fernando Mardegan e José Carlos, da Igreja Metodista de Rio Bonito do Iguaçu, divulgaram um vídeo pedindo ajuda para as famílias atingidas. “É um momento de dor, mas também de esperança, de reconstrução, crendo no cuidado de Deus conosco”, afirmou o pastor José Carlos.

Nas imagens, o pastor Fernando mostrou a área mais atingida pelo tornado, que foi classificado como F3 na escala Fujita, com ventos superiores a 250 km/h, responsáveis pela maior parte da destruição registrada.

Pontos de arrecadação

A Igreja Metodista local, que sofreu danos parciais no telhado, foi transformada em ponto central de coleta e distribuição de doações. Estão sendo recebidos alimentos, roupas, cobertores e água potável. O pastor Fernando explicou que também há necessidade de recursos financeiros, já que muitas famílias perderam todos os bens. “Essas doações servirão para suprir os irmãos que estiverem precisando nas próximas semanas”, afirmou.

Equipes de voluntários atuam na reconstrução de telhados, limpeza de casas e apoio emocional às famílias.

Diferentes denominações

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA Brasil), vinculada à Igreja Adventista do Sétimo Dia, foi uma das primeiras entidades a atuar na região. A organização lançou uma campanha nacional de arrecadação e enviou uma equipe para avaliar as necessidades emergenciais. Em parceria com igrejas locais e lideranças comunitárias, a ADRA está distribuindo alimentos, roupas, itens de higiene e prestando apoio espiritual.

“Cada doação é uma semente de esperança para quem perdeu tudo”, afirmou o pastor Günther Wallauer, líder da ADRA no Sul do Brasil, que acompanha pessoalmente os trabalhos. A entidade reforçou que doações financeiras são a forma mais eficiente de ajuda, pois permitem o redirecionamento rápido dos recursos.

Apoio de outras igrejas

A Igreja Evangélica Congregacional de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, também iniciou uma campanha de arrecadação. Os voluntários estão recolhendo roupas, colchões, cobertores, alimentos, produtos de limpeza e, especialmente, água potável, apontada como a necessidade mais urgente.

A Igreja Universal do Reino de Deus, por meio de voluntários das cidades de Guarapuava e Laranjeiras do Sul, organizou uma força-tarefa de assistência humanitária. Já no sábado, 8 de novembro, foram distribuídas 250 cestas básicas, 2.000 garrafas de água, cobertores, roupas e calçados.

Além da ajuda material, pastores relataram que muitos moradores buscaram oração e consolo espiritual. “A dor é muito grande, mas as pessoas saíram dali mais confortadas”, disseram líderes que participaram das ações, conforme informado pelo portal Guia-me.

Clínica de aborto perde recursos em mais um estado dos EUA

O estado de Nebraska tornou-se o mais recente nos Estados Unidos a adotar medidas para suspender o financiamento público à Planned Parenthood e a outros provedores de aborto. A decisão foi tomada após a Suprema Corte norte-americana confirmar, em junho, a legalidade de uma iniciativa semelhante implementada pela Carolina do Sul.

Na quinta-feira, 7 de novembro, o governador republicano Jim Pillen assinou uma ordem executiva que proíbe o repasse de verbas estaduais provenientes de impostos a clínicas que realizam abortos. Segundo dados divulgados pelo gabinete do governador, o programa Medicaid estadual destinou US$ 172 mil no exercício fiscal de 2024 e US$ 341.972 em 2025 a clínicas de aborto por serviços não relacionados ao procedimento, como atendimento de planejamento familiar.

O governo de Pillen esclareceu que tanto a legislação federal quanto a estadual já proíbem o uso de fundos públicos para custear abortos. Contudo, os profissionais e instituições que oferecem esse tipo de serviço continuam recebendo recursos do Medicaid por outras atividades médicas. A nova ordem executiva visa eliminar essa brecha.

