Infanticídio feminino? Defensores da vida protestam contra aborto

Um protesto organizado pela entidade pró-vida Bird Flip reuniu milhares de pessoas na última quarta-feira (22) em frente ao Parlamento de Nova Gales do Sul. Os participantes, em sua maioria mulheres, demandaram a criminalização do aborto baseado na seleção do sexo fetal – prática em que a gestação é interrompida quando o bebê é de um sexo não desejado.

John Ruddick, membro do legislativo estadual, declarou que a prática desse tipo de aborto está ocorrendo em território australiano. O parlamentar citou estudo das universidades Edith Cowan e Curtin, publicado na PLOS Global Public Health, que analisou 2,1 milhões de nascimentos registrados ao longo de 21 anos nos estados de Nova Gales do Sul e Austrália Ocidental.

A pesquisa indicou que a taxa de abortos de fetos do sexo feminino na Austrália supera a de países como China, Índia e Vietnã, onde a preferência cultural por filhos homens é documentada.

Ruddick apresentou à casa legislativa o “Projeto de Emenda à Reforma da Lei do Aborto (Proibição da Seleção de Sexo)”, que prevê penalidades de até 21 mil dólares australianos ou cinco anos de prisão para médicos condenados pela prática.

“Agora que temos as evidências do estudo, não sei que argumentos os defensores do aborto podem usar, exceto o racismo”, afirmou o parlamentar ao veículo The Catholic Weekly.

Joanna Howe, fundadora da Bird Flip, caracterizou o aborto seletivo por sexo como “repugnante” e “antitético aos valores australianos”. Em declaração ao mesmo periódico, classificou a proposta legislativa como “o primeiro projeto sensato a alcançar uma compreensão comunitária mais ampla sobre a questão”.

Entre os presentes estava Millicent Sedra, pastora da Echo Church, que discursou no evento. “Lutamos por todas as vidas humanas, esteja você no útero ou fora dele. Seu valor não reside no seu gênero, mas no fato de você ter sido criado à imagem de Deus”, declarou.

A líder religiosa criticou o que chamou de “defesa seletiva” de grupos feministas em relação ao tema. “Suas posições são absolutamente ultrajantes. Dirão que se importam em proteger as mulheres, exceto quando se trata de proteger uma mulher de ser desmembrada por um bisturi no útero”, afirmou.

Sedra também fez um resgate histórico da atuação de grupos cristãos: “Foram os cristãos que aboliram o infanticídio, a queima de viúvas na Índia e o sacrifício humano. E será o povo de Deus que abolirá o aborto”.

Hamas quebra acordo, mata soldado e Israel faz novo bombardeio

A Força Aérea Israelense conduziu uma série de ataques intensos na Faixa de Gaza após a morte do sargento-mestre da reserva Yonah Efraim Feldbaum, de 37 anos, durante um ataque do Hamas em Rafah. O governo israelense classificou a ofensiva como resposta direta à violação do cessar-fogo por parte do grupo armado.

Segundo comunicado do Gabinete do Primeiro-Ministro, Benjamin Netanyahu determinou “ataques imediatos e contundentes” contra alvos do Hamas após consultas com a cúpula de segurança. A decisão ocorreu horas depois de o governo israelense confirmar que os restos mortais devolvidos pelo Hamas na segunda-feira não eram de novas vítimas, mas fragmentos adicionais de um refém já identificado no início da guerra.

Imagens de drones divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) mostraram que o grupo palestino encenou uma falsa operação de escavação diante de representantes da Cruz Vermelha, o que Israel considerou uma violação explícita do acordo em vigor.

Ataques e vítimas em Gaza

Fontes locais relataram bombardeios em várias partes da Faixa de Gaza, especialmente nas áreas centrais e meridionais. A agência de defesa civil de Gaza, controlada pelo Hamas, informou que pelo menos 50 pessoas morreram durante os ataques noturnos.

As forças israelenses afirmaram que as operações visam infraestruturas terroristas e túneis subterrâneos usados pelo Hamas, especialmente na região de Rafah. O Batalhão de Reconhecimento Nahal atua no local para identificar e neutralizar possíveis células armadas.

