Cidade remove cores LGBT de faixas de pedestres; Veja motivo

A cidade de Dallas iniciou, na segunda-feira, a remoção de faixas de pedestres com cores associadas à comunidade LGBT em diferentes regiões, incluindo o bairro de Oak Lawn. A medida ocorre após determinação estadual que exige a padronização das sinalizações viárias conforme normas de segurança no trânsito.

De acordo com comunicado enviado pela administração municipal ao prefeito e ao Conselho da cidade, a decisão foi tomada após notificação do Departamento de Transportes do Texas, emitida em outubro do ano passado. O órgão informou que as marcações decorativas não estavam em conformidade com o Manual do Texas sobre Dispositivos Uniformes de Controle de Tráfego.

A prefeitura chegou a solicitar uma exceção para manter as faixas coloridas, mas o pedido foi negado em 15 de janeiro. Em resposta, o município apresentou, no fim do mesmo mês, um plano de adequação que prevê a substituição das sinalizações por modelos padronizados em até 90 dias. A expectativa é concluir a remoção das cerca de 30 faixas até o final de abril.

Como alternativa, a cidade informou que estuda outras formas de representar a identidade cultural dos bairros afetados por meio de projetos de arte pública.

A decisão gerou reação de entidades ligadas à comunidade local. Em nota divulgada em 23 de março, a Fundação da Câmara de Comércio LGBTQ do Norte do Texas afirmou que a medida reflete um cenário político mais amplo no estado. Segundo a entidade, diretrizes recentes têm levado comunidades a conciliar exigências legais com iniciativas de representação pública.

As faixas removidas estavam em áreas públicas, mas foram financiadas por iniciativa privada. Em 2019, a fundação arrecadou mais de US$ 128 mil para a instalação de parte dessas sinalizações na Cedar Springs Road, com apoio de empresas, organizações e moradores. Posteriormente, os custos de manutenção também foram assumidos por entidades locais, de acordo com o The Christian Post.

A medida está alinhada a uma diretriz do governador do Texas, Greg Abbott, que orientou o estado a garantir que ruas e espaços públicos sigam padrões técnicos, sem elementos considerados fora das normas estabelecidas. A orientação inclui a revisão de intervenções semelhantes em outras cidades texanas, como Austin, San Antonio e Houston.

Sudão: guerra leva muçulmanos a se renderem a Jesus Cristo

Relatos de organizações cristãs indicam que, mesmo diante da guerra civil e da crise humanitária no Sudão, cresce a abertura de refugiados à mensagem cristã. O avanço do conflito tem provocado deslocamento em massa, escassez de recursos básicos e instabilidade generalizada, criando um cenário de sofrimento que, segundo líderes religiosos, também tem impactado o campo espiritual.

Informações divulgadas pela Mission Network News apontam que confrontos recentes entre forças governamentais e grupos rebeldes deixaram mortos e dezenas de feridos, especialmente em regiões próximas à fronteira com o Chade. O país enfrenta há cerca de três anos uma guerra civil que agravou problemas como fome, desemprego e colapso econômico.

Nesse contexto, representantes do ministério unfoldingWord afirmam que há aumento no interesse pelo Evangelho, inclusive entre muçulmanos. Jesse Griffin, integrante da organização, declarou que comunidades locais relatam maior receptividade à mensagem cristã em meio às dificuldades. Ele destacou que o sofrimento tem levado muitas pessoas a buscar respostas espirituais.

As igrejas locais têm desempenhado papel ativo nesse movimento. Em parceria com organizações internacionais, líderes sudaneses vêm sendo treinados para traduzir a Bíblia e compartilhar seu conteúdo em diferentes idiomas regionais. Segundo Griffin, pessoas de dezenas de grupos étnicos foram capacitadas e retornaram às suas comunidades para ensinar, formar novos discípulos e iniciar novas igrejas.

