Pastor deixou megaigreja e alerta contra aglomerações sem Cristo

Em uma conversa recente com o rapper e escritor Lecrae, o pastor e escritor Francis Chan compartilhou os motivos que o levaram a deixar a liderança de uma megaigreja na Califórnia e a adotar um modelo de igreja mais intimista, com encontros realizados em salas de estar.

A entrevista foi divulgada recentemente e destacou reflexões pessoais e espirituais que motivaram essa transição. “Você tinha uma megaigreja no sul da Califórnia. Vendia uma quantidade absurda de livros. Todo mundo fazia seus estudos bíblicos, seus DVDs”, disse Lecrae, ao introduzir a conversa. “Você abandonou tudo”.

Chan, autor do livro Louco Amor, que se tornou um best-seller internacional, contou que a decisão foi tomada após uma conversa com sua esposa, Lisa. Ele se sentiu desconfortável com a notoriedade de sua igreja, localizada em Simi Valley.

“Se o apóstolo Paulo ou Jesus tivessem uma igreja em Simi Valley, a minha seria maior, e isso está me incomodando”, disse Chan à esposa na ocasião, conforme lembrou na conversa. “Eu teria uma igreja maior que a de Jesus porque sei como reter uma multidão. Eles não conseguiram”.

Chan contou que passou a buscar nas Escrituras uma resposta para uma pergunta pessoal: “Estou realmente sendo como Cristo?” A partir dessa reflexão, ele percebeu que sua comunidade não refletia o mandamento neotestamentário de “amar uns aos outros como Cristo nos amou”.

“Não foi isso que eu criei. Eu coloquei um monte de gente — milhares de pessoas — brincando de igreja”, reconheceu Chan.

Outro ponto que o levou a questionar o modelo adotado foi a falta de envolvimento ativo dos membros nos dons espirituais: “Havia 5 mil pessoas com algum tipo de dom sobre o qual eu nada sabia. Elas não estão sendo usadas na igreja”, afirmou. “Não sei como fazer isso em uma sala gigante”.

Além da estrutura da igreja, Chan compartilhou com Lecrae experiências pessoais marcadas por insegurança, fracassos e, segundo ele, a revelação do amor de Deus em meio às dificuldades: “Quero que todos saibam que Francis Chan foi um completo perdedor, que meus anos de faculdade foram um desastre. Meu início no ministério foi um desastre, hipócrita, pecaminoso”, declarou. “E Deus derramou sua graça sobre mim, e essa é a única razão pela qual algo de bom surgiu da minha vida. Sou amado por Ele”.

Chan afirmou que Deus lhe mostrou “algumas coisas nestes últimos anos” que considera “realmente grandes”, especialmente no que diz respeito à compreensão do amor divino.

“Percebo que foi tão fácil para mim, durante todos esses anos, dizer: ‘Eu amo a Deus. Eu amo a Deus. Vou fazer essas loucuras por Deus’”, comentou. “Mas é muito mais difícil dizer: ‘Ele é louco por mim. Sou tão amado por Ele’”.

Segundo Chan, em diversas conferências em que participou, ele percebia que cerca de três quartos dos pastores se levantavam quando ele perguntava se estavam apenas “80% certos” de que Jesus os amava.

Ele avaliou que o sentimento de insegurança é comum entre líderes cristãos e reconheceu que sua própria pregação pode ter reforçado essa dificuldade. “Se eu estivesse tão focado nas minhas próprias ações em vez das dele, então provavelmente ajudaria a liderar uma geração que está focada nas próprias ações em vez das dele”, afirmou.

De acordo com o Crosswalk, Chan entende que o desafio agora é renovar seu ministério com base em uma mensagem central: “Preciso corrigir isso”, concluiu, referindo-se à necessidade de ajudar as pessoas a “realmente entender o quanto Deus as ama”.

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China quer adaptar hinos cristãos à ideologia do Partido Comunista

Em 7 de maio, a Associação Cristã Patriótica da China e o Conselho Cristão da China divulgaram um novo projeto intitulado “Ministério de Música Sacra para 2025”. O plano prevê a adaptação dos hinos cristãos à ideologia do Partido Comunista, alinhando-se à diretriz política de sinicização das religiões promovida pelo governo.

