Barrado na Inglaterra, evangelista batiza convertidos na Holanda

O evangelista Ollie Sabatelli, conhecido por ter sido proibido de evangelizar em dois condados da Inglaterra, iniciou uma viagem missionária pela Holanda, onde tem anunciado o Evangelho em espaços públicos de diversas cidades. A missão reúne outros evangelistas que, segundo ele, têm testemunhado “o agir de Deus” durante as ações.

Em entrevista concedida ao portal Revive, Sabatelli afirmou que os holandeses têm demonstrado receptividade à mensagem cristã. “A fome de Deus é maior aqui”, declarou. O pregador, que costuma evangelizar nas ruas do Reino Unido, enfrenta restrições impostas pela polícia britânica desde a semana anterior, quando recebeu um Aviso de Proteção Comunitária que o impede de utilizar microfone ou caixa de som e de pronunciar palavras que possam “perturbar ou irritar” os moradores dos condados de Surrey e Sussex.

O documento foi entregue a Sabatelli por agentes da polícia de Guildford enquanto ele pregava em via pública — momento registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais. A notificação proíbe o evangelista de “causar aborrecimento ou angústia à comunidade local e às empresas da região”. As autoridades informaram que o descumprimento da ordem poderá resultar em prisão.

Apesar das restrições, Ollie Sabatelli declarou que continuará a pregar “até que Deus o ordene a parar”. Em vídeo publicado logo após o incidente, afirmou: “Nunca deixarei de falar às pessoas sobre Jesus Cristo. Nenhuma quantidade de ordem de proteção, nenhuma quantidade de ameaças das autoridades me impedirá de pregar”.

Durante sua permanência na Holanda, o evangelista e sua equipe visitaram Amsterdã, Roterdã, Utrecht e Haia (Den Haag), onde realizaram pregações ao ar livre e orações públicas. De acordo com Sabatelli, muitas pessoas se aproximaram para ouvir as mensagens e pedir oração, e algumas relataram cura e libertação espiritual durante as atividades.

Batismos

Além das pregações, diversas pessoas professaram a fé cristã e solicitaram o batismo imediato. Em Roterdã, Sabatelli batizou um homem identificado como Santos em um rio da cidade. “Nós o encontramos ontem, e hoje ele está sendo mergulhado naquela água, sepultado com Cristo. É um grande dia. O Espírito do Senhor será derramado”, disse o pregador em vídeo compartilhado no Instagram.

O novo convertido também deu seu testemunho: “Tenho orado por este momento. Passei por muita coisa na minha vida e quero dizer a vocês que Jesus é aquele que pode curar tudo. Ele é o único caminho, a verdade e a vida”.

Em Amsterdã, mesmo sob temperaturas baixas, jovens que participaram das evangelizações pediram para serem batizados no canal próximo à Estação Central. As cerimônias foram realizadas por Sabatelli diante de transeuntes e curiosos.

Além das atividades de evangelização, o pregador conduziu na Holanda um treinamento voltado à formação de novos evangelistas, com foco em pregação de rua e discipulado. Segundo ele, o objetivo é “capacitar cristãos para levar o Evangelho com ousadia, independentemente das restrições impostas pelas autoridades civis”.

Pastor que passou 6 meses preso reassume cargo na igreja

Sete meses após ter sido condenado a seis meses de prisão domiciliar por mentir a investigadores federais que apuravam casos de abuso sexual na Convenção Batista do Sul (SBC), o pastor Matthew Queen voltou a exercer o ministério pastoral no estado do Texas (EUA).

Queen agora integra a Equipe de Assistência Pastoral da Igreja Batista de Plymouth Park, em Irving, onde é identificado como pastor associado. A biografia disponível no site da congregação descreve: “O Dr. Matt Queen atua como nosso pastor associado. Ele é marido de Hope e pai de duas filhas. O Dr. Queen traz mais de três décadas de experiência em diversas funções e contextos como uma voz de destaque na evangelização”.

A igreja não respondeu aos pedidos de comentário sobre a integração do pastor à equipe, conforme informado pelo portal The Christian Post.