Nos campos de refugiados, esse trabalho tem se intensificado. Evangelistas utilizam versões das Escrituras em línguas maternas para facilitar a compreensão, o que tem contribuído para o interesse de novos ouvintes. A conclusão de traduções do Novo Testamento em idiomas como o árabe sudanês e o masalit é apontada como um fator relevante nesse processo.

Apesar do crescimento dessas atividades, líderes cristãos alertam para os riscos enfrentados por novos convertidos. Segundo os relatos, pessoas que deixam o islamismo podem sofrer ameaças, rejeição familiar e até violência. Griffin pediu orações pela proteção dessas pessoas, ressaltando que a decisão de mudar de fé pode representar risco à vida.

De acordo com a Portas Abertas, a situação dos cristãos no Sudão piorou significativamente após o golpe militar de 2021 e a intensificação da guerra a partir de 2023. O país registra aumento da violência, restrições à liberdade religiosa e retomada de políticas baseadas na lei islâmica.

O conflito também enfraqueceu o controle estatal em algumas regiões, permitindo a atuação de milícias armadas que perseguem minorias religiosas. Igrejas foram alvo de ataques, invasões e ocupações, enquanto cristãos enfrentam discriminação em diferentes áreas da vida social, incluindo Justiça, trabalho e educação.

Convertidos do islamismo estão entre os mais vulneráveis, enfrentando isolamento e pressão constante. Há ainda relatos de fechamento de igrejas, dificuldades para registro legal e prisões de líderes religiosos.

Diante desse cenário, lideranças locais defendem maior organização da comunidade cristã. Rafat Samir, presidente do Conselho Comunitário Evangélico do Sudão, afirmou que o momento exige posicionamento e busca por reconhecimento. “Este é um tempo para a igreja se levantar e garantir seu espaço”, declarou.

O Sudão figura entre os países com maior nível de perseguição a cristãos no mundo, segundo ranking atualizado da Portas Abertas, refletindo o agravamento das condições no contexto atual.

Nikolas diz ser contra projeto de misoginia apoiado por Damares

O Senado Federal do Brasil aprovou, na terça-feira, 24 de março, um projeto de lei que inclui a misoginia entre os crimes de preconceito e discriminação previstos na legislação brasileira. A proposta altera a Lei nº 7.716/1989, conhecida como Lei do Racismo, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

O texto recebeu 67 votos favoráveis, sem votos contrários ou abstenções. A proposta é de autoria da senadora Ana Paula Lobato e foi relatada pela senadora Soraya Thronicke.

A medida estabelece que atos praticados por “ódio ou aversão a mulheres” passem a ser enquadrados como crimes de preconceito e discriminação. A pena prevista varia de dois a cinco anos de prisão, além de multa. O projeto também inclui a “condição de mulher” entre os critérios protegidos pela lei, ao lado de raça, cor, etnia, religião e procedência nacional.

Durante a tramitação, a proposta passou pela Comissão de Direitos Humanos e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Em dezembro de 2025, havia sido aprovada de forma terminativa na CCJ, mas um recurso levou o texto ao plenário. A votação, inicialmente prevista para a semana anterior, foi adiada para negociação de acordo entre os parlamentares.

Ao defender a aprovação, Soraya Thronicke afirmou que a proposta responde a situações recorrentes de violência e hostilidade. — O ódio às mulheres não é abstrato: é estruturado, é crescente e ceifa vidas todos os dias — declarou. A senadora também mencionou a atuação de grupos que disseminam conteúdos ofensivos contra mulheres, especialmente no ambiente digital.

Apesar da aprovação unânime, alguns senadores apresentaram ressalvas durante o debate. Eduardo Girão, Damares Alves e Carlos Portinho expressaram preocupação com possíveis impactos sobre a liberdade de expressão e com a ampliação do alcance da Lei do Racismo, mas votaram a favor da proposta.

Um destaque apresentado por Eduardo Girão, que buscava resguardar manifestações artísticas, científicas, jornalísticas, acadêmicas e religiosas quando não houvesse intenção discriminatória, foi rejeitado em votação separada.