“Os cidadãos de Nebraska deixaram claro que apoiam uma cultura de amor e vida — uma cultura que oferece proteção aos nascituros”, afirmou o governador. “Durante minha gestão, tenho defendido leis que reforçam esses valores. Tenho orgulho de dar este passo ao suspender o financiamento público a clínicas de aborto que recebem verbas do Medicaid”.

Em coletiva de imprensa realizada no mesmo dia, Pillen negou que a medida vá reduzir o acesso das mulheres a serviços de saúde. “Nebraska possui ampla rede de atendimento para mulheres que necessitam de cuidados médicos”, declarou. “Há 12 clínicas em Omaha e quatro em Lincoln prontas para atender”.

A ordem executiva cita a Lei “One Big Beautiful Bill”, aprovada pelo Congresso dos EUA no início de 2025, que restringe o uso de recursos públicos em clínicas de aborto, além de mencionar a decisão da Suprema Corte no caso Medina v. Planned Parenthood. Nesse julgamento, o tribunal reconheceu o direito da Carolina do Sul de excluir a Planned Parenthood dos programas do Medicaid.

Em comunicado divulgado na quinta-feira, Marjorie Dannenfelser, presidente da organização Susan B. Anthony Pro-Life America, elogiou a decisão de Pillen, chamando-a de “um passo essencial na construção de uma Cultura de Vida que protege os nascituros e apoia as mães”. “Nebraska valoriza tanto a vida dos bebês quanto a saúde e segurança das mulheres. O governador Pillen é um forte defensor dos nascituros e de suas famílias”, afirmou.

A medida foi criticada por Ruth Richardson, diretora-executiva da Planned Parenthood North Central States, que classificou a decisão como “uma manobra política destinada a confundir os cidadãos do Nebraska sobre suas opções de assistência médica”, em declaração à emissora Nebraska.TV.

Nebraska junta-se a outros estados governados por republicanos que adotaram políticas semelhantes após o caso Medina. Em julho, o governador de Oklahoma, Kevin Stitt, também assinou uma ordem executiva instruindo as agências estaduais a encerrar o financiamento público a todas as entidades e indivíduos associados a provedores de aborto. A medida prevê o descredenciamento automático de prestadores de serviços excluídos dos programas Medicare, Medicaid e do Programa de Seguro de Saúde Infantil, replicando o modelo agora seguido por Nebraska, conforme informado pelo The Christian Post.

Amante que matou pastor é condenada pelo crime

A ex-assistente social LaToshia Daniels, de 46 anos, foi considerada culpada por homicídio em segundo grau na morte do pastor Brodes Perry, de quem foi amante. Ele liderava a Igreja Cristã Mississippi Boulevard, em Memphis, Tennessee. O crime ocorreu em 2019.

A decisão do júri foi anunciada na sexta-feira, 8 de novembro, após três dias de julgamento. Latoshia, porém, foi absolvida da acusação de homicídio em primeiro grau, o que a livra de uma sentença de prisão perpétua.

De acordo com o jornal The Commercial Appeal, a sentença definitiva será anunciada em 17 de dezembro, quando a Justiça determinará quantos dos 15 a 60 anos de prisão previstos pela legislação estadual ela deverá cumprir. Além do homicídio em segundo grau, Latoshia também foi considerada culpada por colocar outras vidas em risco durante o ataque.

O caso remonta à noite de 4 de abril de 2019, quando Latoshia atirou contra Perry e sua esposa, Tabatha Archie, no apartamento do casal em Collierville, Tennessee. O pastor morreu no local; Tabatha sobreviveu aos ferimentos. Em depoimento no tribunal, Archie afirmou que não sabia do relacionamento extraconjugal entre o marido e Latoshia. Ela contou que conheceu a ré dois anos antes, em uma igreja de Little Rock, Arkansas, onde Perry atuava como pastor de assimilação da Igreja Batista de Saint Mark.

Durante o julgamento, Latoshia declarou que nunca teve a intenção de matar o pastor. “Eu amava Brodes. Eu jamais o machucaria intencionalmente”, afirmou em seu depoimento na quinta-feira, 7 de novembro, segundo a emissora WATN-TV. Ela alegou que o relacionamento começou após uma sessão de aconselhamento pastoral, quando passava por um processo de divórcio.