Em março de 2025, o juiz distrital Lewis Kaplan, do Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York, condenou Queen a seis meses de prisão domiciliar, com restrições de locomoção. O pastor só pôde deixar sua residência para tratamentos médicos pessoais ou de sua esposa, mediante autorização judicial, e foi obrigado a usar monitoramento eletrônico durante o período.

A sentença foi proferida após Queen admitir que mentiu a investigadores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos durante uma investigação federal sobre a forma como entidades ligadas à SBC lidaram com denúncias de abuso sexual. Inicialmente, ele enfrentava pena máxima de cinco anos de prisão, mas recebeu pena reduzida após o tribunal considerar 59 cartas de apoio enviadas por familiares, amigos, ex-alunos e colegas de ministério, que destacaram seu “caráter moral” e relataram circunstâncias pessoais difíceis que o levaram ao erro.

Em carta datada de 2 de março, o advogado Sam A. Schmidt afirmou ao juiz Kaplan que seu cliente “reconhece que a Convenção Batista do Sul, incluindo o Seminário Teológico Batista do Sudoeste (SWBTS), tem um histórico de encobrir e minimizar alegações de abuso sexual”. Segundo Schmidt, Queen “sempre se opôs a tais encobrimentos e apoiou as vítimas”.

O advogado relatou ainda que, durante uma licença administrativa de seu trabalho anterior, na Igreja Batista Friendly Avenue, Queen e sua esposa acolheram o relato de uma mulher que disse ter sido vítima de abuso e a orientaram sobre a importância de denunciar o caso às autoridades.

As acusações contra Queen surgiram no contexto da investigação federal conduzida pelo Departamento de Justiça (DOJ) sobre “múltiplas entidades da SBC”, iniciada após um relatório da empresa Guidepost Solutions que apontou falhas na condução de denúncias de abuso e o tratamento inadequado de vítimas dentro da denominação.

Embora o DOJ tenha decidido não apresentar acusações contra a SBC como instituição, o órgão indiciou Queen, então professor de evangelismo e reitor no Seminário Teológico Batista do Sudoeste (SWBTS), por falsificar registros relacionados à investigação.

O caso teve origem em uma denúncia apresentada em novembro de 2022 envolvendo um aluno do Texas Baptist College, vinculado ao seminário. Segundo comunicado oficial do SWBTS, as autoridades da instituição colaboraram com a prisão do acusado. Um mês antes, em outubro de 2022, o DOJ havia expedido uma intimação de grande júri ao seminário, solicitando a entrega de documentos sobre todas as alegações de abuso sexual envolvendo qualquer pessoa associada à instituição.

Os investigadores concluíram que Queen “tentou interferir em uma investigação do grande júri federal criando notas falsas para corroborar suas próprias declarações inverídicas”. O pastor confessou-se culpado em outubro de 2024.

Após cumprir integralmente a pena domiciliar e retornar à vida pública, Queen reassumiu atividades ministeriais em Irving. Até o momento, a liderança da Igreja Batista de Plymouth Park não se pronunciou oficialmente sobre sua volta à função, de acordo com informações do The Christian Post.

Bolívia: presidente eleito quer foco em ‘Deus, pátria e família’

A Bolívia passará a ser governada, a partir de 8 de novembro, por um presidente de centro-direita. Em uma eleição considerada histórica, o senador Rodrigo Paz, de 58 anos, foi eleito no domingo, 19 de outubro, encerrando quase duas décadas de governos do Movimento ao Socialismo (MAS), liderado pelo ex-presidente Evo Morales.

Com 54,5% dos votos válidos, Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), superou o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga no segundo turno, consolidando uma mudança significativa no cenário político boliviano. Ao discursar após a confirmação da vitória, o presidente eleito agradeceu o apoio recebido e afirmou que pretende governar “com base em Deus, na pátria e na família”.

Ele também destacou a necessidade de “instituições fortes, segurança jurídica, respeito à propriedade privada e estabilidade econômica”, comprometendo-se a trabalhar “pelo direito ao trabalho e pela certeza do futuro”.

