Malta e Feliciano rebatem fala de Peninha contra evangélicos

O senador Magno Malta (PL-ES) e o deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) se manifestaram publicamente após as declarações do escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha. Em vídeo divulgado em seu canal no YouTube, Bueno defendeu que evangélicos não deveriam votar e direcionou críticas ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a líderes religiosos.

A primeira resposta veio por meio de um vídeo compartilhado pelo pastor Edésio, pai do deputado Nikolas Ferreira, em sua conta no Instagram. No registro, o senador Magno Malta teceu elogios à família do parlamentar mineiro.

“Ah, se todos os pais do Brasil e do mundo fossem como a irmã Rute e o pastor Edésio. Se tivessem filhos como Nikolas e as irmãs que não vivem de balada, que não usam drogas, que respeitam pai e mãe, que respeitam a vida, que amam a Deus”, afirmou Malta.

O senador também fez referência à origem humilde do deputado, na comunidade Cabana do Pai Tomás, e criticou um padre que, durante uma missa no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, teria feito comentários desfavoráveis sobre Nikolas Ferreira. Malta ainda afirmou que “Deus tem usado a vida do deputado”.

Em outro veículo, o deputado Marco Feliciano publicou um artigo de opinião no site Pleno.News. No texto, ele defendeu a atuação política dos evangélicos e rebateu diretamente as colocações de Eduardo Bueno.

“E de verdade, quando este cita os evangélicos, deveria lavar a boca com creolina. Desculpem a franqueza, mas peço: ‘Nos deixem em paz. Não abordem temas que não conhecem’”, escreveu Feliciano.

O parlamentar paulista argumentou sobre a legitimidade dos líderes religiosos: “pastores não existem de per si; sempre são escolhidos por um grupo de pessoas ou eleitos, por tradição, e portanto têm legitimidade para falar em nome da comunidade”.

Em seguida, ele criticou a postura do escritor em relação à fé: “E digo mais: pessoas que se dizem ateias não deveriam se preocupar com a fé alheia, principalmente quando só se manifestam esculhambando tudo e todos”.

The Send: Hernandes Dias Lopes destaca o chamado missionário

Durante sua participação no evento The Send, realizado no último sábado, 31 de agosto, o pastor Hernandes Dias Lopes centrou sua pregação no tema do engajamento missionário da Igreja. Utilizando como base o capítulo 4, versículo 35, do Evangelho de João, o líder religioso defendeu que a fé cristã demanda uma atitude proativa diante de oportunidades espirituais que se apresentam globalmente.

Em sua explanação, Hernandes partiu da análise do encontro de Jesus com uma mulher samaritana, descrito no mesmo capítulo bíblico.

Ele salientou que a narrativa demonstra uma ação de Cristo que transcende divisões sociais e culturais, alcançando indivíduos à margem e convertendo suas histórias em veículos para a divulgação da mensagem evangélica. A reação imediata da mulher, que sai para relatar sua experiência, foi apresentada pelo pastor como um modelo de testemunho eficaz.

O pastor também abordou o diálogo subsequente entre Jesus e seus discípulos, no qual este afirma que seu alimento é fazer a vontade do Pai. Hernandes interpretou essa declaração como uma lição sobre a necessidade de colocar a missão espiritual acima de interesses materiais e conveniências pessoais.

A partir dessas reflexões, a mensagem foi estruturada em quatro pilares fundamentais: a visão para identificar as necessidades espirituais do mundo; a paixão para comunicar o Evangelho; o compromisso de assumir a responsabilidade da missão; e o investimento necessário para sustentá-la. “A evangelização não se limita às igrejas, mas deve alcançar universidades, escolas, hospitais, espaços públicos e ambientes de decisão”, afirmou.

Concluindo sua fala, Hernandes Dias Lopes fez um apelo direcionado, sobretudo, ao público jovem, para que considerem suas vidas como parte integral do projeto missionário cristão. “Servir, contribuir e se posicionar como testemunhas da fé nos espaços cotidianos é um investimento com consequências que ultrapassam o presente e repercutem na eternidade”, finalizou, segundo a Comunhão.

Para Peninha, evangélicos não devem votar, mas “ficar pastando”

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Em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, o escritor e historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, fez declarações sobre a atuação política de evangélicos e dirigiu ataques ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A gravação, divulgada recentemente, ganhou circulação em redes sociais.

Na publicação, Bueno argumenta que o conservadorismo no país é representado por evangélicos, grupo que ele classifica como “falsos conservadores”. Ele defende que este segmento não deveria atuar na política, limitando-se a atividades estritamente religiosas.

