Perseguição: escola proíbe estudante cristão de evangelizar colega

Um estudante cristão do Colégio Estadual São Paulo Apóstolo, na capital paranaense, foi solicitado a suspender encontros de evangelismo que organizava de forma voluntária durante os intervalos das aulas.

Os encontros, conforme relatos, aconteciam de maneira espontânea e contavam exclusivamente com a participação de discentes que demonstravam interesse livre e não coagido.

A instituição de ensino formalizou o caso através do registro de ocorrência interna de número 70/2025, envolvendo o aluno Samuel Proença de Souza, e convocou seus responsáveis legais para um encontro com a direção escolar.

O documento administrativo, subscrito pela equipe gestora e pedagógica, estabeleceu como finalidade o registro formal da situação e a orientação dos envolvidos. A medida autoritária foi adotada após a escola receber manifestações de desconforto de familiares de outros estudantes em relação às atividades de evangelismo desenvolvidas por Samuel.

A direção educacional informou ter identificado a formação de um grupo de alunos durante o período de recreio, constatando que o estudante cristão utilizava “a palavra para conduzir conversas sobre escolhas de vida com seus colegas”.

Em consequência, os diretores Juliano e Márcio Roberto Lopes determinaram a interrupção dos encontros no âmbito da escola. A fundamentação apresentada pela instituição referiu-se ao princípio constitucional da laicidade estatal, acrescentando que manifestações religiosas individuais “têm potencial para causar desconforto entre discentes que não compartilhem das mesmas concepções”.

Conforme consta no termo administrativo, o estudante cristão acatou a determinação e comprometeu-se a reconsiderar suas ações, enquanto sua responsável assumiu o encargo de dialogar com ele sobre a questão.

Liberdade religiosa violada

O episódio alcançou repercussão em plataformas digitais, onde se desenvolveu debate acerca dos limites entre laicidade estatal e liberdade religiosa no ambiente educacional.

O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Eduardo Martins, encontrou-se pessoalmente com o estudante e manifestou apoio público à iniciativa do jovem. Em suas declarações, descreveu Samuel como “um jovem promissor e inspirador” e afirmou que “o Estado laico representa precisamente a garantia do exercício da liberdade religiosa, e não sua restrição”.

Paralelamente, o deputado estadual Alexandre Amaro qualificou a medida da escola como contrária à Constituição Federal, especificamente ao artigo 5º que trata das liberdades de crença e expressão.

Em conjunto com a vereadora Meri Martins, apresentou o Projeto de Lei nº 871/2025, que objetiva impedir a proibição de iniciativas estudantis voluntárias de natureza religiosa durante os intervalos em instituições de ensino públicas e privadas.

Análise especializada

O Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) emitiu parecer técnico sobre o caso, sustentando que “encontros organizados espontaneamente por alunos, sem intervenção de agentes estatais ou utilização de recursos públicos, constituem expressões legítimas de crença”.

O documento técnico questionou a interpretação do princípio de laicidade adotada pela instituição de ensino, argumentando que “é incompatível com a ordem constitucional transformar o conceito de laicidade em instrumento de restrição à livre manifestação religiosa individual”.

A entidade concluiu caracterizando a intervenção escolar contra o estudante cristão como “violação de direitos fundamentais”, ressaltando que “a expressão religiosa, quando voluntária e não coercitiva, deve ser respeitada e protegida em todos os ambientes sociais, inclusive no espaço educacional”.

Trump entrega medalha a viúva de Charlie Kirk: ‘Mártir da verdade’

President Donald J. Trump honors Charlie Kirk with America’s highest civilian honor, the Presidential Medal of Freedom, accepted by Erika Kirk on her husband’s behalf@POTUS @MrsErikaKirk pic.twitter.com/Bo6aZq1S4d

— Turning Point USA (@TPUSA) October 14, 2025

O presidente Donald Trump concedeu uma Medalha Presidencial da Liberdade póstuma ao ativista conservador Charlie Kirk, durante uma cerimônia realizada no Jardim das Rosas da Casa Branca, em homenagem ao que seria o 32º aniversário do fundador da organização Turning Point USA (TPUSA). A medalha, gravada com uma cruz, foi entregue à viúva Erika Kirk, diante de cerca de 100 convidados.

