Vício de evangélicos em bets é ‘problema espiritual urgente’

O pastor André Valadão comentou, em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (14), os resultados de uma pesquisa do PoderData que apontam aumento significativo das apostas em bets entre evangélicos no Brasil.

Segundo o levantamento, 41% dos fiéis já fizeram jogos de azar pela internet, e 35% afirmaram ter se endividado em razão dessas atividades.

Valadão classificou o resultado como um “alerta espiritual” e um “problema social urgente”. De acordo com o pastor, o vício em apostas tem provocado conflitos familiares e danos emocionais em diversas comunidades religiosas.

“Mesmo com tantos avisos, muita gente continua brincando com algo que está destruindo casamentos, tirando o sustento dos filhos e gerando crises emocionais muito profundas”, afirmou.

O líder da Igreja Batista da Lagoinha, com sede em Belo Horizonte (MG), alertou ainda que a promessa de dinheiro fácil é uma armadilha que afasta os fiéis dos princípios cristãos.

“Jogo de azar nunca foi entretenimento inocente. São sistemas feitos para viciar e roubar o que você tem de mais precioso”, declarou.

Durante a mensagem, Valadão incentivou igrejas e líderes religiosos a abordarem o tema com mais frequência em cultos e encontros comunitários.

“Não dá mais pra tratar isso como um passatempo. É um problema sério que precisa ser combatido com alerta, com oração, com ensino e com a verdade da Palavra de Deus”, disse.

Ao encerrar o pronunciamento, o pastor ressaltou que a verdadeira prosperidade está ligada ao trabalho, à fé e à fidelidade, e não à sorte: “A prosperidade vem do trabalho, da fidelidade e da bênção de Deus. Que Ele tenha misericórdia da nossa geração”, concluiu.

GOV cria nova classificação de conteúdos impróprios para crianças

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta do Governo Federal, instituiu nesta quarta-feira (15) uma nova faixa etária no sistema de classificação indicativa para conteúdos impróprios audiovisuais e, pela primeira vez, submeteu aplicativos de celular ao mesmo regime de avaliação. A medida foi formalizada mediante portaria assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski.

A atualização cria uma categoria específica para conteúdos impróprios para crianças menores de 6 anos, preenchendo a lacuna existente entre as classificações “livre” e “10 anos”. A partir de agora, aplicativos móveis adotarão as mesmas faixas etárias aplicadas a produtos audiovisuais, que variam de “livre” até “18 anos”.

Em declaração oficial, o ministro Lewandowski afirmou que “a primeira infância é etapa essencial do desenvolvimento da pessoa humana”, acrescentando que “a política pública de classificação indicativa é uma das mais importantes camadas de proteção nos ambientes digitais”. O ministro destacou que a inovação considera “a interatividade digital como fator que pode influenciar o público infantil”.

Além dos parâmetros já vigentes para cenas de sexo, nudez, drogas e violência, a nova regulamentação inclui a avaliação de riscos como contato com adultos desconhecidos, possibilidade de compras online e interações potencialmente prejudiciais com sistemas de inteligência artificial.

“Serão avaliados riscos presentes em jogos eletrônicos, aplicativos de todas as espécies e vendas nas redes sociais”, explicou Lewandowski durante a cerimônia de assinatura, definindo como objetivo “criar mecanismos que contribuam para um ambiente digital mais seguro, educativo e respeitoso”.

Integração com o ECA Digital

A portaria complementa a Lei de Proteção de Crianças e Adolescentes no Ambiente Online, sancionada no mês passado e denominada “ECA Digital”. A legislação estabelece obrigações específicas para redes sociais, sites, jogos eletrônicos e outras plataformas digitais, atribuindo às empresas de tecnologia o dever de cuidado com usuários menores de idade.

Entre as disposições da nova norma destacam-se:

  • Ferramentas de controle parental para gerenciar visibilidade de conteúdos impróprios e limitar interações entre adultos e menores

  • Restrições de tempo de uso e vinculação obrigatória de contas infantis a contas de responsáveis

  • Sistemas de verificação de idade, denúncia de abuso sexual e configurações reforçadas de privacidade

  • Medidas preventivas contra crimes digitais como bullying, exploração sexual e dependência comportamental

A implementação das novas regras ocorre em um contexto de crescente debate sobre a exposição infantil em ambientes digitais, intensificado recentemente por denúncias de casos de exploração infantil veiculadas em redes sociais. Com: Agência Brasil.