O sargento Feldbaum

Feldbaum, membro do Corpo de Engenharia de Combate, atuava como operador de máquinas pesadas na Divisão de Gaza. Ele era natural de Zayit Raanan, na Samaria, e deixa esposa e cinco filhos.

De acordo com a investigação inicial da IDF, terroristas dispararam contra uma escavadeira militar no bairro de Jenina, em Rafah. Pouco depois, a mesma célula teria lançado foguetes RPG contra um veículo blindado, sem causar outras vítimas. Os agressores fugiram do local, e as forças de segurança israelenses continuam em busca dos responsáveis.

Embora o bairro esteja situado dentro da Linha Amarela, sob controle israelense, a IDF acredita que terroristas ainda se escondem na área, possivelmente próximos a um túnel não descoberto. As autoridades militares consideram provável a realização de novos ataques, enquanto a operação de busca permanece em andamento.

Acusações e impasse

Israel atribuiu o ataque ao Hamas, mas o grupo negou envolvimento. A organização também anunciou o adiamento da entrega de restos mortais de reféns, alegando “violações” do cessar-fogo por parte de Israel.

As autoridades israelenses acusam o Hamas de atrasar deliberadamente as devoluções para prolongar o período de trégua. De acordo com o governo, nenhum corpo foi libertado há mais de uma semana, apesar do prazo de 48 horas estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da semana.

Após os ataques israelenses, Trump afirmou acreditar que o cessar-fogo permanece de pé, mas defendeu o direito de Israel de reagir. “Eles mataram um soldado israelense. Então, os israelenses revidaram. E eles devem revidar”, declarou a bordo do Air Force One na noite de terça-feira, de acordo com o The Christian Post.

'Um milagre': casal relata cura da infertilidade após complicação

Marcelo Santos e Milaine Silvano, membros de uma comunidade religiosa, relataram uma sequência de eventos que classificam como “um milagre” após diagnóstico médico de infertilidade. O caso teve início durante o namoro do casal, quando Milaine descobriu a presença de um mioma uterino de aproximadamente três quilos.

“Os médicos propuseram a retirada do útero, por entenderem que mesmo com a remoção do mioma, o órgão não teria condições de sustentar uma gestação”, declarou Milaine Silvano em rede social.

Ela também descreveu enfrentar julgamentos externos devido ao volume abdominal. “Pessoas na rua supunham que eu estava grávida, quando ainda era virgem. Essas situações me causavam muito sofrimento”, completou.

O casal manteve atividades ministeriais em sua igreja local durante o período, incluindo ensino teológico. Milaine afirmou que, durante orações, teria recebido uma “promessa” de que o problema da infertilidade seria resolvido antes do casamento através de uma hemorragia controlada. “Deus nos disse que iria parar tudo no momento certo”, relatou.

Em julho de 2022, no dia marcado para a cerimônia matrimonial, Milaine passou mal e foi transportada urgentemente para um hospital. “Sofri uma hemorragia intra-abdominal grave causada pelo rompimento de um vaso do mioma. Tive risco de morte e toda a estrutura do casamento precisou ser cancelada”, detalhou.

A noiva foi submetida à cirurgia de emergência, que resultou na extração do mioma sem a remoção do útero. “Os médicos preservaram meu útero contra as expectativas iniciais”, afirmou. O casamento foi realizado dois meses após a recuperação.

Os especialistas informaram ao casal que as sequelas do procedimento resultaram em infertilidade. “Os médicos enfatizaram que não poderíamos gerar filhos, mas sempre dissemos que a última palavra pertencia a Deus”, declarou Marcelo Santos.

Em um dia de segunda-feira, porém, o casal divulgou em suas redes sociais um exame de ultrassonografia confirmando uma gestação em andamento, contrariando completamente o diagnóstico de infertilidade.

“Estamos gerando o milagre que exalta o nome do único Deus que é capaz de frustrar as probabilidades e estimativas estabelecidas por seres humanos. Agradecemos a Deus pela vida de todos que oraram! Continuem orando por nós”, escreveram na publicação que você pode conferir acima.