“Hoje, estamos aqui para homenagear e lembrar um guerreiro destemido pela liberdade, um líder amado que galvanizou a próxima geração como ninguém que eu já vi antes, e um patriota americano da mais profunda convicção, da mais alta qualidade e do mais alto calibre: o falecido e grande Charlie Kirk”, afirmou Trump em seu discurso.

O presidente disse ter “corrido até o outro lado do mundo” nas primeiras horas do dia para participar da cerimônia após retornar de Israel, onde havia assinado um acordo de paz. Ele descreveu Kirk como “um líder insubstituível de sua geração”, cujas contribuições, segundo afirmou, foram “tanto políticas quanto espirituais”.

“Charles James Kirk foi um visionário e uma das maiores figuras de sua geração”, declarou Trump. “Ele sabia que a luta para preservar nossa herança é travada não apenas no campo de batalha e nos corredores do poder, mas também nos corações da juventude de nossa nação.”

Durante o discurso, Trump chamou Kirk de “mártir”, dizendo que ele foi “assassinado no auge de sua vida por falar a verdade com ousadia, por viver sua fé e lutar incansavelmente por uma América melhor e mais forte”. O presidente também destacou a religiosidade do ativista. “Deus era muito importante para Charlie. Ele dizia: ‘Sabe, se você não tiver religião, não terá um país forte’. É verdade. Ele era muito sábio para a sua idade”, acrescentou.

Trump, que recentemente foi destaque na imprensa por sugerir que talvez “não fosse para o céu”, afirmou acreditar que Kirk “definitivamente foi”. “Charlie nunca perdeu a oportunidade de nos lembrar dos princípios judaico-cristãos da fundação da nossa nação ou de compartilhar sua profunda fé cristã”, declarou. “Em seus momentos finais, Charlie testemunhou a grandeza da América e a glória do nosso Salvador, com quem agora descansa no Céu.”

O presidente ainda comentou sobre a mudança repentina do clima durante a cerimônia. “Eu disse: ‘Não tenho certeza se consigo’, mas ele vai conseguir. Ele está lá. Ele está olhando para nós agora. Tão incrível.” Trump observou que a previsão do tempo, inicialmente sombria, acabou se tornando favorável, o que considerou “apropriado”.

Ao relembrar o assassinato de Kirk, Trump afirmou: “Como eu disse no dia em que foi assassinado, Charlie Kirk foi um mártir pela verdade e pela liberdade.” O presidente sugeriu que a morte do ativista “tornou seu testemunho ainda mais poderoso”, mas alertou que “a esquerda radical” estaria promovendo uma “ideologia satânica cada vez mais violenta e desesperada”.

“Nos dias que se seguiram ao assassinato de Charlie, vimos exatamente por que nosso país precisava tanto do seu exemplo”, disse Trump. “Vimos legiões de radicais de extrema esquerda recorrerem a atos desesperados de violência e terror, porque sabem que suas ideias e argumentos não convencem ninguém. Eles têm a ideologia do diabo e estão falhando, e sabem disso”, concluiu o presidente, de acordo com o The Christian Post.

Charlie Kirk, cofundador da TPUSA em 2012, aos 18 anos, foi morto a tiros em 10 de setembro, ao ser atingido no pescoço por um suposto atirador de 22 anos no campus da Universidade Utah Valley, em Orem, Utah. Ele deixou sua esposa, Erika, e dois filhos pequenos.

Após o discurso de Trump, Erika Kirk recebeu a medalha em nome do marido e fez uma declaração emocionada. “Isto não é uma cerimônia; isto é uma nomeação”, afirmou. “A vida de Charlie foi a prova de que a liberdade não é uma teoria, é um testemunho. Ele nos mostrou que a liberdade não começa nos corredores do poder, mas no fim, num coração entregue a Deus.”

