“Lula é um traidor da pátria”: Malafaia faz críticas contra Lula

O pastor e empresário Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), gravou um vídeo para destacar o que para ele são “provas” de que o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é um “traidor da pátria”.

Notadamente reconhecido como apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, Malafaia apontou que Lula assinou “mais de 30 acordos comerciais com a China, vendendo parte da nossa riqueza pra esses comunistas”.

A China, segundo a organização internacional Portas Abertas, é o 15° país mais perigoso para os cristãos.

“Menores de 18 anos são proibidos de frequentar a igreja. As igrejas registradas são cuidadosamente regulamentadas para garantir que nada do que elas promovem esteja fora das diretrizes do PCC [Partido Comunista Chinês]. A vigilância e o monitoramento intenso de todos os líderes da igreja suspeitos são consequências de seguir a Jesus na China”, diz a entidade.

Outro ponto levantado por Malafaia foi o ataque de Lula ao dólar, moeda mundialmente considerada padrão par transações comerciais. De acordo com o pastor, o petista teria virado “garoto propaganda” da China comunista.

“As reservas cambiais das nações são em dólar, onde as nações compram e vendem. Por algum acaso, Lula, se o Brasil vender mercadorias… nós vamos receber o dinheiro dessa gente? E você vai comprar o quê no mundo?”, questionou o pastor, argumentando que o comércio internacional é pautado pelo dólar.

Malafaia, na sequência, apontou contradições do petista ao apoiar, por exemplo, o Irã, país teocrático islâmico que não tolera liberdades individuais e rege a sua população com punhos de ferro.

Por último, o pastor assembleiano mostrou uma fala de Lula com relação à família, onde o petista parece dizer que os princípios vinculados à relação entre homem e mulher devem ser combatidos. “Vocês usam da democracia, mas não têm nada de democrata”, afirma o religioso, ao convocar manifestação para o dia 3 de agosto. Veja:

LULA É UM TRAIDOR DA PÁTRIA!

Provo com fatos e a própria fala de Lula. pic.twitter.com/E4pjb8kv5J

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) July 22, 2025

“Algo inimaginável”: advogado dos réus de Morais desabafa

O advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe Martins (ex-assessor de Bolsonaro), protocolou representação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), e falou sobre o que considera ser uma série de violações ao exercício da magistratura.

A medida, formalizada em 17 de julho, alega “violação de prerrogativas funcionais” e “abuso de autoridade” durante audiência em 16 de julho, quando Chiquini teve seu microfone desativado por Moraes, informou o Metrópoles.

O documento solicita que a OAB encaminhe ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ):

  1. Pedido de arquivo audiovisual integral da sessão

  2. Registros formais sobre decisão que dispensou intimação de testemunhas

  3. Comprovantes da cassação da palavra do advogado

Contexto

Na audiência do dia 16, das 21 testemunhas arroladas pela defesa de Martins, apenas uma compareceu. Moraes reiterou decisão de 27 de junho de 2016, mantida em 2025, que transfere às defesas a responsabilidade pela apresentação espontânea de testemunhas, sem necessidade de intimação judicial:

“A defesa é que traz suas testemunhas, como foi feito nos demais núcleos”, afirmou o ministro, citando precedente da Primeira Turma do STF. Sobre autoridades públicas, acrescentou: “O gabinete oficiou determinando que […] deveriam liberar as testemunhas caso a defesa entrasse em contato”.

Episódio do microfone

Durante depoimento do general Gonçalves Dias (ex-GSI), Chiquini questionou o efetivo presente em 8 de janeiro de 2023. Após reiteradas perguntas sobre imagens de câmeras, o diáculo evoluiu:

  • Moraes: “O senhor está acusando alguém de ter desaparecido [com imagens]?”

  • Chiquini: “Falei de forma genérica”

  • Moraes: “Já estou oficiando o governador Tarcísio sobre suas acusações de ontem. O senhor quer que eu informe mais alguma autoridade?”

Ao tentar retomar as perguntas, Chiquini foi interrompido com a frase “Encerramos, general”. Questionado se cassara a palavra do advogado, Moraes respondeu: “Cassei a palavra”.