Técnico do Boston Celtics, Joe Mazzulla, quer desejo ser diácono

O técnico do Boston Celtics, Joe Mazzulla, de 35 anos, afirmou que sempre quis se tornar diácono e que tem “lutado com Deus” para manter o equilíbrio entre a busca por vitórias nas quadras e a gratidão por tudo o que já conquistou.

As declarações foram feitas durante o podcast Godsplaining, apresentado pelo padre Joseph-Anthony Kress, no início de outubro.

Diaconato

Ao ser questionado sobre seus planos futuros, Mazzulla respondeu: “Acabei de me tornar elegível para ser diácono, algo que sempre quis fazer”. Na Igreja Católica, o diaconato é um ministério ordenado que permite batizar, conduzir orações, celebrar casamentos e realizar funerais, estando disponível para homens com 35 anos ou mais.

O técnico explicou que, apesar do sucesso, enfrenta uma luta interior entre a ambição profissional e a humildade espiritual. “Será que fico ganancioso e quero mais?”, refletiu. “Como encontrar esse equilíbrio entre desejar vencer e continuar grato pelo que Deus já me deu?”

Mazzulla afirmou temer se tornar, no futuro, como o “jovem governante rico” mencionado nos Evangelhos — alguém apegado aos bens terrenos. “Meu maior medo é acordar daqui a dez anos e perceber que a vida passou sem que eu estivesse disposto a abrir mão dos meus tesouros”, disse.

Busca por equilíbrio

O padre Kress concordou, dizendo que “uma das maiores tensões da vida cristã é desapegar-se das coisas terrenas, sem deixar de desfrutar das bênçãos que Deus concede”. Ele acrescentou que Deus “nos chama à excelência, mas sem que nos tornemos escravos dela”.

“É exatamente onde me encontro espiritualmente”, respondeu Mazzulla. “É um estado difícil de estar, mas necessário.”

Criado em uma família católica, o técnico contou que, quando criança, via sua identidade no basquete, e não na fé. A perda de um ano de carreira universitária devido a uma lesão o levou a refletir sobre o vazio espiritual que buscava preencher com o esporte. “Você não percebe o quanto está tentando suprir seu vazio espiritual com coisas mundanas”, disse. “Quando perdi o basquete, percebi que estava substituindo o relacionamento com Cristo por sucesso e desempenho.”

Mazzulla aconselhou outros atletas a não definirem seu valor apenas por suas conquistas. “Confiem no que Deus diz sobre vocês. Seu valor e seus dons vão além da capacidade temporária de desempenho atlético”, declarou, ressaltando que o sucesso “não é eterno e não dura para sempre”.

O treinador destacou que o esporte pode ser um instrumento de testemunho cristão, mas que “a identidade em Cristo deve vir antes do resultado nas quadras”.

Expressão de fé

Não é a primeira vez que Mazzulla fala abertamente sobre sua fé. Durante as finais da NBA de 2024, quando foi perguntado sobre a presença de dois técnicos negros nas equipes finalistas e sobre o papel dos treinadores negros na liga, respondeu: “Eu me pergunto quantos deles são técnicos cristãos”, indicando que sua identidade em Cristo é mais determinante do que a cor da pele.

Após a vitória do Celtics, Mazzulla apareceu usando uma camiseta com a frase: “Mas primeiro… Deixe-me agradecer a Deus”. Em entrevistas, descreveu a fé como “a coisa mais importante da vida” e afirmou acreditar que “Deus nos colocou aqui por um motivo”.

De acordo com o The Christian Post, o treinador encerrou a conversa no podcast refletindo sobre sua jornada de fé e propósito: “Quero servir a Deus em tudo o que faço — dentro e fora da quadra”.

Pastor anuncia candidatura para ‘reformar e avivar’ a Califórnia

O pastor e escritor Ché Ahn, de 69 anos, fundador da Igreja Harvest Rock em Pasadena, anunciou sua candidatura ao governo da Califórnia afirmando ter recebido uma direção espiritual para entrar na disputa. Segundo ele, a decisão nasceu de uma experiência pessoal de oração e de um senso de missão cristã voltado à transformação do estado.