Senadores protocolam impeachment contra Flávio Dino, do STF

Um grupo de senadores de oposição apresentou nesta quarta-feira (15) um novo pedido de impeachment contra o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Este documento soma-se a pelo menos outros seis processos similares protocolados anteriormente por parlamentares e cidadãos contra o magistrado, todos dependentes de análise e autorização da Presidência do Senado para tramitação.

As acusações formalizadas no pedido incluem a prática de atividade político-partidária, violação à liberdade de expressão e configuração de conflito de interesse por parte do ministro.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE), um dos signatários da iniciativa, afirmou que a medida representa também uma resposta a ação judicial em tramitação no STF, proposta pelo partido Solidariedade em conjunto com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Esta ação questiona a competência do Senado para instaurar processos de impeachment contra ministros da Corte Suprema.

“A população precisa saber o que está acontecendo: uma tentativa de blindagem institucional, de impedir que esta Casa cumpra sua função constitucional”, declarou Girão.

O senador explicou que, segundo os autores da ação no STF, a Constituição não prevê a abertura de processo de impeachment e afastamento de ministros do Supremo pelo Senado por maioria simples, defendendo que esta prerrogativa seria exclusiva do procurador-geral da República.

Outros parlamentares que subscrevem o pedido, como os senadores Magno Malta (PL-ES) e Carlos Portinho (PL-RJ), também se manifestaram criticamente sobre a ação em análise no Supremo. Para Malta, o impeachment de Dino representaria “um lampejo de esperança”, acrescentando que o ministro e outros integrantes da Corte teriam transformado o STF “em um braço de partido político”, comprometendo sua imparcialidade.

O senador Carlos Portinho reafirmou a posição de que o Congresso Nacional não terá sua prerrogativa de deliberar sobre pedidos de impeachment suprimida. “Não vão legislar por pareceres, muito menos por atos. A legislação é feita por representantes eleitos pelo povo”, concluiu o parlamentar.

MP investiga vereador por participar de culto em evento em escola

O vereador João Pedro Pugina (PL-SP), tornou-se alvo de uma denúncia apresentada pelo 2º Conselho Tutelar ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), após participar de um evento sobre prevenção ao suicídio realizado em 24 de agosto, na Escola Estadual Maria do Carmo Lélis, em Araçatuba (SP).

De acordo com a representação, o parlamentar teria promovido prática religiosa em ambiente escolar, o que, segundo o Conselho, viola o princípio da laicidade do Estado. O evento fazia parte da campanha Setembro Amarelo, voltada à valorização da vida, e incluiu uma oração cristã conduzida por Pugina, acompanhado de duas pastoras e um cantor gospel.

Registros publicados nas redes sociais mostram orações, cânticos e imposição de mãos sobre alunos e funcionários da escola. As imagens exibem estudantes visivelmente emocionados durante a ação. O Conselho argumentou que a exposição de menores em vídeos e postagens públicas pode “atentar contra o melhor interesse das crianças e adolescentes”, em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que assegura a proteção da imagem e da integridade emocional de pessoas menores de idade.

O órgão solicitou que o Ministério Público investigue se houve uso político ou religioso do espaço público escolar. O promotor Joel Furlan instaurou um procedimento preliminar para apurar se houve violação de direitos.

Em resposta, João Pedro Pugina negou qualquer irregularidade e afirmou que o evento teve caráter educativo, dentro do programa “Projeto de Vida”, que discute temas como bullying, saúde emocional e convivência comunitária. Segundo o vereador, sua participação foi voluntária e teve o objetivo de transmitir uma mensagem de esperança e apoio aos jovens, conforme informado pelo jornal Gazeta do Povo.

Nas redes sociais, o caso gerou ampla repercussão e diversas manifestações de apoio ao parlamentar. O advogado Carlos Rebouças, conhecido por sua atuação em defesa da liberdade religiosa, classificou a denúncia como um ato de “intolerância religiosa”. Em outro comentário que circulou amplamente, um internauta ironizou: “Oração não pode, mas uma cabine imitando um motel pode”, em referência a atividades escolares anteriores que provocaram debate sobre valores e limites pedagógicos.

O caso segue sob análise do Ministério Público, que ainda decidirá se haverá abertura de investigação formal.