O escritor questionou diretamente o direito de voto dos evangélicos. “Evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar no templo (…). Deveria ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para pastor. Se eles não escolhem nem o pastor deles (…). Por que que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual, para deputado federal, para senador, para presidente? Não, eles não têm que votar”, declarou.

Em outro momento, ao comentar uma caminhada organizada pelo parlamentar mineiro que reuniu milhares de pessoas até Brasília, Bueno mencionou Nikolas Ferreira. Ele fez comentários pessoais sobre o deputado, associando-o a críticas mais amplas a pastores e fiéis. Referindo-se à origem familiar de Ferreira, filho de um pastor, Bueno utilizou termos ofensivos e pejorativos em sua avaliação.

O vídeo tem provocado reações diversas nas plataformas digitais. Até o momento, não há um posicionamento formal do deputado Nikolas Ferreira sobre as declarações específicas do escritor.

Ateus estão entre os mais impactados por conteúdos de fé na TV

Estudo realizado nos Estados Unidos pela empresa HarrisX em conjunto com a organização Faith & Media Initiative, revela que a inclusão de temas religiosos e espirituais em filmes e séries possui ampla receptividade entre os espectadores, incluindo ateus e agnósticos. Os resultados contrariam a noção de que tais elementos reduziriam o interesse do público.

De acordo com a pesquisa, que ouviu mais de 12 mil pessoas, 77% dos entrevistados concordam que a fé nas produções audiovisuais tem apelo amplo. A aprovação se mostrou consistente em diferentes faixas etárias: 79% na Geração Z, 83% entre millennials, 78% na Geração X e 72% entre baby boomers. A filiação política também não se mostrou um fator de grande divisão, com 82% de republicanos, 75% de democratas e 73% de independentes endossando a relevância do tema.

Um índice ainda mais significativo aponta que 92% dos consumidores se declararam abertos à representação da fé no entretenimento. “Eu sabia que seria um número alto, mas isso chega quase a 100%”, comentou Brooke Zaugg, diretora executiva da Faith & Media Initiative.

Ateus e Agnósticos 

A metodologia do estudo envolveu a exibição de mais de 100 cenas extraídas de 50 filmes e séries, como Beef (Treta)The PitHacksaw Ridge (Até o Último Homem)Ramy e Nobody Wants This (Ninguém Quer). Os participantes avaliaram cada trecho com base em seu valor de entretenimento, autenticidade e capacidade de gerar engajamento.

O grupo que registrou a mudança de percepção mais notável foi o de ateus e agnósticos. Antes de assistir às cenas, 53% dos espectadores sem religião consideravam programas que exploram fé e espiritualidade mais atraentes. Após a exibição, o percentual subiu para 58%. Da mesma forma, a taxa daqueles que julgavam esses programas mais relacionáveis aumentou de 53% para 61%.

“Eles foram os mais receptivos. O maior aumento foi em como eles se sentiram após assistir ao conteúdo”, destacou Zaugg.

Autenticidade 

A pesquisa concluiu que a sinceridade emocional é o fator crucial para engajar a audiência. Representações que utilizam sarcasmo ou recorrem a estereótipos mostraram-se menos eficazes. Abordagens que retratam dúvidas e complexidades da vida espiritual tiveram uma recepção quase tão positiva quanto as narrativas explicitamente positivas, desde que percebidas como genuínas.

“Religião pode parecer um tema assustador para se discutir — como política — e isso cria a ilusão de que é um assunto restrito”, observou Brooke Zaugg. “Isso facilita que cineastas simplifiquem demais ou não deem a devida atenção, em vez de reconhecerem o valor que uma narrativa de fé pode ter quando bem feita.”

Os dados sugerem que o público não está em busca de produções com tom doutrinário, mas de histórias honestas que reflitam as crenças e os conflitos espirituais experienciados na vida real. A representação com profundidade e verdade, portanto, pode ampliar a conexão e o alcance das produções com um espectro diversificado de espectadores. Com informações: Comunhão.

“Crise silenciosa” no casamento pode ser sinal de problema afetivo

Especialistas em aconselhamento familiar têm observado um fenômeno relacional descrito como “crise silenciosa” em casamentos. A situação se caracteriza pela ausência de conflitos aparentes, que é substituída por um distanciamento emocional profundo, onde o convívio perde intimidade, diálogo e presença genuína.

O pastor Alberto Kenji, da Igreja Batista Nova Vida em São Caetano do Sul (SP), descreve a dinâmica: “Há casamentos cristãos onde não há briga, não há discussão, não há absolutamente nada, mas o casal está convivendo em silêncio.”