A promotoria sustentou que o crime foi premeditado, apresentando evidências de que Latoshia comprou a arma usada no ataque poucas horas antes do tiroteio. A ré, entretanto, afirmou que adquiriu o revólver para tirar a própria vida, e não para matar o pastor. Ela era assistente social licenciada e proprietária da clínica The Root Behavioral Health, especializada em controle da raiva.

Nas alegações finais, a promotora Irris Williams lembrou ao júri que Latoshia teria dito a Perry: “Você partiu meu coração” no momento em que atirou. “Ela decidiu matá-lo na porta da própria casa e, no caminho, atirar também na esposa dele”, afirmou Williams. “Se um coração partido fosse desculpa para assassinato, eu não teria emprego”, acrescentou.

A defesa, conduzida pela advogada Lauren Fuchs, apresentou uma narrativa distinta, alegando que Latoshia Daniels também era vítima de manipulação emocional: “Ele [Brodes Perry] vivia um estilo de vida em que traía várias mulheres e continuava sendo visto como pastor e líder espiritual”, afirmou Fuchs. “Latoshia lhe dava tudo o que ele queria, e Tabatha era sua esposa. Ele tirava proveito dessas mulheres e mentia para todas elas.”

De acordo com o The Christian Post, a sentença de Latoshia, prevista para 17 de dezembro, definirá o tempo total de reclusão pelo homicídio em segundo grau e pelas demais acusações.

Luciano Subirá: 5 mitos sobre dízimo que devem ser desmentidos

Poucos temas na história cristã despertaram tanto debate quanto o dízimo. Para alguns, o tema é visto como um fardo religioso; para outros, como um investimento que promete retorno imediato. Entre visões opostas, muitas vezes se perde o verdadeiro sentido dessa prática: honrar a Deus com o que se tem e com quem se é.

Segundo o pastor e escritor Luciano Subirá, o dízimo “não se resume a dinheiro”, mas é um gesto de reconhecimento, adoração e confiança, que expressa a prioridade de Deus na vida do cristão.

“No Antigo Testamento, o dízimo servia para o sustento dos obreiros, dos sacerdotes e levitas. No Novo Testamento, surge o conceito de salário para o sustento dos ministros. Essa reformulação não altera a prática, apenas o propósito. A Bíblia é clara quanto à sua continuidade, e, enquanto ele permanece, não há razão para deixarmos de entregar a Deus a décima parte do que recebemos”, explicou o pastor.

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal que dela vos advenha a maior abastança”, diz o livro de Malaquias 3:10.

A seguir, cinco mitos comuns sobre o dízimo e o que as Escrituras ensinam a respeito de cada um.

1. “O dízimo é um imposto da igreja”

O dízimo não é uma cobrança institucional, mas uma resposta voluntária de amor. Deus nunca desejou ofertas movidas por obrigação, e sim por devoção. “O Senhor não está interessado nas ofertas em si, mas no ofertante”, afirmou Subirá. O ato de dizimar é uma expressão de gratidão, não uma taxa. O valor não é o que define o gesto, e sim o coração de quem oferece.

2. “O dízimo pertence apenas ao Antigo Testamento”

O princípio da entrega precede a Lei mosaica. Antes de Moisés, Abraão já oferecia dízimos em reconhecimento de que tudo vinha de Deus. No Novo Testamento, Jesus reafirma o valor da fidelidade e da justiça, orientando seus seguidores a não negligenciar esses princípios. O dízimo, portanto, não é uma prática ultrapassada, mas um reflexo de fé e honra que atravessa gerações.

3. “Dizimar garante prosperidade automática”

Essa ideia, segundo o pastor, é uma distorção do ensino bíblico. “A recompensa jamais deve ser o que nos move a dar, mas tampouco deve ser ignorada”, observou Subirá. A prosperidade bíblica é consequência da obediência e da comunhão com Deus, não uma troca financeira. A bênção, explica ele, é fruto da vida em aliança com o Criador, não de uma motivação material.