Perseguição: escola proíbe estudante cristão de evangelizar colega

Um estudante cristão do Colégio Estadual São Paulo Apóstolo, na capital paranaense, foi solicitado a suspender encontros de evangelismo que organizava de forma voluntária durante os intervalos das aulas.

Os encontros, conforme relatos, aconteciam de maneira espontânea e contavam exclusivamente com a participação de discentes que demonstravam interesse livre e não coagido.

A instituição de ensino formalizou o caso através do registro de ocorrência interna de número 70/2025, envolvendo o aluno Samuel Proença de Souza, e convocou seus responsáveis legais para um encontro com a direção escolar.

O documento administrativo, subscrito pela equipe gestora e pedagógica, estabeleceu como finalidade o registro formal da situação e a orientação dos envolvidos. A medida autoritária foi adotada após a escola receber manifestações de desconforto de familiares de outros estudantes em relação às atividades de evangelismo desenvolvidas por Samuel.

A direção educacional informou ter identificado a formação de um grupo de alunos durante o período de recreio, constatando que o estudante cristão utilizava “a palavra para conduzir conversas sobre escolhas de vida com seus colegas”.

Em consequência, os diretores Juliano e Márcio Roberto Lopes determinaram a interrupção dos encontros no âmbito da escola. A fundamentação apresentada pela instituição referiu-se ao princípio constitucional da laicidade estatal, acrescentando que manifestações religiosas individuais “têm potencial para causar desconforto entre discentes que não compartilhem das mesmas concepções”.

Conforme consta no termo administrativo, o estudante cristão acatou a determinação e comprometeu-se a reconsiderar suas ações, enquanto sua responsável assumiu o encargo de dialogar com ele sobre a questão.

Liberdade religiosa violada

O episódio alcançou repercussão em plataformas digitais, onde se desenvolveu debate acerca dos limites entre laicidade estatal e liberdade religiosa no ambiente educacional.

O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Eduardo Martins, encontrou-se pessoalmente com o estudante e manifestou apoio público à iniciativa do jovem. Em suas declarações, descreveu Samuel como “um jovem promissor e inspirador” e afirmou que “o Estado laico representa precisamente a garantia do exercício da liberdade religiosa, e não sua restrição”.

Paralelamente, o deputado estadual Alexandre Amaro qualificou a medida da escola como contrária à Constituição Federal, especificamente ao artigo 5º que trata das liberdades de crença e expressão.

Em conjunto com a vereadora Meri Martins, apresentou o Projeto de Lei nº 871/2025, que objetiva impedir a proibição de iniciativas estudantis voluntárias de natureza religiosa durante os intervalos em instituições de ensino públicas e privadas.

Análise especializada

O Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR) emitiu parecer técnico sobre o caso, sustentando que “encontros organizados espontaneamente por alunos, sem intervenção de agentes estatais ou utilização de recursos públicos, constituem expressões legítimas de crença”.

O documento técnico questionou a interpretação do princípio de laicidade adotada pela instituição de ensino, argumentando que “é incompatível com a ordem constitucional transformar o conceito de laicidade em instrumento de restrição à livre manifestação religiosa individual”.

A entidade concluiu caracterizando a intervenção escolar contra o estudante cristão como “violação de direitos fundamentais”, ressaltando que “a expressão religiosa, quando voluntária e não coercitiva, deve ser respeitada e protegida em todos os ambientes sociais, inclusive no espaço educacional”.

Trump entrega medalha a viúva de Charlie Kirk: ‘Mártir da verdade’

President Donald J. Trump honors Charlie Kirk with America’s highest civilian honor, the Presidential Medal of Freedom, accepted by Erika Kirk on her husband’s behalf@POTUS @MrsErikaKirk pic.twitter.com/Bo6aZq1S4d

— Turning Point USA (@TPUSA) October 14, 2025

O presidente Donald Trump concedeu uma Medalha Presidencial da Liberdade póstuma ao ativista conservador Charlie Kirk, durante uma cerimônia realizada no Jardim das Rosas da Casa Branca, em homenagem ao que seria o 32º aniversário do fundador da organização Turning Point USA (TPUSA). A medalha, gravada com uma cruz, foi entregue à viúva Erika Kirk, diante de cerca de 100 convidados.

“Hoje, estamos aqui para homenagear e lembrar um guerreiro destemido pela liberdade, um líder amado que galvanizou a próxima geração como ninguém que eu já vi antes, e um patriota americano da mais profunda convicção, da mais alta qualidade e do mais alto calibre: o falecido e grande Charlie Kirk”, afirmou Trump em seu discurso.