As entidades são conhecidas como “Duas Associações” e são responsáveis por representar oficialmente o protestantismo no país, operando sob supervisão direta do governo chinês. O anúncio intensificou preocupações internacionais sobre o avanço do controle estatal sobre a prática religiosa.

Embora seja apresentado como uma proposta de valorização cultural, o projeto foi interpretado por líderes e organizações cristãs como mais uma medida para restringir a autonomia da igreja.

Segundo Kurt Rovenstine, representante da organização Bíblias para a China, “isso reflete uma tendência que temos visto há algum tempo na China: a luta da igreja para se expressar livremente, pregar, ensinar, cantar e adorar conforme achar adequado, de acordo com as Escrituras”.

Diretrizes do novo projeto

De acordo com informações divulgadas, o plano prevê cinco diretrizes principais:

  1. Formação de equipes oficiais de música sacra;

  2. Criação de uma biblioteca de canções originais com “características chinesas”;

  3. Realização de concertos com o tema da sinicização;

  4. Integração de módulos de música sacra supervisionados pelo governo em aplicativos religiosos;

  5. Treinamento de voluntários que contribuam com a sinicização da música cristã.

A organização China Aid, que monitora a situação da liberdade religiosa na China, afirmou que o projeto visa substituir músicas não alinhadas aos valores do Partido Comunista Chinês (PCC) por hinos compatíveis com as diretrizes ideológicas do Estado. A entidade destacou que o plano representa a criação de um modelo padronizado de louvor, filtrado por critérios políticos.

“Sentimos uma sensação de controle e censura, o que historicamente não tem sido uma coisa boa”, disse Rovenstine, comentando as novas exigências.

Interferência nas bases da fé

A China tem adotado, nos últimos anos, medidas crescentes para adaptar as religiões aos princípios do Partido Comunista. Igrejas registradas no país já enfrentam pressões para ajustar suas doutrinas e práticas administrativas. O novo foco na música sacra amplia esse processo, direcionando até mesmo os elementos litúrgicos à conformidade ideológica.

Segundo Kurt Rovenstine, a escolha da música como alvo inicial não é casual: “Afinal, a música é um alvo mais fácil do que as Escrituras. Você começa com um ou dois louvores e adiciona um elemento cultural ou um valor chinês ao lado de um valor cristão e as pessoas dizem: ‘Bem, isso não é tão ruim’”.

A China Aid enfatizou que os hinos não são apenas formas de adoração, mas meios teológicos e espirituais de transmissão de fé. Em nota, a entidade afirmou: “Forçar a sinicização da música sacra e substituí-la por hinos aprovados pelo governo é, sem dúvida, uma distorção e erosão da essência da fé cristã, dissolvendo gradualmente sua singularidade. Isso não apenas limita as escolhas musicais dos cristãos, mas pode até mesmo alterar sutilmente sua compreensão de Deus e seus modos de adoração”.

Censura e vigilância crescente

Desde 2021, a expressão religiosa nas plataformas digitais está sob restrições severas na China. Aplicativos cristãos foram removidos das lojas virtuais e músicas de louvor desapareceram de redes sociais. O atual projeto de sinicização da música sacra amplia essa vigilância, inserindo conteúdo aprovado pelo governo nos aplicativos usados por igrejas registradas.

A China Aid alertou para o risco de erosão da doutrina cristã diante da imposição de conteúdo com viés estatal. Em reação, líderes cristãos locais e internacionais vêm pedindo orações e apoio espiritual para os cristãos chineses.

“Por favor, ore pelos líderes cristãos que enfrentam ataques à música de sua fé. Ore para que os cristãos chineses tenham clareza e discernimento focados no Evangelho ao considerarem, em espírito de oração, como incorporar música em seus cultos. Ore para que eles permaneçam firmes no fundamento da verdade bíblica quando enfrentarem pressão para se desviar da Palavra de Deus”, concluiu Rovenstine em declaração ao Mission Network News.

Contexto

A política de sinicização das religiões tem sido uma diretriz central do governo do presidente Xi Jinping, que assumiu o cargo em 2013. O termo refere-se à adaptação de práticas religiosas aos valores socialistas e à cultura tradicional chinesa, sob a perspectiva oficial do Partido Comunista. Essa política tem afetado comunidades cristãs, muçulmanas e budistas, com ações que incluem revisões doutrinárias, substituição de símbolos religiosos e aumento da vigilância sobre líderes e fiéis.