Durante a comemoração, Paz declarou: “A Bolívia vive um momento de mudança e renovação. Hoje, desde a nossa vitória, estendemos a mão para governar”. O discurso foi feito em La Paz e transmitido por redes nacionais e internacionais.

Visão social

De perfil conservador, Rodrigo Paz tem manifestado posição firme contra o narcotráfico e propõe uma cooperação internacional sob coordenação da ONU para o enfrentamento do tráfico de drogas. Em declarações recentes, afirmou que a DEA, agência antidrogas dos Estados Unidos, “nunca saiu totalmente da Bolívia”, e defendeu parcerias com Estados Unidos, Brasil, Europa e países asiáticos no combate ao crime organizado.

O novo presidente é contrário à descriminalização das drogas, mas defende a legalização da maconha para fins farmacêuticos, sob “regulação rigorosa e com finalidade econômica”. Também enfatiza que a família formada por homem e mulher deve ser reconhecida como “pilar básico da sociedade” e que as políticas públicas devem priorizar esse modelo.

Paz declarou ainda ser contrário à equiparação entre casamento civil e união homoafetiva, embora apoie direitos civis básicos, como acesso à herança e cobertura de planos de saúde. Em relação à pauta bioética, o presidente eleito se define como pró-vida e se opõe ao aborto, admitindo exceções apenas nos casos previstos em lei, como estupro.

Reconhecimento internacional

Em pronunciamento posterior à vitória, Paz afirmou que pretende “reabrir a Bolívia para o mundo”, com o objetivo de restabelecer o diálogo diplomático e econômico interrompido nos últimos anos. O portal boliviano El Deber informou que o novo governo busca ampliar a cooperação internacional, especialmente na área de energia e exportação de hidrocarbonetos.

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, divulgou comunicado oficial em Washington, afirmando: “Os Estados Unidos parabenizam o presidente eleito Rodrigo Paz por sua eleição como presidente da Bolívia. Também parabenizamos o povo boliviano por este momento histórico para seu país”. Segundo Rubio, após “duas décadas de má gestão”, a nova liderança em La Paz representa uma oportunidade “transformadora” para ambos os países.

O comunicado foi a primeira manifestação internacional de alto nível emitida pelo governo dos Estados Unidos desde o resultado eleitoral. O texto também destacou a disposição americana para cooperar com o novo governo boliviano em questões estratégicas e econômicas.

Paz confirmou ter recebido mensagens de felicitação de outros líderes internacionais e mencionou o agradecimento ao Secretário de Estado Adjunto dos EUA, que manifestou apoio em nome do presidente Donald Trump e reiterou o compromisso de colaboração na área energética a partir de 8 de novembro.

Desafios econômicos

Filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora, Rodrigo Paz pertence a uma família tradicional da política boliviana. Nascido no exílio, na Espanha, construiu sua carreira pública como deputado, prefeito de Tarija e senador. Sua trajetória é marcada por uma transição ideológica: iniciou sua vida política no Movimento da Esquerda Revolucionária (MIR), fundado por seu pai, e ao longo dos anos adotou uma postura mais conservadora e pragmática.

Formado em Economia, o presidente eleito assume o governo em meio à pior crise econômica boliviana em quatro décadas, com inflação acima de 23%, escassez de combustíveis e reservas cambiais em níveis críticos. Analistas locais alertam que o novo governo precisará equilibrar promessas de campanha e realidade fiscal, adotando medidas de austeridade e atraindo investimentos externos para estabilizar a economia nacional.

Pastor apela a Trump contra genocídio de cristãos na Nigéria

O pastor nigeriano Harrison Ayintete divulgou um vídeo gravado dentro de uma vala comum durante o sepultamento de cristãos assassinados por grupos armados na Nigéria, em que faz um apelo por ajuda internacional e menciona diretamente o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo intervenção diante do que descreve como “massacre de cristãos” no país.

“Estamos cansados de estar lá fora, realizando enterros todos os dias, e eles esperam que fiquemos em silêncio. Agora é uma ordem: governo da Nigéria, venha abertamente e negue que há massacre, que há genocídio de cristãos na Nigéria. Olhe para isso hoje”, disse o pastor, apontando para os corpos na vala. Em seguida, questionou: “Provem se há algum muçulmano aqui?”.