Após a aprovação, o deputado Nikolas Ferreira afirmou que pretende atuar contra o projeto na Câmara: “Inacreditável é a palavra… Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Atualmente, condutas consideradas misóginas podem ser enquadradas como crimes contra a honra, como injúria e difamação, com penas mais brandas. Com a mudança proposta, esses atos passam a integrar o regime jurídico dos crimes de preconceito e discriminação, que prevê punições mais rigorosas.

Segundo a relatora, o texto também foi ajustado para evitar conflito com o Código Penal, mantendo a aplicação das regras atuais para casos de injúria no contexto de violência doméstica, enquanto a injúria motivada por misoginia passa a ser tratada como crime mais grave.

Inacreditável é a palavra…Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado.

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 25, 2026

Igreja realiza casamento coletivo de 52 casais em união estável

O pastor Josh Howerton, líder da Igreja Lakepointe, informou que 52 casais participaram de uma cerimônia coletiva de casamento após um apelo feito durante um culto realizado em 22 de fevereiro. A igreja possui oito campi na região de Rockwall, no Texas.

Durante a mensagem, o pastor se dirigiu a casais que conviviam sem formalizar a união e os incentivou a assumir um compromisso matrimonial. — Queremos ajudá-los a fazer isso — afirmou, ao mencionar a proposta de apoio pastoral aos interessados.

Segundo Howerton, equipes de pastores foram organizadas em cada unidade da igreja para viabilizar a realização das cerimônias. Os casais puderam se inscrever por meio de um canal disponibilizado pela instituição e, de acordo com o pastor, receberam acompanhamento e orientação ao longo do processo. — Temos pessoas que irão acompanhá-los, aconselhá-los, ajudá-los e, em seguida, vamos realizar o casamento de vocês — declarou.

Ele também destacou que a iniciativa buscava oferecer suporte, sem julgamento. — Essas pessoas não vão te julgar. Elas vão te apoiar enquanto você dá um passo à frente — afirmou, segundo o The Christian Post.

Em publicação nas redes sociais na sexta-feira, 6 de março, Howerton informou que 52 casais aderiram à proposta após participarem do culto. Ele também mencionou a presença de mais de mil pessoas na cerimônia, que ocorreu como demonstração de apoio aos participantes.

No culto realizado em 8 de março, o pastor voltou a mencionar o evento e convidou a congregação a reconhecer os casais. Segundo ele, a cerimônia coletiva foi uma das iniciativas mais marcantes já realizadas pela igreja.

Imagens divulgadas mostram os participantes reunidos no palco durante a celebração, acompanhados por familiares, membros da igreja e voluntários envolvidos na organização do evento.

Crise energética e falta de comidas provocam protestos em Cuba

Há mais de três semanas, Cuba enfrenta uma onda de protestos impulsionada pela falta crônica de eletricidade e pela escassez de alimentos e medicamentos. Na segunda-feira, 16 de março, moradores da capital, Havana, realizaram um “panelaço”, batendo panelas em sinal de descontentamento contra os apagões que, em alguns momentos, deixaram cerca de 10 milhões de pessoas sem energia elétrica.

“O barulho das panelas não para”, relatou à organização Missão Portas Abertas Brasil o pastor Gregorio, residente na ilha.

De acordo com informações divulgadas pela entidade, as interrupções no fornecimento de luz têm sido severas: enquanto em algumas áreas a população dispõe de apenas duas horas diárias de eletricidade, em regiões fora da capital os apagões podem se estender por 22 a 24 horas, afetando 60% do território cubano, conforme dados do portal Infobae.

Alimentos, Combustível e o Impacto na População

A crise energética agravou a situação econômica já deteriorada de Cuba. O preço dos alimentos disparou, com itens básicos como os ovos chegando a custar mais do que um salário mínimo mensal. A escassez de combustível também é crítica: o litro da gasolina alcançou o valor equivalente a dois salários mínimos.