Organizações como a China Aid e Portas Abertas classificam a China como um dos países mais restritivos à liberdade religiosa no mundo. Segundo o relatório de 2024 da Portas Abertas, o país ocupa a 16ª posição na lista de nações onde é mais difícil ser cristão.

Cristãos realizam ato após protesto violento de ativistas LGBT

Um grupo cristão liderado pelo evangelista Ross Johnston realizou novo ato público na terça-feira (27), frente à Câmara Municipal de Seattle, quatro dias após enfrentar protestos violentos durante evento no Cal Anderson Park. O episódio do sábado (24), envolvendo ativistas LGBT, resultou em mais de 30 prisões e intervenção policial com gases lacrimogêneos.

Em 24 de maio, aproximadamente 500 participantes do “Mayday USA” reuniram-se no parque – localizado no distrito LGBT Capitol Hill – para “orar pelo fim da doutrinação de crianças”, segundo declarações de Johnston. Cerca de 300 manifestantes contrários, portando bandeiras transgênero e cartazes pró-transição infantil, cercaram o local gritando “Vão para casa, fascistas!”.

A Polícia de Seattle confirmou:

  • Objetos foram arremessados contra agentes;

  • Barreiras de contenção foram rompidas;

  • Balas de borracha e agentes químicos dispersaram conflitos físicos.

Reação institucional

O prefeito Bruce Harrell emitiu comunicado no mesmo dia: “O comício de extrema direita promove crenças opostas aos valores de nossa cidade, no coração do bairro LGBTQ+ mais proeminente de Seattle”.

Em resposta, Johnston convocou o protesto de terça-feira: “Pedimos 5.000 cristãos para exigir a demissão do prefeito por tentar violar direitos da Primeira Emenda”. Milhares compareceram ao ato pacífico, com adoração musical e discursos.

O FBI abriu investigação sobre violência contra o grupo religioso. Dan Bongino, diretor adjunto, declarou no X (antigo Twitter): “A liberdade de religião não é sugestão”. Paula White, consultora do Gabinete de Fé da Casa Branca, emitiu nota: “Condenamos a violenta interrupção […] e exortamos Seattle a salvaguardar reuniões religiosas”.

Ross Johnston, criado por casal lésbico, converteu-se aos 15 anos em culto evangélico. Co-fundador do movimento “California Will Be Saved”, viaja os EUa pregando contra o que chama de “engano da ideologia LGBT” e defende “proteção à infância”.

Direção certa: estado aprova os Dez Mandamentos nas escolas

O Legislativo do Texas aprovou o Projeto de Lei do Senado 10 (SB 10), que exige a exposição permanente dos Dez Mandamentos em todas as salas de aula de escolas públicas estaduais.

A medida foi ratificada pela Câmara dos Representantes em 26 de maio por 82 votos a 46, após aprovação prévia no Senado estadual. O texto retorna agora ao Senado para reconciliação de emendas antes de seguir para o governador Greg Abbott, que manifestou apoio público à proposta.

Disposições da lei

Conforme o SB 10, instituições de ensino fundamental e médio deverão exibir um pôster de 40 cm x 50 cm ou cópia emoldurada dos Dez Mandamentos em “local visível e legível para pessoas com visão normal”.

As escolas poderão utilizar verbas distritais ou doações privadas para custear os materiais. Uma emenda aprovada determina que o procurador-geral do Texas defenderá judicialmente os distritos escolares em eventuais ações judiciais, com gastos processuais cobertos por fundos públicos.

Debate legislativo

Durante sessão de mais de duas horas e meia, a deputada republicana Candy Noble (Lucas) defendeu a medida como “valores essenciais enraizados na tradição educacional americana”. Em contraponto, democratas apresentaram emendas para pluralizar a exibição:

  • Vince Perez (El Paso) e Jon Rosenthal (Houston) propuseram incluir versões protestante, católica e judaica dos mandamentos, rejeitada por 78-50;

  • Gene Wu (Houston) sugeriu adicionar símbolos de islamismo, hinduísmo e budismo, também recusada (81-49).

“Textos religiosos sem contexto não ensinam história e violam a Cláusula de Estabelecimento”, argumentou Perez, alertando para “custos processuais inevitáveis aos contribuintes”.