Ela prosseguiu: “Hoje, enquanto homenageamos Charlie com esta incrível Medalha Presidencial da Liberdade em seu aniversário, estou aqui com lágrimas e um coração e espírito humildes, porque sua história nos lembra que viver livre é o maior presente, mas morrer livre é a maior vitória.”

A morte de Kirk motivou vigílias de oração em diferentes partes do mundo no mês passado, incluindo um grande encontro no Estádio State Farm, em Glendale, Arizona, em 21 de setembro. Na ocasião, Trump o descreveu como “um missionário com um espírito nobre”, enquanto Erika Kirk perdoou publicamente o assassino de seu marido diante do público reunido.

Pastor acusado de agiotagem renuncia ao cargo: “Pela instituição”

Em reunião congregacional realizada na última sexta-feira (10), na sede da Assembleia de Deus em Breu Branco, o pastor Josias Roberto de Freitas respondeu publicamente às acusações de suposta prática de “agiotagem” que têm circulado contra seu nome.

Durante o encontro, que contou com a presença do pastor Océlio Nauar, presidente da convenção estadual, Josias utilizou projeções em telão para apresentar documentos e notas fiscais, além de responder a questionamentos diretos dos membros presentes.

Ao final do evento, o religioso anunciou que estava transferindo a liderança da igreja para o pastor Océlio Nauar, que assumiria interinamente as funções administrativas. Todo o conteúdo da assembleia foi posteriormente disponibilizado nas contas oficiais do pastor Josias na plataforma Facebook.

Em suas publicações nas redes sociais, o pastor descreveu as acusações como “fundamentadas em informações falsas e distorcidas”. Em sua defesa, argumentou que todas as medidas administrativas adotadas durante sua gestão foram previamente discutidas e aprovadas em reuniões com o ministério, encontros com líderes de departamentos e assembleias gerais, sempre seguindo os protocolos estabelecidos no estatuto da denominação.

Sobre as transações financeiras questionadas, o representante jurídico da igreja, advogado Denis, apresentou embasamento legal citando o Decreto 22.626 de 1933 (Lei da Usura) e dispositivos complementares.

Ele explicou que a legislação permite que operações de empréstimo entre entidades jurídicas incluam juros de até 3% ao mês, posição utilizada para contestar a caracterização das práticas como “agiotagem”.

O pastor Josias manteve que a documentação exibida publicamente, complementada por declarações de testemunhas, demonstra a regularidade de sua conduta. Reafirmou que todos os processos foram conduzidos através dos mecanismos internos de decisão e que as prestações de contas foram submetidas aos órgãos competentes da comunidade religiosa.

Ao encerrar seus comentários, o pastor Josias justificou a decisão de passar a liderança ao pastor Océlio Nauar com a declaração: “Preferi renunciar para preservar a instituição”, frase que posteriormente reproduziu em suas redes sociais.

Pastor armado incentiva fiéis à luta espiritual ‘contra a descrença’

Líderes da Legacy Faith Church, localizada em Harrisburg, Pensilvânia, manifestaram apoio ao pastor fundador Philip Thornton após críticas surgidas em razão de um sermão no qual ele apontou repetidamente uma arma descarregada em direção aos fiéis. O episódio ocorreu em setembro e foi descrito pela igreja como uma “ilustração simbólica” para encorajar “violência espiritual contra a descrença”.

Em nota enviada à emissora WHP, a congregação afirmou: “No início, o Pastor Thornton deixa bem claro que o rifle era um adereço e apenas para fins ilustrativos. A arma de fogo foi desativada (percussor removido), liberada e mostrada publicamente como sem munição. A ilustração foi criada para mostrar aos fiéis como a descrença é inimiga da fé”.

O sermão, intitulado “Limpando a Sala”, foi transmitido pelo YouTube em 28 de setembro. Durante a pregação, Thornton utilizou o rifle enquanto outro homem, também armado com um fuzil de assalto, o acompanhava no púlpito. Em determinado momento, um raio laser projetado pela arma refletiu sobre os fiéis que estavam nas primeiras fileiras.