4. “Deus se importa apenas com o valor”

As Escrituras mostram que Deus mede intenções, não cifras. Jesus destacou a oferta da viúva pobre, que entregou duas pequenas moedas — tudo o que possuía —, demonstrando entrega completa. A grandeza do dízimo, portanto, está na sinceridade do coração, não na quantia. Deus busca prioridade e autenticidade, e não ostentação ou cálculo.

5. “O dízimo é apenas sobre dinheiro”

Honrar a Deus vai além das finanças. O dízimo é parte de uma vida consagrada em todas as áreas. Tempo, dons, relacionamentos e decisões revelam se o cristão coloca o Senhor em primeiro lugar. A adoração integral envolve todo o ser e se manifesta em cada escolha, não apenas na entrega de uma porcentagem.

Para Luciano Subirá, compreender o dízimo em sua essência transforma a percepção da prática. “Não se trata de uma transação financeira, mas de um gesto de comunhão, confiança e adoração”, afirmou à revista Comunhão, explicando que cada oferta, pequena ou grande, reflete o coração do cristão, sua fidelidade e sua disposição de honrar a Deus.

Nigéria: Trump inicia plano de ação militar para cessar perseguição

O Exército dos Estados Unidos iniciou a elaboração de planos de ação militar na Nigéria após uma determinação do presidente Donald Trump, que ordenou ao Pentágono preparar possíveis medidas de intervenção no país africano. Segundo fontes oficiais citadas pela imprensa americana, o objetivo seria proteger comunidades cristãs diante de ataques promovidos por grupos terroristas islâmicos.

Os planos começaram a ser formulados após Trump declarar, no último fim de semana, que considerava uma intervenção militar para conter o que classificou como “violência contra cristãos queridos”. De acordo com analistas, o conflito nigeriano envolve disputas territoriais e étnicas, resultando em milhares de mortes tanto entre cristãos quanto muçulmanos.

Autoridades militares afirmaram que uma operação desse tipo seria complexa e de alcance limitado, a menos que os Estados Unidos estivessem dispostos a realizar campanhas de larga escala, semelhantes às do Iraque e do Afeganistão — hipótese considerada improvável no momento.

Entre as possibilidades avaliadas estão ataques aéreos com drones contra bases de grupos extremistas no norte da Nigéria e operações conjuntas com forças nigerianas para combater insurgentes locais. O Comando dos Estados Unidos para a África (AFRICOM), sediado na Alemanha, elaborou três propostas de intervenção — classificadas como leve, média e pesada — que foram encaminhadas ao Pentágono para análise.

Segundo o The New York Times, o secretário de Defesa Pete Hegseth respondeu publicamente à ordem presidencial com a mensagem “Sim, senhor” nas redes sociais. O general Dagvin R. M. Anderson, novo comandante do AFRICOM, deverá viajar à Nigéria no próximo mês para discutir medidas de cooperação militar.

Entre os principais responsáveis pelos ataques a civis estão os grupos Boko Haram e Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP), que têm como alvo tanto cristãos quanto muçulmanos considerados não devotos.

O general aposentado Paul D. Eaton, veterano da guerra do Iraque, alertou que uma eventual ação americana na Nigéria poderia se tornar “um fiasco”, comparando o esforço militar a “bater em um travesseiro”, expressão usada para ilustrar o baixo impacto estratégico e o alto custo humano e político de uma operação desse tipo.

‘Preguei errado a vida inteira’, admite bispo Samuel Ferreira


O pastor Samuel Ferreira admitiu, durante um programa ao vivo na Rádio Mais FM,que sempre pregou uma interpretação escatológica que não conta com respaldo textual nas Escrituras.

O debate sobre escatologia ocorreu na emissora, que é ligada à Assembleia de Deus do Brás, em São Paulo. O tema central foi a escatologia — o estudo dos acontecimentos relacionados ao fim dos tempos nas Escrituras cristãs.