Em outro trecho, Ayintete dirigiu-se a líderes internacionais: “Nações Unidas, eu sei que vocês estão me assistindo. Senado americano, vocês estão vendo o que estou dizendo aqui. Conselheiro especial de Trump, agora, por favor, diga a Trump para salvar nossas vidas na Nigéria. Eles estão matando cristãos, massacrando cristãos”.

De acordo com o portal Persecution.org, o apelo do pastor coincide com a divulgação de um relatório da Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety), que denuncia uma campanha sistemática de perseguição contra cristãos na Nigéria. O documento aponta que grupos jihadistas destroem cerca de 100 igrejas por mês e que, desde 2009, aproximadamente 19.100 templos foram atacados, incendiados ou forçados a encerrar atividades sob ameaça armada.

As investigações citam como principais autores dos ataques militantes do Boko Haram, do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP) e pastores fulani armados, responsáveis por invasões e execuções em aldeias do centro e norte do país.

Dados do Parlamento Europeu indicam que, entre 2019 e 2023, quase 17 mil cristãos foram mortos em ataques motivados por sua fé. Somente nos sete primeiros meses de 2025, foram registradas mais de 7.000 mortes e cerca de 7.800 sequestros, segundo o relatório. As estatísticas refletem a dimensão humanitária da crise: famílias desfeitas, comunidades destruídas e vilarejos inteiros forçados ao deslocamento em meio à escalada da violência religiosa.

Após orações, compositor Tony Ricardo recebe alta hospitalar

O compositor gospel Tony Ricardo recebeu alta hospitalar e já se recupera em casa após um período de internação. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o artista expressou gratidão pelas orações e mensagens de apoio recebidas durante o tratamento. “Obrigado pelo carinho de cada irmão. Eu saí do hospital para glória de Deus”, declarou.

No sábado, 18 de outubro, Tony recebeu a visita do cantor Sérgio Lopes, com quem compartilhou um momento de comunhão e oração. O encontro foi registrado em vídeo e amplamente repercutido entre artistas e admiradores da música cristã.

Autor de composições conhecidas no meio evangélico, Tony Ricardo é responsável por sucessos como O Maior Troféu (gravado por Damares), O Extraordinário (interpretado por Jotta A) e Amigo Espírito Santo (cantado por Cassiane).

O compositor enfrenta complicações de saúde há anos. Em 2007, foi diagnosticado com um tumor cancerígeno na medula cervical, que afetou sua força muscular e sensibilidade. Quatro anos depois, em 2011, sofreu um acidente doméstico que agravou seu quadro clínico, resultando na perda dos movimentos dos braços e das pernas.

Devido à falta de mobilidade, Tony enfrenta infecções recorrentes provocadas por feridas, o que exige acompanhamento médico contínuo. Sua mais recente internação, ocorrida no início de outubro, mobilizou amigos, familiares e diversos artistas cristãos, que promoveram campanhas de oração nas redes sociais pedindo a Deus pela restauração de sua saúde.

A recuperação do compositor foi recebida com alegria nas redes sociais pela comunidade evangélica, que tem acompanhado sua trajetória de fé e superação ao longo dos anos.

Cristãos separados das filhas vão à mais alta Corte contra Suécia

Um casal cristão romeno levou o governo da Suécia ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH), em Estrasburgo, após permanecer separado das duas filhas mais velhas por mais de dois anos. Daniel e Bianca Samson, que viveram na Suécia por quase uma década, afirmam que o sistema de proteção à criança do país violou seus direitos paternais ao remover indevidamente as filhas do convívio familiar.

O caso foi apresentado nesta semana com o apoio da ADF International, organização jurídica que defende a liberdade religiosa e a proteção da família. Em nota, a entidade afirmou que o processo “levanta sérias preocupações sobre atrasos, excessos e possível discriminação contra cristãos no sistema de bem-estar infantil da Suécia”.