Ahn relatou que, em 28 de abril, às 2h22 da manhã, teve um “encontro com o Espírito Santo” que o levou a considerar a candidatura. “Quando percebi o que Deus estava me pedindo, eu disse: ‘Por favor, Deus, não isso’”, contou. Ele afirmou ter pedido uma confirmação: “Orei dizendo: ‘Senhor, se isso é de Ti, que eu seja convidado pelo presidente Trump para a Casa Branca’”.

Poucos dias depois, segundo Ahn, recebeu um convite oficial da Casa Branca, o que considerou uma resposta divina. “Quando li o e-mail, eu disse: ‘OK, Senhor, estou dentro’”, declarou.

Nascido na Coreia do Sul pós-guerra, Ahn imigrou ainda criança com a família para os Estados Unidos, onde seus pais buscaram uma vida melhor. Ele destacou que, apesar das dificuldades, a família manteve uma fé profunda.

Após concluir estudos no Seminário Teológico Fuller, fundou com sua esposa, Sue Ahn, a Harvest Rock Church em 1994, que posteriormente se expandiu para a Harvest International Ministry (HIM) — uma rede presente em mais de 70 países.

Valores bíblicos

Entre os pré-candidatos republicanos que pretendem disputar o cargo ocupado por Gavin Newsom, Ahn se diferencia ao afirmar que sua candidatura é guiada por uma “visão de mundo bíblica”. “O que precisamos não é apenas de mais um político, mas de alguém com a perspectiva do que Deus diz — Seus mandamentos, Seus caminhos e Sua justiça”, afirmou, citando Provérbios 14:34: “A justiça exalta uma nação”.

Ahn considera que as principais crises da Califórnia — como desigualdade econômica, falta de moradia e criminalidade — têm raízes espirituais. “Precisamos de um avivamento. Fui salvo no movimento Jesus People e acredito que devo ajudar a ser um catalisador de avivamento e reforma na Califórnia”, disse.

Críticas à gestão atual

O pastor atribui parte do declínio econômico e social do estado à liderança de Gavin Newsom, destacando seus 24 anos de influência na política californiana. “A situação piorou durante esse tempo”, avaliou. Ele criticou o aumento dos custos de vida e as políticas ambientais restritivas que, em sua visão, prejudicam a economia. “Pagamos os impostos mais altos, os preços de gasolina mais altos e a energia mais cara. Temos grandes reservas de petróleo no Condado de Kern, mas estão fechadas por causa de políticas extremas”, declarou.

Ahn defende “políticas de bom senso”, como queimadas controladas para prevenir incêndios florestais e reformas nos processos ambientais que, segundo ele, impedem o avanço de projetos de infraestrutura e dessalinização.

Ahn também abordou questões de representatividade. “Mais da metade dos californianos são pessoas de cor. Quero apelar ao povo da Califórnia para que deem uma oportunidade a um pastor — e a um pastor negro”, afirmou. Ele acrescentou que não fala em termos de “diversidade, equidade e inclusão”, mas de voz e representatividade real: “Posso ser uma voz que reflete o povo deste estado”.

Histórico de confronto político

Durante a pandemia de COVID-19, Ahn ganhou destaque ao processar o governador Newsom por decretos de restrição a cultos religiosos, obtendo uma vitória judicial considerada histórica por defensores da liberdade de culto. Ele afirma que pretende restaurar os direitos dos pais, fortalecer pequenas empresas e defender a liberdade religiosa.

“O que acontece na Califórnia influencia o mundo. Se tivermos um renascimento espiritual em Hollywood, isso poderá impactar toda a nação”, afirmou.

Confiança no chamado

Embora os democratas mantenham larga vantagem — quase dois eleitores registrados para cada republicano —, e os republicanos não vençam uma eleição estadual há duas décadas, Ahn afirma estar decidido a seguir o que acredita ser um propósito divino. “Não recebi uma palavra de que vou ganhar”, admitiu. “Mas estou totalmente empenhado em vencer, porque a influência da Califórnia vale a luta.”