A falta de combustível impactou diretamente a produção e o transporte de alimentos, deixando prateleiras de mercados vazias. “Algumas famílias vão dormir sem jantar e acordam sem café da manhã, e muitas crianças deixam de ir à escola porque a fome as vence antes de chegarem lá”, afirmou o pastor Gregorio. O pastor Luis, que auxilia comunidades vulneráveis, confirmou a gravidade do quadro, descrevendo a situação de fome generalizada.

Igrejas e Comunidades Cristãs no Epicentro da Crise

As comunidades religiosas têm sido duramente afetadas. A falta de energia elétrica tornou os templos vulneráveis a furtos, forçando muitas congregações a suspenderem cultos noturnos e a adotarem esquemas de vigilância.

Apesar das dificuldades, igrejas têm se mobilizado para ajudar os mais necessitados. “Acordamos às três da manhã, mesmo exaustos, para preparar as refeições. É claro que a situação nos afeta, mas somos chamados a servir”, testemunhou Gregorio.

O colapso energético também comprometeu o abastecimento de água, uma vez que cerca de 80% do sistema hídrico cubano depende de eletricidade. “Dias sem água ou energia tornam a vida quase impossível. Pessoas estão morrendo porque não há medicamentos nem suprimentos”, lamentou o pastor Luis. Laura, membro da equipe da Portas Abertas em Cuba, afirmou que os apagões recorrentes dificultam a comunicação e a resposta a emergências.

Cenário de Perseguição e a Resiliência das Igrejas Domésticas

Cuba ocupa a 24ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela Missão Portas Abertas. Embora a participação em cultos seja formalmente permitida, a abertura de novas igrejas é proibida, e cristãos enfrentam detenções arbitrárias, ameaças e assédio. Segundo o Banco de Dados Cristão Mundial, cerca de 85% dos cubanos se identificam como cristãos, sendo a maioria católica e aproximadamente 11% evangélicos.

Diante da repressão, um número significativo de fiéis encontra refúgio nas chamadas igrejas domésticas, comunidades que se reúnem em residências particulares, sem registro oficial, e operam sob constante risco de repressão.

A associação ASCE Cuba estima que existam entre 20 mil e 30 mil desses grupos ativos no país. Apesar da vigilância, essas pequenas comunidades continuam a se multiplicar, mantendo viva a prática religiosa na ilha. Com: Guiame.

PL pretende classificar monte de oração como patrimônio cultural

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro analisa o Projeto de Lei nº 1690/2025, de autoria do vereador Salvino Oliveira, que propõe declarar monte de oração, precisamente quatro montes da cidade, como patrimônio religioso e cultural.

A iniciativa abrange o Monte das Oliveiras e o Monte Sião, localizados em Campo Grande; o Monte das Três Torres, na Rocinha; e o Monte Cardoso Fontes, em Jacarepaguá — todos frequentados por fiéis para oração e momentos de contemplação.

De acordo com a justificativa do parlamentar, a proposta visa garantir a preservação de espaços que integram a rotina espiritual de inúmeras famílias cariocas. Ele destaca que esses locais são utilizados há décadas como pontos de busca por conforto, orientação e renovação da fé.

Dados do Censo Demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que os evangélicos representam 25% da população da capital fluminense. No âmbito estadual, esse percentual chega a 32%, demonstrando a relevância das práticas religiosas na região.

Além do significado espiritual, o monte de oração também é visto como centro comunitário informal, promovendo a convivência e o acolhimento entre moradores de diferentes áreas.

A proposta prevê que, caso aprovada, a classificação do monte de oração como patrimônio local seja registrada oficialmente pelo poder público municipal, integrando as políticas de valorização do patrimônio cultural imaterial da cidade, que incluem manifestações religiosas presentes no cotidiano da população. Com: Exibir Gospel.

Priscila Seixas: Chorão teve encontro com Jesus antes de morrer

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A pastora, jornalista e escritora Priscila Seixas, uma das fundadoras da Bola de Neve Church ao lado do irmão, o apóstolo Rina (falecido em 2024), participou recentemente do programa PodCrê, onde compartilhou detalhes sobre sua trajetória, a infância no litoral de São Paulo e o surgimento da congregação que se tornou conhecida nacionalmente como a “igreja dos surfistas”.