“Ele [Deus] esvaziou a sala. Ele [Deus] expulsou todos, entrou como um soldado. O Reino dos Céus sofre violência”, disse Thornton, ao assegurar à congregação que o equipamento não oferecia perigo. “E não se preocupem, a luz está forte. Certo? Não há nada na arma; mãos longe do gatilho. A luz está forte, o laser está lá. Eu poderia pegar vocês, qualquer um de vocês”.

Apesar da aparente tranquilidade dos presentes, especialistas em segurança criticaram o gesto. Emanuel Kapelsohn, especialista nacionalmente reconhecido em armas de fogo, táticas e uso da força, afirmou ao Penn Live que o comportamento do pastor viola “as duas primeiras regras de segurança de armas: tratar todas as armas como carregadas e sempre apontá-las para uma direção segura”.

“Francamente, se eu estivesse lá com minha família, eu teria nos conduzido para fora o mais rápido possível e provavelmente teria ido até ele de forma diplomática e dito: ‘Você tem que parar com isso’”, declarou Kapelsohn.

Outro especialista, David Sarni, professor adjunto do John Jay College of Criminal Justice e detetive aposentado do Departamento de Polícia de Nova York, classificou Thornton como “o exemplo modelo de pessoas que manuseiam armas de maneira inadequada”. Segundo Sarni, “eu entendo a mensagem que ele está tentando passar. Mas há muitas maneiras de transmitir essa mensagem sem apontar uma arma para seus membros”.

Mesmo diante das críticas, os líderes da igreja sustentaram que o uso do rifle não representou risco e que a intenção do pastor foi apenas ilustrativa. “Dois precedentes bíblicos foram utilizados, mostrando que tanto Jesus quanto Pedro tiveram que ‘limpar o espaço’ da incredulidade para que o milagre necessário acontecesse”, afirmou a instituição em novo comunicado.

A nota ainda citou referências bíblicas em Mateus 11.12 e 1 Coríntios 2.14, explicando que “o ensinamento para crentes tinha como objetivo encorajar a violência espiritual contra a incredulidade e a falta de fé, não contra as pessoas”.

Segundo o The Christian Post, a direção da Legacy Faith Church reafirmou que “o ambiente da igreja permaneceu seguro durante todo o sermão” e que a mensagem foi voltada exclusivamente ao contexto simbólico de “combate espiritual” descrito nas Escrituras.

Mendonça bloqueia milhões de sindicato ligado a irmão de Lula

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 389 milhões pertencentes ao Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), e  a seus dirigentes. A decisão foi proferida na terça-feira, 14, no âmbito de uma ação judicial que corre sob sigilo. A informação ganhou ainda mais repercussão por ser ligada ao irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O processo em questão é o mesmo que fundamentou a operação da Polícia Federal (PF) realizada na quinta-feira, 9. A investigação apura um suposto esquema de descontos irregulares aplicados em benefícios previdenciários administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre os dirigentes do Sindnapi está o vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, que é irmão do presidente da República. As investigações da PF indicam a possibilidade de que a entidade tenha participado de fraudes envolvendo a inserção de informações falsas em sistemas governamentais, além de suspeitas de organização criminosa e ocultação de patrimônio.

Na qualidade de relator do processo no STF, o ministro André Mendonça autorizou o cumprimento de 66 mandados de busca e apreensão. As diligências foram concentradas em unidades federativas incluindo São Paulo, Distrito Federal, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Amazonas, Santa Catarina e Rio Grande do Norte.

No decorrer da operação, foram apreendidos pelos agentes R$ 135 mil em espécie, 27 veículos – entre os quais modelos das marcas Ferrari, Porsche, BMW, Audi e Mini Cooper –, uma arma de fogo, 30 relógios – com valores estimados de até R$ 100 mil por unidade –, além de aparelhos celulares e computadores portáteis.

Sindnapi defende sua atuação e nega irregularidades

Em nota oficial, o porta-voz do Sindnapi, Marco Piva, afirmou que “o sindicato está muito tranquilo em relação a esse processo” e destacou os 25 anos de história da entidade.

A defesa do Sindnapi rejeitou qualquer envolvimento em atividades criminosas e afirmou que irá comprovar a legalidade de toda a atuação do grupo. Os advogados manifestaram “repúdio” às acusações e sustentaram que todos os descontos realizados junto aos associados estavam em conformidade com a lei.