Segundo os pais, as meninas — então com 10 e 11 anos — foram retiradas de casa em dezembro de 2022, após uma delas ter feito uma denúncia de abuso na escola, posteriormente retratada. As autoridades suecas, entretanto, mantiveram as crianças sob custódia estatal, mesmo após o arquivamento da investigação. O episódio teve início, segundo o casal, quando eles negaram à filha o uso de smartphone e maquiagem, decisão que teria levado a acusações de “extremismo religioso” e maus-tratos.

Os promotores concluíram que não havia indícios de crime, mas os serviços sociais mantiveram as meninas em lares adotivos separados, distantes uma da outra. Desde então, a família tem direito a uma visita supervisionada por mês. Entre janeiro e junho de 2024, Daniel e Bianca completaram um curso obrigatório de parentalidade, no qual dois terapeutas certificados atestaram sua competência. Mesmo assim, as autoridades não autorizaram a reunificação.

De acordo com o casal, as filhas passaram por vários lares substitutos, e uma delas teria desenvolvido problemas de saúde física e mental, chegando a tentar suicídio. Os pais afirmam que as crianças pediram reiteradamente para voltar para casa, mas o Estado continua a negar o pedido.

Durante os processos judiciais, representantes do governo sueco classificaram os Samson como “extremistas religiosos”, citando a frequência da família a cultos três vezes por semana e a recusa em permitir certas roupas ou maquiagem. A defesa dos pais sustentou que tais práticas são expressões legítimas de fé, protegidas pelos Artigos 8 e 9 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, que garantem o direito à vida familiar e à liberdade religiosa.

Após esgotar os recursos internos, inclusive com a recusa da Suprema Corte da Suécia em reexaminar o caso em março de 2025, Daniel Samson afirmou que não restou alternativa senão recorrer à corte europeia. “Amamos nossas crianças. Confiamos na Suécia para protegê-las — e quando a verdade veio à tona, esperávamos que nossas filhas voltassem para casa. Mesmo assim, elas continuam longe de nós, e sua saúde mental continua a se deteriorar”, declarou.

O casal também solicitou a transferência das filhas para o sistema de acolhimento familiar da Romênia, pedido que foi negado pelas autoridades suecas. Enquanto o caso tramita, os Samson retornaram ao país natal com seus outros cinco filhos.

O advogado internacional da ADF, Robert Morales Sancho, afirmou que “apesar de uma investigação completa que inocentou o Sr. e a Sra. Samson de qualquer abuso, as autoridades suecas prolongaram o sofrimento desta família e ainda não permitiram que as crianças voltassem para casa”. Ele acrescentou que “o caso atinge o cerne do direito mais fundamental de todos os pais”.

Em entrevista ao European Conservative, Daniel relatou que a separação teve consequências graves. Segundo ele, as meninas foram transferidas entre lares adotivos situados a centenas de quilômetros de distância, o que dificultou as visitas mensais. Descreveu uma das filhas como “fortemente medicada e emocionalmente retraída”, afirmando: “Pelo jeito que ela olha, ela não está olhando para você. Ela está olhando através de você”.

O pai afirmou ainda que a família cumpriu todas as exigências impostas pelo Estado, mas que as autoridades “ignoram as constatações e continuam a bloquear a reunificação”. Ele disse ter oferecido total transparência às equipes sociais: “Vocês podem nos visitar diariamente. Eu até permitirei que coloquem câmeras em todos os cantos da casa, mas, por favor, deixem que eles voltem para casa”.

Os pais afirmam que os materiais religiosos das crianças foram confiscados, sob a alegação de que os áudios de histórias bíblicas seriam “muito violentos”. Para a ADF International, o episódio revela “um elemento inconfundível de discriminação religiosa” contra a família.

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos já identificou violações em casos semelhantes de proteção à infância envolvendo países como Noruega e Espanha, ao concluir que autoridades locais extrapolaram seus poderes ao separar famílias permanentemente. O julgamento do caso dos Samson ainda não tem data marcada, segundo o The Christian Post.