Em conversa com os apresentadores, Priscila contou que tanto ela quanto Rina foram criados em contato com o mar e com a cultura do surfe, formando laços profundos com a comunidade praiana. Antes de se converterem, ambos viveram uma fase de intensa experimentação do mundo. A primeira mudança veio com Rina, que teve um encontro com Deus. Não muito tempo depois, foi a vez de Priscila passar pela mesma experiência de fé.

O Púlpito de Prancha

A ideia de fundar a Bola de Neve Church surgiu naturalmente enquanto os irmãos pregavam em um galpão utilizado para guardar pranchas de surfe. Em uma dessas ocasiões, improvisaram um púlpito com uma das pranchas, apoiando a Bíblia sobre ela.

O ato acabou se tornando um dos símbolos mais marcantes da igreja, assim como a escolha por paredes pretas — um visual que, na época, contrastava com o que se via em outras denominações.

“Às vezes, as pessoas perguntavam: ‘Seu irmão é de marketing? Vocês projetaram isso?’”, relembrou Priscila. “E para explicar, ninguém acreditava que não. A gente não pensava em nada, só em ganhar vidas”, afirmou, destacando o caráter espontâneo da iniciativa que, sem planejamento estratégico, acabou atraindo multidões.

Chorão e o Encontro com Jesus

Ao longo de sua história, a Bola de Neve recebeu diversas figuras públicas, mas uma das histórias mais emblemáticas envolve o saudoso cantor Chorão, líder da banda Charlie Brown Jr. De acordo com Priscila, o músico enfrentava uma grave depressão e lutava contra o vício em drogas.

Convidado por um amigo, ele visitou a igreja e, segundo a pastora, teve uma experiência com Jesus que o marcou profundamente.

Essa vivência teria influenciado, de forma sutil, os versos da canção “Só os Loucos Sabem”, um dos maiores sucessos da banda. Chorão morreu em 2013, vítima de uma overdose, poucos anos após aquele encontro.

A Perda de Rina e o Impacto na Família

Priscila também falou sobre a relação próxima que mantinha com o irmão e sobre o momento em que recebeu a notícia de sua morte, ocorrida em um acidente de moto. A pastora recordou que estava na igreja, aguardando para pregar, quando foi informada sobre a fatalidade.

“É muito complicado, é muito devastadora a morte, ainda a morte quando a pessoa é nova, sem doença. Acidente é igual ao sentimento das pessoas que desaparecem, é o mesmo sentimento”, declarou, emocionada. Rina Seixas, conhecido como apóstolo, foi uma figura central na expansão da igreja e permanece como referência para os membros da congregação até hoje.

‘André Mendonça merece ser aplaudido de pé’, diz Malafaia

PARABÉNS, ANDRÉ MENDONÇA! Você está dando uma aula do que é ser ministro do STF. pic.twitter.com/8PzSnozQo4

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) March 21, 2026

O Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa um momento de visível turbulência interna, marcado por recados públicos entre ministros e questionamentos sobre o papel da Corte em meio às investigações do escândalo do Banco Master, atualmente relatadas pelo ministro André Mendonça.

Em análise no programa Ponto de Vista, da Jovem Pan, o colunista Mauro Paulino descreveu o cenário como um “paradoxo do STF”: uma instituição que demonstrou unidade e firmeza em julgamentos anteriores, mas que agora vê sua imagem arranhada por suspeitas envolvendo seus próprios integrantes.

O recado de Mendonça

O episódio mais recente da crise interna teve como gatilho o voto do ministro Gilmar Mendes no julgamento que confirmou a prisão de um banqueiro investigado. Na ocasião, Mendes fez duras críticas à atuação da Polícia Federal e direcionou sinais interpretados como direcionados ao relator do caso, André Mendonça.

Em resposta, Mendonça subiu à tribuna durante uma palestra para uma regional da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio de Janeiro, para um discurso que foi lido como uma resposta indireta aos colegas.