Encerrando sua declaração ao The Christian Post, Ahn disse manter esperança e fé quanto ao futuro: “Os melhores dias da Califórnia ainda estão por vir”.

Agências evangélicas enviam ajuda a vítimas do furacão Melissa

Com ventos que chegaram a 290 quilômetros por hora, o furacão Melissa, de categoria 5, atingiu a Jamaica na última terça-feira, 28 de outubro, deixando um rastro de destruição e colocando a região em estado de alerta máximo. Em resposta, diversas organizações evangélicas de ajuda humanitária iniciaram operações de emergência para socorrer as vítimas e apoiar os esforços de reconstrução.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, 27 de outubro, a Convoy of Hope informou que mobilizaria caminhões com alimentos, água potável, kits de higiene e itens para bebês, em parceria com igrejas e organizações locais. O porta-voz Ethan Forhetz afirmou que a entidade “está empenhada em levar esperança à Jamaica o mais rápido possível”.

“A Convoy of Hope está mobilizando ativamente recursos e equipes para atender às necessidades do povo jamaicano. Esta é uma tempestade catastrófica, e muitas pessoas precisam da nossa ajuda”, declarou Forhetz. Ele acrescentou que a organização pretende atuar também na recuperação a longo prazo, auxiliando as comunidades “não apenas nos dias após o desastre, mas durante os anos de reconstrução que virão”.

De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC), Melissa apresenta ventos sustentados de 298 km/h, acompanhados de chuvas intensas que podem ultrapassar 1.000 milímetros em algumas regiões. As autoridades alertaram para marés de tempestade acima de três metros e deslizamentos de terra nas áreas montanhosas.

O fenômeno ameaça causar danos severos à infraestrutura e isolamento de comunidades inteiras, segundo avaliação da Convoy of Hope.

Equipes e parcerias

A Operation Blessing, braço humanitário da emissora Christian Broadcasting Network (CBN News), anunciou que suas equipes estão prontas para serem enviadas assim que as condições meteorológicas permitirem viagens seguras.

Os serviços planejados incluem instalação de sistemas portáteis de purificação de água, distribuição de lanternas solares e kits de higiene. A organização também pretende trabalhar com igrejas locais para oferecer alimentos, água e atendimento médico.

“Nossos corações estão com o povo da Jamaica enquanto enfrentam essa tempestade devastadora”, afirmou Diego Traverso, diretor de Resposta Global a Desastres. “Assim que for seguro, nossas equipes serão mobilizadas para entregar suprimentos de emergência e água potável, ajudando as famílias a iniciarem o processo de recuperação”.

Aeronaves de prontidão

A Samaritan’s Purse, sediada na Carolina do Norte e liderada por Franklin Graham, também confirmou estar em alerta máximo. A entidade informou que possui aeronaves e equipes especializadas prontas para partir assim que houver condições de pouso seguras.

Em nota, a organização destacou seu compromisso em “atender às necessidades urgentes relacionadas a abrigo, alimentação, água e saúde”, e mencionou a possibilidade de mobilizar seu Hospital de Campanha de Emergência para o território jamaicano. A Samaritan’s Purse também pediu orações pelos afetados e pelos profissionais que estão atuando nas zonas de risco.

Próximos dias

De acordo com as projeções do Centro Nacional de Furacões, o furacão Melissa deve continuar sobre o Caribe até a quarta-feira, 29 de outubro, passando pela Jamaica, Haiti e República Dominicana, antes de seguir para o norte em direção às Bermudas.

O fenômeno deve perder força gradualmente a partir de sexta-feira, 31 de outubro, quando se afastará das ilhas e retornará ao mar aberto. Até lá, autoridades locais e equipes humanitárias mantêm o alerta para inundações, quedas de energia e bloqueios de estradas, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Imposto de importação: pesquisa revela impacto tributário negativo

Um estudo encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e realizado pelo Nexus indica que 40% dos consumidores brasileiros já abandonaram transações de comércio internacional devido à incidência do Imposto de Importação.

A pesquisa, popularmente chamada como “taxa das blusinhas”, registrou crescimento significativo neste comportamento: o índice de desistências saltou de 13% em maio para 38% em outubro de 2024.