Contexto jurídico

A iniciativa espelha lei similar da Louisiana (2023), atualmente bloqueada por liminar federal. Opositores citam o precedente Stone v. Graham (1980), onde a Suprema Corte invalidou norma idêntica no Kentucky por violar a Primeira Emenda.

Proponentes, porém, invocam Kennedy v. Bremerton (2022), que garantiu direito a expressões religiosas individuais em espaços públicos.

Com a reconciliação de emendas prevista para 2 de junho, analistas projetam sanção governamental ainda em junho. Organizações como a ACLU (União pelas Liberdades Civis) já anunciaram intenção de contestar judicialmente a lei caso seja promulgada. Com: The Christian Post.

De viciado em drogas a pastor: a história de um resgate nas ruas

Ramsés Cortês Noguera, nascido em Barcelona (Espanha) em 1977, iniciou sua trajetória como viciado em drogas aos 12 anos. Após três décadas entre Europa e Estados Unidos, desembarcou no Brasil em 2009 atraído pela vida noturna.

Em Natal (RN), teve o primeiro contato com crack, aprofundando uma dependência que já durava 20 anos. Em 2010, buscando amigos de seu pai em Goiás, foi preso por porte de drogas. Acabou acolhido por um casal de pastores da Assembleia de Deus, que o convidaram para cultos.

“Sentei no último banco, morrendo de vergonha. Mas ali senti paz”, declarou Noguera à Junta de Missões Nacionais (JMN).

Recuperação e recaídas

Apesar de converter-se e parar com as drogas inicialmente – “um milagre”, segundo suas palavras –, Ramsés enfrentou seis internações em clínicas e duas prisões. Em 2018, após a saída da esposa Jaqueline e do filho Julen de casa, vendeu seus bens e viveu um ano nas ruas do Rio de Janeiro.

Nesse período, sofreu duas paradas cardíacas. “Pedia a morte todos os dias. Usava tanto crack que comecei a falar sozinho”, relatou. Com 45 kg e saúde severamente comprometida, foi acolhido em 2019 pela Cristolândia de Madureira, projeto da JMN.

Transformação

Após passar pelas unidades da Cristolândia em Muriaé (MG) e Campo Grande (RJ), Ramsés ingressou no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Paralelamente, orava pela reconciliação familiar. Em 2021, após dois anos separados, reuniu-se com a esposa e o filho.

Atualmente, serve como capelão voluntário em dois hospitais do Rio e atua semanalmente na Cristolândia de Madureira. Em 3 de maio de 2025, foi aprovado no concílio pastoral da Convenção Batista Fluminense, sendo consagrado pastor em 10 de maio na Igreja Batista Casa Viva, que ajudou a fundar.

“Fui resgatado das ruas, do sofrimento e do abandono. Cristo me encontrou por meio da Cristolândia, onde recebi amor e o verdadeiro Evangelho”, afirmou Noguera. “Sou testemunha viva do poder transformador de Deus”.

Contexto: A Cristolândia, fundada em 2003, é um projeto social de recuperação de dependentes químicos mantido pela JMN em 16 cidades brasileiras.

(Fontes: Declarações de Ramsés Noguera à Junta de Missões Nacionais; registros da Convenção Batista Fluminense; cronologia fornecida pela Cristolândia-RJ)

Cura de lesão cerebral em bebê faz os pais se renderem a Jesus

Emily e Bruce Wise testemunharam a cura extraordinária de sua filha Riley, hoje com 4 anos, após complicações críticas durante o parto em 2019. Diagnosticada com encefalopatia hipóxico-isquêmica (EHI) — lesão cerebral por falta de oxigênio —, a criança superou prognósticos médicos iniciais, levando o casal a atribuir o desfecho à intervenção divina.

Durante o trabalho de parto no Hospital Universitário de Cleveland, Ohio, a frequência cardíaca de Riley caiu abruptamente. “Colocaram-na no meu peito e a retiraram imediatamente. Ela estava pálida, sem chorar”, relatou Emily à CBN News. Bruce acrescentou: “Não pudemos cortar o cordão umbilical. Sabíamos que era grave”.

Diagnóstico

Riley foi transferida para UTI neonatal com EHI grau 2 (moderado). Médicos alertaram para riscos de paralisia cerebral, autismo ou déficits cognitivos.