Argumentação da defesa

Na representação à OAB, Chiquini alerta para risco de “efeito dominó contra todos os profissionais da advocacia”, argumentando:

“Se na mais alta Corte permite-se calar um defensor e subjugar seu direito de produzir provas, o que esperar das instâncias inferiores?”. Solicita análise urgente pela Comissão Nacional de Prerrogativas, sob fundamento de criação de “perigoso precedente institucional”. Assista:

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Pais fracos ou autoritários? Psicóloga destaca equilíbrio na relação

A ausência de modelos predefinidos para a paternidade permanece como desafio recorrente entre famílias, com pais frequentemente questionando sua eficácia educacional. “Não existe manual”, afirma a psicóloga cristã Anísia Luíte.

Em geral, psicólogos apontam que o equilíbrio entre expressão afetiva e imposição de limites configura dilema central, variável conforme contextos culturais e individuais.

Em seu caso particular, Anísia lembra da forma como o seu próprio pai reagiu às dificuldades da vida, fazendo um paralelo com a parábola do filho pródigo.

“Muitos filhos e filhas, alguns dentro da nossa própria casa, fizeram com ele exatamente o que o filho pródigo fez: romperam, feriram, desperdiçaram. Mas meu pai nunca deixou de crer, de orar, de receber. Alguns ele ainda espera até hoje”, disse ela, segundo a Comunhão.

Nesse cenário, a parábola bíblica do Filho Pródigo (Lucas 15) oferece referência analítica relevante, apresentando figura paterna que permite a partida do filho sem coerção, mantém vigilância passiva durante o afastamento e oferece acolhida incondicional no retorno.

Essa narrativa desafia concepções de paternidade baseadas em controle, sugerindo modelo fundamentado em “presença não manipuladora”, conforme análise de teólogos. Situações práticas que testam estruturas parentais – como distanciamento de valores familiares, diagnósticos médicos inesperados ou conflitos comportamentais – evidenciam a permanência afetiva sem imposição como fator recorrente em estudos sobre resiliência familiar.

A psicóloga Anisia Luite (Igreja do Nazareno, Mesquita/RJ) exemplifica essa dinâmica ao relatar a trajetória de seu pai, Amadeu Teixeira:

“Ele não teve um modelo de pai amoroso. Mas escolheu ser, mesmo assim. Exerceu sua paternidade com amor e longanimidade […] Muitos fizeram com ele exatamente o que o filho pródigo fez: romperam, feriram. Meu pai nunca deixou de crer, de orar, de receber. Alguns ele ainda espera até hoje”.

Embora inexistam manuais universalmente aplicáveis, pesquisas no Journal of Child and Family Studies (2023) corroboram que elementos como vínculo incondicional, espaço para autonomia e disponibilidade para reconciliação contribuem para desenvolvimento saudável quando equilibrados com orientação consistente.

Estes são dados que corroboram com entendimento cristão, onde perdão e sacrifício em função do outro são questões centrais. A falta disso, por outro lado, pode acarretar diversos problemas.

Dados do IBGE (2022), por exemplo, contextualizam que 68% dos pais brasileiros entre 30-45 anos relatam insegurança educacional, enquanto estudos longitudinais da USP associam estabilidade afetiva parental a menores índices de transtornos emocionais em jovens adultos.

Quanto ao que os pais cristãos devem fazer, e ser, Anísia resume com base no exemplo do seu pai: “Ele não teve um modelo de pai amoroso. Mas escolheu ser, mesmo assim. Exerceu sua paternidade com amor e longanimidade, tanto em casa quanto no ministério”.

Sonhos com Jesus marcam despertar espiritual no Cazaquistão

Na região sudeste do Cazaquistão, próxima à fronteira com a China, membros da minoria étnica uigur têm relatado experiências espirituais marcantes envolvendo aparições de Jesus Cristo. Segundo testemunhos locais, um número crescente de pessoas de origem muçulmana está abraçando o cristianismo em meio a uma realidade de isolamento e profundas tradições islâmicas.

“Temos cerca de 25 aldeias uigures aqui, praticamente não alcançadas pelo Evangelho”, afirmou Rico, um evangelista de origem uigure. Ele nasceu e cresceu na região e relatou que sua família dedicou anos ao trabalho missionário entre os uigures no Cazaquistão e na China.

De acordo com estimativas, cerca de 300 mil uigures vivem atualmente no Cazaquistão, sendo cerca de 300 os que integram pequenas comunidades evangélicas, concentradas principalmente em áreas remotas do leste do país.