Entre os entrevistados que interromperam transações devido ao imposto, 42% cancelaram definitivamente a aquisição. Alternativas de consumo incluíram busca por produtos similares de origem nacional (32%), aquisição em estabelecimentos físicos (14%) ou procura em outros sites internacionais (11%).

O superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, avaliou em nota oficial que “os números demonstram impacto positivo para a indústria brasileira”, acrescentando que a tributação atual “permanece em nível consideravelmente inferior ao necessário para equilíbrio fiscal, considerando a carga tributária inferior em outros países”.

A investigação apurou ainda outros fatores determinantes para desistência de compras online: custos de frete (45%), tributação via ICMS (36%) e prazos de entrega extensos (32%).

A base amostral compreendeu 2.008 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos, entre 10 e 15 de outubro de 2024, abrangendo todas as unidades federativas. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais, com 95% de confiabilidade.

Reviravolta: reforma de lei de blasfêmia avança no Paquistão

O governo do Paquistão sinalizou uma possível reforma nas controversas leis de blasfêmia, após uma série de medidas contra o extremismo religioso e declarações do ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Azam Nazeer Tarar, que prometeu “novas salvaguardas processuais” para evitar abusos da legislação.

O anúncio foi feito em 16 de outubro, durante um simpósio nacional sobre Harmonia Inter-religiosa e Direitos Fundamentais, realizado em Islamabad.

Proposta de mudança

Segundo Tarar, o governo pretende prevenir falsas acusações, assegurar investigações justas e garantir sensibilidade judicial em casos de blasfêmia, considerados crime capital quando direcionados ao profeta Maomé. Ele afirmou que “a proteção das minorias e o respeito aos seus direitos estão no cerne da Constituição paquistanesa” e que o Estado tem responsabilidade direta em promover tolerância e equilíbrio religioso.

O ministro também fez um apelo ao judiciário, à mídia e à sociedade civil para cooperarem na promoção do diálogo e da compaixão entre comunidades. As reformas, segundo ele, buscam reduzir décadas de violência e injustiça, muitas vezes resultantes de acusações infundadas usadas como instrumento de vingança pessoal.

Reação

O deputado Ejaz Alam Augustine, representante cristão do Punjab, elogiou o plano de reforma, afirmando que o extremismo no país tem sido alimentado pelo uso indevido das leis de blasfêmia. “O sacrilégio é inaceitável, mas o abuso dessas leis para perseguições pessoais tem levado à violência e ao medo entre minorias”, disse. Para ele, a revisão é essencial para proteger comunidades vulneráveis e garantir justiça igualitária.

Em 23 de outubro, o governo federal aprovou uma nova proibição ao Tehreek-i-Labbaik Pakistan (TLP), sob a Lei Antiterrorismo, após protestos violentos que deixaram mortos e bloquearam rodovias entre Karachi e Islamabad. O grupo, fundado em 2015 e transformado em partido político no ano seguinte, já havia sido banido em 2021, mas teve a restrição suspensa meses depois.

Autoridades afirmaram que a medida atual se deve ao descumprimento das promessas de não recorrer à violência. O ministro de Estado do Interior, Talal Chaudhry, afirmou que o TLP “agiu como um grupo extremista e violou seus compromissos anteriores”.

Repressão

Fontes de segurança relataram que o nível de radicalização religiosa no país alcançou ponto crítico, tornando a ação governamental “inevitável”. Segundo dados internos, 95% dos candidatos a cargos de segurança de base declararam apoiar o assassinato do governador de Punjab, Salmaan Taseer, morto em 2011 por criticar as leis de blasfêmia.

O TLP, que ganhou destaque ao defender o autor do crime, foi associado a crescentes acusações de blasfêmia e a ataques contra cristãos e ahmadis. Em agosto de 2023, seus apoiadores destruíram igrejas e casas cristãs em Jaranwala, após dois homens serem falsamente acusados de profanar o Alcorão. Em junho de 2024, um cristão idoso, Nazeer Masih Gill, foi linchado em Sargodha sob acusação semelhante.