Michelle Bolsonaro cita Ap 22 após reunião de bispo com Lula

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) fez uma publicação irônica nas redes sociais sobre o encontro entre Lula (PT) e o bispo Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus do Brás, em São Paulo.

Em uma postagem, Michelle compartilhou a notícia da reunião e incluiu o versículo de Apocalipse 22:11: “Quem é injusto, seja injusto ainda; e quem é sujo, seja sujo ainda; e quem é justo, seja justificado ainda; e quem é santo, seja santificado ainda”. A citação bíblica foi interpretada por diversos internautas como uma mensagem crítica ao encontro entre o presidente e o líder religioso.

O bispo Samuel Ferreira havia se reunido com Lula no Palácio do Planalto, em Brasília, no início da semana passada. Durante a visita, o presidente destacou o respeito que afirma ter pela Assembleia de Deus e elogiou o trabalho espiritual e social desenvolvido pela igreja. Ferreira presenteou o chefe do Executivo com uma Bíblia e uma edição especial alusiva ao Centenário de Glória da instituição.

O deputado federal Cezinha de Madureira (PSD-SP), que acompanhou o encontro, declarou que a reunião teve caráter de cortesia e não envolveu temas políticos ou indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF). “Estamos em um período um pouco conturbado com tudo o que está acontecendo e nós oramos pelo presidente”, disse. Em seguida, acrescentou: “Não viemos pedir nada por ninguém”.

A manifestação de Michelle é um contraponto ao momento em que o governo federal busca aproximação com setores evangélicos, grupo que historicamente demonstra resistência à figura do presidente. De acordo com pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 8 de outubro, 63% dos evangélicos desaprovam a gestão de Lula, enquanto 34% expressam aprovação.

Paralelamente, o governo tenta articular apoio político para a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal, em substituição ao ministro Luís Roberto Barroso, que renunciou ao cargo. O diálogo com lideranças evangélicas influentes é visto como parte da estratégia de negociação com senadores, responsáveis por votar a confirmação do nome indicado pelo presidente.

Iraque: igrejas destruídas pelo Estado Islâmico reabrem

Duas igrejas históricas da cidade de Mosul, no norte do Iraque, foram oficialmente reabertas após anos de restauração, quase uma década depois de terem sido destruídas durante a ocupação do Estado Islâmico. As cerimônias de reconsagração, realizadas em 16 e 17 de outubro, representaram um raro momento de renovação para a comunidade cristã local, hoje reduzida a poucas dezenas de famílias.

Na quarta-feira, moradores, líderes religiosos e autoridades internacionais se reuniram para inaugurar a Igreja de São Tomás, templo ortodoxo siríaco do século VII, e a Igreja Católica Caldeia de Al-Tahira, conhecida como “A Imaculada”. Fadi, cristão de 27 anos natural de Mosul que trabalhou três anos na restauração, afirmou que as reaberturas são “um sinal de esperança” para os cristãos deslocados.

“Isso mostra aos cristãos que vivem no exterior que as coisas estão melhores aqui agora, que eles podem voltar para casa”, disse Fadi.

Ambas as igrejas estão localizadas na Cidade Velha de Mosul, área que esteve sob controle do Estado Islâmico entre 2014 e 2017. Durante esse período, a Igreja de São Tomás foi transformada em prisão, e Al-Tahira foi bombardeada, ficando em ruínas. A restauração começou em 2022, como parte de uma iniciativa internacional para recuperar marcos culturais danificados pela guerra.

O projeto foi conduzido pela Fundação Aliph, organização dedicada à proteção do patrimônio em zonas de conflito, em parceria com o Conselho Estatal de Antiguidades e Patrimônio do Iraque. A execução das obras foi supervisionada pela instituição católica francesa L’Oeuvre d’Orient, com apoio técnico do Instituto Nacional do Patrimônio da França, de acordo com informações do The Christian Post.