Relatos de cura e sonhos com Jesus

Entre os testemunhos, destaca-se o de Gulnisa, uma mulher uigur que, durante cinco anos, conviveu com uma doença crônica sem encontrar alívio, apesar de seguir práticas islâmicas tradicionais. “Eu lia o Alcorão, rezava orações rituais muçulmanas e ia a mulás ou àqueles que usam cartas de tarô, mas não conseguia encontrar ajuda”, relatou.

A mudança ocorreu após um sonho. “O próprio Jesus veio até mim em sonho e sorriu”, contou. Sem reconhecer inicialmente quem era, Gulnisa pesquisou imagens online e identificou-O como o homem de sua visão: “Vestido de branco e com uma luz brilhante vindo Dele”.

Hoje, ela participa de uma igreja doméstica em sua vila, liderada por Marat e Nurlikiz Urazov, um casal que se mudou do oeste do Cazaquistão com o propósito de evangelizar os uigures. “A vida aqui é muito difícil… Começamos a orar e ouvimos a voz de Jesus: ‘Não chorem, meu filho e minha filha, eu lhes darei forças’”, relatou Nurlikiz.

Atualmente, cerca de 12 pessoas participam dos cultos semanais na comunidade.

Evangelismo porta a porta

Outro missionário local, Gulbakhram, percorre as aldeias visitando moradores para compartilhar o Evangelho. “Deus me dá fé e amor para espalhar sua mensagem de Graça… Às vezes, as pessoas não ouvem. Outras vezes, querem que eu compartilhe mais”, disse.

O evangelista relatou sentir a atuação do Espírito Santo durante as conversas: “Sou grato a Deus por esta dádiva preciosa. Não consigo expressar em palavras o quanto estou feliz”.

Perseguição e fé crescente

Embora os uigures vivam livremente no Cazaquistão, a minoria tem enfrentado intensa repressão do governo chinês nos últimos anos, incluindo detenções, censura religiosa e perseguição cultural. Segundo Rico, essa realidade torna o contexto espiritual do povo ainda mais delicado: “Os uigures são muçulmanos há quase um milênio, então essa é uma mentalidade que está arraigada em seu estilo de vida”.

Mesmo assim, o número de conversões tem crescido, especialmente entre aqueles que relatam experiências pessoais de cura, sonhos ou aparições espirituais.

Uma resposta de oração

O missionário Wally Kulakoff, cidadão australiano-americano, expressou sua comoção ao observar o avanço da fé cristã entre os uigures. “Meus pais oraram, meus avós oraram, e quem vê o resultado? Eu”, declarou.

Wally viveu entre os uigures por 25 anos e mencionou que sua família serviu entre esse povo por três décadas. “Falavam a língua deles, entendiam a cultura deles, comiam a comida deles e conviviam com eles”, afirmou.

Cem anos após o início desse trabalho, Wally vê os primeiros frutos. “Este é um momento emocionante. Posso me alegrar com o fato de que eles estão conhecendo a Deus, lenta mas metodicamente, e Jesus Cristo aparece a essas pessoas”, testemunhou.

Em uma recente reunião na fronteira entre o Cazaquistão e a China, Wally, Rico e outros cristãos oraram juntos pela continuidade do trabalho evangelístico na região. Para eles, o movimento entre os uigures está apenas começando.

A jornada de transformação está apenas no começo”, afirmaram os missionários à CBN News.

Doente por anos, pastor sonha com cirurgia e acorda curado

John Boore, pastor principal da Igreja Anchor Hill, em Las Vegas, Califórnia (EUA), afirmou ter sido curado de uma doença grave após sonhar que Deus realizava uma cirurgia em seu corpo. Segundo seu relato, o episódio ocorreu na madrugada de 6 de fevereiro de 2025, após anos de enfermidade decorrentes de sucessivas infecções por Covid-19.

Boore adoeceu inicialmente em julho de 2021, após contrair uma variante agressiva do coronavírus. De acordo com familiares, os sintomas começaram repentinamente enquanto ele estava com o filho na piscina. O pastor desenvolveu febres altas, pneumonia e enfrentou problemas cognitivos e respiratórios, sendo hospitalizado em estado grave.

“Ele tinha enxaquecas constantes, estava sempre cansado, e a falta de oxigênio o deixava enjoado quase o tempo todo”, relatou Matt Clayton, amigo da família e também pastor, ao site AG News. Apesar de apresentar alguma melhora ao longo de 2022, Boore voltou a contrair Covid-19 em novembro daquele ano.