Minorias religiosas

A repressão ao extremismo e o plano de revisão legal representam um teste decisivo para o futuro da liberdade religiosa no país. A expectativa é de que as novas salvaguardas judiciais possam reduzir abusos e proteger minorias cristãs, hindus e ahmadis, frequentemente afetadas por acusações sem provas, de acordo com informações do portal Christian Today.

Embora a iniciativa ainda dependa de aprovação legislativa, o governo reconhece que as leis de blasfêmia, criadas no período colonial britânico, têm sido manipuladas por décadas. O debate atual reflete uma tentativa inédita de reconciliar fé, justiça e segurança nacional em uma das sociedades mais sensíveis do mundo islâmico.

Filha de fundador do Hamas sonha com Jesus e se rende

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Criada em um lar profundamente ligado ao movimento Hamas, Juman Al Qawasmi cresceu aprendendo a odiar judeus e cristãos. Filha de Abu Jafar, um dos fundadores do grupo, ela contou que sua infância foi marcada por uma educação voltada à intolerância e pelo convívio direto com a violência na Faixa de Gaza.

“Nasci e fui criada no Catar, e meu pai e minha mãe me ensinaram a odiar Israel, os judeus, os cristãos e até os muçulmanos xiitas, qualquer um que não pertencesse ao Hamas”, relatou. Educada em escolas islâmicas, Juman foi ensinada que o Alcorão ordenava a morte dos judeus.

Em 2002, mudou-se para Gaza, onde se casou com um membro do Hamas. Quando o grupo assumiu o poder da região em 2007, começou a testemunhar a violência contra israelenses e também contra o próprio povo palestino. “Eles prometeram igualdade, mas apenas pioraram Gaza. Passaram a matar palestinos e espalhar o medo entre os que não pertenciam ao Hamas”, contou.

Questionamentos e medo

Juman lembrou um episódio que marcou o início de seu questionamento sobre o Islã. “Durante uma guerra, Israel ligou para o meu ex-marido e pediu que avisasse nossos vizinhos sobre um bombardeio, para que saíssem de casa. Ele mentiu dizendo que não havia ninguém. Naquela noite, a casa foi atingida, e eu pensei que morreria também”, recordou.

A partir desse momento, ela começou a duvidar da fé islâmica que seguia. “Senti que havia algo errado. O deus do Alcorão não podia ser o verdadeiro Deus. Eu vivia com medo, achando que Ele nunca ficaria satisfeito comigo”, disse.

O encontro com Jesus

Em 2012, passou a orar pedindo que o verdadeiro Deus se revelasse. “Eu dizia: ‘Se o Senhor existe, quero conhecê-lo, quero ser salva’”. Dois anos depois, em 2014, disse ter vivido uma experiência sobrenatural.

“Sonhei que estava com minha mãe olhando para a lua, e dela surgiu o rosto de Jesus, que me disse em árabe: ‘Sou Yeshua. Você é minha filha, não tenha medo’.” Ao acordar, Juman afirmou ter visto uma luz em seu quarto e compreendido que aquilo era real. “Nunca tinha ouvido o nome Yeshua, mas quando ouvi, senti paz. Foi a primeira vez que senti que alguém me amava”, contou.

Conversão e nova vida

Após o sonho, Juman começou a pesquisar sobre Jesus na internet e encontrou um site cristão egípcio. Lá, aprendeu sobre o Evangelho e ficou impressionada com a mensagem de amor aos inimigos. Em contato com a administradora da página, recebeu orientação para ler a Bíblia e passou a estudar sobre Cristo.

“Ela me contou que milhares de muçulmanos estavam vendo Jesus em sonhos e se convertendo”, afirmou. Tocada por essa revelação, Juman aceitou Jesus como seu Salvador e decidiu deixar o marido, que permanecia ligado ao Hamas. Hoje, ela vive livre para professar sua fé.

“Jesus é vida e liberdade. Ele ama os muçulmanos e quer nos libertar do medo. Devemos colocar nossos olhos n’Ele e crer que é o único caminho”, declarou.

