Em declaração proferida na janela do Palácio Apostólico após a oração do Angelus no domingo, 4 de janeiro de 2026, o papa Leão XIV manifestou preocupação com os desenvolvimentos políticos na Venezuela. O pontífice enfatizou a necessidade de se priorizar o bem-estar da população e a superação da violência por meio de caminhos que levem à justiça e à paz.
“Com o espírito cheio de preocupação, sigo o desenvolvimento da situação na Venezuela. O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração”, afirmou o papa. Ele acrescentou ser fundamental “garantir a soberania do país, assegurar o Estado de Direito inscrito na Constituição, [e] respeitar os direitos humanos e civis de todos e de cada um”.
Leão XIV também incentivou esforços para a construção de um “futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia”, com atenção especial aos mais vulneráveis, que sofrem com a grave crise econômica do país. O papa pediu orações pela nação, invocando a intercessão da padroeira da Venezuela, Nossa Senhora de Coromoto, e dos santos católicos José Gregorio Hernández e Carmen Rendiles, canonizados por ele em outubro de 2025.
Contexto das Declarações
O pontífice, que possui experiência missionária na América Latina, já havia se pronunciado sobre a Venezuela em ocasiões anteriores. Em 2 de dezembro de 2025, durante o voo de retorno de uma viagem ao Líbano, ele defendeu a busca por formas de diálogo e mencionou a possibilidade de “pressões econômicas” como meio de promover mudanças, em resposta a perguntas sobre a política dos Estados Unidos em relação ao país.
Em novembro do mesmo ano, a partir de sua residência em Castel Gandolfo, Leão XIV havia reiterado a importância do diálogo para aliviar as tensões entre Washington e Caracas, no contexto de operações navais norte-americanas contra o narcotráfico no Caribe que resultaram na captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa no último dia três, por parte das Forças Armadas dos EUA.
A situação venezuelana é acompanhada de perto pela Santa Sé, que conta com o arcebispo venezuelano Edgar Peña Parra como substituto da Secretaria de Estado, chefiada pelo cardeal Pietro Parolin. Em setembro de 2025, a líder opositora María Corina Machado solicitou ao papa que intercedesse pelos presos políticos no país. Com: Pleno News.