O presidente disse ter “corrido até o outro lado do mundo” nas primeiras horas do dia para participar da cerimônia após retornar de Israel, onde havia assinado um acordo de paz. Ele descreveu Kirk como “um líder insubstituível de sua geração”, cujas contribuições, segundo afirmou, foram “tanto políticas quanto espirituais”.

“Charles James Kirk foi um visionário e uma das maiores figuras de sua geração”, declarou Trump. “Ele sabia que a luta para preservar nossa herança é travada não apenas no campo de batalha e nos corredores do poder, mas também nos corações da juventude de nossa nação.”

Durante o discurso, Trump chamou Kirk de “mártir”, dizendo que ele foi “assassinado no auge de sua vida por falar a verdade com ousadia, por viver sua fé e lutar incansavelmente por uma América melhor e mais forte”. O presidente também destacou a religiosidade do ativista. “Deus era muito importante para Charlie. Ele dizia: ‘Sabe, se você não tiver religião, não terá um país forte’. É verdade. Ele era muito sábio para a sua idade”, acrescentou.

Trump, que recentemente foi destaque na imprensa por sugerir que talvez “não fosse para o céu”, afirmou acreditar que Kirk “definitivamente foi”. “Charlie nunca perdeu a oportunidade de nos lembrar dos princípios judaico-cristãos da fundação da nossa nação ou de compartilhar sua profunda fé cristã”, declarou. “Em seus momentos finais, Charlie testemunhou a grandeza da América e a glória do nosso Salvador, com quem agora descansa no Céu.”

O presidente ainda comentou sobre a mudança repentina do clima durante a cerimônia. “Eu disse: ‘Não tenho certeza se consigo’, mas ele vai conseguir. Ele está lá. Ele está olhando para nós agora. Tão incrível.” Trump observou que a previsão do tempo, inicialmente sombria, acabou se tornando favorável, o que considerou “apropriado”.

Ao relembrar o assassinato de Kirk, Trump afirmou: “Como eu disse no dia em que foi assassinado, Charlie Kirk foi um mártir pela verdade e pela liberdade.” O presidente sugeriu que a morte do ativista “tornou seu testemunho ainda mais poderoso”, mas alertou que “a esquerda radical” estaria promovendo uma “ideologia satânica cada vez mais violenta e desesperada”.

“Nos dias que se seguiram ao assassinato de Charlie, vimos exatamente por que nosso país precisava tanto do seu exemplo”, disse Trump. “Vimos legiões de radicais de extrema esquerda recorrerem a atos desesperados de violência e terror, porque sabem que suas ideias e argumentos não convencem ninguém. Eles têm a ideologia do diabo e estão falhando, e sabem disso”, concluiu o presidente, de acordo com o The Christian Post.

Charlie Kirk, cofundador da TPUSA em 2012, aos 18 anos, foi morto a tiros em 10 de setembro, ao ser atingido no pescoço por um suposto atirador de 22 anos no campus da Universidade Utah Valley, em Orem, Utah. Ele deixou sua esposa, Erika, e dois filhos pequenos.

Após o discurso de Trump, Erika Kirk recebeu a medalha em nome do marido e fez uma declaração emocionada. “Isto não é uma cerimônia; isto é uma nomeação”, afirmou. “A vida de Charlie foi a prova de que a liberdade não é uma teoria, é um testemunho. Ele nos mostrou que a liberdade não começa nos corredores do poder, mas no fim, num coração entregue a Deus.”

Ela prosseguiu: “Hoje, enquanto homenageamos Charlie com esta incrível Medalha Presidencial da Liberdade em seu aniversário, estou aqui com lágrimas e um coração e espírito humildes, porque sua história nos lembra que viver livre é o maior presente, mas morrer livre é a maior vitória.”

A morte de Kirk motivou vigílias de oração em diferentes partes do mundo no mês passado, incluindo um grande encontro no Estádio State Farm, em Glendale, Arizona, em 21 de setembro. Na ocasião, Trump o descreveu como “um missionário com um espírito nobre”, enquanto Erika Kirk perdoou publicamente o assassino de seu marido diante do público reunido.