“Um silêncio ensurdecedor. Não há violência doméstica, mas os dois caminham de forma indiferente”, destacou, informou a Comunhão. Segundo ele, esse cenário frequentemente gera um sentimento de solidão acompanhado de culpa, principalmente em ambientes religiosos onde a falta de escândalos pode ocultar problemas.

O pastor Edson de Faria alerta para um erro comum de interpretação. “Silêncio não significa que está tudo bem. A ausência de brigas também não significa harmonia. Muitos casais frequentam a igreja, dizem que está tudo bem, mas na realidade não está. É só uma imagem”, afirma.

Ele aponta que as raízes desse silêncio prolongado geralmente estão em ressentimentos não resolvidos, medo de dialogar para evitar confrontos, concentração nos defeitos do parceiro e a substituição da interação real pelo uso excessivo de dispositivos digitais e redes sociais.

Do ponto de vista teológico, os líderes lembram que a Bíblia não apresenta o silêncio emocional como uma virtude. Citando Efésios 4:26, que orienta a não deixar o sol se por sobre a ira, eles destacam que o texto pressupõe o enfrentamento e a resolução dos desentendimentos, e não sua supressão. “O silêncio não é paz. O silêncio começa a fazer barulho. A pessoa fica quieta, mas o coração e a mente estão sofrendo”, complementa o pastor Edson.

O pastor Silvio Martinez identifica o cerne da questão na deterioração da comunicação. “O nome da resposta é diálogo. Conversa franca, verdadeira. Quando um fala, o outro precisa ouvir de verdade. O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença”, define. Essa indiferença, explicam, é construída por um afastamento progressivo e cotidiano.

O risco principal, na visão do pastor Alberto Kenji, é que o silêncio prolongado leve a uma desistência interna do relacionamento. “Quando não há mais discussão, pode ser sinal de que alguém já abriu mão. Estão separados, mas morando na mesma casa. Deixaram de ser uma só carne”, observa.

Para a reconstrução do vínculo, os conselheiros enfatizam o amor como uma decisão prática, além de um sentimento. “O amor não é só sentimento, é ação. Fé sem obras é morta. Se eu digo que amo, eu preciso provar com atitudes”, afirma Edson de Faria. Isso requer iniciativa individual. “Tem solução, sim. Mas alguém precisa dar o primeiro passo. Se você esperar o outro mudar, nada acontece. Sempre começa por um”, destaca.

Entre as ações sugeridas estão retomar conversas significativas, aumentar os elogios, reduzir as críticas, reservar tempo de qualidade e abordar temas difíceis sem hostilidade. “O diálogo mina o silêncio. Elogiar mais, criticar menos. Colocar as coisas boas à frente das ruins”, reforça Silvio Martinez. O pastor Silvio de Oliveira ressalta a importância do timing: “O casamento não é um dia, é um processo. O diálogo precisa ter momento certo, sem cabeça quente”.

A reflexão final apresentada pelos pastores convida a um exame prático do investimento no relacionamento. “Tem que voltar ao primeiro amor. Não importa o tempo de casado. A pergunta é: o que eu estou fazendo hoje pelo meu casamento?”, provoca Edson de Faria. O processo de restauração, concluem, inicia quando o silêncio deixa de ser um refúgio e passa a ser reconhecido como um pedido por escuta e reconexão.

Malafaia defende o The Send: “Se é de Deus, permanece”

Mensagem aos linguarudos que falaram mal do The Send pic.twitter.com/nj9HgGKKSZ

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) February 1, 2026

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), gravou um vídeo para se posicionar sobre as críticas recebidas pelo evento evangélico The Send. O encontro ocorreu no sábado, 31 de agosto, simultaneamente em cinco estádios brasileiros, com uma estimativa de público superior a 250 mil pessoas.

Em sua mensagem, Malafaia defendeu o caráter espiritual do evento e rebateu acusações circulantes nas redes sociais. Ele atribuiu parte das críticas a indivíduos que estariam buscando notoriedade online. “Redes sociais não constroem história de ninguém”, declarou.

Sobre as alegações de enriquecimento e promoção pessoal, o pastor apresentou uma defesa detalhada. Afirmou que não houve patrocínio público e que a arrecadação com ingressos e ofertas não cobriu todos os custos da realização.

Malafaia também esclareceu que nenhum pastor ou cantor convidado recebeu cachê por sua participação. Ele mencionou que arcou pessoalmente com as despesas de seu deslocamento entre sua residência e os dois estádios onde pregou: em Recife (PE) e Belo Horizonte (MG).