A população cristã de Mosul, que chegou a representar cerca de 14% dos habitantes, hoje não passa de 60 famílias entre os quase 2 milhões de moradores da cidade, segundo o portal católico Zenit. “Essas igrejas não são apenas pedras. Elas são a memória da fé, da história e da comunidade”, declarou o arcebispo Najeeb Michael Moussa, bispo caldeu de Mosul, durante a cerimônia. Ele acrescentou que “a fé pode ser ferida, mas não extinta”, e que cada toque de sino “chama não apenas os fiéis, mas o futuro”.

Antes da reconstrução, as equipes especializadas precisaram remover minas terrestres e artefatos explosivos deixados pelo conflito. Entre os elementos restaurados está a porta de alabastro do século XIII da Igreja de São Tomás, esculpida em mármore local — conhecido como farsh — e representando Cristo com os doze apóstolos. Os novos sinos, fundidos na oficina Cornille Havard, na Normandia, voltaram a tocar sobre Mosul. A mesma fundição havia restaurado os sinos da Catedral de Notre-Dame de Paris. As inscrições nos sinos trazem as frases “A verdade vos libertará” e “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”.

A reconsagração de Mar Toma ocorreu em uma celebração ortodoxa, enquanto a reabertura de Al-Tahira foi realizada no dia seguinte, 17 de outubro. A cerimônia civil conjunta marcou a abertura pública dos templos à população de Mosul. O evento contou com a presença do Patriarca Louis Raphaël Sako, líder da Igreja Caldeia do Iraque, e do Patriarca Ortodoxo Siríaco Mor Ignatius Aphrem II, além do ministro da Cultura do Iraque, Ahmed al-Badrani, do governador de Nínive, Abdul Qadir al-Dakhil, do embaixador francês Patrick Durel e de representantes da UNESCO e da Œuvre d’Orient, segundo a Syriac Press.

Em seu discurso, Sako afirmou que a restauração “não é apenas uma questão de restaurar pedras, mas de restaurar a confiança — uma mensagem de paz e esperança para o povo de Mosul e de todo o Iraque”. O patriarca lembrou que, antes da guerra, a cidade abrigava 13 igrejas caldeias e três mosteiros, a maioria hoje abandonada. Ele recordou ainda que Mosul “era um reduto cristão muito antes da chegada dos muçulmanos no final do século VII”.

Diante dos fiéis, Sako apelou por “confiança mútua e relações humanas, fraternais e nacionais”, alertando que “o extremismo e o sectarismo jamais poderão construir um Estado ou paz”. Enfatizou também a necessidade de reconstruir a sociedade “com base nos valores de fraternidade, respeito e aceitação dos outros”.

Em referência direta ao Movimento Babilônia, partido político apoiado pelo Irã e liderado por Rayan al-Kildani, o patriarca declarou: “Nós, cristãos, não temos milícias e, se tais grupos existem, eles não têm nada a ver com a ética cristã, e nós não os reconhecemos”. Ele defendeu que os cristãos no Iraque possam “viver com direitos plenos e iguais sob estratégias legais, políticas e de segurança coerentes”.

A Igreja de São Tomás é tradicionalmente associada ao local onde o apóstolo Tomé teria permanecido antes de seguir para a Índia. Já Al-Tahira está ligada a uma suposta aparição mariana que, segundo a tradição, teria protegido a cidade de uma invasão persa em 1743. Ambas as igrejas são conhecidas por sua importância simbólica como pontos de encontro entre cristãos e muçulmanos em Mosul.

As duas restaurações integram o programa “Mosaico de Mosul”, desenvolvido pela Fundação Aliph para recuperar o patrimônio cultural destruído durante o conflito. O projeto incluiu a desativação de explosivos e a reconstrução arquitetônica detalhada, preservando elementos originais e a memória histórica de uma das mais antigas comunidades cristãs do Oriente Médio.

Tarcísio prega em Camp de jovens: ‘Vocês são instrumentos’

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participou do encerramento do Camp Brasil 2025, evento de adolescentes da Assembleia de Deus Ministério de Perus, e recebeu a oportunidade de fazer uma saudação aos jovens presentes. Em sua fala, lembrou de Timóteo, jovem pastor que foi mentoreado pelo apóstolo Paulo.