Durante a transmissão, o convidado Sezar Cavalcante apresentou sua interpretação de que a Igreja passará pela tribulação e afirmou que a Bíblia não descreve o período como dois blocos de três anos e meio, como algumas tradições costumam interpretar.

Após ouvir a explicação, Samuel reagiu com bom humor: “Preguei errado a vida inteira”, disse, provocando risos entre os presentes no estúdio. A declaração repercutiu entre os ouvintes do programa, que é conhecido por reunir pastores e estudiosos para debater doutrinas e temas teológicos de forma acessível ao público cristão.

Correntes escatológicas

A escatologia cristã abrange diferentes correntes de pensamento sobre o arrebatamento e a tribulação — temas amplamente discutidos entre estudiosos e igrejas. As principais posições são o pré-tribulacionismo, pós-tribulacionismo, mesotribulacionismo, amilenismo e pós-milenismo, cada uma oferecendo uma leitura distinta dos textos bíblicos sobre o fim dos tempos.

O pré-tribulacionismo ensina que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação, sendo poupada dos julgamentos descritos no livro do Apocalipse. Já o pós-tribulacionismo sustenta que os cristãos enfrentarão a tribulação e somente depois serão arrebatados, em um evento ligado à segunda vinda de Cristo.

O mesotribulacionismo propõe que o arrebatamento ocorrerá no meio da tribulação, após a primeira fase de sofrimento humano. O amilenismo, por sua vez, interpreta o milênio como um período simbólico e espiritual, já em andamento, enfatizando a vitória de Cristo sobre o mal. Por fim, o pós-milenismo defende que Cristo retornará após um longo período de paz e crescimento espiritual promovido pela Igreja.

Essas perspectivas refletem a diversidade teológica dentro do cristianismo contemporâneo e continuam sendo discutidas em fóruns acadêmicos e eclesiásticos, como o programa da Rádio Mais FM.

Assine o Canal

Alemanha rejeita proposta de Lula para 'fundo climático' bilionário

O governo alemão encerrou sua participação na Conferência do Clima (COP30), realizada em Belém, sem anunciar contribuições financeiras ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), também conhecido popularmente como “fundo climático”.

O mecanismo, uma iniciativa brasileira administrada em parceria com o Banco Mundial, tem como objetivo principal canalizar recursos para a conservação de florestas tropicais em diversos países.

A proposta do fundo climático prevê a captação de US$ 25 bilhões de governos nacionais e US$ 100 bilhões de investidores privados. Os recursos seriam aplicados em títulos de renda fixa de economias emergentes, com parte dos rendimentos destinada a financiar projetos de preservação ambiental.

De acordo com fontes diplomáticas citadas pelo portal UOL, a Alemanha manifestou reservas quanto à estrutura da iniciativa, apontando riscos financeiros e a necessidade de ajustes para garantir segurança aos potenciais doadores ao fundo climático.

O chanceler Friedrich Merz participou da Cúpula dos Líderes, evento que antecedeu a conferência principal, e deixou o território brasileiro sem assumir compromissos financeiros. O Reino Unido também optou por não aderir ao fundo neste momento.

Expectativas iniciais de articuladores brasileiros incluíam um anúncio de aporte durante o almoço de lançamento da iniciativa, na quinta-feira, 6 de novembro. Diante da não concretização, havia expectativa de um sinalização durante o encontro bilateral entre o chanceler Merz e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira seguinte. A reunião terminou sem anúncios concretos.

As críticas europeias concentram-se no desenho econômico do fundo. O economista alemão Max Alexander Matthey, pesquisador da área, alertou que o modelo depende de retornos financeiros anuais de aproximadamente 8%, patamar considerado elevado. Segundo a proposta, 4% seriam pagos aos investidores e 3% destinados a projetos florestais.

Críticos do fundo climático argumentam que a projeção é excessivamente otimista para mercados emergentes voláteis. O professor Aidan Hollis, da Universidade de Calgary no Canadá, tem reforçado publicamente esses alertas em artigos acadêmicos ao longo do ano. Com: Oeste.