“Eles disseram que seus olhos não reagiam à luz. Orei: ‘Deus, proteja sua mente’”, contou Emily. O tratamento incluiu hipotermia terapêutica — resfriamento corporal a 33,5°C por 72 horas para reduzir danos cerebrais.

Enquanto Riley estava internada, Emily assistiu a um programa cristão de TV que incentivava a oração. “Liguei para os intercessores. Eles me ensinaram a orar com fé”, disse. Após semanas de orações, em um culto de Páscoa, Emily converteu-se ao cristianismo: “Naquele dia, Riley começou a fazer contato visual”.

Recuperação

A evolução surpreendeu a equipe médica. “Ela atingiu marcos de desenvolvimento mais rápido que o previsto”, explicou Emily. Riley recebeu alta após dois meses, sem sequelas neurológicas detectáveis. Estudos indicam que 25% dos bebês com EHI moderada têm incapacidades severas (Journal of Pediatrics, 2022).

Bruce, antes cético, tornou-se líder espiritual do lar: “Hoje creio no plano de Deus”. Emily reforça: “A Palavra de Deus é verdadeira. Ele curou minha filha”. A família frequenta a Igreja Vineyard Cincinnati, onde Riley participa de atividades infantis.

Contexto médico

A EHI afeta 1,5 a cada 1.000 nascidos vivos nos EUA. O protocolo de resfriamento, usado desde 2010, reduz em 18% o risco de morte ou deficiência (New England Journal of Medicine). Neurologistas ressaltam, porém, que efeitos tardios podem surgir até os 5 anos. Com: CBN News.

“Nobel Judeu”: presidente da Argentina, Javier Milei, surpreende

O presidente argentino Javier Milei viajará a Israel em 11 de junho de 2025 para receber o Prêmio Genesis, distinção concedida pela fundação homônima e descrita pela revista TIME como o “Nobel Judeu”.

A cerimônia ocorrerá no plenário do Knesset (Parlamento israelense), onde Milei fará discurso transmitido nacionalmente após receber o prêmio das mãos de Amir Ohana, presidente da casa legislativa, e Stan Polovets, cofundador da premiação.

Motivação 

Genesis Prize Foundation (GPF) selecionou Milei em fevereiro de 2025 por seu “apoio inequívoco” a Israel desde sua posse em dezembro de 2023. Entre as ações destacadas estão:

  • Garantia de 14 votos favoráveis a Israel na Assembleia Geral da ONU;

  • Classificação oficial do Hamas e Hezbollah como organizações terroristas;

  • Reabertura das investigações sobre os atentados à Embaixada de Israel (1992) e ao centro comunitário AMIA (1994) em Buenos Aires.

Destino dos recursos

Seguindo tradição de laureados anteriores, Milei recusou o prêmio em dinheiro de US$ 1 milhão. Os fundos serão aplicados em programas para:

  1. Fortalecer laços entre governos latino-americanos e Israel;

  2. Combater o antissemitismo na região;

  3. Promover reformas de livre mercado.

    “Líderes regionais conhecerão benefícios econômicos, tecnológicos e de saúde pública desta parceria”, declarou Polovets ao Jerusalem Post.

Contexto regional

Dados do UN Watch citados pela GPF revelam:

  • Brasil e México votaram contra Israel em 94% e 92% das resoluções da ONU em 2024;

  • Colômbia registrou taxa de 96% de votos contrários;

  • A Argentina tornou-se o país mais pró-Israel da América Latina sob Milei.

Plano Trienal (2025-2027)

A estratégia de aplicação dos recursos terá três fases:

  • 2025: Foco em Costa Rica, Panamá e Uruguai;

  • 2026: Expansão para Chile, Colômbia e El Salvador;

  • Ações incluem viagens a Israel para jornalistas hispânicos, parcerias com grupos evangélicos pró-Israel e produção de conteúdo midiático sobre inovações israelenses em tecnologia, saúde e agricultura.

Sobre o Prêmio Genesis

Criado em 2013, a honraria reconhece contribuições à humanidade e valores judaicos. Laureados anteriores incluem o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, o violinista Itzhak Perlman e a cantora Barbra Streisand.

Até 2025, o prêmio direcionou US$ 50 milhões para projetos filantrópicos em 31 países mediante contrapartidas financeiras.

Fontes Oficiais: Comunicado da Genesis Prize Foundation (27/05/2025); edição do The Jerusalem Post (28/05/2025); registros de votação da ONU (UN Watch, 2024).