Pastor acusado de agiotagem renuncia ao cargo: “Pela instituição”

Em reunião congregacional realizada na última sexta-feira (10), na sede da Assembleia de Deus em Breu Branco, o pastor Josias Roberto de Freitas respondeu publicamente às acusações de suposta prática de “agiotagem” que têm circulado contra seu nome.

Durante o encontro, que contou com a presença do pastor Océlio Nauar, presidente da convenção estadual, Josias utilizou projeções em telão para apresentar documentos e notas fiscais, além de responder a questionamentos diretos dos membros presentes.

Ao final do evento, o religioso anunciou que estava transferindo a liderança da igreja para o pastor Océlio Nauar, que assumiria interinamente as funções administrativas. Todo o conteúdo da assembleia foi posteriormente disponibilizado nas contas oficiais do pastor Josias na plataforma Facebook.

Em suas publicações nas redes sociais, o pastor descreveu as acusações como “fundamentadas em informações falsas e distorcidas”. Em sua defesa, argumentou que todas as medidas administrativas adotadas durante sua gestão foram previamente discutidas e aprovadas em reuniões com o ministério, encontros com líderes de departamentos e assembleias gerais, sempre seguindo os protocolos estabelecidos no estatuto da denominação.

Sobre as transações financeiras questionadas, o representante jurídico da igreja, advogado Denis, apresentou embasamento legal citando o Decreto 22.626 de 1933 (Lei da Usura) e dispositivos complementares.

Ele explicou que a legislação permite que operações de empréstimo entre entidades jurídicas incluam juros de até 3% ao mês, posição utilizada para contestar a caracterização das práticas como “agiotagem”.

O pastor Josias manteve que a documentação exibida publicamente, complementada por declarações de testemunhas, demonstra a regularidade de sua conduta. Reafirmou que todos os processos foram conduzidos através dos mecanismos internos de decisão e que as prestações de contas foram submetidas aos órgãos competentes da comunidade religiosa.

Ao encerrar seus comentários, o pastor Josias justificou a decisão de passar a liderança ao pastor Océlio Nauar com a declaração: “Preferi renunciar para preservar a instituição”, frase que posteriormente reproduziu em suas redes sociais.

Pastor armado incentiva fiéis à luta espiritual ‘contra a descrença’

Líderes da Legacy Faith Church, localizada em Harrisburg, Pensilvânia, manifestaram apoio ao pastor fundador Philip Thornton após críticas surgidas em razão de um sermão no qual ele apontou repetidamente uma arma descarregada em direção aos fiéis. O episódio ocorreu em setembro e foi descrito pela igreja como uma “ilustração simbólica” para encorajar “violência espiritual contra a descrença”.

Em nota enviada à emissora WHP, a congregação afirmou: “No início, o Pastor Thornton deixa bem claro que o rifle era um adereço e apenas para fins ilustrativos. A arma de fogo foi desativada (percussor removido), liberada e mostrada publicamente como sem munição. A ilustração foi criada para mostrar aos fiéis como a descrença é inimiga da fé”.

O sermão, intitulado “Limpando a Sala”, foi transmitido pelo YouTube em 28 de setembro. Durante a pregação, Thornton utilizou o rifle enquanto outro homem, também armado com um fuzil de assalto, o acompanhava no púlpito. Em determinado momento, um raio laser projetado pela arma refletiu sobre os fiéis que estavam nas primeiras fileiras.

“Ele [Deus] esvaziou a sala. Ele [Deus] expulsou todos, entrou como um soldado. O Reino dos Céus sofre violência”, disse Thornton, ao assegurar à congregação que o equipamento não oferecia perigo. “E não se preocupem, a luz está forte. Certo? Não há nada na arma; mãos longe do gatilho. A luz está forte, o laser está lá. Eu poderia pegar vocês, qualquer um de vocês”.

Apesar da aparente tranquilidade dos presentes, especialistas em segurança criticaram o gesto. Emanuel Kapelsohn, especialista nacionalmente reconhecido em armas de fogo, táticas e uso da força, afirmou ao Penn Live que o comportamento do pastor viola “as duas primeiras regras de segurança de armas: tratar todas as armas como carregadas e sempre apontá-las para uma direção segura”.

“Francamente, se eu estivesse lá com minha família, eu teria nos conduzido para fora o mais rápido possível e provavelmente teria ido até ele de forma diplomática e dito: ‘Você tem que parar com isso’”, declarou Kapelsohn.

