A comissária ministerial da Hungria, Bernadett Petri, manifestou-se publicamente em 23 de julho de 2025 sobre um relatório do Fórum Parlamentar Europeu para os Direitos Sexuais e Reprodutivos (EPF), divulgado na semana anterior. Petri qualificou o documento como “abertamente anticristão” durante pronunciamento em Budapeste.
O relatório, intitulado “Restrição da Oposição na Europa” e datado de 15 de julho, recebeu financiamento das fundações Bill e Melinda Gates e Open Society (George Soros). Nele, grupos religiosos conservadores são descritos como “antifeministas” e contrários a movimentos LGBTQ+ e de identidade de gênero. Petri consta no texto como integrante de uma rede classificada como “extremista”.
O viés claramente esquerdista e liberal, não por acaso, foi alvo de críticas duras por parte da comissária. Em declaração ao portal Hungary Today, a comissária reagiu:
“Sinto-me honrada por estar nessa lista. Significa que estou fazendo algo bem. Se não fosse eficaz, não tentariam me colocar numa lista negra”.
Petri definiu como “ditatorial” a prática de listar pessoas e organizações que defendem valores cristãos. Ela argumentou ainda que “igrejas e valores cristãos foram fundamentais na construção da sociedade europeia“, acrescentando:
“Acredito que essa organização teme que quem crê em Deus, na família, na pátria e nas tradições recupere sua força”.
O relatório considerado anticristão também mencionou a ADF International, organização cristã que presta assistência jurídica em causas pró-vida e de liberdade religiosa.
Paul Coleman, diretor executivo da entidade, respondeu: “Quanto mais tentam nos silenciar, mais claro fica que nosso trabalho está fazendo diferença”.
Contexto institucional:
O EPF é um órgão consultivo vinculado ao Conselho da Europa, com sede em Bruxelas. Seus relatórios não possuem força vinculante, mas influenciam debates legislativos em diversos países.
As informações sobre as declarações foram originalmente publicadas pelo portal Evangélico Digital em 24 de julho.