Clayton afirmou que o impacto na personalidade do pastor era visível: “As memórias que compartilhamos haviam desaparecido da mente dele, e sua personalidade parecia ter mudado… Ver os efeitos disso sobre sua esposa e filhos tornava tudo ainda mais doloroso”.

Durante um período sabático de 90 dias em Houston, Texas, em 2023, Boore manteve sua fé de que Deus o curaria. Contudo, após a formatura de sua filha, Larissa, ele declarou ter se sentido desanimado: “Eu ainda acredito que Deus cura, mas Ele não vai me curar”.

Mesmo com tratamentos homeopáticos, alternativos e médicos, o pastor enfrentou sete semanas difíceis até a noite do sonho. Segundo seu relato, ele se viu em uma sala de cirurgia, deitado em uma maca, com um cirurgião ao lado esquerdo. “Ele era tão inteligente, eu sabia que era Deus”, afirmou. À direita da cama, em seu sonho, estava sua esposa Priscilla, vestida como assistente médica. O sonho teria durado das 2h30 às 9h30 da manhã. Ao acordar, Boore notou que os lençóis estavam molhados e que os sintomas haviam desaparecido: “É assim que me lembro de me sentir normalmente”.

Nos dias seguintes, ele compartilhou a experiência com a esposa e os filhos, Larissa e Dylan. A família retornou a Las Vegas, onde Boore permaneceu sem sintomas por mais de 120 dias. Exames médicos confirmaram a melhora. “O milagre não podia ser negado. Uma alegria que eu não via em John e Priscilla há anos havia retornado”, testemunhou Clayton.

A cura testemunhada por Boore também refletiu na vida da igreja. Segundo Clayton, “as sementes de fé e sacrifício durante a temporada passada estão trazendo multiplicação”. Durante os cultos de Páscoa de 2025, diversas pessoas tomaram a decisão de seguir a fé cristã. Ao compartilhar seu testemunho e orar por outros, Boore relatou ver vidas sendo transformadas: “Estamos vendo um verdadeiro avivamento dos velhos tempos”, afirmou Clayton.

A experiência relatada por Boore tem sido interpretada por membros da congregação como um testemunho de fé e intervenção divina, marcando uma nova fase no ministério da igreja em Las Vegas.

Cura milagrosa: evangelistas relatam evento sobrenatural

Entre os dias 16 e 19 de julho, a organização Aviva conduziu atividades de evangelismo de rua no município de Lajeado, Rio Grande do Sul, onde foi registrada uma cura milagrosa. A iniciativa incluiu ações de rua e eventos na Igreja Batista da Lagoinha, com participação estimada em mais de 100 voluntários.

No dia 16, durante ação de rua, voluntários abordaram um homem que utilizava aparelhos auditivos. Lucas Teodoro, fundador da Aviva, descreveu no Instagram:

“Falamos de Jesus para ele e oramos por cura […] Ele voltou a ouvir normalmente e respondeu todos os nossos testes […] entregou a vida para Jesus”.

No culto da “Aviva Conference” (17 de julho), outro homem com perda auditiva relatada subiu ao altar, onde também testemunhou uma cura milagrosa. Em declaração gravada, afirmou:

“Esse lado eu não escutava mais nada e no outro era em torno de 60% […] perguntaram: ‘Você acredita em milagres?’ […] oraram por mim”.

Teodoro exibiu os aparelhos no púlpito, enquanto o homem declarava: “Jesus vive. Cristo vive”.

Outros testemunhos

  • Em escola local, segundo Teodoro, “muitos alunos aceitaram Jesus” após pregação;

  • Um voluntário com fratura no pulso (lesão ocorrida duas semanas antes) relatou melhora funcional durante as atividades: “Eu não conseguia mexer os dedos […] olha o alívio”. Ele atribuiu o fato ao “Espírito Santo que […] vai operar o milagre”;

A programação já previa cruzada de avivamento no Parque dos Dick, descrita pela organização como “uma cidade, várias igrejas, um só propósito”. A intenção dos voluntários é fazer com que a Palavra de Deus seja proclamada de forma simples e direta, sendo isso um reflexo da Grande Comissão ensinada por Jesus Cristo.