Outro especialista, David Sarni, professor adjunto do John Jay College of Criminal Justice e detetive aposentado do Departamento de Polícia de Nova York, classificou Thornton como “o exemplo modelo de pessoas que manuseiam armas de maneira inadequada”. Segundo Sarni, “eu entendo a mensagem que ele está tentando passar. Mas há muitas maneiras de transmitir essa mensagem sem apontar uma arma para seus membros”.

Mesmo diante das críticas, os líderes da igreja sustentaram que o uso do rifle não representou risco e que a intenção do pastor foi apenas ilustrativa. “Dois precedentes bíblicos foram utilizados, mostrando que tanto Jesus quanto Pedro tiveram que ‘limpar o espaço’ da incredulidade para que o milagre necessário acontecesse”, afirmou a instituição em novo comunicado.

A nota ainda citou referências bíblicas em Mateus 11.12 e 1 Coríntios 2.14, explicando que “o ensinamento para crentes tinha como objetivo encorajar a violência espiritual contra a incredulidade e a falta de fé, não contra as pessoas”.

Segundo o The Christian Post, a direção da Legacy Faith Church reafirmou que “o ambiente da igreja permaneceu seguro durante todo o sermão” e que a mensagem foi voltada exclusivamente ao contexto simbólico de “combate espiritual” descrito nas Escrituras.

Mendonça bloqueia milhões de sindicato ligado a irmão de Lula

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 389 milhões pertencentes ao Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), e  a seus dirigentes. A decisão foi proferida na terça-feira, 14, no âmbito de uma ação judicial que corre sob sigilo. A informação ganhou ainda mais repercussão por ser ligada ao irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O processo em questão é o mesmo que fundamentou a operação da Polícia Federal (PF) realizada na quinta-feira, 9. A investigação apura um suposto esquema de descontos irregulares aplicados em benefícios previdenciários administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre os dirigentes do Sindnapi está o vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, que é irmão do presidente da República. As investigações da PF indicam a possibilidade de que a entidade tenha participado de fraudes envolvendo a inserção de informações falsas em sistemas governamentais, além de suspeitas de organização criminosa e ocultação de patrimônio.

Na qualidade de relator do processo no STF, o ministro André Mendonça autorizou o cumprimento de 66 mandados de busca e apreensão. As diligências foram concentradas em unidades federativas incluindo São Paulo, Distrito Federal, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Amazonas, Santa Catarina e Rio Grande do Norte.

No decorrer da operação, foram apreendidos pelos agentes R$ 135 mil em espécie, 27 veículos – entre os quais modelos das marcas Ferrari, Porsche, BMW, Audi e Mini Cooper –, uma arma de fogo, 30 relógios – com valores estimados de até R$ 100 mil por unidade –, além de aparelhos celulares e computadores portáteis.

Sindnapi defende sua atuação e nega irregularidades

Em nota oficial, o porta-voz do Sindnapi, Marco Piva, afirmou que “o sindicato está muito tranquilo em relação a esse processo” e destacou os 25 anos de história da entidade.

A defesa do Sindnapi rejeitou qualquer envolvimento em atividades criminosas e afirmou que irá comprovar a legalidade de toda a atuação do grupo. Os advogados manifestaram “repúdio” às acusações e sustentaram que todos os descontos realizados junto aos associados estavam em conformidade com a lei.

“O Sindnapi comprovará a lisura e a legalidade de sua atuação, sempre em prol de seus associados, garantindo-lhes a dignidade e respeito que são devidos”, consta em trecho da nota divulgada. Com: Oeste.

Gravado sem saber, Michael Tait admite comportamento impróprio

O ex-vocalista do grupo cristão Newsboys, Michael Tait, acusado por diversos homens de abuso sexual ao longo de 16 anos, pediu desculpas em particular a uma das supostas vítimas durante uma ligação telefônica em que admitiu ter feito um “toque inapropriado”.

“Quando te avancei pela primeira vez, te toquei de forma inapropriada, e tudo saiu do controle… isso me dominou”, afirmou Tait durante a conversa de 45 minutos, gravada em julho e divulgada pelo The Roys Report. “Tudo o que posso dizer é, do fundo do meu coração, que sinto muito, cara”.

A suposta vítima, identificada pelo pseudônimo Lucas, disse ter conhecido Tait em um festival de música em Birmingham, Alabama, em 2000, quando tinha 19 anos. Ele relatou que, ao longo dos anos seguintes, Tait — então com cerca de 30 anos — o teria manipulado e abusado sexualmente várias vezes, usando sua posição e fama na indústria musical para manter controle sobre ele.

