Jovens organizam cultos ao ar livre nas praias do Rio de Janeiro

A 17ª edição do “JA de Verão” começou no sábado, 17 de janeiro, e segue até sábado, 31 de janeiro, com atividades sempre aos sábados na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O evento, promovido por jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia, tem o tema “Ancorados” e ocorre a partir das 17h, no Posto 2.

A organização informou participações de Ministério Viver o Louvor, Luis Gonçalves, Grupo Nova Voz, pastor Gabriel Guimarães, Geraldo Esteban, Gabriela e Guilherme, Ministério F4ces, Mariana Farinha, Rayssa Andreoli e o pastor Anderson Carneiro.

A programação é gratuita e aberta ao público, com estimativa de cerca de cinco mil pessoas por dia, segundo os organizadores. O evento reúne apresentações musicais, momentos de oração e ações de apoio à comunidade, além de oferecer atendimento psicológico.

A estrutura inclui o projeto “Praia Para Todos”, voltado à acessibilidade para cadeirantes. As atividades acontecem à beira-mar, na Barra da Tijuca, em um ponto de grande circulação da cidade, de acordo com a revista Comunhão.

JA de Verão – “Ancorados”

Datas: sábado, 17 de janeiro; sábado, 24 de janeiro; sábado, 31 de janeiro.

Horário: a partir das 17h.

Local: Praia da Barra da Tijuca, Posto 2.

Endereço: Avenida do Pepê, 690, próximo ao Corpo de Bombeiros.

Entrada: gratuita.

Ativistas invadem culto em Igreja Batista para protestar contra ICE

Demons are real pic.twitter.com/G3J9JO6iCO

— Karli Bonne’ 🇺🇸 (@KarluskaP) January 18, 2026

Ativistas interromperam um culto dominical na Cities Church, uma igreja batista em St. Paul, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos. Após o episódio, o Departamento de Justiça dos EUA informou que abriu uma investigação.

Integrantes da Racial Justice Network e do Black Lives Matter Minnesota entraram no santuário durante o culto conduzido pelo pastor sênior Jonathan Parnell. Os manifestantes disseram que um dos pastores da igreja, David Easterwood, lidera um escritório local do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em St. Paul.

Os participantes do protesto gritaram palavras de ordem como “ICE fora!” e pediram justiça por Renee Good, mulher que morreu após ser baleada por um agente do ICE que ela havia tentado atropelar, em 10 de janeiro. A interrupção levou ao encerramento do culto.

Harmeet Dhillon, procurador-geral assistente para Direitos Civis do Departamento de Justiça dos EUA, afirmou nas redes sociais, no domingo, que a agência apura o caso por “possíveis violações criminais da lei federal”.

“Um local de culto não é um fórum público para o seu protesto! É um espaço protegido exatamente contra tais atos por leis federais criminais e civis! A Primeira Emenda também não protege seu pseudojornalismo de interromper um culto de oração. Considere-se avisado!”, escreveu.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, escreveu no X: “O presidente Trump não tolerará a intimidação e o assédio contra cristãos em seus locais sagrados de culto. O Departamento de Justiça iniciou uma investigação completa sobre o incidente desprezível que ocorreu mais cedo hoje em uma igreja em Minnesota”.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que falou com o pastor da igreja e disse que o caso terá resposta federal. “Acabei de falar com o pastor em Minnesota cuja igreja foi alvo. Ataques contra as forças de segurança e a intimidação de cristãos estão sendo enfrentados com todo o rigor da lei federal”, escreveu no X.

“Se as lideranças estaduais se recusarem a agir de forma responsável para impedir a ilegalidade, este Departamento de Justiça continuará mobilizado para processar crimes federais e garantir que o Estado de Direito prevaleça”, acrescentou.

