Flávio Bolsonaro repudia posição de Lula sobre ataques ao Irã

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou-se neste sábado (28) contra a nota oficial emitida pelo Itamaraty, que condenou os ataques militares realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã.

O parlamentar, que é pré-candidato à Presidência, classificou o posicionamento do governo brasileiro como inadequado e alinhado a um regime que, em sua avaliação, promove instabilidade e terrorismo.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, Flávio afirmou que a postura diplomática do Brasil ignora a natureza do regime iraniano. “Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo”, declarou.

O senador também expressou solidariedade aos Emirados Árabes Unidos e ao Reino do Bahrein, nações que, segundo ele, foram alvo de ataques iranianos e são parceiras comerciais do Brasil.

Flávio defendeu que a política externa brasileira deve ser pautada pela prudência e clareza, evitando legitimar regimes que, em suas palavras, “promovem terror, desestabilização e sofrimento”.

Íntegra da Manifestação de Flávio Bolsonaro

“O posicionamento do governo Lula diante das ações do regime iraniano é inaceitável. Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo.

O Irã não é um ator neutro no cenário internacional. Trata-se de um governo que financia e apoia organizações terroristas, que grita publicamente ‘morte à América’, que defende abertamente ‘varrer Israel do mapa’ e que mantém um programa nuclear notoriamente para fins militares. Internamente, reprime sua população com violência sistemática, em especial contra mulheres, e milhares de mortos. Esses são fatos públicos e reiterados ao longo dos anos, repudiados por quase todos os países da região.

O Brasil não precisa se intrometer em conflitos regionais, nem assumir papel protagonista em disputas que não nos pertencem. O que não pode é escolher o alinhamento moralmente errado, legitimando um regime que promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico.

Registro minha solidariedade aos Emirados Árabes Unidos, ao Reino do Bahrein, países parceiros do Brasil, e a quaisquer outros que tenham sido covardemente atacados pela ditadura do Irã. São nações com as quais o Brasil mantém relações comerciais relevantes e diálogo institucional crescente.

Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento.”

Posicionamento do Governo Brasileiro

Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota oficial expressando “grave preocupação” com os ataques e condenando as ações militares. O Itamaraty defendeu que os bombardeios ocorreram em meio a negociações em curso e reiterou o diálogo como único caminho viável para a paz. O comunicado também apelou ao respeito ao Direito Internacional e à contenção das partes para evitar a escalada do conflito.

As embaixadas brasileiras na região acompanham os desdobramentos e mantêm contato com cidadãos brasileiros residentes nos países afetados, prestando orientações de segurança. Com: Gazeta Brasil.