Mara Lima e Soraya Moraes fazem dueto inédito em ‘Algo Novo’

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A cantora Mara Lima lançou, no último mês, a canção inédita Algo Novo, em parceria com Soraya Moraes. O dueto marca o sétimo single do DVD comemorativo pelos 43 anos da gravadora Louvor Eterno.

A gravação ocorreu ao vivo no Teatro Positivo, em Curitiba (PR), e representa o retorno oficial do selo ao mercado fonográfico nacional e internacional.

A música foi escrita exclusivamente para Mara Lima pelos compositores Marcelo Dias e Fabiana. Em nota, a cantora descreveu a faixa como “uma canção de adoração, de dependência, de busca e de entrega a Deus”. Segundo ela, a obra tem papel central em sua trajetória pessoal e vocal, reafirmando seu compromisso com a adoração mesmo diante das dificuldades.

A participação de Soraya Moraes, artista reconhecida pelo estilo congregacional e de adoração, representa a união de duas expressões distintas dentro da música cristã. Mara Lima explicou que o dueto resulta em “uma junção do estilo adoração de Soraya com o pentecostal característico de Mara Lima”.

Em declaração sobre a parceira, Mara afirmou: “Soraya é uma cantora de grande renome no país e, acima de tudo, ela é uma verdadeira adoradora”. E completou: “Não importa onde o adorador está, ele é adorador em qualquer momento ou circunstância”.

O lançamento de Algo Novo se soma a outras faixas que integram o projeto comemorativo da Louvor Eterno, como In Memoriam (com Mara Lima, Leandro Borges e Suellen Lima), A Presença (com Eliane Fernandes e Dalete Hungria) e Estrangeiro (com Leandro Borges).

A gravadora Louvor Eterno, fundada em 1981, tem em seu catálogo nomes históricos da música gospel brasileira. A série de lançamentos atuais busca reafirmar sua presença no cenário contemporâneo, mantendo a proposta original de louvor congregacional com ênfase na adoração pentecostal.

Ministério tem caminhão evangelístico furtado

Na sexta-feira, 23 de maio, o caminhão utilizado pela equipe do ministério cristão Good News Truck foi alvo de furto na Holanda. O veículo, que há anos é utilizado em ações evangelísticas pelo país, foi encontrado com os painéis laterais danificados e completamente vazio.

Os criminosos levaram todo o equipamento técnico necessário para a realização de um evangelismo de rua, incluindo geradores, alto-falantes, monitores, cabos, iluminação e uma tenda. O prejuízo estimado foi de 14 mil euros.

O incidente ocorreu por volta das 8h30, quando o evangelista Vincent Berhitu se dirigiu ao caminhão para os preparativos de uma viagem à cidade de Zevenhuizen. “Fui até o caminhão e vi que os painéis laterais estavam quebrados. Havia parafusos no chão. Foi aí que percebi que isso não estava certo”, relatou Berhitu ao portal Revive.

Berhitu afirmou que, ao abrir o compartimento, constatou o desaparecimento de todo o material. “Para a minha grande surpresa, todas as coisas se foram. Pensei: ‘O que vou fazer? O caminhão não tinha seguro’”, acrescentou.

Apesar da situação adversa, a equipe decidiu manter a programação da ação evangelística. “Decidimos imediatamente que a ação evangelística precisava continuar, e assim fizemos. Então, o milagre aconteceu”, declarou Berhitu.

A notícia do roubo se espalhou rapidamente por meio de mensagens em aplicativos de celular. Em resposta, um voluntário ofereceu um gerador reserva, e outros apoiadores emprestaram materiais adicionais. “Peguei isso e mais algumas coisas emprestadas para que o trabalho evangelístico desse final de semana pudesse acontecer. A missão continuou. Deus sempre tem uma solução”, afirmou o evangelista.

Na manhã da segunda-feira, 26 de maio, após registrar oficialmente o ocorrido, Vincent recebeu uma chamada de vídeo de uma enfermeira que acompanha as atividades do ministério. Segundo ele, a mulher expressou solidariedade e decidiu fazer uma doação no valor total do prejuízo. “Ela disse: ‘Vincent, o que aconteceu é terrível. Mas eu quero fazer alguma coisa’”, relatou. A doação permitiu a reposição dos equipamentos ainda nesta semana.