A ex-muçulmana também fez um apelo por discernimento sobre o conflito em sua terra natal. “O Hamas sempre causa destruição. Sou palestina, mas sei que a terra de Israel foi prometida aos judeus”, afirmou, na entrevista concedida à CBN News.

Sua história, marcada pela violência, dúvida e fé, tornou-se um testemunho de transformação espiritual e reconciliação com Deus após uma vida de medo e intolerância.

Inglaterra: 4° ano seguido de crescimento de presença em cultos

As estatísticas mais recentes da Igreja da Inglaterra apontam para o quarto ano consecutivo de aumento na frequência aos cultos, ainda que os números permaneçam inferiores aos níveis anteriores à pandemia.

O relatório, publicado em 2024, mostra sinais de recuperação gradual e variação significativa entre as mais de 16 mil igrejas espalhadas pelo país.

Segundo os dados das Estatísticas Anuais da Missão, a Igreja registrou 1,009 milhão de fiéis regulares em 2024, um aumento de 0,6% em relação a 2023, consolidando o segundo ano seguido em que o total ultrapassa um milhão de participantes.

A frequência média de pessoas de todas as idades nos cultos de domingo cresceu 1,5%, chegando a 581 mil fiéis, enquanto a frequência semanal geral aumentou 1,6%, alcançando pouco mais de 702 mil. O crescimento foi impulsionado, sobretudo, pela participação de adultos, cuja frequência dominical e semanal subiu 1,8% em ambas as medições.

Batismos e confirmações

O relatório também destaca o aumento nos batismos e confirmações, especialmente entre adultos e adolescentes. Em 2024, foram registrados 8.700 batismos de adultos, contra 7.800 em 2023. Entre jovens de 11 a 17 anos, o número passou de 2.100 para 2.400, e as confirmações cresceram 5,3%, subindo de 10.700 para 11.300.

Segundo o documento, embora a recuperação pós-pandemia esteja desacelerando, a tendência geral indica retorno à normalidade e, em algumas regiões, crescimento acima das expectativas.

O relatório observa que, apesar do avanço geral, há forte disparidade entre as dioceses. “Embora a frequência nacional em 2024 ainda seja menor do que em 2018, há grande variação entre as igrejas. Algumas diminuíram mais rapidamente do que a média, outras mais lentamente, e algumas cresceram”, aponta o texto.

Cerca de 12% das igrejas registraram aumento na frequência dominical e semanal em relação a 2019, enquanto 48% tiveram queda nos mesmos indicadores. A Igreja atribui essas diferenças a fatores locais e circunstâncias pontuais, como eventos comunitários e mudanças demográficas.

Revitalização e novos convertidos

Entre os exemplos positivos, o relatório cita a igreja de São Miguel e Todos os Anjos, em Runcorn, que registrou 17 novos batismos — o maior número de sua história — e o maior volume de confirmações dos últimos 20 anos.

O bispo de Colchester, Roger Morris, expressou otimismo diante dos resultados:

“Nossas comunidades religiosas continuam trabalhando de forma criativa e entusiasmada para se recuperarem após a pandemia. Temos visto mais pessoas se envolvendo com suas igrejas locais, participando de cursos, buscando batismo e confirmação, e servindo nas comunidades”, declarou.

Morris destacou ainda que o crescimento entre crianças e jovens é uma prioridade fundamental para a instituição. “Toda semana ouço histórias de pessoas que encontraram paz, significado e propósito em sua fé e na vida comunitária da igreja”, acrescentou.

“Igreja está viva e crescendo”

A bispa de Aston, Esther Prior, também celebrou os sinais de renovação espiritual. “Deus continua a agir de maneiras extraordinárias. Nas últimas semanas, confirmei a conversão de mais de 30 pessoas, incluindo 10 em Hodge Hill. É comovente ver vidas transformadas pela esperança do Evangelho”, afirmou, conforme informações do Christian Today.

Para a liderança da Igreja, os dados de 2024 refletem uma recuperação lenta, porém constante, marcada pelo fortalecimento da fé, pelo renovado interesse em rituais cristãos e pela retomada da vida comunitária, após anos de desafios impostos pela pandemia.