“O Sindnapi comprovará a lisura e a legalidade de sua atuação, sempre em prol de seus associados, garantindo-lhes a dignidade e respeito que são devidos”, consta em trecho da nota divulgada. Com: Oeste.

Gravado sem saber, Michael Tait admite comportamento impróprio

O ex-vocalista do grupo cristão Newsboys, Michael Tait, acusado por diversos homens de abuso sexual ao longo de 16 anos, pediu desculpas em particular a uma das supostas vítimas durante uma ligação telefônica em que admitiu ter feito um “toque inapropriado”.

“Quando te avancei pela primeira vez, te toquei de forma inapropriada, e tudo saiu do controle… isso me dominou”, afirmou Tait durante a conversa de 45 minutos, gravada em julho e divulgada pelo The Roys Report. “Tudo o que posso dizer é, do fundo do meu coração, que sinto muito, cara”.

A suposta vítima, identificada pelo pseudônimo Lucas, disse ter conhecido Tait em um festival de música em Birmingham, Alabama, em 2000, quando tinha 19 anos. Ele relatou que, ao longo dos anos seguintes, Tait — então com cerca de 30 anos — o teria manipulado e abusado sexualmente várias vezes, usando sua posição e fama na indústria musical para manter controle sobre ele.

Lucas afirmou ao The Roys Report que os abusos ocorreram entre 2002 e 2010 e que se sentia “completamente impotente para se defender”. Segundo o relato, ele decidiu gravar a conversa após Tait entrar em contato do exterior com a intenção de “fazer as pazes”.

Durante a ligação, Tait disse: “Não existe um manual sobre como fazer isso, exceto a Bíblia. Eu chorei, orei, lidei com vícios em todos os níveis. Eu menti, trapaceei, enganei, destruí meu mundo… mas tudo começou em algum lugar”.

O pedido de desculpas foi divulgado após reportagens do The Guardian e do The Roys Report detalharem alegações de múltiplos homens que acusam Tait de agressão sexual, aliciamento e uso de drogas durante duas décadas.

Tait, atualmente com 59 anos, deixou o Newsboys em janeiro e divulgou em seguida uma carta pública intitulada Minha Confissão, na qual reconheceu “toques sensuais indesejados” em homens e o uso de álcool e drogas, mas contestou alguns dos relatos apresentados.

Lucas descreveu o ex-vocalista como “carismático” e “manipulador”. Ele afirmou que o relacionamento começou como mentoria e evoluiu para coerção. “Michael usou seu poder e posição na indústria para me coagir a situações das quais eu sempre tentava me esquivar”, disse.

Segundo Lucas, o comportamento de Tait se agravou após o cantor convidá-lo para ficar em sua residência em Brentwood, Tennessee, em 2003. Ele relatou que acordou durante a noite e encontrou Tait o abusando sexualmente. “Eu congelei. Entrei no meu carro e dirigi para casa”.

Lucas declarou que, embora Tait tenha se desculpado posteriormente e negado ser homossexual, os abusos continuaram no ano seguinte. As agressões, segundo ele, cessaram apenas após seu casamento, mas o trauma permaneceu.

Quando os dois voltaram a se falar neste ano, Tait afirmou estar sóbrio desde janeiro e reconheceu que Lucas não foi a única vítima. “Perdemos tudo. A banda está acabada. A gestão está acabada. Mas foi preciso isso para me colocar de joelhos”, declarou.

Tait acrescentou que seus mentores o aconselharam a não pedir perdão, mas disse ter se sentido compelido a fazê-lo. “Você pode me enforcar na forca ou pode dizer: ‘Ei, eu te perdoo’”, disse.

Lucas afirmou ter perdoado o músico, mas disse que não teve mais contato com ele desde então. A gravação, segundo ele, foi divulgada para impedir que Tait volte a ter influência na música cristã. “Não quero que ele faça uma turnê de retorno”, afirmou. “Ele já viveu das almas dos outros por tempo suficiente. Eu gostaria de vê-lo na cadeia, para ser sincero. Não porque eu ganhe algo com isso, mas porque é o que se merece.”