Lucas afirmou ao The Roys Report que os abusos ocorreram entre 2002 e 2010 e que se sentia “completamente impotente para se defender”. Segundo o relato, ele decidiu gravar a conversa após Tait entrar em contato do exterior com a intenção de “fazer as pazes”.

Durante a ligação, Tait disse: “Não existe um manual sobre como fazer isso, exceto a Bíblia. Eu chorei, orei, lidei com vícios em todos os níveis. Eu menti, trapaceei, enganei, destruí meu mundo… mas tudo começou em algum lugar”.

O pedido de desculpas foi divulgado após reportagens do The Guardian e do The Roys Report detalharem alegações de múltiplos homens que acusam Tait de agressão sexual, aliciamento e uso de drogas durante duas décadas.

Tait, atualmente com 59 anos, deixou o Newsboys em janeiro e divulgou em seguida uma carta pública intitulada Minha Confissão, na qual reconheceu “toques sensuais indesejados” em homens e o uso de álcool e drogas, mas contestou alguns dos relatos apresentados.

Lucas descreveu o ex-vocalista como “carismático” e “manipulador”. Ele afirmou que o relacionamento começou como mentoria e evoluiu para coerção. “Michael usou seu poder e posição na indústria para me coagir a situações das quais eu sempre tentava me esquivar”, disse.

Segundo Lucas, o comportamento de Tait se agravou após o cantor convidá-lo para ficar em sua residência em Brentwood, Tennessee, em 2003. Ele relatou que acordou durante a noite e encontrou Tait o abusando sexualmente. “Eu congelei. Entrei no meu carro e dirigi para casa”.

Lucas declarou que, embora Tait tenha se desculpado posteriormente e negado ser homossexual, os abusos continuaram no ano seguinte. As agressões, segundo ele, cessaram apenas após seu casamento, mas o trauma permaneceu.

Quando os dois voltaram a se falar neste ano, Tait afirmou estar sóbrio desde janeiro e reconheceu que Lucas não foi a única vítima. “Perdemos tudo. A banda está acabada. A gestão está acabada. Mas foi preciso isso para me colocar de joelhos”, declarou.

Tait acrescentou que seus mentores o aconselharam a não pedir perdão, mas disse ter se sentido compelido a fazê-lo. “Você pode me enforcar na forca ou pode dizer: ‘Ei, eu te perdoo’”, disse.

Lucas afirmou ter perdoado o músico, mas disse que não teve mais contato com ele desde então. A gravação, segundo ele, foi divulgada para impedir que Tait volte a ter influência na música cristã. “Não quero que ele faça uma turnê de retorno”, afirmou. “Ele já viveu das almas dos outros por tempo suficiente. Eu gostaria de vê-lo na cadeia, para ser sincero. Não porque eu ganhe algo com isso, mas porque é o que se merece.”

Em agosto, uma das supostas vítimas, identificada como Shawn Davis, afirmou estar movendo uma ação contra Tait por meio do Departamento de Polícia de Brentwood, no Tennessee, onde uma investigação preliminar foi iniciada. Davis declarou à revista People que Tait o teria estuprado em 2003, após drogá-lo, e que está colaborando com as autoridades para reunir provas.

“Estamos tentando controlar isso e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para derrubá-lo”, disse Davis. “No fim das contas, o objetivo é vê-lo ir para a prisão. Precisamos que todas as vítimas possíveis se apresentem. Elas merecem saber que não são as únicas e merecem contar suas histórias.”

Em julho, o vocalista da banda Skillet, John Cooper, classificou o caso como “uma vergonha e uma tragédia para a Igreja”. Ele pediu que líderes e artistas do meio cristão condenem publicamente os atos.

“Precisamos de uma condenação veemente desses atos, não de uma condenação de pessoas. Não estamos condenando pessoas. Estamos condenando as ações das pessoas. De forma veemente, sem pedir desculpas, não recuamos”, declarou.

De acordo com o The Christian Post, Cooper acrescentou: “É impróprio pular direto para a mentalidade de que temos que ser amorosos, que somos todos pecadores, que todos falhamos e que não podemos julgar. Sim, somos todos pecadores. Há um momento para isso… mas há categorias que não podemos ignorar”.