A madrugada deste sábado (28) foi marcada pelo início de uma ofensiva militar conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã, uma das maiores escaladas recentes no Oriente Médio que, direta e indiretamente, impacta a comunidade global judaico-cristã.
Enquanto sirenes ecoavam por cidades no norte e centro de Israel, a população civil corria para os bunkers em busca de proteção contra a retaliação iraniana, que já atingiu o território israelense em pelo menos três ondas de ataques, segundo relatos do guia turístico Isaque Levy, mas sem confirmação de baixas.
Em meio ao medo e à tensão, imagens que circulam nas redes sociais mostram uma cena de contraste: dentro dos abrigos subterrâneos, grupos de judeus e cristãos elevam orações e louvores.
Um vídeo compartilhado por Isaque Levy no Instagram registra cristãos de mãos levantadas, intercedendo em meio ao som das sirenes. Já o analista político Saul Sadka publicou imagens de judeus cantando e dançando em um bunker em Tel Aviv, transformando o abrigo em um improvisado local de adoração.
Enquanto isso, do outro lado da fronteira, vídeos mostram iranianos nas ruas comemorando os ataques contra o regime dos aiatolás. A população, que há meses protesta contra a crise econômica e a repressão violenta do governo, vê na ofensiva estrangeira uma possível brecha para a mudança.
Objetivos declarados
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conforme o noticiado pelo GospelMais, justificou a operação em pronunciamento oficial: “Durante 47 anos, o regime dos aiatolás gritou ‘Morte a Israel’, ‘Morte à América’. Derramou nosso sangue, assassinou muitos americanos e massacrou seu próprio povo. Este regime terrorista não deve se armar com armas nucleares”.
Netanyahu afirmou que a ação conjunta busca “criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o país iniciou “grandes operações de combate” para neutralizar ameaças iminentes do regime iraniano. Analistas internacionais apontam que o objetivo americano vai além da contenção militar e visa uma mudança de regime em Teerã.
O príncipe herdeiro Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã e exilado há décadas, usou suas redes sociais para se dirigir à nação: “Nestas horas críticas, devemos permanecer focados em nosso objetivo final: retomar o controle do Irã”. Ele pediu que a população mantenha a calma por enquanto, mas se prepare para “a ação final no momento oportuno”.
A operação militar
Segundo agências internacionais, a ofensiva — que vinha sendo planejada há meses em coordenação entre Washington e Jerusalém — envolve ataques por ar e mar contra alvos estratégicos iranianos.
Explosões foram registradas em diversas cidades, incluindo a capital Teerã, com relatos de colunas de fumaça e bombardeios ininterruptos. Fontes indicam que mísseis de cruzeiro cruzaram as montanhas do Irã em direção a instalações militares, infraestrutura de mísseis e centros do programa nuclear.
A Reuters informou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian estariam entre os alvos, embora os desdobramentos ainda não tenham sido confirmados.
Retaliação e cenário regional
Pouco depois dos primeiros ataques, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases americanas na região. Vários países do Oriente Médio — incluindo Iraque, Síria, Líbano, Jordânia e o norte da Arábia Saudita — fecharam temporariamente seus espaços aéreos. Em Israel, sirenes continuam soando e a população permanece em estado de alerta.
O cenário, em rápida evolução, acende alertas entre analistas internacionais: a operação pode desencadear um conflito regional mais amplo, envolvendo aliados do Irã como o Hezbollah e milícias xiitas, além das forças ocidentais presentes na região.
Enquanto governos ao redor do mundo pedem contenção, o mundo observa se os bombardeios se limitarão a alvos militares ou se incendiarão todo o Oriente Médio. Com: Guiame.