Ao abordar questionamentos sobre um suposto viés político do evento, o pastor argumentou: “Quer dizer que falar a verdade é falar de política? Dizer que o cristianismo é a mais importante tradição do mundo ocidental é política, não é verdade?”.

Para concluir, Malafaia citou um princípio bíblico atribuído a Gamaliel, dirigindo-o aos críticos: “Se essa obra é de Deus, ela permanece. Se não é, ela acaba”.

Papa retoma declaração de Madre Teresa de Calcutá em audiência sobre liderança | Notícias Gospel

Em uma audiência realizada no Vaticano na manhã de sábado, 31 de agosto, o papa Leão XIV abordou o tema do aborto, recorrendo a uma declaração da Madre Teresa de Calcutá. O pontífice se dirigia a participantes da iniciativa “Uma humanidade, um planeta: liderança sinodal”.

Durante seu discurso, Leão XIV afirmou que “o maior destruidor da paz é o aborto”, repetindo as palavras da religiosa, que foi canonizada pela Igreja Católica e recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979. O papa utilizou a citação para reforçar a importância da proteção aos mais vulneráveis.

“Somente quem cuida dos pequeninos pode fazer coisas verdadeiramente grandes”, declarou o pontífice.

Em sua avaliação, a posição da Madre Teresa mantém relevância atual. “Sua voz continua profética: nenhuma política pode, de fato, colocar-se a serviço dos povos se exclui da vida aqueles que estão prestes a nascer, se não socorre aqueles que se encontram em situação de necessidade material e espiritual”, apontou Leão XIV.

O evento reuniu aproximadamente 100 pessoas. A audiência integra um programa bienal de formação para a ação política, organizado pela ONG New Humanity — entidade vinculada ao Movimento dos Focolares — em parceria com a Pontifícia Comissão para a América Latina e com apoio da Fundação Porticus. Com: Pleno News.

Cultos domiciliares fazem a diferença em Belo Horizonte

A comunidade conhecida como Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte, Minas Gerais, tem sido alvo de ações evangelísticas lideradas pelo missionário João Basques. Integrante do movimento cristão Parousia, Basques relata que atividades como cultos realizados em residências têm atraído moradores, incluindo jovens e até indivíduos ligados ao tráfico de drogas.

Em um culto recente realizado em uma casa da localidade, um grupo se reuniu para cantar louvores e ouvir pregações. “Esse é o som de um culto caseiro na favela”, descreveu João Basques em publicação no Instagram.

Ele testemunhou sobre a receptividade: “Jesus tem tocado esse lugar de forma profunda e real. Um culto no beco, que até os traficantes sentam para ouvir e ver o que Jesus está fazendo”.

O evangelista destacou a simplicidade do local escolhido para os encontros. “Enquanto muitos procuram estrutura, Jesus escolheu uma sala no coração da favela”, afirmou.

João Basques é fundador e líder do movimento Parousia, que se originou na própria favela do Cabana, local onde ele foi criado. Sua atuação é voltada para a pregação dirigida a diversos públicos da comunidade, como crianças, jovens, idosos e também pessoas envolvidas com o crime.

Em declaração em vídeo, o missionário contextualizou sua trajetória: “Eu sou um missionário que não foi para a África, mas um dia saiu de casa e encontrou seu campo de missão na quebrada onde nasceu”. Ele expressou sua convicção sobre uma transformação na identidade do local:

“Eu acredito muito no poder de Deus. Acredito que o Cabana não será mais lembrado por causa do tráfico de drogas… O Cabana será lembrado como um lugar que tem um Deus, e o Deus do Cabana caminha pelos becos, junto a nós”.

“A maior tragédia da vida é viver sem propósito”, diz Rick Warren

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Em sua participação no The Send Brasil, o pastor Rick Warren, fundador da Igreja Saddleback na Califórnia e autor do livro “Uma vida com propósitos”, dirigiu-se aos jovens presentes com uma mensagem centrada no conceito de investir a vida em Jesus Cristo. O evento reuniu participantes em cinco estádios pelo país, além de uma audiência online.

“Você não está aqui por acaso. Deus sabia, mil anos antes mesmo de você nascer, que você estaria aqui hoje. Ele tinha um plano. E a sua vida está prestes a mudar”, afirmou Warren durante a sua pregação.