Tarcísio, que já participou de outros eventos na sede da AD Perus, leu o texto e encorajou os presentes a colocarem em prática os dons que receberam de Deus: “1 Timóteo, capítulo 4, versículo 12: ‘Ninguém o despreze por você ser jovem. Pelo contrário, seja um exemplo para os fiéis, na palavra, na conduta, no amor, na fé, na pureza, até a minha chegada. Dedique-se à leitura das Escrituras, à exortação e ao ensino. Não seja negligente para com o dom que você recebeu’. Ninguém o despreze por você ser jovem. Vocês são jovens, mas vocês já são instrumentos”.

Em sua aplicação da leitura, traçou paralelos com o texto de 1 Coríntios 12, em que Paulo compara a Igreja a um corpo, composto por diferentes membros, em alusão à diversidade de dons: “Cada um de vocês é um instrumento. Aqui vocês vão ser instrumentos para libertar outros jovens. Vocês vão ser instrumentos para fazer a diferença. Vocês serão, como fala na palavra, exemplos para os fiéis. Vocês são jovens, mas são instrumentos”.

“Cada um de vocês recebeu um dom. Paulo gosta muito de falar em dons espirituais. Ele compara a igreja ao corpo humano. E não existe uma parte do corpo mais importante do que a outra. Não existe um órgão mais importante do que o outro. Isso significa que todos os dons são importantes. Cada um de vocês recebeu um dom maravilhoso. São esses dons que garantem o crescimento, a unidade da igreja. Se a gente recebeu o dom pela graça, nós temos que usar os nossos dons. Quando a gente não usa os dons, a gente peca”, acrescentou o governador.

Tarcísio, como alguém mais maduro, compartilhou com os jovens as impressões que as adversidades causam em um primeiro momento, e os encorajou a não desistir: “Quem às vezes acha que não dá conta da sua missão, não dá conta do fardo. O fardo está pesado. Quem às vezes achou-se impotente? Às vezes eu acho que a cruz está pesada. Mas Deus não dá uma cruz que a gente não consiga carregar. E quando a gente pensa que não consegue, se alegra na esperança. Porque a vitória vai vir. E a nossa vitória está em Cristo. E vocês vão fazer grandes coisas. Amém? E Deus abençoe”.

Dia das Bruxas: ex-satanista alerta sobre o verdadeiro Halloween

Em entrevista ao “Podcast Jesus People”, apresentado por Ryan Miller, o ex-satanista Riaan Swiegelaar, cofundador da Igreja Satânica da África do Sul, emitiu um alerta sobre as implicações espirituais do Halloween. Swiegelaar, que relatou ter deixado o ocultismo após uma experiência com Jesus, descreveu a data como a mais significativa no calendário satânico.

Citando Anton LaVey, fundador da Igreja Satânica, o entrevistado afirmou: “Quero agradecer aos pais cristãos por permitirem que seus filhos celebrem o diabo um dia do ano”.

Swiegelaar declarou que o Halloween é a noite de maior volume de sacrifícios humanos em escala global e que decorações típicas transformam vizinhanças inteiras em “pontos de acesso para atividade demoníaca”.

Questionado sobre como os cristãos deveriam reagir, o ex-satanista recomendou que primeiro garantissem estar “em uma posição justa diante de Deus”, sem “pecado oculto ou portas abertas”. Afirmou que a oração é uma ferramenta poderosa, desde que precedida por um relacionamento genuíno com Deus.

Como ação prática, sugeriu que os fiéis declarem autoridade espiritual em voz alta ao passar por locais com decorações: “Satanás, você não pode ter esse bairro e essas casas. Eu quebro a influência do diabo em nome de Jesus”. Swiegelaar assegurou que o nome de Jesus possui poder efetivo nessas situações, baseado em sua experiência anterior no ocultismo.

Finalmente, fez um apelo para que a Igreja “acorde”, afirmando que 80% dos cristãos, em sua avaliação, não possuem discernimento espiritual por não passarem tempo suficiente com Deus. Conclamou os ouvintes a pesquisarem as origens do Halloween e orarem para que seus praticantes tenham “um encontro verdadeiro com Cristo”.