O site da Cities Church identifica David Easterwood como pastor. A Associated Press informou que dados pessoais atribuídos a ele parecem coincidir com os de um David Easterwood citado em documentos judiciais como diretor interino do escritório do ICE em St. Paul e que ele teria participado de uma coletiva de imprensa em outubro ao lado da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.

Veículos como Fox 9 e Hindustan Times afirmaram que, embora existam registros do ICE e documentos judiciais com o mesmo nome, não há confirmação independente de que se trata da mesma pessoa. Essas publicações indicaram que os dados “parecem coincidir”, mas apontaram cautela sobre a identidade.

Após denúncia de PC Baruk, operadora de convênio toma decisão

O cantor PC Baruk afirmou, em um vídeo publicado no Instagram, que a operadora Hapvida cancelou o plano de saúde de sua irmã, Rodhe, apesar de a mensalidade estar em dia, segundo o relato.

Ele disse que o contrato teria sido cancelado de forma unilateral e que a suspensão afetou o acesso da irmã a consultas médicas. O cantor afirmou que Rodhe tem câncer e que, após o cancelamento, ficou sem atendimento e sem acompanhamento médico, o que teria comprometido a continuidade do tratamento.

PC Baruk declarou que, em dezembro, o marido de Rodhe foi informado de que o plano seria cancelado, sem explicações claras. Ele afirmou que consultas já marcadas teriam sido desmarcadas em seguida.

O cantor disse que Rodhe não conseguiu atendimento com oncologista nem com outros especialistas durante o período de suspensão. Ele cobrou uma resposta da operadora e afirmou que a crítica não se dirige a médicos nem a funcionários do atendimento direto, mas à empresa responsável pelo plano.

A Hapvida informou, em nota, que o plano da paciente está ativo e disponível para uso, em cumprimento a uma decisão judicial. A operadora afirmou que mantém contato com a família, oferece suporte ao tratamento e segue normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Moraes causa indignação por fala sobre transferência de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes fez um comentário indireto sobre a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Papudinha. Isso ocorreu durante uma cerimônia de formatura da 194ª turma de Direito da Universidade de São Paulo, realizada nesta quinta-feira, 15 de janeiro.

Ao discursar como patrono da turma no Teatro Vibra São Paulo, Moraes brincou sobre o tempo dos oradores e, em seguida, afirmou: “Acho que hoje já fiz o que tinha que fazer”. A declaração foi recebida com aplausos pela plateia.

Nas redes sociais, porém, apoiadores do ex-presidente interpretaram a fala com indignação. O deputado federal Carlos Jordy, por exemplo, comentou:

“Moraes é um narcisista que se deleita com os aplausos por sua tirania. Seu ego inflado é massageado toda vez que exala sua soberba por seu autoritarismo e ganha risos, simpatia e apoio de uma claque ideológica que vibra com a perseguição dos seus adversários. Seu discurso deixa claro que ele não exerce mais o papel de juiz, mas sim de militante político que se satisfaz com seu autoritarismo e parcialidade. Só há um modo de acabar com essas covardias, é fazendo o impeachment desse tirano!”

Decisão pela Transferência

Horas antes, Moraes havia determinado a transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade que integra o Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como “Papudinha”. O ex-presidente estava custodiado na PF desde novembro de 2025.

Em sua decisão, Moraes abordou as reclamações da defesa sobre as condições da cela na PF, que incluíam o barulho constante de um ar-condicionado. A Polícia Federal chegou a fornecer tampões de ouvido e, posteriormente, concordou em desligar o equipamento durante a noite. A defesa pedia a concessão de prisão domiciliar com base no estado de saúde do ex-presidente, argumentando a necessidade de acompanhamento constante.

Ao negar o pedido de prisão domiciliar e determinar a transferência para a unidade da PM-DF, o ministro utilizou um tom considerado sarcástico em trechos do despacho. “Ressalte-se, entretanto, que essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Messias Bolsonaro […] em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias”, escreveu Moraes.

No batalhão da Papudinha, Bolsonaro passará a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão ao lado de outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.

