Estado Islâmico assassina de forma brutal cristãos sequestrados

Entre 22 e 27 de julho de 2025, o Estado Islâmico da Província de Moçambique (EI-M) conduziu uma série de ataques de ódio coordenados na província de Cabo Delgado, norte do país, resultando na morte brutal de pelo menos nove civis cristãos, e em confrontos com forças de segurança.

Os episódios foram reivindicados pelo grupo islâmico através de canais oficiais de propaganda terrorista.

Cronologia dos ataques

  • 22 de julho: Militantes do EI-M invadiram a aldeia de Natocua (distrito de Ancuabe), decapitando seis cristãos.

  • 24 de julho: Ataque à aldeia de Ntunhan (Chiure), com uma morte confirmada e incêndio de residências.

  • 25 de julho: Ofensiva contra um posto policial em Chiure Velho, documentada em vídeo pela agência A’maq, ligada ao Estado Islâmico. As imagens mostram saque de armamento e libertação de um detento identificado como “muçulmano”.

  • 26 de julho: Dois cristãos decapitados em Nabala (Chiure), conforme comunicado do grupo. No mesmo período, o EI-M atacou forças militares moçambicanas em Macomia com artefato explosivo improvisado (IED), danificando veículo blindado e ferindo soldados.

Os muçulmanos do Estado Islâmico atuam em Cabo Delgado desde 2017, com ligações comprovadas à Província da África Central do Estado Islâmico (ISCAP). Ambos os grupos são coordenados pelo Escritório Al Karrar, sediado na Somália e liderado por Abdulqadir Mumin.

A insurgência dos terroristas já causou milhares de mortes civis e deslocou mais de 800.000 pessoas, segundo dados da ONU (junho 2025), sendo a população cristã a principal vitimada.

Em 27 de julho, por exemplo, a ISCAP executou 34 cristãos durante um culto no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), reforçando a atuação sincronizada dos grupos.

O Estado Islâmico também impõe a taxação jizya (tributo a não muçulmanos) a cristãos em áreas sob seu controle, sendo essa mais uma forma de opressão contra os seguidores de Jesus Cristo.

Um infográfico publicado no boletim Al-Naba’ (edição 501, 26/06/2025) detalha 4.943 mortes ou feridos em operações no ano islâmico 1446 (julho/2024 a junho/2025), incluindo 1.480 classificados como “cruzados” – referência a cristãos em Moçambique, RDC e Nigéria.

No vídeo de Chiure Velho, um militante afirma: “Conclamamos os muçulmanos a migrarem da terra da descrença para a terra do Islã e a se unirem à jihad”. O MEMRI (Middle East Media Research Institute) atestou a autenticidade da gravação e de comunicados do EI-M sobre incêndios a igrejas em julho. Com informações: Barnabas Aid.