Quanto à legalidade, eventos religiosos em espaços públicos seguem a Lei Federal 13.796/2019, que garante liberdade de reunião para fins confessionais, sendo essa uma das principais garantias da liberdade religiosa no Brasil.

Porto Rico proíbe procedimentos de mudança de sexo em menores

A governadora de Porto Rico, Jennifer González Colón, sancionou em 17 de julho o Projeto de Lei do Senado 350, que proíbe os procedimentos de mudança de sexo em menores de idade. A medida passou com ampla maioria nas duas casas legislativas: 24 votos a 2 no Senado e 47 votos a 4 na Câmara dos Representantes, entrando em vigor como a Lei Pública 63-2025.

Segundo o texto da nova legislação, ficam proibidos em menores os procedimentos médicos ou cirúrgicos que tenham como objetivo alterar a biologia sexual, incluindo o uso de bloqueadores de puberdade, hormônios sexuais (como testosterona, estrogênio e progesterona) e intervenções cirúrgicas com finalidade de transição de gênero. A legislação também se aplica a jovens de até 21 anos, no caso de cirurgias para modificar ou remover órgãos sexuais.

A lei prevê pena de até 15 anos de prisão para profissionais que realizarem cirurgias de mudança de sexo e multa de US$ 50 mil para instituições envolvidas. Profissionais de saúde também poderão ter suas licenças cassadas. Exceções são permitidas apenas em casos de condições intersexuais documentadas.

Em justificativa oficial, o texto afirma: “Menores, por ainda não terem atingido a maturidade emocional, cognitiva e física necessária, são particularmente vulneráveis à tomada de decisões que podem ter consequências irreversíveis. Portanto, é dever do Estado garantir seu bem-estar integral”.

A iniciativa de Porto Rico segue uma tendência já registrada em mais de duas dezenas de estados dos EUA, entre eles Texas, Flórida, Tennessee, Virgínia Ocidental e Carolina do Sul, que estabeleceram restrições similares ao longo dos últimos anos.

No plano federal, o presidente Donald Trump assinou, no início de seu atual mandato, uma ordem executiva determinando que “é política dos Estados Unidos não financiar, patrocinar, auxiliar ou apoiar a chamada ‘transição’ de uma criança de um sexo para outro”.

A constitucionalidade dessas medidas ganhou respaldo da Suprema Corte dos EUA, que decidiu, no caso Estados Unidos v. Skrmetti, que a proibição adotada pelo estado do Tennessee não viola a Cláusula de Proteção Igualitária da Constituição.

Diversas entidades médicas expressaram preocupações sobre os impactos dos procedimentos de transição em jovens. O Colégio Americano de Pediatras apontou riscos associados aos bloqueadores de puberdade, como “osteoporose, transtornos de humor, convulsões e comprometimento cognitivo”. Segundo a mesma entidade, a combinação desses medicamentos com hormônios sexuais pode aumentar o risco de “infartos, derrames, diabetes, coágulos sanguíneos e câncer ao longo da vida”.

As chamadas cirurgias de redesignação sexual envolvem a retirada de tecidos saudáveis do corpo ou a criação de estruturas artificiais para adequar a aparência ao gênero declarado.

De acordo com o The Christian Post, a nova lei em Porto Rico passa a criminalizar esse tipo de procedimento em menores e jovens adultos.

Incêndio destrói templo, mas membros montam tendas para cultuar

Apesar de um incêndio ter consumido o templo de 114 anos da Igreja Batista Pleasant Grove, na Carolina do Sul, em 20 de julho, os membros da congregação se reuniram na manhã seguinte, 21 de julho, para adorar a Deus sob tendas armadas no próprio terreno da igreja.

A ação espontânea expressou a continuidade da fé da comunidade, mesmo diante da perda do templo centenário. “Você pode ter igreja em qualquer lugar. Mas hoje, com todos comparecendo, estando aqui. A igreja ainda estava unida, sem o prédio”, declarou a fiel Tinika Reeves à emissora WBTW.

De acordo com informações do Gabinete do Xerife do Condado de Darlington, as autoridades foram acionadas na tarde do sábado, com relatos de fumaça na propriedade. Ao chegarem, encontraram o prédio já em chamas.