Em agosto, uma das supostas vítimas, identificada como Shawn Davis, afirmou estar movendo uma ação contra Tait por meio do Departamento de Polícia de Brentwood, no Tennessee, onde uma investigação preliminar foi iniciada. Davis declarou à revista People que Tait o teria estuprado em 2003, após drogá-lo, e que está colaborando com as autoridades para reunir provas.

“Estamos tentando controlar isso e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para derrubá-lo”, disse Davis. “No fim das contas, o objetivo é vê-lo ir para a prisão. Precisamos que todas as vítimas possíveis se apresentem. Elas merecem saber que não são as únicas e merecem contar suas histórias.”

Em julho, o vocalista da banda Skillet, John Cooper, classificou o caso como “uma vergonha e uma tragédia para a Igreja”. Ele pediu que líderes e artistas do meio cristão condenem publicamente os atos.

“Precisamos de uma condenação veemente desses atos, não de uma condenação de pessoas. Não estamos condenando pessoas. Estamos condenando as ações das pessoas. De forma veemente, sem pedir desculpas, não recuamos”, declarou.

De acordo com o The Christian Post, Cooper acrescentou: “É impróprio pular direto para a mentalidade de que temos que ser amorosos, que somos todos pecadores, que todos falhamos e que não podemos julgar. Sim, somos todos pecadores. Há um momento para isso… mas há categorias que não podemos ignorar”.

“Pastor do UFC”: lutador prega após vitória no octógono com Bíblia

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O lutador brasileiro Jafel Filho, conhecido como “The Pastor” (no popular português “Pastor do UFC”), venceu Clayton Carpenter por finalização no primeiro round do UFC Rio, realizado na Farmasi Arena no último sábado (11).

Imediatamente após o anúncio da vitória, o atleta ergueu uma Bíblia com a mão esquerda enquanto o árbitro levantava seu braço direito em sinal de triunfo.

Em declaração no octógono, o Pastor do UFC dirigiu-se ao público em inglês e português: “A paz do Senhor Jesus Cristo a todo o Brasil! A paz do Senhor Jesus Cristo, América!”. Em seguida, afirmou:

“Antes de eu estar aqui em cima como lutador, eu sou um pastor, sou um pregador do Evangelho. Independente do que você ganhe nessa terra, o que importa é isso aqui: O Céu é real”.

Jafel Filho, que é pastor da Assembleia de Deus, manteve suas atividades ministeriais no domingo (12), pregando na Escola Bíblica Dominical pela manhã e no culto noturno em sua igreja. Sua esposa, Alline Costa, publicou em rede social antes da luta:

“Antes de qualquer batalha, existe um altar. É aqui, aos pés de Jesus, que entrego a vida daquele que amo”. Com este resultado, o brasileiro soma 16 vitórias em 20 lutas profissionais realizadas.

Projeto Rádio Bíblia: “+31 Mil Vozes” grava leituras bíblicas no RJ

A unidade móvel da Rádio Bíblia, mantida pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), iniciou nova etapa do projeto “+31 Mil Vozes com a Palavra” no Rio de Janeiro. A iniciativa tem como objetivo envolver a população na gravação dos 31.104 versículos da Bíblia Sagrada, atribuindo um versículo por participante.

Como parte da programação da Rádio Bíblia, no dia 15 de outubro, entre 8h e 18h, serão registradas as vozes de pessoas em situação de rua na região dos Arcos da Lapa, no Centro da cidade.

Além da participação no projeto Rádio Bíblia, os moradores em situação de vulnerabilidade social receberão atendimento integrado, incluindo banho, alimentação e serviços sociais.

A ação busca combinar o engajamento com as Escrituras com iniciativas de inclusão social. A unidade móvel seguirá em diferentes locais até 18 de outubro, com visitas programadas à Rádio Novo Tempo, à Igreja AD Pilares e a instituições educacionais.