Estudo: Brasil é o país em que pessoas mais creem em Deus

O Brasil ficou no topo do ranking de crença em Deus ou em alguma força superior em uma pesquisa Global Religion do Instituto Ipsos feita em 26 países. O levantamento registrou 89% de entrevistados no Brasil que afirmaram crer em Deus ou em uma força superior, índice que aparece empatado com a África do Sul.

A pesquisa apontou que 70% dos entrevistados no Brasil disseram acreditar em Deus conforme descrito em escrituras religiosas, como a Bíblia e o Alcorão. Outros 19% afirmaram crer em uma força superior sem associação necessária a textos sagrados.

O levantamento registrou 5% de entrevistados no Brasil que declararam não acreditar em Deus nem em qualquer força maior. Outros 4% disseram não saber e 2% preferiram não responder, totalizando 6% entre indecisos e não respondentes.

Os organizadores afirmaram que o resultado acompanha o histórico brasileiro e a presença da religião na cultura e na vida cotidiana, incluindo espaços sociais e políticos. Eles também destacaram que crença não significa, de forma obrigatória, prática religiosa.

Entre os 89% que declararam acreditar em Deus ou em uma força superior, 76% disseram seguir os ensinamentos de alguma religião. A pesquisa registrou, assim, uma diferença entre identificar-se como crente e afirmar adesão a práticas e orientações religiosas.

O estudo indicou diferenças por geração. Entre os adultos, 38% se declararam católicos, enquanto entre jovens da geração Z esse percentual caiu para 23%.

No ranking internacional, a Colômbia apareceu na sequência, com 86% de pessoas que disseram acreditar em Deus ou em uma força maior. O levantamento também registrou percentuais elevados em outros países sul-americanos, como Peru, com 84%, e Chile e Argentina, com 76% cada.

Especialistas apontaram que a formação histórica do Brasil, desde a colonização portuguesa, ajuda a explicar a centralidade da religião no país. Eles também afirmaram que, nas últimas décadas, o catolicismo perdeu espaço e igrejas evangélicas cresceram, saindo de cerca de 5% da população em 1970 para aproximadamente 31% atualmente.

A pesquisa Global Religion do Instituto Ipsos analisou 26 países e registrou o Brasil em 1º lugar, com 89% de crença em Deus ou força superior. O levantamento apontou 70% de crença em Deus conforme escrituras religiosas, 19% de crença em uma força superior não religiosa, 5% de não crença e 6% entre não souberam ou não responderam.

De acordo com a revista Comunhão, o estudo também registrou 76% de seguidores de alguma religião e citou o empate com a África do Sul, além de Colômbia, Peru, Chile e Argentina entre os destaques.

“Nas mãos de Deus”: Michelle reage à Bolsonaro na Papudinha

Michelle Bolsonaro comentou, nesta quinta-feira, 15 de janeiro, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A declaração foi feita em suas redes sociais, onde ela afirmou estar a caminho do local para visitá-lo.

“Continuo confiando e agradecendo a Deus, certa de que tudo acontece no tempo do nosso amado Pai, e não no nosso”, escreveu Michelle, que lidera o Partido Liberal Mulher.

Ela também expressou gratidão aos agentes da Polícia Federal pelo tratamento dispensado ao ex-presidente durante sua custódia na superintendência.

“Sou grata a todos da PF que, durante o período em que o meu amor esteve lá, cuidaram dele com atenção, auxiliando nas medicações e nas refeições. Que Deus os recompense e os abençoe grandemente”.

A transferência para a Papudinha foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A defesa e a família de Bolsonaro vinham pleiteando a prisão domiciliar devido ao seu estado de saúde, mas a decisão optou por realocá-lo dentro do sistema carcerário.