O Distrito Rural de Incêndios de Palmetto atuou na contenção, com apoio do Corpo de Bombeiros de Darlington, do Distrito de Incêndios do Condado de Darlington, da unidade de Windy Hill e do Corpo de Bombeiros de West Florence.

Em nota publicada em 21 de julho, o Distrito Rural de Incêndios de Palmetto expressou solidariedade: “Nossos pensamentos e orações estão com o reverendo Eugene Thomas e a família da Igreja Batista Pleasant Grove”.

A congregação, fundada em 1869 pelo reverendo Daniel Jesse, utilizava o edifício atual desde 1910. A construção destruída era considerada uma das mais antigas igrejas negras organizadas do condado.

O historiador Brian Gandy, diretor da Comissão Histórica e Museu do Condado de Darlington, lamentou a perda do patrimônio e destacou a relevância histórica da igreja. “Que dia triste — parece que a Igreja Batista Pleasant Grove pode ser uma perda total”, escreveu em publicação no Facebook. Segundo Gandy, a congregação mantinha “uma fé sólida como uma rocha” e um forte envolvimento com a comunidade da região de Back Swamp/Pocket Road.

O pastor Eugene Thomas relatou à WBTW que, após tomar conhecimento do incêndio, considerou realizar o culto de domingo na Igreja Batista Missionária de New Providence. No entanto, os próprios membros sugeriram que permanecessem no local da antiga igreja: “De repente, muitos membros vieram até mim e disseram: ‘Queremos estar em nosso território amanhã’. E eu disse: ‘Sim, é isso. Perfeito. É exatamente onde precisamos estar neste momento’”, contou Thomas.

As reações emocionadas marcaram o reencontro da congregação com os escombros. “Assim que entramos na garagem, foi real. Sentimos tudo. E simplesmente vimos nosso prédio sendo totalmente destruído”, disse Reeves.

Thomas, que orou antes de ir ao local após ser informado do incêndio, descreveu sua tristeza ao ver o templo em ruínas: “Eu vim para cá. E quando cheguei e vi o estado em que a igreja já estava, ela tinha basicamente desaparecido. Eu estava quebrado”.

Apesar da dor, o pastor destacou que os fiéis o ajudaram a manter a perspectiva espiritual da situação. “Foi isso que eu vi através disso. Que a igreja é uma coisa, e não um prédio. São as pessoas”, afirmou, de acordo com o The Christian Post.

Pastor que ‘odeia pobre’ é investigado por lavagem de dinheiro

O pastor Davi Nicoletti, fundador e presidente da Igreja Ministério Recomeçar, aparece como investigado em inquérito conduzido pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro oriundo de um grupo acusado de operar pirâmide financeira com criptomoedas.

Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a conta bancária da igreja recebeu R$ 4,03 milhões entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019, valor que teria sido transferido por integrantes da empresa MDX Capital Miner Digital LTDA, atualmente alvo de dezenas de processos na Justiça e investigações do Ministério Público do Ceará (MPCE) por estelionato.

De acordo com o relatório do Coaf, as transferências “não possuíam justificativas econômicas claras” e indicam tentativa de maquiar a origem ilícita dos recursos. A Polícia Civil instaurou o inquérito em 2019 para apurar o crime de lavagem de dinheiro. A MDX é acusada de lesar investidores por meio de falsas promessas de retorno com investimentos em criptoativos.

Vídeos e declarações polêmicas

Davi Nicoletti possui 72 mil seguidores no Instagram e é conhecido por pregar a teologia da prosperidade. No último mês, um vídeo gravado durante um culto viralizou nas redes sociais. Nele, o pastor afirma: “Eu odeio pobre. E eu vou dizer que Jesus nunca foi pobre. E se te falaram isso, mentiram. Porque o pobre não é só pobre financeiramente, ele é vítima de alguém que o fez ficar pobre. Ele sempre entende que o mundo deve para ele, e a culpa é de quem tem mais”.

Ainda na mesma ocasião, transmitida pelas redes sociais, Nicoletti acrescentou: “Tem um monte de cristão ladrão dentro da igreja que rouba o altar e critica a corrupção”. Após a repercussão negativa, o pastor afirmou que foi mal interpretado.

Posicionamento da defesa

Procurado, o pastor declarou que o inquérito que investigava sua suposta participação no esquema foi arquivado. Por meio de nota, sua defesa afirmou: “O inquérito policial instaurado no estado de São Paulo para apurar eventual crime antecedente à suposta prática de lavagem de dinheiro foi arquivado por decisão judicial, após manifestação do Ministério Público reconhecendo a inexistência de indícios suficientes para a propositura de ação penal”.