Sem mencionar nomes, Mendonça defendeu uma magistratura pautada pela técnica e pelo distanciamento de protagonismos pessoais. “O papel do bom juiz não é ser estrela”, afirmou. Ao insistir que as decisões devem ser tomadas “pelos motivos certos”, ele deixou transparecer uma preocupação com critérios que transcendem a estrita legalidade, em um ambiente marcado por alta polarização.

“Coragem é a capacidade de, no meio da adversidade, ter tranquilidade para decidir. Não é falar alto, ser arrogante ou subir o tom. Coragem não é irracionalidade; é tomar decisões de forma racional, justificada e motivada”, destacou Mendonça.

Nas redes sociais, o pastor e empresário Silas Malafaia comentou a recente atuação do “terrivelmente evangélico” ministro do Supremo, frisando a sua conduta discreta e técnica, a qual também tem sido elogiada por setores da imprensa tradicional.

Legendando um vídeo publicado nas redes sociais, o pastor disse que Mendonça está “dando uma aula do que é ser ministro do STF”, devendo por isso ser “aplaudido”.

O Paradoxo Paulino

O colunista Mauro Paulino sintetizou no programa Ponto de Vista a contradição atual da Corte com o termo “paradoxo do STF”. De um lado, o tribunal exibiu altivez e eficácia em julgamentos anteriores, especialmente aqueles relacionados aos atos de 8 de janeiro e à tentativa de golpe de Estado. De outro, agora é flagrado em um momento de fragilidade, forçado a dar explicações sobre a conduta de seus próprios membros.

“O que é o certo pode ser um para uma ala e outro para outra ala”, disse Paulino, apontando que a polarização política que divide o país já se instalou também dentro da mais alta Corte. Nesse ambiente, ministros que atuam em casos sensíveis acabam sendo puxados para o centro do embate político, intensificando as divergências.

Caso Master

Relator de processos de grande repercussão e também integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça tem um papel central em um ano decisivo para o calendário político. Paulino destacou que essa dupla função exige dele um equilíbrio redobrado, já que ele se torna um dos personagens principais das tensões que se desenrolam nos bastidores.

O escândalo do Banco Master funciona como um catalisador do desgaste institucional. Ao envolver possíveis conexões de integrantes do Judiciário com os investigados, o caso coloca o tribunal em uma posição defensiva, distinta da que ocupou quando julgou os atos antidemocráticos. “Essas atitudes individuais acabam contaminando a imagem do Supremo como instituição”, avaliou Paulino.

No Nordeste, Flávio destaca “recorde de feminicídios” sob Lula

Em seu primeiro discurso como pré-candidato à Presidência na região Nordeste, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concentrou sua fala em críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente na área de segurança pública, e fez um novo movimento para atrair o eleitorado feminino.

O pronunciamento ocorreu no Rio Grande do Norte na sexta-feira (20), em um evento que reuniu prefeitos, senadores e aliados de estados vizinhos.

“Vocês querem um governo que se preocupe de verdade com as mulheres, que abrace as mulheres, que trabalhe para colocar agressor de mulher no mesmo dia preso? Ou vocês querem um governo que está batendo recorde de feminicídios? Recorde de mulheres agredidas?”, questionou Flávio, vestindo uma camisa com a inscrição “Nordeste é solução”.

Em tom eleitoral, o senador contrapôs dois caminhos para o país: um que chamou de “prosperidade”, associado à punição de criminosos, e outro que atribuiu a “assaltantes, estupradores, traficantes de drogas, pedófilos e agressores de mulheres”.

Ele também questionou a gestão petista no estado: “O governo Lula já está há quase 20 anos, ou o PT, melhor dizendo; o que melhorou na sua vida? Você consegue ir trabalhar em paz? Você consegue ir no posto de saúde e ser bem atendido?”.