Condições da Nova Unidade

Conforme descrito no despacho judicial, a cela para a qual Bolsonaro foi transferido possui 64,83 metros quadrados de área total, sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² de área externa. O espaço conta com cama de casal, geladeira, armários, televisão e banheiro com chuveiro de água quente.

A unidade é responsável por fornecer cinco refeições diárias: café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia. A decisão judicial detalha que o local atende aos requisitos de segurança necessários.

Ao final da mensagem, Michelle Bolsonaro reafirmou sua fé: “Estou a caminho do complexo para ver o meu amor. Tudo nas mãos de Deus”. A defesa do ex-presidente continua com os pedidos judiciais por um regime de custódia menos rigoroso, alegando razões humanitárias.

Nicarágua liberta pastor mantido na cadeia como preso político

O governo da Nicarágua libertou o pastor Rudy Palacios e familiares após seis meses de prisão, em meio a um novo contexto no continente americano marcado por pressão dos Estados Unidos em diferentes frentes relacionadas à liberdade. A informação foi confirmada nesta semana pelo Mecanismo para o Reconhecimento de Presos Políticos.

O mecanismo informou que Palacios e os parentes estavam detidos desde julho de 2025, na cidade de Jinotepe, no departamento de Carazo. O pastor é fundador da Associação da Igreja La Roca da Nicarágua. Organizações de direitos humanos informaram que a prisão ocorreu durante uma operação policial realizada em quinta-feira, 17 de julho de 2025.

A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) afirmou que policiais armados e pessoas mascaradas participaram das ações no momento da prisão. A entidade informou que as abordagens ocorreram em diferentes residências vinculadas à família do pastor.

Além de Rudy Palacios, a operação resultou na prisão da irmã dele, de cunhados, de um amigo identificado como ativista político e do filho adulto desse amigo. As pessoas detidas integravam um grupo de 20 presos políticos reconhecidos oficialmente por organismos de monitoramento.

A CSW informou que, apesar da libertação, Palacios permanece submetido a medidas de precaução. A organização citou vigilância reduzida e restrições de circulação. A diretora da entidade para as Américas, Anna Lee Stangl, afirmou: “A libertação não encerra o caso”, acrescentando que “a prisão foi injusta e não deveria resultar em qualquer forma de controle ou limitação aos libertados”.

Outros líderes religiosos continuam presos no país, segundo a CSW, citando como exemplo o caso do pastor Efrén Antonio Vílchez López, detido desde 2022 após críticas à repressão estatal.

A entidade solicitou ao governo da Nicarágua a libertação total e sem condições de todos os presos políticos que permanecem sob custódia.

Lagoinha diz não ter ligação com investigações e afasta pastor

A Igreja Batista da Lagoinha divulgou, na quinta-feira, 15 de janeiro, uma nota oficial sobre a prisão do pastor Fabiano Zettel e negou envolvimento da instituição com irregularidades investigadas na CPI do INSS e na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes ligadas ao Banco Master.

A Lagoinha afirmou que considera indevidas as associações feitas à igreja no contexto das investigações. Após a confirmação da prisão de Zettel pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, a denominação informou que ele foi afastado de atividades ministeriais assim que surgiram as primeiras informações sobre a operação.

A igreja também informou que, desde novembro de 2025, Zettel não exerce função pastoral, não ocupa liderança institucional e não mantém vínculo de representação com a igreja. A instituição declarou que não há indícios ou provas de que a Lagoinha tenha sido utilizada direta ou indiretamente em esquemas de fraude relacionados ao INSS ou ao Banco Master.

A Lagoinha afirmou que a participação de fiéis em cultos não configura vínculo jurídico ou administrativo e não implica responsabilidade da instituição por atos individuais. A nota foi divulgada após a senadora Damares Alves afirmar que a CPMI do INSS apura a possível participação de igrejas e de líderes religiosos em esquemas de descontos indevidos contra aposentados e pensionistas.

A senadora citou que requerimentos da comissão mencionam o pastor André Valadão e o ex-pastor da Lagoinha Alphaville, André Fernandes.