Em publicação feita em sua página no Facebook, o ministério agradeceu publicamente: “Jeová Jireh! Ele fornece todas as coisas”.

O próximo evangelismo de rua do Good News Truck está programado para o sábado, 31 de maio. Encerrando seu relato, Vincent Berhitu deixou uma mensagem aos seguidores do ministério: “Nunca se desvie do caminho por causa do inimigo. Continue aquilo para o qual Deus te chamou para fazer. Vamos continuar colhendo frutos para a glória de Deus”.

Progressista, Igreja Presbiteriana dos EUA vive queda vertiginosa

A Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA), maior denominação presbiteriana do país, pode encerrar o ano de 2025 com menos de 1 milhão de membros, segundo dados do relatório anual publicado pela Agência Unificada Interina da PCUSA.

De acordo com o levantamento, divulgado neste mês, a PCUSA perdeu aproximadamente 49 mil membros ao longo de 2024. O total de membros caiu de cerca de 1,094 milhão em 2023 para aproximadamente 1,045 milhão. O número atual também representa uma redução de cerca de 150 mil pessoas em comparação a 2021.

O relatório aponta ainda uma diminuição no número de anciãos, que passou de aproximadamente 56.900 em 2021 para cerca de 51.400 em 2024. O total de congregações também apresentou queda: de 8.572 igrejas em 2023 para 8.432 em 2024, uma redução de 140 comunidades locais.

Apesar da queda nos índices de adesão, houve aumento nas contribuições financeiras. As doações regulares à denominação cresceram de aproximadamente US$ 1,802 bilhão em 2023 para cerca de US$ 2,26 bilhões em 2024.

A PCUSA também registrou crescimento no número de batismos. Os batismos classificados como “apresentados por outros” subiram de 7.511 em 2021 para 7.826 em 2024. Já os batismos por confirmação aumentaram de 972 em 2021 para 1.351 no último ano.

O relatório informa ainda um pequeno crescimento na quantidade de membros que se identificam como “Não Binários/Genderqueer”, de 1.547 em 2023 para 1.728 em 2024, de acordo com o The Christian Post.

O Rev. Dr. Tim Cargal, responsável pela supervisão da elaboração do relatório, afirmou ao Presbyterian News Service, veículo oficial da denominação, que o atual ritmo de declínio pode levar a igreja a fechar o ano com menos de 1 milhão de membros. “Como todos os números ‘marcos’, este certamente atrairá muita atenção, e merecidamente”, declarou. “No entanto, as perdas líquidas não contam toda a história.”

Cargal afirmou que, embora a participação religiosa esteja diminuindo em diversas tradições e denominações nos Estados Unidos, a PCUSA “continua a trazer pessoas para a comunidade cristã”.

Desde o início dos anos 2000, a denominação vem enfrentando uma redução significativa. Em 2000, a PCUSA contava com mais de 2,5 milhões de membros. Esse número caiu para pouco mais de 1 milhão ao longo das décadas seguintes.

Em novembro de 2023, a PCUSA anunciou o corte de cargos em nível nacional e a reestruturação de agências e ministérios. A decisão foi justificada, em parte, pela queda contínua de membros e congregações. No ano seguinte, a perda de membros já superava 1 milhão no total.

Entre os fatores apontados para o encolhimento da denominação está a sua orientação teológica progressista. Ao longo dos últimos anos, diversas igrejas locais optaram por se desligar da PCUSA em protesto.

Um episódio marcante ocorreu em 2010, quando a Assembleia Geral votou a favor de permitir que órgãos regionais ordenassem homossexuais não celibatários. A medida provocou a saída de cerca de 300 congregações, que se uniram para formar a Covenant Order of Evangelical Presbyterians (ECO), organização de perfil teológico conservador.

A queda da PCUSA para menos de 2 milhões de membros foi registrada em 2011, com divulgação oficial em 2012. Naquele ano, o então secretário da denominação, Gradye Parsons, declarou em nota que a situação se devia a “pelo menos dois desafios”.

Segundo ele, “a primeira e principal necessidade é continuar a aumentar nossos esforços para viver a Grande Comissão e compartilhar as boas novas de Jesus Cristo”. Acrescentou ainda que “a segunda é nos conectar com o número crescente de ‘Espirituais, mas não Religiosos’”. Na prática, a teoria não se mostrou eficaz.