Segundo a defesa, “a lavagem de dinheiro exige a comprovação de um crime anterior (crime antecedente), o que, no caso, não ocorreu. Assim, a autoridade judiciária, com base nos autos e em conformidade com o Ministério Público, determinou o arquivamento do feito, nos termos do artigo 18 do Código de Processo Penal e da Súmula 524 do STF”.

Contudo, o inquérito arquivado mencionado pela defesa refere-se à atuação direta da MDX Capital. O processo que apura se a igreja foi utilizada para lavar dinheiro do grupo ainda está em andamento, embora o Ministério Público já tenha solicitado seu arquivamento. Até o momento, não houve decisão judicial nesse sentido.

Relação com a investigada

Nicoletti explicou que um dos administradores da MDX Capital frequentava sua igreja, mas negou qualquer envolvimento comercial com a empresa. “Essa relação nunca se confundiu com vínculos comerciais ou societários. O Pastor Davi Nicoletti não é, nem nunca foi, sócio, gestor ou beneficiário da MDX Capital Miner Digital, tampouco participou de qualquer atividade econômica da empresa”, afirmou.

Sobre o relatório do Coaf, o líder religioso classificou as informações como “mentirosas” e alegou que a movimentação de R$ 4 milhões não condiz com a realidade financeira da igreja. “No período mencionado nos autos (ano de 2019), a Igreja contava com 6 unidades ativas e, somando todos os membros das unidades (milhares de pessoas), as ofertas recebidas naquele ano não atingiram R$ 1,5 milhão”, disse.

Ele ainda acrescentou que os valores eventualmente transferidos por pessoas ligadas à MDX seriam “pequenas ofertas voluntárias, como tantas outras realizadas por membros e frequentadores”.

Investigação segue

Apesar da solicitação do Ministério Público pelo arquivamento, o inquérito sobre o uso da Igreja Recomeçar para lavagem de dinheiro permanece sem decisão final. O caso ainda está sob análise da Justiça paulista. Enquanto isso, Nicoletti segue à frente da igreja e das atividades religiosas nas redes sociais.

O nome da MDX Capital também continua vinculado a investigações no Ceará, onde investidores alegam terem sido vítimas de golpe envolvendo promessas de lucros elevados com criptoativos, de acordo com o portal Metrópoles.

PF encontra apenas músicas gospel no pendrive de Bolsonaro

A Polícia Federal realizou perícia no pendrive de Bolsonaro, encontrado no banheiro da residência do ex-presidente durante operação realizada na sexta-feira, 18 de julho. Segundo fontes ligadas à investigação, o material armazenado no dispositivo não apresentou relevância para os fatos apurados.

O pendrive continha arquivos de músicas gospel e algumas fotos, de acordo com os peritos. Após a operação, Jair Bolsonaro declarou que desconhece a origem do dispositivo:

“Uma pessoa pediu para ir ao banheiro e voltou com um pen drive na mão. Eu nunca abri um pen drive na minha vida. Não tenho nem laptop em casa. A gente fica preocupado com isso. Você acha que, se tivesse algo comprometedor – não sou bandido – se tivesse, estaria lá, à disposição? Vou perguntar à minha esposa se era dela”, comentou o ex-presidente em entrevista coletiva.

Além do pendrive, os agentes apreenderam US$ 14 mil em espécie, R$ 8 mil e uma cópia impressa de uma ação judicial protocolada nos Estados Unidos pela plataforma de vídeos Rumble contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de acordo com a Band.

Durante a diligência, houve também relatos de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi filmada ainda de pijama. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou a condução da operação. “Se era apenas para conduzi-lo para colocar uma tornozeleira, por que entraram na casa fortemente armados? Forjaram dentro da casa dele [Bolsonaro] uma situação de tamanho constrangimento a uma mulher de pijama”, declarou a senadora.

Damares também afirmou que Michelle Bolsonaro deverá adotar uma postura mais firme diante dos acontecimentos: “O que vi hoje, eu vi nascer da humilhação, eu vi nascer da perseguição, a maior líder que esta nação poderia esperar”, afirmou a parlamentar, referindo-se à ex-primeira-dama.