A Polícia Federal prendeu Fabiano Zettel na segunda fase da Operação Compliance Zero, no âmbito das apurações sobre o Banco Master. Ele é cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro e é investigado por suspeita de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. A decisão do ministro Dias Toffoli autorizou buscas e o bloqueio de R$ 5,7 milhões em bens.

Na nota, a Lagoinha afirmou que adotará medidas judiciais para proteger sua reputação. A instituição reafirmou o compromisso com a legalidade, a transparência e a colaboração com as autoridades.

Youtuber cristão condenado a trabalhos forçados por falar de Jesus

A Fundação para a Defesa das Democracias (FDD), organização sem fins lucrativos sediada em Washington, D.C., informou que o youtuber cristão egípcio Aughustinos Samaan foi condenado a cinco anos de trabalhos forçados por publicações em defesa do cristianismo.

A FDD afirmou que a condenação incluiu as acusações de “desprezo à religião” e “uso indevido das redes sociais”. A Coptic Solidarity declarou que Samaan mantém um canal no YouTube com 100 mil inscritos e produz vídeos em resposta a material que ele considera anticristão e que circula no Egito.

A Coptic Solidarity informou que Samaan é pesquisador em apologética cristã e religião comparada. A entidade afirmou que ele foi preso em outubro e ficou inicialmente detido por 15 dias durante a fase de investigação, mas que a detenção se prolongou por meses.

Mariam Wahba, analista de pesquisa da FDD, afirmou que o sistema de prisões provisórias no país pode punir pessoas antes do julgamento. “Ao manter indivíduos detidos e isolados por longos períodos, o sistema jurídico egípcio pune efetivamente os detidos muito antes de o caso chegar a julgamento”, escreveu.

Ela afirmou que a legislação egípcia prevê limites máximos de prisão preventiva e apontou uma diferença entre regra e aplicação. “De acordo com a lei egípcia, os períodos máximos de prisão preventiva são ostensivamente limitados a seis meses para contravenções, 18 meses para crimes e 24 meses para crimes puníveis com prisão perpétua ou pena de morte. Na prática, porém, essa estrutura é rotineiramente manipulada para tornar quase impossível para os detidos obterem um julgamento ou a liberdade”, afirmou.

Mariam Wahba declarou que promotores renovam detenções de duas semanas por até cinco meses “sob o pretexto de investigações em andamento”. Ela citou o caso do egípcio-americano Mustafa Kassem, que teria permanecido cinco anos em prisão preventiva e morreu sob custódia em 2020.

A FDD e a Coptic Solidarity também citaram o caso de Saeed Mostafa, descrito como um egípcio muçulmano convertido ao cristianismo, preso semanas antes de Samaan e ainda sob custódia. Ele foi apontado como acusado de crimes que incluem “pertencer a uma organização terrorista” e “desprezo pelo Islã”.

A Coptic Solidarity afirmou que a defesa de Samaan não teve acesso aos autos e não recebeu oportunidade efetiva de atuar no caso. “Até o momento, a defesa não teve acesso aos autos do processo, nem lhe foi concedida uma oportunidade genuína de exercer o direito de defesa ou de representar o réu perante o tribunal. Essas circunstâncias levantam sérias preocupações quanto às garantias de um julgamento justo e ao direito fundamental à defesa, consagrado na Constituição egípcia e na legislação nacional”, declarou.

A Coptic Solidarity disse que a Constituição egípcia prevê liberdade de expressão e de crença, mas afirmou que essas garantias não se aplicam de forma igualitária. Mariam Wahba afirmou que o caso mostra o uso dessas normas como instrumento de coerção contra minorias religiosas. “O caso de Samaan destaca como essas leis funcionam menos como salvaguardas para a harmonia religiosa, como pretendia o Cairo, e mais como instrumentos de coerção. Este processo reforça a vulnerabilidade dos cristãos dentro do sistema jurídico egípcio, sinalizando que a expressão religiosa minoritária permanece condicional e punível”, afirmou.

