As deputadas Rosana Valle, do PL de São Paulo, e Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, trocaram acusações durante reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, na quarta-feira, 08 de abril.
Durante a sessão, Rosana Valle criticou a condução dos trabalhos pela presidente da comissão. Ela mencionou a ausência de deliberação de um requerimento de sua autoria que propunha a realização de audiência pública sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da endometriose.
Ao se dirigir à colega, a deputada afirmou: “Enquanto mulher, na condição de mulher, a senhora não me representa. Nós estamos aqui para impedir que a comissão se torne, e aliás se tornou, uma comissão de militância ideológica”.
Na sequência, Rosana Valle acrescentou: “A senhora grita, a senhora fala com uma indignação, parece que vai partir para uma agressão. E falo mais: se a Vossa Excelência vier para cima de mim, para me enfrentar aqui, nós vamos procurar a Lei Maria da Penha porque a senhora tem a força de um homem, não tem a força de uma mulher”.
A declaração gerou reação de outras parlamentares. A deputada Fernanda Melchionna, do PSOL do Rio Grande do Sul, classificou a fala como transfóbica. Erika Hilton pediu às aliadas que evitassem ampliar o confronto. “Não entra nessa, que é a única maneira que algumas pessoas são capazes de aparecer”, disse.
Em resposta, Erika Hilton criticou a postura da colega e afirmou: “A Vossa Excelência não pode esperar que eu ouça os horrores. Vossa Excelência disse barbaridades contra mim. Ninguém vai tirar o meu direito de falar enquanto deputada”.
A presidente da comissão também comentou as críticas ao seu tom de voz, segundo o ND Mais: “Se Vossa Excelência acha que eu grito, eu lhe oriento a comprar um protetor auricular, porque quando eu descer enquanto membra, gritarei o que for necessário. Fui silenciada e calada durante muito tempo, e agora gritarei tudo aquilo que eu acho que é verdade”, declarou.