O pastor delineou três possíveis caminhos para a vida: desperdiçá-la, gastá-la ou investi-la. Ele argumentou que muitas pessoas a desperdiçam na busca por dinheiro, fama, prazer ou popularidade. “O maior uso da sua vida é investi-la em algo que vai durar além da sua própria vida”, declarou.

Warren contrastou o conceito cultural de “vida boa”, que associou à busca por aparência, bem-estar emocional e posses materiais — comum, segundo ele, em regiões como a Califórnia — com uma vida de propósito espiritual. “Existe um problema com essa vida boa: ela não é boa o suficiente. Você foi feito para mais do que isso”, disse.

Sobre a relação com Deus, o pastor afirmou: “Você não é um motivo bom o suficiente para levantar de manhã. Você foi feito por Deus. Você foi feito para Ele. E até que você entenda isso, a vida não vai fazer sentido”.

Ele listou três consequências de conhecer a Jesus Cristo: “O seu passado é completamente perdoado. No seu presente, você recebe um propósito para a vida. E no seu futuro, você recebe um lar nos céus”.

O líder religioso, que já pregou em 165 países, destacou a importância do The Send, evento baseado no conceito bíblico de “envio”. Ele citou a passagem de Romanos 10:14 e a Grande Comissão, enfatizando a necessidade de os cristãos serem enviados para propagar a mensagem. “Um dia, quando você estiver diante de Deus no céu, uma das perguntas que Ele vai te fazer será: ‘Você foi aonde o Meu Filho queria te enviar?’”, ponderou.

Warren detalhou três níveis de existência: sobrevivência, sucesso e significado. “O nível mais alto é o nível do significado. É quando você sabe que a sua vida importa. E isso começa quando você pega todas as áreas da sua vida e entrega a Cristo”, explicou. Ele definiu os benefícios dessa entrega como o perdão do passado, um propósito no presente e a promessa de um lar eterno.

Sobre o papel das igrejas, o pastor fez uma distinção: “Não é pecado ser uma igreja pequena. É pecado ter uma visão pequena. Deus não está procurando grandes igrejas. Deus está procurando igrejas obedientes”. Ele incentivou os presentes a se disponibilizarem para serem enviados, seja em contextos locais ou internacionais.

“A maior tragédia da vida não é morrer cedo. A maior tragédia da vida é viver sem propósito”, concluiu Warren, encerrando sua mensagem com um chamado à ação. “Deus te criou para viver pela maior causa do mundo. Uma causa que vai durar mais do que a sua própria vida”.

Pastor Tassos Lycurgo é atacado com acusações de “transfobia”

O professor titular do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Tassos Lycurgo, tornou-se alvo de um movimento liderado por estudantes que pede seu afastamento da instituição. O docente, teólogo e identificado com posições conservadoras, é acusado de proferir declarações transfóbicas.

Um coletivo de estudantes divulgou, em suas redes sociais, um comunicado solicitando a demissão do professor. O grupo afirmou que Lycurgo teria feito “falas transfóbicas, desinformativas e conspiratórias”. Como parte da mobilização, os alunos organizaram um abaixo-assinado online e informaram ter protocolado uma denúncia formal na Ouvidoria da UFRN, acompanhada de um dossiê com as supostas justificativas para a exoneração.

Em resposta, o professor Lycurgo negou as acusações e atribuiu a campanha a uma articulação política. “Militantes comunistas da UFRN estariam articulados com um grupo político nacional para pressionar por minha expulsão”, declarou. Ele afirmou ainda que mensagens e notas vêm sendo disseminadas de forma coordenada em grupos de WhatsApp da universidade e em plataformas sociais. “O motivo? Não toleram uma opinião divergente”, completou.

O docente também utilizou suas redes sociais para compartilhar uma série de mensagens ofensivas que disse ter recebido, contendo xingamentos como “escória”, “traste” e “psicopata”. Lycurgo, que possui mais de um milhão de seguidores em plataformas digitais e é frequentemente convidado para podcasts sobre teologia, tem sua atuação pública criticada pelo coletivo estudantil, que destacou seus posicionamentos contrários a conceitos como “racismo estrutural” e ao ativismo transgênero.

Sobre o clima no ambiente universitário, Lycurgo publicou: “Quando a política vira religião, o contraditório vira blasfêmia. E quando o campus vira laboratório ideológico, a liberdade vira ‘problema’”. Ele defendeu que uma “universidade saudável não cancela: debate. Não expulsa: confronta ideias. Não fabrica unanimidade: protege a diversidade de pensamento.”

A Reitoria da UFRN não se pronunciou publicamente sobre o caso até o momento. A denúncia segue em análise pelos canais internos da universidade.