A organização Portas Abertas informou que o Egito ocupa a 42ª posição na Lista Mundial de Perseguição 2026, que classifica 50 países com maior pressão e violência contra cristãos. “No Egito, a maioria das violações da liberdade religiosa ocorre em nível comunitário. Isso inclui o assédio a mulheres cristãs e a expulsão de cristãos por multidões após suposta blasfêmia. Esses incidentes acontecem principalmente em áreas rurais do Alto Egito e em algumas áreas urbanas economicamente desfavorecidas, especialmente quando extremistas islâmicos estão presentes”, informou a entidade, de acordo com a emissora CBN News.

A Portas Abertas afirmou que pessoas que deixam o Islã e se identificam como cristãs enfrentam maior perseguição. Gia Chacon, fundadora da organização For the Martyrs, declarou que busca ampliar a conscientização sobre a perseguição a cristãos e afirmou: “Apesar da tragédia mais inimaginável e dos crimes horríveis contra a humanidade, eles ainda tinham esperança e mantiveram a sua fé”.

Ator cristão fecha parceria com a Angel Studios para três filmes

A Angel Studios anunciou uma parceria com a The McDonough Company, produtora cofundada pelo ator Neal McDonough, para o desenvolvimento de três filmes com lançamento previsto para os próximos meses.

A Angel Studios informou que o acordo é uma “parceria estratégica de longo prazo” e declarou que terá prioridade na seleção de projetos em desenvolvimento na The McDonough Company. Representantes das duas empresas afirmaram que a colaboração parte de uma visão comum voltada a fé, família e histórias com apelo amplo.

Neal McDonough, de 59 anos, disse que as maiores conquistas pessoais não estão ligadas à carreira em Hollywood. Ele afirmou que considera seu “relacionamento com Deus, sua esposa e seus filhos” como o principal resultado de sua trajetória.

A Angel Studios destacou um projeto em desenvolvimento que reunirá McDonough a Jon Avnet e Mykelti Williamson, parceiros criativos descritos como recorrentes em trabalhos anteriores. A empresa também citou colaborações já realizadas com a The McDonough Company em títulos como O Último Rodeio, The Shift – O Deslocamento e O Refúgio.

Neal McDonough declarou que a The McDonough Company tem foco em “família, fé e a celebração da liberdade” e disse que a parceria representa um objetivo pessoal. “A parceria com uma empresa que compartilha nossa paixão por contar histórias positivas e impactantes é a realização de um sonho para mim e para Ruve, e Angel continua sendo a parceira ideal”, afirmou.

David Fischer, chefe de aquisições da Angel Studios, afirmou que o acordo foi construído sobre valores comuns e citou integridade e propósito como base do trabalho conjunto. “Ruve e Neal lideram com integridade, propósito e um profundo compromisso com histórias que elevam e inspiram”, declarou.

A Angel Studios afirmou que a parceria pretende levar “histórias ousadas e significativas” ao público e disse que o acordo dá continuidade a uma colaboração baseada em confiança e propósito compartilhado.

Neal McDonough também tem declarado que não faz cenas de sexo por respeito à esposa e relatou que isso influencia os papéis que recebe. “É difícil porque já interpretei muitos personagens diferentes e fiz muitas coisas, e em algumas delas, interpreto vilões horríveis em muitos dos trabalhos que faço, e não faço cenas de beijo, então tenho que ser o melhor vilão possível”, afirmou em entrevista dada em 2022.

Ele disse que segue grato pelas oportunidades de produzir conteúdo alinhado à fé e afirmou que o objetivo do casal é criar obras com esse direcionamento. “Não se trata apenas de fazer um filme, mas de fazer um filme que realmente O glorifique — esse é o nosso objetivo”, declarou, segundo o The Christian Post.