A disputa pelo voto feminino

A aproximação com o eleitorado feminino tem sido uma das estratégias iniciais da campanha de Flávio. Em pesquisa AtlasIntel divulgada em fevereiro, 54% das mulheres afirmaram que a eleição do senador lhes causa “mais medo ou preocupação”, ante 38% que apontaram a reeleição de Lula. Nos recortes por gênero, o apoio feminino a Flávio oscila entre 28,6% e 33,5%. As mulheres representam 52% do eleitorado nacional, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2024.

Palanques e a apropriação da lei antifacção

A agenda no Nordeste contou com a presença de aliados estratégicos para a construção de palanques regionais, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), e o senador Efraim Filho (PL-PB), que pretende disputar o governo da Paraíba.

Flávio também buscou capitalizar politicamente a aprovação do projeto de lei antifacção, enviado pelo governo federal mas modificado pelo deputado Guilherme Derrite (PL-SP), relator da proposta na Câmara. “É o caminho de quem vai deixar 80 anos preso quando a gente mudar a lei ainda esse ano”, afirmou.

O senador criticou a decisão do governo Lula de não classificar facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, mencionando as comemorações registradas em presídios após o resultado das eleições de 2022.

“É um governo que não quer tratar Comando Vermelho, PCC como organização terrorista, porque os presídios ficaram em festa em 2022, quando ele foi anunciado presidente da República”, declarou.

Sem audiência, série ‘lacradora’ é cancelada pela Paramount+

A plataforma Paramount+ decidiu encerrar a série Star Trek: Starfleet Academy após a conclusão de sua segunda temporada. A produção, ambientada no universo de Star Trek, havia sido renovada previamente, e as gravações dos novos episódios já foram finalizadas.

A série acompanhava a formação de jovens cadetes da Frota Estelar e abordava temas ligados ao amadurecimento dos personagens. Durante sua exibição, dividiu opiniões entre crítica e público. Enquanto parte da crítica destacou elementos narrativos e desenvolvimento dos personagens, a recepção do público foi mais moderada. A produção registrou cerca de 51% de aprovação popular na plataforma de avaliação Rotten Tomatoes.

O desempenho também não se refletiu em forte audiência, segundo dados de mercado, e a série não apareceu entre as produções mais assistidas em rankings como os do instituto Nielsen. O cancelamento ocorre em um momento de indefinição para a franquia na televisão, com outras produções ainda sem data de lançamento confirmada.

A decisão também levanta dúvidas sobre o futuro do produtor executivo Alex Kurtzman, responsável por projetos recentes da franquia. O contrato dele com a Paramount está previsto para encerrar no fim de 2026, e há negociações em andamento sobre uma possível renovação.

Em nota, a CBS Studios agradeceu à equipe envolvida na produção. Criadores da série divulgaram carta aberta em que afirmam que temas como diversidade fazem parte da concepção original da franquia, criada por Gene Roddenberry. Eles também informaram que pretendem concluir a história com um desfecho estruturado.

Enquanto isso, o filme Devoradores de Estrelas registrou forte desempenho nas bilheterias. A produção, estrelada por Ryan Gosling, arrecadou mais de US$ 80 milhões nos Estados Unidos em seu fim de semana de estreia, segundo dados da indústria.

No mercado internacional, o longa ultrapassou US$ 60 milhões em cerca de 80 países, totalizando mais de US$ 140 milhões em arrecadação global. O resultado posicionou o filme entre os principais lançamentos do ano até o momento.

A produção é baseada no livro Project Hail Mary e alcançou o primeiro lugar em bilheterias em diversos países. O desempenho também representa um marco para a Amazon MGM Studios, que busca ampliar sua presença no setor cinematográfico.

O resultado ocorre em um período de mudanças na indústria do entretenimento, incluindo negociações envolvendo grandes estúdios. O desempenho do filme também se aproxima de resultados registrados por produções originais recentes, como Oppenheimer, que alcançaram altas bilheterias no lançamento.

Os dados indicam a continuidade do interesse do público por produções inéditas, em meio a um cenário de transformação no mercado audiovisual global.