Programação Completa:

  • 15/10: Arcos da Lapa (ação com moradores de rua)

  • 16/10: Rádio Novo Tempo | Associação IASD

  • 17/10: Igreja AD Pilares – Seminário de Ciências Bíblicas (17h-22h)

  • 18/10: Igreja AD Pilares – Seminário de Ciências Bíblicas (8h-14h)

O projeto já registrou mais de 16 mil gravações em 11 estados brasileiros e no exterior, ultrapassando a metade de sua meta total. A expectativa para a etapa carioca é envolver centenas de participantes, incluindo estudantes, líderes comunitários e voluntários.

Reverendo analisa critérios para a escolha profissional de cristãos

Em episódio do programa “Augustus Responde”, o reverendo Augustus Nicodemus abordou a relação entre fé cristã e escolha profissional. Partindo da concepção do trabalho como instituição divina, o reverendo afirmou:

“Deus colocou uma enxada na mão do homem e mandou que cuidasse do jardim”. Nicodemus destacou que, após a queda, a atividade laboral tornou-se penosa, mas mantém seu propósito original de glorificar a Deus e servir à humanidade.

Como critério para avaliação de profissões, ou seja, a escolha profissional, o reverendo citou o princípio bíblico de 1 Coríntios 10:31: “Fazei tudo para a glória de Deus”.

Ele explicou que não se trata de elaborar listas de ocupações proibidas, mas de avaliar se a função exige práticas que contradizem os mandamentos bíblicos. “Se o trabalho envolve enganar pessoas ou praticar imoralidade, é evidente que você não devia se envolver nesse tipo de atividade”, declarou.

Nicodemus citou os exemplos bíblicos de Daniel e José como modelos de integridade em ambientes profissionais desafiadores. No entanto, fez ressalva sobre situações onde a permanência na escolha profissional exigiria comprometer convicções faith-based:

“Se o trabalho lhe obriga a ir contra a Palavra de Deus, é melhor pedir demissão”. O reverendo finalizou reforçando que cada profissão deve ser avaliada pela pergunta: “O que eu faço glorifica a Deus ou apenas me sustenta?”. Com: Comunhão.

Vídeo: antes de partida na NFL, jogador é batizado nas águas

O jogador de futebol americano Travis Hunter foi batizado antes de uma partida da NFL, em uma igreja localizada na cidade de Jacksonville, no estado da Flórida (EUA).

O atleta, que integra o elenco do Jacksonville Jaguars e foi vencedor do Troféu Heisman quando atuava pelo Colorado Buffaloes, participou da cerimônia momentos antes do jogo da semana 6 da NFL, disputado contra o Seattle Seahawks.

O batismo aconteceu na Celebration Church, onde a celebração foi conduzida pelo pastor Tim Timberlake. O momento, descrito como um testemunho público de fé em Jesus Cristo, foi registrado e divulgado nas redes sociais do jogador, alcançando grande repercussão entre os torcedores e admiradores.

Influência cristã

O testemunho de fé de Travis Hunter reflete a influência espiritual exercida por seu ex-técnico e mentor, Deion Sanders, com quem trabalhou durante sua passagem pelo Colorado Buffaloes. O programa de futebol americano da Universidade do Colorado tem um histórico de liderança cristã, marcado pela atuação de dois treinadores conhecidos por expressar publicamente sua fé: Bill McCartney e Deion Sanders.

Bill McCartney, campeão nacional e fundador do ministério masculino Promise Keepers, faleceu em 10 de janeiro deste ano. Seu trabalho uniu esportes e valores cristãos, servindo de inspiração para várias gerações de atletas. Já Deion Sanders, apelidado de “Coach Prime”, é amplamente reconhecido por manifestar sua fé em treinamentos e jogos, muitas vezes conduzindo momentos de oração coletiva com a equipe.

Assim como McCartney, Sanders também enfrentou críticas por incluir orações nos vestiários, mas continua afirmando que seu êxito profissional e pessoal está ligado à sua relação com Deus. Essa postura, segundo companheiros e observadores, impactou diretamente a formação espiritual e emocional de jogadores como Travis Hunter, que agora dá continuidade a esse legado de fé no cenário profissional da NFL.